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<article-id>S2182-51732019000500006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v35i5.12291</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito dos probióticos na erradicação do Helicobacter pylori: uma revisão baseada na evidência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Helicobacter pylori (H. pylori) infection is an important risk factor for several gastric diseases, including peptic ulcer, chronic atrophic gastritis and gastric cancer, and so its eradication is the main therapeutic goal. Probiotics can help to achieve this goal, and equally play a positive role in reducing the side effects of the treatment. Objetive: To determine the effect of probiotics as an adjuvant therapy for H. pylori eradication in adults. Data sources: MEDLINE and evidence-based medicine sites. Revision methods: A research of meta-analyses (MA), systematic reviews (SR), randomised controlled trials (RCTs) and clinical practice guidelines (CPG) was performed using the MeSH terms ‘Helicobacter pylori’ and ‘Probiotics’. The research was limited to articles published between January 2006 and July 2016, in English and Portuguese. The Strength of Recommendation Taxonomy was used to assign the level of evidence and the strength of recommendation. Results: A total of 61 articles was found; amongst these, two MAs, two RSs, five RCTs and three CPGs met the inclusion criteria and were therefore selected. MAs present mixed results: one showed higherr eradication rates with probiotic treatment; the other did not demonstrate superiority of probiotics when compared with placebo. Both showed its beneficial effect in reducing side effects. In spite of showing a positive effect of probiotics on adverse effects, the two SRs did not show benefit of their use for the eradication of H. pylori. All RCTs showed higher bacterial eradication rates in the group treated with probiotics. CPGs suggest the use of probiotics in the treatment of H. pylori eradication. Conclusions: Adding probiotics to the treatment regimen used for H. pylori eradication may be beneficial since it seems to be associated with higher eradication rates (strength of recommendation B) and less adverse effects (strength of recommendation A).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Helicobacter pylori]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Probiotics]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVISÕES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Efeito dos probióticos na  erradicação do Helicobacter pylori:  uma revisão baseada na evidência</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The effect of probiotics on helicobacter pylori eradication: an evidence-based review</b></font></p>      <p><b>Cristiana Sousa Pinto<sup>1</sup></b>    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-0897-3750">https://orcid.org/0000-0002-0897-3750</a></p>      
<p><b>Patrícia Alves<sup>2</sup></b></p>      <p><b>Joana Frasco<sup>3</sup></b></p>      <p>1. USF São Martinho,  ACeS Tâmega II - Vale do Sousa Sul</p>      <p>2. UCSP Moimenta da  Beira, ACeS Douro Sul</p>      <p>3. USF São Martinho,  ACeS Tâmega II - Vale do Sousa Sul</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução: </b>A infeção por <i>Helicobacter  pylori</i> (<i>H. pylori</i>) constitui um  importante fator de risco para inúmeras patologias gástricas, nomeadamente  úlcera péptica, gastrite atrófica crónica e cancro gástrico, sendo a sua  erradicação o principal objetivo terapêutico. Os probióticos podem ajudar a  alcançar este objetivo, bem como desempenhar um papel positivo na redução dos  efeitos laterais do tratamento.</p>      <p><b>Objetivo</b>: Determinar o efeito dos probióticos como  terapêutica adjuvante na erradicação do <i>H.  pylori</i> em adultos, à luz da melhor evidência disponível.</p>      <p><b>Fontes de dados: </b>MEDLINE e em sítios de medicina baseada na evidência. </p>      <p><b>Métodos de revisão:</b> Pesquisa  de meta-análises (MA), revisões sistemáticas (RS), ensaios clínicos  aleatorizados (ECA) e normas de orientação clínica (NOC), recorrendo aos termos  MeSH <i>Helicobacter  pylori</i> e <i>Probiotics</i>. A pesquisa foi limitada aos artigos publicados  entre janeiro de 2006 e julho de 2016, em inglês e português. Foi utilizada a <i>Strength of Recomendation Taxonomy</i> (SORT) para atribuição do nível de evidência (NE) e da força de recomendação  (FR).</p>      <p><b>Resultados</b>: Foram  encontrados 61 artigos e selecionados, por cumprirem os critérios de inclusão,  duas MA, duas RS, cinco ECA e três NOC. As MA apresentam resultados  discordantes: uma evidenciou taxas de erradicação superiores com o esquema  terapêutico com probióticos; a outra não demonstrou a superioridade dos  probióticos quando comparados com o placebo. Ambas mostraram o seu efeito  benéfico na diminuição dos efeitos laterais. As duas RS, apesar de mostrarem um  efeito positivo dos probióticos nos efeitos adversos, não mostraram benefício  da sua utilização para a erradicação do <i>H.  pylori</i>. Todos os ECA evidenciaram taxas de erradicação da bactéria  superiores no grupo medicado com probióticos. As NOC sugerem o uso de  probióticos no tratamento da erradicação do <i>H.  pylori</i>.</p>      <p><b>Conclusões</b>: A adição de probióticos ao esquema de tratamento  utilizado para a erradicação do <i>H. pylori</i> pode ser benéfica, uma vez que parece associar-se a taxas de erradicação  superiores (FR B) com menores efeitos adversos associados (FR A).</p>      <p><b>Palavras-chave: </b><i>Helicobacter  pylori</i>;  Probióticos.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction</b>: Helicobacter pylori (H. pylori) infection is an important  risk factor for several gastric diseases, including peptic ulcer, chronic  atrophic gastritis and gastric cancer, and so its eradication is the main  therapeutic goal. Probiotics can help to achieve this goal, and equally play a  positive role in reducing the side effects of the treatment. </p>      <p><b>Objetive</b>: To determine the effect of probiotics as an adjuvant  therapy for H. pylori eradication in adults.</p>      <p><b>Data  sources</b>: MEDLINE and evidence-based medicine  sites.</p>      <p><b>Revision  methods</b>: A research of meta-analyses (MA),  systematic reviews (SR), randomised controlled trials (RCTs) and clinical  practice guidelines (CPG) was performed using the MeSH terms &lsquo;Helicobacter  pylori&rsquo; and &lsquo;Probiotics&rsquo;. The research was limited to articles published  between January 2006 and July 2016, in English and Portuguese. The Strength of  Recommendation Taxonomy was used to assign the level of evidence and the  strength of recommendation. </p>      <p><b>Results</b>: A total of 61 articles was found; amongst these, two MAs,  two RSs, five RCTs and three CPGs met the inclusion criteria and were therefore  selected. MAs present mixed results: one showed higherr eradication rates with  probiotic treatment; the other did not demonstrate superiority of probiotics  when compared with placebo. Both showed its beneficial effect in reducing side  effects. In spite of showing a positive effect of probiotics on adverse  effects, the two SRs did not show benefit of their use for the eradication of  H. pylori. All RCTs showed higher bacterial eradication rates in the group  treated with probiotics. CPGs suggest the use of probiotics in the treatment of  H. pylori eradication.</p>      <p><b>Conclusions</b>: Adding probiotics to the treatment regimen used for H.  pylori eradication may be beneficial since it seems to be associated with  higher eradication rates (strength of recommendation B) and less adverse  effects (strength of recommendation A).</p>      <p><b>Keywords</b>: Helicobacter pylori; Probiotics.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução </b></p>      <p>O <i>Helicobacter pylori</i> (<i>H. pylori</i>) é uma bactéria espiralada  gram-negativa frequentemente encontrada a nível da mucosa gástrica,  estimando-se que esteja presente em pelo menos 50% da população mundial.<sup>1</sup> Apesar de a maioria dos  indivíduos com infeção por <i>H. pylori</i> ser assintomática e nunca desenvolver qualquer processo patológico, esta  infeção representa um fator de risco bem definido para inúmeras patologias  gástricas, nomeadamente úlcera péptica, gastrite atrófica crónica e, menos  comumente, adenocarcinoma gástrico e linfoma MALT gástrico. A sua erradicação  é, portanto, fundamental para a prevenção destas complicações e constitui o  principal objetivo do tratamento.<sup>2-3</sup> </p>      <p>Atualmente a terapêutica de primeira linha recomendada para a  erradicação do <i>H. pylori</i> é a  terapêutica tripla [inibidor da bomba de protões (IBP) + claritromicina +  amoxicilina ou metronidazol, durante 7-14 dias]; outras opções incluem a  terapêutica sequencial e a terapêutica quadrupla.<sup>4</sup> No  entanto, devido ao aumento substancial das resistências do <i>H. pylori</i> aos antimicrobianos, sobretudo à claritromicina e ao  metronidazol, e também devido aos efeitos adversos associados à antibioterapia  (vómitos, diarreia, dor e distensão abdominal) que muitas vezes condicionam uma  má adesão ao tratamento, as taxas de erradicação do <i>H. pylori</i> têm vindo a diminuir para valores considerados  insatisfatórios.<sup>3,5</sup> Este facto traduz a necessidade do  desenvolvimento de novas estratégias para o tratamento desta infeção que não só  melhorem as taxas de erradicação, mas que também reduzam a frequência de  efeitos adversos.<sup>6</sup></p>      <p>Recentemente a utilização de probióticos tem sido apontada  como uma das possíveis soluções alternativas para esta problemática.<sup>6</sup> Os probióticos são microorganismos  vivos não patológicos, que quando administrados em doses adequadas beneficiam o  hospedeiro através da alteração e regulação da microflora intestinal.<sup>7</sup> Os microrganismos mais  frequentemente usados nas preparações probióticas incluem o <i>Lactobacillus</i> spp. e o <i>Bifidobacterium</i> spp., o <i>Enterococcus </i>spp., o <i>Streptococcus </i>spp. e a levedura <i>Saccharomyces boulardii </i>(<i>S.  boulardii)</i><i>.</i><sup>3</sup> Vários mecanismos patofisiológicos  poderão estar subjacentes ao possível papel positivo dos probióticos na  erradicação do <i>H. pylori</i>: por um  lado, os probióticos podem competir diretamente com o <i>H. pylori</i>, produzir substâncias antimicrobianas e modular a  resposta imune; por outro, podem levar a uma menor incidência de efeitos  laterais e, consequentemente, a maior adesão terapêutica.<sup>3</sup> </p>      <p>Vários estudos se têm debruçado sobre esta temática no  sentido de perceber se a utilização de probióticos como adjuvantes à  terapêutica <i>standard</i> tem de facto um  lugar na erradicação do <i>H. pylori</i>. No  entanto, enquanto alguns estudos mostram uma melhoria significativa das taxas  de erradicação e na redução dos efeitos adversos do tratamento com a associação  de probióticos, outros estudos não encontraram estas associações, pelo que a  utilização destas preparações na prática clínica permanece controversa.<sup>6</sup></p>      <p>É, por isso, fundamental rever a evidência existente e  definir em que medida a utilização de probióticos neste contexto pode ser  recomendada. Esta revisão tem, assim, como objetivo determinar o efeito dos  probióticos como terapêutica adjuvante na erradicação do <i>H. pylori</i>, bem como na redução da incidência de efeitos adversos, à  luz da melhor evidência disponível.</p>      <p><b>Métodos</b></p>      <p>Foi realizada uma pesquisa  de meta-análises (MA), revisões sistemáticas (RS), ensaios clínicos  aleatorizados e controlados (ECA) e normas de orientação clínica (NOC)  publicadas entre julho de 2006 e julho de 2016, em português e inglês, nas  bases de dados da <i>National Guideline  Clearinghouse</i>, <i>National Institute for  Health and Care Excellence </i>(NICE) <i>Guidelines  Finder</i>, <i>Canadian Medical Association </i>(CMA)<i> Practice Guidelines Infobase</i>, <i>The Cochrane Library</i>, <i>Database of Abstracts of Reviews of  Effectiveness</i> (DARE), <i>Bandolier</i>, <i>Evidence-Based Medicine Online</i> e  MEDLINE, utilizando os termos MeSH <i>Helicobacter  pylori</i> e <i>Probiotics.</i></p>      <p>Foram selecionados artigos  que incluíam indivíduos adultos (&gt; 18 anos), não-grávidas, com diagnóstico  de infeção por <i>H. pylori</i>, submetidos  ao tratamento de erradicação do <i>H. pylori</i>, com  probióticos como terapêutica adjuvante em comparação com o tratamento <i>standard</i> isolado ou com placebo.<i> </i>Os <i>outcomes</i> avaliados foram a taxa de erradicação da bactéria e a redução dos efeitos  laterais do tratamento. Foram utilizados como critérios de exclusão: artigos  duplicados, artigos de opinião, artigos de revisão clássica de tema, ensaios  clínicos incluídos nas RS ou MA selecionadas e artigos que não cumpriam os  critérios de inclusão no que se refere à população, intervenção, comparação ou <i>outcomes</i>. </p>      <p>Para estratificar o nível  de evidência (NE) dos estudos e a força de recomendação (FR) foi utilizada a <i>Strenght of Recomendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Academy of Family  Physicians</i>.<sup>8</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>      <p>Da pesquisa efetuada foram  identificados 61 artigos, dos quais foram selecionados, por cumprirem os  critérios de inclusão, duas MA, duas RS, cinco ECA e três NOC. A <a href="#f1">Figura 1</a>  representa o fluxograma da seleção dos estudos. A descrição dos artigos  selecionados para revisão encontra-se resumida por categorias nos <a href="#q1">Quadros I</a>, <a href="#q2">II</a>, <a href="#q3">III</a> e <a href="#q4">IV</a>. </p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n5/35n5a06f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n5/35n5a06q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n5/35n5a06q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n5/35n5a06q3.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n5/35n5a06q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Meta-análises</b></p>      <p>As duas MA incluídas nesta  revisão apresentam resultados discordantes entre si no que diz respeito ao  papel dos probióticos na taxa de erradicação do <i>H. pylori</i>, embora ambas tenham mostrado o seu efeito benéfico na diminuição dos efeitos adversos do tratamento (<a href="#q1">Quadro I</a>). </p>      <p>A MA de Lu e colaboradores,<sup>9</sup> publicada em 2016, integrou 21 ECA, onde    oito estudos incluíam um grupo controlo com placebo e 13 estudos um grupo    controlo sem placebo. As análises <i>intention-to-treat</i> (ITT) e <i>per protocol</i> (PP) não    mostraram uma diferença estatisticamente significativa no que concerne à taxa    de erradicação do <i>H. pylori</i> entre os    doentes com suplementação com probióticos e os doentes do grupo com placebo.    Contudo, a taxa de erradicação foi superior no grupo com probióticos    comparativamente ao grupo com terapêutica <i>standard</i> isolada (84,48 ± 12,61% e 77,04 ± 9,4%, respetivamente). Relativamente aos    efeitos adversos verificou-se que sintomas como náuseas (<i>odds-ratio</i> (OR)=0,43; intervalo de confiança (IC) 95%: 0,27-0,7),    vómitos (OR=0,3; IC95% 0,11-0,86), diarreia (OR=0,43; IC95% 0,21-0,89) e    obstipação (OR=0,28; IC95% 0,13-0,64) eram melhorados com a suplementação de    probióticos comparativamente à terapêutica <i>standard</i> isolada. Quando comparados os grupos com suplementação de probióticos e os    grupos com placebo verificou-se que as náuseas (OR=0,36; IC95% 0,21-0,62), a    diarreia (OR=0,33; IC95% 0,19-0,57) e a distensão abdominal (OR=0,5; IC95%    0,3-0,83) sofriam uma melhoria no grupo com probióticos comparativamente ao    grupo com placebo. Os autores concluíram que não existia diferença    estatisticamente significativa relativamente entre a taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> dos grupos suplementados com    probióticos e a dos grupos suplementados com placebo, sugerindo que o placebo pode,    por si só, influenciar a taxa de erradicação da bactéria. Relativamente aos    efeitos adversos associados à terapêutica de erradicação, os probióticos  melhoraram claramente as náuseas e a diarreia (NE 2).</p>      <p>Na MA de Zhu e  colaboradores,<sup>3</sup> realizada em 2014, foram incluídos 14  ECA, nove com doentes caucasianos e cinco com doentes asiáticos. Nesta MA, a  adição de probióticos à terapêutica tripla <i>standard</i> revelou uma taxa de erradicação do <i>H.  pylori</i> superior comparativamente à terapêutica tripla <i>standard</i> isolada ou associada a placebo, com o valor de OR na  análise ITT e PP de 1,67 (IC95% 1,38-2,02) e 1,68 (IC95% 1,35-2,08),  respetivamente. De salientar que a sensibilidade dos estudos asiáticos  (OR=1,78; IC95% 1,40-2,26) foi superior à dos estudos caucasianos (OR=1,48;  IC95% 1,06-2,05). Dez dos estudos incluídos na MA forneciam também dados acerca  da incidência de efeitos adversos do tratamento. Verificou-se que, no grupo  tratado com probióticos, a incidência global de efeitos laterais foi inferior  comparativamente ao grupo sem probióticos (OR=0,49; IC95% 0,26-0,94).  Individualmente, a suplementação com probióticos diminuiu de forma  significativa a incidência de diarreia (OR=0,21; IC95% 0,06-0,74).  Relativamente a outros efeitos adversos, nomeadamente alterações do paladar,  gosto metálico, vómitos, náuseas e dor epigástrica, não se verificou uma  diferença significativa entre os dois grupos. Os autores concluíram que a  suplementação com probióticos durante o tratamento de erradicação do <i>H. pylori</i> pode ter efeitos benéficos na  taxa de erradicação, sobretudo em doentes de etnia asiática, assim como na  incidência de efeitos adversos globais, particularmente na diarreia (NE 1).</p>      <p><b>Revisões  sistemáticas </b></p>      <p>Apesar de mostrarem um  efeito positivo dos probióticos relativamente aos efeitos adversos, as duas RS  analisadas não mostraram benefício da sua utilização para a erradicação do <i>H. pylori</i> (<a href="#q2">Quadro II</a>). </p>      <p>A RS de Wilhelm e    colaboradores,<sup>10</sup> realizada em 2011, englobou quatro ECA.    Em três dos estudos incluídos verificou-se que os probióticos aumentavam a    tolerabilidade e diminuíam os efeitos adversos do tratamento de erradicação do <i>H. pylori</i>, particularmente as náuseas,    alterações do paladar, diarreia e dor epigástrica. Apenas um estudo não    apresentou os mesmos resultados; contudo, era o estudo que reunia uma amostra    mais pequena e utilizava um suplemento com probióticos à base de leite. Em    todos os estudos, os probióticos não mostraram efeitos significativos na taxa    de erradicação do <i>H. pylori </i>(NE 1).    De salientar que todos os estudos incluídos nesta RS utilizaram diferentes    regimes de erradicação e diferentes probióticos. Os autores alertam ainda para    o facto de o esquema terapêutico ter tido uma duração de apenas sete dias, o    que pode ter influenciado os resultados, principalmente no que concerne à taxa  de erradicação da bactéria. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A outra revisão, de  McFarland,<sup>11</sup> realizada em 2010, teve como objetivo  rever a evidência acerca da eficácia e segurança do <i>S. boulardii</i> para diversas patologias. Relativamente à infeção por <i>H. pylori</i> foram incluídos dois ECA. Em  ambos os estudos não se verificou uma diferença significativa no que concerne à  taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> entre o grupo suplementado com probióticos e o grupo placebo. Contudo, o grupo  suplementado com probiótico teve uma menor incidência de efeitos laterais,  nomeadamente diarreia, dor epigástrica e dispepsia (NE 1).</p>      <p><b>Ensaios  clínicos aleatorizados</b></p>      <p>Relativamente aos ensaios  clínicos, todos os ECA incluídos nesta revisão tinham como <i>outcomes</i> a taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> e a presença de efeitos laterais do tratamento. De uma  forma global, os cinco ECA evidenciaram taxas de erradicação da bactéria  superiores no grupo medicado com probióticos (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>      <p>O ECA de Tongtawee e    colaboradores,<sup>12</sup> de 2015, englobou 300 doentes com    diagnóstico de gastrite associada ao <i>H.      pylori</i> que foram randomizados em três grupos. As opções terapêuticas    testadas consistiram em: (1) terapêutica tripla (esomeprazol 20mg bid + claritromicina    500mg/metronidazol 400mg bid + amoxicilina 1000mg bid) associada a placebo,    durante uma semana; (2) pré-tratamento durante uma semana com probióticos,    contendo <i>Lactobacillus delbrueckii </i>subsp.<i> bulgaricus</i> e <i>Streptococcus thermophilus</i>, seguido de terapêutica tripla; e (3)    terapêutica tripla com uma semana de pré e pós-tratamento com probióticos. A    taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> foi    superior nos grupos que incluíram probióticos no esquema terapêutico    comparativamente ao grupo tratado com placebo, tanto pela análise ITT (<i>p</i>&lt;0,01; IC95% 0,72-0,87) como PP<i> </i>(<i>p</i>&lt;0,01;    IC95% 0,71-0,97). Relativamente aos efeitos laterais, o grupo tratado com    placebo apresentou uma maior incidência dos mesmos; contudo, a diferença entre    os três grupos não se revelou estatisticamente significativa (<i>p</i>=0,32). De acordo com os critérios da    escala SORT trata-se de um ECA de qualidade limitada, pelo que se atribui um NE  2. </p>      <p>Tongtawee e colaboradores<sup>13</sup> realizaram outro ECA, em 2015, muito  semelhante ao anterior. Este estudo englobou 200 doentes com diagnóstico de  gastrite associada ao <i>H. pylori</i>.  Estes foram randomizados em dois grupos. Um dos grupos foi tratado com uma  semana de placebo, seguida de uma semana de tratamento com terapêutica tripla  (esomeprazol 20mg + claritromicina 500mg/metronidazol 400mg + amoxicilina  1000mg, todos duas vezes por dia); o outro grupo fez o mesmo esquema de  terapêutica tripla, com pré-tratamento de uma semana com probióticos, contendo <i>Lactobacillus delbrueckii </i>subsp.<i> bulgaricus</i> e <i>Streptococcus thermophilus.</i> De acordo com as análises ITT<i> </i>e PP, a taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> foi superior no grupo tratado  com probióticos comparativamente ao grupo placebo (<i>p</i>=0,01; IC95% 0,04-0,15 e <i>p</i>=0,04;  IC95% 0,02-0,13, respetivamente). No que diz respeito aos efeitos adversos do  tratamento não se observou uma diferença estatisticamente significativa entre  os dois grupos. De acordo com os critérios da escala SORT trata-se de um ECA de  qualidade limitada, pelo que se atribui um NE 2.</p>      <p>O ECA de MA e  colaboradores,<sup>14</sup> levado a cabo em 2015, envolveu 132  doentes com diagnóstico de úlcera péptica e infeção por <i>H. pylori</i>. Os pacientes foram randomizados para receber terapêutica  tripla (omeprazol 20mg uma vez por dia + claritromicina 500mg duas vezes por  dia + 400mg de metronidazole duas vezes por dia) associada a probióticos ou a  placebo. Verificou-se que a taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> foi superior no grupo com esquema terapêutico que incluía  probióticos comparativamente ao grupo tratado apenas com terapêutica tripla e  placebo (<i>p</i>&lt;0,05). No que diz  respeito aos efeitos adversos do tratamento verificou-se que a incidência de  efeitos adversos foi significativamente menor no grupo suplementado com  probióticos em relação ao grupo com placebo (<i>p</i>&lt;0,05). De acordo com os critérios da escala SORT trata-se de  um ECA de qualidade limitada, pelo que se atribui um NE 2.</p>      <p>O estudo de Hauser e  colaboradores,<sup>15</sup> elaborado em 2015, incluiu uma amostra de  804 doentes provenientes de diferentes centros médicos que foram randomizados  em dois grupos. Ambos os grupos receberam a terapêutica tripla <i>standard</i> de erradicação do <i>H. pylori</i>, suplementada com probióticos  (contendo <i>Lactobacillus rhamnosus</i>, <i>L. rhamnosus</i> e <i>Bifidobacterium</i>) ou com placebo. O esquema terapêutico teve uma  duração de 14 dias. Os autores alertam para o facto de a terapêutica tripla não  ter sido a mesma para todos os doentes, uma vez que a escolha do esquema de  erradicação foi da responsabilidade de cada centro. A análise final englobou  650 doentes. Verificou-se uma taxa de erradicação superior no grupo de doentes  suplementado com probióticos (87,38%; IC95% 84,33-90,21%) relativamente ao  grupo com placebo (72,55%; IC95% 69,65-75,81%) (OR=2,62; IC95% 1,71-4,02).  Verificou-se ainda uma melhoria global dos sintomas no grupo com probióticos,  principalmente em relação à dor epigástrica (<i>P</i>=0,039), distensão abdominal (<i>P</i>=0,022),  flatulência (<i>P</i>&lt;0,001), alterações  do paladar (<i>P</i>=0,002), náuseas (<i>P</i>&lt;0,001), azia (<i>P</i>&lt;0,001) e diarreia (<i>P</i>&lt;0,001).  No que diz respeito aos efeitos laterais do tratamento, a intensidade média de  sintomas adversos potencialmente associados à terapêutica antibiótica foi  significativamente maior no grupo com placebo (0,76 <i>vs</i> 0,55; <i>p</i>&lt;0,001). De  acordo com os critérios da escala SORT trata-se de um ECA de boa qualidade,  pelo que se atribui um NE 1.</p>      <p>Francavilla e colaboradores<sup>16</sup> realizaram, em 2014, um ECA cujo objetivo  era testar todos os possíveis efeitos de uma preparação com duas estirpes de <i>Lactobacillus reuteri</i> (<i>L. reuteri</i>) nos indivíduos com infeção  por <i>H. pylori</i>. A amostra era  constituída por 100 doentes que foram randomizados em dois grupos: um grupo com  terapêutica de erradicação, constituída por inibidor da bomba de protões,  claritromicina e amoxicilina, durante sete dias, suplementado com preparação de  probiótico e o outro grupo com terapêutica de erradicação e placebo. Tanto o  probiótico como o placebo foram administrados durante as três fases do estudo:  pré-erradicação (dia 0-28); erradicação (dia 29-35); e <i>follow-up</i> (dia 36-96). De acordo com as análises ITT<i> </i>e PP, no final do período de <i>follow-up</i> a taxa de erradicação foi  superior no grupo com probiótico comparativamente ao grupo placebo (OR<i>=</i>1,5; IC95% 0,6-0,39 e OR=1,6; IC95%  0,6-0,41, respetivamente); contudo, esta diferença não foi estatisticamente  significativa. No que concerne aos efeitos adversos da terapêutica durante a  fase de erradicação verificou-se uma redução da incidência dos mesmos no grupo  suplementado com a combinação de <i>L.  reuteri,</i> nomeadamente da dor e distensão abdominal (<i>p</i>&lt;0,04) e diarreia (<i>p</i>&lt;0,05).  De acordo com os critérios da escala SORT trata-se de um ECA de qualidade  limitada, pelo que se atribui um NE 2.</p>      <p><b>Normas  de orientação clínica </b></p>      <p>De uma forma geral, todas  as NOC analisadas consideram que os probióticos podem ter um papel no  tratamento de erradicação do <i>H. pylori</i>,  nomeadamente no que diz respeito à redução dos efeitos adversos a ele  associados (<a href="#q4">Quadro IV</a>).<sup>17-19</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A NOC da <i>University of Texas School of Nursing Family Nurse    Practitioner Program</i><sup>17</sup> (de 2013) estabelece que a suplementação    da terapêutica tripla <i>standard</i> com    probióticos, como <i>S. boulardii</i>, pode    ser considerada uma vez que parece aumentar as taxas de erradicação do <i>H. pylori</i> e diminuir os efeitos adversos    do tratamento, nomeadamente da diarreia. Esta norma atribui a esta recomendação    uma FR A, indicando existir uma grande certeza de que os benefícios são  substanciais e de que esta terapêutica adjuvante deve ser oferecida.<sup>17</sup></p>      <p>Por outro lado, de acordo  com as recomendações de Hungin e colaboradores<sup>18</sup> (de 2013), em doentes sob terapêutica de  erradicação do <i>H. pylori</i> determinados  probióticos, como o <i>S. boulardii, o L.</i> <i>rhamnosus GG </i>e outras combinações de  probióticos comercializadas, são úteis como terapêutica adjuvante na prevenção  ou redução da duração e/ou intensidade da diarreia associada ao tratamento. A esta  recomendação, realizada com base em quatro ensaios aleatorizados, controlados e  duplamente cegos, com um total de 382 pacientes, foi atribuído um NE alto,  considerando-se pouco provável que investigação futura altere a evidência  encontrada.<sup>18</sup></p>      <p>O <i>Maastricht IV/Florence Consensus Report</i><sup>19</sup> (de 2012) considera que determinados  prebióticos e probióticos mostram resultados promissores como terapêutica  adjuvante no que concerne à diminuição dos efeitos laterais do tratamento de  erradicação do <i>H. pylori</i> (FR D). Esta  recomendação traduz essencialmente a opinião dos especialistas envolvidos no  grupo de trabalho deste Consenso, uma vez que este considerou que a má  qualidade de muitos dos ensaios clínicos analisados e a grande heterogeneidade  entre eles limitavam a atribuição de uma recomendação mais forte.<sup>19</sup></p>      <p><b>Conclusões</b></p>      <p>De acordo com a evidência  atual disponível pode concluir-se que a adição de probióticos ao esquema de  tratamento utilizado para a erradicação do <i>H.  pylori</i> pode ser benéfica, uma vez que parece associar-se a taxas de  erradicação superiores (FR B) com menores efeitos adversos associados (FR A). </p>      <p>A maioria dos estudos  incluídos nesta revisão demonstrou uma taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> superior nos doentes em que os  probióticos estavam incluídos no esquema terapêutico, comparativamente com o  grupo controlo. A única NOC incluída que fazia referência à taxa de  erradicação, a do <i>University of Texas School of Nursing Family Nurse Practitioner Program</i>,<sup>17</sup> recomenda o seu uso com uma FR A. Uma MA, com NE 2, não encontrou  evidência suficiente que suporte a recomendação do uso de probióticos com o  objetivo de aumentar a taxa de erradicação do <i>H. pylori</i>, assim como duas RS com NE 1. É apenas de salientar que  numa das RS a duração do esquema terapêutico foi de sete dias, o que pode ter  influenciado os resultados. </p>      <p>No que concerne à redução  dos efeitos laterais do esquema de erradicação do <i>H. pylori</i>, a maioria dos estudos é unânime acerca do benefício da  adição dos probióticos.</p>      <p>Não é claro se os  probióticos têm um papel direto no aumento da taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> ou se esse resultado se deve à  diminuição dos efeitos adversos do tratamento, que proporciona uma maior adesão  ao mesmo.</p>      <p>Apesar da globalidade dos  estudos constituírem estudos bem desenhados, estes possuem limitações. Em  primeiro lugar, verificou-se a existência de uma grande heterogeneidade das  espécies de probióticos incluídas nos diferentes estudos, não permitindo uma  comparação direta e uma recomendação formal acerca da estirpe mais adequada a  ser utilizada como adjuvante no esquema de erradicação. Os próprios esquemas de  erradicação utilizados foram também diferentes, assim como a duração da  terapêutica, o que pode ter tido influência na taxa de erradicação e  tolerabilidade do tratamento. Por outro lado, a análise dos efeitos adversos  foi, em muitos estudos, avaliada por questionário, o que pode ter enviesado os  resultados dada a natureza subjetiva inerente a este método de colheita e a  inevitável variabilidade da resposta dos doentes aos efeitos adversos.  Salienta-se ainda que os estudos incluídos na revisão não foram realizados para  a população portuguesa, apesar de a maioria utilizar os antimicrobianos que são  recomendados na Norma de Orientação Clínica da Direção-Geral da Saúde para a  erradicação do <i>H. pylori</i>.<sup>20</sup></p>      <p>Assim sendo, apesar do papel  dos probióticos como adjuvantes à terapêutica <i>standard </i>no que concerne à taxa de erradicação do <i>H. pylori</i> necessitar ainda de validação  através de estudos com metodologia mais homogénea, o seu benefício na  diminuição dos efeitos laterais do tratamento é inequívoco. Desta forma,  considera-se benéfica a sua adição ao esquema de erradicação do <i>H. pylori.</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</B></p>      <!-- ref --><p>1. Pounder RE, Ng D. The prevalence of Helicobacter  pylori infection in different countries. Aliment Pharmacol Ther. 1995;9 Suppl  2:33-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388648&pid=S2182-5173201900050000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. IARC  Working Group on the Evaluation of Carcinogenic Risk to Humans. Schistosomes,  liver flukes and Helicobacter pylori [Internet]. Lyon: International  Agency for Research on Cancer; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388650&pid=S2182-5173201900050000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Available from: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK487782/" target="_blank">https://immunisationhandbook.health.gov.au/</a> </p>      <!-- ref --><p>3. Zhu  R, Chen K, Zheng YY, Zhang HW, Wang JS, Xia YJ, et al. Meta-analysis of the  efficacy of probiotics in Helicobacter pylori eradication therapy. World J  Gastroenterol. 2014;20(47):18013-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388652&pid=S2182-5173201900050000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Vakil  N. Helicobacter pylori: factors affecting eradication and recurrence. Am J Gastroenterol.  2005;100(11):2393-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388654&pid=S2182-5173201900050000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Laheij  RJ, Rossum LG, Jansen JB, Straatman H, Verbeek AL. Evaluation of treatment regimens  to cure Helicobacter pylori infection: a meta-analysis. Aliment Pharmacol Ther.  1999;13(7):857-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388656&pid=S2182-5173201900050000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Dang  Y, Reinhardt JD, Zhou X, Zhang G. The effect of probiotics supplementation on Helicobacter  pylori eradication rates and side effects during eradication therapy: a  meta-analysis. PLoS One. 2014;9(11):e111030.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388658&pid=S2182-5173201900050000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>7. Food and Agriculture Organization of the United Nations,  World Health Organization. Probiotics in food: health and nutritional  properties and guidelines for evaluation [Internet]. Rome: FAO/WHO; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388660&pid=S2182-5173201900050000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Available from: <a href="http://www.fao.org/tempref/docrep/fao/009/a0512e/a0512e00.pdf" target="_blank">http://www.fao.org/tempref/docrep/fao/009/a0512e/a0512e00.pdf</a> </p>      <!-- ref --><p>8. Ebell  MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength of recommendation  taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence in the medical  literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388662&pid=S2182-5173201900050000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Lu  C, Sang J, He H, Wan X, Lin Y, Li L, et al. Probiotic supplementation does not  improve eradication rate of Helicobacter pylori infection compared to placebo  based on standard therapy: a meta-analysis. Sci Rep. 2016;6:23522.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388664&pid=S2182-5173201900050000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Wilhelm  SM, Johnson JL, Kale-Pradhan PB. Treating bugs with bugs: the role of  probiotics as adjunctive therapy for Helicobacter pylori. Ann Pharmacother.  2011;45(7-8):960-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388666&pid=S2182-5173201900050000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. McFarland  LV. Systematic review and meta-analysis of Saccharomyces boulardii in adult patients.  World J Gastroenterol. 2010;16(18):2202-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388668&pid=S2182-5173201900050000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Tongtawee  T, Dechsukhum C, Leeanansaksiri W, Kaewpitoon S, Kaewpitoon N, Loyd RA, et al. Improved  Helicobacter pylori eradication rate of tailored triple therapy by adding  Lactobacillus delbrueckii and Streptococcus thermophilus in Northeast Region of  Thailand: a prospective randomized controlled clinical trial. Gastroenterol Res  Pract. 2015;2015:518018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388670&pid=S2182-5173201900050000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Tongtawee  T, Dechsukhum C, Leeanansaksiri W, Kaewpitoon S, Kaewpitoon N, Loyd RA, et al. Effect  of pretreatment with Lactobacillus delbrueckii and Streptococcus thermophillus  on tailored triple therapy for Helicobacter pylori eradication: a prospective  randomized controlled clinical trial. Asian Pac J Cancer Prev. 2015;16(12):4885-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388672&pid=S2182-5173201900050000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>14. Ma  F, Zhou C, Wang J, Liu T, Liu J. Probiotics in the treatment of peptic ulcer  infected by helicobacter pylory and its safety. Pak J Pharm Sci. 2015;28(3  Suppl):1087-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388674&pid=S2182-5173201900050000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. Hauser  G, Salkic N, Vukelic K, Jajacknez A, Stimac D. Probiotics for standard triple Helicobacter  pylori eradication: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Medicine  (Baltimore) 2015;94(17):e685.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388676&pid=S2182-5173201900050000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>16. Francavilla  R, Polimeno L, Demichina A, Maurogiovanni G, Principi B, Scaccianoce G, et al. Lactobacillus  reuteri strain combination in Helicobacter pylori infection: a randomized,  double-blind, placebo-controlled study. J Clin Gastroenterol. 2014;48(5):407-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388678&pid=S2182-5173201900050000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>17. University  of Texas at Austin, School of Nursing Family Nurse Practitioner Program. Recommendations  in primary care for the most efficacious and cost effective pharmacologic  treatment for Helicobacter pylori in non-pregnant adults [Internet]. National  Guideline Clearinghouse; 2013 May [updated 2016 May 18]. Available from: <a href="https://www.guideline.gov/summaries/summary/46427" target="_blank">https://www.guideline.gov/summaries/summary/46427</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388680&pid=S2182-5173201900050000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Hungin  AP, Mulligan C, Pot B, Whorwell P, Agréus L, Fracasso P, et al. Systematic  review: probiotics in the management of lower gastrointestinal symptoms in  clinical practice - an evidence-based international guide. Aliment Pharmacol  Ther. 2013;38(8):864-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388681&pid=S2182-5173201900050000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>19. Malfertheiner  P, Megraud F, O'Morain CA, Atherton J, Axon AT, Bazzoli F, et al. Management of  Helicobacter pylori infection: the Maastricht IV/ Florence Consensus Report. Gut. 2012;61(5):646-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388683&pid=S2182-5173201900050000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>20. Direção-Geral  da Saúde. Supressão ácida: utilização dos inibidores da bomba de protões e das  suas alternativas terapêuticas - norma nº 036/2011, de 30/09/2011. Lisboa: DGS;  2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1388685&pid=S2182-5173201900050000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Cristiana Sousa Pinto</p>      <p>E-mail: <a href="mailto:cristianapinto@hotmail.com">cristianapinto@hotmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Conflito  de interesses</b></p>      <p>As autoras declaram não ter quaisquer conflitos    de interesse.</p>     <p><b>Financiamento    do estudo</b></p>      <p>As autoras declaram que o    trabalho relatado neste manuscrito não foi objeto de qualquer tipo de    financiamento externo.</p>     ]]></body>
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