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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prescrição de terapêutica anticoagulante por médicos de medicina geral e familiar e especialidades hospitalares, em utentes com fibrilhação flutter auricular de quatro Unidades de Saúde Familiar do distrito do Porto]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anticoagulant therapy prescription by family physicians and hospital medical consultants, in patients with atrial fibrillation/flutter enrolled in four Primary Health Care Units in the Porto district]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Main purpose: To evaluate if the prescription of oral anticoagulants (OAC) varies significantly among the specialties responsible for the diagnosis of atrial fibrillation/auricular flutter (AF/AFL). Specific purposes: To evaluate if the specialty responsible for the diagnosis of AF/AFL is the specialty responsible for the prescription of OAC; to analyse the time elapsed between the diagnosis of AF/AFL and the prescription of OAC. Study: Observational, retrospective, and analytical. Place: Four Family Health Units (FHU). Target population: Users aged 18 years old or over, with a new-onset diagnosis of AF/AFL performed between 01/01/2010 and 31/12/2015. Material and methods: Identification of all users and collection of demographic and clinical variables of interest for the study. Multivariate logistic regression was performed in order to evaluate whether the prescription of OAC varies significantly among the specialties responsible for the diagnosis. The agreement between the specialty that diagnosed AF/AFL and the specialty that prescribed OAC was evaluated through the kappa concordance coefficient. The time elapsed between diagnosis and prescription corresponded to the period of time between the date of the first registration or coding of AF/AFL and the moment of the first prescription of OAC, in days. Results: 606 patients were included: 60.6% women, mean age 75.1 years. Amongst AF/AFL diagnoses, 45.7% were performed by general and family medicine specialists (GFM). There were no significant differences in the prescription of OAC between GFM and cardiology (OR=2.14; 95% CI 0.74-6.12, p=0.157) and internal medicine specialists (OR=0.67; 95%CI 0.40-1.11, p=0.123). The small number of cases of AF/AFL cases diagnosed by neurology did not allow any conclusive comparison between this specialty and FGM. There was good agreement between the specialty diagnosing AF/AFL and the one prescribing OAC (kappa=0.740 and p<0.001). The time elapsed between the diagnosis of AF/AFL and the start of OAC was significantly higher (p<0.001) in patients diagnosed by FGM specialists (median 15.0 days), compared to cardiology and internal medicine consultants (median 0.0 and 3.0 days, respectively). Conclusion: Contrarily to international studies, this study demonstrated that there is great agreement between the specialty responsible for the diagnosis of AF/AFL and the specialty that prescribes anticoagulation. Family doctors, however, take longer to prescribe anticoagulation. It will be important to establish strategies that allow FGM specialists to prescribe anticoagulation more timely, and if possible, at the time of diagnosis.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fibrilhação auricular]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Prescrição de terapêutica anticoagulante por médicos de medicina    geral e familiar e especialidades hospitalares, em utentes com fibrilhação flutter    auricular de quatro Unidades de Saúde Familiar do distrito do Porto</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Anticoagulant therapy prescription by family physicians and    hospital medical consultants, in patients with atrial fibrillation/flutter enrolled    in four Primary Health Care Units in the Porto district</b></font></p>     <p><b>João Pedro Vieira Antunes,<sup>1</sup> Jorge Gonçalves,<sup>2</sup> Ana    Rodrigues,<sup>3</sup> Sara Ferreira,<sup>4</sup> Sofia Rodrigues,<sup>5</sup>    David Penas<sup>6</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> USF Brás Oleiro, ACeS Grande Porto II - Gondomar.</p>     <p><sup>2</sup> USF Portas do Sol, ULS Matosinhos.</p>     <p><sup>3</sup> USF Horizonte, ULS Matosinhos.</p>     <p><sup>4</sup> USF Infesta, ULS Matosinhos.</p>     <p><sup>5</sup> USF Novo Sentido, ACeS Grande Porto VI - Porto Oriental.</p>     <p><sup>6</sup> USF Portas do Sol, ULS Matosinhos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivo principal:</b> Avaliar se a prescrição de anticoagulação oral (ACO)    varia significativamente entre as especialidades responsáveis pelo diagnóstico    de fibrilhação/<i>flutter</i> auricular (FA/FLA).</p>     <p><b>Objetivos específicos:</b> Avaliar se a especialidade responsável pelo diagnóstico    de FA/FLA é a especialidade responsável pela prescrição de ACO; analisar o tempo    decorrido entre o diagnóstico de FA/FLA e a prescrição de anticoagulação.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional, retrospetivo e analítico.</p>     <p><b>Local do estudo:</b> Quatro Unidades de Saúde Familiar (USF) localizadas    no distrito do Porto.</p>     <p><b>População: </b>Utentes com idade igual ou superior a 18 anos, com diagnóstico    inaugural de FA/FLA efetuado entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015.</p>     <p><b>Material e métodos: </b>Identificação de todos os utentes da população e    colheita das variáveis demográficas e clínicas de interesse para o estudo. Realizada    uma regressão logística múltipla de modo a avaliar se a prescrição de ACO varia    de forma significativa entre as especialidades responsáveis pelo diagnóstico.    A concordância entre a especialidade que diagnosticou FA/FLA e a especialidade    que prescreveu ACO foi avaliada através de coeficiente de concordância <i>kappa.</i>    O tempo decorrido entre o diagnóstico e a prescrição correspondeu ao período    de tempo, em dias, decorrido entre a data do primeiro registo ou codificação    de FA/FLA e o momento da primeira prescrição de ACO.</p>     <p><b>Resultados:</b> Incluídos 606 doentes: 60,6% mulheres, idade média 75,1    anos. Entre os diagnósticos de FA/FLA, 45,7% foram efetuados por medicina geral    e familiar (MGF). Não foram encontradas diferenças significativas na prescrição    de ACO entre MGF e as especialidades hospitalares de cardiologia (OR=2,14; IC95%    0,74-6,12; <i>p</i>=0,157) e medicina interna (OR=0,67; IC95% 0,40-1,11; <i>p</i>=0,123).    O número reduzido de casos de FA/FLA diagnosticados por neurologia não permitiu    estabelecer qualquer comparação conclusiva entre MGF e esta especialidade. Registou-se    boa concordância entre a especialidade que diagnostica FA/FLA e a que prescreve    ACO (<i>kappa</i>=0,740 e <i>p</i>&lt;0,001). O tempo decorrido entre o diagnóstico    de FA/FLA e a instituição de ACO foi significativamente superior (<i>p</i>&lt;0,001)    em doentes diagnosticados por MGF (mediana de 15,0 dias) em comparação com cardiologia    e medicina interna (medianas de 0,0 e 3,0 dias, respetivamente).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusão:</b> Ao contrário de estudos internacionais, este estudo demonstrou    que há grande concordância entre a especialidade responsável pelo diagnóstico    de FA e a especialidade que prescreve a anticoagulação. Os médicos de família    (MF) demoram, no entanto, mais tempo a prescrever anticoagulação. Será importante    estabelecer estratégias que permitam ao MF prescrever a anticoagulação de forma    mais célere, aproveitando, se possível, o momento do diagnóstico.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Fibrilhação auricular; <i>Flutter</i> auricular; Anticoagulação;    Cuidados de saúde primários; Cuidados de saúde secundários.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Main purpose:</b> To evaluate if the prescription of oral anticoagulants    (OAC) varies significantly among the specialties responsible for the diagnosis    of atrial fibrillation/auricular flutter (AF/AFL).</p>     <p><b>Specific purposes:</b> To evaluate if the specialty responsible for the    diagnosis of AF/AFL is the specialty responsible for the prescription of OAC;    to analyse the time elapsed between the diagnosis of AF/AFL and the prescription    of OAC.</p>     <p><b>Study:</b> Observational, retrospective, and analytical.</p>     <p><b>Place: </b>Four Family Health Units (FHU).</p>     <p><b>Target population: </b>Users aged 18 years old or over, with a new-onset    diagnosis of AF/AFL performed between 01/01/2010 and 31/12/2015.</p>     <p><b>Material and methods:</b> Identification of all users and collection of    demographic and clinical variables of interest for the study. Multivariate logistic    regression was performed in order to evaluate whether the prescription of OAC    varies significantly among the specialties responsible for the diagnosis. The    agreement between the specialty that diagnosed AF/AFL and the specialty that    prescribed OAC was evaluated through the kappa concordance coefficient. The    time elapsed between diagnosis and prescription corresponded to the period of    time between the date of the first registration or coding of AF/AFL and the    moment of the first prescription of OAC, in days.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> 606 patients were included: 60.6% women, mean age 75.1 years.    Amongst AF/AFL diagnoses, 45.7% were performed by general and family medicine    specialists (GFM). There were no significant differences in the prescription    of OAC between GFM and cardiology (OR=2.14; 95% CI 0.74-6.12, <i>p</i>=0.157)    and internal medicine specialists (OR=0.67; 95%CI 0.40-1.11, <i>p</i>=0.123).    The small number of cases of AF/AFL cases diagnosed by neurology did not allow    any conclusive comparison between this specialty and FGM. There was good agreement    between the specialty diagnosing AF/AFL and the one prescribing OAC (kappa=0.740    and <i>p</i>&lt;0.001). The time elapsed between the diagnosis of AF/AFL and    the start of OAC was significantly higher (<i>p</i>&lt;0.001) in patients diagnosed    by FGM specialists (median 15.0 days), compared to cardiology and internal medicine    consultants (median 0.0 and 3.0 days, respectively).</p>     <p><b>Conclusion: </b>Contrarily to international studies, this study demonstrated    that there is great agreement between the specialty responsible for the diagnosis    of AF/AFL and the specialty that prescribes anticoagulation. Family doctors,    however, take longer to prescribe anticoagulation. It will be important to establish    strategies that allow FGM specialists to prescribe anticoagulation more timely,    and if possible, at the time of diagnosis.</p>     <p><b>Keywords:</b> Atrial fibrillation; Atrial flutter; Anticoagulants; Primary    health care; Secondary care centers.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A fibrilhação auricular (FA) é a arritmia sustentada mais frequente na prática    clínica, constituindo uma causa importante de morbi-mortalidade. Em Portugal,    a prevalência é de cerca de 2,5% na população geral, aumentando progressivamente    com a idade: 6,6% no grupo etário dos 70-79 anos e 10,4% no grupo com 80 ou    mais anos.<sup>1-2</sup> Vários estudos têm demonstrado o benefício da instituição    de terapêutica anticoagulante na prevenção do acidente vascular cerebral (AVC)    em doentes com FA. Desde 2010, com a publicação das orientações da <i>European    Society of Cardiology</i> (ESC), a estratificação do risco de AVC tem sido efetuada    com recurso à pontuação do CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc, permitindo identificar    os doentes com «verdadeiro baixo-risco» (doentes com menos de 65 anos e FA isolada).<sup>2-3</sup>    A evidência da prevenção do AVC com antiagregantes plaquetários é fraca, com    riscos hemorrágicos semelhantes aos anticoagulantes orais.<sup>4-5</sup> A ESC    recomenda a instituição de anticoagulação oral (ACO), com antagonistas da vitamina    K (AVK) ou com anticoagulantes orais não antagonistas da vitamina K (NOACs),    nos doentes com diagnóstico de FA ou <i>flutter</i> auricular (FLA) que apresentem    o score CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc superior ou igual a 2. Aconselha    ainda a instituição de ACO quando o score CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc    é igual a 1 (com exceção de mulheres com menos de 65 anos e FA/FLA isolado).<sup>2</sup>    A ACO pode associar-se a um aumento do risco hemorrágico. A partir do HAS-BLED    pode ser estimado esse risco e identificar causas corrigíveis de hemorragia.<sup>2,4</sup></p>     <p>Estudos internacionais demonstraram que a prescrição de ACO em doentes com    FA varia consoante a especialidade médica responsável pelo diagnóstico,<sup>6-7</sup>    o que se traduz em riscos diferentes para os doentes, sejam estes trombóticos    ou hemorrágicos. O médico de família (MF) tem um papel importante no diagnóstico    e orientação do doente com FA, uma vez que, em Portugal, é responsável pela    deteção de cerca de 22% dos casos.<sup>1</sup> Ainda que a decisão relativa    ao controlo de ritmo/frequência possa ser gerida em conjunto com os cuidados    hospitalares, a decisão da anticoagulação pode e deve ser tomada pelo MF, tão    precocemente quanto possível. Estudos europeus têm documentado resistência,    por parte dos MF, na adesão às orientações internacionais, nomeadamente na introdução    de ACO em doentes com FA e critérios de risco de AVC.<sup>8-11</sup> Um estudo    realizado em Portugal, em 2014, numa população de 940 doentes com FA demonstrou    que apenas 57% dos doentes com risco elevado se apresentavam sob ACO e que 63%    dos que se encontravam medicados não teriam indicação para o fazer.<sup>12</sup>    De salientar, no entanto, as evidências recentes de que a comercialização dos    NOACs se tem associado a um aumento das prescrições de ACO.<sup>13</sup></p>     <p>Na presente investigação estudou-se a população de utentes com idade igual    ou superior a 18 anos, com diagnóstico inaugural de FA/FLA efetuado entre janeiro    de 2010 e dezembro de 2015. Pretende-se avaliar se a prescrição de ACO varia    significativamente entre as especialidades responsáveis pelo diagnóstico de    FA/FLA. Contabilizou-se a prescrição, ou ausência de prescrição, independentemente    do tipo de ACO (dicumarínicos ou NOAC).</p>     <p>Como objetivos específicos, procurou-se: avaliar se a especialidade responsável    pelo diagnóstico de FA/FLA é a especialidade responsável pela prescrição de    ACO; analisar o tempo decorrido entre o diagnóstico de FA/FLA e a prescrição    de anticoagulação.</p>     <p><b>Material e métodos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo observacional, retrospetivo e analítico foi realizado nas USF Porta    do Sol e USF Infesta (ULS de Matosinhos), USF Brás Oleiro (ACeS Gondomar) e    USF Novo Sentido (ACeS Porto Oriental). </p>     <p>A população-alvo incluiu os indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos    com diagnóstico inaugural de FA/FLA efetuado entre janeiro de 2010 e dezembro    de 2015, inscritos nas USF identificadas. A população foi obtida a partir da    plataforma Módulo de Informação e Monitorização das Unidades Funcionais (MIM@UF®),    selecionando os utentes inscritos a quem tinha sido atribuída a codificação    K78 (fibrilhação/<i>flutter</i> auricular) ou K79 (taquicardia paroxística)    ou K80 (arritmia cardíaca NE) da Classificação Internacional de Cuidados Primários    - 2ª edição (ICPC-2) na sua lista de problemas. A seleção dos utentes com os    códigos K79 e K80 na fase inicial relacionou-se com a eventualidade de haver    utentes com FA/FLA codificados incorretamente. Seguidamente foram excluídos    os que não tinham o diagnóstico específico de FA/FLA objetivado em texto livre    ou codificação nos programas SClínicoCSP®, Plataforma de Dados da Saúde® e Processo    Clínico Eletrónico®. No caso de o diagnóstico ou tratamento ter sido realizado    em meio hospitalar, consideraram-se apenas os hospitais públicos da área de    referenciação das USF: Hospital Pedro Hispano (USF Porta do Sol e Infesta),    Centro Hospitalar do Porto (USF Brás Oleiro) e Centro Hospitalar São João (USF    Novo Sentido). Foram excluídos todos os utentes em que não foi identificada    a especialidade responsável pelo diagnóstico de FA, utentes sob terapêutica    anticoagulante prévia ao momento do diagnóstico e utentes com FA/FLA diagnosticada    noutras instituições de saúde além das incluídas.</p>     <p>Foram recolhidas as seguintes variáveis: idade, género, USF, especialidades    responsáveis pelo diagnóstico de FA e pela prescrição de terapêutica anticoagulante,    datas de diagnóstico de FA e de prescrição de terapêutica anticoagulante e tempo    decorrido (em dias) entre o diagnóstico e a prescrição de ACO. Considerou-se    a data de diagnóstico como a data da primeira codificação ou registo em texto    livre de FA/FLA e a data de prescrição como a data da primeira prescrição de    ACO. Não foram analisados, da parte dos investigadores, os eletrocardiogramas    individuais dos utentes. Colheram-se ainda as variáveis do CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc    e HAS-BLED,<sup>14-15</sup> à data do diagnóstico e à data de prescrição de    ACO. Calcularam-se posteriormente os respetivos <i>scores</i> e, quando disponíveis,    as pontuações registadas no processo clínico.</p>     <p>As variáveis foram inseridas numa base de dados em IBM SPSS <i>Statistics for    Windows</i>® v. 23. As variáveis quantitativas foram resumidas através da mediana    e amplitude interquartil e as variáveis qualitativas através de frequências    absolutas (<i>n</i>) e relativas (%).</p>     <p>Inicialmente foi feita a caracterização dos utentes com FA/FLA segundo as USF    e segundo as especialidades responsáveis pelo diagnóstico. Seguidamente foram    efetuadas análises entre os grupos de utentes de cada USF e entre os grupos    de utentes de cada especialidade de diagnóstico. Estas análises foram feitas    no sentido de selecionar as variáveis que teriam interesse em inserir no modelo    de regressão logística múltipla. Apenas as variáveis que apresentaram diferenças    significativas entre os grupos foram inseridas nesse modelo. Utilizaram-se os    testes de <i>Kruskal-Wallis</i> para as variáveis quantitativas e os testes    de <i>Qui-quadrado</i> ou de <i>Fisher</i> para as variáveis qualitativas. As    comparações múltiplas entre os grupos foram efetuadas com recurso ao teste de    <i>Bonferroni.</i></p>     <p>De modo a testar a hipótese de que a prescrição de ACO é influenciada pela    especialidade responsável pelo diagnóstico de FA/FLA realizou-se uma regressão    logística univariada, cuja variável independente foi a especialidade responsável    pelo diagnóstico de FA/FLA e a variável dependente a existência ou não de prescrição    anticoagulante. Foi realizada seguidamente uma regressão logística múltipla    ajustada para as pontuações do CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc e HAS-BLED    e para as variáveis que demonstraram diferenças estatisticamente significativas    nas análises grupais. Obtiveram-se os <i>odds ratio</i> (OR) e os respetivos    intervalos de confiança a 95%.</p>     <p>A concordância entre a especialidade que diagnostica e a especialidade que    prescreve foi avaliada através do coeficiente de concordância <i>kappa.</i></p>     <p>Foram considerados significativos valores de <i>p</i>&lt;0,05.</p>     <p><b>CONSIDERAÇÕES ÉTICAS</b></p>     <p>Foi garantida a confidencialidade dos dados dos utentes envolvidos no estudo,    tendo sido concedido parecer favorável da Comissão de Ética.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>A população inicial abrangeu um total de 1.868 utentes. De entre os 584 utentes    selecionados a partir da codificação K79 (taquicardia paroxística) ou K80 (arritmia    cardíaca NE), 15 foram incluídos por apresentarem registos de FA/FLA em texto    livre. Dos 1.284 utentes selecionados a partir da codificação K78 (fibrilhação/<i>flutter</i>    auricular) foram excluídos: 25 utentes com diagnóstico incorretamente registado,    três com idade inferior a 18 anos; 439 com o diagnóstico efetuado antes do ano    de 2010; 12 sem qualquer registo; 80 por desconhecimento da especialidade responsável    pelo diagnóstico; 39 por já estarem medicados com ACO no momento do diagnóstico    e 95 por serem seguidos em instituições não contempladas no estudo. Foram, assim,    incluídos 606 utentes (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a03f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A população estudada englobou 367 mulheres (60,6%) e a média de idades foi    de 75,1 anos. A USF Porta do Sol foi a mais representada, com 30,4% das FA da    população obtida. Seguiram-se a USF Brás Oleiro (24,9%), USF Novo Sentido (24,4%)    e USF Infesta (20,3%) (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a03q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Do total de doentes estudados, 97,6% apresentavam uma pontuação de CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc    igual ou superior a 1 e 70,8% pontuavam com um valor inferior a 3 no HAS-BLED.    O número de doentes com HAS-BLED &#8805; 3 na USF Novo Sentido [<i>n</i>=55    (37,2%)] foi significativamente superior (<i>p</i>=0,012) ao da USF Brás Oleiro    [<i>n</i>=29 (19,2%)].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita à prescrição de anticoagulantes, 76,7% encontrava-se medicado    com ACO, tendo existido diferenças entre unidades: o número de doentes anticoagulados    inscritos nas USF Brás Oleiro e USF Novo Sentido [<i>n</i>=131 (86,8%) e <i>n</i>=131    (88,5), respetivamente] foi significativamente superior (<i>p</i>&lt;0,001)    aos das USF Porta do Sol [<i>n</i>=112 (69,9%)] e USF Infesta [<i>n</i>=91 (74%)].    Verificou-se ainda que o número de dias mediano decorrido entre o diagnóstico    e a prescrição de anticoagulação nos doentes inscritos nas USF Porta do Sol    (21,0) e USF Infesta (14,0) foi significativamente superior (<i>p</i>&lt;0,001)    ao da USF Brás Oleiro (0,0) e USF Novo Sentido (0,0).</p>     <p>Considerando a distribuição dos doentes por especialidades responsáveis pelo    diagnóstico, constatou-se que a maioria dos doentes foi diagnosticada pela medicina    geral e familiar (MGF) (45,7%) e pela medicina interna (28,7%), seguida de cardiologia    (8,6%) e neurologia (1,5%) (<a href="#q2">Quadro II</a>). Em cerca de 15% dos    casos o diagnóstico foi efetuado por médicos sem especialidade ou de especialidades    com um pequeno número de diagnósticos, motivo pelo qual esses doentes não foram    considerados nas análises de grupo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a03q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A distribuição por género não teve diferenças estatisticamente significativas    entre especialidades, ao contrário da distribuição por idade, com a neurologia    a apresentar uma população significativamente mais envelhecida (idade mediana    de 83 anos, <i>p</i>=0,033).</p>     <p>A pontuação de CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc não apresentou diferenças    significativas entre especialidades. Já no que respeita ao HAS-BLED, o risco    hemorrágico foi significativamente superior nos doentes diagnosticados por neurologia    (88,9%).</p>     <p>Quando analisados os dados relativos à anticoagulação, não foram encontradas    diferenças entre as especialidades hospitalares e a MGF. Apenas o número de    doentes anticoagulados quando a especialidade de diagnóstico foi a cardiologia    foi significativamente superior ao número de doentes anticoagulados quando a    especialidade de diagnóstico foi a medicina interna. </p>     <p>O tempo decorrido entre o diagnóstico e a instituição de ACO foi significativamente    superior em doentes diagnosticados por MGF (mediana de 15,0 dias) em comparação    com cardiologia e medicina interna (medianas de 0,0 e 3,0 dias, respetivamente).</p>     <p>A concordância entre a especialidade que diagnosticou FA/FLA e a especialidade    que prescreveu ACO foi avaliada através de coeficiente de concordância <i>kappa</i>    (<a href="#q3">Quadro III</a>). Dada a existência de protocolos de referenciação    para anticoagulação por imunohemoterapia em algumas das instituições abrangidas,    as prescrições da especialidade de imunohemoterapia foram agregadas às prescrições    das outras especialidades. Verificou-se uma boa concordância entre a especialidade    que diagnostica e a especialidade que prescreve (<i>kappa</i>=0,740 e <i>p</i>&lt;0,001).    De facto, 86,6% dos doentes diagnosticados por MGF foram anticoagulados pela    própria especialidade ou por imunohemoterapia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a03q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados da regressão logística múltipla estão representados no <a href="#q4">Quadro    IV</a>. Neste modelo, o doente a quem é prescrita anticoagulação é considerado    «anticoagulado», quer a anticoagulação tenha sido efetuada pela especialidade    que diagnosticou quer por outra especialidade. De acordo com os resultados obtidos,    a variável «especialidade de diagnóstico» não tem influência na existência de    anticoagulação, mesmo quando se ajusta o modelo para as variáveis USF, idade,    CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc e HAS-BLED. No entanto, o número reduzido    de casos diagnosticados por neurologia não foi suficiente para permitir o cálculo    do OR. O modelo encontra-se bem ajustado, segundo os valores de significância    de <i>Hosmer-Lemeshow</i> e percentagem global.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a03q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>No presente estudo foi demonstrada grande concordância entre a especialidade    responsável pelo diagnóstico de FA/FLA e a especialidade que prescreve a anticoagulação:    o médico que efetua o diagnóstico é, regra geral, o mesmo que prescreve a anticoagulação.    A concordância verificou-se quer com os MF, quer com as especialidades de cardiologia,    medicina interna e neurologia. Este resultado contraria alguns estudos europeus    que demonstraram resistência dos MF em introduzir anticoagulação após o diagnóstico    de FA/FLA<sup>8-11</sup> e contraria o estudo americano de Turakhia e colaboradores,    que demonstrou que a especialidade que diagnostica a FA influencia a decisão    de anticoagular ou não.<sup>7</sup></p>     <p>Quando se analisou se os doentes diagnosticados com FA/FLA são ou não anticoagulados    independentemente da especialidade prescritora (como, por exemplo, o MF diagnostica    e referencia a uma especialidade) continuam a não registar-se diferenças significativas:    ou seja, os doentes acabam por ser medicados, seja na própria especialidade    que diagnostica seja noutra especialidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, verificaram-se algumas diferenças entre as USF onde o diagnóstico    de FA é efetuado. Os doentes das USF Porta do Sol e Infesta foram menos anticoagulados    do que os das USF Brás Oleiro e Novo Sentido. Ainda que estes dados devam ser    interpretados com cautela, poderão refletir diferenças de anticoagulação entre    as equipas médicas de diferentes USF, bem como diferenças de anticoagulação    entre profissionais da mesma USF. Contudo, seriam necessários estudos adicionais    para esclarecimento deste achado.</p>     <p>O tempo entre o diagnóstico e a prescrição de anticoagulação foi maior quando    o diagnóstico foi efetuado pelo MF. Isto poder-se-á dever ao facto de, nos cuidados    de saúde primários (CSP), o diagnóstico e seguimento dos doentes com FA ser    efetuado em ambulatório: o MF poderá ter a necessidade de pedir estudos adicionais    antes da prescrição de anticoagulação, de pedir aconselhamento a outras especialidades    relativamente à indicação e segurança da anticoagulação ou mesmo referenciar    os utentes. Constatou-se que as USF da ULS de Matosinhos apresentaram maior    mediana de tempo diagnóstico-anticoagulação do que as outras USF abrangidas,    o que poderá ser explicado pela frequente referenciação a imunohemoterapia naquela    ULS para início de anticoagulação. </p>     <p>Como limitações do estudo apontam-se: a população estudada foi a de cada USF,    não representando da melhor forma os utentes cujo diagnóstico foi efetuado pelas    especialidades hospitalares; o número de doentes diagnosticados nas especialidades    de cardiologia e de neurologia, ou a quem foi prescrita anticoagulação por estas    especialidades, foi relativamente pequeno; e a colheita de dados a partir de    dados informáticos, que esteve sujeita a vieses de registo. </p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>Ao contrário de estudos internacionais, este estudo demonstrou a existência    de grande concordância entre a especialidade responsável pelo diagnóstico de    FA e a especialidade que prescreve a anticoagulação. A concordância verifica-se    quer com os MF quer com as especialidades hospitalares.</p>     <p>O tempo decorrido entre o diagnóstico e a introdução de anticoagulação é, no    entanto, maior quando o diagnóstico é efetuado pelo MF. Neste sentido, será    importante estabelecer estratégias que permitam ao MF prescrever a anticoagulação,    se indicada, de forma mais célere, aproveitando, se possível, o momento do diagnóstico.</p>     <p>Os doentes da ULS a quem foi diagnosticada FA apresentaram menor probabilidade    de ser anticoagulados e maior mediana de tempo decorrido entre o diagnóstico    e a introdução de anticoagulação. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <p>1. Bonhorst D, Mendes M, Adragão P, Sousa J, Primo J, Leiria E, et al. Prevalência    de fibrilhação auricular na população portuguesa com 40 ou mais anos: estudo    FAMA [Prevalence of atrial fibrillation in the Portuguese population aged 40    and over: the FAMA study]. Rev Port Cardiol. 2010;29(3):331-50. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Camm AJ, Lip GY, De Caterina R, Savelieva I, Atar D, Hohnloser SH, et al.    2012 focused update of the ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation:    an update of the 2010 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation    (developed with the special contribution of the European Heart Rhythm Association).    Eur Heart J. 2012;33(21):2719-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382373&pid=S2182-5173201900010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Camm AJ, Kirchhof P, Lip GY, Schotten U, Savelieva I, Ernst S, et al. Guidelines    for the management of atrial fibrillation: the Task Force for the Management    of Atrial Fibrillation of the European Society of Cardiology. Eur Heart J. 2010;31(19):2369-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382375&pid=S2182-5173201900010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Olesen JB, Lip GY, Lindhardsen J, Lane DA, Ahlehoff O, Hansen ML, et al.    Risks of thromboembolism and bleeding with thromboprophylaxis in patients with    atrial fibrillation: a net clinical benefit analysis using a ‘real world’ nationwide    cohort study. Thromb Haemost. 2011;106(4):739-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382377&pid=S2182-5173201900010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Lip GY. The role of aspirin for stroke prevention in atrial fibrillation.    Nat Rev Cardiol. 2011;8(10):602-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382379&pid=S2182-5173201900010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Fosbol EL, Holmes DN, Piccini JP, Thomas L, Reiffel JA, Mills RM, et al.    Provider specialty and atrial fibrillation treatment strategies in United States    community practice: findings from the ORBIT-AF registry. J Am Heart Assoc. 2013;2(4):e000110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382381&pid=S2182-5173201900010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Turakhia MP, Hoang DD, Xu X, Frayne S, Schmitt S, Yang F, et al. Differences    and trends in stroke prevention anticoagulation in primary care vs cardiology    specialty management of new atrial fibrillation: the Retrospective Evaluation    and Assessment of Therapies in AF (TREAT-AF) study. Am Heart J. 2013;165(1):93-101.e1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382383&pid=S2182-5173201900010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Piccinocchi G, Laringe M, Guillaro B, Arpino G, Piccinocchi R, Nigro G,    et al. Diagnosis and management of atrial fibrillation by primary care physicians    in Italy: a retrospective, observational analysis. Clin Drug Investig. 2012;32(11):771-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382385&pid=S2182-5173201900010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Vassilikos VP, Mantziari A, Goudis CA, Paraskevaidis S, Dakos G, Giannakoulas    G, et al. Differences in management of atrial fibrillation between cardiologists    and non-cardiologists in Greece. Hellenic J Cardiol. 2010;51(2):113-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382387&pid=S2182-5173201900010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Modig S, Höglund P, Troein M, Midlöv P. GP’s adherence to guidelines for    cardiovascular disease among elderly: a quality development study. Sci World    J. 2012;2012:ID767892.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382389&pid=S2182-5173201900010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Cowan C, Healicon R, Robson I, Long WR, Barrett J, Fay M, et al. The use    of anticoagulants in the management of atrial fibrillation among general practices    in England. Heart. 2013;99(16):1166-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382391&pid=S2182-5173201900010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>12. Gomes E, Campos R, Morais R, Fernandes M. Estudo FATA: prevalência de fibrilhação    auricular e terapêutica antitrombótica nos cuidados de saúde primários de um    concelho do Norte de Portugal [FATA study: prevalence of atrial fibrillation    and antithrombotic therapy in primary health care in a Northern city of Portugal].    Acta Med Port. 2015;28(1):35-43. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>13. Loo SY, Dell'Aniello S, Huiart L, Renoux C. Trends in the prescription    of novel oral anticoagulants in UK primary care. Br J Clin Pharmacol. 201783(9):2096-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382394&pid=S2182-5173201900010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Lip GY, Nieuwlaat R, Pisters R, Lane DA, Crijns HJ. Refining clinical risk    stratification for predicting stroke and thromboembolism in atrial fibrillation    using a novel risk factor-based approach: the euro heart survey on atrial fibrillation.    Chest. 2010;137(2):263-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382396&pid=S2182-5173201900010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Pisters R, Lane DA, Nieuwlaat R, de Vos CB, Crijns HJ, Lip GY. A novel    user-friendly score (HAS-BLED) to assess 1-year risk of major bleeding in patients    with atrial fibrillation: the Euro Heart Survey. Chest. 2010;138(5):1093-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382398&pid=S2182-5173201900010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:joaopeantunes@gmail.com">joaopeantunes@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>A Vera Vicente pelo apoio na análise estatística.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITO DE INTERESSES </b></p>     <p>Os autores declaram não possuir qualquer tipo de conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FINANCIAMENTOS</b></p>     <p>Os autores declaram não ter recebido qualquer financiamento para a realização    do estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 05-07-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 11-12-2018</b></p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de fibrilhação auricular na população portuguesa com 40 ou mais anos: estudo FAMA]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Cardiol]]></source>
<year>2010</year>
<volume>29</volume>
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<page-range>331-50</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Camm]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[2012 focused update of the ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation: an update of the 2010 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation (developed with the special contribution of the European Heart Rhythm Association)]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Heart J]]></source>
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