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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<issn>2182-5173</issn>
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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
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<article-id>S2182-51732019000400007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v35i4.12017</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Síndroma piriforme: uma causa de dor ciática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Piriformis syndrome: a cause of sciatic pain]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ULS da Guarda UCSP Pinhel ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Tondela-Viseu Serviço de Medicina Interna ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732019000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732019000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732019000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A síndroma piriforme é uma patologia neuromuscular responsável por cerca de 6% dos casos de ciatalgia. Pretende-se, com este caso, transmitir informação que possibilite ao médico de família reconhecer os sintomas e sinais típicos desta síndroma, permitindo uma abordagem adequada e atempada. Descrição do caso: Mulher de 68 anos, reformada, independente para as atividades da vida diária, com antecedentes pessoais de hipertensão arterial e gonartrose. Após queda com traumatismo da nádega direita, iniciou quadro de dor local com irradiação ao longo do trajeto do nervo ciático. Ao exame físico apresentava provas dirigidas à síndroma piriforme positivas. Os exames radiológicos encontraram apenas discretos sinais degenerativos. Foi iniciada terapia combinando relaxante muscular, anti-inflamatório não esteroide, exercícios de autorreabilitação e fisioterapia. A remissão das queixas foi conseguida após seis semanas. Comentário: A síndroma piriforme é uma patologia com impacto significativo na qualidade de vida do doente. Quando diagnosticada atempadamente pode ser feito tratamento dirigido, conseguindo a remissão completa das queixas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Piriformis syndrome is a neuromuscular disorder, causing 6% of all cases of sciatica. Considering this clinical report, we resumed the most relevant information that enables family doctors to recognize typical symptoms and signs of this syndrome, allowing an appropriate and timely approach. Case report: A 68-year-old woman, retired, independent on all daily living activities, with hypertension and gonarthrosis. After a fall, causing a trauma of the right buttock, she began complaining with local pain, irradiating along the sciatic nerve path. At the physical examination, the patient presented positive tests for piriformis syndrome. The radiological tests only found discrete degenerative signs. She started a therapy combining muscle relaxation, non-steroidal anti-inflammatory drugs, self-rehabilitation exercises and physical therapy. The remission of complaints was achieved after six weeks. Comment: Piriformis syndrome is a disorder with a significant impact on quality of life. If diagnosed in a timely manner, it is possible to provide a targeted treatment and to achieve complete remission of complaints.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndroma piriforme]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ciática]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Dor lombar]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Back pain]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RELATOS DE CASO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Síndroma piriforme: uma causa de dor ciática</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Piriformis syndrome: a cause of sciatic pain</b></font></p>     <p><b>Rui Jorge Oliveira<sup>1</sup>, Ilídia Carmezim<sup>2</sup></b></p>     <p>1. UCSP Pinhel, ULS da Guarda.</p>     <p>2. Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> A síndroma piriforme é uma patologia neuromuscular responsável    por cerca de 6% dos casos de ciatalgia. Pretende-se, com este caso, transmitir    informação que possibilite ao médico de família reconhecer os sintomas e sinais    típicos desta síndroma, permitindo uma abordagem adequada e atempada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Descrição do caso:</b> Mulher de 68 anos, reformada, independente para as    atividades da vida diária, com antecedentes pessoais de hipertensão arterial    e gonartrose. Após queda com traumatismo da nádega direita, iniciou quadro de    dor local com irradiação ao longo do trajeto do nervo ciático. Ao exame físico    apresentava provas dirigidas à síndroma piriforme positivas. Os exames radiológicos    encontraram apenas discretos sinais degenerativos. Foi iniciada terapia combinando    relaxante muscular, anti-inflamatório não esteroide, exercícios de autorreabilitação    e fisioterapia. A remissão das queixas foi conseguida após seis semanas.</p>     <p><b>Comentário:</b> A síndroma piriforme é uma patologia com impacto significativo    na qualidade de vida do doente. Quando diagnosticada atempadamente pode ser    feito tratamento dirigido, conseguindo a remissão completa das queixas.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Síndroma piriforme; Ciática; Dor lombar.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Piriformis syndrome is a neuromuscular disorder, causing    6% of all cases of sciatica. Considering this clinical report, we resumed the    most relevant information that enables family doctors to recognize typical symptoms    and signs of this syndrome, allowing an appropriate and timely approach.</p>     <p><b>Case report:</b> A 68-year-old woman, retired, independent on all daily    living activities, with hypertension and gonarthrosis. After a fall, causing    a trauma of the right buttock, she began complaining with local pain, irradiating    along the sciatic nerve path. At the physical examination, the patient presented    positive tests for piriformis syndrome. The radiological tests only found discrete    degenerative signs. She started a therapy combining muscle relaxation, non-steroidal    anti-inflammatory drugs, self-rehabilitation exercises and physical therapy.    The remission of complaints was achieved after six weeks.</p>     <p><b>Comment:</b> Piriformis syndrome is a disorder with a significant impact    on quality of life. If diagnosed in a timely manner, it is possible to provide    a targeted treatment and to achieve complete remission of complaints.</p>     <p><b>Keywords:</b> Piriformis syndrome; Sciatica; Back pain.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução</b></p>     <p>A síndrome piriforme é uma causa de dor na região lombar que pode cursar com    dor<sup>1</sup> e parestesias ao longo do trajeto do nervo ciático.<sup>2-3</sup></p>     <p>A primeira descrição remonta a 1928.<sup>4</sup> Porém, o termo síndroma piriforme    só foi introduzido em 1947 para definir os casos em que, não havendo evidência    de herniação discal, a dor ciática era provocada por alterações ao nível do    músculo piriforme.<sup>5</sup></p>     <p>O desconhecimento é a principal barreira ao diagnóstico,<sup>2,4,6</sup> para    o qual contribui a escassez de artigos em revistas científicas portuguesas.    Foi realizada uma pesquisa de artigos e teses de doutoramento, no Índex das    Revistas Médicas Portuguesas, usando a expressão &ldquo;síndrome AND piriforme&rdquo; para    pesquisa textual, sem limite temporal. Foi identificado apenas um artigo, de    1996, que não se encontra disponível para consulta <i>online,</i> que descreve    uma série de casos tratados com infiltração local.<sup>7</sup></p>     <p>No caso clínico apresentado realçam-se as características cardinais da síndroma    piriforme. O médico de família sensibilizado para esta patologia será capaz    de efetuar um diagnóstico atempado, explicando aos doentes a causa dos seus    sintomas, e de oferecer terapêutica adequada de forma a evitar exames adicionais    desnecessários e prevenindo recidivas.</p>     <p><b>Descrição do caso</b></p>     <p>Mulher de 68 anos, casada, caucasiana, mãe de três filhos, com o quarto ano    de escolaridade, reformada. Mantém atividade agrícola familiar e independente    para as atividades da vida diária. Reside com o marido, constituindo uma família    nuclear na fase VIII do Ciclo de Vida de <i>Duvall. </i>Dos antecedentes pessoais    destaca-se hipertensão arterial e gonartrose, efetuando uma toma diária de altizida    + espironolactona (15mg + 25mg) e glucosamina (1500mg). Sem antecedentes de    raquialgia, fratura ou trauma relevantes. Sem antecedentes familiares de relevo.  </p>     <p>A doente recorreu ao Serviço de Atendimento Permanente (SAP) da sua área de    residência, por queda de trator em andamento devido à oscilação. A queda foi    de cerca de 1,5 metros de altura, com impacto sob a anca direita, sem traumatismo    craniano ou alteração do estado de consciência. A doente levantou-se sozinha    e recorreu através de meio de transporte próprio ao SAP.</p>     <p>A doente foi admitida com marcha autónoma, calma, consciente e orientada. Ao    exame físico apenas se destacou dor moderada (escala numérica de dor = 5) à    palpação da bacia e dos músculos paravertebrais, bilateralmente, ao longo de    toda a coluna.</p>     <p>No SAP realizou radiografias de todos os segmentos da coluna e da bacia, que    levantaram a suspeita de fratura da terceira vértebra lombar. Por este motivo    foi transferida para o serviço de urgência do hospital de referência. Após realização    de tomografia computorizada da coluna lombar e sagrada não se confirmou a suspeita    de fratura vertebral. Teve alta do serviço de urgência, medicada com tramadol    + paracetamol (37,5mg+300mg) a cada 12 horas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recorreu ao seu médico de família, duas semanas após a queda, por quadro álgico,    que não cedia à analgesia prescrita no serviço de urgência, mantendo características    praticamente inalteradas. O foco da dor localizava-se na nádega direita, por    vezes com irradiação para o ânus e face posterior da coxa, acompanhada de sensação    de ardor que se prolongava pela face póstero-externa da perna atingindo ainda    o bordo externo do pé. A dor agravava com o decúbito lateral para ambos os lados    (pior à direita) e na posição sentada, quando mantida por mais de 10 minutos.    Aplicando a escala numérica de dor, tinha habitualmente uma intensidade de 3,    atingindo 6 nas exacerbações. Encontrava alívio em decúbito dorsal e ventral.    A principal implicação para a doente eram os despertares noturnos frequentes,    despoletados pela dor, que prejudicavam a qualidade de sono. A doente negava    episódios similares prévios à queda. Negava irradiação álgica para outras zonas,    nomeadamente região lombar superior, virilhas ou genitais, assim como a presença    de queixas urinárias, ginecológicas ou digestivas.</p>     <p>Perante as queixas de dor na nádega, com agravamento na posição sentada, e    face aos resultados dos exames realizados previamente que relevaram apenas sinais    degenerativos com osteofitose discreta, colocou-se a hipótese de síndroma piriforme    para a qual se realizou um exame objetivo orientado.</p>     <p>Na posição de decúbito dorsal observava-se uma rotação externa passiva do membro    inferior direito, em cerca de 25 graus, relativamente ao membro esquerdo. A    rotação interna passiva do membro inferior direito em extensão (teste de <i>Freiberg</i>)    despoletava dor na nádega homolateral. O teste de flexão, adução e rotação interna    (teste FAIR) da coxa direita, realizado em decúbito dorsal, desencadeava dor    irradiada ao membro inferior. O teste de <i>Lasègue</i> foi negativo bilateralmente.</p>     <p>Em decúbito lateral esquerdo encontrou-se um ponto doloroso à palpação, localizado    no ponto médio entre o grande trocânter e a espinha ilíaca póstero-inferior,    que também desencadeava irradiação álgica para a face posterior da coxa quando    a pressão era mantida por cerca de 20 segundos. Ainda em decúbito lateral, a    abdução ativa isométrica do membro inferior direito (teste de <i>Beatty</i>)    desencadeava dor na nádega irradiada à coxa.</p>     <p>Na posição sentada, a abdução da coxa contra resistência (teste de <i>Pace</i>)    originava dor na nádega, mas sem irradiação.</p>     <p>Não foram encontradas outras alterações à inspeção e palpação da região lombar,    nádegas e membros inferiores. O exame neurológico não mostrou alterações da    motricidade, sensibilidade e reflexos ao nível da bacia e membros inferiores.</p>     <p>Pela conjugação da história clínica sugestiva, exame físico com ponto álgico    entre o grande trocânter e a espinha ilíaca póstero-inferior que agravava na    posição sentada, positividade em quatro sinais específicos e com exames complementares    que permitiram excluir outros diagnósticos, estabeleceu-se o diagnóstico provável    de síndroma piriforme.</p>     <p>Explicou-se à doente de forma sucinta o mecanismo fisiopatológico e elaborou-se    um plano combinando terapêutica farmacológica e fisioterapia. Foi prescrito    um relaxante muscular (ciclobenzaprina, comprimido, 10mg, três vezes por dia),    diclofenac (ampola, 75mg, uma vez por dia) por via intramuscular durante seis    dias, passando posteriormente a diclofenac (comprimido, 50mg, de 12 em 12 horas),    omeprazol (comprimido, 20mg, uma vez dia) e gabapentina (comprimido, 300mg,    aumentando a cada 24 horas até 900mg/dia). Os tratamentos de fisioterapia decorriam    com uma periodicidade de três sessões por semana.</p>     <p>De forma complementar foi proposto um plano de autorreabilitação diária, baseado    no protocolo de Michael e colaboradores,<sup>2</sup> composto por alongamentos    do músculo piriforme (flexão, adução e rotação interna da coxa). Estes foram    ensinados presencialmente na consulta. Antes de cada sessão deveria ser aplicado    calor local, por cerca de 10 minutos,<sup>3</sup> e os alongamentos deveriam    durar cerca de um minuto, com estiramento progressivo até ao limite em que surgia    dor, para evitar contração mioreflexa.<sup>2</sup> Foi ainda aconselhada colocação    de uma almofada entre os joelhos, de forma a evitar a adução passiva do membro    inferior direito, sempre que estivesse em decúbito lateral esquerdo, sobretudo    durante o sono, de forma a evitar a dor.<sup>2</sup></p>     <p>A consulta de reavaliação aconteceu após três semanas. Por melhoria significativa    das queixas tinha suspendido a medicação oral, executando os exercícios de autorreabilitação    apenas ocasionalmente. Seis semanas após a queda, tendo realizado 12 sessões    de fisioterapia, relatava remissão completa das queixas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão</b></p>     <p>Estima-se que a síndroma piriforme seja responsável por 0,5% a 6% dos casos    de dor ciática.<sup>4,8</sup> É mais frequente na terceira e quarta década de    vida, atingindo sobretudo mulheres (rácio 6:1),<sup>8</sup> possivelmente devido    à biomecânica da bacia mais larga.<sup>9-10</sup></p>     <p>A etiologia mais frequente é o trauma.<sup>5-6,9,11</sup> Porém, há outras    causas como a assimetria dos membros inferiores, lesões ocupando espaço, variações    anatómicas congénitas, uso excessivo e hipertrofia do músculo piriforme.<sup>8,12</sup></p>     <p>O nervo ciático é formado por raízes com origem no plexo lombo-sagrado (L4,    L5, S1, S2 e S3).<sup>1,4</sup> Este cruza o músculo piriforme após emergir    da grande chanfradura ciática.<sup>1,3</sup> Esta relação anatómica está na    origem da ciatalgia provocada pela síndroma piriforme.<sup>1,4</sup> Uma vez    que as <i>guidelines</i> europeias<sup>13</sup> definem lombalgia como dor localizada    entre o final da grelha costal e a prega nadegueira, a síndroma piriforme deve    ser um diagnóstico a considerar. É importante ter presente que a dor ciática    não é uma doença, mas antes um sintoma, resultado de algum problema subjacente.<sup>4</sup>    Assim, em doentes com dor ciática, sem evidência de herniação discal vertebral,    devem ser pesquisadas outras causas (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a07q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A semiologia mais comum da síndroma piriforme é a dor na nádega acompanhada    de ciatalgia, que é despoletada pela posição sentada, pela palpação do grande    forâmen ciático e por manobras que aumentem a tensão do músculo piriforme.<sup>4,12</sup>    Menos habituais são a dispareunia, <i>Lasègue</i> positivo ou alterações neuromusculares    (reflexos, sensibilidade ou motricidade).<sup>4,9,12</sup> Várias manobras foram    propostas para o diagnóstico clínico, baseadas na contração ativa ou estiramento    passivo do músculo, descritas no <a href="#q2">Quadro II</a>, que são consideradas    positivas quando provocam dor na nádega. Estudos atribuíram à positividade conjunta    dos testes FAIR e <i>Pace,</i> uma sensibilidade 91% e uma especificidade de    80%.<sup>14</sup> Outros estudos<sup>2</sup> propuseram um score clínico para    facilitar o diagnóstico, com uma sensibilidade e especificidade estimadas, respetivamente,    em 96% e 100% (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a07q2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n4/35n4a07q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Numa revisão sistemática publicada recentemente sobre as manifestações clínicas    é focado um quarteto semiológico: dor na nádega, dor que agrava na posição sentada,    sensibilidade na região da grande chanfradura ciática e positividade em algum    dos testes específicos.<sup>12</sup> Destaca-se ainda que esta síndroma pode    ocorrer com ou sem dor ciática.<sup>12</sup></p>     <p>Vários autores procuraram estabelecer a especificidade e sensibilidade de vários    exames auxiliares de diagnóstico; porém, nenhum mostrou características que    possam justificar a sua designação como <i>Gold Standard.</i><sup>8,15-17</sup>    Contudo, os exames radiológicos e eletromiográficos devem ser considerados caso    a caso, em função dos diagnósticos diferenciais mais prováveis, ajudando sobretudo    a distinguir a síndroma piriforme da patologia vertebral.<sup>10</sup></p>     <p>O tratamento baseia-se em medidas conservadoras, como anti-inflamatório não    esteroide (AINE), analgésicos, relaxantes musculares, autorreabilitação e fisioterapia.<sup>4,15</sup>    Quando aplicadas simultaneamente, estas medidas mostraram ser capazes de eliminar    a ciatalgia em metade dos casos, ao fim de quatro semanas, e a dor na nádega    ao fim de sete semanas.<sup>2-3</sup> Nenhum estudo comparou o impacto da autorreabilitação    isolada <i>versus</i> em associação com fisioterapia.</p>     <p>Quando estas medidas não são eficazes, a próxima linha de tratamento será a    injeção ecoguiada de anestésico, AINE ou toxina botulínica.<sup>4</sup> Os tratamentos    não cirúrgicos conseguem resolver cerca de 85% dos casos,<sup>6</sup> ficando    o tratamento cirúrgico reservado para os casos refratários, geralmente com bons    resultados.<sup>6,8,10</sup></p>     <p>Embora a anamnese e o exame físico se revelem bons preditores do diagnóstico,    a síndroma piriforme apresenta várias semelhanças com outras patologias da coluna    lombar e sagrada.<sup>2,15</sup> Assim, sendo a síndroma piriforme um diagnóstico    de exclusão, devem ser excluídos os principais diagnósticos diferenciais.<sup>1,8,14</sup></p>     <p>Este caso pretende sumariar as características da síndroma piriforme, relembrando    a importância de uma história clínica e um exame físico detalhados. Salienta-se    também a importância de dar uma explicação ao doente para as queixas, facilitando    o seu envolvimento no processo terapêutico, nomeadamente na autorreabilitação.</p>     <p>Esta patologia tem um impacto significativo na vida dos doentes, levando a    absentismo laboral e a sofrimento, disfunções crónicas como atrofia muscular    ou cronificação da dor,<sup>6,10-11</sup> daí o interesse em diagnosticar e    providenciar tratamento adequado em tempo útil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Papadopoulos EC, Khan SN. Piriformis syndrome and low back pain: a new classification    and review of the literature. Orthop Clin North Am. 2004;35(1):65-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387398&pid=S2182-5173201900040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Michel F, Decavel P, Toussirot E, Tatu L, Aleton E, Monnier G, et al. Piriformis    muscle syndrome: diagnostic criteria and treatment of a monocentric series of    250 patients. Ann Phys Rehabil Med. 2013;56(5):371-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387400&pid=S2182-5173201900040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Fishman LM, Dombi GW, Michaelsen C, Ringel S, Rozbruch J, Rosner B, et al.    Piriformis syndrome: diagnosis, treatment, and outcome: a 10-year study. Arch    Phys Med Rehabil. 2002;83(3):295-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387402&pid=S2182-5173201900040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Hopayian K, Song F, Riera R, Sambandan S. The clinical features of the piriformis    syndrome: a systematic review. Eur Spine J. 2010;19(12):2095-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387404&pid=S2182-5173201900040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Robinson DR. Pyriformis syndrome in relation to sciatic pain. Am J Surg.    1947;73(3):355-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387406&pid=S2182-5173201900040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Benson ER, Schutzer SF. Posttraumatic piriformis syndrome: diagnosis and    results of operative treatment. J Bone Joint Surg Am. 1999;81(7):941-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387408&pid=S2182-5173201900040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Marçal N, Correia J. Infiltração do músculo piriforme no tratamento do síndrome    do piriforme. Rev CAR Clube Anest Regional. 1996;8:31-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387410&pid=S2182-5173201900040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Jankovic D, Peng P, van Zundert A. Brief review - Piriformis syndrome: etiology,    diagnosis, and management. Can J Anaesth. 2013;60(10):1003-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387412&pid=S2182-5173201900040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Siddiq MA, Hossain MS, Uddin MM, Jahan I, Khasru MR, Haider NM, et al. Piriformis    syndrome: a case series of 31 Bangladeshi people with literature review. Eur    J Orthop Surg Traumatol. 2017;27(2):193-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387414&pid=S2182-5173201900040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>10. Boyajian-O&rsquo;Neill LA, McClain RL, Coleman MK, Thomas PP. Diagnosis and management    of piriformis syndrome: an osteopathic approach. J Am Osteopath Assoc. 2008;108(11):657-64.</p>     <!-- ref --><p>11. Singh US, Meena RK, Singh CA, Singh AK, Singh AM, Langshong R. Prevalence    of piriformis syndrome among the cases of low back/buttock pain with sciatica:    a prospective study. J Med Soc. 2013;27(2):94-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387417&pid=S2182-5173201900040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Hopayian K, Danielyan A. Four symptoms define the piriformis syndrome:    an updated systematic review of its clinical features. Eur J Orthop Surg Traumatol.    2018;28(2):155-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387419&pid=S2182-5173201900040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Van Tulder M, Becker A, Bekkering T, Breen A, del Real MT, Hutchinson A,    et al. European guidelines for the management of acute nonspecific low back    pain in primary care. Eur Spine J. 2006;15 Suppl 2:S169-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387421&pid=S2182-5173201900040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Martin HD, Kivlan BR, Palmer IJ, Martin RL. Diagnostic accuracy of clinical    tests for sciatic nerve entrapment in the gluteal region. Knee Surg Sports Traumatol    Arthrosc. 2014;22(4):882-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387423&pid=S2182-5173201900040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Niu CC, Lai PL, Fu TS, Chen LH, Chen WJ. Ruling out piriformis syndrome    before diagnosing lumbar radiculopathy. Chang Gung Med J. 2009;32(2):182-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387425&pid=S2182-5173201900040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Polesello GC, Queiroz MC, Linhares JP, Amaral DT, Ono NK. Anatomical variation    of piriformis muscle as a cause of deep gluteal pain: diagnosis using MR neurography    and treatment. Rev Bras Ortop. 2013;48(1):114-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387427&pid=S2182-5173201900040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Broadhurst NA, Simmons DN, Bond MJ. Piriformis syndrome: correlation of    muscle morphology with symptoms and signs. Arch Phys Med Reahabil. 2004;85(12):2036-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387429&pid=S2182-5173201900040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Yeoman W, Lond MB. The relation of arthritis of the sacro-iliac joint to    sciatica, with an analysis of 100 cases. Lancet. 1928;212(5492):1119-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1387431&pid=S2182-5173201900040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Rui Jorge Oliveira</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:rui_joveira@yahoo.com">rui_joveira@yahoo.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram não ter quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 23-02-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 12-03-2019</b></p>      ]]></body><back>
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