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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Magnitude, padrão e gravidade da multimorbilidade em idosos assistidos pelas equipas de Cuidados Continuados Integrados: estudo transversal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To characterise the magnitude, severity and pattern of the multimorbidity. To verify which association exists between multimorbidity dimensions and medical conditions or systems. Study type: Cross-sectional study, with descriptive and analytical component, by interview. Setting: Integrated Continuing Care teams (ECCI) of Lisbon and Tagus Valley region. Participants: Elderly aged 75 years and over. Methods: Sample size (n=114 elderly) was calculated for a 5% error margin and a 95% confidence interval, corrected for the design effect (n=228 elderly). Sampling was performed using randomised selected clusters (ECCI). The analysis was performed through the generalised linear model - GEE using the IBM SPSS version 24.0 tool for the MAC OS operating system. Results: 230 elderly participated, 54% female, mean age 83.6 years, low schooling (40% without education), and 14.8% living alone. The total number of different medical conditions reported was 121. The average number of problems per person was 9.5, and the average Charlson index was 8.5. There was an association between male gender and both magnitude (OR=2.452) and severity (OR=22.333) of multimorbidity. Severity was associated with: multimorbidity defined as six or more conditions (OR=22.333), and three or more systems (OR=3.171). Ischemic coronary disease was associated with the highest mean number of conditions (11.64), and with Charlson's index (10.50). Hypertension and heart failure were the diagnoses with the most associated problems and more than three systems. Conclusions: The population followed-up in ECCI is elderly and presents a high multimorbidity. A difference between genders was confirmed, with women older and men presenting with higher and more severe multimorbidity. The definition of multimorbidity of six or more problems was associated with multisystemic disease and severity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Home visit]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Magnitude, padr&atilde;o e gravidade da multimorbilidade em idosos assistidos pelas equipas de Cuidados Continuados Integrados: estudo transversal</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Magnitude, pattern and severity of multimorbidity in elderly people followed by integrated continuing care teams: a cross-sectional study</b></font></p>     <p><b>Paula Maria Broeiro-Gon&ccedil;alves,<sup>1</sup> Pedro Aguiar,<sup>2</sup> Isabel Loureiro<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> UCSP dos Olivais, ACeS Lisboa Central. Faculdade de Medicina de Lisboa. INFARMED, Comiss&atilde;o de Avalia&ccedil;&atilde;o de Medicamentos. </p>     <p><sup>2</sup> Professor Auxiliar de Epidemiologia e Estat&iacute;stica. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Nova de Lisboa. </p>     <p><sup>3</sup> Professora Catedr&aacute;tica de Promo&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Nova de Lisboa. </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos:</b> Caracterizar a magnitude, gravidade e padr&atilde;o da multimorbilidade e verificar que associa&ccedil;&atilde;o existe entre as dimens&otilde;es de multimorbilidade e condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas ou sistemas.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo transversal, descritivo com componente anal&iacute;tica, por entrevista.</p>     <p><b>Local:</b> Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) da regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo.</p>     <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o:</b> Idosos com 75 e mais anos.</p>     <p><b>M&eacute;todos:</b> Calculou-se a dimens&atilde;o da amostra (<i>n</i>=114 idosos) para uma margem de erro de 5% e um intervalo de confian&ccedil;a de 95%, corrigida para o efeito de desenho (<i>n</i>=228 idosos). A amostragem foi efetuada por <i>clusters</i> (ECCI) aleatoriamente selecionados. A an&aacute;lise foi realizada atrav&eacute;s do modelo linear generalizado - GEE com recurso &agrave; ferramenta IBM SPSS, vers&atilde;o 24.0 para o sistema operativo MAC Os. </p>     <p><b>Resultados:</b> Participaram 230 idosos, 54% do sexo feminino, com m&eacute;dia de idade de 83,6 anos, pouco escolarizados (40% sem escolaridade) e 14,8% a residir s&oacute;s. O total de diferentes condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas reportadas foi de 121. O n&uacute;mero m&eacute;dio de problemas por pessoa foi de 9,5 e o &iacute;ndice de <i>Charlson</i> m&eacute;dio de 8,5. Verificou-se associa&ccedil;&atilde;o ao sexo masculino tanto para a magnitude (OR=2,452) como para gravidade (OR=22,333) da multimorbilidade. Estiveram associadas a gravidade: a multimorbilidade definida como seis ou mais condi&ccedil;&otilde;es (OR=22,333) e tr&ecirc;s ou mais sistemas (OR=3,171). A coronariopatia isqu&eacute;mica foi o diagn&oacute;stico associado ao maior: n&uacute;mero m&eacute;dio de condi&ccedil;&otilde;es (11,64) e &iacute;ndice de <i>Charlson</i> (10,50). A hipertens&atilde;o e a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca foram os diagn&oacute;sticos com mais problemas associados e a mais que tr&ecirc;s sistemas.</p>     <p><b>Conclus&otilde;es:</b> A popula&ccedil;&atilde;o em ECCI &eacute; idosa e com elevada multimorbilidade. Confirmou-se a diferen&ccedil;a entre sexos com as mulheres mais velhas e os homens com maior multimorbilidade e mais grave. A defini&ccedil;&atilde;o de multimorbilidade de seis ou mais problemas esteve associada a doen&ccedil;a multissist&eacute;mica e a gravidade.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Multimorbilidade; Comorbilidade; Padr&atilde;o de multimorbilidade; Idosos; Visita domicili&aacute;ria.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objective:</b> To characterise the magnitude, severity and pattern of the multimorbidity. To verify which association exists between multimorbidity dimensions and medical conditions or systems.</p>     <p><b>Study type:</b> Cross-sectional study, with descriptive and analytical component, by interview.</p>     <p><b>Setting:</b> Integrated Continuing Care teams (ECCI) of Lisbon and Tagus Valley region.</p>     <p><b>Participants:</b> Elderly aged 75 years and over.</p>     <p><b>Methods:</b> Sample size (<i>n</i>=114 elderly) was calculated for a 5% error margin and a 95% confidence interval, corrected for the design effect (<i>n</i>=228 elderly). Sampling was performed using randomised selected clusters (ECCI). The analysis was performed through the generalised linear model - GEE using the IBM SPSS version 24.0 tool for the MAC OS operating system.</p>     <p><b>Results: </b>230 elderly participated, 54% female, mean age 83.6 years, low schooling (40% without education), and 14.8% living alone. The total number of different medical conditions reported was 121. The average number of problems per person was 9.5, and the average Charlson index was 8.5. There was an association between male gender and both magnitude (OR=2.452) and severity (OR=22.333) of multimorbidity. Severity was associated with: multimorbidity defined as six or more conditions (OR=22.333), and three or more systems (OR=3.171). Ischemic coronary disease was associated with the highest mean number of conditions (11.64), and with Charlson's index (10.50). Hypertension and heart failure were the diagnoses with the most associated problems and more than three systems.</p>     <p><b>Conclusions:</b> The population followed-up in ECCI is elderly and presents a high multimorbidity. A difference between genders was confirmed, with women older and men presenting with higher and more severe multimorbidity. The definition of multimorbidity of six or more problems was associated with multisystemic disease and severity.</p>     <p><b>Keywords:</b> Multimorbidity; Comorbidity; Multimorbidity pattern; Elderly; Home visit.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A multimorbilidade, enquanto coexist&ecirc;ncia de mais que uma condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica numa pessoa, em idade avan&ccedil;ada, n&atilde;o tem reunido consenso quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o e ao modo como tem sido estudada.<sup>1-4</sup> De forma consistente, a multimorbilidade tem sido associada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de mais idade, ao sexo feminino e ao baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico;<sup>5</sup> por&eacute;m, o estudo portugu&ecirc;s de Prazeres e colaboradores veio contrariar a associa&ccedil;&atilde;o ao sexo feminino.<sup>6</sup></p>     <p>Originalmente, multimorbilidade foi definida como duas ou mais doen&ccedil;as. No entanto, tem sido debatido se tr&ecirc;s ou mais doen&ccedil;as n&atilde;o seria uma melhor medida, em particular, nas pessoas de mais idade.<sup>3,7</sup> Apesar de uma estimativa de preval&ecirc;ncia mais baixa, facilitaria a identifica&ccedil;&atilde;o de pacientes com maiores necessidades de sa&uacute;de e, consequentemente, seria mais &uacute;til para os m&eacute;dicos.<sup>7</sup></p>     <p>A multimorbilidade &eacute; mais do que a simples agrega&ccedil;&atilde;o de patologias individuais e tem implica&ccedil;&otilde;es na gest&atilde;o de doen&ccedil;a,<sup>8</sup> est&aacute; associada ao aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e a piores resultados em sa&uacute;de.<sup>8-11</sup> &Eacute;, pois, necess&aacute;rio, estud&aacute;-la nas suas diferentes dimens&otilde;es: magnitude (e.g., contagem de diagn&oacute;sticos), gravidade (e.g., &iacute;ndice de <i>Charlson</i>)<sup>12</sup> ou padr&atilde;o (e.g., agregados de diagn&oacute;sticos)<sup>2,13</sup>.</p>     <p>A contagem de doen&ccedil;as definida como uma simples enumera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ponderada do n&uacute;mero de doen&ccedil;as por pessoa tem sido a medida mais comummente estudada.<sup>13</sup> A compreens&atilde;o do padr&atilde;o de multimorbilidade pode facilitar o diagn&oacute;stico, a integra&ccedil;&atilde;o de cuidados e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.<sup>8-9,14</sup> &Eacute; reconhecida a relev&acirc;ncia de se compreender o padr&atilde;o de combina&ccedil;&otilde;es ou agregados de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas; no entanto, a sua investiga&ccedil;&atilde;o permanece limitada.<sup>8</sup> Existe, pois, uma necessidade crescente de conhecer os padr&otilde;es de morbilidade e a complexidade dos agregados.<sup>9</sup> Os padr&otilde;es ou agregados de multimorbilidade podem indicar associa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;as por frequ&ecirc;ncia, sem uma explica&ccedil;&atilde;o causal,<sup>14</sup> ou por agrega&ccedil;&atilde;o causal que agrupa doen&ccedil;as com rela&ccedil;&atilde;o fisiopatol&oacute;gica entre si.<sup>10,14</sup></p>     <p>A no&ccedil;&atilde;o de gravidade, definida pelo peso total de disfun&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica ou pelo peso total de doen&ccedil;as com impacto sobre um indiv&iacute;duo,<sup>15</sup> outra das dimens&otilde;es da multimorbilidade, tem sido transmitida pelo termo comorbilidade e medida atrav&eacute;s de &iacute;ndices. O &iacute;ndice de <i>Charlson</i> &eacute; um dos mais amplamente utilizados para medir gravidade de doen&ccedil;a, utilizando morbilidades com diferente impacto no seu risco relativo de morte.<sup>12</sup> O &iacute;ndice global ou &iacute;ndice de <i>Charlson</i> permite aferir a presen&ccedil;a de multimorbilidade (e.g., &iacute;ndice de 3 ou mais pontos significa alta multimorbilidade) e predizer a mortalidade (e.g., &iacute;ndice de 5 ou mais pontos &eacute; preditor de morte a tr&ecirc;s anos em 85% dos doentes).<sup>12,16</sup> O &iacute;ndice de <i>Charlson,</i><sup>12</sup> embora tenha sido desenvolvido e validado em pacientes hospitalizados, foi adaptado e validado em cuidados prim&aacute;rios e popula&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias.<sup>13</sup></p>     <p>A complexidade da gest&atilde;o da multimorbilidade, da fragilidade ou da depend&ecirc;ncia trouxe novos desafios aos sistemas de sa&uacute;de.<sup>9,17</sup> A par destas mudan&ccedil;as, a maioria das pessoas de mais idade (75 e mais anos) preferia ser cuidada e morrer em casa, se lhes fosse permitido escolher.<sup>18</sup> Portugal tem-se adaptado &agrave;s mudan&ccedil;as sociodemogr&aacute;ficas e de necessidades sociais e de sa&uacute;de, criando e mantendo, desde 2006, a Rede Nacional de Cuidados Continuados (RNCCI) no &acirc;mbito dos Minist&eacute;rios da Sa&uacute;de e do Trabalho e da Solidariedade Social.<sup>19-21</sup> A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de e de apoio social &eacute; assegurada por diferentes tipologias de cuidados que incluem as equipas domicili&aacute;rias [Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI)],<sup>22</sup> assumindo-se que os doentes que recebem cuidados no domic&iacute;lio pelas ECCI n&atilde;o t&ecirc;m crit&eacute;rios de gravidade que requeiram internamento hospitalar e t&ecirc;m suporte familiar e social que o permita.<sup>21-22</sup></p>     <p>Em 2016, a popula&ccedil;&atilde;o da RNCCI com idade superior a 65 anos representou 81,6%, o sexo feminino 54,2% do total de utentes, em que 29,9% das mulheres tinha idade superior a 80 anos. O perfil sociodemogr&aacute;fico dos utilizadores da RNCCI reflete o perfil de envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.<sup>23</sup></p>     <p>Uma vez que os doentes em ECCI n&atilde;o re&uacute;nem crit&eacute;rios de internamento hospitalar, em idosos ao cuidado das ECCI da regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo definiu-se como objetivo prim&aacute;rio do estudo caracterizar a magnitude, gravidade e padr&atilde;o da multimorbilidade. Outro objetivo foi verificar que associa&ccedil;&atilde;o existe entre condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas e/ou aparelhos e sistemas e as dimens&otilde;es de multimorbilidade (magnitude e gravidade).</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>Desenhou-se um estudo transversal, descritivo com componente anal&iacute;tica, por entrevista. Por uma quest&atilde;o de exequibilidade definiu-se, como &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia, a regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo e planeou-se entrevistar os cuidadores dos doentes idosos assistidos pelas ECCI.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Calculou-se a <b><i>dimens&atilde;o</i></b> da amostra (<i>n</i>=114 idosos) tendo em conta a popula&ccedil;&atilde;o (<i>N</i>=324.878, idosos com 75 e mais anos da regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo),<sup>24</sup> a preval&ecirc;ncia de multimorbilidade neste grupo et&aacute;rio (92%),<sup>6</sup> uma margem de erro de 5% e um intervalo de confian&ccedil;a de 95% (IC95).</p>     <p>Atendendo a que n&atilde;o era poss&iacute;vel a aleatoriza&ccedil;&atilde;o dos participantes por se encontrarem apenas temporariamente ao cuidado das ECCI planeou-se uma amostragem por <i>clusters.</i> Tratando-se de uma amostragem por <i>clusters</i> corrigiu-se a dimens&atilde;o da amostra para um eventual efeito do desenho, assumindo-o como igual a 2 (<i>n</i>=228 idosos), como considerado adequado em estudos epidemiol&oacute;gicos.<sup>25</sup></p>     <p>Selecionou-se uma amostra representativa tendo em conta o processo de amostragem por <i>cluster,</i> &agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos epidemiol&oacute;gicos.<sup>25-29</sup> O processo de amostragem foi realizado em duas etapas:</p>     <p>• A primeira por <b><i>aleatoriza&ccedil;&atilde;o</i></b> simples das ECCI (<i>clusters</i>) de forma a garantir a dimens&atilde;o amostral. Esta etapa esteve dependente da capacidade instalada nesta tipologia de cuidados - 2.066 &laquo;lugares&raquo; distribu&iacute;dos por 59 ECCI, na ARSLVT, da taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, da taxa de resposta e das perdas previs&iacute;veis por incumprimento dos crit&eacute;rios de elegibilidade.</p>     <p>• A segunda consistiu em convidar todos os participantes que cumprissem os crit&eacute;rios de elegibilidade, no per&iacute;odo programado para a colheita de dados em cada ECCI.</p>     <p>Definiram-se como crit&eacute;rios de elegibilidade: </p>     <p>&#10148; De inclus&atilde;o:</p>     <p> • Doente a receber cuidados da ECCI; </p>     <p> • Doente com idade igual ou superior a 75 anos;</p>     <p> • Doente que tivesse cuidador informal (n&atilde;o remunerado);</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> • Doente que aceitasse participar e desse consentimento informado.</p>     <p>&#10148; De exclus&atilde;o:</p>     <p> • Doente institucionalizado &agrave; data da entrevista;</p>     <p> • Doente com idade inferior a 75 anos ou</p>     <p> • Ambos, cuidador e doente, n&atilde;o soubessem ler nem escrever.</p>     <p>As vari&aacute;veis estudadas foram as sociodemogr&aacute;ficas e as de morbilidade (utilizou-se a escala de <i>Charlson</i><sup>16</sup> - &iacute;ndice e cada um dos problemas dicotomizados, aos quais se acrescentaram os problemas de sa&uacute;de mais frequentes na popula&ccedil;&atilde;o idosa e os diagn&oacute;sticos a reportar pelo cuidador, &agrave; semelhan&ccedil;a do estudo australiano<sup>3</sup> no item &laquo;Outros&raquo;). Tanto para a quest&atilde;o aberta como para os dados reportados de morbilidade, a confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica foi feita atrav&eacute;s da an&aacute;lise da terap&ecirc;utica em curso e da consulta da informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dispon&iacute;vel (e.g., notas de alta hospitalar ou relat&oacute;rios cl&iacute;nicos).</p>     <p>A unidade de observa&ccedil;&atilde;o foi o bin&oacute;mio cuidador/doente atrav&eacute;s de entrevista ao cuidador informal. Definiu-se como cuidador informal qualquer pessoa que prestasse cuidados gratuitamente por ter uma rela&ccedil;&atilde;o afetiva (e.g., amigos ou vizinhos) ou de parentesco.</p>     <p>A justifica&ccedil;&atilde;o para a avalia&ccedil;&atilde;o de o doente ser reportada pelo cuidador prendeu-se com a inten&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o excluir do estudo as patologias do doente com repercuss&atilde;o nas suas capacidades cognitivas (e.g., dem&ecirc;ncia).</p>     <p>A colheita de dados ocorreu entre dezembro de 2015 e julho de 2016, no domic&iacute;lio dos doentes, por aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio sob formato de entrevista realizada pelo investigador ao cuidador, durante a visita da equipa (ECCI) ou em visita programada com o cuidador. O question&aacute;rio aplicado foi constru&iacute;do tendo em conta as vari&aacute;veis que se pretendiam estudar ap&oacute;s ter sido realizado pr&eacute;-teste de legibilidade, compreensibilidade e aplicabilidade em 12 pessoas.</p>     <p>A recolha de dados foi padronizada por aplica&ccedil;&atilde;o do mesmo instrumento a todos os participantes pelo investigador, isto &eacute;, foram sempre entrevistados os cuidadores na presen&ccedil;a do idoso, o qual, quando cognitivamente bem, colaborava na entrevista.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante a entrevista os dados foram registados num ficheiro <i>word,</i> em seguida exportados automaticamente para uma matriz <i>excel</i> e, posteriormente, para a ferramenta estat&iacute;stica IBM SPSS, v. 24.0 para o sistema operativo MAC Os.</p>     <p>No presente estudo, a magnitude da multimorbilidade foi realizada atrav&eacute;s da soma do n&uacute;mero de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas na mesma pessoa. Atendendo &agrave; elevada preval&ecirc;ncia de multimorbilidade abaixo de seis condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas por pessoa, aplicando o modelo de an&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es de estima&ccedil;&atilde;o generalizada (GEE) verificou-se a aus&ecirc;ncia de casos suficientes para cruzamento, sendo, por isso, este o ponto de corte (MM6+) considerado para an&aacute;lise da magnitude.</p>     <p>No &iacute;ndice de <i>Charlson</i> a m&aacute;xima gravidade, sem ajuste para a idade, foi conferida pelo valor &#8805; 5: ponderando a idade somou-se o valor 4, correspondendo ao valor atribu&iacute;do ao grupo et&aacute;rio &#8805; 75 anos.<sup>12,30-31</sup> Justifica-se, assim, o ponto de corte do &iacute;ndice de <i>Charlson</i> &#8805; 9 para a gravidade da multimorbilidade.</p>     <p>A an&aacute;lise dos dados teve duas componentes, uma descritiva e outra anal&iacute;tica. Considerando o desenho de estudo e a amostragem, na an&aacute;lise estat&iacute;stica utilizou-se o modelo de regress&atilde;o linear generalizado (GLM) atrav&eacute;s do modelo GEE. Na an&aacute;lise bivari&aacute;vel o modelo GEE foi constru&iacute;do tendo em conta a vari&aacute;vel dependente, com distribui&ccedil;&atilde;o binominal, utilizando a fun&ccedil;&atilde;o <i>logit</i> para o <i>cluster</i> ECCI.</p>     <p>Na an&aacute;lise multivari&aacute;vel considerou-se incluir no modelo, como covari&aacute;veis, cada diagn&oacute;stico que correspondesse a uma frequ&ecirc;ncia superior a 25% para cada uma das categorias em estudo: multimorbilidade (MM6+), gravidade (ponto de corte &#8805; 9 do &iacute;ndice de <i>Charlson</i>). Considerou-se, como outras covari&aacute;veis a incluir no modelo, as sociodemogr&aacute;ficas (idade, sexo, isolamento e escolaridade). O isolamento social foi considerado como covari&aacute;vel sociodemogr&aacute;fica pela sua frequ&ecirc;ncia no grupo et&aacute;rio em estudo.<sup>23</sup></p>     <p><b>Requisitos &eacute;ticos</b></p>     <p>No estudo cumpriram-se requisitos &eacute;ticos como o respeito pela autonomia dos participantes e a confidencialidade dos dados.</p>     <p>O estudo obteve parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de da ARSLVT e da Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>No seguimento do planeamento do estudo procedeu-se &agrave; an&aacute;lise descritiva dos resultados, &agrave; qual se seguiu a inferencial em duas etapas (bivari&aacute;vel e multivari&aacute;vel).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O fluxograma (<a href="#f1">Figura 1</a>) representa as perdas de participantes, incluindo a justifica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a02f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos 230 participantes, 54% eram do sexo feminino, a m&eacute;dia de idades de 83,6 anos, sendo as mulheres mais velhas e com menor magnitude (n&uacute;mero m&eacute;dio de problemas) e menor gravidade (m&eacute;dia do &iacute;ndice de <i>Charlson</i>) de multimorbilidade que os homens. O <a href="#q1">Quadro I</a> apresenta a descri&ccedil;&atilde;o da amostra estudada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a02q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos aspetos sociodemogr&aacute;ficos trata-se de uma popula&ccedil;&atilde;o pouco escolarizada. Tamb&eacute;m a totalidade dos doentes referiu ter fam&iacute;lia, mas 34 (14,8%) residiam s&oacute;s. Quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o afetiva com o cuidador, dos 230 participantes quatro n&atilde;o eram cuidadores familiares.</p>     <p><b>Magnitude da multimorbilidade</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O total de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas reportadas foi de 121 diferentes. Verificou-se que a multimorbilidade sem limite de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas esteve presente na totalidade dos idosos. Na amostra, cerca de tr&ecirc;s quartos (73,9%) tinha oito ou mais problemas de sa&uacute;de (MM8+) e cerca de metade (47,8%) dos participantes 10 ou mais problemas (MM10+).</p>     <p>O n&uacute;mero de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas por pessoa permitiu-nos calcular o n&uacute;mero m&eacute;dio de problemas por grupo et&aacute;rio e sexo (<a href="#f2">Figura 2</a>). O n&uacute;mero m&eacute;dio de problemas ou condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas por pessoa foi de 9,5. Verifica-se que em todos os grupos et&aacute;rios o n&uacute;mero m&eacute;dio de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas foi superior no sexo masculino.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a02f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observando as curvas do n&uacute;mero m&eacute;dio de problemas verifica-se um comportamento diferente entre sexos. Na curva relativa ao sexo masculino existe um pico aos 85/89 anos e uma curva ascendente no grupo mais idoso. No sexo feminino existe um esbo&ccedil;o de um pico aos 80/84 anos, seguindo-se um decr&eacute;scimo progressivo at&eacute; &agrave; idade mais avan&ccedil;ada. Atrav&eacute;s do modelo GEE confirmou-se a associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o n&uacute;mero de problemas e o sexo masculino (OR=2,452; IC95% 1,341-4,485; <i>p</i>=0,004); contudo, n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com a idade.</p>     <p>Relativamente &agrave; idade, como o estudo foi realizado com idosos n&atilde;o se encontrou diferen&ccedil;a entre grupos et&aacute;rios. Contudo, a curva da <a href="#f2">Figura 2</a> sugere haver um decl&iacute;nio no n&uacute;mero m&eacute;dio de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas no grupo dos mais idosos (90 e mais anos).</p>     <p>Para o estudo da multimorbilidade na presente amostra de grandes idosos utilizou-se o <i>ponto de corte</i> seis ou mais condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas coexistentes (MM6+), como referido na metodologia. Atrav&eacute;s do modelo GEE n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa de MM6+ com qualquer vari&aacute;vel sociodemogr&aacute;fica.</p>     <p>As an&aacute;lises bi e multivari&aacute;vel da multimorbilidade foram realizadas para as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas anteriormente descritas e para as de morbilidade, considerando-se estas as de maior relev&acirc;ncia. Nesse sentido, para o ponto de corte (MM6+) como vari&aacute;vel dependente analisou-se, atrav&eacute;s do modelo GEE, a sua associa&ccedil;&atilde;o com gravidade ou &iacute;ndice de <i>Charlson,</i> diagn&oacute;sticos ou condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas e sistemas.</p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise s&atilde;o sintetizados de forma tabelar, incluindo a frequ&ecirc;ncia dos diagn&oacute;sticos associados &agrave; multimorbilidade (MM6+), bem como a signific&acirc;ncia dessa associa&ccedil;&atilde;o (o valor de <i>p</i>) ou o <i>Odds Ratio</i> (OR) com o respetivo intervalo de confian&ccedil;a de 95% (IC95 do OR).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A MM6+ (<a href="#q2">Quadro II</a>) revelou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa a nove condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, sendo o OR superior para a hipertens&atilde;o, seguindo-se a osteoartrose. A doen&ccedil;a cerebrovascular e a hemiplegia tiveram OR acima de 7. O OR mais baixo, ainda assim de 3,183, verificou-se para a depress&atilde;o. Para o ponto de corte MM6+ n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com dem&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a02q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo subjacente que a complexidade da multimorbilidade pode estar associada ao envolvimento de diferentes aparelhos e sistemas analisou-se a associa&ccedil;&atilde;o de MM6+ com cada sistema. Verificou-se o envolvimento de, pelo menos, tr&ecirc;s sistemas (OR=30,889): circulat&oacute;rio (OR=11,258), m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico (OR=5,646) e end&oacute;crino-metab&oacute;lico (OR=2,925).</p>     <p>Quando se analisou a associa&ccedil;&atilde;o de MM6+ com gravidade de <i>Charlson</i> (&#8805; 9) verificou-se uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa (OR=22,333; IC95% 3,742-133,299; <i>p</i>=0,001).</p>     <p>Na an&aacute;lise multivari&aacute;vel consideraram-se: as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas (idade, sexo, escolaridade e isolamento), as 12 condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas mais frequentes e a hemiplegia que na an&aacute;lise bivari&aacute;vel esteve associada a MM6+, n&atilde;o inclu&iacute;da nos 12 diagn&oacute;sticos mais frequentes. Nesta an&aacute;lise, das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas apenas o sexo masculino esteve associado a MM6+ (OR=6,833; IC95% 1,771-26,365; <i>p</i>=0,005). Os problemas de sa&uacute;de que na an&aacute;lise multivari&aacute;vel estiveram associados a MM6+ foram: doen&ccedil;a cerebrovascular (OR=25,136), osteoatrose (OR=24,698), hipertens&atilde;o arterial (OR=18,709), depress&atilde;o (OR=15,081), osteoporose (OR=9,492) e ansiedade (OR=4,482).</p>     <p><b>Gravidade da multimorbilidade (&iacute;ndice de <i>Charlson</i>)</b></p>     <p>O &iacute;ndice de <i>Charlson</i> permite introduzir a dimens&atilde;o gravidade, pela pondera&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de alguns dos problemas. Torna-se, pois, complementar da magnitude da multimorbilidade enquanto somat&oacute;rio do n&uacute;mero de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas por pessoa. O &iacute;ndice de <i>Charlson</i> nesta amostra de idosos (75 e mais anos) pode assumir valores entre 4 e 37, sabendo-se que o valor &#8805; 5 corresponde ao risco de morrer a tr&ecirc;s anos de 85%. O <i>score m&eacute;dio</i> do &iacute;ndice de <i>Charlson</i> foi de 8,5 (IC95% 8,1-8,8) e o &iacute;ndice m&eacute;dio por grupo et&aacute;rio e sexo encontra-se na <a href="#f3">Figura 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a02f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Da observa&ccedil;&atilde;o da <a href="#f3">Figura 3</a> verifica-se que o &iacute;ndice de <i>Charlson</i> m&eacute;dio &eacute; superior no sexo masculino em todos os grupos et&aacute;rios, n&atilde;o sendo linear o seu aumento com a idade para os homens e registando-se um decr&eacute;scimo com a idade para as mulheres. As curvas revelam comportamentos semelhantes &agrave;s da m&eacute;dia do n&uacute;mero de problemas, distinguindo-se pelo acentuar da diferen&ccedil;a entre sexos.</p>     <p>Com a finalidade de diferenciar os participantes de acordo com a gravidade estabeleceu-se como <i>ponto de corte</i> do &iacute;ndice de <i>Charlson</i> o valor 9, criando dois grupos quanto &agrave; gravidade: Grave (<i>Charlson</i> 4 a 9) e Muito grave (<i>Charlson</i> &#8805; 9). A an&aacute;lise da gravidade do <i>Charlson</i> fez-se para as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, tendo apenas o sexo revelado associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa (<i>p</i>&lt;0,001), parecendo ser o sexo feminino protetor (OR=0,456; IC95% 0,331-0,629). Tamb&eacute;m para a magnitude da multimorbilidade se analisou, atrav&eacute;s do modelo GEE, a associa&ccedil;&atilde;o da gravidade de <i>Charlson</i> com: diagn&oacute;sticos ou condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, aparelhos ou sistemas e multimorbilidade. No <a href="#q3">Quadro III</a> encontram-se, por ordem decrescente de OR, as condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas associadas a gravidade de multimorbilidade (&iacute;ndice de <i>Charlson</i> &#8805; 9).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a02q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa da gravidade com as condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas que diferiram da magnitude da multimorbilidade corresponde a diagn&oacute;sticos inclu&iacute;dos na escala de <i>Charlson</i> como: &uacute;lcera p&eacute;ptica, coronariopatia, doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica (DPOC) e tumor s&oacute;lido n&atilde;o metastizado ou leucemia e linfoma. O diagn&oacute;stico n&atilde;o coincidente com os itens da escala de <i>Charlson,</i> embora previsto no question&aacute;rio, e que surgiu associado a gravidade foi a obesidade. A hierarquia da associa&ccedil;&atilde;o foi diferente de MM6+.</p>     <p>Nesta an&aacute;lise das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas apenas o sexo masculino esteve associado a gravidade de <i>Charlson</i> (OR=1,694; IC95% 1,076-2,667; <i>p</i>=0,023).</p>     <p>A gravidade diferiu da medida de magnitude da multimorbilidade (MM6+) pela aus&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com o aparelho m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico. Na an&aacute;lise multivari&aacute;vel, os sistemas associados a gravidade de multimorbilidade foram: urol&oacute;gico (OR=6,117), circulat&oacute;rio (OR=4,402), neurol&oacute;gico (OR=3,442), respirat&oacute;rio (OR=2,950), digestivo (OR=2,135) e end&oacute;crino-metab&oacute;lico (OR=2,126).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta amostra, a partir das seis condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas a associa&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de <i>Charlson</i> muito grave e a multimorbilidade foi estatisticamente significativa, de MM6+ a MM8+, todavia com um OR decrescente: MM6+ (OR=22,333), MM7+ (OR=15,285) e MM8+ (OR=5,722).</p>     <p><b>Padr&atilde;o da multimorbilidade</b></p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia da caracteriza&ccedil;&atilde;o da magnitude da multimorbilidade (contagem de problemas) e da sua gravidade (&iacute;ndice de <i>Charlson</i>) efetuou-se a caracteriza&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o, isto &eacute;, perceber como se agregam os diagn&oacute;sticos. Dos diagn&oacute;sticos associados a uma m&eacute;dia mais elevada de problemas por pessoa (<a href="#q4">Quadro IV</a>) destacam-se a coronariopatia isqu&eacute;mica (11,64 condi&ccedil;&otilde;es por pessoa), a DPOC (11,38 condi&ccedil;&otilde;es por pessoa) e a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca (11,30 condi&ccedil;&otilde;es por pessoa).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a02q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na caracteriza&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de multimorbilidade atrav&eacute;s da an&aacute;lise multivari&aacute;vel de diagn&oacute;sticos identificou-se uma diversidade de padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa desde diagn&oacute;sticos associados a um, a dois e at&eacute; oito condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas. As doen&ccedil;as vasculares foram as que revelaram associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa a maior n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos (<a href="#q4">Quadro IV</a>), nem todos do mesmo sistema.</p>     <p>As doen&ccedil;as osteoarticulares (osteoartrose e osteoporose) estiveram associadas apenas a um problema cada, apesar da sua elevada frequ&ecirc;ncia na amostra, em particular a osteoartrose. Nesta an&aacute;lise, a osteoartrose, sendo o problema mais frequente, apenas esteve associada &agrave; obesidade e &agrave; osteoporose. A hipertens&atilde;o arterial foi o diagn&oacute;stico mais frequentemente associado a outros de natureza vascular, metab&oacute;lica ou osteoarticular. A insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca foi o segundo diagn&oacute;stico associado a mais condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas de diferentes sistemas, sendo que duas (coronariopatia isqu&eacute;mica e doen&ccedil;a cerebrovascular) t&ecirc;m nexo causal comum. Nesta amostra, a diabetes esteve apenas associada &agrave; hipertens&atilde;o arterial e a dem&ecirc;ncia &agrave; doen&ccedil;a cerebrovascular e &agrave; &uacute;lcera cr&oacute;nica.</p>     <p>Os problemas neuropsiqui&aacute;tricos tiveram duas combina&ccedil;&otilde;es biun&iacute;vocas que foram entre a depress&atilde;o e a ansiedade e entre a dem&ecirc;ncia e a doen&ccedil;a cerebrovascular. </p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A popula&ccedil;&atilde;o portuguesa revela uma tend&ecirc;ncia de envelhecimento demogr&aacute;fico,<sup>32-34</sup> que os resultados do estudo parecem confirmar, como se pode inferir dos 71% da popula&ccedil;&atilde;o ao cuidado das ECCI da RNCCI que cumpriam o crit&eacute;rio de inclus&atilde;o idade (75 e mais anos) (<a href="#f1">Figura 1</a>). A m&eacute;dia de idade dos participantes foi de 83,6 anos. Quanto ao sexo, as mulheres representam cerca de 54% dos participantes e s&atilde;o mais velhas (m&eacute;dia de idade de 84,9 anos). Em suma, nesta amostra as mulheres est&atilde;o mais representadas e s&atilde;o mais idosas, dados coerentes com o perfil do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.<sup>23,35</sup></p>     <p>A multimorbilidade encontra-se fortemente associada a determinantes sociais de sa&uacute;de, sendo mais elevada em estratos sociais mais desfavorecidos.<sup>36</sup> Quanto &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica, um dos aspetos que importa real&ccedil;ar foi a baixa escolaridade dos participantes (cerca de 40,4% dos idosos n&atilde;o tinha escolaridade e 48,3% tinha a escolaridade b&aacute;sica), superior aos resultados do estudo EPEPP (35% de idosos com 75 anos e mais tinha menos de tr&ecirc;s anos de escolaridade).<sup>23</sup> A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um forte preditor de resultados de sa&uacute;de,<sup>37</sup> isto &eacute;, em sa&uacute;de indiv&iacute;duos com mais educa&ccedil;&atilde;o beneficiam de ambientes mais saud&aacute;veis,<sup>37</sup> enquanto n&iacute;veis de escolaridade mais baixos est&atilde;o associados a baixa literacia e a piores resultados em sa&uacute;de (e.g., taxa de mortalidade).<sup>37-39</sup> Se se utilizasse a educa&ccedil;&atilde;o como indicador econ&oacute;mico<sup>40</sup> poder-se-ia inferir ser uma popula&ccedil;&atilde;o de baixo estrato social; no entanto, atendendo ao grupo et&aacute;rio e ao predom&iacute;nio do sexo feminino, por raz&otilde;es de natureza sociocultural n&atilde;o se pode, com seguran&ccedil;a, fazer essa afirma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O interesse crescente na multimorbilidade deve-se &agrave; sua associa&ccedil;&atilde;o com mortalidade, complexidade do cuidado, redu&ccedil;&atilde;o da qualidade vida<sup>3,7</sup> e custos em sa&uacute;de.<sup>41</sup></p>     <p>Estudos realizados na popula&ccedil;&atilde;o revelaram que a multimorbilidade est&aacute; associada &agrave;s idades mais avan&ccedil;adas,<sup>1-2,36,42-43</sup> o que se confirma neste estudo, onde todos os idosos tinham pelo menos duas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, 207 dos 230 idosos (90%) tinha seis ou mais diagn&oacute;sticos por pessoa e apenas cerca de um quarto dos participantes n&atilde;o tinha oito ou mais condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas. A elevada frequ&ecirc;ncia de multimorbilidade refletiu-se numa m&eacute;dia de problemas por pessoa de 9,5 e num &iacute;ndice de <i>Charlson</i> 8,5, a par de um comportamento diferente entre sexos quanto &agrave; variabilidade do n&uacute;mero m&eacute;dio de problemas por pessoa.</p>     <p>O comportamento das curvas da m&eacute;dia de problemas por sexo mostrou, no masculino, um pico aos 85/89 anos e uma curva ascendente no grupo dos mais idosos, enquanto no sexo feminino se encontrou um esbo&ccedil;o de um pico aos 80/84 anos, seguindo-se um decl&iacute;nio progressivo at&eacute; &agrave; idade mais avan&ccedil;ada. Confirmou-se, ainda, a associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre multimorbilidade e o sexo masculino (OR=2,452), ao contr&aacute;rio do verificado na literatura,<sup>43-44</sup> embora semelhante ao estudo Portugu&ecirc;s.<sup>6</sup></p>     <p>Quanto &agrave; magnitude da multimorbilidade, e porque nesta amostra abaixo de seis condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas por pessoa se verificou aus&ecirc;ncia de casos suficientes para cruzamento, analisou-se o ponto de corte: seis ou mais condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas coexistentes (MM6+). Atrav&eacute;s do modelo GEE, para a multimorbilidade MM6+ n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com qualquer vari&aacute;vel sociodemogr&aacute;fica. Para o ponto de corte MM6+ n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com dem&ecirc;ncia. A an&aacute;lise multivari&aacute;vel da associa&ccedil;&atilde;o entre MM6+ e os sistemas foi coerente com os dados da literatura, confirmando-se o envolvimento dos aparelhos circulat&oacute;rio (K), m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico (L) e end&oacute;crino-metab&oacute;lico (T) e com os agregados de patologias, clinicamente relevantes (e.g., aparelho circulat&oacute;rio e metab&oacute;lico)<sup>10-11,14,45-46</sup>. Os resultados deste estudo podem, pois, contribuir para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da combina&ccedil;&atilde;o entre m&uacute;ltiplas patologias e para a compreens&atilde;o da complexidade da multimorbilidade.<sup>8,36</sup></p>     <p>Outro dos aspetos que importa discutir &eacute; a gravidade da multimorbilidade que, apesar de n&atilde;o se encontrar claramente conceptualizada,<sup>15</sup> tem utilizado como instrumentos de medida &iacute;ndices que agregam diagn&oacute;sticos e os ponderam de acordo com o risco de morte, como o de <i>Charlson.</i><sup>12,30-31</sup> Analisou-se a associa&ccedil;&atilde;o entre a gravidade medida pelo &iacute;ndice de <i>Charlson</i> (&#8805; 9) e a magnitude (n&uacute;mero de problemas por pessoa), tendo-se verificado associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa; contudo, com tend&ecirc;ncia decrescente do OR entre MM6+ (OR=22,333) e MM8+ (OR=5,686). Desconhece-se o significado cl&iacute;nico do valor decrescente de OR, podendo ser explicado pelo facto de quando a magnitude da multimorbilidade aumenta podem ser contabilizados problemas com menor gravidade e n&atilde;o inclu&iacute;dos no &iacute;ndice de <i>Charlson</i> (e.g., osteoartrose, obesidade). Embora com a necess&aacute;ria precau&ccedil;&atilde;o questiona-se se o ponto de corte MM6+ n&atilde;o poder&aacute; ser uma medida simples que integra magnitude e gravidade de multimorbilidade e se n&atilde;o poder&aacute; vir a ser uma poss&iacute;vel alternativa &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de multimorbilidade corrente (coexist&ecirc;ncia de duas ou mais doen&ccedil;as cr&oacute;nicas), que parece inadequada &agrave;s pessoas com mais idade por representar a norma.<sup>5-6,47</sup> Outro dado a refor&ccedil;ar esta quest&atilde;o foi o facto de se ter verificado associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre MM6+ e morbilidade multissist&eacute;mica (envolvimento de tr&ecirc;s ou mais sistemas, MS3+). Tendo em conta a defini&ccedil;&atilde;o de multimorbilidade complexa<sup>3</sup> definiu-se como multimorbilidade multissist&eacute;mica aquela que afeta tr&ecirc;s ou mais aparelhos ou sistemas,<sup>48</sup> a qual revelou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com gravidade atrav&eacute;s do &iacute;ndice de Charlson (MS3+; OR=3,171). Todavia, quanto a esta infer&ecirc;ncia sobre gravidade, conferida por seis ou mais doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (MM6+) ou tr&ecirc;s ou mais sistemas (MS3+) envolvidos, ser&atilde;o necess&aacute;rios outros estudos que incluam outras medidas de gravidade cl&iacute;nica, como a natureza das condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas associadas e o estadio da doen&ccedil;a (e.g., grau de insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca).</p>     <p>Conhecer o padr&atilde;o de multimorbilidade &eacute; uma necessidade crescente, nomeadamente, a complexidade dos agregados de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e suas combina&ccedil;&otilde;es,<sup>8-9,14</sup> pelo seu impacto na gest&atilde;o da doen&ccedil;a, na integra&ccedil;&atilde;o de cuidados, nos cuidados centrados no paciente e na melhoria da qualidade de vida.<sup>8-9,45</sup> No sentido de conhecer o padr&atilde;o de multimorbilidade socorreu-se da an&aacute;lise multivari&aacute;vel atrav&eacute;s do modelo GEE. Nesta an&aacute;lise, a osteoartrose, sendo o problema mais prevalente, apenas esteve associada &agrave; obesidade. A hipertens&atilde;o arterial foi o diagn&oacute;stico associado a mais condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas de natureza diversa: vascular, metab&oacute;lica ou de sa&uacute;de mental. A insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca foi o segundo diagn&oacute;stico associado a mais condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas de diferentes aparelhos ou sistemas, sendo que duas (coronariopatia isqu&eacute;mica e doen&ccedil;a cerebrovascular) s&atilde;o consideradas com nexo fisiopatol&oacute;gico. Curiosamente, nesta amostra a diabetes esteve apenas associada &agrave; hipertens&atilde;o arterial. A dem&ecirc;ncia esteve associada &agrave; doen&ccedil;a cerebrovascular e &agrave; &uacute;lcera cr&oacute;nica. As associa&ccedil;&otilde;es identificadas atrav&eacute;s do modelo GEE revelaram-se estat&iacute;stica e clinicamente relevantes (<a href="#q4">Quadro IV</a>). Observando as combina&ccedil;&otilde;es de risco destacam-se associa&ccedil;&otilde;es que conferem coer&ecirc;ncia cl&iacute;nica aos resultados, pela associa&ccedil;&atilde;o causal, como as osteoarticulares entre si (osteoporose, osteoartrose), a osteoartrose e a obesidade, a dem&ecirc;ncia e a doen&ccedil;a cerebrovascular ou a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca e a &uacute;lcera cr&oacute;nica de pele. Questiona-se se n&atilde;o podem os modelos lineares generalizados ser instrumentos de an&aacute;lise que permitem identificar agregados pela frequ&ecirc;ncia dos problemas na popula&ccedil;&atilde;o (n&atilde;o causal), como hipertens&atilde;o e osteoartrose, e associa&ccedil;&otilde;es fisiopatol&oacute;gicas (causais), como insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca e coronariopatia?</p>     <p>As limita&ccedil;&otilde;es do estudo decorrem da metodologia escolhida (desenho e amostragem), a qual teve subjacentes princ&iacute;pios de exequibilidade, gest&atilde;o limitada de recursos humanos, financeiros e temporais. A inclus&atilde;o de idosos com 75 anos e mais anos estreitou a possibilidade de an&aacute;lise comparativa da multimorbilidade com grupos mais novos (e.g., 65 a 74 anos), em que a idade pode ser um fator de confundimento.</p>     <p>Outro dos aspetos metodol&oacute;gicos discut&iacute;veis foi a utiliza&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos autorreportados,<sup>49</sup> n&atilde;o medicamente confirmados. Contudo, tentou minimizar-se este constrangimento complementando a informa&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, pela investigadora m&eacute;dica, atrav&eacute;s da an&aacute;lise da terap&ecirc;utica em curso e da consulta da informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dispon&iacute;vel (e.g., notas de alta hospitalar ou relat&oacute;rios cl&iacute;nicos), &agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos de multimorbilidade.<sup>47,50</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A magnitude da multimorbilidade (contagem de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas) &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo e de outros de multimorbilidade por usar a soma de doen&ccedil;as como escala ordinal, sem considerar a gravidade ou o estadio da doen&ccedil;a.<sup>51</sup></p>     <p>O &iacute;ndice de <i>Charlson</i> inclui a gravidade da doen&ccedil;a para um n&uacute;mero limitado de diagn&oacute;sticos e omite a doen&ccedil;a mental que, em contexto de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, confere substancial morbilidade.<sup>58</sup> N&atilde;o se pode com o &iacute;ndice <i>Charlson,</i> tal como com outros &iacute;ndices, medir com precis&atilde;o a carga de multimorbilidade devido &agrave; varia&ccedil;&atilde;o na sensibilidade e especificidade dos diferentes diagn&oacute;sticos, &agrave; fal&ecirc;ncia na inclus&atilde;o da gravidade e dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, as quais podem estar relacionadas com o resultado.<sup>52</sup></p>     <p>Outro dos aspetos question&aacute;veis &eacute; ter considerado como entidades nosol&oacute;gicas diferentes condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas com nexo causal comum, como a doen&ccedil;a cerebrovascular e a hemiplegia (sequela de acidente vascular cerebral) ou ansiedade e perturba&ccedil;&atilde;o do sono (sintomas diferentes da mesma perturba&ccedil;&atilde;o).<sup>3</sup> Contudo, a categoriza&ccedil;&atilde;o como entidades distintas tem relev&acirc;ncia numa perspetiva centrada no paciente, em que a doen&ccedil;a e a sua viv&ecirc;ncia podem ser entidades diferentes.<sup>53-55</sup></p>     <p>Consideram-se pontos fortes os que tornam &uacute;nica esta investiga&ccedil;&atilde;o, como o n&uacute;mero de visitas domicili&aacute;rias com uma distribui&ccedil;&atilde;o sistematizada que torna a amostra de idosos dependentes a receber cuidados de sa&uacute;de domicili&aacute;rios representativa da regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo. Os resultados permitiram obter conhecimento sobre a magnitude, gravidade e padr&atilde;o da multimorbilidade, o que poder&aacute; ser &uacute;til para a reflex&atilde;o sobre o modelo organizativo de cuidados da RNCCI na sua vertente domicili&aacute;ria (ECCI) e consequente aloca&ccedil;&atilde;o de recursos.</p>     <p>Uma vez que os doentes inseridos em ECCI s&atilde;o uma popula&ccedil;&atilde;o geograficamente dispersa e din&acirc;mica que impossibilitava a aleatoriza&ccedil;&atilde;o dos participantes justificou o processo de amostragem por <i>clusters,</i><sup>56-57</sup> &agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos epidemiol&oacute;gicos,<sup>25-29</sup> o que permitiu a an&aacute;lise dos dados atrav&eacute;s do modelo de linear generalizado por equa&ccedil;&otilde;es de estima&ccedil;&atilde;o generalizada (GEE) com estrutura de correla&ccedil;&atilde;o uniforme dentro de cada <i>cluster</i> (ECCI).</p>     <p>A colheita de dados por entrevista e aplica&ccedil;&atilde;o do mesmo question&aacute;rio a todos os participantes pelo investigador facilitou a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o padronizada, n&atilde;o alcan&ccedil;&aacute;vel atrav&eacute;s de bases de dados, acrescendo o consentimento informado livre e esclarecido pr&eacute;vio dos participantes.</p>     <p>Estudou-se a multimorbilidade atrav&eacute;s das suas diversas dimens&otilde;es: magnitude (contagem), gravidade (&iacute;ndice de <i>Charlson</i>) e padr&atilde;o (agregados ou combina&ccedil;&otilde;es).</p>     <p>A an&aacute;lise multivari&aacute;vel da associa&ccedil;&atilde;o entre MM6+ e os aparelhos e sistemas foi coerente com os dados da literatura, confirmando-se o envolvimento dos aparelhos circulat&oacute;rio (K), m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico (L) e end&oacute;crino-metab&oacute;lico (T) e com os agregados de patologias, clinicamente relevantes (e.g., aparelho circulat&oacute;rio e metab&oacute;lico).<sup>10-11,14,45-46</sup> Os resultados deste estudo podem, pois, contribuir para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da combina&ccedil;&atilde;o entre m&uacute;ltiplas patologias e para a compreens&atilde;o da complexidade da multimorbilidade.<sup>8,36</sup></p>     <p>Os resultados deste estudo revelam validade interna conferida pela coer&ecirc;ncia cl&iacute;nica, como as combina&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o fisiopatol&oacute;gica como a osteoartrose e obesidade, a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca e a coronariopatia isqu&eacute;mica ou a dem&ecirc;ncia e a doen&ccedil;a cerebrovascular.</p>     <p>Real&ccedil;am-se os seguintes aspetos como revelando <b>validade externa</b> e conferindo consist&ecirc;ncia aos resultados:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• <i>Coer&ecirc;ncia sociodemogr&aacute;fica:</i> A maior representatividade das mulheres (54%) que s&atilde;o mais velhas (m&eacute;dia de idade 84,9 anos), dados coerentes com os do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.<sup>23,35</sup> A distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos participantes, sendo a regi&atilde;o da Grande Lisboa a mais representada (53,5%), em concord&acirc;ncia com os dados do Censo de 2011 para a regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo.<sup>24,32-34</sup></p>     <p>• Estudos realizados na popula&ccedil;&atilde;o revelaram que a multimorbilidade estava associada a idades mais avan&ccedil;adas,<sup>1-2,36,42</sup> o que se confirma neste estudo, onde todos os idosos tinham pelo menos duas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e 90% tinha seis ou mais, o que se refletiu numa m&eacute;dia de problemas por pessoa de 9,5 e num &iacute;ndice de <i>Charlson</i> 8,5. A preval&ecirc;ncia de multimorbilidade foi, assim, semelhante &agrave; de estudos que n&atilde;o limitaram o n&uacute;mero de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas cr&oacute;nicas consideradas.<sup>1,3</sup></p>     <p>Em s&iacute;ntese, os resultados revelaram validade interna e externa, o que confere robustez ao estudo apesar das limita&ccedil;&otilde;es anteriormente identificadas.</p>     <p>Tem surgido um interesse crescente na multimorbilidade pela sua associa&ccedil;&atilde;o com a mortalidade, complexidade do cuidado, redu&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida<sup>3,7</sup> e custos em sa&uacute;de.<sup>13,41</sup> Numa altura em que v&aacute;rios pa&iacute;ses est&atilde;o a proceder a grandes reformas dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, incluindo Portugal, a multimorbilidade parece ser um motor de mudan&ccedil;a, uma vez que se reflete numa mudan&ccedil;a do paradigma da gest&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, centrada em doen&ccedil;a &uacute;nica, para uma vis&atilde;o mais hol&iacute;stica dos pacientes e uma &laquo;abordagem generalista&raquo; dos cuidados.<sup>7</sup> Fica, em perspetiva, a necessidade de mais investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente em modelos de cuidados e pol&iacute;ticas de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Zellweger U, Bopp M, Holzer BM, Djalali S, Kaplan V. Prevalence of chronic medical conditions in Switzerland: exploring estimates validity by comparing complementary data sources. BMC Public Health. 2014;14:1157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383582&pid=S2182-5173201900020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Haregu T, Oldenburg B, Setswe G, Elliott J. Perspectives, constructs and methods in the measurement of multimorbidity and comorbidity: a critical review. Internet J Epidemiol. 2012;10(2):1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383584&pid=S2182-5173201900020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Harrison C, Britt H, Miller G, Henderson J. Examining different measures of multimorbidity, using a large prospective cross-sectional study in Australian general practice. BMJ Open. 2014;4(7):e004694.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383586&pid=S2182-5173201900020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Diederichs C, Berger K, Bartels DB. The measurement of multiple chronic diseases: a systematic review on existing multimorbidity indices. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2011;66A(3):301-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383588&pid=S2182-5173201900020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Violan C, Foguet-Boreu Q, Flores-Mateo G, Salisbury C, Blom J, Freitag M, et al. Prevalence, determinants and patterns of multimorbidity in primary care: a systematic review of observational studies. PLoS One. 2014;9(7):e102149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383590&pid=S2182-5173201900020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Prazeres F, Santiago L. Prevalence of multimorbidity in the adult population attending primary care in Portugal: a cross-sectional study. BMJ Open. 2015;5(9):e009287.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383592&pid=S2182-5173201900020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Fortin M, Stewart M, Poitras ME, Almirall J, Maddocks H. A systematic review of prevalence studies on multimorbidity: toward a more uniform methodology. Ann Fam Med. 2012;10(2):142-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383594&pid=S2182-5173201900020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Islam MM, Valderas JM, Yen L, Dawda P, Jowsey T, McRae IS. Multimorbidity and comorbidity of chronic diseases among the senior Australians: prevalence and patterns. PLoS One. 2014;9(1):e83783.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383596&pid=S2182-5173201900020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Taylor AW, Price K, Gill TK, Adams R, Pilkington R, Carrangis N, et al. Multimorbidity - not just an older person's issue: results from an Australian biomedical study. BMC Public Health. 2010;10:718.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383598&pid=S2182-5173201900020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Prados-Torres A, Calder&oacute;n-Larra&ntilde;aga A, Hancco-Saavedra J, Poblador-Plou B, van den Akker M. Multimorbidity patterns: a systematic review. J Clin Epidemiol. 2014;67(3):254-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383600&pid=S2182-5173201900020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Olaya B, Moneta MV, Caballero FF, Tyrovolas S, Bayes I, Ayuso-Mateos JL, et al. Latent class analysis of multimorbidity patterns and associated outcomes in Spanish older adults: a prospective cohort study. BMC Geriatr. 2017;17(1):186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383602&pid=S2182-5173201900020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. De Groot V, Beckerman H, Lankhorst GJ, Bouter LM. How to measure comorbidity: a critical review of available methods. J Clin Epidemiol. 2003;56(3):221-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383604&pid=S2182-5173201900020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Huntley AL, Johnson R, Purdy S, Valderas JM, Salisbury C. Measures of multimorbidity and morbidity burden for use in primary care and community settings: a systematic review and guide. Ann Fam Med. 2012;10(2):134-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383606&pid=S2182-5173201900020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Sch&auml;fer I, von Leitner EC, Sch&ouml;n G, Koller D, Hansen H, Kolonko T, et al. Multimorbidity patterns in the elderly: a new approach of disease clustering identifies complex interrelations between chronic conditions. PLoS One. 2010;5(12):e15941.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383608&pid=S2182-5173201900020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Valderas JM, Starfield B, Sibbald B, Salisbury C, Roland M. Defining comorbidity: implications for understanding health and health services. Ann Fam Med. 2009;7(4):357-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383610&pid=S2182-5173201900020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Deyo RA, Cherkin DC, Ciol MA. Adapting a clinical comorbidity index for use with ICD-9-CM administrative databases. J Clin Epidemiol. 1992;45(6):613-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383612&pid=S2182-5173201900020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Boeckxstaens P, Vaes B, Legrand D, Dalleur O, De Sutter A, Degryse JM. The relationship of multimorbidity with disability and frailty in the oldest patients: a cross-sectional analysis of three measures of multimorbidity in the BELFRAIL cohort. Eur J Gen Pract. 2015;21(1):39-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383614&pid=S2182-5173201900020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>18. Gomes B, Sarmento VP, Ferreira PL, Higginson IJ. Estudo epidemiol&oacute;gico dos locais de morte em Portugal em 2010 e compara&ccedil;&atilde;o com as prefer&ecirc;ncias da popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa [Epidemiological study of place of death in Portugal in 2010 and comparison with the preferences of the Portuguese population]. Acta Med Port. 2013;26(4):327-34. Portuguese</p>     <p>19. Decreto-Lei n&ordm; 101/2006, de 6 de junho. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. 1&ordf; S&eacute;rie-A(106):3856-65.</p>     <!-- ref --><p>20. Unidade de Miss&atilde;o para os Cuidados Continuados. Cuidados continuados integrados nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios: carteira de servi&ccedil;os [Internet]. Lisboa: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2007. Available from: <a href="http://www2.acss.min-saude.pt/Portals/0/Cuidados%20Continuados%20nos%20CSP.pdf" target="_blank">http://www2.acss.min-saude.pt/Portals/0/Cuidados%20Continuados%20nos%20CSP.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383618&pid=S2182-5173201900020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Lopes M, Mendes F, Escoval A, Agostinho M, Vieira C, Vieira I, et al. Cuidados continuados integrados: analisando o presente, perspectivando o futuro. In: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Plano nacional de sa&uacute;de 2011-2016. Lisboa: DGS; 2010. p. 65-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383620&pid=S2182-5173201900020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Manual do prestador: recomendac&#807;o&#771;es para a melhoria conti&#769;nua [Internet]. Lisboa: Unidade de Miss&atilde;o dos Cuidados Continuados Integrados; 2011. Available from: <a href="http://www.acss.min-saude.pt/wp-content/uploads/2016/10/Man_Prestador_UMCCI-RNCCI.pdf" target="_blank">http://www.acss.min-saude.pt/wp-content/uploads/2016/10/Man_Prestador_UMCCI-RNCCI.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383622&pid=S2182-5173201900020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Oliveira CR, Rosa MS, Pinto AM, Botelho MA, Morais A, Veri&#769;ssimo MT. Estudo do perfil do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa. Coimbra: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383624&pid=S2182-5173201900020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789898445001</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>24. Tavares A, Coelho MA, Rasc&ocirc;a CL. Perfil de Sa&uacute;de 2015 e seus determinantes da Regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo (Vol. 1). Lisboa: Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo; 2015.</p>     <!-- ref --><p>25. Carlin JB, Hocking J. Design of cross-sectional surveys using cluster sampling: an overview with Australian case studies. Aust N Z J Public Health. 1999;23(5):546-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383627&pid=S2182-5173201900020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Scheffers-Barnhoorn MN, van Haastregt JC, Schols JM, Kempen GI, van Balen R, Visschedijk JH, et al. A multi-component cognitive behavioural intervention for the treatment of fear of falling after hip fracture (FIT-HIP): protocol of a randomised controlled trial. BMC Geriatr. 2017;17(1):71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383629&pid=S2182-5173201900020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>27. Zapata-Ossa HJ, Cubides-Mun&eacute;var AM, L&oacute;pez MC, Pinz&oacute;n-G&oacute;mez EM, Filigrana-Villegas PA, Cassiani-Miranda CA. Muestreo por conglomerados en encuestas poblacionales [Cluster sampling in health surveys]. Rev Salud Publica. 2010;13(1):141-51. Spanish </p>     <!-- ref --><p>28. Masood M, Reidpath DD. Intraclass correlation and design effect in BMI, physical activity and diet: a cross-sectional study of 56 countries. BMJ Open. 2016;6(1):e008173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383632&pid=S2182-5173201900020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Bell BA, Onwuegbuzie AJ, Ferron JM, Jiao QG, Hibbard ST, Kromrey JD. Use of design effects and sample weights in complex health survey data: a review of published articles using data from 3 commonly used adolescent health surveys. Am J Public Health. 2012;102(7):1399-405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383634&pid=S2182-5173201900020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>30. Charlson M, Szatrowski TP, Peterson J, Gold J. Validation of a combined comorbidity index. J Clin Epidemiol. 1994;47(11):1245-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383636&pid=S2182-5173201900020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Quan H, Li B, Couris CM, Fushimi K, Graham P, Hider P, et al. Updating and validating the charlson comorbidity index and score for risk adjustment in hospital discharge abstracts using data from 6 countries. Am J Epidemiol. 2011;173(6):676-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383638&pid=S2182-5173201900020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. 25 de Abril: 40 anos de estat&iacute;sticas. Lisboa: INE; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383640&pid=S2182-5173201900020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789892502885</p>     <!-- ref --><p>33. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Estat&iacute;sticas demogr&aacute;ficas 2013. Lisboa: INE; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383642&pid=S2182-5173201900020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789892502731</p>     <!-- ref --><p>34. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Indicadores sociais 2011. Lisboa: INE; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383644&pid=S2182-5173201900020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789892501758</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>35. Delgado A, Wall K, editors. Familias nos Censos 2011: diversidade e mudan&ccedil;a. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica; Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais; 2014. ISBN 9789892502908&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383646&pid=S2182-5173201900020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>36. St John PD, Tyas SL, Menec V, Tate R Multimorbidity , disability , and mortality in community-dwelling older adults. Can Fam Physician. 2014;60(5):e272-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383647&pid=S2182-5173201900020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Zimmerman E, Woolf SH. Understanding the relationship between education and health [Internet]. Washington: Institute of Medicine of the National Academies; 2014. Available from: <a href="https://nam.edu/wp-content/uploads/2015/06/BPH-UnderstandingTheRelationship1.pdf" target="_blank">https://nam.edu/wp-content/uploads/2015/06/BPH-UnderstandingTheRelationship1.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383649&pid=S2182-5173201900020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>38. Pedro AR, Amaral O, Escoval A. Literacia em sa&uacute;de, dos dados &agrave; a&ccedil;&atilde;o: tradu&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o do European Health Literacy Survey em Portugal [Health Literacy, from data to action: translation, validation and application of the European Health Literacy Survey in Portugal]. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2016;34(3):259-75. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>39. Annarumma C, Palumbo R. Contextualizing health literacy to health care organizations: exploratory insights. J Health Manag. 2016;18(4):611-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383652&pid=S2182-5173201900020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>40. OECD. Education at a glance 2016: OECD indicators. Paris: OECD; 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383654&pid=S2182-5173201900020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789264259805</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>41. Salive ME. Multimorbidity in older adults. Epidemiol Rev. 2013;35:75-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383656&pid=S2182-5173201900020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>42. Marventano S, Ayala A, Gonzalez N, Rodr&iacute;guez-Bl&aacute;zquez C, Garcia-Gutierrez S, Forjaz MJ. Multimorbidity and functional status in institutionalized older adults. Eur Geriatr Med. 2016;7(1):34-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383658&pid=S2182-5173201900020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>43. Rizza A, Kaplan V, Senn O, Rosemann T, Bhend H, Tandjung R. Age- and gender-related prevalence of multimorbidity in primary care: the Swiss FIRE project. BMC Fam Pract. 2012;13:113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383660&pid=S2182-5173201900020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>44. Abad-D&iacute;ez JM, Calder&oacute;n-Larra&ntilde;aga A, Poncel-Falc&oacute; A, Poblador-Plou B, Calder&oacute;n-Meza JM, Sicras-Mainar A, et al. Age and gender differences in the prevalence and patterns of multimorbidity in the older population. BMC Geriatr. 2014;14:75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383662&pid=S2182-5173201900020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>45. Foguet-Boreu Q, Viol&aacute;n C, Rodriguez-Blanco T, Roso-Llorach A, Pons-Vigu&eacute;s M, Pujol-Ribera E, et al. Multimorbidity patterns in elderly primary health care patients in a South Mediterranean European region: a cluster analysis. PLoS One. 2015;10(11):e0141155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383664&pid=S2182-5173201900020000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>46. Kirchberger I, Meisinger C, Heier M, Zimmermann AK, Thorand B, Autenrieth CS, et al. Patterns of multimorbidity in the aged population: results from the KORA-Age study. PLoS One. 2012;7(1):e30556.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383666&pid=S2182-5173201900020000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>47. Mokraoui NM, Haggerty J, Almirall J, Fortin M. Prevalence of self-reported multimorbidity in the general population and in primary care practices: a cross-sectional study. BMC Res Notes. 2016;9:314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383668&pid=S2182-5173201900020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>48. Britt HC, Harrison CM, Miller GC, Knox SA. Prevalence and patterns of multimorbidity in Australia. Med J Aust. 2008;189(2):72-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383670&pid=S2182-5173201900020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>49. Gross R, Bentur N, Elhayany A, Sherf M, Epstein L. The validity of self-reports on chronic disease: characteristics of underreporters and implications for the planning of services. Public Health Rev. 1996;24(2):167-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383672&pid=S2182-5173201900020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>50. Harrison C, Henderson J, Miller G, Britt H. The prevalence of diagnosed chronic conditions and multimorbidity in Australia: a method for estimating population prevalence from general practice patient encounter data. PLoS One. 2017;12(3):e0172935.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383674&pid=S2182-5173201900020000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>51. Marengoni A, Angleman S, Fratiglioni L. Prevalence of disability according to multimorbidity and disease clustering: a population-based study. J Comorb. 2011;1:11-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383676&pid=S2182-5173201900020000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>52. Ording AG, S&oslash;rensen HT. Concepts of comorbidities, multiple morbidities, complications, and their clinical epidemiologic analogs. Clin Epidemiol. 2013;5:199-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383678&pid=S2182-5173201900020000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>53. McWhinney IR. The importance of being different. Br J Gen Pract. 1996;46:433-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383680&pid=S2182-5173201900020000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>54. McWhinney IR. Illness, suffering and healing. In: McWhinney IR. A textbook of family medicine. 2nd ed. New York: Oxford University Press; 1997. p. 83-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383682&pid=S2182-5173201900020000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780195115185</p>     <!-- ref --><p>55. Stewart M. Towards a global definition of patient centred care. BMJ. 2001;322(7284):444-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383684&pid=S2182-5173201900020000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>56. Rutterford C, Copas A, Eldridge S. Methods for sample size determination in cluster randomized trials. Int J Epidemiol. 2015;44(3):1051-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383686&pid=S2182-5173201900020000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>57. Van Breukelen GJ, Candel MJ. Calculating sample sizes for cluster randomized trials: we can keep it simple and efficient! J Clin Epidemiol. 2012;65(11):1212-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383688&pid=S2182-5173201900020000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Paula Broeiro-Gon&ccedil;alves</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:paulabroeirorpmgf@gmail.com">paulabroeirorpmgf@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores declaram n&atilde;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 05-05-2018</b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 24-01-2019</b></p>      ]]></body><back>
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