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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qual o papel da aspirina na prevenção primária do carcinoma colorretal em indivíduos de médio risco?: Uma revisão baseada na evidência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What is the role of aspirin in primary prevention of colorectal cancer in medium-risk individuals?: An evidence-based review]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Colorectal cancer (CRC) is the second leading cause of cancer-related mortality in developed countries. Primary prevention is bases on lifestyle changes, and chemoprophylaxis with aspirin® is currently under investigation. Some studies have shown benefit of aspirin® in the prevention of CRC. Objective: To determine the evidence the effect of aspirin® on CRC incidence and mortality in medium-risk adult subjects. Methods: Randomised controlled trials, meta-analyses, systematic reviews, evidence based guidelines, as well as Portuguese primary care journals and electronic databases, including MEDLINE and Cochrane Library, were searched. Searches were limited to publications between 1/4/2006 and 1/4/2016, in Portuguese, English or Spanish and used the MeSH terms: ‘Aspirin’, ‘Primary prevention’, and ‘Colorectal neoplasms’. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) of the American Academy of Family Physicians was used to rate the strength of a recommendation and the levels of evidence. Results: Seventy-five papers were obtained, amongst which seven met the inclusion criteria: one evidence-based guideline, one meta-analysis, three systematic reviews, one cohort study, and one original study. The guideline does not recommend aspirin® for CRC prevention in medium risk individuals (SORT B). Overall, the studies seem to show that aspirin®, when administrated for = 5 years at a dose = 300mg/day, may reduce the incidence of CRC, with a more pronounced effect 10 years after starting treatment. Lower doses given less frequently or shorter treatment duration appear to be less effective. Conclusions: When regularly administrated, aspirin® may reduce the incidence of CRC, with a possible impact on CRC mortality (SORT B). However, the use of aspirin® should be recommended with caution because of the increased incidence of adverse, such as gastrointestinal bleeding. Further RCTs are needed to clarify which dose and duration provide the maximum cancer benefit and minimal haemorrhagic risk.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Aspirin]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Colorectal neoplasms]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVISÕES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Qual o papel da aspirina na prevenção primária do carcinoma    colorretal em indivíduos de médio risco? Uma revisão baseada na evidência</b></font></p>     <p><font size="3"><b>What is the role of aspirin in primary prevention of colorectal    cancer in medium-risk individuals? An evidence-based review</b></font></p>     <p><b>Sílvia Colmonero Martins,<sup>1</sup> Sofia Cardoso,<sup>2</sup> Ana Raquel    Marques<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> USF Lagoa - ULS Matosinhos.</p>     <p><sup>2</sup> USF Maresia - ULS Matosinhos.</p>     <p><sup>3</sup> UCSP São Mamede Infesta - ULS Matosinhos.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução:</b> O carcinoma colorretal (CCR) é a 2ª causa de mortalidade    por neoplasia nos países desenvolvidos. A prevenção primária assenta em mudanças    de estilo de vida, estando em investigação a «quimioprevenção». Alguns estudos    têm demonstrado benefício da Aspirina® (AAS) na prevenção do CCR.</p>     <p><b>Objetivo:</b> Determinar a evidência do efeito da AAS na incidência e mortalidade    por CCR em indivíduos adultos de médio risco.</p>     <p><b>Métodos:</b> Foram identificados ensaios controlados aleatorizados (ECA),    meta-análises (MA), revisões sistemáticas (RS), <i>guidelines</i> baseadas na    evidência, assim como revistas portuguesas de cuidados de saúde primários e    bases de dados eletrónicas, incluindo MEDLINE e Cochrane Library. A pesquisa    foi limitada a publicações realizadas entre 1/4/2006 e 1/4/2016, em língua portuguesa,    inglesa e espanhola, utilizando os termos MESH: <i>Aspirin, Primary prevention</i>    e <i>Colorectal neoplasms.</i> Para atribuição de força de recomendação (FR)    e de níveis de evidência foi utilizada a escala <i>Strengh of Recomendation    Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Family Physician.</i></p>     <p><b>Resultados:</b> Obtiveram-se 75 artigos, dos quais sete cumpriam os critérios    de inclusão: uma NOC, uma MA, três RS, um estudo de coorte e um estudo original.    A NOC não recomenda a AAS para prevenir o CCR em indivíduos de risco médio de    CCR com FR (SORT B). Globalmente, os estudos parecem mostrar que a AAS, em dose    &#8805; 300mg/dia, administrada durante &#8805; 5 anos poderá reduzir a incidência    de CCR com efeito mais pronunciado 10 anos após o início da toma. Doses inferiores,    administradas com menor frequência e com duração de tratamento inferior, parecem    ser menos efetivas.</p>     <p><b>Conclusões:</b> Conclui-se que a AAS, administrada de forma regular, poderá    ser efetiva na redução da incidência do CCR, com eventual impacto na mortalidade    por CCR e com uma FR B (SORT B). Contudo, o seu uso deve ser recomendado com    cautela pela incidência aumentada de efeitos adversos, como a hemorragia gastrointestinal.    ECAs futuros são necessários para esclarecer a dose e duração que permita ao    indivíduo ter um benefício oncológico máximo e um mínimo risco hemorrágico.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</B></p>     <p><b>Introduction:</b> Colorectal cancer (CRC) is the second leading cause of    cancer-related mortality in developed countries. Primary prevention is bases    on lifestyle changes, and chemoprophylaxis with aspirin® is currently under    investigation. Some studies have shown benefit of aspirin® in the prevention    of CRC.</p>     <p><b>Objective:</b> To determine the evidence the effect of aspirin® on CRC incidence    and mortality in medium-risk adult subjects.</p>     <p><b>Methods:</b> Randomised controlled trials, meta-analyses, systematic reviews,    evidence based guidelines, as well as Portuguese primary care journals and electronic    databases, including MEDLINE and Cochrane Library, were searched. Searches were    limited to publications between 1/4/2006 and 1/4/2016, in Portuguese, English    or Spanish and used the MeSH terms: &rsquo;Aspirin&rsquo;, &rsquo;Primary prevention&rsquo;, and &rsquo;Colorectal    neoplasms&rsquo;. The <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) of the American    Academy of Family Physicians was used to rate the strength of a recommendation    and the levels of evidence.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Seventy-five papers were obtained, amongst which seven met    the inclusion criteria: one evidence-based guideline, one meta-analysis, three    systematic reviews, one cohort study, and one original study. The guideline    does not recommend aspirin® for CRC prevention in medium risk individuals (SORT    B). Overall, the studies seem to show that aspirin®, when administrated for    &#8805; 5 years at a dose &#8805; 300mg/day, may reduce the incidence of CRC,    with a more pronounced effect 10 years after starting treatment. Lower doses    given less frequently or shorter treatment duration appear to be less effective.</p>     <p><b>Conclusions:</b> When regularly administrated, aspirin® may reduce the incidence    of CRC, with a possible impact on CRC mortality (SORT B). However, the use of    aspirin® should be recommended with caution because of the increased incidence    of adverse, such as gastrointestinal bleeding. Further RCTs are needed to clarify    which dose and duration provide the maximum cancer benefit and minimal haemorrhagic    risk.</p>     <p><b>Keywords:</b> Aspirin; Primary prevention; Colorectal neoplasms.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>O carcinoma colorretal (CCR) é a segunda neoplasia mais comum e a segunda causa    de morte por neoplasia nos países desenvolvidos, com risco de 5% ao longo da    vida e cerca de um milhão de novos casos em todo mundo por ano.<sup>1-3</sup></p>     <p>Em 2012, na Europa, registou-se uma taxa de incidência de CCR de 43,5% e de    mortalidade de 19,5%, com dados similares em Portugal (incidência 42,3%; mortalidade    14,5%).<sup>1-2</sup> Isto demonstra que as estratégias preventivas devem ser    melhoradas.</p>     <p>A maioria dos CCR desenvolve-se a partir de lesões pré-malignas na sua história    natural (sequência adenoma-carcinoma).<sup>3-4</sup> O CCR apresenta um período    longo e silencioso de estádio pré-maligno no qual surgem lesões percursoras    de CCR (adenomas) ou CCR precoce assintomático. O rastreio é essencial, especialmente    após os 50 anos (idade a partir da qual ocorrem 90% dos casos), permitindo a    deteção e tratamento precoces, ainda numa fase de cura.<sup>2,4</sup></p>     <p>A prevenção primária assenta em mudanças de estilo de vida, estando há vários    anos em investigação a «quimioprevenção», enquanto potencial complemento ao    rastreio.</p>     <p>Estudos experimentais têm investigado o papel da aspirina (AAS) na prevenção    primária do CCR, à semelhança do seu papel na prevenção cardiovascular (CV).    Alguns estudos têm demonstrado benefício da AAS na prevenção de neoplasias,    incluindo o CCR. Contudo, está ainda por esclarecer se o potencial benefício    cardiovascular e oncológico transpõe o risco hemorrágico associado à administração    deste fármaco.<sup>2,5</sup></p>     <p>Pretende-se, com esta revisão, determinar a evidência do efeito da AAS na incidência    do CCR e na mortalidade por CCR, em indivíduos adultos de médio risco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Métodos</b></p>     <p>Em abril de 2016 foi realizada uma pesquisa de normas de orientação clínica    (NOC), meta-análises (MA), revisões sistemáticas (RS) e ensaios clínicos aleatorizados    (ECA) na MEDLINE, em <i>sites</i> médicos baseados em evidência (<i>The Cochrane    Library; DARE; Bandolier; Guidelines Finder,</i> da <i>National Eletronic Library    for Health,</i> no NHS britânico; <i>National Guideline Clearinghouse; Canadian    Medical Association Practice Guidelines InfoBase</i>) e no Índex de Revistas    Médicas Portuguesas, publicados entre 1 de abril de 2006 e 1 de abril de 2016,    em língua portuguesa, inglesa e espanhola, utilizando os seguintes termos MESH:    <i>Aspirin; Primary prevention</i> e <i>Colorectal neoplasms.</i> Foram ainda    usados os termos portugueses: &ldquo;Aspirina&rdquo;, &ldquo;Prevenção primária&rdquo; e &ldquo;Neoplasias    intestinais&rdquo;.</p>     <p>Foram incluídos estudos realizados na população adulta (idade &#8805; 18 anos)    de risco médio para CCR, na qual se integram indivíduos sem fatores de risco    conhecidos para adenomas colorretais (ACR) ou CCR, assim como indivíduos com    história pessoal ou familiar de ACR e familiar de CCR esporádico (população).    Os estudos incluídos deveriam ter um grupo exposto à terapêutica com AAS (intervenção),    comparativamente a um grupo placebo/ausência de tratamento/associação de AAS    com técnicas de prevenção secundária de CCR (i.e., colonoscopia/sigmoidoscopia).    O resultado medido (<i>outcome</i> primário) foi o efeito da AAS na incidência    e mortalidade por CCR. Quando possível, foram também medidos os efeitos colaterais    potenciais mais comuns da AAS, nomeadamente a hemorragia gastrointestinal (HGI)    e o acidente vascular cerebral (AVC) (<i>outcomes</i>secundários). </p>     <p>Foram excluídos estudos realizados em indivíduos com idade &lt; 18 anos; em    doentes portadores de doença cardiovascular estabelecida; com antecedentes pessoais    atuais ou passados de CCR; ou com risco aumentado de hemorragia. Foram também    excluídos artigos de opinião, editoriais, <i>letters</i> e notícias, e estudos    não aleatorizados ou realizados em animais. Estudos duplicados ou já incluídos    nas RS ou MA selecionadas foram também excluídos.</p>     <p>A seleção dos trabalhos pelo título e resumo foi efetuada por todas as autoras.    Os artigos selecionados para leitura integral foram lidos por, pelo menos, duas    das autoras para decidir a sua inclusão. Após leitura integral, constatou-se    que uma MA incluía apenas uma RS cujo <i>outcome</i> era o preconizado por esta    revisão, a qual foi encontrada por <i>backward citation</i> e integrada na análise    desta revisão, com exclusão da MA original.</p>     <p>A avaliação final da qualidade e nível de evidência dos artigos incluídos foi    discutida e decidida por consenso entre todas as autoras. O nível de evidência    (NE) e a força de recomendação (FR) dos artigos, quando ausentes nos artigos    originais, foram atribuídos pelas autoras, de acordo com os critérios da escala    <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Family Physician.</i><sup>6</sup></p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Utilizando os termos de pesquisa nas bases de dados previamente indicadas foram    encontrados 75 artigos, dos quais foram excluídos 22 por estarem duplicados.    As restantes publicações foram revistas por leitura dos títulos, resumos e texto    integral, tendo sido excluídos 46 artigos no total porque o tema e objetivos    eram díspares do pretendido, e/ou por não estarem de acordo com os critérios    de inclusão definidos. O fluxograma de seleção dos artigos está representado    na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06f1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No final obtiveram-se sete artigos integrados e avaliados pelas autoras nesta    revisão: uma NOC; uma MA; três RS; um estudo de coorte; e um estudo original.    O resumo do corpo de evidência encontra-se explanado nos <a href="#q1">Quadros    I</a> a <a href="#q7">VII</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06q4.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n1/35n1a06q7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Norma de orientação clínica (NOC)</b></p>     <p>A NOC da <i>U.S. Preventive Services Task Force</i> (USPSTF), de 2007, recomenda    que a AAS não seja administrada para prevenir o CCR em indivíduos assintomáticos    de médio risco para CCR - Força de Recomendação D (escala USPSTF) equiparada    à Força de Recomendação B (escala SORT) (<a href="#q1">Quadro I)</a>. A USPSTF    demonstrou boa evidência de que a AAS aumenta o risco de HGI e evidência limitada    de que aumenta o risco de AVC hemorrágico.</p>     <p><b>2. Meta-análise (MA)</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A MA de Enrico Flossmann e colaboradores (2007)<sup>4</sup> (<a href="#q2">Quadro    II</a>) incluiu dois ECAs (UK-TIA trial; e o <i>British Doctors Aspirin Trial</i>)    que mostraram redução significativa na incidência de CCR (HR=0,26; IC95% [0,12-0,56,    <i>p</i>=0,0002]) com a utilização da AAS durante cinco ou mais anos, na dose    de 300-1.200mg/dia, com uma adesão à terapêutica adequada pelos indivíduos e    após um <i>follow-up</i> de 10 a 14 anos desde o início da toma de AAS. Não    ocorreu efeito significativo na incidência de CCR com dose &gt; 1.200mg/dia    e <i>follow-up</i> de 15 ou mais anos.</p>     <p>Os autores desta MA fizeram também uma revisão sistemática (RS) de estudos    observacionais (<a href="#q2">Quadro II</a>). As doses e duração de tratamento    com AAS foram variáveis. Os estudos caso-controlo (CC) mostraram redução do    risco de CCR (OR=0,80; IC95% [0,73-0,87, <i>p</i>&lt;0,0001]), mais significativa    quando a AAS era administrada na dose de 300mg/dia ou superior, durante 10 ou    mais anos (OR=0,64; IC95% [0,59-0,70, <i>p</i>&lt;0,0001]). Os estudos de coorte    (EC) mostraram o mesmo efeito com doses de 300mg/dia ou superiores, durante    10 a 20 anos, mas com grande heterogeneidade nas doses e duração, o que não    permitiu fazer uma análise agrupada.</p>     <p>Os dois ECAs e estudos observacionais incluídos nesta MA apresentaram tamanho    adequado, clareza quanto à distribuição por grupos, resultados consistentes    e intenção de tratar. O ECA (UK-TIA <i>trial</i>) apresentou ocultação e <i>follow-up</i>    adequados (ensaio duplamente cego; mais de 80% dos participantes mantiveram    a toma de AAS durante o período de estudo), enquanto o ECA (<i>British Doctors    Aspirin Trial</i>) era «não cego» e com <i>follow-up</i> inferior a 80%, pelo    que se atribuiu um NE 2 a esta MA. </p>     <p><b>3. Revisões sistemáticas (RS)</b></p>     <p><b><i>3.1 Peter Rothwell e colaboradores (2010)<sup>3</sup></i></b></p>     <p>Uma meta-análise de Stucliffe e colaboradores (de 2013)<sup>8</sup> apenas    incluiu uma RS (Rothwell e colaboradores),<sup>3</sup> de acordo com o <i>outcome</i>    preconizado por esta revisão, encontrada por <i>backward citation</i> (<a href="#q3">Quadro    III</a>).</p>     <p>Trata-se de uma RS que integrou quatro ECAs. Demonstrou que a AAS administrada    durante cinco ou mais anos, numa dose de 75mg/dia ou superior, reduz a incidência    (HR=0,35; IC95% [0,20-0,63, <i>p</i>&lt;0,0001]) e mortalidade (HR=0,24; IC95%    [0,11-0,52, <i>p</i>&lt;0,0001]) por carcinoma do cólon após 20 anos de <i>follow-up.</i></p>     <p>Esta redução foi particularmente significativa para o carcinoma do cólon proximal    (incidência: HR=0,45; IC95% [0,28-0,74, <i>p</i>=0,001]; mortalidade: HR=0,34;    IC95% [0,18-0,66, <i>p</i>=0,001]).</p>     <p>Registou-se também uma redução significativa da incidência (HR=0,58; IC95%    [0,36-0,92, <i>p</i>=0,02]) e mortalidade (HR=0,47; IC95% [0,26-0,87, <i>p</i>=0,01])    por carcinoma retal quando a AAS foi administrada por cinco ou mais anos.</p>     <p>Não houve redução significativa na incidência e mortalidade por carcinoma do    cólon distal, pelo que não foram extraídas conclusões.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A RS de Rothwell e colaboradores incluiu ECAs de elevada qualidade metodológica,    foi clara quanto à distribuição por grupos, ocultação, intenção de tratar, bem    como apresentou tamanho da população e <i>follow-up</i> adequados, pelo que    se atribuiu um NE 1.</p>     <p><b><i>3.2 Catherine Dube e colaboradores (2007)<sup>9</sup></i></b></p>     <p>A RS de Catherine Dube e colaboradores<sup>9</sup> incluiu quatro ECAs (<a href="#q4">Quadro    IV</a>), mas apenas dois ECAs (<i>Physicians&rsquo; Health Study;</i> e <i>Women&rsquo;s    Health Study</i>), de &ldquo;boa qualidade&rdquo; pela classificação da USPSTF, avaliaram    os outcomes desta revisão, mostrando não existir redução significativa na incidência    de CCR (RR=1,02; IC95% [0,84-1,25]) quando a AAS foi usada na dose de 100 a    325mg/dia durante cinco a dez anos. Nenhum ECA avaliou a mortalidade por CCR.</p>     <p>Esta RS incluiu também EC, de qualidade «fraca» a «boa», relativamente aos    outcomes preconizados pelas autoras. No EC <i>Cancer Prevention Study II</i>    houve redução significativa na mortalidade por CCR em homens (RR=0,58; IC95%    [0,36-0,93]) e mulheres (RR=0,61; IC95% [0,38-0,97]) com a utilização de AAS    por 15 ou mais anos, em doses variáveis (100-325mg/dia). Oito EC mostraram redução    significativa na incidência de CCR (RR=0,78; IC95% [0,63-0,97]), quando a AAS    era administrada durante quatro a 12 anos, mas não especificaram a dose mínima    para obtenção deste efeito.</p>     <p>Esta RS incluiu ainda estudos CC, a maioria de qualidade «limitada». Sete mostraram    resultados inconsistentes relativamente à incidência de CCR, sendo que apenas    três favoreceram a redução da incidência deste carcinoma, com a AAS em doses    e duração variável, impossibilitando a análise agrupada.</p>     <p>Esta RS avaliou os efeitos adversos hemorrágicos da AAS. Uma RS mostrou aumento    do risco de AVC hemorrágico. Outras RS mostraram risco aumentado de HGI. Estes    efeitos adversos são dependentes da dose e duração do tratamento, mas os estudos    não são consensuais na dose a partir do qual estes ocorrem, havendo relatos    de ocorrência para doses &#8805; 100mg/dia.</p>     <p>Assim, a RS de Catherine Dube e colaboradores analisou ECAs de «boa qualidade»    e estudos observacionais de «fraca a boa qualidade». Os ECAs não apontam para    diminuição da incidência de CCR, mas os estudos </p>     <p>observacionais demonstram haver diminuição na mortalidade e da incidência de    CCR, que parece ser mais significativa com doses e duração superior do tratamento.    A heterogeneidade das doses de AAS administrada e as diferenças no tempo de    intervenção, bem como a existência de resultados inconsistentes, leva-nos a    atribuir um NE 2 a esta RS.</p>     <p><b><i>3.3 Alaa Rostom e colaboradores (2007)<sup>2</sup></i></b></p>     <p>A RS de Alaa Rostom e colaboradores<sup>2</sup> englobou 39 estudos (<a href="#q5">Quadro    V</a>): ECAs, EC e CC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apenas um ECA avaliou a incidência de CCR com AAS em dose de 81 a 325mg/dia    e, mesmo após 12 anos de tratamento, não mostrou redução desse <i>outcome</i>    (RR=1,03; IC95% [0,83-1,28]).</p>     <p>Os EC mostraram que o uso regular de AAS reduz a incidência de CCR (RR=0,78;    IC95% [0,63-0,97]) com redução do risco relativo de 15 a 40%. Um EC mostrou    que a AAS, administrada por 20 ou mais anos, reduzia a incidência de CCR (RR=0,56;    IC95% [0,36-0,9]). Outro EC mostrou o mesmo efeito quando administrada mais    de duas vezes por semana por um período superior a dois anos (RR=0,54; IC95%    [0,34-0,83]). Dois EC mostraram efeito inconsistente da AAS na redução da mortalidade    por CCR: um favoreceu o uso (integrado na RS de Catherine Dube e colaboradores)<sup>9</sup>    e outro não mostrou redução da mortalidade por CCR (SMR=1,05; IC95% [0,9-1,2]).  </p>     <p>Os estudos CC apresentaram grande heterogeneidade na exposição à AAS, dificultando    a análise agrupada dos dados. Estes mostraram que a AAS administrada por quatro    a seis anos poderia reduzir a incidência de CCR (RR=0,68; IC95% [0,54-0,8]),    mas sem efeito se o tratamento tiver uma duração inferior a quatro anos. Dois    estudos CC avaliaram a dose de AAS capaz de reduzir a incidência de CCR; apenas    a dose de 350mg/dia (RR=0,60; IC95% [0,5-0,9]), num dos estudos, e de 300mg/dia    (RR=0,60; IC95% [0,4-0,9]), no outro estudo, tiveram esse efeito.</p>     <p>Assim, esta RS demonstra que a AAS parece reduzir a incidência de CCR para    doses e duração de tratamento progressivamente mais elevadas. Contudo, os resultados    são inconsistentes, uma vez que apenas os estudos observacionais favorecem a    utilização da AAS. </p>     <p>Os autores desta RS encontraram 11 RS que avaliaram os efeitos colaterais da    AAS. A sua utilização, diariamente ao longo de vários meses, associou-se a risco    de complicações gastrointestinais e de AVC hemorrágico. Os estudos apresentaram    grande heterogeneidade nas doses suscetíveis de causar estes efeitos, os quais    aumentam com doses progressivamente mais altas (&#8805; 100mg/dia).</p>     <p>Os estudos incluídos nesta RS apresentavam grande heterogeneidade nas doses    e duração do tratamento com AAS, podendo interferir com o efeito do fármaco    nos <i>outcomes.</i> A inconsistência entre os estudos observacionais e ECAs    desta RS permitiu atribuir-lhe um NE 2.</p>     <p><b>4. Estudo de coorte</b></p>     <p>O coorte simulado de Cesare Hassan e colaboradores (2012)<sup>10</sup> (<a href="#q6">Quadro    VI</a>) envolveu uma população de 100.000 indivíduos integrados em ECAs, cujo    <i>outcome</i> era o efeito da AAS na prevenção CV. Esses indivíduos, a quem    era administrada AAS na dose de 75mg/dia, foram convidados a realizar o rastreio    do CCR por colonoscopia total (CT) ou sigmoidoscopia (SC), pelo menos a cada    10 anos. O objetivo foi avaliar o efeito da AAS, isolada ou adicionada ao rastreio,    na redução da mortalidade por CCR. Esses indivíduos tinham 50 anos de idade    no início do estudo e foram acompanhados durante 30 anos. A AAS reduziu, por    si só, em 41% a mortalidade por CCR, valor mais pronunciado quando adicionada    à CT ou SC na prevenção do CCR.</p>     <p>O efeito benéfico do AAS foi contrabalançado pela ocorrência de 2.110 casos    de HGI e 513 casos de AVC hemorrágico. A taxa de mortalidade relacionada com    AAS ao longo da vida foi de 0,1% e a maioria dos participantes com efeitos colaterais    tinham 65 anos ou mais. </p>     <p>Trata-se de um coorte de elevada qualidade (prospetivo, com tamanho adequado    e <i>follow-up</i> superior a 80%), pelo que se atribuiu um NE 1.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5. Estudo original</b></p>     <p>O estudo original de Rob e colaboradores (2015)<sup>5</sup> (<a href="#q7">Quadro    VII</a>) surgiu no seguimento de mulheres com idade igual ou superior a 45 anos,    saudáveis, que integraram um ECA (<i>Women&rsquo;s Health Study</i>), cujo objetivo    foi determinar o efeito de 100mg de AAS, em dias alternados, no CCR após 10    anos de tratamento.</p>     <p>O presente estudo original é um <i>follow-up</i> desse ECA e avaliou o risco    de CCR após 15 anos de tratamento, demonstrando redução modesta desse risco    (Redução do Risco Absoluto (RRA)=0,14%; IC95% [0,02-0,59%]). Por outro lado,    a AAS mostrou aumentar o risco de HGI em todas as mulheres (RRA=0,75%; IC95%    [0,50-1,00%]).</p>     <p>Considerando o benefício absoluto da AAS no CCR e o risco hemorrágico concluiu-se    que a AAS pode não ser uma opção adequada na maioria das mulheres. O risco hemorrágico    é maior nas mulheres com 65 ou mais anos, mas os benefícios no risco de CCR    foram também superiores nestas, podendo ponderar-se a utilização da AAS neste    grupo etário.</p>     <p>Trata-se de um estudo de elevada qualidade (tamanho adequado e <i>follow-up</i>    superior a 80%). Embora apresente espectro de participantes que pode não ser    representativo da população geral (mulheres saudáveis e profissionais de saúde),    poderá atribuir-se NE 1 pela escala SORT.</p>     <p><b>Conclusões</b></p>     <p>Globalmente, os estudos parecem mostrar que a AAS, na dose igual ou superior    a 300mg/dia, administrada durante cinco ou mais anos, poderá reduzir a incidência    de CCR, com efeito mais pronunciado para além dos dez anos após o início da    toma. Doses inferiores, menos frequentes e com duração de tratamento inferior    parecem ser menos efetivas. Contudo, a dose igual ou superior a 75mg/dia poderá    ser eventualmente eficaz a longo prazo, como demonstrado por Rothwell e colaboradores    (NE 1).<sup>3</sup></p>     <p>Desta forma, e apesar de se constatar que muitos estudos têm sido realizados    em relação a esta temática, continua-se a perceber que a evidência é limitada.</p>     <p>Parece necessário realizar mais ECAs em grandes populações de médio risco para    CCR. É também fundamental existir maior clareza na idade a partir da qual existe    benefício oncológico para a administração da AAS.Mais estudos deverão focar-se    na incidência e mortalidade por CCR, enquanto <i>outcomes</i> primários.</p>     <p>Permanece muita inconsistência de resultados nomeadamente entre ECAs e estudos    observacionais de qualidade limitada. Estudos futuros deverão garantir homogeneidade    nas doses de AAS e duração do tratamento, ou seja, é necessário diminuir a heterogeneidade    dos estudos e assegurar <i>follow-up</i> a longo prazo que permita esclarecer    o potencial efeito da AAS.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Será também necessário que a investigação futura determine o impacto na redução    do risco relativo de CCR com a administração da AAS, assim como o número necessário    a tratar de indivíduos para reduzir a incidência e mortalidade por CCR.</p>     <p>Um achado interessante, demonstrado por Cesare Hassan e colaboradores,<sup>10</sup>    é o potencial efeito de «quimioprevenção» da AAS na redução adicional da incidência    de CCR, quando combinada com a CT. A redução particularmente significativa da    incidência e mortalidade por carcinoma do cólon proximal com a AAS, demonstrada    por Rothwell e colaboradores,<sup>3</sup> poderá ser também um achado promissor    ao colmatar a potencial dificuldade da CT na deteção do carcinoma do cólon proximal.</p>     <p>Embora os efeitos colaterais da AAS sejam objetivos secundários desta revisão,    parece essencial ter em consideração que estes podem surgir, nomeadamente as    complicações hemorrágicas. Estas deverão ser também estudadas em ECAs futuros    no sentido de esclarecer a dose e a duração mínima que permita ao indivíduo    ter benefício oncológico máximo com o mínimo risco hemorrágico. Para isto, é    também necessário ter em consideração as comorbilidades aquando da decisão de    administrar ou não a AAS.</p>     <p>De acordo com o corpo de evidências analisado nesta revisão conclui-se que    a AAS, administrada de forma regular, poderá ser efetiva na redução da incidência    do CCR na população estudada (população adulta de risco médio para CCR), com    eventual impacto na mortalidade por CCR e com uma força de recomendação B (SORT    B). De futuro, será necessário avaliar o impacto na redução do risco relativo    de CCR e o número necessário a tratar de indivíduos para reduzir a incidência    e mortalidade por CCR, assim como definir a dose necessária de AAS a administrar.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Ferlay J, Steliarova-Foucher E, Lortet-Tieulent J, Rosso S, Coebergh JW,    Comber H, et al. Cancer incidence and mortality patterns in Europe: estimates    for 40 countries in 2012. Eur J Cancer. 2013;49(6):1374-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382800&pid=S2182-5173201900010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Rostom A, Dube C, Lewin G. Use of aspirin and NSAIDs to prevent colorectal    cancer [Internet]. Rockville (MD): Agency for Healthcare Research and Quality;    2007. Available from: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK33464/pdf/Bookshelf_NBK33464.pdf" target="_blank">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK33464/pdf/Bookshelf_NBK33464.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382802&pid=S2182-5173201900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Rothwell PM, Wilson M, Elwin CE, Norrving B, Algra A, Warlow CP, et al.    Long-term effect of aspirin on colorectal cancer incidence and mortality: 20-year    follow-up of five randomised trials. Lancet. 2010;376(9754):1741-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382803&pid=S2182-5173201900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Flossmann E, Rothwell PM. Effect of aspirin on long-term risk of colorectal    cancer: consistent evidence from randomised and observational studies. Lancet.    2007;369(9573):1603-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382805&pid=S2182-5173201900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Van Kruijsdijk RC, Visseren FL, Ridker PM, Dorresteijn JA, Buring JE, van    der Graaf Y, et al. Individualized prediction of alternate-day aspirin treatment    effects on the combined risk of cancer, cardiovascular disease and gastro-intestinal    bleeding in healthy women. Heart. 2015;101(5):369-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382807&pid=S2182-5173201900010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength    of Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence    in the medical literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382809&pid=S2182-5173201900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. U.S. Preventive Services Task Force. Routine aspirin or nonsteroidal anti-inflammatory    drugs for the primary prevention of colorectal cancer: U.S. Preventive Services    Task Force recommendation statement. Ann Intern Med. 2007;146(5):361-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382811&pid=S2182-5173201900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Sutcliffe P, Connock M, Gurung T, Freeman K, Johnson S, Kandala NB, et al.    Aspirin for prophylactic use in the primary prevention of cardiovascular disease    and cancer: a systematic review and overview of reviews. Health Technol Assess.    2013;17(43):1-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382813&pid=S2182-5173201900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Dubé C, Rostom A, Lewin G, Tsertsvadze A, Barrowman N, Code C, et al. The    use of aspirin for primary prevention of colorectal cancer: a systematic review    prepared for the U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med. 2007;146(5):365-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382815&pid=S2182-5173201900010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>10. Hassan C, Rex DK, Cooper GS, Zullo A, Launois R, Benamouzig R. Primary    prevention of colorectal cancer with low-dose aspirin in combination with endoscopy:    a cost-effectiveness analysis. Gut. 2012;61(8):1172-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382817&pid=S2182-5173201900010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:silvia_colmonero@hotmail.com">silvia_colmonero@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITO DE INTERESSES</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As autores declaram não ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 17-07-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 10-09-2018</b></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cancer incidence and mortality patterns in Europe: estimates for 40 countries in 2012]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Cancer]]></source>
<year>2013</year>
<volume>49</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1374-403</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Rostom]]></surname>
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