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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar: o 35º aniversário e o novo ciclo editorial]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>A Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar: o 35º    aniversário e o novo ciclo editorial</b></font></p>     <p><b>Rui Nogueira*</b></p>     <p><sup>*</sup> USF Norton de Matos, ACeS Baixo Mondego.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</i> (RPMGF) comemorou    em janeiro de 2019 o 35º aniversário. Tem publicação regular desde janeiro de    1984 e é o órgão técnico-científico da Associação Portuguesa de Medicina Geral    e Familiar (APMGF), a referência científica nacional dos médicos de família    e da respetiva especialidade. Começou por ser <i>Revista Portuguesa de Clínica    Geral,</i> assumindo a designação da especialidade médica e da própria Associação.    Em janeiro de 2012, no 28º ano, mudou para o atual título, acompanhando a mudança    do nome da especialidade e da Associação. Como escrevia Raquel Braga no Editorial    desse número, que assinalou a mudança de nome da RPMGF, &ldquo;só muda o nome, para    outro que se espera mais adequado à maioria dos leitores, à especialidade na    qual se enquadra e na qual se revê&rdquo;.<sup>1:7</sup></p>     <p>A RPMGF tem tido notáveis diretores e editores que lideraram equipas dinâmicas    de colegas com tarefas editoriais e revisores competentes que construíram e    garantiram um valioso património científico ao longo dos 35 anos de publicação.    Como me diz Luís Pisco, dirigente da APMGF durante mais de 20 anos, <i>&ldquo;a RPMGF    tem sido ao longo dos últimos 35 anos um precioso instrumento de estudo e de    trabalho para os internos e médicos de família Portugueses. Atual e imprescindível,    a Revista muito tem contribuído para o prestígio nacional e internacional da    nossa especialidade e tem acompanhado a sua evolução e o seu esforço de desenvolvimento    profissional contínuo. Os autores, os editores e a APMGF estão de parabéns&rdquo;    </i>(comunicação oral). Sem dúvida que assumimos o valioso percurso e este património    que é de todos os médicos de família.</p>     <p>A promoção da partilha do conhecimento e o estímulo à publicação científica    é um desígnio da APMGF desde a sua fundação em maio de 1983. Talvez por isso,    o primeiro número da RPMGF foi editado antes de a APMGF completar o seu primeiro    ano de existência. A medicina geral e familiar afirma-se em todo o mundo desenvolvido    como essencial na prestação de cuidados de saúde de proximidade e continuidade,    globais e acessíveis. Em Portugal assumiu-se como especialidade médica de referência    desde a fundação do Serviço Nacional de Saúde em 1979, e principalmente com    o início das carreiras médicas com a publicação do Decreto-Lei n.º 310/82, e    todo o desenvolvimento que ocorreu nos anos imediatos em função das necessidades    de formação pós-graduada e contínua, sentidas pelos médicos de família.<sup>2</sup></p>     <p>Foi neste contexto de desenvolvimento organizativo e científico dos Cuidados    de Saúde Primários, impulsionados pela Conferência Internacional de Alma Ata    de 1978, que nasceu, em 1984, a <i>Revista Portuguesa de Clínica Geral, atual    Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.</i> A rápida e avassaladora    evolução da medicina geral e familiar como especialidade médica e dos seus especialistas    como médicos da pessoa, humanistas por excelência e por vocação, implica novos    desafios. O método científico é uma ferramenta de trabalho indissociável da    prestação de cuidados de saúde e indispensável para as organizações e unidades    de saúde atuais e de futuro. A RPMGF assume um papel fundamental na evolução    e revolução científica e por isso se prepara para o futuro com mudanças que    garantam maior grandeza, rigor e agilidade.<sup>3</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mário da Silva Moura foi o diretor nos primeiros 15 anos (<a href="#q1">Quadro    I</a>). O primeiro editor da Revista foi Eduardo Mendes a quem sucedeu José    António Miranda durante sete anos. Começando por ser uma revista bimestral teve,    no entanto, uma edição mensal durante sete anos neste período. Nesta primeira    fase havia uma forte componente de conteúdos de caráter socioprofissional e    de intervenção em política de saúde.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a01q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos dez anos seguintes, a Revista teve quatro diretores e mais de 20 editores    (<a href="#q2">Quadro II</a>). Nesta fase é notória a constituição de equipas    de editores. Os diretores tiveram um papel de coordenação editorial e a Revista    assumiu uma intervenção mais científica. O número de trabalhos submetidos foi    crescente e o trabalho de revisores e de editores foi muito relevante e intenso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a01q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos seis anos seguintes, a Revista teve duas diretoras e vastas equipas de    editores (<a href="#q3">Quadro III</a>). Dezenas de revisores e equipas muito    dinâmicas continuaram um trabalho meritório e de reconhecimento inequívoco.    A afirmação da especialidade nos centros de saúde era acompanhada pela edição    da Revista da Associação com evidente adesão de editores, autores, revisores    e leitores.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a01q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na fase atual, em que assumo a direção da Revista (<a href="#q4">Quadro IV</a>),    decidimos separar as funções de direção e de edição, tendo em conta as necessidades    de evolução e inovação, assim como o volume de trabalhos submetidos e o natural    e desejável aumento de atividade editorial. A equipa de editores é coordenada    por um editor-chefe - Alberto Pinto Hespanhol - e dois editores-adjuntos - Paulo    Santos e Tiago Maricoto. Por outro lado, iniciámos um processo inovador de formação    de novos editores, de modo a alargarmos a equipa e a capacidade de resposta    de publicação. O conceito de editor júnior, com formação específica e acompanhamento    da tarefa editorial, está em curso desde 2018 e será um marco histórico. Pela    primeira vez, a RPMGF criou um ciclo de formação regular de editores como escola    científica de excelência em diversos planos. Estamos convictos de que poderemos    evoluir na cultura da partilha sem perder as referências.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a01q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Desde o seu início que a RPMGF viu na publicação em papel o seu grande veículo    de divulgação e comunicação. Adaptou-se, porém, com naturalidade à publicação    e disseminação digital, estando disponível no seu portal desde 2000 e com indexação    nas grandes redes da SciELO e do Índex RMP. Com a evolução tecnológica surgiram    novas formas de consulta de informação de natureza científica, bem como de partilha    do conhecimento. As novas gerações de leitores obrigaram ao crescimento das    edições e divulgações digitais. A passagem da RPMGF ao formato digital exclusivo    foi uma inevitabilidade que ocorreu em 2018. O crescimento da sua rede de indexação    foi nesse mesmo ano alargada a outras redes, nomeadamente através da criação    do DOI pela CrossRef, bem como através do <i>Directory of Research Journals    Indexing, </i>da Index Copernicus e da EBSCO, que provocaram um novo fôlego    de visibilidade.</p>     <p>A edição digital iniciada em julho de 2018, e ainda em evolução, permitirá    alargar a publicação logo que tenhamos maior capacidade de edição. O grupo de    268 revisores completa uma valiosa equipa que permitirá a evolução para um <i>novo    ciclo</i> com rigor científico e capacidade de resposta editorial, com garantia    de sustentabilidade e enquadrada pelos padrões éticos exigíveis e sempre presentes    na nossa Associação. Como no passado, ao longo de 35 anos, a RPMGF mantém independência    total e absoluta de qualquer estrutura ou organização externa, formal ou informal.</p>     <p>Pelo seu valor científico e importância prática, mas sobretudo por razões históricas    e opção estratégica, a RPMGF contou sempre com a possibilidade de participação    de todos os médicos de família, sócios e não sócios da APMGF. O crescimento    progressivo de propostas de artigos para publicação e o interesse de leitores,    assim como o desenvolvimento tecnológico, obrigaram a reformular a RPMGF ao    longo da sua história de 35 anos. Iniciamos um novo ciclo com a edição exclusiva    em formato digital, assumindo esta opção inovadora e de estratégia de sustentabilidade    para melhor responder às exigências de publicação. A par desta inovação assumimo-nos    como revista formadora do seu corpo editorial. A versão digital e a formação    de editores são evoluções que marcarão o futuro.</p>     <p>A RPMGF é um património associativo que interessa privilegiar e desenvolver    ao longo dos anos com as necessárias adaptações decorrentes da inovação e evolução    científica e tecnológica. Contamos com o apoio, com as ideias, com as colaborações    e com os esforços de todos os colegas que se encontrem disponíveis para partilhar    conhecimento, com rigor e imaginação. O novo ciclo está em curso. A RPMGF está    na linha da frente e a Direção da APMGF reconhece este património associativo    e assume o valor da RPMGF de forma inequívoca.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <p>1. Braga R. A Revista Portuguesa de Clínica Geral mudou de nome para Revista    Portuguesa de Medicina Geral e Familiar [The Portuguese Journal of General Practice    has changed its name to Portuguese Journal of Family Medicine and General Practice].    Rev Port Med Geral Fam. 2012;28(1):7-8. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>2. Ramos V. O ressurgimento da medicina familiar. Rev Crit Ciênc Sociais. 1987;(23):157-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382097&pid=S2182-5173201900010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Hespanhol A, Maricoto T, Santos P, Nogueira R. O primeiro ano em revisão    do novo ciclo da medicina geral e familiar: mudanças e perspetivas Rev Port    Med Geral Fam. 2018;34(6):351-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382099&pid=S2182-5173201900010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:rui.artur.nog@gmail.com">rui.artur.nog@gmail.com</a></p>     ]]></body>
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