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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito da contraceção com etinilestradiol em alta dose na densidade mineral óssea em adolescentes: qual a evidência?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Combined hormonal contraceptives (CHC) are the most used hormonal contraception method in adolescence. They lead to lower levels of estradiol than physiological ones, which may influence the acquisition of peak bone mineral density (BMD). The objective of this study was to determine the impact of CHC with 30-35 µg of ethinyl estradiol (EE) on BMD when compared to placebo or lower doses of EE in healthy female adolescents between 10-19 years old. Sources: National Guideline Clearinghouse, National Institute for Health and Care Excellence Guidelines Finder, Canadian Medical Practice Guidelines Infobase, The Cochrane Library, Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness, Bandolier, Evidence-Based Medicine Online, and MEDLINE. Methods: We searched clinical guidelines, randomized controlled trials, systematic reviews and meta-analysis, published between March 2007 and March 2017 in Portuguese, Spanish, English or French. The MESH terms used were: 'adolescent', 'ethinyl estradiol' and 'bone density'. To stratify the level of evidence and the strength of recommendation the Strenght of Recommendation Taxonomy, of the American Academy of Family Physicians was used. Results: Seventy-six publications were identified, of which five were included: two randomized controlled trials, one systematic review, one cohort study, and one guideline. The first showed that non-CHC users’ adolescents have higher BMD than those who use CHC, regardless of drug dosage. The BMD of adolescents using a higher dosage of ethinyl estradiol (30-35 µg) appeared to be less affected than those with a lower dosage (<30 µg). In the included systematic review discordant data were found, with one of the studies reporting no differences between the various doses of EE. The included cohort study revealed an increase in the BMD when prescribed 30-35µg EE, at 24 months’ mark. Between 24 and 36 months the BMD acquisition was lower in the 30-35µg EE group compared with placebo or lower dose. The Faculty of Sexual and Reproductive Healthcare’s guideline reports that dosage does not appear to affect BMD. Conclusion: In teenagers, the use of ethinyl estradiol at a dosage equal or higher to 30ug, for a lower impact on BMD, has received a Grade B Recommendation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVISÕES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Efeito da contraceção com etinilestradiol em alta dose na    densidade mineral óssea em adolescentes: qual a evidência?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Effects of ethinylestradiol contraception in bone mineral    density in adolescent women: what is the evidence?</b></font></p>     <p><b>Juliana Silva Castro<sup>1</sup>, Bruna Tavares<sup>2</sup>, Marta Guedes<sup>3</sup></b></p>     <p>1. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Terras de Santa Maria,    ACeS Entre Douro e Vouga I.</p>     <p>2. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Vale do Vouga, ACeS Entre    Douro e Vouga II.</p>     <p>3. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Entre Margens, ACeS Entre    Douro e Vouga II.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos:</b> Os contracetivos hormonais combinados (CHC) são o método    de contraceção hormonal mais utilizado na adolescência. Estes levam a níveis    de estradiol inferiores aos fisiológicos, que poderão influenciar a aquisição    do pico de densidade mineral óssea (DMO). O objetivo deste estudo foi determinar    o impacto na DMO da contraceção hormonal combinada por via oral com 30-35 &#956;g    de etinilestradiol (EE) em comparação com placebo ou doses inferiores de EE    a 30 &#956;g em adolescentes saudáveis dos 10-19 anos.</p>     <p><b>Fontes de dados:</b> <i>National Guideline Clearinghouse, National Institute    for Health and Care Excellence Guidelines Finder, Canadian Medical Association    Practice Guidelines Infobase, The Cochrane Library, Database of Abstracts of    Reviews of Effectiveness, Bandolier, Evidence Based Medicine Online</i> e MEDLINE.</p>     <p><b>Métodos de revisão:</b> Foram pesquisadas normas de orientação clínica,    ensaios clínicos aleatorizados e controlados, revisões sistemáticas e meta-análises,    publicados entre março/2007 e março/2017, nas línguas portuguesa, espanhola,    inglesa e francesa. Os termos MeSH utilizados foram: <i>adolescent, ethinyl    estradiol</i> e <i>bone density.</i> Para estratificar o nível de evidência    e a força de recomendação foi utilizada a <i>Strenght of Recommendation Taxonomy,</i>    da <i>American Academy of Family Physicians.</i></p>     <p><b>Resultados:</b> Identificaram-se 76 publicações, das quais foram incluídas    cinco: dois ensaios clínicos aleatorizados e controlados, uma revisão sistemática,    um estudo de coorte e uma <i>guideline.</i> Os primeiros mostram que as adolescentes    não utilizadoras de CHC, independentemente das doses, têm DMO mais elevadas    do que as usuárias. A DMO das adolescentes que utilizam etinilestradiol em doses    altas (30-35 &#956;g) parece ser menos afetada em comparação com as que o utilizam    doses inferiores (&lt; 30 &#956;g). Na revisão sistemática incluída foram encontrados    dados discordantes com um dos estudos, que referia não haver diferenças entre    as várias doses de etinilestradiol. O estudo de coorte incluído revelou um aumento    de DMO nas adolescentes com 30-35 &#956;g de etinilestradiol até aos 24 meses    de toma. Entre os 24 e os 36 meses verificou-se uma redução da aquisição de    DMO nas usuárias de doses mais altas de EE comparativamente com as usuárias    de doses mais baixas. A <i>guideline</i> da <i>Faculty of Sexual and Reproductive    Healthcare</i> refere que a dosagem parece não afetar a DMO. </p>     <p><b>Conclusão:</b> Foi atribuída a esta revisão uma força de recomendação B,    para o uso de CHC com etinilestradiol na dose igual ou superior a 30 &#956;g,    em adolescentes, para um menor impacto na DMO.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Adolescentes; Etinilestradiol; Densidade mineral óssea.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objective:</b> Combined hormonal contraceptives (CHC) are the most used    hormonal contraception method in adolescence. They lead to lower levels of estradiol    than physiological ones, which may influence the acquisition of peak bone mineral    density (BMD). The objective of this study was to determine the impact of CHC    with 30-35 &#956;g of ethinyl estradiol (EE) on BMD when compared to placebo    or lower doses of EE in healthy female adolescents between 10-19 years old.</p>     <p><b>Sources:</b> <i>National Guideline Clearinghouse, National Institute for    Health and Care Excellence Guidelines Finder, Canadian Medical Practice Guidelines    Infobase, The Cochrane Library, Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness,    Bandolier, Evidence-Based Medicine Online,</i> and MEDLINE.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Methods:</b> We searched clinical guidelines, randomized controlled trials,    systematic reviews and meta-analysis, published between March 2007 and March    2017 in Portuguese, Spanish, English or French. The <i>MESH </i>terms used were:    <i>'adolescent', 'ethinyl estradiol'</i> and <i>'bone density'.</i> To stratify    the level of evidence and the strength of recommendation the <i>Strenght of    Recommendation Taxonomy, of the American Academy of Family Physicians</i> was    used.</p>     <p><b>Results:</b> Seventy-six publications were identified, of which five were    included: two randomized controlled trials, one systematic review, one cohort    study, and one guideline. The first showed that non-CHC users&rsquo; adolescents have    higher BMD than those who use CHC, regardless of drug dosage. The BMD of adolescents    using a higher dosage of ethinyl estradiol (30-35 &#956;g) appeared to be less    affected than those with a lower dosage (&lt;30 &#956;g). In the included systematic    review discordant data were found, with one of the studies reporting no differences    between the various doses of EE. The included cohort study revealed an increase    in the BMD when prescribed 30-35&#956;g EE, at 24 months&rsquo; mark. Between 24 and    36 months the BMD acquisition was lower in the 30-35&#956;g EE group compared    with placebo or lower dose. The <i>Faculty of Sexual and Reproductive Healthcare&rsquo;s</i>    guideline reports that dosage does not appear to affect BMD.</p>     <p><b>Conclusion: </b>In teenagers, the use of ethinyl estradiol at a dosage equal    or higher to 30ug, for a lower impact on BMD, has received a Grade B Recommendation.</p>     <p><b>Keywords: </b>Adolescent; Ethinyl estradiol; Bone mineral density.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é o período de transição    entre a infância e a vida adulta que compreende as idades entre os dez e os    dezanove anos e se caracteriza pelos impulsos do desenvolvimento físico, mental,    emocional, sexual e social.<sup>1</sup> É na adolescência que a maioria dos    jovens inicia a atividade sexual e, por conseguinte, inicia um método contracetivo.<sup>2</sup>    Os contracetivos hormonais combinados (CHC) administrados por via oral são o    método hormonal mais frequentemente utilizado nesta faixa etária.<sup>3</sup></p>     <p>O pico de massa óssea é influenciado por diversos fatores, entre eles: idade,    peso, altura, idade da menarca, atividade física, dieta, genética, tabagismo    e hormonas esteroides endógenas e exógenas.<sup>4</sup> Este último fator influencia    particularmente o metabolismo ósseo. Nas adolescentes e mulheres jovens, o estradiol    endógeno diminui a atividade osteoclástica e exibe um efeito neutro sobre os    osteoblastos, conduzindo assim a uma adequada mineralização.<sup>5</sup></p>     <p>A densidade mineral óssea (DMO) aumenta rapidamente com o desenvolvimento pubertário    a partir dos onze anos.<sup>6</sup> A mineralização máxima do colo do fémur    é alcançada aproximadamente aos dezasseis anos. Na coluna lombar, 95% do pico    de DMO é alcançado nos três anos após a menarca, sendo que, desses, 47% são    atingidas um ano antes da menarca.<sup>7-8</sup> Nas mulheres jovens saudáveis,    o aumento de massa óssea na coluna lombar continua durante a terceira década    de vida, terminando por volta dos trinta anos.<sup>7-8</sup> Os CHC <i>per os</i>    levam a níveis de estradiol inferiores aos fisiológicos, que poderão influenciar    negativamente a aquisição do pico de DMO em adolescentes.</p>     <p>Num estudo observacional realizado em três unidades de saúde familiar da região    norte de Portugal, com cerca de 400 adolescentes, os autores verificaram que    a maioria utilizava como método contracetivo os CHC administrados por via oral    de baixa dose (15 ou 20 &#956;g).<sup>12</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta revisão tem como objetivo determinar, à luz de evidência atual, qual o    impacto na densidade mineral óssea dos contracetivos hormonais combinados <i>per    os</i> de 30-35 &#956;g de etinilestradiol, em comparação com placebo ou contracetivos    hormonais combinados com doses inferiores de etinilestradiol nas adolescentes    saudáveis.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Foi realizada uma pesquisa de normas de orientação clínica (NOC), ensaios clínicos    aleatorizados e controlados (ECAC), revisões sistemáticas (RS) e meta-análises    (MA), publicados entre março de 2007 e março de 2017, nas línguas portuguesa,    espanhola, inglesa e francesa, indexados nas bases de dados da <i>National Guideline    Clearinghouse, National Institute for Health and Care Excellence</i> (NICE),    <i>Guidelines Finder, Canadian Medical Medical, Association Practice Guidelines    Infobase, The Cochrane Library, Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness</i>    (DARE), <i>Bandolier, Evidence Based Medicine Online</i> e MEDLINE, utilizando    os termos MeSH <i>‘adolescent&rsquo;, ‘ethinyl estradiol&rsquo;</i> e <i>‘bone density&rsquo;</i>    e os termos DeCS <i>‘adolescente&rsquo;, ‘etinilestradiol&rsquo;</i> e <i>‘Densidade óssea&rsquo;.</i></p>     <p>Os critérios utilizados para a inclusão dos artigos consistiram em: população-alvo    constituída por adolescentes saudáveis do sexo feminino dos 10-19 anos; intervenção    terapêutica com 30-35 &#956;g de etinilestradiol (EE) via oral (contracetivo    hormonal combinado, sem restrições do tipo e dosagem de progestativo utilizado);    comparação com placebo ou contracetivo hormonal combinado utilizando doses inferiores    a 30 &#956;g etinilestradiol; e <i>outcome</i> relacionado com o impacto na    densidade mineral óssea (DMO).</p>     <p>Foram utilizados, como critérios de exclusão, estudos não-randomizados, artigos    duplicados, artigos de opinião, artigos de revisão clássica de tema e artigos    discordantes do objetivo da revisão. Foram também excluídos ensaios clínicos    incluídos em RS ou MA selecionadas (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para estratificar o nível de evidência (NE) dos estudos e a força de recomendação    (FR) foi utilizada a <i>Strenght of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American    Academy of Family Physicians.</i></p>     <p>A seleção dos artigos para revisão foi feita em triplicado pelas três autoras    que, perante dúvidas, discutiram em conjunto a inclusão/exclusão do artigo com    uma taxa de concordância final de 100%. A leitura integral foi realizada e a    avaliação da qualidade e NE dos artigos incluídos discutida por todos os autores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>A pesquisa inicial identificou 76 artigos. Destes, foram incluídos no estudo    cinco: dois ECAC, uma RS, um estudo de coorte e uma <i>guideline.</i> As restantes    publicações foram excluídas, em conformidade com a metodologia definida anteriormente.</p>     <p>Em 2010, a <i>Faculty of Sexual and Reproductive Health Care,</i> baseando-se    num estudo da <i>The Cochrane Library</i> de 2006, refere que os CHC parecem    não afetar a DMO em mulheres em idade fértil (NE 3) (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a05q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente à RS de 2015, composta por 18 artigos, dois estavam direcionados    para a população definida pelas investigadoras (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a05q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lattakova e colaboradores, em 2009, concluíram que as jovens entre os 16 e    os 19 anos que efetuaram a dose mais baixa de EE (15 &#956;g <i>vs</i> 30 &#956;g)    tiveram tendencialmente menor DMO.</p>     <p>O estudo de Scholes e colaboradores, de 2010, incluiu 301 adolescentes com    idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, divididas em três grupos: CHC    na dose &lt; 30 &#956;g (<i>n</i>=73), CHC na dose de 30-35 &#956;g (<i>n</i>=121)    e sem CHC (<i>n</i>=107). Este estudo demonstrou que a DMO na coluna lombar    ou colo do fémur não foi significativamente diferente nos três grupos. A esta    RS foi atribuído o nível de evidência 2.</p>     <p>Em 2011, Scholes e colaboradores realizaram um estudo de coorte com seguimento    de 24 a 36 meses, que incluiu 301 adolescentes divididas em três grupos: CHC    na dose &lt; 30 &#956;g (<i>n</i>=73), CHC na dose de 30-35 &#956;g (<i>n</i>=121)    e sem CHC (<i>n</i>=107).</p>     <p>Foi verificado que, ao longo dos 36 meses de estudo, a aquisição de DMO foi    sempre superior no grupo sem CHC em comparação com os restantes grupos de tratamento.    Até aos 24 meses, o grupo com dose superior de EE (30 a 35 &#956;g) aumentou    mais em relação à linha basal do que o grupo com dose inferior. Dos 24 aos 36    meses, o grupo a fazer CHC com EE com 30-35 &#956;g demonstrou um decréscimo    na aquisição de DMO (descida de 1% em relação à linha basal). Neste mesmo período,    nas adolescentes que estavam a fazer um CHC com EE em dose inferior a aquisição    de DMO manteve-se em progressão ascendente (NE 2) (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a05q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Cibula e colaboradores realizaram, em 2012, um ECAC com 84 adolescentes com    idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos, com desenho cruzado e ordem reversa    após nove meses, totalizando um seguimento de 18 meses. Foram divididas em dois    grupos: um grupo de 56 adolescentes utilizadoras de CHC com EE 30 &#956;g durante    nove meses, que depois passaram a utilizar EE com 15 &#956;g; o segundo grupo    era constituído por 28 mulheres sem método contracetivo hormonal. Foi realizada    densitometria óssea (DEXA) aos 0, 9 e 18 meses. Concluiu-se que nas não utilizadoras,    assim como nas mulheres com CHC com EE 30 &#956;g, a DMO aumentou (aumento na    coluna lombar, <i>p</i>&lt;0,05). Nas mulheres com CHC com EE 15 &#956;g não    se verificou um aumento da DMO (NE 2) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a05q4.jpg"/></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Gai e colaboradores realizaram, em 2012, um ECAC com 450 adolescentes que nunca    tinham efetuado um CHC, com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos, avaliando    a DMO por DEXA na coluna lombar (L2-L4), no colo femoral e corporal. Foram divididas    em 3 grupos: um terço iniciou CHC com EE 30 &#956;g, um terço iniciou CHC com    EE 35 &#956;g e as restantes iniciaram contraceção não hormonal. Verificaram,    após 24 meses, que no primeiro grupo houve um decréscimo de 0,3% e de 0,61%    do aumento da DMO da coluna lombar e do colo do fémur, respetivamente; no segundo    grupo houve um aumento de 0,3% e de 0,49% da DMO da coluna lombar e do colo    do fémur, respetivamente; no terceiro grupo verificaram um aumento de 1,88%    e de 0,98% da DMO da coluna lombar e do colo do fémur, respetivamente. No entanto,    não se verificaram diferenças estatisticamente significativas na DMO na coluna    lombar e no colo do fémur entre os três grupos após os 24 meses (NE 1) (<a href="#q4">Quadro    IV</a>).</p>     <p><b>Conclusões</b></p>     <p>Os estudos incluídos neste trabalho apresentam diferenças de metodologia, nomeadamente    no que diz respeito ao tempo de seguimento das adolescentes incluídas, o que    poderá contribuir para a heterogeneidade dos resultados. Os estudos nesta área    são escassos e os existentes têm uma amostra reduzida, sendo que a maioria destes    não analisaram fatores importantes na variação da densidade mineral óssea nesta    faixa etária, como é o caso da dieta alimentar ou do exercício físico.</p>     <p>Por definição, são consideradas mulheres em idade fértil as mulheres com idades    compreendidas entre os 15 e os 49 anos. A <i>guideline</i> da <i>Faculty of    Sexual and Reproductive Health Care,</i> de 2010, ao sistematizar que os CHC    parecem não afetar a DMO em mulheres em idade fértil, perde força de recomendação    na medida em que não distingue as adolescentes das jovens adultas ou mesmo das    mulheres pré-menopáusicas.</p>     <p>O estudo de coorte englobado, ao prolongar o seguimento das jovens até aos    36 meses, permitiu perceber que a contraceção com CHC com dose igual ou superior    a 30 &#956;g EE poderá ser mais importante nos dois primeiros anos após o início    da contraceção. Os restantes estudos analisados nesta revisão realçam o benefício    na DMO da toma de CHC nos dois primeiros anos. No entanto, após os 24 meses,    o benefício não é tão evidente.</p>     <p>Esta revisão baseada na evidência revelou que as adolescentes que não utilizam    CHC têm um maior aumento da DMO comparativamente às que iniciam este fármaco    antes dos dezanove anos. Nas que iniciam esta classe terapêutica antes da idade    adulta, em doses de 30 a 35 &#956;g de etinilestradiol, regista-se um ganho    maior de massa óssea comparativamente a doses inferiores a 30 &#956;g (força    de recomendação B).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <p>1. World Health Organization. Young people&rsquo;s health: a challenge for society    (report of a WHO Study Group on Young People and Health for All by the year    2000). Geneva: WHO; 1986. ISBN 9241207310</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Avery L, Lazdane G. What do we know about sexual and reproductive health    of adolescents in Europe. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2010;15(Suppl.    2):S54-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387095&pid=S2182-5173201900040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Ott MA, Sucato GS. Contraception for adolescents. Pediatrics. 2014;134(4):e1257-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387097&pid=S2182-5173201900040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Cibula D, Skrenkova J, Hill M, Stepan JJ. Low-dose estrogen combined oral    contraceptives may negatively influence physiological bone mineral density acquisition    during adolescence. Eur J Endocrinol. 2012;166(6):1003-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387099&pid=S2182-5173201900040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Ziglar S, Hunter TS. The effect of hormonal oral contraception on acquisition    of peak bone mineral density of adolescents and young women. J Pharm Pract.    2012;25(3):331-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387101&pid=S2182-5173201900040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Boot AM, de Ridder MA, Pols HA, Krenning EP, de Muinck Keizer-Schrama SM.    Bone mineral density in children and adolescents: relation to puberty, calcium    intake, and physical activity. J Clin Endocrinol Metab. 1997;82(1):57-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387103&pid=S2182-5173201900040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Sabatier JP, Guaydier-Souquières G, Benmalek A, Marcelli C. Evolution of    lumbar bone mineral content during adolescence and adulthood: a longitudinal    study in 395 healthy females 10-24 years of age and 206 premenopausal women.    Osteoporos Int. 1999;9(6):476-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387105&pid=S2182-5173201900040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Lu PW, Briody JN, Ogle GD, Morley K, Humphries IR, Allen J, et al. Bone    mineral density of total body, spine, and femoral neck in children and young    adults: a cross-sectional and longitudinal study. J Bone Miner Res. 1994;9(9):1451-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387107&pid=S2182-5173201900040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Committee on Gynecologic Practice. ACOG Committee Opinion Number 540: Risk    of venous thromboembolism among users of drospirenone-containing oral contraceptive    pills. Obstet Gynecol. 2012;120(5):1239-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387109&pid=S2182-5173201900040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>10. Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Sociedade Portuguesa da Contracepção,    Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução. Consenso sobre Contracepção    (2011). Lisboa: Frist News; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387111&pid=S2182-5173201900040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Combined    hormonal contraception and the risk of venous thromboembolism: a guideline.    Fertil Steril. 2017;107(1):43-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387113&pid=S2182-5173201900040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Castro J, Tavares B, Guedes M. Contraceção hormonal combinada num grupo    de adolescentes. In: XXIV Encontro do Internato de Medicina Geral e Familiar    da Zona Norte, Penafiel, 16-17 de novembro de 2017. Poster.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387115&pid=S2182-5173201900040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Juliana Silva Castro</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:jsc.fmuc@gmail.com">jsc.fmuc@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Às orientadoras de formação específica em Medicina Geral e Familiar das autoras,    pelo apoio científico prestado durante a realização desta revisão.</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores declaram não ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 21-09-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 26-10-2018</b></p>      ]]></body><back>
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