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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[QualiSex: estudo da associação entre a qualidade de vida e a sexualidade nos idosos numa população do Porto]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[QualiSex: study of the association between quality of life and sexuality in the elderly in Porto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To characterize sexuality in elderly people of an urban area of Portugal and explore its relationship with quality of life. Type of study: Observational, cross-sectional and descriptive study, with analytical component. Local: Family Health Unit Ramalde, West Porto Group of Health Centres. Population: Patients enrolled in the Family Health Unit Ramalde, aged 65 years or over. Methods: A random sample was obtained using the electronic tool available at www.random.org. The sample size was calculated using OpenEpi®. Users were invited to participate in the study by telephone. For those who agreed to participate, a personal interview was organised using a questionnaire structured in two parts: one prepared by researchers (sociodemographic variables and variables related to sexuality); another corresponding to the SF-12 questionnaire. Data analysis included descriptive and inferential statistics, using the SPSS® v. 24 program. Results: The sample included 213 users, mostly women (59.2%), with a mean age of 73 years (standard deviation=5.96). Half of the users had active sex life (mostly men) and 75% reported being satisfied with their sex life. Males attributed a greater importance to their sex life. There was an association between an active sex life and some dimensions of the SF-12 in both genders. Women's satisfaction with their sex life was associated to the ‘mental health’ dimension. Conclusion: This pioneering study focused on a topic that has been neglected. The importance of sexuality in an age that is sometimes considered ‘asexual’ has been demonstrated, as well as its impact on the quality of life, thus reinforcing the relevance of addressing these issues in primary care consultations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>QualiSex: estudo da associação entre a qualidade de vida    e a sexualidade nos idosos numa população do Porto</b></font></p>     <p><font size="3"><b>QualiSex: study of the association between quality of life    and sexuality in the elderly in Porto</b></font></p>     <p><b>Mariana Cambão*, Lígia Sousa*, Miguel Santos*, Sandra Mimoso*, Sara Correia*,    Dilermando Sobral*</b></p>     <p><sup>*</sup> MUSF Ramalde, ACeS Porto Ocidental</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivos:</b> Caracterizar a sexualidade na população idosa de uma área    urbana de Portugal e relacioná-la com a qualidade de vida.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo observacional, transversal e descritivo, com    componente analítica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Local: Unidade de Saúde Familiar de Ramalde (USFR), Agrupamentos de Centros    de Saúde Porto Ocidental.</p>     <p><b>População:</b> Utentes inscritos na USFR, com idade &#8805; 65 anos.</p>     <p>Métodos: Obteve-se uma amostragem aleatória através da ferramenta eletrónica    disponível em <i><a href="https://www.random.org/" target="_blank">www.random.org</a>.</i>    O tamanho amostral foi calculado com recurso ao programa OpenEpi®. Os utentes    foram convidados telefonicamente a participar no</p>     <p>estudo. Para aqueles que aceitaram agendou-se a realização de entrevista presencial,    com um questionário estruturado em duas partes: um questionário elaborado pelos    investigadores (variáveis sociodemográficas e variáveis relacionadas com a sexualidade);    outra que corresponde ao questionário SF-12. A análise dos dados foi realizada    através de estatística descritiva e inferencial, recorrendo ao programa SPSS®,    v. 24.</p>     <p><b>Resultados:</b> A amostra incluiu 213 utentes, maioritariamente mulheres    (59,2%), com idade média de 73 anos (desvio-padrão=5,96). Metade dos utentes    tinha vida sexual ativa (maioritariamente homens) e 75% referiu satisfação com    a vida sexual. O género masculino atribuiu maior importância à vida sexual.    Verificou-se uma associação entre uma vida sexual ativa e algumas dimensões    do SF-12, em ambos os géneros. A satisfação das mulheres com a sua vida sexual    relacionou-se com a dimensão «saúde mental».</p>     <p><b>Conclusões: </b>Este estudo pioneiro focou um tema que tem sido negligenciado.    Demonstrou-se a importância da sexualidade numa faixa etária por vezes considerada    «assexuada» e o seu impacto na qualidade de vida, o que reforça a pertinência    da abordagem destas questões nas consultas de medicina geral e familiar.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Idoso; Qualidade de vida; Sexualidade.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objectives:</b> To characterize sexuality in elderly people of an urban    area of Portugal and explore its relationship with quality of life.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Type of study:</b> Observational, cross-sectional and descriptive study,    with analytical component.</p>     <p><b>Local:</b> Family Health Unit Ramalde, West Porto Group of Health Centres.</p>     <p><b>Population:</b> Patients enrolled in the Family Health Unit Ramalde, aged    65 years or over.</p>     <p><b>Methods: </b>A random sample was obtained using the electronic tool available    at <a href="https://www.random.org/" target="_blank">www.random.org</a>. The    sample size was calculated using OpenEpi®. Users were invited to participate    in the study by telephone. For those who agreed to participate, a personal interview    was organised using a questionnaire structured in two parts: one prepared by    researchers (sociodemographic variables and variables related to sexuality);    another corresponding to the SF-12 questionnaire. Data analysis included descriptive    and inferential statistics, using the SPSS® v. 24 program.</p>     <p><b>Results:</b> The sample included 213 users, mostly women (59.2%), with a    mean age of 73 years (standard deviation=5.96). Half of the users had active    sex life (mostly men) and 75% reported being satisfied with their sex life.    Males attributed a greater importance to their sex life. There was an association    between an active sex life and some dimensions of the SF-12 in both genders.    Women's satisfaction with their sex life was associated to the ‘mental health&rsquo;    dimension.</p>     <p><b>Conclusion:</b> This pioneering study focused on a topic that has been neglected.    The importance of sexuality in an age that is sometimes considered ‘asexual&rsquo;    has been demonstrated, as well as its impact on the quality of life, thus reinforcing    the relevance of addressing these issues in primary care consultations.</p>     <p><b>Keywords:</b> Aged; Quality of life; Sexuality.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>No século XX assistiu-se, de uma forma geral, a uma melhoria dos cuidados de    saúde, em particular nos países desenvolvidos e Portugal não foi exceção. O    desenvolvimento e a melhoria da educação e das ciências médicas foram muito    importantes no aumento da esperança média de vida. Concomitantemente, devido    à diminuição da taxa de natalidade, assistiu-se a uma inversão da pirâmide populacional,    com os indivíduos a viverem mais tempo e a procurarem viver com melhor qualidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diversos autores têm procurado estudar vários parâmetros que definem qualidade    de vida, havendo alguns questionários que permitem, de uma forma validada, quantificar    a qualidade de vida individual.<sup>1-2</sup> Um deles é o SF-12, que mede os    oito conceitos normalmente presentes em pesquisas e amplamente utilizados: «Função    Física», «Desempenho Físico», «Dor», «Saúde em Geral», «Vitalidade», «Função    Social», «Desempenho Emocional» e «Saúde Mental». Foi validado para a população    portuguesa por Pedro Lopes Ferreira e deriva do instrumento SF-36.<sup>3-4</sup>    Porém, poucos estudos se têm debruçado sobre a sexualidade e a forma como ela    é vivida, particularmente nas pessoas mais idosas, tendo em conta o seu reflexo    na qualidade de vida. Numa revisão de 2012 foi notado que uma vida sexual regular    está associada a um bom estado de saúde mental e físico.<sup>5</sup> Na literatura,    a sexualidade tem sido principalmente abordada sob o aspeto fisiológico, relatando    as perdas que ocorrem com o processo de envelhecimento; outras variáveis, como    a aceitação da aparência física, o sedentarismo, o estado civil e o relacionamento    social, que também influenciam a satisfação das pessoas idosas no que toca à    sua sexualidade, pouco têm sido avaliadas.<sup>6</sup></p>     <p>O organismo sofre alterações fisiológicas com o avançar da idade e a forma    como é vivida a sexualidade também evolui de maneira distinta nos dois sexos.<sup>7-8</sup>    A maioria dos indivíduos idosos encontra-se envolvida em relações matrimoniais    ou em outro tipo de relações íntimas e considera que a sexualidade é uma parte    importante da vida.<sup>9</sup> Apesar da prevalência da atividade sexual decrescer    com a idade, uma parte considerável da população idosa pratica sexo vaginal,    oral e/ou masturbação, mesmo na oitava e nona década de vida.<sup>9</sup> Esta    noção de que a sexualidade no idoso é tida como importante para a sua vida revela-se    no facto de que a frequência de a atividade sexual não decrescer substancialmente    até em idades avançadas (74 anos) quando comparada com populações mais jovens,    apesar de uma grande prevalência (&gt; 50%) de problemas relacionados com a    sexualidade.<sup>5,9</sup> A partir da faixa etária entre os 75 e os 85 anos    é que se começa a notar um decréscimo na frequência da atividade sexual; contudo,    mesmo neste grupo etário, 54% dos indivíduos sexualmente ativos relatam uma    frequência de relações sexuais de duas a três vezes por mês.<sup>9</sup> Um    outro estudo mostrou que existe uma presença significativa de atividade, desejo    e função sexual acima dos 50 anos de idade, observando-se um decréscimo acima    dos 60 anos, maioritariamente nas mulheres.<sup>10</sup> Mais de metade das    mulheres com mais de 60 anos mantém vida sexual ativa se coabitarem com um companheiro    e os fatores psicossociais (qualidade do relacionamento e da comunicação entre    o casal, etc.) têm mais impacto na satisfação sexual do que propriamente o envelhecimento.<sup>11</sup></p>     <p>Um estudo levado a cabo em homens e mulheres com mais de 50 anos (idade média    de 67 anos) demonstrou que apenas numa minoria se verificava um impacto negativo    do estado de saúde na atividade sexual e, quando isso acontecia, os fatores    que demonstraram associação foram a idade avançada, o género masculino, o peso    e uma baixa pontuação no SF-36 nas dimensões física e mental.<sup>12</sup> Existem    muitos estudos que avaliam o impacto negativo de várias doenças e de medicação    na função sexual em pessoas acima dos 50 anos; no entanto, existe pouca investigação    acerca da forma como a sexualidade é vivida em idades mais avançadas, revelando    uma lacuna no conhecimento por parte da comunidade científica.<sup>5</sup></p>     <p>São objetivos do presente estudo: caracterizar a sexualidade de uma amostra    de uma população idosa do Porto e relacioná-la com a sua qualidade de vida.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Foi realizado um estudo transversal (observacional). Procedeu-se a uma aleatorização    de todos os utentes com idade igual ou superior a 65 anos inscritos na Unidade    de Saúde Familiar de Ramalde (USFR) em abril de 2014, através da ferramenta    eletrónica disponível em <i><a href="https://www.random.org/" target="_blank">www.random.org</a>.</i>    Definiram-se, como critérios de inclusão, ser utente da USFR e ter idade igual    ou superior a 65 anos. Foram critérios de exclusão: existência de défices comunicacionais    (nomeadamente surdez, mudez ou outros défices de compreensão evidentes); impossibilidade    de contacto durante o período de recolha de dados; dependência de terceiros    para as atividades básicas da vida diária.</p>     <p>O tamanho amostral estipulado (340 utentes) foi calculado recorrendo ao programa    <i>OpenEpi</i>®, considerando a população de utentes com idade igual ou superior    a 65 anos inscritos na USFR em abril de 2014 (<i>n</i>=2.891), uma prevalência    estimada de 50%, uma margem de erro de 5% e um nível de confiança de 95%.</p>     <p>Foram verificadas as datas das próximas consultas para todos os indivíduos    da amostra, separando-a em dois grupos - o grupo dos indivíduos com consulta    programada dentro dos três meses posteriores à amostragem e o grupo que não    tinha consulta nesse período de tempo. Todos os indivíduos foram contactados    telefonicamente de forma a serem informados acerca da realização do estudo e    a averiguar do seu interesse em participar. O contacto telefónico obedeceu a    uma estruturação predefinida. Efetuaram-se até três tentativas de contacto telefónico    em três ocasiões distintas. Os indivíduos com consulta programada foram submetidos    ao questionário, após consentimento informado, na data da mesma.</p>     <p>Nos indivíduos do segundo grupo averiguou-se a possibilidade de deslocação    à USFR para a aplicação do questionário. Na impossibilidade dessa deslocação    foi oferecida a alternativa de dois dos investigadores se deslocarem a casa    do indivíduo e aplicar o questionário no domicílio, sendo marcado um dia e uma    hora para essa deslocação. A entrevista foi preferencialmente realizada por    um investigador do mesmo sexo que o entrevistado.</p>     <p>O questionário foi aplicado entre junho e dezembro de 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As variáveis em estudo foram obtidas através de um questionário com duas partes:    uma, elaborada pelos autores, que aborda variáveis sociodemográficas e variáveis    relacionadas com a sexualidade; outra constituída pelo questionário SF-12, que    avalia a qualidade de vida.</p>     <p>As variáveis sociodemográficas exploradas foram: género, idade, escolaridade    (analfabeto; ensino primário; ensino básico; ensino secundário; ensino superior),    situação conjugal [solteiro(a), união de facto/casado(a), divorciado(a), viúvo(a)],    rendimento mensal do agregado familiar (até 500 euros; entre 500-1.500 euros;    mais de 1.500 euros) e constituição do agregado familiar (unitário; companheiro    ou cônjuge; outros familiares; outros não familiares; companheiro ou cônjuge    e outros familiares).</p>     <p>A sexualidade dos idosos foi avaliada através de seis questões que pretendiam    aprofundar a importância atribuída à vida sexual (não importante, pouco importante,    importante, muito importante), a existência de uma vida sexual ativa (sim, não),    a frequência da vida sexual atual (pelo menos uma vez por ano; pelo menos uma    vez a cada seis meses; pelo menos uma vez por mês; pelo menos uma vez por semana;    mais do que uma vez por semana), os parceiros sexuais [namorado(a), esposo(a),    ocasional, profissional, masturbação, outro], a satisfação com a vida sexual    [satisfeito(a), insatisfeito(a)] e a preferência sexual (mesmo género, género    oposto). Os autores consideraram «vida sexualmente ativa» a existência de qualquer    tipo de prática destinada à partilha ou fruição de prazer sexual (masturbação,    relações sexuais com ou sem penetração).</p>     <p>O SF-12 contempla a avaliação de oito dimensões: «Função Física», «Desempenho    Físico», «Dor», «Saúde em Geral», «Vitalidade», «Funcionamento Social», «Desempenho    Emocional» e «Saúde Mental».</p>     <p>A «Função Física» pretende avaliar o impacto na qualidade de vida das limitações    físicas, em situações do quotidiano, como tratar da higiene pessoal, vestir-se    sozinho(a), transportar os sacos das compras, ajoelhar-se ou caminhar uma certa    distância. O «Desempenho Físico» avalia o impacto das limitações em saúde devidas    a problemas físicos. A dimensão «Dor» avalia o desconforto causado pela dor    e de que forma é que esta interfere com o trabalho habitual. A dimensão «Saúde    em Geral» mede a perceção holística da saúde, considerando a saúde atual e a    resistência à doença. A «Vitalidade» avalia a perceção dos níveis de energia    e de fadiga. O «Funcionamento Social» explora a quantidade e a qualidade das    atividades sociais e o impacto dos problemas físicos e emocionais nas mesmas.    O «Desempenho Emocional» avalia o impacto das limitações em saúde devido a problemas    emocionais. Por último, a «Saúde Mental» contempla os conceitos de ansiedade,    depressão, perda de controlo comportamental ou emocional e de bem-estar psicológico.<sup>13</sup></p>     <p>Estas oito dimensões podem ser agregadas em duas medidas de sumário física    e mental, designadas por «Medida de Sumário Física» e «Medida de Sumário Mental».    A Medida de Sumário Física é constituída pelas dimensões «Função Física», «Desempenho    Físico», «Dor» e «Saúde em Geral». A Medida de Sumário Mental contempla as dimensões    «Saúde Mental», «Desempenho Emocional», «Função Social» e «Vitalidade».<sup>13</sup></p>     <p>Para cada dimensão do SF-12 a pontuação oscila entre 0 e 100, com os extremos    a corresponderem, respetivamente, à pior e à melhor qualidade de vida relacionada    com a saúde.<sup>13</sup></p>     <p>O preenchimento foi efetuado por entrevista para obviar as dificuldades de    leitura e de compreensão associadas à população em estudo.</p>     <p>Para a análise estatística dos dados foi usado o SPSS® v. 24 (teste <i>t</i>,    ANOVA, Teste Qui-quadrado e Teste de <i>Fisher</i>).</p>     <p>Obteve-se parecer favorável da Comissão de Ética da ARS Norte e da Comissão    Nacional de Proteção de Dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram preservados o anonimato e a confidencialidade dos dados recolhidos através    da atribuição de um código alfanumérico a cada questionário, sem correspondência    com o nome e morada do participante, e a compilação dos dados obtidos foi salvaguardada    em computador protegido com palavra-passe.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram incluídos 213 participantes, de um total de 2.891 utentes com idade igual    ou superior a 65 anos, inscritos na USFR à data do estudo. Verificou-se o predomínio    do género feminino (59% de mulheres) em proporções semelhantes à da população    idosa (62% de mulheres). Os participantes tinham uma média de idades de 73,4    anos [desvio-padrão (DP)=6,0], próxima da média de idades da população (75,9    anos; DP=7,5). No <a href="#q1">Quadro I</a> encontra-se representada a distribuição    da amostra por género e grupo etário: o género feminino é o mais prevalente,    exceto nas faixas etárias dos 75-79 anos e &#8805;95 anos. No <a href="#q2">Quadro    II</a> ilustram-se os dados relativos à população: há um predomínio do género    feminino em todas as faixas etárias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a02q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a02q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os não-respondentes foram 217; este número inclui os utentes que recusaram    participar e os que foram excluídos de acordo com os critérios estabelecidos.    O principal motivo de exclusão foi a impossibilidade de contacto telefónico.    No total, os autores contactaram ou tentaram contactar (nas situações em que    houve impossibilidade de contacto telefónico em três ocasiões distintas) 430    utentes, mas destes apenas 213 foram incluídos no estudo. Relativamente à caracterização    dos não-respondentes, tinham uma idade média de 77,9 anos (DP=7,4) e 63% eram    do género feminino. O grupo etário predominante foi dos 70-79 anos -<a href="#q3">Quadro    III</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a02q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As variáveis sociodemográficas e familiares estudadas estão descritas no <a href="#q4">Quadro    IV</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a02q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente à escolaridade, a maioria das mulheres apresentava o ensino primário    (51,6%). No género masculino, apesar de ser igualmente mais comum o ensino primário    (36,6%), verificou-se uma maior prevalência dos níveis de ensino secundário    e superior (48% dos participantes masculinos face a apenas 28% dos femininos).</p>     <p>O estado civil dos participantes era maioritariamente casado/em união de facto    (92% dos homens e 56% das mulheres). É no género feminino que os estados civis    de solteiro e viúvo assumem maior relevância (cerca de 11% e 27%, respetivamente).</p>     <p>Cerca de metade dos participantes tinha um rendimento mensal do agregado entre    500 a 1.500 euros. Globalmente, as mulheres integravam agregados com rendimentos    inferiores aos dos homens (32% e 82% das mulheres abaixo dos € 500 e € 1.500    mensais, respetivamente, enquanto as proporções correspondentes no género masculino    são de 12% e 66%).</p>     <p>Quanto à constituição do agregado familiar, a maioria dos homens (86%) e mulheres    (55%) coabitava com o respetivo companheiro ou cônjuge. Entre os participantes    que viviam sozinhos ou com outros familiares encontram-se mais mulheres.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados obtidos relativamente à sexualidade dos idosos encontram-se descritos    no <a href="#q5">Quadro V</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a02q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os homens atribuíram maior importância à vida sexual (<i>p</i>&lt;0,001; Teste    Qui-quadrado) e referiram ter vida sexual ativa em maior proporção do que as    mulheres (<i>p</i>&lt;0,001; Teste Qui-quadrado). A média da importância atribuída    pelas mulheres à vida sexual (2,42; IC95% [2,24-2,61]) foi significativamente    menor do que a atribuída pelos homens (3,11; IC95% [2,95-3,28]). </p>     <p>Os idosos que referiram ter pelo menos um tipo de parceiro sexual [namorado(a),    esposo(a), ocasional e/ou profissional] ou que recorriam à masturbação atribuíram    maior importância à vida sexual (diferença de médias=0,559; IC95% [0,290-0,827];    <i>p</i>&lt;0,001; teste <i>t</i>). Não se encontraram diferenças com significado    estatístico relativamente à satisfação com a vida sexual entre os grupos com    diferentes tipos de parceiros sexuais (diferenças entre médias=0,07; IC95% [-0,29-0,15]).</p>     <p>A importância atribuída à vida sexual decresce com o avançar da idade (<i>p</i>&lt;0,001;    ANOVA) e os idosos com vida sexual ativa têm uma média de idades (72 anos) inferior    aos que não têm vida sexual ativa (75 anos), sendo esta diferença estatisticamente    significativa (<i>p</i>&lt;0,01; teste <i>t</i>).</p>     <p>O estado civil dos idosos parece influenciar a importância atribuída à vida    sexual e a presença ou não de uma vida sexual ativa. Os participantes que viviam    casados/em união de facto conferiram uma maior importância à vida sexual relativamente    aos idosos solteiros, de forma estatisticamente significativa (<i>p</i>&lt;0,05;    teste <i>t</i> para amostras independentes). Apesar dos viúvos atribuírem uma    menor importância à vida sexual, as diferenças encontradas não foram estatisticamente    significativas. Há uma maior proporção de idosos casados/em união de facto com    vida sexual ativa (70%), relativamente aos solteiros (8,3%), divorciados (10%)    ou viúvos (16,1%), sendo estas diferenças estatisticamente significativas (<i>p</i>&lt;0,01;    teste Qui-quadrado).</p>     <p>No que respeita à frequência da atividade sexual, a maioria dos participantes    tinha relações sexuais &ldquo;pelo menos uma vez por semana&rdquo; ou &ldquo;pelo menos uma vez    por mês&rdquo;. Os homens tinham uma maior frequência de atividade sexual (<i>p</i>=0,04;    Teste de Fisher) do que as mulheres. Os idosos que referiram apresentar uma    maior frequência de atividade sexual também atribuíram uma maior importância    à vida sexual (<i>p</i>&lt;0,001; Teste de Fisher).</p>     <p>A maioria dos idosos entrevistados tinha como parceiro sexual o respetivo cônjuge.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente à satisfação com a atividade sexual (esta variável apenas foi    inquirida nos idosos com vida sexual ativa), grande parte dos idosos referiu    encontrar-se satisfeito. Não se identificaram diferenças estatisticamente significativas    entre géneros a este respeito (<i>p</i>&gt;0,05; Teste Qui-quadrado) nem se    verificou a associação entre idade e satisfação com a vida sexual (<i>p</i>=0,463;    teste <i>t</i>). O estado civil dos participantes parece condicionar a satisfação    com a vida sexual: os idosos solteiro(a)s e viúvo(a)s apresentavam maior satisfação    do que os casados/em união de facto ou divorciados (<i>p</i>&lt;0,05; ANOVA).</p>     <p>Quando avaliada a associação entre escolaridade e importância atribuída à vida    sexual, detetou-se que os idosos que possuíam maior escolaridade conferiam maior    importância à vida sexual (<i>p</i>&lt;0,01; Teste Qui-quadrado). Constatou-se    uma situação análoga relativamente ao rendimento mensal do agregado familiar:    as remunerações mais elevadas associaram-se à atribuição de uma maior importância    à vida sexual (<i>p</i>&lt;0,001; Teste Qui-quadrado).</p>     <p>Relativamente à orientação sexual, todos os participantes afirmaram ser heterossexuais.</p>     <p>Verificou-se que, em ambos os géneros, os indivíduos com vida sexual ativa    apresentavam uma pontuação superior nas diferentes dimensões do SF-12. Contudo,    estas diferenças apenas atingiram o limiar da significância estatística nas    dimensões «Função Física» (<i>p</i>&lt;0,01; teste <i>t</i>), «Desempenho Físico»    (<i>p</i>&lt;0,05; teste <i>t</i>), «Saúde em Geral» (<i>p</i>&lt;0,01; teste    <i>t</i>) e «Funcionamento Social» (<i>p</i>&lt;0,01; teste <i>t</i>) no género    feminino (<a href="#q6">Quadro VI</a>); e nas dimensões «Função Física» (<i>p</i>&lt;0,01;    teste <i>t</i>), «Desempenho Físico» (<i>p</i>&lt;0,05; teste <i>t</i>), «Saúde    em Geral» (<i>p</i>&lt;0,05; teste <i>t</i>), «Vitalidade» (<i>p</i>&lt;0,01;    teste <i>t</i>) e «Desempenho Emocional» (<i>p</i>&lt;0,05; teste <i>t</i>)    no género masculino (<a href="#q7">Quadro VII</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a02q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a02q7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando avaliada a associação entre a satisfação com a vida sexual e as diferentes    dimensões do SF-12 também se observou a tendência entre os «satisfeitos» para    pontuações mais elevadas. No género feminino a diferença entre os grupos apenas    foi estatisticamente significativa na dimensão «Saúde Mental» (<i>p</i>&lt;0,05;    teste <i>t</i>) e, no género masculino, não se identificaram diferenças estatisticamente    significativas entre o grupo dos «satisfeitos» e dos «insatisfeitos».</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão</b></p>     <p>Este estudo apresenta, como principais pontos positivos, o debruçar sobre um    tema pouco explorado, particularmente numa população idosa, e ter utilizado    uma amostra aleatorizada duma população inscrita nos cuidados de saúde primários.</p>     <p>As suas principais limitações devem-se à não avaliação das comorbilidades dos    participantes, à sub-representação na amostra dos indivíduos mais idosos (&gt;    80 anos), à aplicação de um questionário de hetero-preenchimento, à diferença    de idades significativa entre os entrevistadores e entrevistados (o que pode    ter condicionado as respostas obtidas dada a temática sensível que foi explorada),    ao número elevado de não-respondentes e ao facto de o número de participantes    ter ficado aquém do inicialmente previsto. Adicionalmente teria sido interessante    explorar outras características dos participantes, como a sua religião.</p>     <p>A maior importância atribuída à vida sexual pelo género masculino foi acompanhada,    neste grupo, pela presença de uma vida sexual mais ativa e de uma maior frequência    da atividade sexual. Outros autores verificaram que o género masculino, mesmo    em idade geriátrica, se mantém mais sexualmente ativo do que o género feminino    (amostra de conveniência constituída por idosos residentes nas suas habitações    ou em lar);<sup>14</sup> e que a maioria dos idosos (amostra de conveniência    de idosos residentes em lares) se mantinha sexualmente ativa, com predomínio    do género masculino, e apresentavam satisfação na atividade sexual.<sup>15</sup>    Num estudo realizado numa população de idosos nos Estados Unidos, aos 75 anos,    17% das mulheres e 39% dos homens tinham uma vida sexual ativa.<sup>16</sup></p>     <p>Apesar dos homens terem uma vida sexual mais ativa do que as mulheres, não    se encontraram diferenças estatisticamente significativas quanto à satisfação    com a vida sexual entre os dois géneros.</p>     <p>A diminuição da importância atribuída à vida sexual que se verifica com o avançar    da idade pode ter várias causas: alterações fisiológicas naturais, problemas    de saúde que frequentemente surgem nos idosos, fatores psicológicos, disfunção    sexual feminina ou masculina.<sup>17</sup> O envelhecimento é acompanhado de    alterações hormonais que levam a uma lentificação da resposta sexual e a uma    diminuição da intensidade do prazer sexual. Nos homens regista-se uma diminuição    da testosterona livre, o que contribui para eventuais problemas de disfunção    eréctil.<sup>7</sup> Há, porém, estudos que sugerem um aumento do interesse    nas relações sexuais pelos homens idosos,<sup>16</sup> provavelmente devido    à existência de fármacos eficazes e publicitados para a disfunção eréctil (inibidores    da fosfodiesterase-5). Nas mulheres, a diminuição dos níveis de estrogénios    após a menopausa condiciona atrofia vaginal com consequente dispareunia e diminuição    da intensidade do orgasmo.<sup>18</sup></p>     <p>Relativamente à associação entre idade e satisfação com a vida sexual não foram    identificadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos etários.    Teria sido pertinente conhecer alguns dos possíveis fatores confundidores desta    associação como as patologias/comorbilidades dos entrevistados e dos companheiros/parceiros    sexuais, os antecedentes médico-cirúrgicos e a terapêutica (medicamentosa) em    curso.</p>     <p>Os idosos casados/em união de facto atribuíram uma maior importância à vida    sexual e mantinham uma vida sexual ativa, apesar de estarem menos satisfeitos    com a vida sexual do que os solteiros e viúvos. Fatores expostos previamente    podem, em parte, explicar estes resultados. Para as mulheres, o interesse na    vida sexual diminui significativamente quando perdem o seu parceiro/marido.<sup>16</sup></p>     <p>Quanto aos resultados relativos à qualidade de vida verificou-se uma pontuação    mais baixa nas diferentes dimensões do SF-12 na amostra, relativamente à população    portuguesa,<sup>13</sup> devido ao facto das médias desta última não se encontrarem    ajustadas para esta faixa etária. A presença de uma vida sexual ativa associou-se    de forma estatisticamente significativa a uma maior pontuação nas dimensões    «Função Física», «Desempenho Físico» e «Saúde em Geral», em ambos os géneros,    e na dimensão «Funcionamento Social» apenas nas mulheres e nas dimensões «Vitalidade»    e «Desempenho Emocional» apenas nos homens.</p>     <p>Em conclusão, a sexualidade é uma componente fundamental da saúde e da qualidade    de vida das pessoas, sem restrição de faixa etária. O género masculino atribui    uma maior importância à vida sexual e mantém-se sexualmente mais ativo, apesar    de não se verificarem diferenças significativas entre os géneros quanto à satisfação    com a vida sexual. Com o avançar da idade decresce a importância atribuída à    vida sexual. O estado civil dos idosos parece influenciar a importância atribuída    à vida sexual, bem como a manutenção de uma vida sexualmente ativa e a satisfação    daí obtida. Em ambos os géneros, a presença de uma vida sexual ativa associa-se    a uma melhor qualidade de vida, traduzida numa melhor pontuação em diferentes    dimensões avaliadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</B></p>     <!-- ref --><p>1. Ware JE, Snow KK, Kosinski M, Gandek B. SF-36 health survey: manual and    interpretation guide. Boston, MA: The Health Institute, New England Medical    Center; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382213&pid=S2182-5173201900010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Ware JE Jr, Gandek B. Overview of the SF-36 Health Survey and the International    Quality of Life Assessment (IQOLA) Project. J Clin Epidemiol. 1998;51(11):903-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382215&pid=S2182-5173201900010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <p>3. Ferreira PL. Criação da versão portuguesa do MOS SF-36. Parte I: adaptação    cultural e linguística [Development of the Portuguese version of MOS SF-36.    Part I: cultural and linguistic adaptation]. Acta Med Port. 2000;13(1-2):55-66.    Portuguese</p>     <p>4. Ferreira PL. Criação da versão portuguesa do MOS SF-36. Parte II: testes    de validação [Development of the Portuguese version of MOS SF-36. Part II: validation    tests]. Acta Med Port. 2000;13(3):119-27.</p>     <!-- ref --><p>5. DeLamater J. Sexual expression in later life: a review and synthesis. J    Sex Res. 2012;49(2-3):125-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382219&pid=S2182-5173201900010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Trudel G, Boyer R, Villeneuve V, Anderson A, Pilon G, Bounader J. The marital    life and aging well program: effects of a group preventive intervention on the    marital and sexual functioning of retired couples. Sexual Relation Ther. 2008;23(1):5-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382221&pid=S2182-5173201900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Taylor A, Gosney MA. Sexuality in older age: essential considerations for    healthcare professionals. Age Ageing. 2011;40(5):538-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382223&pid=S2182-5173201900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Fernandes L. A sexualidade no idoso. Rev Fac Med Lisboa. 2006;11(4):225-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382225&pid=S2182-5173201900010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Baldwin K, Ginsberg P, Harkaway RC. Under-reporting of erectile dysfunction    among men with unrelated urologic conditions. Int J Impot Res. 2003;15(2):87-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382227&pid=S2182-5173201900010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>10. Ponholzer A, Roehlich M, Racz U, Temml C, Madersbacher S. Female sexual    dysfunction in a healthy Austrian cohort: prevalence and risk factors. Eur Urol.    2005;47(3):366-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382229&pid=S2182-5173201900010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Thomas HN, Hess R, Thurston RC. Correlates of sexual activity and satisfaction    in midlife and older women. Ann Fam Med. 2015;13(4):336-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382231&pid=S2182-5173201900010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Rohde G, Berg KH, Haugeberg G. Perceived effects of health status on sexual    activity in women and men older than 50 years. Health Qual Life Outcomes. 2014;12:43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382233&pid=S2182-5173201900010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <p>13. Ferreira PL, Ferreira LN, Pereira LN. Medidas sumário física e mental de    estado de saúde para a população portuguesa [Physical and mental summary measures    of health state for the Portuguese population]. Rev Port Saúde Pública. 2012;30(2):163-71.    Portuguese</p>     <!-- ref --><p>14. Carreira CJ. Sexualidade na terceira idade: um estudo comparativo [Dissertation].    Lisboa: Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382236&pid=S2182-5173201900010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>15. Valente R. &ldquo;Sinto logo existo!&hellip;&rdquo; - Estudo sociológico sobre sexualidade    na terceira idade [Internet]. In: VI Congresso Português de Sociologia, Faculdade    de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 25 a 28 de junho    de 2008. Available from: <a href="http://historico.aps.pt/vicongresso/pdfs/72.pdf" target="_blank">http://historico.aps.pt/vicongresso/pdfs/72.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>16. Lindau ST, Gavrilova N. Sex, health, and years of sexually active life    gained due to good health: evidence from two US population based cross sectional    surveys of ageing. BMJ. 2010;340:c810.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382239&pid=S2182-5173201900010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Gott M, Hinchliff S. How important is sex in later life? The views of older    people. Soc Sci Med. 2003;56(8):1617-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382241&pid=S2182-5173201900010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>18. Latif EZ, Diamond MP. Arriving at the diagnosis of female sexual dysfunction.    Fertil Steril. 2013;100(4):898-904.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382243&pid=S2182-5173201900010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:marianacambao@gmail.com">marianacambao@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>A Carla Silva, Iryna Mykolyshyn, Manuel Henriques, Pedro Sousa e Rui Amendoeira    por terem participado na realização do protocolo e na recolha inicial dos dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao Professor Doutor Pedro Lopes Ferreira por ter autorizado a utilização do    questionário SF-12 e por, generosamente, ter realizado o cálculo das dimensões    da amostra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITO DE INTERESSES</B></p>     <p>Os autores declaram não ter quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FINANCIAMENTO</b></p>     <p>O trabalho apresentado não foi objeto de qualquer tipo de financiamento externo.    Todos os encargos foram suportados pelos autores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 23-11-2016</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 19-11-2018</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Ware]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Snow]]></surname>
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<surname><![CDATA[Kosinski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Gandek]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
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<source><![CDATA[SF-36 health survey: manual and interpretation guide]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Boston^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Health Institute, New England Medical Center]]></publisher-name>
</nlm-citation>
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<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Ware Jr]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Gandek]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
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