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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose em cuidados primários: um caso clínico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Tuberculosis is still an important health problem all over the world that affects thousands of people every year and it remains the second larger cause of death by the infectious disease worldwide. This clinical case reminds us that pulmonary tuberculosis can be a hypothesis in the diagnosis of patients with persistent respiratory symptoms. Case description: Man, 31 years old, healthy, comes to our family medicine consult with a four-day case of fever, myalgia, chills, and persistent cough with purulent sputum, fatigue, and discomfort in the middle region of the left hemithorax but without dyspnea. He was first medicated with paracetamol and we ordered a chest x-ray. The x-ray showed an image of pulmonary parenchymal densification of the upper left lobe with air bronchogram signal and therefore the patient was treated with amoxicillin plus clavulanic acid. After six days of antibiotic, he presented a new onset of night sweat, keeping the remaining symptoms and with no changes in a most recent chest x-ray. We contacted the local Pulmonology Diagnostic Center, where the pulmonologist suggested a direct cultural and bacteriological examination of mycobacteria and a new x-ray. After fulfilling the prescribed antibiotic therapy, for lack of improvement of the clinic, we began a new treatment with levofloxacin. After five days we had the result of the direct bacteriological examination, the first two samples were negative and the third one identified Enterobacter cloacae. We chose to keep the antibiotic. After completing the therapy with levofloxacin, for lack of improvement, it was decided to request a new sputum collection for direct bacteriological examination and culture test. After 35 days of the first visit, new results of the second bacteriological examination were ready, in which the first sample was positive for acid-alcohol resistant bacillus, therefore the patient was forwarded to the Pulmonology Diagnostic Center, which conducted additional tests and started the tuberculostatic treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose pulmonar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RELATOS DE CASO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Tuberculose em cuidados prim&aacute;rios: um caso cl&iacute;nico</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Tuberculosis in primary care: a clinical case</b></font></p>     <p><b>Liliana Castanheira,<sup>1-2</sup> Raquel Oliven&ccedil;a,<sup>2</sup> Maria Fernanda Lima<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Professora Auxiliar. Escola de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias da Sa&uacute;de, Universidade Lus&oacute;fona.</p>     <p><sup>2</sup> M&eacute;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Sa&uacute;de Familiar do Dafundo.</p>     <p><sup>3</sup> M&eacute;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Sa&uacute;de Familiar do Dafundo.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o:</b> A tuberculose permanece um problema de sa&uacute;de global que afeta milhares de pessoas todos os anos e continua a ser a segunda maior causa de morte por doen&ccedil;a infeciosa a n&iacute;vel mundial. O caso cl&iacute;nico apresentado relembra que a tuberculose pulmonar &eacute; uma hip&oacute;tese de diagn&oacute;stico nos doentes com sintomatologia persistente do foro respirat&oacute;rio.</p>     <p><b>Descri&ccedil;&atilde;o do caso: </b>Homem, 31 anos de idade, saud&aacute;vel, que recorreu a consulta de medicina geral e familiar por quadro, com quatro dias de evolu&ccedil;&atilde;o, de febre, mialgias, arrepios, tosse com expetora&ccedil;&atilde;o mucopurulenta, cansa&ccedil;o e desconforto na regi&atilde;o mediana do hemit&oacute;rax esquerdo, mas sem dispneia. Foi medicado com paracetamol e pedida radiografia do t&oacute;rax. A radiografia do t&oacute;rax apresentava imagem de densifica&ccedil;&atilde;o parenquimatosa pulmonar do lobo superior esquerdo, com sinal de broncograma a&eacute;reo; perante este resultado foi medicado com amoxicilina e &aacute;cido clavul&acirc;nico. Ap&oacute;s seis dias de antibi&oacute;tico iniciou sudorese noturna, mantendo restante sintomatologia e sem altera&ccedil;&otilde;es na nova radiografia do t&oacute;rax. Contactou-se Centro de Diagn&oacute;stico Pneumol&oacute;gico da &aacute;rea, onde o pneumologista sugeriu exame bacteriol&oacute;gico direto e cultural de micobact&eacute;rias e repeti&ccedil;&atilde;o de radiografia. Ap&oacute;s cumprir antibioterapia prescrita, por aus&ecirc;ncia de melhoria da cl&iacute;nica, iniciou levofloxacina. Ap&oacute;s cinco dias apresentou o resultado do exame bacteriol&oacute;gico direto, sendo que as duas primeiras amostras eram negativas e a terceira identificou <i>Enterobacter cloacae.</i> Optou-se por manter levofloxacina. No entanto, finalizada a medica&ccedil;&atilde;o, por aus&ecirc;ncia de melhoria do quadro cl&iacute;nico decidiu-se pedir nova colheita de expetora&ccedil;&atilde;o para exame bacteriol&oacute;gico direto e exame cultural. Passados 35 dias da primeira consulta, o resultado do segundo exame bacteriol&oacute;gico direto &agrave; expetora&ccedil;&atilde;o apresentava a primeira amostra positiva para bacilos &aacute;cido &aacute;lcool resistentes, pelo que o doente foi reencaminhado para o Centro de Diagn&oacute;stico Pneumol&oacute;gico local, onde realizou exames adicionais e iniciou terap&ecirc;utica tuberculost&aacute;tica.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Tuberculose pulmonar; M&eacute;dico de fam&iacute;lia; Diagn&oacute;stico.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Tuberculosis is still an important health problem all over the world that affects thousands of people every year and it remains the second larger cause of death by the infectious disease worldwide. This clinical case reminds us that pulmonary tuberculosis can be a hypothesis in the diagnosis of patients with persistent respiratory symptoms.</p>     <p><b>Case description:</b> Man, 31 years old, healthy, comes to our family medicine consult with a four-day case of fever, myalgia, chills, and persistent cough with purulent sputum, fatigue, and discomfort in the middle region of the left hemithorax but without dyspnea. He was first medicated with paracetamol and we ordered a chest x-ray. The x-ray showed an image of pulmonary parenchymal densification of the upper left lobe with air bronchogram signal and therefore the patient was treated with amoxicillin plus clavulanic acid. After six days of antibiotic, he presented a new onset of night sweat, keeping the remaining symptoms and with no changes in a most recent chest x-ray. We contacted the local Pulmonology Diagnostic Center, where the pulmonologist suggested a direct cultural and bacteriological examination of mycobacteria and a new x-ray. After fulfilling the prescribed antibiotic therapy, for lack of improvement of the clinic, we began a new treatment with levofloxacin. After five days we had the result of the direct bacteriological examination, the first two samples were negative and the third one identified <i>Enterobacter cloacae.</i> We chose to keep the antibiotic. After completing the therapy with levofloxacin, for lack of improvement, it was decided to request a new sputum collection for direct bacteriological examination and culture test. After 35 days of the first visit, new results of the second bacteriological examination were ready, in which the first sample was positive for acid-alcohol resistant bacillus, therefore the patient was forwarded to the Pulmonology Diagnostic Center, which conducted additional tests and started the tuberculostatic treatment.</p>     <p><b>Keywords:</b> Pulmonary tuberculosis; Family doctor; Diagnosis.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tuberculose permanece, na atualidade, um problema de sa&uacute;de global que afeta milhares de pessoas todos os anos e continua a ser a segunda maior causa de morte por doen&ccedil;a infeciosa a n&iacute;vel mundial, a seguir ao v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana (VIH). Declarada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) como uma emerg&ecirc;ncia mundial, a tuberculose &eacute; uma doen&ccedil;a contagiosa causada pela bact&eacute;ria <i>Mycobacterium tuberculosis.</i><sup>1</sup></p>     <p>Em Portugal, nos &uacute;ltimos 10 anos, a taxa de incid&ecirc;ncia de casos de tuberculose diminuiu cerca de 40%, com valores abaixo dos 20/100.000 habitantes. A principal manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &eacute; a tuberculose pulmonar (71,3%).<sup>2</sup> O distrito de Lisboa continua a ser um dos que tem maior incid&ecirc;ncia desta patologia, com uma taxa entre 22/100.000 e 31/100.000, um valor considerado como interm&eacute;dio pela OMS.<sup>1</sup> A incid&ecirc;ncia &eacute; maior no sexo masculino (64%) e na faixa et&aacute;ria entre os 35 e 54 anos. Relativamente ao Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de de Lisboa Ocidental e Vale do Tejo, em 2016 a taxa de incid&ecirc;ncia de tuberculose foi de 15/100.000, bastante inferior &agrave; de Lisboa.<sup>2-4</sup></p>     <p>A tuberculose &eacute; mais frequente em indiv&iacute;duos imunocomprometidos, estando associada a algumas comorbilidades, principalmente &agrave; infe&ccedil;&atilde;o pelo VIH. Existem alguns fatores de risco social para a tuberculose, nomeadamente, o tabagismo, o consumo de drogas il&iacute;citas e o abuso do &aacute;lcool.<sup>1</sup></p>     <p>Os autores relatam um caso cl&iacute;nico de tuberculose pulmonar de diagn&oacute;stico desafiante, num doente jovem fumador, sem patologia conhecida, sem contexto epidemiol&oacute;gico, inicialmente sem cl&iacute;nica evidente, mas com avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica suspeita e, no entanto, com exames culturais de expetora&ccedil;&atilde;o inicialmente negativos. Perante este quadro, foi o elevado n&iacute;vel de suspei&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico de fam&iacute;lia que permitiu fazer o diagn&oacute;stico.</p>     <p>O relato deste caso cl&iacute;nico surge pela import&acirc;ncia da tuberculose enquanto doen&ccedil;a infetocontagiosa, pelo facto de a incid&ecirc;ncia da tuberculose estar a baixar, o que leva a que muitas vezes seja esquecida como hip&oacute;tese de diagn&oacute;stico; pelo facto de adicionalmente os sintomas iniciais da infe&ccedil;&atilde;o serem na maioria das vezes inespec&iacute;ficos, podendo ser desvalorizados pelo doente e retardar a procura de cuidados; por fim, porque evidencia as dificuldades de diagn&oacute;stico da tuberculose ao n&iacute;vel dos cuidados prim&aacute;rios pela limita&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis.</p>     <p><b>Descri&ccedil;&atilde;o do caso</b></p>     <p>Homem, 31 anos de idade, caucasiano, trabalhador numa gr&aacute;fica, natural e residente no Dafundo, em Oeiras, casado, pertencente a uma fam&iacute;lia nuclear alargada, vive com esposa, filha e m&atilde;e. &Eacute; fumador de quatro unidades ma&ccedil;o/ano.</p>     <p>Sem antecedentes pessoais (patol&oacute;gicos ou cir&uacute;rgicos) relevantes, sem alergias conhecidas, nega h&aacute;bitos alco&oacute;licos ou consumo de drogas de abuso e contexto epidemiol&oacute;gico. O plano de vacina&ccedil;&atilde;o encontrava-se atualizado.</p>     <p>Em 26/01/2016 recorreu &agrave; consulta do dia, na Unidade de Sa&uacute;de do concelho de Oeiras, por febre h&aacute; quatro dias, com temperatura m&aacute;xima axilar de 39 &deg;C, acompanhado de mialgias, arrepios, tosse com expetora&ccedil;&atilde;o mucopurulenta e cansa&ccedil;o; refere tamb&eacute;m sentir desconforto na regi&atilde;o mediana do hemit&oacute;rax esquerdo, negando dispneia e contacto com doentes com patologia respirat&oacute;ria. Ao exame objetivo &eacute; de salientar a palpa&ccedil;&atilde;o de crepita&ccedil;&atilde;o inspirat&oacute;ria na regi&atilde;o mediana do hemit&oacute;rax esquerdo e &agrave; ausculta&ccedil;&atilde;o pulmonar apresentava murm&uacute;rio vesicular mantido, sem ru&iacute;dos advent&iacute;cios. Nesta primeira consulta foi pedida radiografia do t&oacute;rax (Rx) e o utente foi medicado com paracetamol 1000mg, um comprimido tr&ecirc;s vezes ao dia. O Rx (<a href="#f1">Figura 1</a>) apresentava uma imagem de densifica&ccedil;&atilde;o parenquimatosa do lobo superior esquerdo com sinal de broncograma a&eacute;reo por processo pneum&oacute;nico; perante este resultado foi medicado com amoxicilina 875mg, mais &aacute;cido clavul&acirc;nico 125mg, um comprimido duas vezes ao dia, durante oito dias. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n2/35n2a07f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por manuten&ccedil;&atilde;o de quadro cl&iacute;nico ap&oacute;s seis dias de antibi&oacute;tico fez novo Rx do t&oacute;rax.</p>     <p>Em 03/02/2016 o doente voltou &agrave; consulta para reavalia&ccedil;&atilde;o, referindo adicionalmente sudorese noturna, mantendo restante quadro cl&iacute;nico, com exame objetivo e Rx sobrepon&iacute;veis aos anteriores. Neste dia contactou-se o Centro de Diagn&oacute;stico Pneumol&oacute;gico da &aacute;rea (CDP), onde o pneumologista sugeriu realiza&ccedil;&atilde;o de exame bacteriol&oacute;gico direto e cultural de micobact&eacute;rias e repeti&ccedil;&atilde;o de Rx. N&atilde;o havendo resolu&ccedil;&atilde;o do quadro, o CDP indicou que se deveria pedir tomografia computorizada e iniciar levofloxacina. Adicionalmente aos exames recomendados pelo pneumologista, o m&eacute;dico de fam&iacute;lia pediu an&aacute;lises [hemograma, velocidade de sedimenta&ccedil;&atilde;o (VS), creatinina, anticorpos VIH1 e 2 e prote&iacute;na C reativa (PCR)]. Da avalia&ccedil;&atilde;o laboratorial destacou-se VS 62 e PCR 1,1mg/dl, com serologias negativas para VIH. </p>     <p>Em 10/02/2016 foi reavaliado, referindo sentir-se melhor, mas mantendo tosse com expetora&ccedil;&atilde;o mucopurulenta e desconforto na regi&atilde;o mediana do hemit&oacute;rax esquerdo, se bem que menos intenso, negando suores noturnos ou febre, mostrou Rx, que era sobrepon&iacute;vel ao anterior, tendo-se decidido iniciar levofloxacina 500mg um comprimido por dia.</p>     <p>Em 15/02/2016 foi reavaliado, referindo novamente suores noturnos, mantendo tosse com expetora&ccedil;&atilde;o mucopurulenta, sentindo desconforto no hemit&oacute;rax muito esporadicamente, com ausculta&ccedil;&atilde;o pulmonar sem altera&ccedil;&otilde;es. Os resultados do exame bacteriol&oacute;gico direto eram negativos nas duas primeiras amostras, tendo-se identificado na terceira amostra <i>Enterobacter cloacae</i> sens&iacute;vel a ciprofloxacina, cefotaxima, cotrimoxazol e resistente a amoxicilina. Pediu-se novamente hemograma, VS, PCR e Rx, sendo os resultados sobrepon&iacute;veis aos anteriores, apenas com aumento de PCR para 2,8mg/dl.</p>     <p>Em 22/02/2016, por aus&ecirc;ncia de melhoria do quadro cl&iacute;nico, decidiu-se repetir colheita de expetora&ccedil;&atilde;o para exame bacteriol&oacute;gico direto e cultural com pesquisa de micobact&eacute;rias. </p>     <p>Em 01/03/2016 (35 dias ap&oacute;s a primeira consulta) trouxe resultado do segundo exame bacteriol&oacute;gico direto &agrave; expetora&ccedil;&atilde;o, em que a primeira amostra identificou bacilos &aacute;lcool resistentes; o Rx do t&oacute;rax mantinha densifica&ccedil;&atilde;o apical esquerda. O doente foi encaminhado para o CDP, onde foi institu&iacute;da terap&ecirc;utica tuberculost&aacute;tica (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol, pirodixina) e em que a toma &eacute; de observa&ccedil;&atilde;o direta no centro de sa&uacute;de, sendo seguido em consultas com periodicidade mensal no CDP.</p>     <p>Por indica&ccedil;&atilde;o do CDP, todos os familiares que residem na mesma casa com o doente fizeram o rastreio, assim como os colegas de trabalho.</p>     <p><b>Coment&aacute;rio</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de nos &uacute;ltimos anos ter ocorrido uma diminui&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de tuberculose pulmonar, segundo a OMS os distritos de Lisboa, Porto, Set&uacute;bal e regi&atilde;o do Algarve apresentam uma incid&ecirc;ncia interm&eacute;dia.<sup>1</sup> </p>     <p>As manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da tuberculose geralmente s&atilde;o sist&eacute;micas e inespec&iacute;ficas, mimetizando outras patologias, o que pode dificultar o diagn&oacute;stico. Relativamente &agrave; tuberculose pulmonar, as manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas frequentes s&atilde;o tosse, febre, dor tor&aacute;cica, cansa&ccedil;o, perda de peso/anorexia, sudorese noturna e hemoptises.<sup>5</sup> &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o da hemoptise, todas as outras manifesta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o inespec&iacute;ficas, n&atilde;o sugerindo &agrave; partida a hip&oacute;tese de tuberculose. Ao exame objetivo, os doentes com tuberculose ativa podem ter sons respirat&oacute;rios anormais, especialmente nos lobos superiores ou &aacute;reas envolvidas e podem ser auscultados fervores ou sinais de respira&ccedil;&atilde;o br&ocirc;nquica, indicando a consolida&ccedil;&atilde;o de pulm&atilde;o.<sup>6</sup> Nos casos em que h&aacute; hemoptises ou em que os sintomas respirat&oacute;rios gerais persistem por duas ou tr&ecirc;s semanas devem-se iniciar os procedimentos de diagn&oacute;stico de tuberculose.<sup>5</sup> O diagn&oacute;stico &eacute; confirmado se houver identifica&ccedil;&atilde;o do <i>Mycobacterium tuberculosis</i> em exame cultural ou se o exame direto e o teste de amplifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;cidos nucleicos (TAAN) forem positivos.<sup>5-6</sup> A investiga&ccedil;&atilde;o de infe&ccedil;&atilde;o ativa inclui realiza&ccedil;&atilde;o de Rx do t&oacute;rax, tr&ecirc;s amostras de expetora&ccedil;&atilde;o colhidas para avalia&ccedil;&atilde;o de bacilos &aacute;lcool-&aacute;cido resistentes (BAAR), TAAN, hemograma completo e ionograma.<sup>5</sup> Como referido, a cultura da expetora&ccedil;&atilde;o &eacute; o <i>golden standard</i> para o diagn&oacute;stico de tuberculose; no entanto, dependendo dos sistemas de meio de cultura, o resultado pode demorar uma a tr&ecirc;s semanas quando o meio de cultura &eacute; l&iacute;quido ou quatro a oito semanas em meio s&oacute;lido.<sup>5</sup> O TAAN deve ser realizado em pelo menos uma amostra respirat&oacute;ria, quando o diagn&oacute;stico estiver sendo considerado, podendo acelerar o diagn&oacute;stico em casos de esfrega&ccedil;o negativo e pode ser &uacute;til para identificar as micobact&eacute;rias n&atilde;o tuberculosas.<sup>7</sup> A tomografia computorizada (TC) do t&oacute;rax, embora n&atilde;o seja realizada de forma rotineira, pode ser usada para excluir outras patologias, nomeadamente neoplasias.<sup>6</sup> Recomenda-se que todos os doentes portadores de tuberculose devam ser testados para o VIH at&eacute; dois meses depois do diagn&oacute;stico.<sup>7</sup></p>     <p>Segundo o <i>Manual de Tuberculose,</i> da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, face &agrave; suspeita de tuberculose pulmonar &eacute; uma boa pr&aacute;tica a colheita de duas amostras de expetora&ccedil;&atilde;o no mesmo dia, com envio imediato ao laborat&oacute;rio. Perante um resultado negativo deve-se insistir na colheita de mais amostras ou mesmo avan&ccedil;ar para t&eacute;cnicas invasivas de diagn&oacute;stico, como a broncofibroscopia.<sup>5</sup></p>     <p>Ao n&iacute;vel dos cuidados prim&aacute;rios, o sistema inform&aacute;tico apenas disponibiliza o pedido de Rx do t&oacute;rax; a colheita de expetora&ccedil;&atilde;o para BAAR e o exame cultural t&ecirc;m de ser pedidos manualmente, sendo comparticipados. O TAAN pode ser tamb&eacute;m pedido manualmente, mas tem um custo muito alto para o doente, pois n&atilde;o &eacute; comparticipado quando prescrito pelo m&eacute;dico de fam&iacute;lia.</p>     <p>O caso cl&iacute;nico apresentado refere-se a um caso confirmado de tuberculose num doente do sexo masculino, jovem, saud&aacute;vel, em que o tabagismo &eacute; &uacute;nico fator de risco, sem contexto epidemiol&oacute;gico e sem comorbilidades conhecidas, nomeadamente infe&ccedil;&atilde;o por VIH. Numa primeira avalia&ccedil;&atilde;o o doente apresentava um quadro cl&iacute;nico muito similar a uma infe&ccedil;&atilde;o aguda do sistema respirat&oacute;rio, n&atilde;o se tendo colocado a tuberculose como hip&oacute;tese diagn&oacute;stica. A localiza&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es no Rx, juntamente com a sudorese noturna, veio levantar a suspeita de tuberculose; no entanto, os resultados do primeiro exame direto da expetora&ccedil;&atilde;o foram negativos para <i>Mycobacterium tuberculosis.</i> O facto de o doente n&atilde;o ter melhorado com institui&ccedil;&atilde;o de terap&ecirc;utica para a pneumonia e a persist&ecirc;ncia dos sintomas fez com que se mantivesse a suspeita e se repetisse o exame direto &agrave; expetora&ccedil;&atilde;o, tendo permitido o diagn&oacute;stico. A hip&oacute;tese de neoplasia n&atilde;o foi colocada, justificando o facto de n&atilde;o se ter pedido tomografia computorizada do pulm&atilde;o, pois o doente &eacute; jovem sem antecedentes familiares de neoplasia e apresentava um quadro cl&iacute;nico muito sugestivo de infe&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em Portugal, o tempo m&eacute;dio desde o in&iacute;cio dos sintomas at&eacute; ao diagn&oacute;stico s&atilde;o 104 dias; no caso cl&iacute;nico descrito foi de 39 dias. Considerando que temos um doente jovem, previamente saud&aacute;vel, pode considerar-se que foi um diagn&oacute;stico r&aacute;pido.<sup>1</sup></p>     <p>A rapidez de diagn&oacute;stico &eacute; essencial ao combate da tuberculose, pois esta &eacute; uma doen&ccedil;a altamente contagiosa. Este caso cl&iacute;nico mostra que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil diagnosticar tuberculose em cuidados prim&aacute;rios de uma forma r&aacute;pida, de forma a evitar o cont&aacute;gio. Este problema decorre n&atilde;o s&oacute; das caracter&iacute;sticas da doen&ccedil;a como do facto dos exames &agrave; expetora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estarem dispon&iacute;veis no sistema inform&aacute;tico, os resultados do exame cultural demorarem no m&iacute;nimo tr&ecirc;s semanas e a TAAN n&atilde;o ser comparticipada.</p>     <p>O caso cl&iacute;nico apresentado evidencia que a tuberculose pulmonar pode ser uma hip&oacute;tese de diagn&oacute;stico num doente jovem, saud&aacute;vel, quando temos persist&ecirc;ncia de cl&iacute;nica sugestiva, sendo fundamental o m&eacute;dico de fam&iacute;lia ter esta hip&oacute;tese em considera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; tamb&eacute;m importante real&ccedil;ar que, quando o m&eacute;dico de fam&iacute;lia suspeita de tuberculose pulmonar num doente com resultados negativos no BAAR, este exame deve ser repetido.</p>     <p>A discuss&atilde;o do diagn&oacute;stico de tuberculose pulmonar neste caso cl&iacute;nico contribui para incrementar o conhecimento dos profissionais de sa&uacute;de neste tema, de forma a responder aos desafios propostos pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de.<sup>2</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Portugal: infe&ccedil;&atilde;o VIH/SIDA e tuberculose em n&uacute;meros (Programa Nacional para a Infe&ccedil;&atilde;o VIH/SIDA). Lisboa: DGS; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384449&pid=S2182-5173201900020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Portugal - Tuberculose em Portugal: desafios e estrat&eacute;gias 2018. Lisboa: DGS; 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384451&pid=S2182-5173201900020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Unidade Sa&uacute;de P&uacute;blica. Relat&oacute;rio de atividades 2016. Oeiras: Agrupamento dos Centros de Sa&uacute;de Lisboa Ocidental e Oeiras; 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384453&pid=S2182-5173201900020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Monteiro J&uacute;nior JJ, Gaspar AI, Vilela H, Filipe R, Dinis AB. Plano local de sa&uacute;de - ACES Lisboa Ocidental e Oeiras, 2014-2016 [Internet]. Oeiras: Agrupamento dos Centros de Sa&uacute;de Lisboa Ocidental e Oeiras; 2014. Available from: <a href="https://www.arslvt.min-saude.pt/uploads/writer_file/document/1034/Plano_Local_Sa_de_v4-_Vers_o_Final.pdf" target="_blank">https://www.arslvt.min-saude.pt/uploads/writer_file/document/1034/Plano_Local_Sa_de_v4-_Vers_o_Final.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384455&pid=S2182-5173201900020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>5. Gonz&aacute;lez-Mart&iacute;n J, Garc&iacute;a-Garc&iacute;a JM, Anibarro L, Vidal R, Esteban J, Moreno S, et al. Documento de consenso sobre diagn&oacute;stico, tratamiento y prevenci&oacute;n de la tuberculosis. Documento conjunto de la Sociedad Espa&ntilde;ola de Enfermedades Infecciosas y Microbiolog&iacute;a Cl&iacute;nica (SEIMC) y de la Sociedad Espa&ntilde;ola de Neumolog&iacute;a y Cirug&iacute;a Tor&aacute;cica (SEPAR) [Consensus document on the diagnosis, treatment and prevention of tuberculosis]. Arch Bronconeumol. 2010;46(5):255-74. Spanish </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Duarte R, Brito MC, Villar M, Correia AM. Manual de tuberculose e micobact&eacute;rias n&atilde;o tuberculosas. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384458&pid=S2182-5173201900020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. BMJ Best Practice. Tuberculose pulmonary: diagn&oacute;stico passo a passo [homepage]. BMJ Best Practice; 2018 [updated 2019 Mar]. Available from: <a href="https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/165" target="_blank">https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/165</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384460&pid=S2182-5173201900020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Liliana Castanheira</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:lilianacastanheira2@gmail.com">lilianacastanheira2@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o ter quaisquer conflitos de interesse.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 01-08-2016</b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 11-04-2018</b></p>      ]]></body><back>
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