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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rastreio do cancro do colo do útero em mulheres homossexuais: que evidência?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To review the evidence on the relevance of cervical cancer screening on healthy patients engaged in homosexual behavior, taking into account the risk of developing this pathology within this population. Data sources: MEDLINE database, National Guideline Clearinghouse, National Institute for Health and Care Excellence, Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase, Cochrane Library, Bandolier, DARE and Trip Database. Revision methods: Evidence based review of relevant scientific papers, published within the past five years (from 01/10/2011 to 30/09/2015), in English, Spanish and Portuguese. Combinations of the following MESH words were used: ‘female homosexuality’, ‘mass screening’, ‘diagnosis’, ‘uterine cervical neoplasms’ and ‘papillomaviridae’, and also the term ‘cervical cancer’. The Strength of Recommendation Taxonomy of the American Family Physician was used to evaluate the Levels of Evidence (LE) and the Strength of Recommendation (SR). Results: The search returned 88 papers, six of which met the inclusion: five clinical guidelines (one with SR A, two with SR B and two with SR C) and one prospective cohort study (LE 3). International guidelines present some limitations and inconsistencies regarding the indication of screening homosexual women, but the majority recommends their inclusion. The cohort study found abnormal results in Pap and human papillomavirus (HPV) in women who have sex with women, placing them at risk of developing cervical cancer. Conclusions: Women engaged in homosexual behavior may be at risk of being infected by HPV and developing cervical cancer, and should therefore be included in population-based screening, with the same frequency than other women (SR B). Nonetheless, further studies are needed to reinforce this evidence. Given the lower awareness of this group on the benefits of screening, we suggest the implementation of specific educational measures in order to increase their adherence. We also suggest reviewing national guidelines so as to clarify the indication of screening in this population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Programa de rastreamento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVISÕES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Rastreio do cancro do colo do útero em mulheres homossexuais:    que evidência?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Cervical cancer screening in homosexual patients: what is    the evidence?</b></font></p>     <p><b>Alice Jeri,<sup>1</sup> Ana Bessa Monteiro<sup>2</sup></b></p>     <p>1. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Barão Nova Sintra, ACeS    Porto Oriental</p>     <p>2. Médica Assistente de Medicina Geral e Familiar. USF Barão Nova Sintra, ACeS    Porto Oriental</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivo:</b> Rever a evidência sobre a relevância de rastrear para o cancro    do colo do útero (CCU) mulheres saudáveis com comportamento homossexual, tendo    em conta o risco da neoplasia nesta população.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> Bases de dados MEDLINE, <i>National Guideline Clearinghouse,</i>    <i>National Institute for Health and Care Excellence, Canadian Medical Association    Practice Guidelines Infobase, Cochrane Library, Bandolier,</i> DARE e <i>Trip    Database.</i></p>     <p><b>Métodos de Revisão:</b> Revisão baseada na evidência de artigos publicados    nos últimos cinco anos (de 1 de outubro de 2011 a 30 de setembro de 2016), nas    línguas inglesa, espanhola e portuguesa. Foram utilizadas combinações dos termos    MESH: <i>female homosexuality, mass screening, diagnosis, uterine cervical neoplasms</i>    e <i>papillomaviridae,</i> e o termo livre <i>cervical cancer.</i> Para avaliação    do Nível de Evidência (NE) e de Força de Recomendação (FR) foi utilizada a escala    <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Family Physician.</i></p>     <p><b>Resultados:</b> Obtiveram-se 88 artigos, dos quais seis cumpriam os critérios    de inclusão: cinco normas de orientação clínica (uma com FR A, duas com FR B    e duas com FR C) e um estudo de coorte prospetivo (NE 3). As normas internacionais    apresentam algumas limitações e inconsistências relativamente à indicação do    rastreio nas mulheres homossexuais, recomendando a maioria a sua inclusão. O    estudo coorte encontrou alterações em citologias e testes de Papilomavírus Humano    (HPV) de mulheres com comportamento homossexual, colocando-as em risco de desenvolver    CCU.</p>     <p><b>Conclusões:</b> Mulheres com comportamento homossexual podem estar em risco    de infeção pelo HPV e de desenvolvimento de CCU, devendo assim ser incluídas    no rastreio populacional com a mesma periodicidade das restantes mulheres (FR    B). São, contudo, necessários mais estudos que reforcem esta evidência. Dada    a menor sensibilização deste grupo quanto ao benefício do rastreio sugere-se    a implementação de medidas educativas dirigidas, visando aumentar a adesão.    Sugere-se ainda revisão das normas nacionais, clarificando a indicação do rastreio    nesta população. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Programa de rastreamento; Diagnóstico; Neoplasia do    colo do útero; Homossexualidade feminina; Comportamento sexual.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objective:</b> To review the evidence on the relevance of cervical cancer    screening on healthy patients engaged in homosexual behavior, taking into account    the risk of developing this pathology within this population.</p>     <p><b>Data sources:</b> MEDLINE database, National Guideline Clearinghouse, National    Institute for Health and Care Excellence, Canadian Medical Association Practice    Guidelines Infobase, Cochrane Library, Bandolier, DARE and Trip Database.</p>     <p><b>Revision methods:</b> Evidence based review of relevant scientific papers,    published within the past five years (from 01/10/2011 to 30/09/2015), in English,    Spanish and Portuguese. Combinations of the following MESH words were used:    &ldquo;female homosexuality&rdquo;, &ldquo;mass screening&rdquo;, &ldquo;diagnosis&rdquo;, &ldquo;uterine cervical neoplasms&rdquo;    and &ldquo;papillomaviridae&rdquo;, and also the term &ldquo;cervical cancer&rdquo;. The Strength of    Recommendation Taxonomy of the American Family Physician was used to evaluate    the Levels of Evidence (LE) and the Strength of Recommendation (SR).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> The search returned 88 papers, six of which met the inclusion:    five clinical guidelines (one with SR A, two with SR B and two with SR C) and    one prospective cohort study (LE 3). International guidelines present some limitations    and inconsistencies regarding the indication of screening homosexual women,    but the majority recommends their inclusion. The cohort study found abnormal    results in Pap and human papillomavirus (HPV) in women who have sex with women,    placing them at risk of developing cervical cancer.</p>     <p><b>Conclusions:</b> Women engaged in homosexual behavior may be at risk of    being infected by HPV and developing cervical cancer, and should therefore be    included in population-based screening, with the same frequency than other women    (SR B). Nonetheless, further studies are needed to reinforce this evidence.    Given the lower awareness of this group on the benefits of screening, we suggest    the implementation of specific educational measures in order to increase their    adherence. We also suggest reviewing national guidelines so as to clarify the    indication of screening in this population.</p>     <p><b>Keywords:</b> Mass screening; Diagnosis; Uterine cervical neoplasms; Female    homosexuality; Sexual behavior.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>O cancro do colo do útero (CCU) ocupa o terceiro lugar na prevalência e o quarto    nas causas de morte por cancro, entre mulheres, em todo o mundo.<sup>1-2</sup>    É o 9º cancro mais frequente nas mulheres portuguesas, com uma incidência de    13,5/100.000 mulheres.<sup>3</sup> É responsável por elevada morbilidade e mortalidade,    com uma taxa padronizada de anos de vida potencial perdidos de 40,3 (por 100.000    mulheres abaixo dos 70 anos) em 2009,<sup>4</sup> estabelecendo o Plano Nacional    de Saúde de 2012-2016 uma meta de redução de 21,4 neste valor até ao ano de    2016 (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a05q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A incidência de CCU no nosso país diminuiu notoriamente nos últimos anos, em    grande parte devido aos avanços conseguidos com um programa de rastreio realizado    de forma oportunista ou com base populacional, dirigido a mulheres entre os    25 e os 60 anos e alicerçado na colheita de colpocitologia nos cuidados de saúde    primários (CSP).<sup>4-5</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais de 99% dos casos de CCU estão relacionados com as consequências a longo-prazo    da infeção pelo Papilomavírus Humano (HPV).<sup>6</sup> A transmissão do vírus    é feita geralmente por contacto genital, embora possa não ser a única via.<sup>7-8</sup></p>     <p>Dados internacionais indicam menor adesão da população homossexual feminina    ao rastreio do CCU. As causas podem incluir uma autoperceção equívoca de menor    risco de infeção pelo HPV<sup>9</sup> (sobretudo em mulheres sem coitarca com    parceiro do sexo masculino); a não-identificação destas mulheres com as campanhas    de promoção do rastreio, dirigidas à população em geral;<sup>10-11</sup> bem    como um afastamento relativamente aos serviços dirigidos à saúde da mulher,    cujas atividades têm um importante foco no planeamento familiar e nos cuidados    à mulher grávida.<sup>12-13</sup> Desta forma, mulheres homossexuais podem apresentar    risco superior de desenvolver CCU invasivo.<sup>14-15</sup></p>     <p>Por seu lado, os profissionais de saúde podem igualmente questionar a relação    custo-benefício do rastreio neste contexto, por subestimação do risco de CCU    nesta população ou por receio de potenciais danos físicos e/ou psicológicos    associados ao exame do colo uterino, nomeadamente se este resultar em rotura    do hímen.<sup>16</sup></p>     <p>As normas nacionais são omissas no que respeita à indicação de rastrear mulheres    homossexuais.<sup>5,17-18</sup> O Programa de Rastreio de Cancro do Colo do    Útero da Região Norte<sup>5</sup> integra nos seus critérios de exclusão o não-início    de atividade sexual, não definindo claramente o tipo de atividade considerada.</p>     <p>O presente trabalho tem como objetivo rever a evidência disponível sobre a    relevância de rastrear para o CCU utentes do sexo feminino, saudáveis, com comportamento    homossexual, tendo em conta o risco da neoplasia nesta população. Os autores    optaram por incluir nesta revisão todas as publicações cujo conteúdo permita    elucidar sobre a atitude mais correta perante as mulheres com comportamento    homossexual em geral e não apenas aquelas com comportamento homossexual exclusivo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Método</b></p>     <p>Realizou-se uma pesquisa bibliográfica de normas de orientação clínica (NOC),    revisões sistemáticas, meta-análises e estudos originais nas bases de dados    MEDLINE, <i>National Guideline Clearinghouse, National Institute for Health    and Care Excellence</i> (NICE), <i>Canadian Medical Association Practice Guidelines    Infobase, Cochrane Library, Bandolier,</i> DARE e <i>Trip Database</i> de artigos    publicados nos últimos cinco anos (de 1 de outubro de 2011 a 30 de setembro    de 2016), nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa. Foram utilizadas combinações    dos termos MESH: <i>female homosexuality, mass screening, diagnosis, uterine    cervical neoplasms</i> e <i>papillomaviridae,</i> e ainda o termo livre <i>cervical    cancer,</i> com o objetivo de identificar o maior número de publicações relevantes,    tendo em conta as assimetrias na indexação de termos entre bases de dados. Os    termos foram combinados como se explicita.</p>     <p>Na identificação de NOC foram considerados artigos que incluíssem os termos    <i>uterine cervical neoplasms</i> ou <i>cervical cancer.</i> Na pesquisa na    base de dados da NICE foram utilizados os filtros <i>guidance</i> e <i>accredited.</i></p>     <p>Na identificação de revisões sistemáticas e de artigos originais foram considerados    os artigos que incluíssem, para além do termo <i>female homosexuality,</i> os    termos <i>mass screening </i>ou <i>diagnosis</i> e <i>uterine cervical neoplasms</i>    ou <i>papillomaviridae.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesquisa bibliográfica foi feita no dia 1 de outubro de 2016.</p>     <p>Definiram-se como critérios de inclusão:</p>     <p>• População: mulheres homossexuais saudáveis, com idade indicada para rastreio</p>     <p>• Intervenção: efetuar o rastreio de CCU</p>     <p>• Comparação: ausência de rastreio</p>     <p>• <i>Outcome:</i> benefício expectável, tendo em conta o risco de desenvolver    CCU</p>     <p>Foram excluídas mulheres grávidas, histerectomizadas, com antecedentes de patologia    neoplásica ou displásica do colo do útero, imunossuprimidas e fora das idades    indicadas para a realização do rastreio.</p>     <p>Para avaliação da qualidade dos estudos, atribuição de Nível de Evidência (NE)    e de Força de Recomendação (FR) foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation    Taxonomy</i> (SORT),<sup>19</sup> da <i>American Family Physician</i> (<a href="#q2">Quadro    II</a>). Para avaliação da qualidade metodológica das NOC foi aplicado o <i>Appraisal    of Guidelines Research &amp; Evaluation Instrument</i> (AGREE).<sup>20</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a05q2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A pesquisa inicial identificou 88 artigos, dos quais se excluíram 14 por se    encontrarem duplicados e 68 por não se enquadrarem no objetivo da revisão, por    não cumprirem critérios de inclusão ou por não revelarem qualidade metodológica    (essencialmente por pouca qualidade da informação e fraca validade interna).    Foram incluídos seis artigos: cinco NOC e um estudo original. O fluxograma da    seleção dos estudos encontra-se explanado na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As normas da <i>Cancer Care Ontario,</i><sup>21</sup> de 2011, indicam que    mulheres que têm sexo com outras mulheres devem seguir o mesmo regime de rastreio    que as mulheres que têm sexo com homens. Do rastreio são excluídas mulheres    sem atividade sexual, abrangendo esta definição a atividade vaginal/oral ou    vaginal/digital. Esta norma é baseada na evidência, tendo como suporte uma revisão    sistemática de elevada qualidade com opinião de peritos,<sup>22</sup> elaborada    para a versão prévia da norma, a qual atribuiu uma FR B à recomendação referida    (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a05q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As normas da <i>Royal Australian College of General Practitioners,</i><sup>23</sup>    de 2012, recomendam o rastreio a todas as mulheres com colo do útero e que iniciaram    atividade sexual; mulheres com parceiros sexuais do sexo feminino são consideradas    em risco e incluídas no rastreio. Estas recomendações são classificadas com    FR B (<a href="#q3">Quadro III</a>). Esta norma é baseada na evidência, tendo    como suporte as recomendações emitidas pelo <i>National Health and Medical Research    Council</i> (Austrália),<sup>24</sup> elaboradas com base numa revisão sistemática    de elevada qualidade, bem como na opinião de peritos.</p>     <p>As orientações da <i>University of Michigan Health System,</i><sup>25</sup>    de 2012, não indicam o rastreio em mulheres sem coito vaginal, considerando    que não apresentam risco de desenvolver CCU. No entanto, não é definida a noção    de «coito vaginal», não sendo clara quanto à inclusão de práticas homossexuais    com eventual penetração vaginal. Na bibliografia que suporta o documento encontra-se    a norma de orientação clínica da <i>United States Preventive Services Task Force</i>    (2012),<sup>26</sup> a qual estende as recomendações do rastreio a todas as    mulheres com colo do útero, independentemente da história sexual (desde que    nas idades recomendadas), atribuindo a esta recomendação uma FR A (<a href="#q3">Quadro    III</a>).</p>     <p>As recomendações do <i>Toward Optimized Practice Cervical Cancer Screening    Working Group,</i><sup>27</sup> de 2016, são consonantes em incluir no rastreio    mulheres que iniciaram atividade sexual, incluindo nesta noção a penetração,    bem como atividade sexual oral ou digital envolvendo a área genital com um parceiro    de qualquer género. A estas normas atribui-se FR C por se basearem numa meta-análise    de boa qualidade, embora orientada para a doença (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>As normas da <i>British Columbia,</i><sup>28</sup> de 2016, recomendam também    o rastreio de mulheres com relações homossexuais, tendo por base bibliografia    semelhante à da norma anterior, pelo que se atribui FR C (<a href="#q3">Quadro    III</a>).</p>     <p>O estudo original, multicêntrico, de seguimento de uma <i>coorte</i> prospetiva,    publicado por Stewart Massad e colaboradores em janeiro de 2015 (<a href="#q4">Quadro    IV</a>), acompanhou 3.766 mulheres norte-americanas, seropositivas para o vírus    da imunodeficiência humana (VIH) ou com risco de infeção, tendo como objetivo    determinar a frequência de citologias anormais (segundo o sistema de <i>Bethesda</i>)    e positividade em testes de HPV. As mulheres foram examinadas a cada seis meses,    entre outubro de 1994 e outubro de 2010. Das mulheres incluídas, 2.791 eram    seropositivas para VIH e 975 seronegativas. Destas, 120 tinham tido sexo com    homem nos últimos cinco anos e nenhuma relação com mulheres neste período ou    durante o estudo (mulheres com sexo com homens); 24 relataram ter tido sexo    com uma mulher nos últimos cinco anos e ausência de relacionamento com parceiro    do sexo masculino no mesmo período (mulheres com sexo com mulheres), sendo para    o presente trabalho considerado apenas este último grupo. A definição de sexo    incluiu penetração vaginal ou anal, ou sexo oral.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a05q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nas mulheres seronegativas, a duração média do <i>follow-up</i> foi de 8,3    anos. Das 369 citologias realizadas a mulheres com sexo com mulheres seronegativas,    23 tiveram resultados anormais (6,2%); destas, uma teve resultado correspondente    a lesão intraepitelial escamosa de alto grau ou superior. Do total dos 168 testes    de HPV adequados realizados a mulheres com sexo com mulheres seronegativas,    em 21 (12,5%) foi detetado HPV de qualquer tipo e em oito de tipo oncogénico    (4,8%).</p>     <p>O estudo conclui que mulheres com sexo com mulheres não infetadas com VIH devem    ser rastreadas para CCU da mesma forma que mulheres com sexo com </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>homens, de acordo com as <i>guidelines</i> vigentes para a população geral.</p>     <p>Como limitações refere-se o número relativamente limitado de mulheres com sexo    com mulheres estudado; o não esclarecimento quanto à autoclassificação da orientação    sexual das participantes; o não registo de informação quanto a fatores que podem    influenciar o risco de HPV e o surgimento de anormalidades na citologia, incluindo    exposição a parceiros masculinos num período superior aos cinco anos prévios    ao estudo, número de parceiros sexuais e práticas sexuais específicas. Refere-se    ainda que o rastreio regular das participantes no estudo contrasta com a baixa    frequência de rastreio observada em geral nas mulheres com sexo com mulheres,    as quais podem apresentar maior risco de anormalidades na CCV a longo prazo.    Considerando tratar-se de um estudo orientado para a doença e, apesar da favorável    qualidade metodológica, atribui-se NE 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão/Conclusões</b></p>     <p>A evidência indica que as mulheres com comportamento homossexual podem estar    em risco de contrair infeção pelo HPV e de desenvolver CCU, devendo assim ser    incluídas no rastreio de base populacional com a mesma periodicidade das restantes    mulheres (FR B). </p>     <p>As vias para infeção pelo HPV podem incluir o contacto vaginal/oral, vaginal/digital,    a partilha de objetos sexuais ou mesmo a transmissão através de fômites contaminados.<sup>7</sup>    Refere-se a relevância da história sexual prévia tanto das mulheres em causa    como das suas parceiras, nomeadamente no que concerne a práticas heterossexuais    prévias, a qual pode, contudo, não ser revelada ou valorizada pelas utentes.</p>     <p>As autoras realçam que as normas de orientação clínica não apresentam suficiente    robustez nesta matéria e que o estudo incluído é de natureza observacional e    orientado para a doença (diagnóstico de infeção por HPV ou de anormalidades    citológicas). Os estudos na base desta evidência podem estar sujeitos a eventuais    vieses de seleção, devido à dificuldade em obter uma amostra aleatória de utentes    homossexuais (tendo em conta a natureza voluntária da participação); e a vieses    de informação, incluindo viés de desejabilidade social, dificultando a classificação    dos comportamentos sexuais das utentes.</p>     <p>Não se encontraram estudos experimentais ou estudos observacionais orientados    para o doente que quantifiquem os benefícios expectáveis a longo prazo com a    consolidação do rastreio nesta população específica, em termos de redução da    morbimortalidade. Esta situação pode assentar em limitações éticas quanto à    experimentação que implique excluir do rastreio do CCU mulheres que potencialmente    beneficiariam dele, bem como de limitações quanto ao recrutamento de participantes    (considerando a natureza privada e frequentemente encoberta dos comportamentos    sexuais), limitando a realização de estudos observacionais robustos e abrangentes,    capazes de relacionar a adesão ao rastreio com resultados na melhoria do estado    de saúde.</p>     <p>Adicionalmente, a maioria dos sistemas de saúde não permite a identificação    da orientação ou comportamento sexual como critério demográfico, limitando o    uso dos registos médicos para fins de investigação. Outra limitação prende-se    com a indefinição das práticas sexuais incluídas em algumas NOC e estudos, nomeadamente    com a não-definição do conceito de «virgindade» ou «coito vaginal».</p>     <p>É também de referir a inexistência de avaliação de danos potencialmente associados    ao exame ginecológico de mulheres sem coito vaginal prévio, designadamente danos    físicos, psicológicos e sociais relacionados com a eventual rotura do hímen    (possível mesmo com a utilização de espéculos de menor dimensão), assente em    valores culturais subjetivos e de difícil avaliação. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A necessidade de evidência mais robusta, associada ao importante potencial    de melhoria na prática clínica, indica a realização de estudos mais abrangentes,    orientados para o doente e com desenho metodológico que possibilite minimizar    potenciais vieses e analisar eventuais danos, permitindo esclarecer o balanço    custo-benefício de incluir mulheres homossexuais exclusivas no rastreio do CCU.</p>     <p>Não obstante, tendo em conta os benefícios expectáveis com o alargamento do    rastreio às mulheres com comportamentos homossexuais e a menor sensibilização    deste grupo quanto à sua indicação, sugere-se a implementação de medidas de    educação dirigidas a utentes e profissionais visando aumentar a sua adesão.    Sugere-se ainda revisão das normas nacionais, clarificando a indicação do rastreio    nesta população.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Jemal A, Bray F, Center MM, Ferlay J, Ward E, Forman D. Global cancer statistics.    CA Cancer J Clin. 2011;61(2):69-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381048&pid=S2182-5173201800060000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Direção-Geral da Saúde. Portugal - Doenças oncológicas em números 2015:    programa nacional para as doenças oncológicas. Lisboa: DGS; 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381050&pid=S2182-5173201800060000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Direção-Geral da Saúde. Plano nacional de saúde 2012-2016. Lisboa: DGS;    2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381052&pid=S2182-5173201800060000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Administração Regional de Saúde do Norte. Programa de rastreio do cancro    do colo do útero na Região Norte. Porto: ARS Norte; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381054&pid=S2182-5173201800060000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Walboomers JM, Jacobs MV, Manos MM, Bosch FX, Kummer JA, Shah KV, et al.    Human papillomavirus is a necessary cause of invasive cervical cancer worldwide.    J Pathol. 1999;189(1):12-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381056&pid=S2182-5173201800060000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Ferenczy A, Bergeron C, Richart RM. Human papillomavirus DNA in fomites    on objects used for the management of patients with genital human papillomavirus    infections. Obstet Gynecol. 1989;74(6):950-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381058&pid=S2182-5173201800060000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Strauss S, Sastry P, Sonnex C, Edwards S, Gray J. Contamination of environmental    surfaces by genital human papillomaviruses. Sex Transm Infect. 2002;78(2):135-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381060&pid=S2182-5173201800060000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Eaton L, Kalichman S, Cain D, Cherry C, Pope H, Fuhrel A, et al. Perceived    prevalence and risks for human papillomavirus (HPV) infection among women who    have sex with women. J Womens Health (Larchmt). 2008;17(1):75-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381062&pid=S2182-5173201800060000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9. Brown A, Hassard J, Fernbach M, Szabo E, Wakefield M. Lesbians&rdquo; experiences    of cervical cancer. Health Promot J Aust. 2003;14(2):128-32.</p>     <p>10. McIntyre L, Szewchuk A, Munro J. Inclusion and exclusion in midlife lesbians&rdquo;    experiences of the Pap test. Cult Health Sex. 2010;12(8):885-98.</p>     <!-- ref --><p>11. Cochran SD, Mays VM, Bowen D, Gage S, Bybee D, Roberts SJ, et al. Cancer-related    risk indicators and preventive screening behaviors among lesbians and bisexual    women. Am J Public Health. 2001;91(4):591-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381066&pid=S2182-5173201800060000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Tracy JK, Lydecker AD, Ireland L. Barriers to cervical cancer screening    among lesbians. J Womens Health (Larchmt). 2010;19(2):229-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381068&pid=S2182-5173201800060000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Frega A, Cenci M, Stentella P, Cipriano L, De Ioris A, Alderisio M, et    al. Human papillomavirus in virgins and behaviour at risk. Cancer Lett. 2003;194(1):21-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381070&pid=S2182-5173201800060000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Doerfler D, Bernhaus A, Kottmel A, Sam C, Koelle D, Joura EA. Human papilloma    virus infection prior to coitarche. Am J Obstet Gynecol. 2009;200(5):487.e1-e5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381072&pid=S2182-5173201800060000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. Marrazzo JM. Genital human papillomavirus infection in women who have sex    with women: a concern for patients and providers. AIDS Patient Care STDS. 2000;14(8):447-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381074&pid=S2182-5173201800060000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>16. Resolução do Conselho de Ministros n.º 129/2001, de 17 de agosto. Diário    da República. 1ª Série(190).</p>     <!-- ref --><p>17. Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas. Plano nacional de prevenção    e controle das doenças oncológicas 2007-2010: programa de desenvolvimento. Lisboa:    Ministério da Saúde; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381077&pid=S2182-5173201800060000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength    of Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence    in the medical literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381079&pid=S2182-5173201800060000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. AGREE Collaboration. Development and validation of an international appraisal    instrument for assessing the quality of clinical practice guidelines: the AGREE    project. Qual Saf Health Care. 2003;12(1):18-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381081&pid=S2182-5173201800060000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Murphy J, Kennedy E, Dunn S, Fung Kee Fung M, Gzik D, McLachlin CM, et    al. Cervical screening [Internet]. Toronto, ON: Cancer Care Ontario; 2011. Available    from: <a href="http://www.ontla.on.ca/library/repository/mon/29009/332065.pdf" target="_blank">http://www.ontla.on.ca/library/repository/mon/29009/332065.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381083&pid=S2182-5173201800060000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. Meg McLachlin C, Mai V, Murphy J, Fung-Kee-Fung M, Chambers A, Oliver TK,    et al. Ontario cervical cancer screening clinical practice guidelines. J Obstet    Gynaecol Can. 2007;29(4):344-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381084&pid=S2182-5173201800060000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>22. Royal Australian College of General Practitioners. Cervical cancer. In:    Guidelines for preventive activities in general practice. 8th ed. East Melbourne:    Royal Australian College of General Practitioners; 2012. p. 63-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381086&pid=S2182-5173201800060000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780869063446</p>     <!-- ref --><p>23. National Health and Medical Research Council. Screening to prevent cervical    cancer: guidelines for the management of asymptomatic women with screen-detected    abnormalities. Canberra: Commonwealth of Australia; 2005. Available from: <a href="http://www.nhmrc.gov.au/_files_nhmrc/publications/attachments/wh39.pdf" target="_blank">http://www.nhmrc.gov.au/_files_nhmrc/publications/attachments/wh39.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381088&pid=S2182-5173201800060000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>24. University of Michigan Health System. Cancer screening [Internet]. Ann    Arbor (MI): University of Michigan Health System; 2011 [updated 2014]. Available    from: <a href="https://www.med.umich.edu/1info/FHP/practiceguides/adult.cancer/cancergline.pdf" target="_blank">https://www.med.umich.edu/1info/FHP/practiceguides/adult.cancer/cancergline.pdf</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381089&pid=S2182-5173201800060000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>25. Moyer VA, U.S. Preventive Services Task Force. Screening for cervical cancer:    U.S. Preventive Services Task Force recommendation statement. Ann Intern Med.    2012;156(12):880-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381090&pid=S2182-5173201800060000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Toward Optimized Practice. Cervical cancer screening: clinical practice    guideline. Edmonton, AB: topabertadoctors.org [homepage]; 2016. Available from:    <a href="http://www.topalbertadoctors.org/download/587/cervical%20cancer%20guideline.pdf?_20180618180045" target="_blank">http://www.topalbertadoctors.org/download/587/cervical%20cancer%20guideline.pdf?_20180618180045</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381092&pid=S2182-5173201800060000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>27. BC Cancer Agency. Genital tract cancers in females: human papillomavirus    related cancers (cervical, vaginal &amp; vulvar) [Internet]. BC Cancer Agency;    2014 [updated 2016 July 15]. 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