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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização do dispositivo COPD-6® e questionário IPAG na deteção precoce da DPOC]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use of the COPD-6® device and IPAG questionnaire for early detection of COPD]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Chronic obstructive pulmonary disease (COPD) is an important cause of morbidity and mortality and it is not usually diagnosed until advanced stages. Some authors advocate the use of screening tools. The aim of this study is to evaluate the performance of the International Primary Care Airways Guidelines (IPAG) and the COPD-6® mini-spirometer in a population of patients. Methods: A diagnostic test study was carried out at a Family Health Unit of Porto, in patients aged 40 years or over. Demographic variables were collected, the IPAG questionnaire was completed, the COPD-6® device was used, and the participants performed a spirometry. The values of sensitivity, specificity, positive predictive value (PPV), negative predictive value (NPV), and area under the curve for the IPAG and COPD-6® were calculated. Results: A total of 97 users participated in the study. Sensitivity of COPD-6® device was 66.67%, specificity 97.80%, PPV 66.67%, and NPV 97.80%. IPAG and COPD-6® combined showed a sensitivity of 66.67%, specificity of 98.90%, PPV of 80%, and VPN of 97.83%. The accuracy of COPD-6® was 82%, and of IPAG combined with COPD-6® was 83%. Conclusion: The COPD-6® device and the IPAG questionnaire are useful tools for the early detection of COPD, improving accessibility to spirometry, and potentially reducing the underdiagnosis of COPD.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença pulmonar obstrutiva crónica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diagnóstico precoce]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Early diagnosis]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Utiliza&ccedil;&atilde;o do dispositivo COPD-6&reg; e question&aacute;rio IPAG na dete&ccedil;&atilde;o precoce da DPOC</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Use of the COPD-6&reg; device and IPAG questionnaire for early detection of COPD</b></font></p>     <p><b>Fl&aacute;vio Guimar&atilde;es,<sup>1</sup> Albino Martins,<sup>2</sup> Isabel Peixoto,<sup>3</sup> Marlene Barros,<sup>4</sup> Pedro Costa,<sup>5</sup> Pedro Fonte<sup>6</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> M&eacute;dico de Fam&iacute;lia. USF S&atilde;o Gon&ccedil;alo de Amarante, ACeS Baixo T&acirc;mega.</p>     <p><sup>2</sup> M&eacute;dico de Fam&iacute;lia. USF Vale do Este, ACeS Ave-Famalic&atilde;o.</p>     <p><sup>3</sup> M&eacute;dica Interna. USF Ru&atilde;es, ACeS C&aacute;vado I.</p>     <p><sup>4</sup> M&eacute;dica de Fam&iacute;lia. UCSP T&aacute;bua, ACeS Pinhal Interior Norte.</p>     <p><sup>5</sup> M&eacute;dico de Fam&iacute;lia. Maxisa&uacute;de, ACeS C&aacute;vado I.</p>     <p><sup>6</sup> M&eacute;dico de Fam&iacute;lia. USF Minho, ACeS C&aacute;vado I. Escola de Medicina da Universidade do Minho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o:</b> A doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica (DPOC) &eacute; uma causa importante de morbilidade e mortalidade e habitualmente n&atilde;o &eacute; diagnosticada at&eacute; estadios avan&ccedil;ados. Alguns autores advogam a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas de rastreio. Assim, &eacute; objetivo deste trabalho avaliar o desempenho do question&aacute;rio <i>International Primary Care Airways Guidelines</i> (IPAG) e do mini-espir&oacute;metro COPD-6&reg; numa popula&ccedil;&atilde;o de utentes.</p>     <p><b>Metodologia:</b> Foi realizado um estudo de testes de diagn&oacute;stico numa Unidade de Sa&uacute;de Familiar do Porto, em utentes com 40 ou mais anos de idade. Foram colhidas vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, preenchido o question&aacute;rio IPAG, usado o dispositivo COPD-6&reg; e realizada uma espirometria aos participantes. Foram calculados os valores da sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN) e &aacute;rea sob a curva para as ferramentas IPAG e COPD-6&reg;.</p>     <p><b>Resultados:</b> Um total de 97 utentes participou no estudo. O dispositivo COPD-6&reg; apresentou sensibilidade de 66,67%, especificidade de 97,80%, VPP de 66,67% e VPN de 97,80%. A combina&ccedil;&atilde;o IPAG e COPD-6&reg; apresentou sensibilidade de 66,67%, especificidade de 98,90%, VPP de 80% e VPN de 97,83%. A precis&atilde;o do COPD-6&reg; foi de 82% e do IPAG combinado com COPD-6&reg; foi de 83%. </p>     <p><b>Conclus&atilde;o:</b> O dispositivo COPD-6&reg; e o question&aacute;rio IPAG s&atilde;o ferramentas &uacute;teis na dete&ccedil;&atilde;o precoce da DPOC, melhorando a acessibilidade &agrave; espirometria e diminuindo potencialmente o subdiagn&oacute;stico desta patologia.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica; Diagn&oacute;stico precoce.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introduction: </b>Chronic obstructive pulmonary disease (COPD) is an important cause of morbidity and mortality and it is not usually diagnosed until advanced stages. Some authors advocate the use of screening tools. The aim of this study is to evaluate the performance of the International Primary Care Airways Guidelines (IPAG) and the COPD-6&reg; mini-spirometer in a population of patients.</p>     <p><b>Methods:</b> A diagnostic test study was carried out at a Family Health Unit of Porto, in patients aged 40 years or over. Demographic variables were collected, the IPAG questionnaire was completed, the COPD-6&reg; device was used, and the participants performed a spirometry. The values of sensitivity, specificity, positive predictive value (PPV), negative predictive value (NPV), and area under the curve for the IPAG and COPD-6&reg; were calculated.</p>     <p><b>Results:</b> A total of 97 users participated in the study. Sensitivity of COPD-6&reg; device was 66.67%, specificity 97.80%, PPV 66.67%, and NPV 97.80%. IPAG and COPD-6&reg; combined showed a sensitivity of 66.67%, specificity of 98.90%, PPV of 80%, and VPN of 97.83%. The accuracy of COPD-6&reg; was 82%, and of IPAG combined with COPD-6&reg; was 83%.</p>     <p><b>Conclusion: </b>The COPD-6&reg; device and the IPAG questionnaire are useful tools for the early detection of COPD, improving accessibility to spirometry, and potentially reducing the underdiagnosis of COPD.</p>     <p><b>Keywords:</b> Chronic obstructive pulmonary disease; Early diagnosis.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica (DPOC) &eacute; uma doen&ccedil;a comum caracterizada por obstru&ccedil;&atilde;o das vias a&eacute;reas n&atilde;o totalmente revers&iacute;vel.<sup>1</sup> Esta obstru&ccedil;&atilde;o &eacute; geralmente progressiva e associa-se a uma elevada morbilidade e mortalidade, tendo consequentemente um custo econ&oacute;mico e social significativo.<sup>2-3</sup></p>     <p>A preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a difere entre regi&otilde;es e nos diferentes estudos, estando diretamente relacionada com o consumo de tabaco, o seu principal fator de risco.<sup>1</sup> Dados epidemiol&oacute;gicos globais indicam que, na popula&ccedil;&atilde;o acima dos 40 anos, a preval&ecirc;ncia de DPOC moderada a grave &eacute; de 10,1% e aumenta consideravelmente com a idade.<sup>4</sup> Em Portugal foi estimada uma preval&ecirc;ncia de 14,2% nos adultos com mais de 40 anos.<sup>5</sup> Frequentemente o diagn&oacute;stico &eacute; apenas efetuado em est&aacute;dios avan&ccedil;ados da doen&ccedil;a, a qual, embora comum, se encontra frequentemente subdiagnosticada.<sup>3,5</sup> A subvaloriza&ccedil;&atilde;o ou pouco reconhecimento dos sintomas da doen&ccedil;a, conjuntamente com o seu in&iacute;cio gradual e insidioso, t&ecirc;m sido apontados como condicionadores de um diagn&oacute;stico em est&aacute;dios mais avan&ccedil;ados, habitualmente caracterizados pela perda de 50% da fun&ccedil;&atilde;o pulmonar.<sup>1,3</sup> Neste contexto, o reconhecimento e a identifica&ccedil;&atilde;o precoces da doen&ccedil;a poder&atilde;o possibilitar a implementa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es que atrasem a progress&atilde;o da doen&ccedil;a, nomeadamente a cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica, a reabilita&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria e o tratamento adequado dos sintomas, prevenindo as agudiza&ccedil;&otilde;es.<sup>3,6-8</sup></p>     <p>O diagn&oacute;stico da DPOC &eacute; baseado em caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas (sintomas respirat&oacute;rios em pessoas com hist&oacute;ria de exposi&ccedil;&atilde;o a fatores de risco), mas requer confirma&ccedil;&atilde;o por espirometria.<sup>1-2</sup> N&atilde;o obstante, diversos estudos demonstram uma baixa utiliza&ccedil;&atilde;o desta ferramenta nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios (CSP).<sup>9-10</sup> Raz&otilde;es apontadas para a subutiliza&ccedil;&atilde;o da espirometria incluem o seu custo, dificuldade de acesso ao exame ou inexperi&ecirc;ncia na interpreta&ccedil;&atilde;o dos seus resultados.<sup>11</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora o rastreio populacional da doen&ccedil;a n&atilde;o esteja recomendado, as normativas nacionais e internacionais sugerem a realiza&ccedil;&atilde;o de uma busca ativa em indiv&iacute;duos acima dos 40 anos com sintomas respirat&oacute;rios ou fatores de risco, como o tabagismo.<sup>1-2</sup> Verifica-se, consequentemente, a necessidade de utilizar na pr&aacute;tica clinica ferramentas que permitam o despiste precoce da DPOC.</p>     <p>Recentemente alguns autores t&ecirc;m sugerido a utiliza&ccedil;&atilde;o de mini-espir&oacute;metros, como por exemplo o COPD-6&reg;, como dispositivo de despiste desta doen&ccedil;a.<sup>3,6,11-12</sup> Este tem a vantagem, face &agrave; espirometria, de ter um custo reduzido, ser completamente port&aacute;vel e f&aacute;cil de usar.<sup>6</sup> O COPD-6&reg; avalia os volumes expirat&oacute;rios for&ccedil;ados no 1.&ordm; e 6.&ordm; segundos (FEV<sub>1</sub> e FEV<sub>6</sub>), bem como a raz&atilde;o FEV<sub>1</sub>/FEV<sub>6</sub>.<sup>11-12</sup></p>     <p>Frith e colaboradores, em 2011, validaram o uso da mini-espirometria no rastreio da DPOC nos CSP australianos, concluindo que esta possibilita um processo de despiste simples e com acuidade.<sup>6</sup> Na Gr&eacute;cia, o seu uso foi tamb&eacute;m validado por Sichletidis e colaboradores em 2011.<sup>3</sup> Mais recentemente, em 2012, Thorn e seus colaboradores conduziram uma an&aacute;lise de custo-efetividade para a utiliza&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica da mini-espirometria nos CSP suecos, tendo conclu&iacute;do que esta t&eacute;cnica poder&aacute; ter utilidade ao reduzir o n&uacute;mero de pedidos desnecess&aacute;rios de espirometrias.<sup>7</sup></p>     <p>Adicionalmente, o uso de question&aacute;rios com base nos sintomas pode tamb&eacute;m facilitar o diagn&oacute;stico precoce da DPOC nos CSP.<sup>13</sup> Exemplo disso &eacute; o question&aacute;rio da <i>International Primary Care Airways Guidelines</i> (IPAG), o qual consiste em oito quest&otilde;es simples.<sup>13</sup> Apesar de a evid&ecirc;ncia existente apontar para um potencial benef&iacute;cio do uso da mini-espirometria e dos question&aacute;rios de rastreio nos doentes de risco para DPOC, o n&uacute;mero de estudos dispon&iacute;vel &eacute; ainda escasso. Adicionalmente, n&atilde;o existem estudos publicados que avaliem o seu uso na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Neste sentido, &eacute; objetivo deste trabalho avaliar o desempenho do question&aacute;rio IPAG e do mini-espir&oacute;metro COPD-6&reg; numa popula&ccedil;&atilde;o de utentes de uma Unidade de Sa&uacute;de Familiar portuguesa.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Estudo de testes de diagn&oacute;stico realizado na Unidade de Sa&uacute;de Familiar (USF) Santa Clara, ACeS Grande Porto IV. A popula&ccedil;&atilde;o em estudo foi constitu&iacute;da por indiv&iacute;duos com 40 ou mais anos de idade (8.461 utentes, num total de inscritos na USF de 16.107 utentes). O c&aacute;lculo do tamanho da amostra baseou-se no trabalho de Peduzzi e colaboradores,<sup>14</sup> com preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a de 14,2% e intervalo de confian&ccedil;a de 95%, tendo-se obtido uma expectativa de tamanho amostral de 117 utentes. Para a sele&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos a investigar foi utilizada a op&ccedil;&atilde;o &laquo;ALEAT&Oacute;RIO&raquo; do programa inform&aacute;tico Microsoft Excel 2011. Foi usado o m&eacute;todo de amostragem aleat&oacute;ria estratificada proporcional, em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e grupo et&aacute;rio.</p>     <p>Foram exclu&iacute;dos da amostra os indiv&iacute;duos sem contacto telef&oacute;nico, com d&eacute;fice sensorial ou intelectual, com diagn&oacute;stico pr&eacute;vio de alguma doen&ccedil;a pulmonar - fibrose qu&iacute;stica, tuberculose, neoplasia pulmonar e bronquiectasias - que n&atilde;o asma e DPOC, doen&ccedil;a card&iacute;aca ou que, no momento do estudo, n&atilde;o pudessem realizar espirometria (hist&oacute;ria recente - &uacute;ltimas oito semanas - de hemoptises, crise de hipersensibilidade, angina de peito, enfarte agudo do mioc&aacute;rdio, pneumot&oacute;rax, aneurisma cerebral ou da aorta tor&aacute;cica, descolamento da retina ou cirurgia ocular, cirurgia tor&aacute;cica ou abdominal, bem como doentes em fase terminal, medicados com bloqueadores-&#946; ou ainda com hipertiroidismo n&atilde;o controlado).</p>     <p>Os doentes selecionados foram contactados por telefone (at&eacute; cinco chamadas). Numa avalia&ccedil;&atilde;o inicial foram colhidas as seguintes vari&aacute;veis: sexo, idade, peso, altura, &iacute;ndice de massa corporal (IMC), hist&oacute;ria tab&aacute;gica e preenchido o <i>International Primary Care Airways Group Questionnaire</i> (IPAG). Este question&aacute;rio tem oito perguntas e uma pontua&ccedil;&atilde;o total de 38 pontos. Uma pontua&ccedil;&atilde;o superior ou igual a 17 indica alta probabilidade de DPOC.<sup>4,10,15</sup> O question&aacute;rio foi realizado por entrevista m&eacute;dica:</p>     <p>1. Quantos anos tem?</p>     <p>2. Quantos cigarros fuma por dia? (Se &eacute; um ex-fumador, quantos cigarros fumava por dia?) H&aacute; quantos anos fuma? Durante quantos anos fumou, no caso de ser ex-fumador. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. Qual &eacute; o seu peso? Qual &eacute; a sua altura? (C&aacute;lculo IMC).</p>     <p>4. A sua tosse &eacute; afetada pelo tempo?</p>     <p>5. Tem expetora&ccedil;&atilde;o na aus&ecirc;ncia de constipa&ccedil;&otilde;es? </p>     <p>6. Tem expetora&ccedil;&atilde;o logo ao acordar?</p>     <p>7. Com que frequ&ecirc;ncia tem pieira? </p>     <p>8. Tem ou costumava ter alergias?</p>     <p>Foram tamb&eacute;m realizadas tr&ecirc;s avalia&ccedil;&otilde;es com o mini-espir&oacute;metro COPD-6&reg;, registando-se o melhor valor para o FEV<sub>1</sub>, FEV<sub>6</sub> e FEV<sub>1</sub>/FEV<sub>6</sub>. Um resultado positivo foi considerado se a raz&atilde;o FEV<sub>1</sub>/FEV<sub>6</sub> fosse inferior a 0,73.<sup>7</sup> Numa segunda fase, os doentes compareceram para a realiza&ccedil;&atilde;o de espirometria, executada por uma t&eacute;cnica de cardiopneumologia, segundo as <i>Guidelines</i> da <i>American Thoracic Society/European Respiratory Society.</i><sup>1,16</sup> As espirometrias foram analisadas por peritos do Grupo de Estudos de Doen&ccedil;as Respirat&oacute;rias, da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Os resultados finais das espirometrias foram tamb&eacute;m entregues aos m&eacute;dicos de fam&iacute;lia dos doentes envolvidos.</p>     <p>Na an&aacute;lise estat&iacute;stica foi usado o programa SPSS&reg; v. 22. Para o question&aacute;rio IPAG, o dispositivo COPD-6&reg; e a associa&ccedil;&atilde;o de ambos foram calculados a sensibilidade, a especificidade, o valor preditivo positivo (VPP), o valor preditivo negativo (VPN) e o <i>odds ratio</i> (OR) em modelos univariados, tendo como refer&ecirc;ncia a categoria de menor risco em cada um deles. Para descrever a capacidade discriminativa foram constru&iacute;das curvas <i>Receiver Operating Characteristic</i> (ROC) e calculada a &aacute;rea sob a curva. Valores de <i>p</i> inferiores ou iguais a 0,05 foram considerados estatisticamente significativos.</p>     <p>O protocolo teve parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Norte, da Subcomiss&atilde;o de &Eacute;tica para as Ci&ecirc;ncias da Vida e da Sa&uacute;de da Universidade do Minho e do Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de Grande Porto IV.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram selecionados 195 utentes. Destes, 98 foram exclu&iacute;dos pelos seguintes motivos: 50 n&atilde;o compareceram, 48 n&atilde;o atenderam o telefonema ou n&atilde;o aceitaram o convite. Assim, foram inclu&iacute;dos 97 utentes, 49 (50,5%) homens com m&eacute;dia de idades de 60,3&plusmn;10,1 anos (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a03q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram identificados seis casos de obstru&ccedil;&atilde;o irrevers&iacute;vel (compat&iacute;vel com DPOC) pela espirometria, o que corresponde a uma preval&ecirc;ncia de 6,2% (IC95%; 2,9; 12,9%). Pontuaram positivamente no question&aacute;rio IPAG 35 (36,1%) indiv&iacute;duos. Dos indiv&iacute;duos a quem foi confirmada a presen&ccedil;a de obstru&ccedil;&atilde;o irrevers&iacute;vel pela espirometria, todos pontuaram positivamente no question&aacute;rio IPAG. Quanto &agrave;s medi&ccedil;&otilde;es de volumes pulmonares efetuadas com o dispositivo COPD-6&reg;, seis indiv&iacute;duos apresentaram risco aumentado de terem DPOC, dos quais quatro confirmaram a suspeita pela espirometria.O question&aacute;rio IPAG apresentou uma sensibilidade de 100%, especificidade de 68,13%, VPP de 17,14% e VPN de 100%. O dispositivo COPD-6&reg; apresentou sensibilidade de 66,67%, especificidade de 97,80%, VPP de 66,67% e VPN de 97,80%. A associa&ccedil;&atilde;o de COPD-6&reg; e IPAG apresentou sensibilidade de 66,67%, especificidade de 98,90%, VPP de 80% e VPN de 97,83% (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a03q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f1">Figura 1</a> s&atilde;o apresentadas as curvas ROC para os testes em estudo. A precis&atilde;o do question&aacute;rio IPAG foi de 67%, do COPD-6&reg; de 82% e a combina&ccedil;&atilde;o IPAG+COPD-6&reg; foi de 83%.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a03f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O uso de question&aacute;rios simples pode aumentar a identifica&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos em risco de DPOC, contribuindo para uma estrat&eacute;gia de identifica&ccedil;&atilde;o precoce da doen&ccedil;a. Price e colaboradores conceberam e aplicaram o question&aacute;rio IPAG a pessoas fumadoras com mais de 40 anos, identificando uma sensibilidade e especificidade de 80,4% e 72,0%, respetivamente.<sup>13</sup> Seguiram-se outros estudos de valida&ccedil;&atilde;o deste question&aacute;rio em diferentes pa&iacute;ses e, em 2012, Sichletidis e colaboradores encontraram uma sensibilidade de 93% e especificidade de 39%, no subgrupo de fumadores, para uma pontua&ccedil;&atilde;o igual ou superior a 17.<sup>3</sup> Neste estudo, para o mesmo ponto de corte, encontr&aacute;mos uma sensibilidade de 100%, especificidade de 68,13%, VPN de 100% e VPP de 17,14%. Destaca-se a maior especificidade descrita no estudo original em compara&ccedil;&atilde;o com os resultados de Sichletidis e colaboradores e do presente estudo. Alguns dados que poder&atilde;o justificar estas diferen&ccedil;as s&atilde;o a exist&ecirc;ncia de alta preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a no estudo original (19%) e a inclus&atilde;o seletiva de indiv&iacute;duos fumadores e ex-fumadores com carga tab&aacute;gica superior a 15 UMA. O nosso estudo sugere que, se um indiv&iacute;duo obtiver uma pontua&ccedil;&atilde;o inferior a 17 pontos, a probabilidade de n&atilde;o ter a doen&ccedil;a &eacute; elevada, podendo dispensar-se a espirometria. Por outro lado, perante um resultado positivo pode ser aconselhada a realiza&ccedil;&atilde;o de espirometria, apesar da possibilidade consider&aacute;vel de falsos positivos.</p>     <p>A espirometria padr&atilde;o determina a capacidade vital for&ccedil;ada, enquanto a mini-espirometria avalia o FEV<sub>6</sub> por ser de mais f&aacute;cil execu&ccedil;&atilde;o e de maior reprodutibilidade.<sup>7</sup> Com este conhecimento, Thorn e colaboradores (2012) utilizaram o dispositivo COPD-6&reg; no seu estudo de valida&ccedil;&atilde;o de um mini-espir&oacute;metro e conclu&iacute;ram que este tem utilidade no despiste da DPOC nos CSP por poder reduzir o n&uacute;mero de espirometrias desnecess&aacute;rias.<sup>7</sup> Encontraram, para o mesmo ponto de corte de FEV<sub>1</sub>/FEV<sub>6</sub>, sensibilidade de 79,2% e especificidade de 80,3%.<sup>7</sup> No presente estudo foi calculada uma sensibilidade de 66,67%, VPP de 66,67%, especificidade de 97,80% e VPN de 97,80%. As diferen&ccedil;as encontradas podem estar relacionadas com o facto de, neste estudo, a preval&ecirc;ncia da DPOC ser menor (6,2% <i>vs</i> 25,2%), n&atilde;o serem inclu&iacute;dos exclusivamente fumadores/ex-fumadores (44,4% <i>vs</i> 100%) e de n&atilde;o se ter atingido o tamanho amostral.</p>     <p>Calculou-se ainda o valor deste dispositivo usado em combina&ccedil;&atilde;o com o question&aacute;rio IPAG, encontrando-se uma melhor especificidade (98,90%) e VPP (80%), com sensibilidade e VPN semelhantes ao uso das ferramentas isoladamente. Os resultados do presente estudo permitem afirmar que, se um indiv&iacute;duo pontuar positivamente na combina&ccedil;&atilde;o IPAG e COPD-6&reg;, a probabilidade de a doen&ccedil;a estar presente &eacute; de 80%, constituindo uma forte indica&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da espirometria.</p>     <p>Relativamente &agrave; &aacute;rea sob a curva verificou-se que foi superior na combina&ccedil;&atilde;o do IPAG e COPD-6&reg; (83%), em compara&ccedil;&atilde;o com o uso isolado dos instrumentos (82% no COPD-6&reg; e 67% no IPAG). De acordo com a literatura, a medida para um teste satisfat&oacute;rio &eacute; de 70%.<sup>17</sup> Os resultados sugerem, por isso, que o mini-espir&oacute;metro &eacute; satisfat&oacute;rio como teste de despiste da DPOC quando usado isoladamente ou associado ao question&aacute;rio IPAG. No entanto, este &uacute;ltimo apresenta pouca precis&atilde;o para ser aplicado isoladamente.</p>     <p>Este estudo, de car&aacute;ter local, teve como prop&oacute;sito a avalia&ccedil;&atilde;o de instrumentos simples e de f&aacute;cil implementa&ccedil;&atilde;o na dete&ccedil;&atilde;o precoce da DPOC nos CSP. A reduzida dimens&atilde;o amostral, a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de vari&aacute;veis de confundimento e o vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o, condicionado pela alta taxa de desist&ecirc;ncias, limitam a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados a outras popula&ccedil;&otilde;es. O facto das mini espirometrias n&atilde;o terem sido efetuadas por t&eacute;cnicos especializados poderia ser visto como um ponto negativo; no entanto, considerando a poss&iacute;vel aplicabilidade futura da mini-espirometria pelos m&eacute;dicos de fam&iacute;lia, os autores consideram que esta particularidade contribui para a aplicabilidade do m&eacute;todo em condi&ccedil;&otilde;es reais.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas para a sele&ccedil;&atilde;o de casos da DPOC nos CSP, como o mini-espir&oacute;metro COPD-6&reg; e o question&aacute;rio IPAG, parece ser uma medida &uacute;til na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, dada a import&acirc;ncia desta doen&ccedil;a na sociedade e os custos e dificuldades associados &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do exame diagn&oacute;stico padr&atilde;o - a espirometria. Os resultados deste estudo sugerem que estes instrumentos podem ser utilizados como m&eacute;todos de sele&ccedil;&atilde;o de casos, simples e eficazes, melhorando a acessibilidade &agrave; espirometria, o que possibilitar&aacute; a diminui&ccedil;&atilde;o do subdiagn&oacute;stico da DPOC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease. Fontana: GICOLD; 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383832&pid=S2182-5173201900020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Diagn&oacute;stico e tratamento da doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica: norma de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica n.&ordm; 028/2011, de 30/09/2011, atualiza&ccedil;&atilde;o em 10/09/2013. Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383834&pid=S2182-5173201900020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>3. Sichletidis L, Spyratos D, Papaioannou M, Chloros D, Tsiotsios A, Tsagaraki V, et al. A combination of the IPAG questionnaire and Piko-6&reg; flow meter is a valuable screening tool for COPD in the primary care setting. Prim Care Respir J. 2011;20(2):184-9.</p>     <!-- ref --><p>4. Buist AS, McBurnie MA, Vollmer WM, Gillespie S, Burney P, Mannino DM, et al. International variation in the prevalence of COPD (the BOLD Study): a population-based prevalence study. Lancet. 2007;370(9589):741-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383837&pid=S2182-5173201900020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>5. Barbara C, Rodrigues F, Dias H, Cardoso J, Almeida J, Matos MJ, et al. Preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica em Lisboa, Portugal: estudo Burden of Obstructive Lung Disease [Chronic obstructive pulmonary disease prevalence in Lisbon, Portugal: the Burden of Obstructive Lung Disease Study]. Rev Port Pneumol. 2013;19(3):96-105. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>6. Frith P, Crockett A, Beilby J, Marshall D, Attewell R, Ratnanesan A, et al. Simplified COPD screening: validation of the PiKo-6&reg; in primary care. Prim Care Respir J. 2011;20(2):190-8. </p>     <!-- ref --><p>7. Thorn J, Tilling B, Lisspers K, J&ouml;rgensen L, Stenling A, Stratelis G. Improved prediction of COPD in at-risk patients using lung function pre-screening in primary care: a real-life study and cost-effectiveness analysis. Prim Care Respir J. 2012;21(2):159-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383841&pid=S2182-5173201900020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Tinkelman DG, Price D, Nordyke RJ, Halbert RJ. COPD screening efforts in primary care: what is the yield? Prim Care Respir J. 2007;16(1):41-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383843&pid=S2182-5173201900020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Joo MJ, Lee TA, Weiss KB. Geographic variation of spirometry use in newly diagnosed COPD. Chest. 2008;134(1):38-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383845&pid=S2182-5173201900020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>10. Han MK, Kim MG, Mardon R, Renner P, Sullivan S, Diette GB, et al. Spirometry utilization for COPD: how do we measure up? Chest. 2007;132(2):403-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383847&pid=S2182-5173201900020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11. Walters JA, Crockett AJ, Mcdonald VM. COPD: practical aspects of case finding, diagnosing and monitoring. MedicineToday. 2013;14(2):32-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383849&pid=S2182-5173201900020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>12. Represas Represas C, Botana Rial M, Leiro Fern&aacute;ndez V, Gonz&aacute;lez Silva AI, del Campo P&eacute;rez V, Fern&aacute;ndez-Villar A. Validaci&oacute;n del dispositivo port&aacute;til COPD-6 para la detecci&oacute;n de patolog&iacute;as obstructivas de la v&iacute;a a&eacute;rea [Assessment of the portable COPD-6 device for detecting obstructive airway diseases]. Arch Bronconeumol. 2010;46(8):426-32. Spanish</p>     <!-- ref --><p>13. Price DB, Tinkelman DG, Halbert RJ, Nordyke RJ, Isonaka S, Nonikov D, et al. Symptom-based questionnaire for identifying COPD in smokers. Respiration. 2006;73(3):285-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383852&pid=S2182-5173201900020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Peduzzi P, Concato J, Kemper E, Holford TR, Feinstein AR. Simulation study of the number of events per variable in logistic regression analysis. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Fawcett T. An introduction to ROC analysis. Pattern Recognit Lett. 2006;27(8):861-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1383860&pid=S2182-5173201900020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Fl&aacute;vio Guimar&atilde;es</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:flaviomgguimaraes@gmail.com">flaviomgguimaraes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o possuir quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 11-06-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 28-02-2019</b></p>      ]]></body><back>
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