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<article-id>S2182-51732018000600006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v34i6.12249</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rastreio da infeção genital por Chlamydia trachomatis e redução da ocorrência de doença inflamatória pélvica: uma revisão baseada na evidência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Screening for genital infection by Chlamydia trachomatis and reduction of pelvic inflammatory disease: an evidence-based review]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Chlamydia trachomatis infection is the most commonly reported sexually transmitted infection in Europe and is associated with pelvic inflammatory disease (PID) and its complications: infertility, ectopic pregnancy and chronic pelvic pain. Aim: To evaluate the effectiveness of screening for Chlamydia trachomatis infection in sexually active, asymptomatic individuals, in reducing the occurrence of PID. Data sources: Medline, Cochrane Library, NGC, NICE, DARE, CMA Infobase, TRIP Data-base, USPSTF, DGS. Methods of review: Systematic review according to the PRISMA guideline, of standards, guidelines, meta-analyses, systematic reviews (SR) and controlled randomized trials (CRT) published in English and Portuguese between January 2000 to September 2016, using the key-words Chlamydia trachomatis and mass screening. The SORT scale was used to evaluate the levels of evidence (LE) and strength of recommendation. Results: Thirteen out of 550 articles were selected: two meta-analyses, two SR and nine guidelines. All guidelines recommend screening (SORT B or C) but the target population varies according to the risk factors included, the main ones being gender and age. The two meta-analyses corroborate the efficacy of this screening in the reduction of PID, with evidence of moderate quality (LE 2). Both meta-analyses are based on four CRT: two showed a reduction in the incidence of PID one year after single screening and the other two, with better methodological quality, did not reveal a statistically significant difference. In both SR the authors emphasize the need for more evidence to support screening (NE 2). Conclusions: There is evidence of moderate quality, but inconsistent and difficult to generalise, on the effectiveness of screening for Chlamydia trachomatis in reducing the incidence of PID.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVISÕES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Rastreio da infeção genital por <i>Chlamydia trachomatis</i>    e redução da ocorrência de doença inflamatória pélvica: uma revisão baseada    na evidência</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Screening for genital infection by Chlamydia trachomatis    and reduction of pelvic inflammatory disease: an evidence-based review</b></font></p>     <p><b>Sofia Lages Trindade Fernandes*</b></p>     <p>*USF Descobertas, ACeS Lisboa Ocidental e Oeiras</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> A infeção por <i>Chlamydia trachomatis</i> é a infeção sexualmente    transmissível mais reportada na Europa e está associada à doença inflamatória    pélvica (DIP) e suas complicações: infertilidade, gravidez ectópica (GE) e dor    pélvica crónica (DPC).</p>     <p><b>Objetivos:</b> Avaliar a efetividade do rastreio da infeção por <i>Chlamydia    trachomatis</i> em indivíduos sexualmente ativos, assintomáticos, na redução    da ocorrência de DIP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> Medline, <i>Cochrane Library,</i> NGC, NICE, DARE,    CMA <i>Infobase,</i> TRIP <i>Database,</i> USPSTF, DGS.</p>     <p><b>Métodos de revisão:</b> Revisão sistemática segundo o modelo PRISMA de standards,    guidelines, meta-análises, revisões sistemáticas (RS) e ensaios clínicos aleatorizados    controlados (ECAC), na língua inglesa e portuguesa, publicados entre janeiro    de 2000 e setembro de 2016, utilizando as palavras-chave <i>Chlamydia trachomatis</i>    e <i>mass screening. </i>Para avaliação dos níveis de evidência (NE) e de forças    de recomendação foi utilizada a escala SORT.</p>     <p><b>Resultados:</b> Foram selecionados 13 de 550 artigos: duas meta-análises,    duas RS e nove <i>guidelines.</i> Todas as <i>guidelines</i> recomendam o rastreio    (SORT B ou C) cuja população-alvo varia conforme os fatores de risco incluídos,    sendo os principais o género e a idade. As duas meta-análises corroboram a eficácia    deste rastreio na redução de DIP, com evidência de qualidade moderada (NE 2).    Ambas as meta-análises se baseiam em quatro ECACs: dois mostraram diminuição    da incidência de DIP um ano após rastreio único e os outros dois, com melhor    qualidade metodológica, não revelaram diferença estatisticamente significativa.    As duas RS alertam para a necessidade de maior evidência que suporte o rastreio    (NE 2).</p>     <p><b>Conclusões:</b> Existe evidência de qualidade moderada, mas inconsistente    e de difícil generalização, sobre a eficácia do rastreio da <i>Chlamydia trachomatis</i>    na redução da incidência de DIP.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> <i>Chlamydia trachomatis;</i> Mass screening</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Chlamydia trachomatis infection is the most commonly reported    sexually transmitted infection in Europe and is associated with pelvic inflammatory    disease (PID) and its complications: infertility, ectopic pregnancy and chronic    pelvic pain.</p>     <p><b>Aim:</b> To evaluate the effectiveness of screening for Chlamydia trachomatis    infection in sexually active, asymptomatic individuals, in reducing the occurrence    of PID.</p>     <p><b>Data sources:</b> Medline, Cochrane Library, NGC, NICE, DARE, CMA Infobase,    TRIP Data-base, USPSTF, DGS.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Methods of review:</b> Systematic review according to the PRISMA guideline,    of standards, guidelines, meta-analyses, systematic reviews (SR) and controlled    randomized trials (CRT) published in English and Portuguese between January    2000 to September 2016, using the key-words Chlamydia trachomatis and mass screening.    The SORT scale was used to evaluate the levels of evidence (LE) and strength    of recommendation.</p>     <p><b>Results:</b> Thirteen out of 550 articles were selected: two meta-analyses,    two SR and nine guidelines. All guidelines recommend screening (SORT B or C)    but the target population varies according to the risk factors included, the    main ones being gender and age. The two meta-analyses corroborate the efficacy    of this screening in the reduction of PID, with evidence of moderate quality    (LE 2). Both meta-analyses are based on four CRT: two showed a reduction in    the incidence of PID one year after single screening and the other two, with    better methodological quality, did not reveal a statistically significant difference.    In both SR the authors emphasize the need for more evidence to support screening    (NE 2).</p>     <p><b>Conclusions:</b> There is evidence of moderate quality, but inconsistent    and difficult to generalise, on the effectiveness of screening for Chlamydia    trachomatis in reducing the incidence of PID.</p>     <p><b>Keywords:</b> Chlamydia trachomatis; Mass screening</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A infeção por <i>Chlamydia trachomatis</i> é a infeção sexualmente transmissível    (IST) mais reportada na Europa, sobretudo em jovens entre os 15 e os 24 anos    de idade (mais de dois terços dos casos reportados).<sup>1</sup> Uma revisão    sistemática de 2015 descreve prevalências em países membros da União Europeia,    para mulheres sexualmente ativas com idade inferior ou igual a 26 anos, entre    3% no Reino Unido e 5,3% na Croácia.<sup>2</sup> Atualmente, esta prevalência    é desconhecida em Portugal. Num estudo realizado em Lisboa que englobou 1.108    mulheres com idades entre os 14 e os 30 anos de idade, que recorreram a consultas    de planeamento familiar e de adolescentes, foi estimada uma prevalência de 4,6%.<sup>3</sup></p>     <p>A infeção por <i>Chlamydia trachomatis</i> é maioritariamente assintomática    (em 70 a 80% das mulheres infetadas)<sup>4</sup> e está associada a sequelas    importantes se não for identificada e tratada. Dados de estudos prospetivos    sugerem que cerca de 15% destas infeções não tratadas progridem para doença    inflamatória pélvica (DIP) sintomática.<sup>5</sup> A DIP sintomática e assintomática    pode causar infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crónica.<sup>5</sup></p>     <p>Uma vez que o tratamento de pessoas infetadas por <i>Chlamydia trachomatis</i>    previne complicações reprodutoras adversas e a transmissão sexual continuada,<sup>6</sup>    o seu rastreio é recomendado por várias sociedades científicas e está implementado    em vários países europeus e nos Estados Unidos da América.<sup>6-7</sup> Contudo,    em Portugal não existe um programa de rastreio estabelecido<sup>8</sup> e o    teste de rastreio mais recomendado - técnica de amplificação de ácidos nucleicos    por <i>Polymerase Chain Reaction</i> (PCR) - não é atualmente comparticipado    pelo Serviço Nacional de Saúde, de acordo com a tabela de exames complementares    de diagnóstico convencionados de 1 de abril de 2016.<sup>9</sup> Por outro lado,    tem sido questionada a eficácia dos programas de rastreio existentes.<sup>10</sup></p>     <p>Neste sentido, esta revisão baseada na evidência tem como objetivo avaliar    a efetividade do rastreio da <i>Chlamydia trachomatis</i> em mulheres ou homens    jovens sexualmente ativos na redução da ocorrência de DIP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Métodos</b></p>     <p>Esta revisão sistemática foi estruturada de acordo com o modelo <i>Preferred    Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses</i> (PRISMA)<sup>11</sup>    e a atribuição dos níveis de evidência (NE) e forças de recomendação segundo    a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT).<sup>12</sup></p>     <p>A pesquisa bibliográfica foi realizada durante os meses de agosto e setembro    de 2016, através das seguintes bases de dados eletrónicas: <i>National Guideline    Clearinghouse</i> (NGC), <i>National Institute for Health and Care Excellence    Guidelines Finder</i> (NICE), <i>Canadian Medical Association Practice Guidelines    Infobase</i> (CMA), <i>United States Preventive Services Task Force</i> (USPSTF),    Direção-Geral da Saúde (DGS), <i>The Cochrane Library, Database of Abstracts    of Reviews of Effectiveness</i> (DARE), TRIP <i>Database</i> e MEDLINE. Esta    pesquisa incidiu sobre artigos publicados entre janeiro de 2000 e setembro de    2016.</p>     <p>Durante a pesquisa aplicaram-se os termos MeSH <i>Chlamydia trachomatis</i>    e <i>mass screening </i>e foram incluídos os estudos publicados nos idiomas    inglês ou português.</p>     <p>Relativamente aos critérios de elegibilidade utilizou-se o modelo PICOS <i>(Population,    Intervention, Comparison, Outcome, Studies)</i> para listar e definir todas    as variáveis procuradas nos vários estudos analisados.</p>     <p>A população em estudo foi a dos indíviduos do sexo feminino ou masculino, sexualmente    ativos, assintomáticos. Excluíram-se participantes grávidas, histerectomizadas,    imunodeprimidos, trabalhadores do sexo e indivíduos que recorressem a consultas    de IST. Decidiu-se aplicar estes critérios de exclusão uma vez que se pretendeu    avaliar a eficácia do rastreio na população assintomática não grávida no contexto    dos cuidados de saúde primários.</p>     <p>A intervenção correspondeu à realização do rastreio de <i>Chlamydia trachomatis</i>    por teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) ou por outros métodos.    Excluíram-se os estudos que não referiam o método de rastreio utilizado nem    a sua periodicidade, uma vez que estes dois dados influenciam a efetividade    do rastreio.</p>     <p>O grupo comparador abrangeu os participantes em que o rastreio não foi realizado    ou foi diferido. Excluíram-se os estudos que não explicitaram o grupo comparador.</p>     <p>O <i>outcome</i> avaliado foi relativo à ocorrência de DIP. </p>     <p>Os tipos de artigo incluídos foram <i>standards, guidelines,</i> normas de    orientação clínica (NOC), revisões sistemáticas (RS), meta-análises e estudos    aleatorizados controlados (ECAC). Excluíram-se outros tipos de estudos, nomeadamente    os de custo-efetividade, dado que o propósito desta revisão é a avaliação da    efetividade que precede a da eficiência.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Não se definiu um período mínimo de <i>follow-up</i> para a inclusão dos estudos.    O processo de pesquisa, de seleção e de recolha dos dados importantes dos estudos    incluídos foram realizados exclusivamente pela autora.</p>     <p>A recolha dos dados dos artigos incluídos foi realizada de forma sistemática    pela autora que previamente definiu uma grelha com todas as variáveis a recolher    para os <i>standards, guidelines,</i> NOC, meta-análises e RS (<a href="#q1">Quadro    I</a>) e uma outra grelha para os ECACs (<a href="#q1">Quadro II</a>). Esta    última incluiu os critérios para avaliação da qualidade dos estudos e do risco    de viés dos estudos individuais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Durante a recolha de dados foi realizado um contacto com uma autora, cuja resposta    foi esclarecedora.</p>     <p>Para evitar a dupla contagem de estudos, em todos os <i>standards, guidelines,</i>    RS e meta-análises foram identificados os ECACs respetivos e se estes estavam    contemplados ou não na revisão atual.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>O processo de seleção dos estudos incluídos nesta revisão está representado    na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A pesquisa efetuada resultou num total de 550 artigos únicos, dos quais 13    foram selecionados: três <i>standards</i> (S), seis <i>guidelines</i> (G), duas    meta-análises (MA) e duas RS.</p>     <p>Uma vez que o tipo de artigos incluídos, de desenhos de estudo, de participantes    e medidas de <i>outcome</i> variaram significativamente, a apresentação dos    resultados decorrerá de forma qualitativa em vez de meta-análise. Os <a href="#q3">Quadro    III</a>, <a href="#q4">Quadro IV</a> e <a href="#q5">Quadro V</a> resumem as    características dos estudos selecionados para revisão.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Standards</i></b></p>     <p>As recomendações dos três manuais de <i>standards</i> identificados são classificadas    com SORT C, pois são baseadas em consensos e as respetivas fontes bibliográficas    remetem para <i>guidelines.</i></p>     <p>O manual de <i>standards</i> da <i>New South Wales Health Sexual Health Services</i><sup>13</sup>    (<a href="#q3">Quadro III</a>), publicado na Austrália em 2013, recomenda vários    procedimentos relativos à prevenção e abordagem de IST. Relativamente à infeção    por <i>Chlamydia trachomatis</i> recomenda o seu rastreio por TAAN em homens    e mulheres assintomáticos, sem referência a outros critérios como a idade ou    a periodicidade do rastreio.</p>     <p>O Programa Nacional de Rastreio de <i>Chlamydia trachomatis</i> está implementado    em Inglaterra desde 2003. Em 2014 foram publicados os <i>standards</i> sobre    a 7ª edição deste programa<sup>14</sup> que regulamenta a realização deste rastreio    a nível nacional. Para além dos critérios de inclusão no rastreio referidos    no <a href="#q3">Quadro III</a>, alertam que o rastreio adicional possa ser    necessário, de acordo com a avaliação de risco pelo profissional de saúde.</p>     <p>Os <i>standards</i> publicados em 2014 pela <i>Medical Foundation for HIV &amp;    Sexual Health</i> em conjunto com a <i>British Association for Sexual Health    and HIV</i><sup>15</sup> (<a href="#q3">Quadro III</a>), sobre a abordagem de    doenças sexualmente transmissíveis, também recomendam o rastreio oportunístico    para a infeção genital por <i>Chlamydia trachomatis.</i> Contudo, não é referida    a periodicidade do rastreio.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Guidelines</i></b></p>     <p>A maioria das recomendações da <i>United States Preventive Services Task Force</i>    (USPSTF) e do <i>Center for Diseases Control</i> (CDC) é classificada com força    de recomendação SORT B, pois são baseadas em revisões de ECACs de qualidade    heterogénea e cujos resultados são pouco consistentes.</p>     <p>A USPSTF publicou, em 2014, uma <i>guideline</i><sup>16</sup> (<a href="#q4">Quadro    IV</a>) que recomenda o rastreio para <i>Chlamydia trachomatis</i> em mulheres    sexualmente ativas com idade inferior a 25 anos e em mulheres mais velhas que    tenham risco aumentado para a infeção (SORT B). Os fatores de risco são: ter    um novo ou mais de um parceiro sexual; ter um parceiro sexual que tem outros    parceiros sexuais ou que tem uma IST; uso inconsistente do preservativo entre    pessoas que não são mutuamente monógamas; ter uma IST prévia ou atual e trocar    sexo por dinheiro ou drogas. A recomendação sobre a periodicidade do rastreio,    que está dependente da manutenção ou aparecimento de fatores de risco, tem força    de recomendação SORT C, pois trata-se de uma afirmação baseada num consenso    de peritos.</p>     <p>A <i>guideline</i> do CDC sobre tratamento de doenças sexualmente transmissíveis<sup>17</sup>    (<a href="#q4">Quadro IV</a>), publicada em 2015, também aborda o rastreio da    infeção por <i>Chlamydia trachomatis.</i> As suas recomendações são semelhantes    às da USPSTF, exceto na recomendação de periodicidade anual do rastreio.</p>     <p>Segundo a <i>guideline</i> sobre a abordagem da infeção por <i>Chlamydia trachomatis</i>    da <i>Scottish Intercolliage Guidelines Network</i><sup>18</sup> (<a href="#q4">Quadro    IV</a>) não existe evidência de que a implementação de um programa de rastreio    para a infeção genital por <i>Chlamydia trachomatis</i> seja custo-eficaz na    redução da morbilidade. Contudo, aconselham fortemente o teste desta infeção    genital para as pessoas assintomáticas com determinados fatores de risco. Estas    recomendações são classificadas como SORT C, pois os próprios autores atribuem    nível D de acordo com a taxonomia desta <i>guideline</i> que corresponde à evidência    baseada em consensos, em estudos não analíticos e à extrapolação de estudos    caso controlo ou de coorte.</p>     <p>A <i>Finnish Medical Society Duodecim </i>emitiu uma guideline sobre a uretrite    e cervicite por <i>Chlamydia</i><sup>19</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>).    A recomendação a favorecer o rastreio direcionado da infeção genital por esta    bactéria é classificada com SORT B, pois baseia-se num ECAC de qualidade limitada.    A população-alvo é constituída por mulheres jovens, sobretudo as que mudaram    recentemente de parceiro sexual, não definindo outros critérios. Não se atribui    nenhuma força de recomendação a esta última indicação, pois não há referências    bibliográficas.</p>     <p>As <i>guidelines</i> australianas para as atividades preventivas de 2012, elaboradas    por membros da <i>Royal Australian College of General Practitioners</i><sup>20</sup>    (<a href="#q4">Quadro IV</a>), englobam um capítulo sobre prevenção de IST.    Neste aconselham o rastreio para jovens do sexo masculino e feminino com idades    entre os 15 e os 29 anos. As fontes bibliográficas apontadas para estas afirmações    incluem um ECAC de qualidade limitada, pelo que se atribui força de recomendação    SORT B.</p>     <p>Em 2013 foram publicadas <i>guidelines</i> sobre IST nos cuidados de saúde    primários por um grupo da <i>Royal College of General Practitioners</i> em conjunto    com a <i>British Association for Sexual Health and HIV</i><sup>21</sup> (<a href="#q4">Quadro    IV</a>). Nestas <i>guidelines</i> também se recomenda o rastreio para homens    e mulheres com idade inferior a 25 anos, mas não são especificadas as fontes    bibliográficas, pelo que não é possível atribuir uma força de recomendação.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Revisões sistemáticas e meta-análises</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As duas meta-análises<sup>22-23</sup> e as duas RS<sup>24-25</sup> incluídas    são classificadas com nível de evidência 2, pois baseiam-se em estudos de qualidade    heterogénea com resultados pouco consistentes. Os ECACs<sup>26-29</sup> incluídos    em ambas as meta-análises são os mesmos e, dada a sua relevância, serão analisados    individualmente.</p>     <p>A <i>Cochrane</i><sup>22</sup> realizou uma revisão sistemática que teve como    objetivo avaliar os efeitos e segurança do rastreio da <i>Chlamydia trachomatis    vs. standard care</i> na transmissão e complicações desta infeção em mulheres    grávidas, não grávidas e nos homens. Relativamente à efetividade do rastreio    na morbilidade reprodutora feminina, os autores realizaram uma meta-análise    (<a href="#q5">Quadro V</a>) onde incluíram quatro ECACs que avaliavam a incidência    de DIP nas mulheres doze meses após um único teste de rastreio. De acordo com    o princípio de intenção para tratar, o risco de DIP foi inferior nas mulheres    rastreadas comparativamente às mulheres do grupo de controlo, com pequena evidência    de heterogeneidade entre ensaios: risco relativo (RR) 0,68 (intervalo de confiança    [IC] 95% 0,49-0,94; heterogeneidade [I<sup>2</sup>] 7%). Os autores também realizaram    uma análise de sensibilidade que revelou que o efeito estimado pelos dois ensaios    com viés de deteção de baixo risco era compatível com nenhum efeito (RR 0,8;    IC95% 0,55-1,17). Assim, os autores concluíram que existe evidência de qualidade    moderada de que a deteção e o tratamento da infeção por <i>Chlamydia</i> possam    reduzir o risco de DIP a nível individual.</p>     <p>O Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC)<sup>23</sup> realizou    uma revisão sobre a prevalência e as complicações da infeção por <i>Chlamydia    trachomatis,</i> bem como sobre a efetividade e o custo-efetividade do rastreio    desta infeção. Para a avaliação da efetividade deste rastreio na morbilidade    reprodutora feminina foi realizada uma meta-análise de quatro ECACs (<a href="#q5">Quadro    V</a>). O risco relativo de DIP de todas as causas após um ano de <i>follow-up</i>    nas mulheres do grupo de rastreio relativamente ao grupo de controlo foi de    0,64 (IC95% 0,45-0,90; I2 20%). A redução estimada do risco absoluto foi de    quatro casos de DIP por qualquer causa em 1.000 mulheres rastreadas. De acordo    com os autores, trata-se de evidência de qualidade moderada, de acordo com o    <i>Grading of Recomendations Assessment Development and Evaluation Tool,</i>    considerando o elevado risco de viés de seleção nos métodos utilizados em dois    dos quatro ensaios clínicos.</p>     <p>Gottlieb e colaboradores<sup>24</sup> (<a href="#q5">Quadro V</a>) realizaram    uma revisão sistemática, publicada em 2010, que pretendia avaliar o impacto    do rastreio e tratamento da infeção por <i>Chlamydia trachomatis</i> na redução    das sequelas reprodutoras femininas. Nesta revisão incluíram dois ECACs que    foram também incluídos nas meta-análises anteriores e vários estudos observacionais    (um estudo de coorte prospetivo, quatro estudos de coorte retrospetivos e quatro    estudos ecológicos). Os dois ECACs revelaram que este rastreio estava associado    à redução de 50% da incidência de DIP no ano seguinte. Contudo, os autores alertam    para as limitações metodológicas destes estudos que podem ter influenciado a    magnitude do resultado e que comprometem a sua generalização. Por outro lado,    o estudo de coorte prospetivo não corroborou estes dados, pois não se verificou    redução do risco estatisticamente significativa no grupo de rastreio comparativamente    ao grupo de controlo. Os estudos de coorte retrospetivos não avaliaram os benefícios    do rastreio, mas antes as complicações a longo prazo de uma infeção a <i>Chlamydia    trachomatis.</i> Os estudos ecológicos não permitiram retirar conclusões pelas    suas limitações metodológicas. Assim, os autores concluíram que são necessários    estudos adicionais para retirar conclusões sobre a efetividade deste rastreio.</p>     <p>Low e colaboradores<sup>25</sup> (<a href="#q5">Quadro V</a>) realizaram uma    RS, publicada em 2009, para avaliar a efetividade do rastreio da infeção por    <i>Chlamydia trachomatis.</i> Incluíram cinco ECACs, seis RS e outros dois estudos    observacionais. As revisões sistemáticas concluem que existe evidência a favor    do rastreio da <i>Chlamydia trachomatis</i> cujo grupo-alvo varia conforme a    RS. Dois dos ECACs incluídos revelaram que o rastreio reduziu a incidência de    DIP a um ano. Porém, o tipo de rastreio efetuado nestes estudos era de base    populacional e ambos continham várias limitações metodológicas com provável    sobrestimação dos efeitos benéficos. Dois dos outros ECACs incluídos avaliaram    o rastreio oportunístico em mulheres que iriam ser submetidas a interrupção    cirúrgica da gravidez e tiveram resultados contraditórios relativamente à ocorrência    de DIP pós-aborto. Os autores concluiram que não havia evidência que suportasse    o rastreio oportunístico na população geral com menos de 25 anos de idade e    que novos ECACs de elevada qualidade eram ainda necessários para determinar    a efetividade do rastreio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ensaios clínicos aleatorizados controlados incluídos nas meta-análises</b></p>     <p>Ambas as meta-análises incidiram sobre quatro ECACs e dois destes foram também    incluídos nas RS. Assim, importa analisar individualmente cada um destes ensaios.    As características destes estudos estão resumidas no <a href="#q6">Quadro VI</a>    e a avaliação da qualidade no <a href="#q7">Quadro VII</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06q6.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n6/34n6a06q7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O ECAC realizado por Scholes e colaboradores,<sup>26</sup> entre outubro de    1990 e maio de 1992, teve como objetivo avaliar se o rastreio da infeção genital    por <i>Chlamydia trachomatis</i> de uma população feminina de alto risco num    contexto de baixa prevalência reduzia a incidência de DIP.</p>     <p>Este estudo foi conduzido em Washington e a população recrutada estava inscrita    numa instituição de saúde, com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos    (<i>n</i>=36.547 mulheres). Scholes e colaboradores desenvolveram um questionário    que incluía múltiplos fatores de risco, para os quais foi atribuída uma pontuação.    A população inicial foi aleatorizada em grupo de intervenção e de controlo segundo    <i>ratio</i> de 1:2. Após envio e preenchimento do questionário foram incluídas    as participantes com uma pontuação igual ou superior a três e foram excluídas    as casadas, virgens, grávidas, histerectomizadas e as mulheres que utilizavam    regularmente antibióticos. Das 36.547 mulheres a quem foi enviado o questionário,    20.836 mulheres responderam (57%), das quais 13% eram elegíveis, correspondendo    a 1.009 mulheres no grupo de intervenção e 1.598 mulheres no grupo de controlo.</p>     <p>A intervenção consistiu no rastreio da infeção por <i>Chlamydia trachomatis,</i>    através da colheita de duas amostras endocervicais para realização de teste    cultural e de teste imunoenzimático. Todas as mulheres com resultado positivo    em qualquer uma das amostras foram tratadas.</p>     <p>O <i>outcome</i> avaliado correspondeu à incidência de DIP até doze meses após    o início da intervenção. Para a definição do outcome foram identificados os    casos possíveis através do questionário de <i>follow-up</i> e dos registos clínico,    laboratorial e farmacêutico sugestivos do diagnóstico ou tratamento de DIP.    Os casos possíveis de DIP foram avaliados por investigadores que desconheciam    o grupo de alocação das pacientes.</p>     <p>No grupo de intervenção, 64% das mulheres do grupo de intervenção elegíveis    foram testadas e 7% tiveram resultado positivo. Registou-se um <i>follow-up</i>    de 76% relativamente aos questionários para avaliação de <i>outcome.</i> A incidência    de DIP foi de 8 em 10.000 mulheres no grupo de intervenção e de 18 em 10.000    mulheres no grupo controlo, com RR de 0,44 (IC95% 0,2-0,9). Avaliaram-se variáveis    confundidoras, utilizando-se modelos de regressão logística com resultados idênticos.</p>     <p>Neste estudo concluiu-se que a identificação e o teste de mulheres com risco    aumentado para a infeção cervical por <i>Chlamydia trachomatis</i> numa abordagem    de base populacional pode reduzir o risco de DIP.</p>     <p>Como limitações, os autores deste estudo apontaram o período de <i>follow-up</i>    de um ano ser insuficiente para avaliar outras sequelas da infeção por <i>Chlamydia    trachomatis;</i> a possibilidade de viés de seleção dado que houve um maior    esforço de recrutamento no grupo de intervenção, de tal forma que o <i>ratio</i>    GI/GC se alterou de 1:2 para 1:1,6; o <i>follow-up</i> reduzido de 64% e a dificuldade    de definir o <i>outcome</i> DIP (NE 2) (<a href="#q7">Quadro VII</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ECAC realizado por Ostergaard e colaboradores,<sup>27</sup> que decorreu    em 1997, teve como objetivo comparar duas estratégias diferentes do rastreio    da infeção genital por <i>Chlamydia trachomatis</i> de forma a determinar a    prevalência da infeção um ano depois e o número de casos de DIP durante o ano    de <i>follow-up.</i></p>     <p>Este estudo foi conduzido num município dinamarquês, cujas 17 escolas secundárias    foram alvo de aleatorização segundo um <i>ratio</i> 1:1 num grupo de intervenção    (oito escolas constituídas por 2.603 mulheres e 1.733 homens) e num grupo de    controlo (nove escolas constituídas por 2.884 mulheres e 1.689 homens).</p>     <p>No grupo de intervenção foi oferecido um <i>kit</i> de amostragem para autocolheita    (exsudado vaginal nas mulheres e amostra de urina nos homens) e um envelope    para depois enviar os resultados para o departamento de microbiologia clínica.    Os estudantes com resultados positivos foram contactados para visitarem o médico    com uma carta que lhe deveria ser entregue. Esta carta continha a informação    sobre o estudo e solicitava que o médico enviasse para o departamento de microbiologia    a confirmação do tratamento efetuado.</p>     <p>No grupo de controlo, os jovens foram informados de que poderiam fazer o teste    gratuitamente numa clínica de IST ou na clínica de qualquer outro médico. Todas    as amostras recolhidas nestas clínicas eram analisadas pelo departamento de    microbiologia clínica.</p>     <p>Após um ano do início do estudo, foi enviado às mulheres de ambos os grupos    que deram o seu consentimento um novo <i>kit</i> de amostragem que incluía os    mesmos items que o utilizado inicialmente no GI e um questionário de <i>follow-up.</i></p>     <p>Os testes de deteção de <i>Chlamydia trachomatis</i> utilizados nas amostras    foram inicialmente realizados através de TAAN mediado por <i>transcription mediated    amplification</i> (TMA) e os resultados positivos foram confirmados por TAAN    mediado por <i>ligase chain reaction</i> (LCR).</p>     <p>Os <i>outcomes</i> avaliados neste estudo foram vários e englobaram a incidência    de DIP um ano após a realização das duas diferentes formas de rastreio. Para    a definição do <i>outcome,</i> em primeiro lugar, foram utilizados os questionários    de <i>follow-up</i> para identificar as estudantes que reportaram ter sido diagnosticadas    com DIP e, nestes casos, foram analisados todos os registos de prescrições de    antibioterapia no registo central dinamarquês de prescrições.</p>     <p>O <i>follow-up</i> foi de 51,1% das mulheres do grupo de intervenção e de 58,5%    das mulheres do grupo de controlo.</p>     <p>A incidência de DIP foi de 2,9% (nove em 443 mulheres) no grupo de intervenção    e de 6,6% (32 em 487 mulheres) no grupo controlo, com <i>p value</i> de 0,045.</p>     <p>Neste estudo concluiu-se que a estratégia de rastreio que envolveu amostragem    realizada em casa estava associada a uma menor proporção de casos reportados    de DIP quando comparado a uma estratégia de rastreio convencional no consultório    médico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como limitações, os autores deste estudo apontaram o possível viés de seleção    consequente ao reduzido <i>follow-up</i> e o risco de viés de informação, porque    a definição do <i>outcome</i> dependia essencialmente do relato do próprio (NE    2) (<a href="#q7">Quadro VII</a>).</p>     <p>O ECAC realizado por Oakeshott e colaboradores<sup>28</sup> decorreu entre    2004 e 2006 e teve como objetivo avaliar se o rastreio e o tratamento da infeção    genital por <i>Chlamydia trachomatis</i> reduziam a incidência de DIP doze meses    depois.</p>     <p>Este estudo foi conduzido em Londres e os participantes eram estudantes do    sexo feminino, com idades compreendidas entre os 16 e os 27 anos (média de 21    anos). Todas as participantes (<i>n</i>=2.563) foram convidadas a preencher    um questionário sobre a sua saúde sexual, a fornecer exsudado vaginal por autocolheita    e a consentir o acesso aos seus registos médicos. As amostras recolhidas e respetivos    questionários foram então aleatorizados para o grupo de intervenção e para o    grupo de controlo. Foram excluídas 34 participantes por não cumprirem os critérios    de elegibilidade, por repetição ou por ausência de amostra.</p>     <p>No grupo de intervenção (<i>n</i>=1.259), as amostras foram testadas imediatamente    através de TAAN mediado por TMA. As participantes infetadas foram contactadas    para serem informadas e aconselhadas a dirigirem-se ao seu médico para tratamento    e notificação do parceiro sexual.</p>     <p>No grupo de controlo (<i>n</i>=1.270), as amostras foram congeladas e testadas    um ano depois pelo mesmo método que o grupo de intervenção.</p>     <p>O <i>outcome</i> avaliado correspondeu à incidência de DIP até doze meses após    o início da intervenção. Para a definição do <i>outcome</i> foi utilizado um    questionário de <i>follow-up,</i> respondido pelas participantes um ano depois,    sobre possíveis sintomas de DIP e comportamento sexual. Foram investigados os    registos clínicos das participantes que não responderam ao questionário e daquelas    cujas respostas eram sugestivas de DIP. Três médicos, ocultados para alocação    do grupo e para o <i>status</i> da infeção por <i>Chlamydia,</i> classificaram    os casos em possível provável ou ausência de DIP.</p>     <p>Registou-se um <i>follow-up</i> de 94%. A incidência de DIP foi de 1,3% (15/1.191)    no grupo de intervenção e de 1,9% (23/1.186) no grupo controlo, com risco relativo    de 0,65 (IC95% 0,34-1,22). Para prevenir um caso de DIP clínica ao longo de    doze meses seria necessário rastrear 147 mulheres e tratar 13 mulheres com resultado    positivo.</p>     <p>Neste estudo, os autores concluiram que a efetividade do teste único para a    infeção por <i>Chlamydia</i> na redução do risco de DIP doze meses depois pode    ter sido sobreestimada.</p>     <p>Como limitação principal deste estudo, os autores apontaram a possibilidade    de o ensaio ter ficado subpotenciado porque, para o cálculo da amostra, foi    utilizada uma estimativa de incidência anual de DIP de 3% que não correspondeu    à incidência de 1,6% deste estudo (NE 2) (<a href="#q7">Quadro VII</a>).</p>     <p>O ECAC realizado por Andersen e colaboradores<sup>29</sup> iniciou-se em 1997    e teve como objetivo avaliar o impacto do rastreio da infeção genital por <i>Chlamydia    trachomatis</i> em múltiplos <i>outcomes,</i> nomeadamente a incidência de DIP    um ano depois.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os participantes eram todos os habitantes de um município dinamarquês com idades    compreendidas entre os 21 e os 24 anos (<i>n</i>=15.459 mulheres e 14.980 homens).    Desta população, uma amostra aleatorizada de 4.000 mulheres e 5.000 homens foi    seleccionada para o grupo de intervenção.</p>     <p>A intervenção foi subdividida em dois grupos: um recebeu o pacote de rastreio    e outro apenas o convite para o rastreio e, caso aceitassem, deviam solicitar    o pacote de rastreio. Este consistia em instruções sobre o modo de recolher    a amostra, num formulário e num tubo coletor de urina de primeiro jato para    os homens ou numa pipeta vaginal para mulheres. O método utilizado para as amostras    colhidas no domicílio foi TAAN mediado por TMA. Os indivíduos infetados deveriam    contactar os seus médicos de família para obterem o tratamento. Receberiam ainda    um segundo pacote de rastreio 24 semanas após o teste inicial.</p>     <p>Os participantes do grupo de controlo (<i>n</i>=11.459 mulheres e 9.980 homens)    e do grupo de intervenção tiveram ainda a oportunidade de ser submetidos ao    rastreio de acordo com o <i>usual care,</i> sendo este teste de rastreio gratuito    na Dinamarca.</p>     <p>A definição do <i>outcome</i> DIP consistiu no registo do código ICD10 respetivo    no registo de altas do hospital dinamarquês ou no tratamento com doxiciclina    após consulta com o médico de família.</p>     <p>Registou-se um <i>follow-up</i> de 24,5% e não foi detetada diferença estatisticamente    significativa entre o grupo de intervenção e de controlo: DIP <i>hazard ratio</i>    (HR) 1,12 (IC95% 0,7-1,79).</p>     <p>Neste estudo, os autores concluiram que uma única ronda do rastreio não esteve    associada a benefício clínico em termos de complicações reprodutoras a longo    prazo.</p>     <p>Como limitações deste estudo, os autores destacaram a imprecisão do diagnóstico    de DIP (NE 2) (<a href="#q7">Quadro VII</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusões</b></p>     <p>Com esta revisão conclui-se que a evidência atual é de qualidade moderada,    inconsistente e de difícil generalização, apesar de favorável à efetividade    do rastreio da <i>Chlamydia trachomatis</i> em jovens sexualmente ativos na    redução da ocorrência de DIP (SORT B).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria dos <i>standards</i> e<i> guidelines</i> internacionais recomendam    o rastreio. A população-alvo deste rastreio varia, sendo maioritariamente jovens    do sexo feminino e masculino com idade inferior a 25 anos. As <i>guidelines</i>    americanas restringem o rastreio às jovens do sexo feminino. A maioria das <i>guidelines</i>    reforça ainda o papel dos fatores de risco comportamentais como critério adicional    para efetuar o rastreio ou antecipá-lo. O teste de rastreio recomendado (por    TAAN) e o tipo de amostra (exsudado vaginal na mulher e urina no homem) são    consensuais. A frequência do teste recomendada é anual ou individualizada de    acordo com o perfil de risco.</p>     <p>As duas meta-análises identificadas concluem que existe evidência moderada    de redução de DIP com o rastreio, mas as duas RS destacam as limitações metodológicas    dos estudos selecionados.</p>     <p>A evidência que suporta estas recomendações resume-se essencialmente a quatro    ECACs, cuja qualidade é heterogénea e a generalização dos resultados e respetiva    aplicabilidade é limitada.</p>     <p>Em primeiro lugar, os dois ensaios que mostram efetividade do rastreio são    aqueles que têm qualidade mais fraca e maior risco de sobrestimação do efeito.    Por outro lado, os outros dois ensaios com melhor qualidade não revelam diferença    estatisticamente significativa entre o grupo de intervenção e o de controlo.    Contudo, esta ausência de efeito pode justificar-se pelos dois ensaios de melhor    qualidade poderem estar subpotenciados.</p>     <p>Em segundo lugar, em todos os ensaios o teste de rastreio é aplicado uma única    vez e na sua maioria os <i>outcomes</i> são avaliados doze meses depois, não    existindo nenhum ensaio que avalie a aplicação anual deste rastreio.</p>     <p>Em terceiro lugar, o desenho de estudo destes ensaios implica a realização    do rastreio de base populacional, o que limita a generalização para a recomendação    do rastreio oportunístico. Para além disso, no estudo de Scholes e colaboradores    o grupo de intervenção é uma população de risco, ao contrário da maioria das    <i>guidelines</i> que indicam a idade como critério suficiente para a aplicação    do rastreio.</p>     <p>Por último, o outcome avaliado (a DIP) é difícil de definir objetivamente e    difere de estudo para estudo.</p>     <p>Desta forma, persiste a necessidade de investigação a vários níveis. Por um    lado, são necessários estudos de melhor qualidade metodológica e com poder estatístico    mais adequado que avaliem a incidência de DIP com o rastreio de <i>Chlamydia    trachomatis.</i> Seria inovador e útil para a prática clínica que a intervenção    consistisse no rastreio oportunístico e que fosse avaliado o impacto da aplicação    anual do teste de rastreio. O contexto atual português constitui uma oportunidade    de investigação, dado que não está implementado um programa de rastreio populacional    na prática clínica.</p>     <p>Apesar das limitações da evidência atualmente disponível, as conclusões desta    revisão sistemática apontam para a efetividade do rastreio nos jovens com idade    inferior a 25 anos e sobretudo naqueles com outros fatores de risco adicionais.    Esta informação deve ser motivo de reflexão por parte dos clínicos e decisores    políticos, não só para fomentar a investigação da utilidade ou não da implementação    de um programa de rastreio, mas também para a valorização dos testes de rastreio    por TAAN por PCR que atualmente não são comparticipados em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Spiteri G, editor. Sexually transmitted infections in Europe, 2013. Stockholm:    European Centre for Disease Prevention and Control; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381278&pid=S2182-5173201800060000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789291936632</p>     <!-- ref --><p>2. Redmond SM, Alexander-Kisslig K, Woodhall SC, van den Broek IV, van Bergen    J, Ward H, et al. Genital chlamydia prevalence in Europe and non-European high    income countries: systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2015;10(1):e0115753.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381280&pid=S2182-5173201800060000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>3. Brito de Sá A, Gomes JP, Viegas S, Ferreira MA, Paulino A, Catry MA. Genital    infection by Chlamydia trachomatis in Lisbon: prevalence and risk markers. Fam    Pract. 2002;19(4):362-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381282&pid=S2182-5173201800060000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Black CM. Current methods of laboratory diagnosis of Chlamydia trachomatis    infections. Clin Microbiol Rev. 1997;10(1):160-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381284&pid=S2182-5173201800060000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>5. Brunham RC, Gottlieb SL, Paavonen J. Pelvic inflammatory disease. N Engl    J Med. 2015;372(21):2039-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381286&pid=S2182-5173201800060000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Workowski KA, Bolan GA; Centers for Disease Control and Prevention. Sexually    transmitted diseases treatment guidelines, 2015. MMWR Recomm Rep. 2015;64(RR-03):1-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381288&pid=S2182-5173201800060000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>7. Lanjouw E, Ouburg S, de Vries HJ, Stary A, Radcliffe K, Unemo M. 2015 European    guideline on the management of Chlamydia trachomatis infections. Int J STD AIDS.    2016;27(5):333-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381290&pid=S2182-5173201800060000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>8. Dinis M, Cordeiro D, Santo I, Azevedo J, Gomes JP, Borrego MJ. Diagnóstico    laboratorial da infecção por Chlamydia trachomatis, 1991-2014. Bol Epidemiol    Observações. 2015;2ª série(12):16-8.</p>     <!-- ref --><p>9. Administração Central do Sistema de Saúde. Tabela de MCDT convencionados    2016 [homepage]. Lisboa: ACSS; 2016 [cited 2017 Mar 26]. Available from: <a href="http://www.acss.min-saude.pt/2016/10/03/tabela-mcdt/" target="_blank">http://www.acss.min-saude.pt/2016/10/03/tabela-mcdt/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381293&pid=S2182-5173201800060000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Low N. Screening programmes for chlamydial infection: when will we ever    learn? BMJ. 2007;334(7596):725-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381294&pid=S2182-5173201800060000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11. Liberati A, Altman DG, Tetzlaff J, Mulrow C, Gøtzsche PC, Ioannidis JP,    et al. The PRISMA statement for reporting systematic reviews and meta-analyses    of studies that evaluate health care interventions: explanation and elaboration.    J Clin Epidemiol. 2009;62(10):e1-e34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381296&pid=S2182-5173201800060000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength    of recommendation taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence    in the medical literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381298&pid=S2182-5173201800060000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. NSW Sexually Transmissible Infections Programs Unit 2013. NSW health sexual    health services: standard operating procedures manual [Internet]. Sidney: STIPU;    2013. Available from: <a href="https://stipu.nsw.gov.au/wp-content/uploads/NSW-Sexual-Health-Standards-of-Practice-Manual-1.pdf" target="_blank">https://stipu.nsw.gov.au/wp-content/uploads/NSW-Sexual-Health-Standards-of-Practice-Manual-1.pdf</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381300&pid=S2182-5173201800060000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Public Health England. National Chlamydia screening programme standards    [Internet] 7th ed. London: PHE; 2016. Available from: <a href="https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/574351/NCSP_Standards_7th_edition.pdf" target="_blank">https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/574351/NCSP_Standards_7th_edition.pdf</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381301&pid=S2182-5173201800060000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Medical Foundation for HIV &amp; Sexual Health, British Association for    Sexual Health and HIV. Standards for the management of sexually transmitted    infections (STIs) [Internet]. London: MEDFASH; 2014. Available from: <a href="http://www.medfash.org.uk/uploads/files/p18dtqli8116261rv19i61rh9n2k4.pdf" target="_blank">http://www.medfash.org.uk/uploads/files/p18dtqli8116261rv19i61rh9n2k4.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381302&pid=S2182-5173201800060000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>16. LeFevre ML, U.S. Preventive Services Task Force. Screening for Chlamydia    and gonorrhea: U.S. Preventive Services Task Force recommendation statement.    Ann Intern Med. 2014;161(12):902-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381303&pid=S2182-5173201800060000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>17. Workowski KA, Bolan GA. Sexually transmitted diseases treatment guidelines,    2015 [Internet]. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention; 2015.    Available from: <a href="https://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr6403a1.htm" target="_blank">https://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr6403a1.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381305&pid=S2182-5173201800060000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Scottish Intercollegiate Guidelines Network. Management of genital Chlamydia    trachomatis infection: a national clinical guideline. Edinburgh: SIGN; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381306&pid=S2182-5173201800060000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>19. Finnish Medical Society Duodecim. Chlamydial urethritis and cervicitis:    EBM guidelines [Internet]. Helsinki: Evidence-Based Medicine/Wiley Interscience;    2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381308&pid=S2182-5173201800060000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Royal Australian College of General Practitioners. Guidelines for preventive    activities in general practice [Internet]. 8th ed. East Melbourne: RACGP; 2012.    Available from: <a href="https://www.racgp.org.au/download/Documents/Guidelines/Redbook8/redbook8.pdf" target="_blank">https://www.racgp.org.au/download/Documents/Guidelines/Redbook8/redbook8.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381310&pid=S2182-5173201800060000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. Lazaro N, editor. Sexually transmitted infections in primary care [Internet].    2nd ed. London: Royal College of General Practitioners; 2013. Available from:    <a href="http://www.rcgp.org.uk/clinical-and-research/resources/a-to-z-clinical-resources/sexually-transmitted-infections-in-primary-care.aspx" target="_blank">http://www.rcgp.org.uk/clinical-and-research/resources/a-to-z-clinical-resources/sexually-transmitted-infections-in-primary-care.aspx</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381311&pid=S2182-5173201800060000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>22. Low N, Redmond S, Uusküla A, van Bergen J, Ward H, Andersen B, et al. Screening    for genital Chlamydia infection. Cochrane Database Syst Rev. 2016;9:CD010866.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381312&pid=S2182-5173201800060000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>23. Sfetcu O, van de Laar M, editors. Chlamydia control in Europe: literature    review [Internet]. Stockholm: European Centre for Disease Prevention and Control;    2014. Available from: <a href="https://ecdc.europa.eu/sites/portal/files/media/en/publications/Publications/chlamydia-control-europe.pdf" target="_blank">https://ecdc.europa.eu/sites/portal/files/media/en/publications/Publications/chlamydia-control-europe.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381314&pid=S2182-5173201800060000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>24. Gottlieb SL, Berman SM, Low N. Screening and treatment to prevent sequelae    in women with Chlamydia trachomatis genital infection: how much do we know?    J Infect Dis. 2010;201 Suppl 2:S156-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381315&pid=S2182-5173201800060000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>25. Low N, Bender N, Nartey L, Shang A, Stephenson JM. Effectiveness of Chlamydia    screening: systematic review. Int J Epidemiol. 2009;38(2):435-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381317&pid=S2182-5173201800060000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Scholes D, Stergachis A, Heidrich FE, Andrilla H, Holmes KK, Stamm WE.    Prevention of pelvic inflammatory disease by screening for cervical Chlamydial    infection. N Engl J Med. 1996;334(21):1362-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381319&pid=S2182-5173201800060000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Ostergaard L, Andersen B, Møller JK, Olesen F. Home sampling versus conventional    swab sampling for screening of Chlamydia trachomatis in women: a cluster-randomized    1-year follow-up study. Clin Infect Dis. 2000;31(4):951-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381321&pid=S2182-5173201800060000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Oakeshott P, Kerry S, Aghaizu A, Atherton H, Hay S, Taylor-Robinson D,    et al. Randomised controlled trial of screening for Chlamydia trachomatis to    prevent pelvic inflammatory disease: the POPI (prevention of pelvic infection)    trial. BMJ. 2010;340:c1642.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381323&pid=S2182-5173201800060000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>29. Andersen B, van Valkengoed I, Sokolowski I, Møller JK, Østergaard L, Olesen    F. Impact of intensified testing for urogenital Chlamydia trachomatis infections:    a randomised study with 9-year follow-up. Sex Transm Infect. 2011;87(2):156-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381325&pid=S2182-5173201800060000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>30. Clark KL, Howell MR, Li Y, Powers T, McKee KT Jr, Quinn TC, et al. Hospitalization    rates in female US Army recruits associated with a screening program for Chlamydia    trachomatis. Sex Transm Dis. 2002;29(1):1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381327&pid=S2182-5173201800060000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Andersen B, Østergaard L, Puho E, Skriver MV, Schønheyder HC. Ectopic pregnancies    and reproductive capacity after Chlamydia trachomatis positive and negative    test results: a historical follow-up study. Sex Transm Dis. 2005;32(6):377-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381329&pid=S2182-5173201800060000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>32. Bakken IJ, Skjeldestad FE, Lydersen S, Nordbø SA. Births and ectopic pregnancies    in a large cohort of women tested for Chlamydia trachomatis. Sex Transm Dis.    2007;34(10):739-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381331&pid=S2182-5173201800060000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>33. Hillis SD, Owens LM, Marchbanks PA, Amsterdam LF, Mac Kenzie WR. Recurrent    Chlamydial infections increase the risks of hospitalization for ectopic pregnancy    and pelvic inflammatory disease. Am J Obstet Gynecol. 1997;176(1 Pt 1):103-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381333&pid=S2182-5173201800060000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>34. Low N, Egger M, Sterne JA, Harbord RM, Ibrahim F, Lindblom B, et al. Incidence    of severe reproductive tract complications associated with diagnosed genital    Chlamydial infection: the Uppsala Women’s Cohort Study. Sex Transm Infect. 2006;82(3):212-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381335&pid=S2182-5173201800060000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>35. Hillis SD, Nakashima A, Amsterdam L, Pfister J, Vaughn M, Addiss D, et    al. The impact of a comprehensive Chlamydia prevention program in Wisconsin.    Fam Plann Perspect. 1995;27(3):108-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381337&pid=S2182-5173201800060000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>36. Kamwendo F, Forslin L, Bodin L, Danielsson D. Decreasing incidences of    gonorrhoeae- and Chlamydia- associated acute pelvic inflammatory disease: a    25-year study from an urban area of central Sweden. Sex Transm Dis. 1996;23(5):384-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381339&pid=S2182-5173201800060000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>37. Chen MY, Pan Y, Britt H, Donovan B. Trends in clinical encounters for pelvic    inflammatory disease and epididymitis in a national sample of Australian general    practices. Int J STD AIDS. 2006;17(6):384-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381341&pid=S2182-5173201800060000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>38. Egger M, Low N, Smith GD, Lindblom B, Herrmann B. Screening for Chlamydial    infections and the risk of ectopic pregnancy in a county in Sweden: ecological    analysis. BMJ. 1998;316(7147):1776-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381343&pid=S2182-5173201800060000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>39. Davies HD, Wang EE. Periodic health examination, 1996 update: 2. Screening    for chlamydial infections. Canadian Task Force on the Periodic Health Examination.    CMAJ. 1996;154(11):1631-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381345&pid=S2182-5173201800060000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>40. Scotish Intercollegiate Guidelines Network. Management of genital Chlamydia    trachomatis infection: a national clinical guideline. London: SIGN; 2000. ISBN    9781899893072&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381347&pid=S2182-5173201800060000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>41. Nelson HD, Saha S, Helfand M. Screening for Chlamydial infection: systematic    evidence review no. 3. Rockwille, MD: Agency for Healthcare Research and Quality;    2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381348&pid=S2182-5173201800060000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>42. Meyers DS, Halvorson H, Luckhaupt S. Screening for chlamydial infection:    an evidence update for the U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med.    2007;147(2):135-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381350&pid=S2182-5173201800060000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>43. Honey E, Templeton A. Prevention of pelvic inflammatory disease by the    control of C. trachomatis infection. Int J Gynaecol Obstet. 2002;78(3):257-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381352&pid=S2182-5173201800060000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>44. Stokes T. Screening for Chlamydia in general practice: a literature review    and summary of the evidence. J Public Health Med. 1997;19(2):222-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381354&pid=S2182-5173201800060000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>45. Hodgins S, Peeling RW, Dery S, Bernier F, LaBrecque A, Proulx JF, et al.    The value of mass screening for chlamydia control in high prevalence communities.    Sex Transm Infect. 2002;78 Suppl 1:i64-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381356&pid=S2182-5173201800060000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>46. Giertz G, Kallings I, Nordenvall M, Fuchs T. A prospective study of Chlamydia    trachomatis infection following legal abortion. Acta Obstet Gynecol Scand. 1987;66(2):107-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381358&pid=S2182-5173201800060000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>47. Penney GC, Thomson M, Norman J, McKenzie H, Vale L, Smith R, et al. A randomised    comparison of strategies for reducing infective complications of induced abortion.    BJOG. 1998;105(6):599-604.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381360&pid=S2182-5173201800060000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>48. Cohen DA, Nsuami M, Martin DH, Farley TA. Repeated school-based screening    for sexually transmitted diseases: a feasible strategy for reaching adolescents.    Pediatrics. 1999;104(6):1281-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1381362&pid=S2182-5173201800060000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>49. Herrmann B, Egger M. Genital Chlamydia trachomatis infections in Uppsala    County, Sweden, 1985-1993: declining rates for how much longer? Sex Transm Dis.    1995;22(4):253-60.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sofia Lages Trindade Fernandes</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:sofia.f3@gmail.com">sofia.f3@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</B></p>     <p>Os autores declaram não ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 21-11-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 23-08-2018</b></p>      ]]></body><back>
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