<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732019000100004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v35i1.12168</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumo de «produtos naturais» e «suplementos alimentares» numa Unidade de Saúde Familiar: estudo exploratório]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Consumption of «natural products» and «dietary supplements» in a Family Healthcare Unit: an exploratory study]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ângela Lee]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vicente]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Filipa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[Olena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A3"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,ACeS Estuário do Tejo UCSP Alverca do Ribatejo ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,ACeS Estuário do Tejo USF Arruda ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA3">
<institution><![CDATA[,ACeS Estuário do Tejo UCSP Alenquer ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>02</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>02</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>35</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>30</fpage>
<lpage>36</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732019000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732019000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732019000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O consumo de «produtos naturais» (PN) e «suplementos alimentares» (SA) tem aumentado de popularidade. Os estudos sobre o consumo destes produtos são importantes, pois existem poucos dados nacionais e a população geralmente desconhece os riscos associados. Objetivos: Determinar a prevalência do consumo de PN/SA na Unidade de Saúde Familiar (USF) Arruda. Adicionalmente pretendeu-se caracterizar socio-demograficamente os consumidores destes produtos e os seus hábitos de consumos e verificar se existe associação com o género, idade, escolaridade e estado civil. Tipo de estudo: Observacional, descritivo e transversal. Local: USF Arruda. População: Utentes adultos inscritos na USF Arruda. Métodos: Os dados foram recolhidos numa amostra não aleatória, de conveniência, de 1 de outubro a 30 de novembro de 2016. Foi aplicado um questionário anónimo, confidencial e voluntário. Os dados foram codificados, registados e analisados em SPSS®. Resultados: Obtiveram-se 351 questionários válidos. Dos inquiridos, 68,9% eram mulheres, 72,9% tinham idade entre 31 e 75 anos, 50,7% apresentavam escolaridade inferior ou igual a seis anos e 50,9% eram casados ou viviam em união de facto. 91,2% referiu consumir ou ter consumido PN/SA nos últimos seis meses. Destes, 64,7% consumiu um ou dois PN/SA, sendo que 75,9% fê-lo diariamente. Relativamente à análise da associação entre o consumo de PN/SA e as variáveis estudadas concluiu-se que apenas não estão associadas para o género. Conclusões: Os resultados deste estudo apontam para uma elevada prevalência de consumo de PN/SA na USF Arruda. Dada a relevância desta temática e ao facto de existirem poucos estudos atuais nesta área, consideramos que seria pertinente realizar investigações mais robustas, idealmente que pudessem ser representativas do panorama nacional.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The consumption of «natural products» (NP) and «dietary supplements» (DS) has increased in popularity. Studies on the consumption of these products are important because there are few national data, and the population is usually unware of the associated risks. Objectives: To determine the prevalence of NP/DS consumption in the Arruda Family Healthcare Unit. Additionally, it was aimed to socio-demographically characterise the consumers of these products, their consumption habits, and to verify if there is an association with gender, age, schooling and marital status. Type of study: Observational, cross-sectional and descriptive. Setting: Arruda Family Healthcare Unit. Population: Adult users enrolled in Arruda Family Healthcare Unit. Methods: Data were collected using a non-randomised convenience sample, between October 1 and November 30, 2016. An anonymous, confidential and voluntary questionnaire was applied. Data were coded, recorded and analyzed in SPSS®. Results: There were 351 valid questionnaires. Amongst the respondents, 68.9% were women, 72.9% were aged between 31 and 75 years old, 50.7% had six or less years of schooling, and 50.9% were married or lived as a couple. 91.2% reported consuming or having consumed NP/DS in the last six months. Of these, 64.7% consumed one or two NP/DS, and 75.9% did so daily. Analysing the association between NP/DS consumption and the studied variables, it was concluded that were association with all variables but gender. Conclusions: The results of this study point to a high prevalence of NP/DS consumption in Arruda Family Healthcare Unit. Given the relevance of this issue and the fact that there are few current studies in this area, we consider that it would be pertinent to carry out more robust investigations, ideally that could be representative of the national landscape.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Produtos naturais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Suplementos alimentares]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Médico de família]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Natural products]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Dietary supplementations]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family physician]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Consumo de «produtos naturais» e «suplementos alimentares»    numa Unidade de Saúde Familiar: estudo exploratório</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Consumption of «natural products» and «dietary supplements»    in a Family Healthcare Unit: an exploratory study</b></font></p>     <p><b>Ângela Lee Chin,<sup>1</sup> Ana Filipa Vicente,<sup>2</sup> Olena Lourenço<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> UCSP Alverca do Ribatejo, ACeS Estuário do Tejo.</p>     <p><sup>2</sup> USF Arruda, ACeS Estuário do Tejo.</p>     <p><sup>3</sup> UCSP Alenquer, ACeS Estuário do Tejo.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução:</b> O consumo de «produtos naturais» (PN) e «suplementos alimentares»    (SA) tem aumentado de popularidade. Os estudos sobre o consumo destes produtos    são importantes, pois existem poucos dados nacionais e a população geralmente    desconhece os riscos associados.</p>     <p><b>Objetivos:</b> Determinar a prevalência do consumo de PN/SA na Unidade de    Saúde Familiar (USF) Arruda. Adicionalmente pretendeu-se caracterizar socio-demograficamente    os consumidores destes produtos e os seus hábitos de consumos e verificar se    existe associação com o género, idade, escolaridade e estado civil.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional, descritivo e transversal.</p>     <p><b>Local:</b> USF Arruda.</p>     <p><b>População:</b> Utentes adultos inscritos na USF Arruda.</p>     <p><b>Métodos:</b> Os dados foram recolhidos numa amostra não aleatória, de conveniência,    de 1 de outubro a 30 de novembro de 2016. Foi aplicado um questionário anónimo,    confidencial e voluntário. Os dados foram codificados, registados e analisados    em SPSS®.</p>     <p><b>Resultados:</b> Obtiveram-se 351 questionários válidos. Dos inquiridos,    68,9% eram mulheres, 72,9% tinham idade entre 31 e 75 anos, 50,7% apresentavam    escolaridade inferior ou igual a seis anos e 50,9% eram casados ou viviam em    união de facto. 91,2% referiu consumir ou ter consumido PN/SA nos últimos seis    meses. Destes, 64,7% consumiu um ou dois PN/SA, sendo que 75,9% fê-lo diariamente.    Relativamente à análise da associação entre o consumo de PN/SA e as variáveis    estudadas concluiu-se que apenas não estão associadas para o género.</p>     <p><b>Conclusões:</b> Os resultados deste estudo apontam para uma elevada prevalência    de consumo de PN/SA na USF Arruda. Dada a relevância desta temática e ao facto    de existirem poucos estudos atuais nesta área, consideramos que seria pertinente    realizar investigações mais robustas, idealmente que pudessem ser representativas    do panorama nacional.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Produtos naturais; Suplementos alimentares; Médico de    família</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</B></p>     <p><b>Introduction:</b> The consumption of «natural products» (NP) and «dietary    supplements» (DS) has increased in popularity. Studies on the consumption of    these products are important because there are few national data, and the population    is usually unware of the associated risks.</p>     <p><b>Objectives:</b> To determine the prevalence of NP/DS consumption in the    Arruda Family Healthcare Unit. Additionally, it was aimed to socio-demographically    characterise the consumers of these products, their consumption habits, and    to verify if there is an association with gender, age, schooling and marital    status.</p>     <p><b>Type of study:</b> Observational, cross-sectional and descriptive.</p>     <p><b>Setting:</b> Arruda Family Healthcare Unit.</p>     <p><b>Population:</b> Adult users enrolled in Arruda Family Healthcare Unit.</p>     <p>Methods: Data were collected using a non-randomised convenience sample, between    October 1 and November 30, 2016. An anonymous, confidential and voluntary questionnaire    was applied. Data were coded, recorded and analyzed in SPSS®.</p>     <p><b>Results:</b> There were 351 valid questionnaires. Amongst the respondents,    68.9% were women, 72.9% were aged between 31 and 75 years old, 50.7% had six    or less years of schooling, and 50.9% were married or lived as a couple. 91.2%    reported consuming or having consumed NP/DS in the last six months. Of these,    64.7% consumed one or two NP/DS, and 75.9% did so daily. Analysing the association    between NP/DS consumption and the studied variables, it was concluded that were    association with all variables but gender.</p>     <p><b>Conclusions:</b> The results of this study point to a high prevalence of    NP/DS consumption in Arruda Family Healthcare Unit. Given the relevance of this    issue and the fact that there are few current studies in this area, we consider    that it would be pertinent to carry out more robust investigations, ideally    that could be representative of the national landscape.</p>     <p><b>Keywords:</b> Natural products; Dietary supplementations; Family physician</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>Um «produto natural» (PN) é um composto químico ou substância obtida a partir    de plantas, fungos e microrganismos e que normalmente tem atividade biológica    ou farmacológica. Tem sido usado no tratamento de várias patologias.<sup>1</sup></p>     <p>Os «suplementos alimentares» (SA) são géneros alimentícios que, ao constituírem    fontes concentradas de determinadas substâncias, nutrientes ou outras, com efeito    nutricional ou fisiológico, se destinam a complementar e/ou suplementar o regime    alimentar normal.<sup>2-5</sup></p>     <p>Apesar de a farmacologia de muitos PN/SA ainda não estar bem estudada, a sua    utilização tem ganho popularidade. Existem estudos que descrevem efeitos adversos    e interações medicamentosas associados ao seu uso, sobretudo nos indivíduos    mais velhos e polimedicados.<sup>1,6</sup></p>     <p>Existem várias explicações para o incremento no consumo destes produtos. Uma    das possíveis razões deve-se ao facto de o produto ser designado de «natural»,    fazendo com que o consumidor o associe a segurança. Outras justificações plausíveis    são a automedicação, a comercialização destes produtos por laboratórios de renome    e os efeitos adversos nos fármacos sintéticos.<sup>1</sup></p>     <p>Muitas vezes existe um défice na comunicação entre médicos e utentes relativamente    ao consumo de PN/SA. Isto poderá ser devido ao facto de os utentes mostrarem    algum desconforto em mencionar este consumo, ao seu desconhecimento da sua relevância    clínica e por não necessitarem de prescrição médica. Por outro lado, alguns    médicos possuem pouco conhecimento relativamente à prevalência do consumo destes    produtos, seus potenciais efeitos adversos e interações medicamentosas.<sup>6</sup></p>     <p>A documentação da União Europeia de apoio à clarificação de enquadramento de    um produto como SA ou como medicamento refere que os SA são usados com a finalidade    de manter, apoiar ou otimizar os processos fisiológicos normais. Por sua vez,    os medicamentos destinam-se a ser administrados quando as funções fisiológicas    estão alteradas e também para prevenir doenças.<sup>2</sup></p>     <p>Relativamente às entidades competentes, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária    (DGAV) é a autoridade competente responsável pela notificação aquando da comercialização    e da definição das obrigações relativamente a um SA, sendo a Autoridade de Segurança    Alimentar e Económica (ASAE) a responsável pela fiscalização do cumprimento    das suas normas. A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.    (INFARMED) é a autoridade competente para regular e supervisionar os setores    dos medicamentos, dispositivos médicos e produtos cosméticos e de higiene corporal.<sup>2</sup></p>     <p>No entanto, a maioria dos SA/PN não está sujeita a controlo pelas autoridades    competentes na área da saúde (INFARMED), podendo constituir um risco para a    saúde pública.<sup>1</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos sobre os hábitos de consumo destes produtos são extremamente relevantes,    uma vez que existem poucos dados em Portugal e a população de um modo geral    não tem noção dos riscos associados a uma adesão contínua, indiscriminada e    sem acompanhamento por profissionais de saúde.<sup>7</sup></p>     <p>Neste contexto considera-se pertinente a realização do presente trabalho de    investigação.</p>     <p><b>Objetivos</b></p>     <p><b>Pergunta de investigação:</b></p>     <p>• Qual a prevalência do consumo de PN/SA nos utentes adultos inscritos na Unidade    de Saúde Familiar (USF) Arruda?</p>     <p><b>Pretende-se:</b></p>     <p>• Caracterizar socio-demograficamente os consumidores de PN/SA e os seus consumos;  </p>     <p>• Verificar se existe associação entre o consumo de PN/SA e o género, a idade,    a escolaridade e estado civil.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Realizou-se um estudo observacional, descritivo e transversal, de uma amostra    de conveniência da população em estudo (utentes inscritos na USF Arruda, com    médico de família e idade acima dos 18 anos) no período entre 1 de outubro e    30 de novembro de 2016.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Admitiram-se como critérios de inclusão: utentes de ambos os sexos, com idade    superior a 18 anos e que recorreram à consulta na USF Arruda no período em estudo.</p>     <p>Como critérios de exclusão foram considerados: questionários incorretamente    preenchidos, utentes que não aceitassem participar no estudo, doentes com défice    cognitivo, grávidas, puérperas e iletrados.</p>     <p>Foram estudadas variáveis qualitativas (género, idade, escolaridade, estado    civil, consumo de PN/SA, regularidade de consumo, motivo da toma do PN/SA, informação    ao médico assistente) e quantitativas (número de PN/SA).</p>     <p>Foi elaborado um questionário (Anexo 1), o qual foi validado através da aplicação    de um pré-teste a sete indivíduos durante o mês de agosto de 2016 para validação    do questionário final. </p>     <p>O questionário final foi autopreenchido pelos utentes que recorreram à consulta    na USF Arruda no período de estudo.</p>     <p>Para obtenção do tamanho da população em estudo recorreu-se ao MIM@UF®.</p>     <p>Procedeu-se à determinação do número de respostas ao questionário que seriam    necessárias para que a amostra fosse representativa da população em estudo,    considerando um intervalo de confiança de 95%.</p>     <p>Os dados obtidos foram registados e analisados utilizando o SPSS®.</p>     <p>Este estudo respeitou os princípios da Declaração de Helsínquia modificada    em Edimburgo (outubro de 2000), garantindo a confidencialidade e o anonimato    acerca da identidade dos participantes, bem como a garantia da utilização dos    seus dados apenas para fins estatísticos.</p>     <p>O protocolo do estudo foi entregue e aprovado pela Comissão de Ética para a    Saúde da ARSLVT.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>O número de utentes a incluir na população em estudo - utentes inscritos na    USF Arruda, com médico de família e idade acima dos 18 anos - foi de 7.343 utentes.</p>     <p>No período entre 1 de outubro e 30 de novembro de 2016 foram preenchidos um    total de 359 questionários, dos quais foram excluídos oito por se encontrarem    incorretamente preenchidos.</p>     <p>Deste modo, obteve-se uma amostra de 351 elementos, sendo que 68,9% diziam    respeito ao género feminino (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando a variável idade (<a href="#q2">Quadro II</a>) constatou-se que    72,9% dos elementos encontrava-se na faixa etária compreendida entre os 31 e    os 75 anos de idade, sendo que 62,9% de inquiridos apresentava idade acima de    50 anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Verificou-se que cerca de metade dos elementos da amostra (50,7%) mencionou    ter um grau de escolaridade até ao 6º ano (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em relação ao estado civil (<a href="#q4">Quadro IV</a>) verificou-se que 59,0%    dos inquiridos tinha o estatuto de casado(a)/união de facto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que concerne à questão <i>Consome ou consumiu nos últimos seis meses algum    produto natural/suplemento alimentar?</i> conclui-se que 91,2% respondeu afirmativamente    (<a href="#q5">Quadro V</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando as respostas à pergunta anterior constata-se que 62,4% das mulheres    responderam afirmativamente. Os grupos etários que apresentaram maior taxa de    respostas afirmativas foram os grupos dos 31-50 anos (23,9%), 51-65 anos (22,2%)    e 65-75 anos (22,2%). Relativamente à escolaridade, os que declararam consumir    os produtos em análise foram os utentes com menor nível de escolaridade (&#8804;    4ª classe: 32,5%). Em relação ao estado civil, 55,3% dos utentes casados ou    em união de facto confirmaram ter consumido os referidos produtos (<a href="#q6">Quadro    VI</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos 91,2% de utentes que responderam afirmativamente à questão anterior, a    maioria referiu o consumo de um ou dois PN/SA (64,7%). Apenas 11,2% respondeu    que tomava/tinha tomado quatro ou mais produtos/suplementos (<a href="#q7">Quadro    VII</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q7.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> seguinte do questionário incidiu sobre a regularidade na toma destes produtos,  tendo-se constatado que 75,9% o fazia diariamente (<a href="#q8">Quadro VIII</a>).     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q8"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q8.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando o motivo pelo qual os inquiridos consumiam os referidos produtos    verificou-se que eram principalmente produtos para patologias do foro músculo-esquelético    (17,1%) e para regularização do trânsito gastrointestinal (14,2%) (<a href="#q9">Quadro    IX</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q9"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q9.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando se questionou se o seu médico tinha conhecimento que tomava esses produtos/suplementos,    52,8% respondeu que não (<a href="#q10">Quadro X</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q10"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q10.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para verificar a existência de associação entre o consumo de PN/SA e o género,    a escolaridade e estado civil procedeu-se à realização do teste de Qui-Quadrado.    Para verificar a existência de associação entre o consumo de PN/SA e a idade    procedeu-se à realização do teste de correlação de <i>Spearman</i> (<a href="#q11">Quadro    XI</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q11"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a04q11.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Através do Teste de Independência de Qui-Quadrado verificou-se que a variável    «Género» e a questão <i>Consome ou consumiu nos últimos seis meses algum produto    natural/suplemento alimentar?</i> não apresentam associação (<i>p</i>&gt;0,05).</p>     <p>Avaliada a independência entre as variáveis «Idade», «Escolaridade» e «Estado    Civil» e a questão <i>Consome ou consumiu nos últimos seis meses algum produto    natural/suplemento alimentar?</i> verificou-se que as mesmas estão associadas    (<i>p</i>&lt;0,05).</p>     <p><b>Discussão</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo avaliou a prevalência do consumo de PN/SA nos utentes adultos    inscritos na USF Arruda e a sua eventual associação com variáveis sociodemográficas    (género, idade, escolaridade e estado civil).</p>     <p>No período de tempo em que decorreu esta investigação foram obtidos 351 questionários    válidos.</p>     <p>Tratando-se de uma amostra de conveniência, não aleatória, as autoras do estudo    consideram a possibilidade de existência de viés de seleção.</p>     <p>O uso de um questionário previamente validado por aplicação de um pré-teste    apoia a fiabilidade dos resultados obtidos e demonstra a sua aplicabilidade.</p>     <p>De acordo com os resultados obtidos, 91,2% dos utentes consume ou consumiu    nos últimos seis meses algum PN/SA, o que é um valor superior ao referido pelos    estudos nacionais existentes até ao momento. Num estudo nacional publicado em    2006, com o objetivo de estudar os hábitos de consumo de PN/SA da população    portuguesa, os resultados apontaram para um consumo de 81% (em que 38% se referiam    a chás/infusões/plantas). Outro estudo nacional em 2008, que estudou a população    da região de Lisboa e Vale do Tejo, mostrou que 48,8% dos inquiridos consumiram    estes produtos.<sup>1,7</sup></p>     <p>Relativamente aos 91,2% de consumidores de PN/SA na presente investigação,    a maioria referiu o consumo de um ou dois PN/SA (64,7%) e 75,9% tinha um consumo    diário. Os PN/SA mais consumidos eram os destinados aos ossos e articulações    (17,1%), à prisão de ventre/obstipação (14,2%), à ansiedade, <i>stress</i> e    insónia (11,7%), os suplementos vitamínicos e minerais (10,5%) e os produtos    para alívio do cansaço, falta de energia e memória (10,3%).</p>     <p>De ressalvar ainda que a maioria dos consumidores destes produtos (52,8%) referiu    que o seu médico não tinha conhecimento que tomavam esses PN/SA, valor inferior    a um estudo publicado em 2014, onde 73,9% dos consumidores de PN referia que    o seu médico de família desconhecia que tinham este tipo de consumos.<sup>1</sup></p>     <p>Relativamente à análise de associação entre o consumo de PN/SA e as variáveis    demográficas estudadas (género, idade, escolaridade e estado civil) concluiu-se    que apenas não há associação para a variável «Género». Deste modo, apesar de    na presente amostra a maior percentagem de consumidores ser do género feminino,    não se verificou associação estatisticamente significativa entre o consumo de    PN/SA e o género.</p>     <p>Relativamente às restantes variáveis existe associação estatisticamente significativa    com o consumo destes produtos. Verificou-se maior consumo nas faixas etárias    dos 31-50 anos, 51-65 anos e 65-75 anos. No que diz respeito à escolaridade,    o maior consumo ocorre nos utentes com menor grau de escolaridade (&#8804; 4    anos). Analisando a relação do consumo destes produtos com o estado civil conclui-se    que a maioria dos consumidores é casada ou vive em união de facto (<a href="#q6">Quadro    VI</a>). </p>     <p>Analisando os dados obtidos, provavelmente utentes com menor nível de escolaridade    tendem a ser mais suscetíveis às estratégias de <i>marketing</i> destes produtos.    Por outro lado, os resultados parecem apoiar que os casados ou a viver em união    de facto sejam economicamente mais favorecidos e por esse motivo consumam mais    este tipo de produtos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados deste estudo apontam para uma elevada prevalência de consumo    de PN/SA na USF Arruda. No entanto, atendendo ao número de utentes pertencentes    à referida Unidade, para que a amostra fosse representativa da população em    estudo, seriam necessários 366 questionários válidos, considerando um intervalo    de confiança de 95% e um erro de amostragem de 5%. Neste caso, embora o número    de questionários válidos (351) tenha um valor muito aproximado não permite que    a presente amostra seja representativa da população em estudo.</p>     <p>Atendendo a que a presente amostra é constituída maioritariamente por indivíduos    do sexo feminino (68,9%) e de grupos etários mais avançados (62,9% de inquiridos    acima de 50 anos), aproxima-se da população habitual que recorre aos centros    de saúde nacionais,<sup>8</sup> o que, em conjugação com o facto de se ter obtido    um número relativamente elevado de questionários válidos, leva a acreditar que    estes resultados se possam aproximar do panorama nacional.</p>     <p>No entanto, para que os dados pudessem ser extrapolados para a totalidade da    população portuguesa, seriam necessários estudos mais robustos, com amostras    aleatórias e multicêntricas.</p>     <p>Atendendo a que este trabalho incide sobre uma temática atual e de interesse    comum, associado ao facto de que existem poucos estudos nesta área e de que    os escassos estudos existentes são pouco atuais, considera-se que seria pertinente    realizar mais projetos de investigação com um maior número de inquéritos válidos,    idealmente que pudessem ser representativos da realidade nacional.</p>     <p>Paralelamente considera-se importante a realização de estudos para determinar    as razões de muitos médicos desconhecerem o consumo dos produtos em questão    por parte dos seus utentes. Um dos benefícios na realização do presente estudo    foi o de alertar os médicos para a importância de questionar os utentes acerca    desta temática com vista à minimização das eventuais interações e reações adversas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Soares AL, Moutinho A, Velho D, Campos R, Teixeira A. Estudo Prev-Natura:    estudo da prevalência do consumo de produtos naturais. Rev ADSO. 2014;2(3):36-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382561&pid=S2182-5173201900010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. INFARMED. Produtos-fronteira entre suplementos alimentares e medicamentos    [Internet]. Lisboa: INFARMED; [s.d.]. Available from: <a href="http://www.infarmed.pt/documents/15786/17838/PRODUTOS+FRONTEIRA+SULEMENTOS+MEDICAMENTOS.pdf/d0cd8e0f-fad8-474b-85b4-b32c01fac5e9" target="_blank">http://www.infarmed.pt/documents/15786/17838/PRODUTOS+FRONTEIRA+SULEMENTOS+MEDICAMENTOS.pdf/d0cd8e0f-fad8-474b-85b4-b32c01fac5e9    </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382563&pid=S2182-5173201900010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>3. Decreto-Lei nº 136/2003, de 28 de junho. Diário da República. I Série-A(147).</p>     <!-- ref --><p>4. Parlamento Europeu, Conselho Europeu. Diretiva 2002/46/CE, de 10 de junho    de 2002, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes    aos suplementos alimentares. J Ofic Comun Europeias. 2002;L(183):51-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382565&pid=S2182-5173201900010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Mousinho C, Hergy F. Suplementos alimentares: o que são e como notificar    reações adversas? Bol Farmocovigilância. 2017;21(3):1-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382567&pid=S2182-5173201900010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>6. Barros L, Coimbra P, Matias C, Fernandes N, Rocha F, Órfão C, et al. Produtos    naturais e avaliação pré-operatória. Rev Soc Port Anestesiol. 2007;16(4).</p>     <p>7. Santos AC, Oliveira S, Águas S, Monteiro C, Palma ML, Martins AP, et al.    Recolha de dados sobre consumo de medicamentos e/ou suplementos à base de plantas    medicinais numa amostra da população de Lisboa e Vale do Tejo [Data collection    on the consumption of drugs and / or supplements based on medicinal plants in    a population sample from Lisboa and Vale do Tejo]. Rev Lusóf Ciênc Tecnol Saúde.    2008;5(2):128-41. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>8. Departamento de Consolidação e Controlo de Gestão do SNS. Estatística do    movimento assistencial: centros de saúde, 2003 [Internet]. Lisboa: Instituto    de Gestão Informática e Financeira da Saúde; 2003. Available from: <a href="http://www2.acss.min-saude.pt/Portals/0/DownloadsPublicacoes/SNS/Info_Activid/Estat_2003_CentSaude.pdf" target="_blank">http://www2.acss.min-saude.pt/Portals/0/DownloadsPublicacoes/SNS/Info_Activid/Estat_2003_CentSaude.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382571&pid=S2182-5173201900010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:angelalee.chin@gmail.com">angelalee.chin@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</B></p>     <p>Os autores declaram não possuir quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 02-09-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 21-11-2018</b></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Velho]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo Prev-Natura: estudo da prevalência do consumo de produtos naturais]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev ADSO]]></source>
<year>2014</year>
<volume>2</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>36-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>INFARMED</collab>
<source><![CDATA[Produtos-fronteira entre suplementos alimentares e medicamentos]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[INFARMED]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Parlamento Europeu</collab>
<collab>Conselho Europeu</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diretiva 2002/46/CE, de 10 de junho de 2002, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos suplementos alimentares]]></article-title>
<source><![CDATA[J Ofic Comun Europeias]]></source>
<year>2002</year>
<volume>L</volume>
<numero>183</numero>
<issue>183</issue>
<page-range>51-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mousinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hergy]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suplementos alimentares: o que são e como notificar reações adversas?]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Farmocovigilância]]></source>
<year>2017</year>
<volume>21</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>1-2</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coimbra]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matias]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Órfão]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produtos naturais e avaliação pré-operatória]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Soc Port Anestesiol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>16</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>0</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[AC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Águas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palma]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recolha de dados sobre consumo de medicamentos e/ou suplementos à base de plantas medicinais numa amostra da população de Lisboa e Vale do Tejo]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Lusóf Ciênc Tecnol Saúde]]></source>
<year>2008</year>
<volume>5</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>128-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Departamento de Consolidação e Controlo de Gestão do SNS</collab>
<source><![CDATA[Estatística do movimento assistencial: centros de saúde, 2003]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
