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<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
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<article-id>S2182-51732020000100005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v36i1.12533</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suplementação oral de magnésio na prevenção de cãibras musculares: revisão baseada na evidência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Oral magnesium supplementation in muscle cramp prevention: evidence-based review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ACeS Gaia USF Camélias ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732020000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732020000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732020000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: Rever a evidência sobre a eficácia da suplementação oral de magnésio na prevenção de cãibras musculares, sem patologia evidente associada, em indivíduos adultos. Fontes de dados: National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase, Guidelines Finder, The Cochrane Library, DARE, Bandolier, Evidence-Based Medicine Online e PubMed. Métodos: Pesquisa realizada no dia 4 de julho de 2018 com os termos MeSH muscle cramp, magnesium e magnesium compounds de meta-ana&#769;lises, revisões sistemáticas, ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC), estudos de coorte e caso-controlo e normas de orientação clínica publicados desde 1 de janeiro de 2008 nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Para atribuir níveis de evidência (NE) e forças de recomendação foi utilizada a Strength of Recommendation Taxonomy (SORT), da American Academy of Family Physicians. Resultados: Dos 47 artigos encontrados, cinco cumpriram os critérios de inclusão: uma meta-análise (NE 2), três revisões sistemáticas (NE 2) e um ECAC (NE 2). Não foram identificados estudos relativos a cãibras associadas ao exercício. Os estudos são consensuais na aparente ausência de eficácia do magnésio na prevenção de cãibras idiopáticas. Quanto às cãibras associadas à gravidez, a evidência é inconsistente. Contudo, o uso de amostras pequenas, períodos de follow-up curtos e a heterogeneidade das metodologias (população, tipo de suplemento, posologia, outcomes) comprometem a extrapolação e reduzem a força das conclusões obtidas. Conclusão: Perante a evidência encontrada, a suplementação oral de magnésio na população geral parece não ser eficaz na prevenção de cãibras idiopáticas (SORT B), não havendo evidência que suporte a sua prescrição por rotina na prática clínica. Nas cãibras associadas à gravidez a evidência da suplementação oral de magnésio não é clara (SORT B). Para obter conclusões mais robustas são necessários ECAC de melhor qualidade e com metodologias mais homogéneas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: Evidence review on the efficacy of oral magnesium supplementation in the prevention of muscle cramps without associated pathology, in adults. Data sources: National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase, Guidelines Finder, The Cochrane Library, DARE, Bandolier, Evidence-Based Medicine Online, and PubMed. Methods: On 4th July 2018, using the MeSH terms ‘Muscle Cramp’, ‘Magnesium’ and ‘Magnesium Compounds’, we searched for meta-analyses, systematic reviews, randomized controlled trials (RCT), observational studies and clinical guidelines published in Portuguese, Spanish, and English. To assign levels of evidence (LE) and strength of recommendations, the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of the American Academy of Family Physicians was used. Results: We found 47 articles, of which five met the inclusion criteria: one meta-analysis (LE 2), three systematic reviews (LE 2) and one RCT (LE 2). No studies related to exercise-associated cramps were found. Studies are consensual in the apparent lack of efficacy of the magnesium in the prevention of idiopathic muscle cramps. As for the pregnancy-associated cramps, the evidence is inconsistent. However, the use of small samples, short follow-up periods and the heterogeneity of methodologies (population, supplement type, posology, and outcomes) compromise the extrapolation and reduce the strength of the conclusions obtained. Conclusion: According to the evidence found, oral magnesium supplementation in the general population seems to be ineffective in preventing idiopathic muscle cramps (SORT B), therefore, with no evidence to support its routine prescription in clinical practice. In pregnancy-associated cramps, the evidence of oral magnesium supplementation is unclear (SORT B). To achieve more robust conclusions, higher quality RCT is needed, with more homogeneous methodologies.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cãibra]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Magnésio]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Compostos de magnésio]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Muscle cramp]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Magnesium]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Magnesium compounds]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVISÕES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Suplementação oral de magnésio na prevenção de cãibras musculares: revisão baseada na evidência</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Oral magnesium supplementation in muscle cramp prevention: evidence-based review</b></font></p>     <p><b>Cátia Palha,<sup>1</sup></b>    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-3194-8756">https://orcid.org/0000-0002-3194-8756</a></p>     
<p><b>Miguel Gouveia,<sup>2</sup></b></p>     <p><b>   Sara Guimarães Fernandes<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Médica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Camélias, ACeS Gaia.</p>     <p><sup>2</sup> Médico Interno de Medicina Geral e Familiar. USF Nova Via, ACeS Espinho/Gaia.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivo:</b> Rever a evidência sobre a eficácia da suplementação oral de magnésio na prevenção de cãibras musculares, sem patologia evidente associada, em indivíduos adultos.</p>      <p><b>Fontes de dados:</b> <i>National Guideline Clearinghouse</i>,<i> Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase</i>,<i> Guidelines Finder</i>,<i> The Cochrane Library</i>, DARE,<i> Bandolier</i>,<i> Evidence-Based Medicine Online </i>e<i> </i>PubMed.</p>      <p><b>Métodos:</b> Pesquisa realizada no dia 4 de julho de 2018 com os termos MeSH <i>muscle cramp</i>, <i>magnesium</i> e <i>magnesium compounds</i> de meta-ana&#769;lises, revisões sistemáticas, ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC), estudos de coorte e caso-controlo e normas de orientação clínica publicados desde 1 de janeiro de 2008 nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Para atribuir níveis de evidência (NE) e forças de recomendação foi utilizada a <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT),<i> </i>da <i>American Academy of Family Physicians</i>.</p>      <p><b>Resultados:</b> Dos 47 artigos encontrados, cinco cumpriram os critérios de inclusão: uma meta-análise (NE 2), três revisões sistemáticas (NE 2) e um ECAC (NE 2). Não foram identificados estudos relativos a cãibras associadas ao exercício. Os estudos são consensuais na aparente ausência de eficácia do magnésio na prevenção de cãibras idiopáticas. Quanto às cãibras associadas à gravidez, a evidência é inconsistente. Contudo, o uso de amostras pequenas, períodos de <i>follow-up</i> curtos e a heterogeneidade das metodologias (população, tipo de suplemento, posologia, <i>outcomes</i>) comprometem a extrapolação e reduzem a força das conclusões obtidas.</p>      <p><b>Conclusão:</b> Perante a evidência encontrada, a suplementação oral de magnésio na população geral parece não ser eficaz na prevenção de cãibras idiopáticas (SORT B), não havendo evidência que suporte a sua prescrição por rotina na prática clínica. Nas cãibras associadas à gravidez a evidência da suplementação oral de magnésio não é clara (SORT B). Para obter conclusões mais robustas são necessários ECAC de melhor qualidade e com metodologias mais homogéneas.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Cãibra; Magnésio; Compostos de magnésio.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aim:</b> Evidence review on the efficacy of oral magnesium supplementation in the prevention of muscle cramps without associated pathology, in adults. </p>      <p><b>Data sources: </b><i>National Guideline Clearinghouse</i>,<i> Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase</i>,<i> Guidelines Finder</i>,<i> The Cochrane Library</i>, DARE,<i> Bandolier</i>,<i> Evidence-Based Medicine Online, </i>and<i> </i>PubMed.<i></i></p>      <p><b>Methods:</b> On 4<sup>th</sup> July 2018, using the MeSH terms &#8216;Muscle Cramp&#8217;, &#8216;Magnesium&#8217; and &#8216;Magnesium Compounds&#8217;, we searched for meta-analyses, systematic reviews, randomized controlled trials (RCT), observational studies and clinical guidelines published in Portuguese, Spanish, and English. To assign levels of evidence (LE) and strength of recommendations, the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of the American Academy of Family Physicians was used.</p>      <p><b>Results:</b> We found 47 articles, of which five met the inclusion criteria: one meta-analysis (LE 2), three systematic reviews (LE 2) and one RCT (LE 2). No studies related to exercise-associated cramps were found. Studies are consensual in the apparent lack of efficacy of the magnesium in the prevention of idiopathic muscle cramps. As for the pregnancy-associated cramps, the evidence is inconsistent. However, the use of small samples, short follow-up periods and the heterogeneity of methodologies (population, supplement type, posology, and outcomes) compromise the extrapolation and reduce the strength of the conclusions obtained.</p>      <p><b>Conclusion:</b> According to the evidence found, oral magnesium supplementation in the general population seems to be ineffective in preventing idiopathic muscle cramps (SORT B), therefore, with no evidence to support its routine prescription in clinical practice. In pregnancy-associated cramps, the evidence of oral magnesium supplementation is unclear (SORT B). To achieve more robust conclusions, higher quality RCT is needed, with more homogeneous methodologies. </p>      <p><b>Keywords: </b>Muscle cramp; Magnesium; Magnesium compounds.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>As c&atilde;ibras musculares s&atilde;o   contraturas musculares s&uacute;bitas, dolorosas, palp&aacute;veis e involunt&aacute;rias que podem   durar segundos a minutos<sup>1</sup>, afetando normalmente os m&uacute;sculos gastrocn&eacute;mios<sup>2</sup>.</p>     <p> Podem ser classificadas em tr&ecirc;s     entidades: idiop&aacute;ticas, incluindo c&atilde;ibras noturnas nas pernas;     parafisiol&oacute;gicas, associadas &agrave; gravidez ou induzidas pelo exerc&iacute;cio; e     sintom&aacute;ticas, relacionadas com fatores etiol&oacute;gicos como medica&ccedil;&atilde;o ou doen&ccedil;as<sup>3</sup>.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com estudos europeus,   as c&atilde;ibras atingem 37-60% da popula&ccedil;&atilde;o<sup>4-7</sup>, tendo uma preval&ecirc;ncia ainda  superior em indiv&iacute;duos mais velhos<sup><span style="mso-no-proof: yes">5</span></sup>.  Foi descrita uma maior     frequ&ecirc;ncia dos sintomas durante a noite (73%), sendo os m&uacute;sculos mais afetados     os da perna (83%)<sup>5</sup>. Quando frequentes, as c&atilde;ibras     podem causar um sofrimento significativo e perturba&ccedil;&atilde;o do sono<sup>.8-9</sup></p>       <p>As c&atilde;ibras musculares podem   ocorrer em v&aacute;rios contextos. S&atilde;o frequentemente observadas em indiv&iacute;duos mais   velhos e gr&aacute;vidas (em particular no terceiro trimestre), nos quais costumam   ocorrer em repouso<sup>1</sup>,e tamb&eacute;m durante ou logo ap&oacute;s     exerc&iacute;cio f&iacute;sico intenso<sup>10</sup>.     <p> Podem ainda estar associadas a     doen&ccedil;as do neur&oacute;nio motor (e.g., esclerose lateral amiotr&oacute;fica), insufici&ecirc;ncia     renal ou hep&aacute;tica, hipomagnesemia, hipocalcemia, hipotiroidismo, medica&ccedil;&atilde;o (e.g.,     diur&eacute;ticos, beta-agonistas) e hemodi&aacute;lise<sup>1,11</sup>.</p>     <p>Uma vez que a defici&ecirc;ncia de   magn&eacute;sio foi associada a excitabilidade neuronal e a um incremento da   transmiss&atilde;o neuromuscular e a sua reposi&ccedil;&atilde;o se provou eficaz no tratamento de   convuls&otilde;es no contexto de ecl&acirc;mpsia, foi equacionado um potencial benef&iacute;cio da   sua suplementa&ccedil;&atilde;o nas c&atilde;ibras musculares<sup>12</sup>. Neste sentido, est&atilde;o dispon&iacute;veis     v&aacute;rios suplementos de venda livre que consistem em sais de magn&eacute;sio combinados     com citrato, lactato, gluconato, malato, orotato, cloreto, &oacute;xido, carbonato,     hidr&oacute;xido, sulfato ou combina&ccedil;&otilde;es destes ani&otilde;es, estando dispon&iacute;veis sob a forma de comprimido, suspens&atilde;o l&iacute;quida ou p&oacute;<sup>1</sup>.</p>     <p>Contudo, embora estes suplementos   de magn&eacute;sio sejam ativamente comercializados na Europa<sup>8</sup>, permanecem d&uacute;vidas quanto &agrave; sua     efic&aacute;cia. Assim sendo, com este estudo pretendemos rever a evid&ecirc;ncia sobre a     efic&aacute;cia da suplementa&ccedil;&atilde;o oral de magn&eacute;sio na preven&ccedil;&atilde;o de c&atilde;ibras musculares em indiv&iacute;duos adultos.</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>Foi realizada uma pesquisa no dia 4 de julho de 2018 nas bases de dados <i>National Guideline Clearinghouse</i>,<i> Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase</i>,<i> Guidelines Finder</i>,<i> The Cochrane Library</i>, DARE,<i> Bandolier</i>,<i> Evidence-Based Medicine Online </i>e PubMed com os termos MeSH <i>muscle cramp</i>, <i>magnesium</i> e <i>magnesium compounds</i>, de artigos publicados desde 1 de janeiro de 2008 nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Os critérios de seleção de artigos utilizados estão descritos no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para atribuir os níveis de evidência (NE) e forças de recomendação foi utilizada a <i>Strength of Recommendation Taxonomy </i>(SORT),<i> </i>da <i>American Academy of Family Physicians</i>.</p>        <p><b>Resultados</b></p>      <p>Dos 47 artigos encontrados foram excluídos 38 após leitura do título e resumo e quatro após leitura integral do artigo. Deste modo, foram selecionados cinco artigos (uma MA, três RS e um ECAC). O processo de seleção dos estudos incluídos encontra-se descrito na <a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>.</p>     
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05f1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05f1.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>A MA de Sebo e colaboradores, publicada em 2014 (<a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>),   teve como objetivo rever a efic&aacute;cia do magn&eacute;sio no tratamento de c&atilde;ibras   noturnas nas pernas e os efeitos secund&aacute;rios desta terap&ecirc;utica comparativamente   ao placebo. Incluiu seis ECAC (<i>n</i>=315)   que compararam a terap&ecirc;utica com magn&eacute;sio oral ao placebo. Desses, tr&ecirc;s   inclu&iacute;ram apenas mulheres gr&aacute;vidas. As amostras foram pequenas, sendo que a   maior era de 80 participantes. Foram utilizadas diferentes formula&ccedil;&otilde;es   (citrato, lactato, bisglicenato) e doses de magn&eacute;sio (200 a 366mg/dia de   magn&eacute;sio elementar) e a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento variou entre cinco dias e seis   semanas. Dado que as medidas de <i>outcome</i> variaram consideravelmente entre os estudos n&atilde;o foi poss&iacute;vel realizar uma   meta-an&aacute;lise padr&atilde;o para agrupar os seus resultados, pelo que foram realizadas   simula&ccedil;&otilde;es. Os autores conclu&iacute;ram que, na popula&ccedil;&atilde;o em geral, a terap&ecirc;utica com   magn&eacute;sio n&atilde;o parece ser eficaz no tratamento de c&atilde;ibras noturnas nas pernas, mas que pode haver um pequeno efeito nas gr&aacute;vidas.</p>     
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q2.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q2.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A RS de Katzberg e colaboradores, publicada em 2010 (<a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>),   teve como objetivo rever a evid&ecirc;ncia da efic&aacute;cia de diferentes tratamentos   sintom&aacute;ticos de c&atilde;ibras musculares. Foram exclu&iacute;das c&atilde;ibras associadas ao   exerc&iacute;cio ou &agrave; gravidez. Dos 24 artigos inclu&iacute;dos apenas dois ECAC<sup>13-14</sup> compararam a suplementa&ccedil;&atilde;o de     magn&eacute;sio ao placebo. A ocorr&ecirc;ncia de efeitos laterais <i>minor</i> foi pouco frequente e semelhante ao grupo controlo e n&atilde;o     ocorreram efeitos laterais graves. Os autores conclu&iacute;ram que o magn&eacute;sio provavelmente n&atilde;o &eacute; eficaz no tratamento de c&atilde;ibras musculares.</p>     
<p>A RS de Garrison e colaboradores, publicada em 2012 (<a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>),   teve como objetivo rever o efeito da suplementa&ccedil;&atilde;o de magn&eacute;sio comparativamente   a n&atilde;o tratamento, placebo e outros tratamentos em indiv&iacute;duos com c&atilde;ibras   musculares. Incluiu seis ECAC que compararam a suplementa&ccedil;&atilde;o oral de magn&eacute;sio <i>versus</i> placebo (cinco ECAC) e <i>versus</i> n&atilde;o tratamento (um ECAC). Tr&ecirc;s   ensaios inclu&iacute;ram apenas c&atilde;ibras associadas &agrave; gravidez (<i>n</i>=191) e tr&ecirc;s ensaios somente c&atilde;ibras idiop&aacute;ticas (<i>n</i>=128). N&atilde;o foram encontrados estudos   relativos a c&atilde;ibras associadas ao exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Os ensaios usaram   diferentes formula&ccedil;&otilde;es (citrato, lactato e aspartato) e doses de magn&eacute;sio (200   a 366mg/dia de magn&eacute;sio elementar). As amostras foram pequenas (40 a 84   participantes) e a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento variou entre duas e seis semanas. Os   dados dos ensaios relativos a c&atilde;ibras idiop&aacute;ticas foram estudados atrav&eacute;s da   realiza&ccedil;&atilde;o de meta-an&aacute;lise. Contudo, o mesmo n&atilde;o foi poss&iacute;vel no caso das   c&atilde;ibras associadas &agrave; gravidez dada a heterogeneidade dos respetivos ensaios. Os   autores conclu&iacute;ram ser improv&aacute;vel que o magn&eacute;sio forne&ccedil;a uma profilaxia   clinicamente importante de c&atilde;ibras idiop&aacute;ticas em adultos mais velhos. Em   rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s c&atilde;ibras associadas &agrave; gravidez, a evid&ecirc;ncia foi controversa, dado que os &uacute;nicos dois estudos relevantes foram discordantes.</p>     
<p>A RS de Zhou e colaboradores, publicada tamb&eacute;m em 2015 (<a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>), teve como objetivo rever a efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a de diferentes interven&ccedil;&otilde;es   no tratamento de c&atilde;ibras nas pernas na gravidez. Quatro ECAC compararam a   suplementa&ccedil;&atilde;o oral de magn&eacute;sio durante duas a quatro semanas com placebo (tr&ecirc;s   ECAC) e com n&atilde;o tratamento (um ECAC). Um dos ensaios n&atilde;o especificou a idade gestacional   nos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e nos restantes esta variou entre 14 a 36 semanas. As   amostras variaram de 38 a 84 participantes e foram usadas diferentes doses e   formula&ccedil;&otilde;es de magn&eacute;sio. Dada a inconsist&ecirc;ncia dos <i>outcomes</i> reportados n&atilde;o foi poss&iacute;vel realizar uma meta-an&aacute;lise. A   ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es na gravidez, ao n&iacute;vel do parto e neonatais foram   pouco reportadas, pelo que n&atilde;o foi poss&iacute;vel averiguar a seguran&ccedil;a desta   interven&ccedil;&atilde;o. Os autores conclu&iacute;ram que o magn&eacute;sio n&atilde;o reduziu de forma   consistente a frequ&ecirc;ncia de c&atilde;ibras nas pernas, tendo mostrado uma redu&ccedil;&atilde;o em   dois ensaios<sup>15,19</sup></span> e n&atilde;o mostrando diferen&ccedil;a nos outros.</p>     
<p>O ECAC duplamente cego de Roguin   e colaboradores, publicado em 2017 (<a href="/img/revistas/rpmgf/v36n1/36n1a05q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>),     teve como objetivo determinar se o &oacute;xido de magn&eacute;sio era superior ao placebo na     profilaxia das c&atilde;ibras noturnas nas pernas. Foram inclu&iacute;dos indiv&iacute;duos com mais     de 21 anos e com quatro ou mais epis&oacute;dios de c&atilde;ibras noturnas detetadas na fase     de rastreio (duas semanas). Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o foram gravidez, tratamento     atual com quinina, suplementa&ccedil;&atilde;o de magn&eacute;sio, insufici&ecirc;ncia renal e doen&ccedil;as     neurol&oacute;gicas major. A amostra foi de 94 participantes, que foram aleatorizados     para receber &oacute;xido magn&eacute;sio (520mg de magn&eacute;sio elementar) ou placebo. Os     autores conclu&iacute;ram que o &oacute;xido de magn&eacute;sio n&atilde;o foi superior ao placebo na     redu&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia (<i>p</i>=0,67) ou     gravidade (<i>p</i>=0,38) das c&atilde;ibras     noturnas nas pernas, interpretando a redu&ccedil;&atilde;o verificada em ambos os grupos como prov&aacute;vel efeito placebo.</p>     
<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>      <p>Perante a evidência encontrada, a suplementação oral de magnésio na população geral parece não ser eficaz na prevenção de cãibras idiopáticas (SORT B), não havendo evidência que suporte a sua prescrição por rotina na prática clínica. Nas cãibras associadas à gravidez, a evidência da suplementação oral de magnésio não é clara (SORT B). No entanto, a robustez destas conclusões está comprometida pela relativa baixa qualidade e heterogeneidade das metodologias. Os critérios de inclusão não foram uniformes, incluindo populações com diferentes faixas etárias e diferentes características de cãibras (qualquer localização ou especificamente nas pernas; qualquer altura do dia ou apenas noturnas). A dimensão reduzida das amostras e a curta duração de tratamento foram limitações transversais a todos os estudos. Quanto ao tipo de intervenção, houve variabilidade entre os estudos na dose de magnésio elementar diária (200-520mg) e no tipo de formulação (citrato, lactato, aspartato, bisglicenato, óxido). Relativamente aos <i>outcomes</i>, embora a maioria dos estudos tenha considerado a diminuição da frequência de cãibras como <i>outcome</i> primário, a forma como essa diminuição foi medida variou (média ou mediana; número absoluto ou percentagem de redução; número de dias e/ou noites com cãibras ou número de cãibras), o que dificulta o agrupamento de dados e a extrapolação de conclusões.</p>      <p>Assim, são necessários ECAC de alta qualidade, com metodologias mais homogéneas, envolvendo um maior número de indivíduos, maior duração de tratamento e de <i>follow-up</i>, para se obter conclusões mais robustas sobre a eficácia e segurança da suplementação de magnésio nas cãibras musculares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p><!-[if supportFields]><![endif]->1.  Garrison SR, Allan GM, Sekhon RK, Musini VM, Khan KM. Magnesium for skeletal muscle cramps. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(9):CD009402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391539&pid=S2182-5173202000010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>2. Young G. Leg cramps. BMJ Clin Evid. 2009;2009:1113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391541&pid=S2182-5173202000010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>3. Parisi L, Pierelli F, Amabile G, Valente G, Calandriello E, Fattapposta F, et al. Muscular cramps: proposals for a new classification. Acta Neurol Scand. 2003;107(3):176-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391543&pid=S2182-5173202000010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>4. Hall AJ. Cramp and salt balance in ordinary life. Lancet. 1947;2(6468):231-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391545&pid=S2182-5173202000010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>5. Naylor JR, Young JB. A general population survey of rest cramps. 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BMC Fam Pract. 2016;17(1):111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391551&pid=S2182-5173202000010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>8. Monderer RS, Wu WP, Thorpy MJ. Nocturnal leg cramps. Curr Neurol Neurosci Rep. 2010;10(1):53-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391553&pid=S2182-5173202000010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>9. Hawke F, Chuter V, Burns J. Impact of nocturnal calf cramping on quality of sleep and health-related quality of life. Qual Life Res. 2013;22(6):1281-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391555&pid=S2182-5173202000010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>10. Schwellnus MP, Drew N, Collins M. Muscle cramping in athletes: risk factors, clinical assessment, and management. Clin Sports Med. 2008;27(1):183-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391557&pid=S2182-5173202000010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>11. Katzberg HD, Khan AH, So YT. Assessment: symptomatic treatment for muscle cramps (an evidence-based review): report of the Therapeutics and Technology Assessment Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology. 2010;74(8):691-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391559&pid=S2182-5173202000010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Sebo P, Cerutti B, Haller DM. Effect of magnesium therapy on nocturnal leg cramps: a systematic review of randomized controlled trials with meta-analysis using simulations. Fam Pract. 2014;31(1):7-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391561&pid=S2182-5173202000010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>13. Frusso R, Zárate M, Augustovski F, Rubinstein A. Magnesium for the treatment of nocturnal leg cramps: a crossover randomized trial. J Fam Pract. 1999;48(11):868-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391563&pid=S2182-5173202000010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>14. Roffe C, Sills S, Crome P, Jones P. Randomised, cross-over, placebo controlled trial of magnesium citrate in the treatment of chronic persistent leg cramps. Med Sci Monit. 2002;8(5):CR326-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391565&pid=S2182-5173202000010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>15. Dahle LO, Berg G, Hammar M, Hurtig M, Larsson L. The effect of oral magnesium substitution on pregnancy-induced leg cramps. Am J Obstet Gynecol. 1995;173(1):175-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391567&pid=S2182-5173202000010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>16. Nygaard IH, Valbø A, Pethick SV, Bøhmer T. Does oral magnesium substitution relieve pregnancy-induced leg cramps? Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2008;141(1):23-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391569&pid=S2182-5173202000010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>17. Young G. Leg cramps. BMJ Clin Evid. 2015;2015:1113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391571&pid=S2182-5173202000010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>18. Zhou K, West HM, Zhang J, Xu L, Li W. Interventions for leg cramps in pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2015;(7):CD010655.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391573&pid=S2182-5173202000010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>19. Supakatisant C, Phupong V. Oral magnesium for relief in pregnancy-induced leg cramps: a randomised controlled trial. Matern Child Nutr. 2015;11(2):139-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391575&pid=S2182-5173202000010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>20. Maor NR, Alperin M, Shturman E, Khairaldeen H, Friedman M, Karkabi K, et al. Effect of magnesium oxide supplementation on nocturnal leg cramps: a randomized clinical trial. JAMA Intern Med. 2017;177(5):617-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391577&pid=S2182-5173202000010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>21. Rosenbaum L. Beneficial effects of magnesium supplementation on idiopathic muscle cramps. ClinicalTrials.gov [Internet]; 2012. Available from: <a href="https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT00963638" target="_blank">https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT00963638</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391579&pid=S2182-5173202000010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>22. Sohrabvand F, Shariat M, Haghollahi F. Vitamin B supplementation for leg cramps during pregnancy. Int J Gynaecol Obstet. 2006;95(1):48-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1391580&pid=S2182-5173202000010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>C&aacute;tia Palha</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:catiapalha@gmail.com">catiapalha@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o ter quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 23-11-2018</b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 17-03-2019</b></p>           ]]></body><back>
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