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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência das características familiares no tempo de ecrã em crianças até aos 18 meses de idade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: Assess family characteristics associated with screen time (ST) use in children aged 0 to 18 months. Study: Descriptive and analytic cross-sectional study. Place: USF Além D’Ouro, USF Camélias, USF Novos Rumos, USF Terras de Santa Maria, USF Vale do Vouga and UCSP de Crestuma. Population: Children aged 0 to 18 months, enrolled in six health centers. Methods: The authors developed a questionnaire about children’s ST and a brief characterization of the family, with a voluntary and confidential response. Statistical analysis was performed using the Statistical Package for the Social Sciences - SPSS® program. Statistical significance was considered for p-values <0.05. Results: Out of the 142 questionnaires returned (response rate 42.5%), 137 were included. The median age was 12 months and 50.4% were male. The average father’s age was 34 years and the mother’s 33. About 83% of the children belonged to nuclear families and 31.4% were under the care of grandparents or in a nursery. Eighty-one percent of the 137 analyzed children had ST and of these, more than half had their first exposure before or at six months of age. There was no difference in duration of ST between the week and the weekends (71.2% and 73% of children with exposure, respectively). We found a statistically significant correlation between ST and child’s age and mother’s age, where children of mothers aged 39 or over were exposed to ST later. Conclusion: This study showed unsuitable ST habits far from current age recommendations results consistent with national and international studies. Global intervention strategies, specifically training of caregivers about the adequate ST to child age, should be encouraged.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Influência das  características familiares no tempo de ecrã em crianças até aos 18 meses de  idade</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Influence of family characteristics on screen time use in children under 18 months old</b></font></p>      <p><b>Cátia Palha,<sup>1</sup></b>    <br>   <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-3194-8756">https://orcid.org/0000-0002-3194-8756</a></p>      
<p><b>Bruna Tavares,<sup>2</sup> </b></p>      <p><b>Daniela Lopes Morgado,<sup>3</sup></b></p>      <p><b> Débora Fonseca,<sup>4</sup></b></p>      <p><b> Juliana Castro,<sup>5</sup></b></p>      <p><b> Pedro Sousa Castro<sup>6</sup></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF  Camélias, ACeS Gaia.</p>      <p>2. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Vale do  Vouga, ACeS Entre Douro e Vouga II.</p>      <p>3. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Novos  Rumos, ACeS Alto Ave.</p>      <p>4. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Além  D'Ouro, ACeS Espinho/Gaia.</p>      <p>5. Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Terras  de Santa Maria, ACeS Entre Douro e Vouga I.</p>      <p>6. Médico Interno de Medicina Geral e Familiar. UCSP de  Crestuma, ACeS Espinho/Gaia.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>      <p>Objetivo: Descrever as  características familiares associadas a tempo de ecrã (TE) nas crianças com  idades entre 0 e 18 meses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tipo de estudo: Estudo observacional transversal analítico.</p>     <p>Local: USF Além D&#8217;Ouro, USF Camélias, USF  Novos Rumos, USF Terras de Santa Maria, USF Vale do Vouga e UCSP de Crestuma.</p>      <p>População: Crianças com idade entre 0 e 18 meses, inscritas nas unidades  referidas.</p>     <p>Métodos: Foi desenvolvido pelos autores um  questionário sobre o TE das crianças e uma breve caracterização da família, de resposta voluntária e confidencial. O tratamento estatístico dos  dados foi realizado através do programa <i>Statistical  Package for the Social Sciences </i>- SPSS<sup>®</sup>. Considerou-se  existir significância estatística para valores de <i>p</i>&lt;0,05.</p>     <p>Resultados: Foram devolvidos 142 questionários  preenchidos (taxa de resposta de 42,5%) e incluídos 137. A mediana de idades  foi de 12 meses e 50,4% eram do género masculino. A média de idades do pai foi  de 34 anos e a da mãe de 33. Cerca de 83% das crianças pertencia a famílias  nucleares e 31,4% ficava ao cuidado dos avós ou no infantário. Das 137 crianças  analisadas, 81% teve exposição e, destas, mais de metade teve o primeiro  contacto até aos seis meses de vida. Não se verificou diferença na duração de  TE durante a semana e o fim-de-semana (71,2% e 73% das crianças com exposição,  respetivamente). Verificou-se uma correlação estatisticamente significativa  entre o TE e as variáveis «idade da criança» e «idade da mãe», sendo que  crianças de mães com idade igual ou superior a 39 anos foram expostas a TE mais  tardiamente.</p>     <p>Conclusão: Este estudo demonstrou hábitos de  TE inadequados face às recomendações atuais para a idade, resultados  concordantes com estudos nacionais e internacionais. A elaboração de  estratégias de intervenção generalizadas, nomeadamente a capacitação dos  cuidadores acerca do TE adequado à idade da criança, deve ser incentivada.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Tempo  de ecrã; Crianças; Família.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Aim: Assess family characteristics  associated with screen time (ST) use in children aged 0 to 18 months.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Study: Descriptive and analytic  cross-sectional study.</p>     <p>Place: USF  Além D&#8217;Ouro, USF Camélias, USF Novos Rumos, USF Terras de Santa Maria, USF Vale  do Vouga and UCSP de Crestuma.</p>     <p>Population: Children aged 0 to 18 months, enrolled  in six health centers.</p>     <p>Methods: The authors developed a questionnaire  about children&#8217;s ST and a brief characterization of the family, with a  voluntary and confidential response. Statistical analysis was performed using  the Statistical Package for the Social Sciences - SPSS® program.  Statistical significance was considered for p-values &lt;0.05.</p>      <p>Results: Out of the 142 questionnaires  returned (response rate 42.5%), 137 were included. The median age was 12 months  and 50.4% were male. The average father&#8217;s age was 34 years and the mother&#8217;s 33.  About 83% of the children belonged to nuclear families and 31.4% were under the  care of grandparents or in a nursery. Eighty-one percent of the 137 analyzed  children had ST and of these, more than half had their first exposure before or  at six months of age. There was no difference in duration of ST between the  week and the weekends (71.2% and 73% of children with exposure, respectively).  We found a statistically significant correlation between ST and child&#8217;s age and  mother&#8217;s age, where children of mothers aged 39 or over were exposed to ST  later.</p>     <p>Conclusion: This study showed  unsuitable ST habits far from current age recommendations results consistent  with national and international studies. Global intervention strategies,  specifically training of caregivers about the adequate ST to child age, should  be encouraged.</p>     <p><b>Keywords:</b> Screen time; Infant;  Family.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>O tempo de ecrã (TE) é definido como o tempo despendido em frente  a qualquer tipo de ecrã, nomeadamente televisão, telemóveis, <i>tablets</i>, computador ou videojogos.</a><sup>1</sup> As fontes de <i>media</i> são anunciadas como ferramentas  educacionais na infância,<sup>2-3</sup> perspetiva amplamente  adotada pelos pais hoje em dia.<sup>4-5</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos últimos anos, vários estudos têm sido  realizados com o intuito de avaliar potenciais riscos e benefícios do TE na  idade pediátrica.<sup>6-28</sup></p>      <p>Por um lado, sabe-se que os riscos associados à  utilização dos <i>media</i> incluem efeitos  negativos no sono,<sup>6-7</sup> atenção,<sup>8</sup> aprendizagem,<sup>9</sup> desenvolvimento da cognição,<sup>10-12</sup> linguagem<sup>10,13-16</sup> e capacidades socioemocionais,<sup>17-18</sup> bem como uma maior incidência de obesidade<sup>7,19-21</sup> e de síndroma metabólico.<sup>22-24</sup> Sabe-se ainda que os comportamentos sedentários praticados  durante a infância, incluindo o TE, parecem manter-se durante a adolescência e  idade adulta.<sup>25-27</sup></p>      <p>Por outro lado, apesar de o uso dos <i>media</i> poder ser benéfico em determinadas  faixas etárias pediátricas,<sup>28</sup> a evidência de benefício do seu uso em crianças com menos de  dois anos de idade é limitada.<sup>11,28-29</sup> Dada a imaturidade das suas capacidades simbólicas, de  memória e de atenção, as crianças com idade inferior a dois anos não conseguem  transferir a informação bidimensional (2D) dos <i>media</i> para a realidade tridimensional (3D).<sup>30</sup> Em relação à televisão, sabe-se que estas crianças prestam  alguma atenção, mas têm uma menor compreensão face a situações equivalentes na  vida real, não conseguindo compreender a maioria dos programas televisivos até  cerca dos 30 meses de idade.<sup>11</sup> Neste sentido, a exploração prática e a interação social com  os cuidadores revelam-se mais eficazes para o desenvolvimento da cognição,  linguagem, motricidade e capacidades socioemocionais.<sup>8,31</sup></p>      <p>Tendo em conta as conclusões dos estudos  relativos às consequências do TE na idade pediátrica, algumas sociedades têm  avançado com novas recomendações. Na revisão de 2016 das recomendações da  Academia Americana de Pediatria, o TE, excluindo a videochamada, é  desaconselhado em crianças com idade inferior a 18 meses. Entre os 18 e os 24  meses de idade, apesar de os <i>media</i> continuarem desaconselhados, os pais que os pretendam introduzir devem fazê-lo  apenas através de programas/aplicações de alta qualidade, acompanhando sempre  as crianças no seu uso. É ainda recomendada a não utilização de ecrãs durante  as refeições e uma hora antes de deitar.<sup>28</sup> Mais recentemente, a Sociedade Canadiana de Pediatria  reforçou as recomendações de evicção dos <i>media</i> em crianças com menos de 24 meses de idade.<sup>1</sup></p>      <p>Apesar destas recomendações, vários estudos  revelaram que o TE é superior ao recomendado. Ao nível da população portuguesa,  um estudo de 2013 concluiu que em 80,9% das crianças a televisão tinha sido  introduzida na sua rotina antes dos dois anos de idade.<sup>32</sup></p>      <p>Considerando que a maior parte do TE ocorre em  casa,<sup>33</sup> os pais encontram-se numa posição privilegiada de influência  nestes hábitos. Vários estudos avaliaram potenciais fatores determinantes do TE  na idade pediátrica, tendo sido encontradas  algumas associações com o local de residência (urbano <i>versus</i> rural),<sup>7,34</sup> condição  socioeconómica,<sup>5,27,29,34-37</sup> estrutura familiar,<sup>38</sup> escolaridade parental,<sup>5,27,29,34-35,39-41</sup> nacionalidade  parental,<sup>34</sup> hábitos alimentares,<sup>7,42</sup> presença de televisão  no quarto,<sup>34-35,41,43-44</sup> frequência de  infantário,<sup>5,27,39</sup> idade da criança,<sup>5,27,36,39-40,43,45</sup> entre outros. </p>      <p>Dada a importância do cumprimento das  recomendações atuais relativas ao TE na idade pediátrica e a escassez de  estudos na população portuguesa, em particular nas crianças pequenas, os  autores consideraram relevante investigar os fatores associados à exposição  precoce a ecrãs. <a name="_Toc528850357"></a>O objetivo geral deste estudo foi descrever as  características familiares associadas ao TE nas crianças com idades entre 0 e  18 meses. Pretendeu-se caracterizar as famílias quanto à sua estrutura,  características demográficas e socioeconómicas, bem como os hábitos de consumo  de TE destas crianças, averiguando possíveis associações.</p>      <p><b>Métodos</b></p>      <p>Foi realizado um estudo observacional transversal e analítico na  Unidade de Saúde Familiar (USF) Além D&#8217;Ouro, USF Camélias, USF Novos Rumos, USF  Terras de Santa Maria, USF Vale do Vouga e na Unidade de Cuidados de Saúde  Personalizados (UCSP) de Crestuma, que correspondem às unidades de saúde (US)  dos autores. O trabalho foi iniciado em junho de 2017 com a elaboração do  protocolo de investigação. Este foi aprovado pelos coordenadores de cada US,  pelos conselhos clínicos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) de Gaia,  Espinho/Gaia, Alto Ave, Entre Douro e Vouga I e Entre Douro e Vouga II e pela  Comissão de Ética da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) até junho de 2018.</p>      <p>Os investigadores elaboraram um questionário que  foi submetido a um processo de <i>cognitive  debriefing</i>,<i> </i>de modo a avaliar o  nível de compreensão do mesmo pela população alvo<i>.</i> Cada questionário apresentava um texto introdutório em que se  explicava o objetivo principal do estudo e se solicitava a participação  voluntária, assegurando ainda a confidencialidade no tratamento de todos os  dados recolhidos. As questões serviram para avaliar o TE das crianças e fazer  uma breve caracterização da família.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram identificadas 1.000 crianças, número  correspondente ao total de crianças com idades compreendidas entre 0 e 18 meses  a 1 de junho de 2017 no total das seis US (A, B, C, D, E e F). Para estimar o  tamanho amostral foi utilizado o sítio da internet <a href="http://www.vsai.pt/amostragem.php" target="_blank">www.vsai.pt/amostragem.php</a>  para uma prevalência  esperada de TE superior ao recomendado de 50% (prevalência estimada de evento  desconhecido), uma precisão de 0,05 e um intervalo de confiança de 95%. Ao  número obtido, de 278 crianças, adicionou-se 20% de forma a minimizar as perdas  esperadas por falta de adesão/resposta aos questionários enviados, perfazendo  um total de 334 crianças.</p>      <p>À data de 25 de maio de 2018 foram obtidas as  listagens das crianças inscritas nas seis US que tinham idades compreendidas  entre 0 e 18 meses. O número de crianças selecionadas foi ponderado de acordo  com o número total de crianças por US (US A com 15,6% das crianças, US B com  34,5%, US C com 5,9%, US D com 13%, US E com 15,5% e US F com 15,5%),  correspondendo a 52 crianças da US A, 115 da US B, 20 da US C, 43 da US D, 52  da US E e 52 da US F. Os questionários foram enviados a 1 de junho de 2018, por  carta, para a morada associada ao processo clínico das crianças selecionadas de  forma aleatória, através do sítio da internet <a href="http://www.random.org" target="_blank">www.random.org</a>. Foi colocada uma caixa  identificada em cada US participante para os pais das crianças devolverem os  questionários até ao dia 31 de agosto de 2018.</p>      <p>Os critérios de exclusão foram os seguintes:  crianças pertencentes a um agregado familiar selecionadas previamente e  crianças cujo questionário não tinha resposta nos pontos 1.2, 3.1 e sem resposta  no ponto 3.2, após resposta positiva no ponto 3.1.</p>      <p>O tratamento  estatístico dos dados foi realizado com recurso ao programa <i>Statistical Package for the Social Sciences </i>-  SPSS<sup>®</sup>. Para a análise descritiva das variáveis numéricas foi  realizado um teste de normalidade (teste de <i>Kilmogorov-Smirnov</i> com correção de <i>Lilliefors</i> e <i>Shapiro-Wilk</i>) e posteriormente aferidas  as medidas de localização [mínimo e máximo, média e desvio-padrão (DP) para  variáveis normais, simétricas, e mediana e amplitude interquartil para variáveis  não normais ou assimétricas]. Para a descrição das variáveis categóricas foram  analisadas as frequências relativas e absolutas de cada categoria.</p>      <p>Através do  teste de <i>Qui-quadrado </i>de<i> Pearson</i> foi estudada a relação entre TE  e as seguintes variáveis: «escolaridade do pai e da mãe», «principal fonte de  rendimento», «tipo de família», «quem toma conta da criança na maior parte do  dia», «ter televisão no quarto» e «ter informação sobre TE»<i>. </i>Com base no teste <i>U </i>de<i> Mann-Whitney</i> foi estudada a correlação  entre TE e a «idade da criança», «idade do pai», «idade da mãe» e «número de  elementos do agregado familiar» e a correlação entre «idade do primeiro  contacto com TE» e a «idade da mãe».</p>      <p>Considerou-se  existir significância estatística para valores de <i>p</i>&lt;0,05.</p>     <p><b>Resultados</b></p>      <p><b>Amostra</b></p>     <p>Foram devolvidos 142  questionários preenchidos, perfazendo uma taxa de resposta global de 42,5%  (15,4%, 17,3%, 43,5%, 50,0%, 63,5% e 74,4% para a US A, E, B, C, F e D,  respetivamente). Foram excluídos cinco questionários por resposta afirmativa à  pergunta 3.1 - «desde que nasceu, a criança teve algum TE», sem resposta  à pergunta 3.2 - «que idade tinha a criança quando teve pela primeira vez  TE». Foram, portanto, analisados 137 questionários.</p>     <p>Caracterização das crianças e famílias</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Idade e sexo das crianças</b></p>      <p>A mediana de idades das  crianças foi de 12 meses (percentil 25/P25=7; percentil 75/P75=16).  Relativamente ao sexo, 50,4% (<i>n</i>=69)  era do sexo masculino e 49,6% (<i>n</i>=68)  era do sexo feminino. O <a href="#q1">Quadro I</a> apresenta a distribuição das crianças por idade.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n6/35n6a03q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Pais das crianças</b></p>      <p>A média de idades do pai  das crianças foi de 34 anos (DP=6). A mediana de idades da mãe das crianças foi  de 33 anos (P25=30; P75=37). Verificou-se que a maioria dos pais e das mães das  crianças estudadas tinha 12 anos de escolaridade ou ensino superior. A maioria  dos pais era de nacionalidade portuguesa. Obteve-se que a fonte principal de  rendimento foi o trabalho (91,3%, <i>n</i>=125).  A caracterização dos pais quanto à escolaridade, nacionalidade e fonte de  rendimento encontra-se no <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n6/35n6a03q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Famílias</b></p>      <p>Relativamente às famílias  verificou-se que a maioria das crianças estudadas pertencia a uma família  nuclear (82,5%, <i>n</i>=113). O número de  elementos do agregado familiar que mais se verificou foi de quatro (P25=3;  P75=4). Uma percentagem semelhante foi encontrada em relação a ter ou não  irmãos (sim: 48,9%, <i>n</i>=67; não: 51,1%, <i>n</i>=70). Em relação à pessoa/instituição  responsável por tomar conta da criança na maioria do tempo obteve-se que os  avós e o infantário/creche foram os mais frequentes (31,4%, <i>n</i>=43 cada), seguido dos pais (28,5%, <i>n</i>=39). A caracterização das famílias  encontra-se no <a href="#q3">Quadro III</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n6/35n6a03q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n6/35n6a03f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Informação sobre tempo de ecrã</b></p>      <p>Em 137 questionários  analisados foi encontrado um questionário sem resposta à pergunta 3.3 -  «Alguma vez foi informado sobre o TE adequado à idade da criança». Dos 136 com  resposta, em 73,5% (<i>n</i>=100) a resposta  foi negativa e em 26,5% (<i>n</i>=36) foi  afirmativa.</p>      <p>Em relação aos  questionários cuja resposta relativa à informação sobre o TE foi positiva, a  mediana do número de fontes de informação foi de uma fonte (mínimo 1; máximo  5). Obteve-se um total de 61 fontes, sendo que a mais frequentemente  identificada foi o médico/enfermeiro (34,4%, <i>n</i>=22), seguido da Internet (24,6%, <i>n</i>=15).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Caracterização dos hábitos de consumo de tempo de ecrã</p>     <p><b>Ter ou não tempo de ecrã</b></p>      <p>Das 137 crianças  analisadas, 81% (<i>n</i>=111) teve TE e 19%  (<i>n</i>=26) não teve. O <a href="#q4">Quadro IV</a> explicita a distribuição por idades das crianças com e sem TE à data de  resposta do questionário. Verificou-se que a maioria das crianças com TE teve o  primeiro contacto nos primeiros meses de vida, sendo que mais de metade delas  foi exposta até aos seis meses (<a href="#q5">Quadro V</a>). </p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n6/35n6a03q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n6/35n6a03q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Tempo de ecrã: quando e quanto?</b></p>      <p>Foram analisadas quantas  horas por dia as crianças estavam expostas a ecrãs. Verificou-se que durante a  semana a maioria das crianças tinha menos de uma hora de TE (71,2%, <i>n</i>=79) e durante o fim-de-semana a mesma  quantidade de horas (73%, <i>n</i>=81).  Durante as principais refeições, 25,5% (<i>n</i>=36)  das crianças tinha acesso a TE. A distribuição do TE encontra-se no <a href="#q6">Quadro VI</a>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v35n6/35n6a03q6.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p>Relativamente a ter televisão    no quarto, dos 126 questionários com resposta válida a esta pergunta (11    omissos) em 61,9% (<i>n</i>=78) a resposta    foi negativa e em 38,1% (<i>n</i>=48) a  resposta foi afirmativa. </p>      <p>Correlações com o tempo de ecrã </p>     <p>Foi estudado se o ter ou  não TE<i> </i>se correlacionava com as  restantes variáveis de caracterização socioeconómica e familiar.</p>      <p>Através do teste <i>U </i>de<i> Mann-Whitney</i> verificou-se que o grupo de crianças com TE tinha uma idade  superior (mediana de 12 meses) à do grupo das crianças sem TE (mediana de seis  meses), variando de forma estatisticamente significativa (<i>p</i>=0,006). </p>      <p>Através do teste de <i>Qui-quadrado </i>de<i> Pearson</i> obteve-se que a variável TE não se correlacionou de forma  significativa com o sexo da criança (X<sup>2</sup>=0,647; <i>p</i>=0,421).</p>      <p>Através do teste <i>U </i>de<i> Mann-Whitney</i> verificou-se que as variáveis «idade do pai» e «idade da mãe»  não variaram de forma significativa consoante se criança tinha ou não tinha TE  (<i>p</i>=0,285; <i>p</i>=0,920, respetivamente). Para correlacionar a variável «idade do  primeiro contacto com TE» das crianças analisadas com a idade dos progenitores  foi feita a divisão dos indivíduos segundo a idade da mãe/pai em quatro grupos.  Para a idade do pai foram considerados os seguintes: idades inferiores ou  iguais a 28; idades entre 29 e 34; idades entre 35 e 40 e idade igual ou  superior a 41 anos. Para a idade da mãe foram considerados os seguintes grupos:  idades inferiores ou iguais a 28; idades entre 29 e 33; idades entre 34 e 38 e  idade igual ou superior a 39 anos. Os grupos foram realizados tendo em conta a  média e o DP (pai: média=34,28; DP=5,99; mãe: média=32,99; DP=5,22). Foi  realizado o teste<i> Kruskal Wallis</i> para  verificar diferenças entre grupos, sendo que para a idade do pai não se  verificaram diferenças entre os grupos (R=4,406; <i>p</i>=0,221). Para a idade da mãe verificou-se diferença entre grupos  (R=11,357; <i>p</i>=0,010). Tendo em conta  que se verificou diferença estatisticamente significativa para a idade da mãe  realizou-se o teste<i> U </i>de<i> Mann-Whitney</i> entre grupos, para  esclarecer qual apresentava diferença significativa. O resultado revela que  quando a idade da mãe é igual ou superior a 39 anos as crianças foram expostas  a ecrãs mais tardiamente, em comparação com as mães com idade inferiores ou  iguais a 28 anos (U=88,5; <i>p</i>=0,034),  com idades entre 29 e 33 anos (U=193,0; <i>p</i>=0,041)  e com idades entre 34 e 38 anos (U=216,0; <i>p</i>=0,001).</p>      <p>Foi analisado se o TE se  correlacionava com a escolaridade do pai e da mãe (agrupamento de menos de 12  anos de escolaridade <i>versus</i> agrupamento de 12 anos de escolaridade ou<i> </i>curso  tecnológico/profissional <i>versus</i> ensino  superior). Verificou-se através do teste de <i>Qui-quadrado </i>de<i> Pearson</i> que esta correlação  foi não significativa para ambos (pai: X<sup>2</sup>=2,598; <i>p</i>=0,273; mãe: X<sup>2</sup>=1,610; <i>p</i>=0,447). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em relação à correlação  entre o TE e a fonte de rendimento (trabalho <i>versus</i> agrupamento de outras fontes de rendimento), esta não foi  estatisticamente significativa (X<sup>2</sup>=0,265; <i>p</i>=0,587). </p>      <p>Verificou-se, através do  teste de <i>Qui-quadrado </i>de<i> Pearson,</i> que o TE não se correlacionava  com o tipo de família (nuclear <i>versus</i> agrupamento dos outros tipos de família) (X<sup>2</sup>=0,170; <i>p</i>=0,680) nem com a existência de irmãos  (X<sup>2</sup>=1,304; <i>p</i>=0,253). </p>      <p>Através do teste <i>U </i>de<i> Mann-Whitney</i> verificou-se que o número de elementos do agregado familiar  não variou de forma significativa consoante a variável TE (<i>p</i>=0,752). </p>      <p>No que diz respeito à  correlação entre o TE e a variável «quem toma conta da criança» (pais <i>versus</i> avós <i>versus</i> infantário/creche <i>versus</i> agrupamento dos restantes possíveis responsáveis), esta não foi  estatisticamente significativa (X<sup>2</sup>=2,489; <i>p</i>=0,477). O mesmo se verificou na correlação entre o TE e ter  televisão no quarto (X<sup>2</sup>=0,065; <i>p</i>=0,798).</p>      <p>Relativamente à  correlação entre TE e ter informação sobre TE obteve-se que não existiram  diferenças significativas (X<sup>2</sup>=2,375; <i>p</i>=0,123).</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>Este estudo   demonstrou hábitos de TE inadequados face às recomendações atuais para a idade,   constatando-se que 81,0% das crianças até aos 18 meses de idade já tinha sido   exposta a um ecrã. Estes resultados são concordantes com um estudo português de   2013, no qual 80,9% das crianças tinha iniciado hábitos de ver televisão antes  dos dois anos de idade.</p>      <p>À semelhança  de outros estudos internacionais, o ter ou não TE não se correlacionou  significativamente com o sexo da criança,<sup>5,27,29,35</sup> mas variou consoante a idade da criança,<sup>5,27,29</sup> tendo também sido reportado na literatura um aumento do  tempo de exposição por dia com a idade da criança.<sup>36,39-40,43,45</sup> Neste estudo parece haver uma tendência para o início do TE em idades muito precoces,  mais concretamente entre os quatro e os seis meses, idade em que habitualmente  a criança se torna mais atenta aos sons, curiosa, interativa, inicia a  diversificação alimentar e em que geralmente começa a ficar ao cuidado de  outras pessoas além dos pais. Deste modo, aos 12 meses de idade, quase todas as  crianças com TE analisadas (96,4%) já tinham tido a primeira exposição. Não se  constataram diferenças significativas  no TE entre a semana e o fim-de-semana, tendo a maioria das crianças  menos de uma hora cumulativa de exposição por dia, tempo concordante com o  encontrado nalguns estudos<sup>40</sup> e inferior a outros.<sup>43</sup> TE superiores foram verificados em percentagens semelhantes  às descritas no estudo português de 2015 (28,8% <i>versus</i> 21% durante a semana; 27,0% <i>versus</i> 32% ao fim de semana) para crianças com menos de dois anos  de idade.<sup>44</sup></p>      <p>Cerca de um  quarto das crianças tinha TE durante a  refeição, frequência inferior à encontrada em estudos portugueses que  incluíram crianças mais velhas (55-72%).<sup>32,44,46</sup> De salientar que as recomendações da AAP desaconselham o TE  durante a refeição nos primeiros cinco anos de idade.<sup>28</sup></p>      <p>Embora neste  estudo não tenha sido encontrada uma correlação entre o ter e não ter TE e a  presença de televisão no quarto,  outros estudos demonstraram uma associação positiva.<sup>35,43-44</sup> Esta associação, aliada à recomendação atual de evitar o TE  na hora antes de ir dormir, mantém a necessidade de alertar os pais ou  cuidadores para o risco de perturbação do sono e consequente impacto nas  atividades diurnas.<sup>28</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em relação à  idade da mãe não foi encontrada uma diferença significativa entre o ter ou não  TE. Este resultado não é consensual na literatura, estando os estudos divididos  entre a não associação a TE<sup>41</sup> e a presença de uma associação negativa com a idade da mãe.<sup>29</sup> Relativamente à idade de início de TE, crianças de mães mais  velhas, nomeadamente acima dos 39 anos, iniciavam esta exposição em idades mais  tardias. Uma vez que os hábitos de TE dos pais parecem refletir-se nos hábitos  de TE dos filhos,<sup>29,40-41</sup> os autores ponderaram uma eventual  associação deste resultado com este facto. No entanto, não foram encontrados  estudos que avaliassem os hábitos de TE dos pais, nem a associação entre a  idade materna e a idade de início de TE nas crianças. Um estudo demonstrou que  crianças de mães mais velhas tinham menor quantidade de TE por dia, embora  também não tenha apresentado uma justificação.<sup>45</sup> Por sua vez, a idade do pai não variou de forma  significativa quanto a ter ou não TE. Não foram encontrados artigos nesta faixa  etária que investigassem a associação, embora um estudo em crianças mais velhas  (dos três aos cinco anos) também não tenha constatado a mesma.<sup>34</sup></p>      <p>A associação  do TE da criança com a escolaridade da  mãe não é consensual na literatura, tendo sido verificada uma não  associação na maioria dos estudos internacionais encontrados,<sup>5,35,41</sup> à semelhança dos nossos resultados. Noutros estudos<sup>27,29</sup> foi encontrada uma associação negativa, ou seja, mães com  uma escolaridade superior (acima do 12º ano de escolaridade) apresentavam  filhos com menor TE. Em relação à escolaridade  do pai, a não correlação com o TE verificada neste estudo foi  concordante com a literatura.<sup>27</sup></p>      <p>Também em  conformidade com a literatura,<sup>5</sup> não houve correlação entre o TE e o local/pessoa com que a criança passava a maior parte do dia [parental <i>versus </i>não parental (infantário, avós, outros)], embora este resultado  não seja consensual.<sup>27,39</sup> A ausência de correlação com o nível socioeconómico do agregado familiar foi concordante com a  avaliação do nível socioeconómico em vários estudos.<sup>5,27,35,47</sup> Contudo, alguns verificaram uma associação negativa, estando  um nível socioeconómico mais baixo associado a um maior TE.<sup>29,37,44,48</sup> De ressalvar que a forma de medir este nível socioeconómico  variou entre eles.</p>      <p>A maioria dos  pais/cuidadores das crianças referiu não ter sido informada acerca do TE adequado à faixa etária em questão, embora  a resposta afirmativa não tenha sido correlacionada a não ter TE. De salientar  que não foi avaliado o conhecimento das recomendações, apesar de ter sido  reportada na literatura uma resposta correta em apenas 37% dos pais de crianças  com idade inferior a dois anos.<sup>44</sup></p>      <p>A taxa de resposta abaixo do esperado foi uma das limitações deste estudo, que compromete a representatividade da  amostra. Esta deveu-se principalmente à falta de adesão dos participantes,  causada provavelmente pela não receção do questionário por carta, pelo  esquecimento da sua devolução, desinteresse ou não compreensão dos mesmos e  limitação do tempo para a colheita de dados. Neste sentido, algumas das formas  para colmatar esta falha seriam alterar a metodologia de distribuição dos  questionários e alargar o prazo da colheita dos mesmos.</p>      <p>Existem ainda  alguns vieses a considerar neste  estudo, nomeadamente o viés de memória dos pais relativamente ao TE da criança  e o seu desconhecimento dos hábitos de TE nas crianças que passam a maior parte  do dia sob guarda não parental. Apesar de o questionário ter sido submetido a  um processo de <i>cognitive debriefing</i>,  o recurso a um questionário não validado pode também resultar num viés de  medição, não garantindo a tradução correta do conhecimento que se pretendeu  avaliar.</p>      <p>A nível  nacional têm sido realizados cada vez mais estudos acerca dos hábitos de TE na  idade pediátrica. Contudo, neste momento, são escassos aqueles que analisaram  separadamente os dados de crianças com idade inferior aos 18-24 meses, em que é  desaconselhado qualquer TE, à exceção da videochamada.<sup>1,28</sup> Neste sentido, os autores deste estudo consideram-no uma  mais-valia, na medida em que permitiu tirar conclusões mais fidedignas para  este grupo, dada a diferença de recomendações entre as faixas etárias,  relembrando a importância de reforçar as recomendações atuais de TE.</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>O TE na  infância e o tempo diário de exposição são problemas crescentes, dados os  riscos comprovadamente associados e a evidência limitada de benefício antes dos  dois anos de idade. Contrariamente às recomendações atuais, as crianças com  idade inferior a 18 meses estão a ser expostas a ecrãs. Segundo o verificado neste  estudo, a maioria das características familiares não influencia os hábitos de  consumo de TE nestas crianças. Nesse sentido, a elaboração de estratégias de  intervenção generalizadas, nomeadamente a capacitação dos cuidadores acerca do  TE adequado à idade da criança, deve ser incentivada.</p>      <p>A vigilância  em consulta de Saúde Infantil permite uma abordagem dos pais de crianças numa  idade precoce, sensibilizando-os para a importância de evitar qualquer TE em  idades inferiores aos dois anos, à exceção da videochamada. Dada a elevada  frequência recomendada de consultas programadas nestas idades,<sup>49</sup> a informação pode ser reforçada com maior regularidade. A  inclusão das recomendações atuais acerca do TE adequado a cada faixa etária no  Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, da Direção-Geral da Saúde,  poderá reforçar a importância da abordagem desta questão na consulta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. Canadian  Pediatric Society, Digital Health Task Force. Screen time and young children:  promoting health and development in a digital world. Paediatr Child Health.  2017;22(8):461-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389421&pid=S2182-5173201900060000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>2. Common  Sense Media. Zero to eight: children&#8217;s media use in America 2013 [homepage].  Common Sense Media; 2015. Available from: <a href="https://www.commonsensemedia.org/zero-to-eight-2013-infographic" target="_blank">https://www.commonsensemedia.org/zero-to-eight-2013-infographic</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389423&pid=S2182-5173201900060000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Fenstermacher  SK, Barr R, Salerno K, Garcia A, Shwery CE, Calvert SL, et al. Infant-directed  media: an analysis of product information and claims. Infant Child Dev.  2010;19(6):557-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389424&pid=S2182-5173201900060000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>4. Rideout  V. Parents, children &amp; media: a Kaiser Family Foundation survey [Internet].  Kaiser Family Foundation; 2007. Available from: <a href="http://files.eric.ed.gov/fulltext/ED542901.pdf" target="_blank">http://files.eric.ed.gov/fulltext/ED542901.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389426&pid=S2182-5173201900060000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Zimmerman  FJ, Christakis DA, Meltzoff AN. Television and DVD/video viewing in children  younger than 2 years. Arch Pediatr Adolesc Med. 2007;161(5):473-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389427&pid=S2182-5173201900060000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Cheung  CH, Bedford R, Saez-DeUrabain IR, Karmiloff-Smith A, Smith TJ. Daily touchscreen  use in infants and toddlers is associated with reduced sleep and delayed sleep  onset. Sci Rep. 2017;7:46104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389429&pid=S2182-5173201900060000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>7. Mozafarian  N, Motlagh ME, Heshmat R, Karimi S, Mansourian M, Mohebpour F, et al. Factors  associated with screen time in Iranian children and adolescents: the CASPIAN-IV  study. Int J Prev Med. 2017;8:31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389431&pid=S2182-5173201900060000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>8. Barr  R. Memory constraints on infant learning from picture books, television, and  touchscreens. Child Dev Perspect. 2013;7(4):205-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389433&pid=S2182-5173201900060000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>9. Chassiakos  YR, Radesky J, Christakis D, Moreno MA, Cross C. Children and adolescents and  digital media. Pediatrics. 2016;138(5):e20162593.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389435&pid=S2182-5173201900060000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>10. Tomopoulos  S, Dreyer BP, Berkule S, Fierman AH, Brockmeyer C, Mendelsohn AL. Infant media  exposure and toddler development. Arch Pediatr Adolesc Med. 2010;164(12):1105-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389437&pid=S2182-5173201900060000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Anderson  DR, Kirkorian HL. Media and cognitive development. In: Lerner RM, editor.  Handbook of child psychology and developmental science (Vol. 2). 7<sup>th</sup> ed. Wiley; 2015. chapter 22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389439&pid=S2182-5173201900060000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Zimmerman  FJ, Christakis DA. Children's television viewing and cognitive outcomes: a  longitudinal analysis of national  data. Arch Pediatr Adolesc Med. 2005;159(7):619-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389441&pid=S2182-5173201900060000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>13. Chonchaiya  W, Pruksananonda C. Television viewing associates with delayed language  development. Acta Paediatr. 2008;97(7):977-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389443&pid=S2182-5173201900060000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>14. Byeon  H, Hong S. Relationship between television viewing and language delay in  toddlers: evidence from a Korea national cross-sectional survey. PLoS One.  2015;10(3):e0120663.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389445&pid=S2182-5173201900060000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>15. Lin  LY, Cherng RJ, Chen YJ, Chen YJ, Yang HM. Effects of television exposure on  developmental skills among young children. Infant Behav Dev. 2015;38:20-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389447&pid=S2182-5173201900060000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16. Zimmerman  FJ, Christakis DA, Meltzoff AN. Associations between media viewing and language  development in children under age 2 years. J Pediatr. 2007;151(4):364-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389449&pid=S2182-5173201900060000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>17. Hinkley  T, Verbestel V, Ahrens W, Lissner L, Molnár D, Moreno LA, et al. Early childhood electronic media use as a predictor of  poorer well-being: a prospective cohort study. JAMA Pediatr.  2014;168(5):485-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389451&pid=S2182-5173201900060000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>18. Conners-Burrow  NA, McKelvey LM, Fussell JJ. Social outcomes associated with media viewing  habits of low-income preschool children. Early Educ Dev. 2011;22(2):256-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389453&pid=S2182-5173201900060000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>19. Tremblay  MS, LeBlanc AG, Kho ME, Saunders TJ, Larouche R, Colley RC, et al. Systematic  review of sedentary behaviour and health indicators in school-aged children and  youth. Int J Behav Nutr Phys Act. 2011;8:98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389455&pid=S2182-5173201900060000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>20. Prentice-Dunn  H, Prentice-Dunn S. Physical activity, sedentary behavior, and childhood  obesity: a review of cross-sectional studies. Psychol Health Med.  2012;17(3):255-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389457&pid=S2182-5173201900060000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Väistö  J, Eloranta AM, Viitasalo A, Tompuri T, Lintu N, Karjalainen P, et al. Physical  activity and sedentary behaviour in relation to cardiometabolic risk in  children: cross-sectional findings from the Physical Activity and Nutrition in  Children (PANIC) Study. Int J Behav Nutr Phys Act. 2014;11:55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389459&pid=S2182-5173201900060000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>22. Grøntved  A, Ried-Larsen M, Møller NC, Kristensen PL, Wedderkopp N, Froberg K, et al.  Youth screen-time behaviour is associated with cardiovascular risk in young  adulthood: the European Youth Heart Study. Eur J Prev Cardiol.  2014;21(1):49-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389461&pid=S2182-5173201900060000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>23. Kang  HT, Lee HR, Shim JY, Shin YH, Park BJ, Lee YJ. Association between screen time  and metabolic syndrome in children and adolescents in Korea: the 2005 Korean  National Health and Nutrition Examination Survey. Diabetes Res Clin Pract.  2010;89(1):72-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389463&pid=S2182-5173201900060000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>24. Hardy  LL, Denney-Wilson E, Thrift AP, Okely AD, Baur LA. Screen time and metabolic  risk factors among adolescents. Arch Pediatr Adolesc Med. 2010;164(7):643-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389465&pid=S2182-5173201900060000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>25. Biddle  SJ, Pearson N, Ross GM, Braithwaite R. Tracking of sedentary behaviours of  young people: a systematic review. Prev Med. 2010;51(5):345-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389467&pid=S2182-5173201900060000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Stierlin  AS, De Lepeleere S, Cardon G, Dargent-Molina P, Hoffmann B, Murphy MH, et al. A  systematic review of determinants of sedentary behaviour in youth: a  DEDIPAC-study. Int J Behav Nutr Phys Act. 2015;12:133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389469&pid=S2182-5173201900060000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>27. Certain  LK, Kahn RS. Prevalence, correlates, and trajectory of television viewing among  infants and toddlers. Pediatrics. 2002;109(4):634-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389471&pid=S2182-5173201900060000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>28. Council  on Communications and Media. Media and young minds. Pediatrics.  2016;138(5):e20162591.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389473&pid=S2182-5173201900060000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>29. Schmidt  ME, Rich M, Rifas-Shiman SL, Oken E, Taveras EM. Television viewing in infancy  and child cognition at 3 years of age in a US cohort. Pediatrics. 2009;123(3):e370-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389475&pid=S2182-5173201900060000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>30. Anderson  DR, Pempek TA. Television and very young children. Am Behav Sci.  2005;48(5):505-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389477&pid=S2182-5173201900060000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Brown  A. Media use by children younger than 2 years. Pediatrics.  2011;128(5):1040-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389479&pid=S2182-5173201900060000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <p>32. Dias A, Almeida  C, Lobo AL, Veiga G. Os média e as crianças lá de casa&#8230; [Media and children at home&#8230;]. Saúde Infant.  2013;35(2):55-60. Portuguese </p>      <!-- ref --><p>33. Tandon  PS, Zhou C, Lozano P, Christakis DA. Preschoolers&#8217; total daily screen time at  home and by type of child care. J Pediatr. 2011;158(2):297-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389482&pid=S2182-5173201900060000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>34. Downing  KL, Hinkley T, Salmon J, Hnatiuk JA, Hesketh KD. Do the correlates of screen  time and sedentary time differ in preschool children? BMC Public Health.  2017;17:285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389484&pid=S2182-5173201900060000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>35. Vandewater  EA, Rideout VJ, Wartella EA, Huang X, Lee JH, Shim MS. Digital childhood:  electronic media and technology use among infants, toddlers, and preschoolers.  Pediatrics. 2007;119(5):e1006-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389486&pid=S2182-5173201900060000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>36. Anand  S, Krosnick JA. Demographic predictors of media use among infants, toddlers,  and preschoolers. Am Behav Sci. 2005;48(5):539-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389488&pid=S2182-5173201900060000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>37. Dalzell  VP, Msall ME, High PC. Parental attitudes of television and videocassette  viewing of children aged birth to 36 months. J Dev Behav Pediatr.  2000;21(5):390.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389490&pid=S2182-5173201900060000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>38. McMillan  R, McIsaac M, Janssen I. Family structure as a predictor of screen time among  youth. PeerJ. 2015;3:e1048.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389492&pid=S2182-5173201900060000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>39. Matarma  T, Koski P, Löyttyniemi E, Lagström H. The factors associated with toddlers&#8217;  screen time change in the STEPS Study: a two-year follow-up. Prev Med.  2016;84:27-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389494&pid=S2182-5173201900060000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>40. Kourlaba  G, Kondaki K, Liarigkovinos T, Manios Y. Factors associated with television  viewing time in toddlers and preschoolers in Greece: the GENESIS study. J  Public Health (Oxf). 2009;31(2):222-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389496&pid=S2182-5173201900060000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>41. Thompson  AL, Adair LS, Bentley ME. Maternal characteristics and perception of  temperament associated with infant TV exposure. Pediatrics. 2013;131(2):e390-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389498&pid=S2182-5173201900060000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>42. Garcia-Continente  X, Pérez-Giménez A, Espelt A, Nebot Adell M. Factors associated with media use  among adolescents: a multilevel approach. Eur J Public Health. 2014;24(1):5-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389500&pid=S2182-5173201900060000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>43. Dennison  BA, Erb TA, Jenkins PL. Television viewing and television in bedroom associated  with overweight risk among low-income preschool children. Pediatrics.  2002;109(6):1028-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389502&pid=S2182-5173201900060000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>44. Patraquim C,  Ferreira S, Martins H, Mourão H, Gomes P, Martins S. As crianças e a exposição  aos media [Children and media exposure]. Nascer Crescer. 2015;24 Suppl 2:S11. Portuguese </p>      <!-- ref --><p>45. Masur  EF, Flynn V. Infant and mother-infant play and the presence of the television.  J Appl Dev Psychol. 2008;29(1):76-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389505&pid=S2182-5173201900060000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>46. Laranjeira  C, Vidal F, Peres S. Televisa&#771;o, videojogos e internet: ha&#769;bitos de  consumo [Television, videogames and internet: consumption habits]. Saúde  Infant. 2008;30(3):98-101. Portuguese </p>      <!-- ref --><p>47. Barr  R, Danziger C, Hilliard M, Andolina C, Ruskis J. 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Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1389512&pid=S2182-5173201900060000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>C&aacute;tia Palha</p>      <p>E-mail: <a href="mailto:catiapalha@gmail.com">catiapalha@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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