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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mastite por Candida em lactante: um relato de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Breast milk is the most suitable food for the baby, exclusively until six months of age, and should be kept up to two years of age. However, for many women, difficulties in breastfeeding result in its premature discontinuation. Breast and nipple pain are frequent complaints and the most frequent reasons for discontinuation of breastfeeding. Candida infection is a cause of breast and nipple pain as represents a challenging diagnosis. This case report addresses the characteristics of breast pain in the context of this fungal infection, as well as its diagnosis, risk factors, and treatment. Case report: Female, 36 years old, healthy, had her first child in April 2016 (uncomplicated pregnancy and childbirth). Exclusive breastfeeding, without pain, until the baby was about a month old, when she started began complaining breast pain (right breast). She was observed by two different specialists and was medicated with oral flucloxacilin. Due to the lack of improvement and the ongoing complaints, she decides to go to her primary care center. The pain was very intense, like stabbing, and worsened after feeding her baby. The physical examination of both mother and baby was non-specific. Due to the semiology presented, severity of the symptoms and duration of complaints, oral fluconazole was prescribe to the mother, and oral miconazole gel for the baby, with as well as usual personal hygiene care. After two weeks of treatment, the woman became asymptomatic and was able to breastfeed without pain. Comment: The diagnosis and treatment of Candida mastitis in breastfeeding women are challenging due to the variety of symptoms that women may experience. The scientific evidence is scarce, with few studies confirming the presence of Candida in the breast milk. It is important for family doctors to be aware of this infection and the suffering it may cause. In this clinical case, the results of the therapeutic choice confirmed the diagnostic hypothesis of Candida mastitis and reduced maternal and fetal distress.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aleitamento materno]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Breastfeeding]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RELATOS DE CASO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Mastite por Candida em lactante: um relato de caso</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Candida mastitis in a breastfeeding woman: a case report</b></font></p>     <p><b>Carolina Boavida Ferreira,<sup>1</sup> Sara Andrade<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF São Julião.</p>     <p><sup>2</sup> Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Conde de Oeiras.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> O leite materno é o alimento mais indicado para o bebé,    em exclusividade até aos seis meses de vida, devendo ser mantido até aos dois    anos de idade. No entanto, para muitas mulheres, as dificuldades no aleitamento    materno resultam na sua cessação precoce. A dor mamária e a dor mamilar são    queixas frequentes da lactante e dos motivos mais frequentes de interrupção    da amamentação. A infeção por <i>Candida</i> é uma causa de dor mamária e mamilar    de difícil diagnóstico. Este caso clínico aborda as características da dor mamária    desta infeção fúngica, bem como o seu diagnóstico, fatores de risco e tratamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Descrição do caso:</b> Mulher, 36 anos, saudável, tem o primeiro filho em    abril de 2016 (gravidez e parto sem complicações). A realizar amamentação exclusiva,    indolor, até o bebé ter cerca de um mês, altura em que inicia dor na mama direita.    Recorre a dois médicos, de especialidades diferentes, tendo sido medicada com    flucloxacilina oral. Por ausência de melhoria e pelas queixas mantidas recorre    ao médico de família. Refere dor intensa nos quadrantes inferiores, tipo facada,    com agravamento após a mamada. O exame objetivo da mãe e do bebé são inespecíficos.    Pela semiologia apresentada, gravidade do quadro e duração das queixas opta-se    por prova terapêutica com fluconazol oral (lactante) e miconazol gel oral (bebé),    com cuidados higiénicos associados. Após duas semanas de terapêutica, a mãe    fica assintomática e a amamentar sem dor.</p>     <p><b>Comentário:</b> O diagnóstico e o tratamento da mastite a <i>Candida</i>    em lactantes são desafiantes pela variedade de semiologia possível. A evidência    científica sobre este tema é escassa, havendo poucos estudos que confirmem laboratorialmente    a presença de<i> Candida</i> no leite materno em lactantes sintomáticas. É importante    que os médicos de família estejam atentos à semiologia desta infeção e ao sofrimento    que esta poderá causar. Neste caso clínico, a prova terapêutica veio a confirmar    a hipótese diagnóstica de mastite a <i>Candida</i> e reduzir o sofrimento materno-fetal.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Aleitamento materno; Mastite.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Breast milk is the most suitable food for the baby, exclusively    until six months of age, and should be kept up to two years of age. However,    for many women, difficulties in breastfeeding result in its premature discontinuation.    Breast and nipple pain are frequent complaints and the most frequent reasons    for discontinuation of breastfeeding. Candida infection is a cause of breast    and nipple pain as represents a challenging diagnosis. This case report addresses    the characteristics of breast pain in the context of this fungal infection,    as well as its diagnosis, risk factors, and treatment.</p>     <p><b>Case report: </b>Female, 36 years old, healthy, had her first child in April    2016 (uncomplicated pregnancy and childbirth). Exclusive breastfeeding, without    pain, until the baby was about a month old, when she started began complaining    breast pain (right breast). She was observed by two different specialists and    was medicated with oral flucloxacilin. Due to the lack of improvement and the    ongoing complaints, she decides to go to her primary care center. The pain was    very intense, like stabbing, and worsened after feeding her baby. The physical    examination of both mother and baby was non-specific.</p>     <p>Due to the semiology presented, severity of the symptoms and duration of complaints,    oral fluconazole was prescribe to the mother, and oral miconazole gel for the    baby, with as well as usual personal hygiene care. After two weeks of treatment,    the woman became asymptomatic and was able to breastfeed without pain.</p>     <p><b>Comment:</b> The diagnosis and treatment of Candida mastitis in breastfeeding    women are challenging due to the variety of symptoms that women may experience.    The scientific evidence is scarce, with few studies confirming the presence    of Candida in the breast milk. It is important for family doctors to be aware    of this infection and the suffering it may cause. In this clinical case, the    results of the therapeutic choice confirmed the diagnostic hypothesis of Candida    mastitis and reduced maternal and fetal distress.</p>     <p><b>Keywords:</b> Breastfeeding; Mastitis.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A interação mãe-filho é uma relação complementar, uma díade, que está em permanente    mudança e que idealmente fornece à criança tudo o que ela precisa para um desenvolvimento    pleno. </p>     <p>A mastite é uma patologia relativamente frequente na mulher que amamenta. Surge    maioritariamente nas primeiras seis semanas após o parto (prevalência entre    75-95% antes do bebé completar os três meses de vida), podendo, contudo, ocorrer    ao longo de todo o período da amamentação.<sup>1-3</sup></p>     <p>A sua incidência é variável nas populações. Na Austrália, onde 80% das mulheres    amamenta e 50% das mulheres se encontra a amamentar aos seis meses pós-parto,    estudos populacionais relatam uma incidência de mastite de 15-20% nos primeiros    seis meses.<sup>4</sup> Já nos EUA, um estudo de coorte americano que acompanhou    946 lactantes, verificou que 9,5% destas mulheres tiveram mastite ao longo dos    três meses pós-parto.<sup>2,5</sup></p>     <p>A mastite a <i>Candida</i> é uma causa pouco frequente, sem diagnóstico preciso    e mesmo contestada por alguns autores, devido à inexistência de estudos de boa    qualidade ou com confirmação laboratorial microbiológica.<sup>6-7</sup> Um estudo    americano de 1996 estimou que cerca de 18%, de um total de 61 lactantes com    dor mamilar, tinham mastite a <i>Candida.</i><sup>6,8</sup></p>     <p>Este caso clínico tem como objetivo principal alertar para a dificuldade diagnóstica    da mastite a <i>Candida</i> e para a importância do seu tratamento.</p>     <p><b>Descrição do caso</b></p>     <p>Utente do sexo feminino, 36 anos, casada, membro de uma família nuclear, fase    II do ciclo de <i>Duvall,</i> professora. Sem alergias conhecidas, consumo de    álcool ou tabaco, está medicada com contracetivo oral (desogestrel 75 µg/dia).    Como antecedentes pessoais há a salientar apenas escoliose. G1P1 com bebé do    sexo masculino, nascido em abril de 2016, parto eutócico, sem complicações,    a fazer aleitamento materno exclusivo.</p>     <p>Vem a uma consulta de doença aguda no final de junho de 2016, por dor na mama    direita com cerca de 1,5 mês de evolução (2,5 meses pós-parto). Já havia recorrido    a dois médicos de diferentes especialidades: o primeiro não objetivou sinais    de candidíase no bebé ou alterações mamárias na mãe que justificassem terapêutica;    no segundo foi medicada com flucloxacilina oral, 500mg de 8 em 8 horas, durante    sete dias, sem melhoria. Segundo a utente, as características da dor e as alterações    mamárias mantiveram-se iguais, à exceção da dor, que teve um agravamento progressivo.    Assim, duas semanas após o término do antibiótico recorre à Unidade de Saúde    Familiar, referindo agravamento álgico, e pondera cessar a amamentação. Apresenta    dor localizada nos quadrantes inferiores da mama direita, tipo facada, intensa,    com agravamento após a mamada. Sem febre ou outras queixas. À observação mamária    detetam-se apenas achados inespecíficos, como ligeira hiperémia e calor da pele    dos quadrantes inferiores. O mamilo não tinha quaisquer alterações (antes e    após a mamada). A palpação mamária/mamilar era indolor e não se palpavam nódulos    ou massas. No bebé não se objetivam sinais de candidíase e a pega aparentava    ser correta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É medicada com paracetamol para as dores e recomenda-se aplicação de gelo após    a mamada, informando-se de que iria ser contactada no dia seguinte, após o estudo    do caso. Assim, depois da pesquisa de bibliografia adequada e respetiva integração    com os dados colhidos na consulta, conclui-se que a hipótese diagnóstica de    mastite ductal a fungo (sendo a mais frequente mastite a <i>Candida albicans</i>)<sup>1</sup>    se adequa como etiologia do quadro álgico. Contacta-se a doente e propõe-se    prova terapêutica com fluconazol oral, 200mg por dia (400mg no primeiro dia),    durante duas a três semanas para a mãe e miconazol (gel oral) para o bebé, 2,5ml    de 12 em 12 horas, durante sete dias. Como restantes cuidados recomenda-se a    mudança frequente das fraldas do bebé, a exposição das mamas ao ar, a lavagem    das mãos antes e após a mamada e a esterilização de chuchas, bomba de extração    de leite e biberões.</p>     <p>Uma semana e meia depois de iniciar o tratamento, a utente volta à consulta,    já sem dor e a amamentar sem problemas. Completou duas semanas de antifúngico,    com melhoria completa e remissão da sintomatologia.</p>     <p><b>Comentário</b></p>     <p>Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros e já conhecidos.<sup>6,9</sup>    Apesar das recomendações e da evidência dos seus benefícios, a maioria das mulheres    para de amamentar antes do tempo recomendado.<sup>2-3,9</sup> A dor mamilar    e a dor mamária são das causas mais frequentes de interrupção do aleitamento    materno e, de entre as suas inúmeras etiologias, a mastite a <i>Candida</i>    é uma causa possível e pouco frequente.<sup>1,6,9</sup></p>     <p>A mama da lactante e a cavidade oral do bebé estão muitas vezes colonizadas    com diversas espécies de <i>Candida,</i> mais frequentemente a <i>Candida albicans.</i><sup>1,6</sup>    Podendo ser comensal não há sintomas, mas um sobrecrescimento deste fungo, mais    provável num ambiente húmido e rico em açúcar como o da mama da lactante, pode    propiciar uma infeção.<sup>6</sup> Quando esta ocorre pode ser superficial/cutânea    ou profunda/ductal e afetar uma ou as duas mamas, tornando o tratamento desafiante.<sup>1,6</sup></p>     <p>Na literatura estudada há referência a alguns fatores de risco, quer da mãe    quer do bebé. Salienta-se, no entanto, que há poucos estudos sobre este tema,    sendo que a identificação de alguns destes fatores se baseia apenas em relatos    de pacientes.<sup>3</sup> No que diz respeito à mãe, existe associação com antibioterapia    recente, imunodepressão, infeções fúngicas recorrentes, ingurgitamento mamário,    traumatismo mamilar, uso de mamilos de silicone ou de bombas de extração de    leite, ingestão de grandes quantidades de produtos lácteos, bebidas alcoólicas,    produtos açucarados ou adoçantes, entre outros.<sup>1-2,6,10,12</sup> Como fatores    de risco do bebé está descrita a existência de candidíase oral, perineal ou    outra, antibioterapia recente, prematuridade, imunodepressão, utilização de    chuchas ou tetinas.<sup>1-2,6,10,12</sup></p>     <p>A semiologia é muito diversa.<sup>1-2</sup> Na candidíase intraductal pode    ocorrer dor mamária intensa tipo «facada», «queimadura» ou «picada de alfinete»,    habitualmente durante ou após a mamada, sendo o início da mamada geralmente    indolor.<sup>6,9-10,12</sup> Alterações cutâneas no mamilo e/ou na aréola (pele    brilhante, escamosa, eritematosa, pruriginosa, edemaciada, gretada ou com placas    brancas) podem estar presentes (candidíase cutânea da mama), assim como sinais    de infeção fúngica no bebé (orais ou perineais), recusa alimentar, choro ou    sinais de candidíase vaginal na mãe.<sup>1,9-10,12</sup> Pode haver ausência    de sintomas.<sup>1,6,12</sup> O companheiro também pode apresentar um sobrecrescimento    fúngico a nível do pénis (balanite por <i>Candida</i>), sintomático ou não.<sup>1-2</sup></p>     <p>O diagnóstico da mastite a <i>Candida</i> na lactante é difícil, pois é frequentemente    baseado em sinais e sintomas subjetivos e inespecíficos.<sup>1-2,9,12</sup></p>     <p>A cultura do leite materno é, na maioria das vezes, pouco útil, devido à dificuldade    do crescimento do microrganismo no leite (é inibido pela lactoferrina).<sup>1-3</sup>    A adição de ferro ao leite evita este fenómeno, mas é um método cultural que    não está habitualmente disponível na prática clínica.<sup>1-2</sup></p>     <p>A evidência científica sobre o tema é escassa, são poucos os estudos que confirmaram    laboratorialmente a presença de <i>Candida.</i> Francis-Morrill e colaboradores    avaliaram a sensibilidade, a especificidade, o valor preditivo positivo (VPP)    e o índice de verosimilhança dos sinais e sintomas de mastite a <i>Candida</i>    através da confirmação da presença deste fungo no mamilo, aréola ou no leite    de 100 lactantes. Concluíram que o VPP era maior na presença de três ou mais    sinais ou sintomas em simultâneo, ou se coexistirem alterações cutâneas do mamilo    e da aréola, ou na presença de uma destas alterações associadas a dor mamária.    No entanto, um VPP superior a 70% e a decisão de tratamento antifúngico baseada    só em sinais e sintomas não considera a possibilidade de etiologias mistas (bacteriana    e fúngica) ou de resistência ao tratamento escolhido.<sup>2,7</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a suspeita de mastite a <i>Candida</i> deve ser considerada quando a    dor tem as características acima descritas e é desproporcional aos achados físicos,    estando frequentemente associada a infeções fúngicas do bebé ou da mãe.<sup>3,9-10</sup></p>     <p>A observação da mamada é também essencial, uma vez que grande parte das dores    mamárias da lactante são devidas a uma má pega, facilmente corrigível e o esvaziamento    completo da mama reduz o risco de mastite.<sup>3,9,11</sup></p>     <p>Outras hipóteses diagnósticas, como vasoconstrição mamilar (pode ocorrer em    lactantes que têm fenómeno de<i> Raynaud</i> ou aumento da sensibilidade mamilar),    ingurgitamento mamário, abcesso mamário, galactocelo ou traumatismo mamilar,    devem ser colocadas e excluídas através da história clínica e exame objetivo.<sup>1-2,9,11</sup>    A hipótese de mastite bacteriana a <i>Staphylococcus aureus,</i> particularmente    às estirpes resistentes à meticilina (MRSA), também deve ser descartada, denotando-se    que nesta patologia há geralmente associação a mialgias, fadiga, cefaleia e    febre (38,5 °C).<sup>3,12-13</sup> Têm sido realizados diversos estudos no sentido    de perceber melhor quais os microrganismos responsáveis por esta mastalgia.    Surpreendentemente, em grande parte dos casos são causadas por estafilococos    coagulase-negativos e estreptococos, muitos destes comensais da mama materna    e/ou flora oral do bebé.<sup>13</sup> Não produtores de toxinas (responsáveis    por reação inflamatória local ou sistémica), a semiologia nestes casos é ligeira,    podendo ocorrer dor tipo queimadura e sensação de produção de pouco leite, não    ocorrendo hiperémia mamária.<sup>13</sup> O carcinoma inflamatório da mama deve    ser considerado quando coexiste linfadenopatia axilar e no caso de o tratamento    adequado da eventual mastite não resolver o quadro.<sup>3,9</sup></p>     <p>No que diz respeito à abordagem terapêutica da mastite a <i>Candida,</i> a    mãe e o bebé devem ser tratados simultaneamente, mesmo que o bebé não apresente    sinais de candidíase.<sup>2-3</sup> Se o companheiro tiver queixas, também deve    ser medicado. O esquema terapêutico proposto é baseado na experiência clínica    e na opinião de peritos em aleitamento materno.<sup>9-10,12</sup></p>     <p>Inicialmente o tratamento consiste em:</p>     <p>• Bebé: miconazol gel oral (posologia dependente da idade) ou nistatina em    suspensão oral (100.000 UI, quatro vezes por dia, após as mamadas), durante    duas semanas ou até ausência de sintomas há uma semana.<sup>2-3,6,9,12</sup>    É preferível evitar o uso da nistatina devido ao número elevado de resistências    (40%).<sup>2,6,10</sup></p>     <p>• Mãe: miconazol, clotrimazol ou cetaconazol tópicos, durante duas semanas,    com massagem suave mamilar após cada mamada (e remoção antes da mamada seguinte,    no caso de clotrimazol e cetoconazol).<sup>2,6,9-10,12</sup></p>     <p>O violeta de genciana a 1% (solução em água) também pode ser utilizado como    agente inicial se a dor for intensa ou quando não há resposta aos agentes tópicos    acima referidos. Apesar de ser uma opção bastante económica é pouco usado, pois    mancha muito. Este deve ser aplicado nos mamilos, aréolas e na boca da criança    com um cotonete, uma vez por dia, durante três a quatro dias.<sup>3,9,11-12</sup></p>     <p>Se a dor persistir, as alternativas são:</p>     <p>• Bebé: terapêutica tópica (igual ao tratamento inicial) ou fluconazol oral    (posologia dependente do peso da criança).<sup>2-3,6,9,12</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Mãe: fluconazol oral (400mg no primeiro dia), seguida de 200mg por dia ou    nistatina em suspensão oral (500.000 UI quatro vezes por dia), durante duas    semanas ou até ausência de sintomas há uma semana.<sup>2-3,6,9-12</sup></p>     <p>Está recomendada a manutenção do aleitamento materno durante o tratamento.<sup>2</sup>    Regista-se alguma relutância na prescrição de fluconazol oral a lactantes, sendo,    no entanto, este fármaco seguro durante a amamentação.<sup>2,6,9</sup></p>     <p>É essencial expor as mamas ao ar, lavar as mãos antes e após a muda de fralda    e a amamentação, esterilizar chuchas, mamilos de silicone, bombas mamárias ou    biberões.<sup>1,6,10</sup></p>     <p>Todos os médicos que tratam lactantes devem estar atentos à possibilidade de    mastite a <i>Candida</i> como causa de dor mamária.<sup>6</sup> Esta patologia,    apesar de pouco frequente, é responsável por grande sofrimento da díade mãe-filho    e, muitas vezes, pela cessação do aleitamento materno.<sup>6</sup></p>     <p>Existe pouca evidência científica no que diz respeito a fatores de risco, diagnóstico    e tratamento desta infeção fúngica.</p>     <p>Este caso clínico aborda um subtipo de mastite, patologia frequente embora    de diagnóstico nem sempre fácil. De entre os inúmeros diagnósticos possíveis,    a suspeição diagnóstica de mastite intraductal a <i>Candida</i> foi mais forte,    devido à história clínica, às alterações ao exame objetivo e à evolução clínica    do quadro apresentado pela lactante: dor intensa com mês e meio de evolução,    a agravar; a terapêutica antibiótica já efetuada (flucloxacilina, antibiótico    correto para <i>Streptococcus</i> e <i>Staphylococcus</i> não meticilino-resistentes)    não surtiu qualquer efeito; não havia febre ou sinais de vasospasmo; durante    bastante tempo a utente esteve sem medicação e, portanto, a terapêutica conservadora    não resolveria a situação; as queixas eram compatíveis com mastite ductal a    <i>Candida,</i> apesar de toda a incerteza deste diagnóstico. Assim, com a iminência    de parar de amamentar, o elevado sofrimento apresentado e a clínica compatível,    optou-se por realizar uma prova terapêutica com fluconazol oral. Idealmente,    a mãe deveria ter sido informada da falta de evidência desta patologia e dos    eventuais riscos do seu tratamento sem a confirmação laboratorial. Em lactantes    que fazem outros medicamentos pode ser importante a marcação de uma consulta    prévia à prescrição de fluconazol, de modo a inferir sobre eventuais interações    medicamentosas. Se a terapêutica com este antifúngico for prolongada poderá    ser necessária uma avaliação dos valores das enzimas hepáticas e, havendo um    aumento, uma monitorização mais apertada deverá ser realizada para prevenir    a toxicidade hepática (sendo a maioria reversível com a suspensão do fármaco).<sup>14</sup>    Os benefícios do tratamento devem também ser ponderados. Sendo saudável a lactante    deste caso clínico, a suspeita de mastite a <i>Candida</i> muito forte e o tratamento    não prolongado, considerou-se que os benefícios foram superiores aos riscos.    O tratamento efetuado veio a revelar-se eficaz na supressão das queixas e do    sofrimento da lactante.</p>     <p>Pela continuidade de cuidados e proximidade com o utente, o médico de família    encontra-se numa posição privilegiada para abordar problemas do puerpério e    da maternidade e acompanhar de perto os riscos/benefícios da sua atitude, não    esquecendo que no centro da sua decisão está sempre o utente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Zeretzke K. Yeast infections and the breastfeeding family: helping mothers    find relief for symptoms and treatment for the infection preserves the breastfeeding    relationship. 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Lactation mastitis:    occurrence and medical management among 946 breastfeeding women in the United    States. Am J Epidemiol. 2002;155(2):103-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382909&pid=S2182-5173201900010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Hanna L, Cruz SA. Candida mastitis: a case report. Perm J. 2011;15(1):62-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382911&pid=S2182-5173201900010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Francis-Morrill J, Heinig MJ, Pappagianis D, Dewey KG. 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Available from: <a href="https://www.llli.org/breastfeeding-info/thrush/" target="_blank">https://www.llli.org/breastfeeding-info/thrush/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382918&pid=S2182-5173201900010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Newman J. Candida protocol [homepage]. Toronto: International Breastfeeding    Center; 2009 [updated 2017 Jun]. Available from: <a href="https://ibconline.ca/information-sheets/candida-protocol/" target="_blank">https://ibconline.ca/information-sheets/candida-protocol/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382919&pid=S2182-5173201900010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Gonzalez C. Manual prático de aleitamento materno. Rio de Janeiro: Timo;    2014. ISBN 9788569404019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382920&pid=S2182-5173201900010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Jiménez E, Arroyo R, Cárdenas N, Marín M, Serrano P, Fernández L, et al.    Mammary candidiasis: a medical condition without scientific evidence? PLoS One.    2017;12(7):e0181071.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382921&pid=S2182-5173201900010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>14. Agência Europeia do Medicamento. Fluconazol: resumo das características    do medicamento [Internet]. Londres: EMA. Available from: <a href="http://www.ema.europa.eu/docs/pt_PT/document_library/Referrals_document/Fluconazol_Tiefenbacher_29/WC500010808.pdf" target="_blank">http://www.ema.europa.eu/docs/pt_PT/document_library/Referrals_document/Fluconazol_Tiefenbacher_29/WC500010808.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1382923&pid=S2182-5173201900010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Carolina Boavida Ferreira</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:carolinagbf@gmail.com">carolinagbf@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITO DE INTERESSES</b></p>     <p>As autoras declaram não ter quaisquer conflitos de interesse. </p>     <p><b>FINANCIAMENTO</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O trabalho relatado neste manuscrito não foi objeto de qualquer tipo de financiamento    externo (incluindo bolsas de investigação).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 30-11-2016</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 25-07-2018</b></p>      ]]></body><back>
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