<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732020000200001</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v36i2.12835</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O médico de família e o Covid-19]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maricoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiago]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rui]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hespanhol]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alberto]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<volume>36</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>100</fpage>
<lpage>102</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732020000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732020000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732020000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>O médico de família e o Covid-19</b></font></p>     <p><b>Paulo Santos*, </b>    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-2362-5527">https://orcid.org/0000-0002-2362-5527</a></p>     
<p><b>Tiago Maricoto*,</b></p>     <p><b> Rui Nogueira*,</b></p>     <p><b> Alberto Hespanhol*</b></p>     <p>*Equipa editorial da RPMGF. </p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>We cannot solve our problems with the same level of thinking that created them.</i></p>     <p>Albert Einstein</p>     <p>No dia 31 de dezembro de 2019 as autoridades chinesas reportaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) a existência de um surto de pneumonia de etiologia desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China. Um novo vírus da família dos coronavírus, entretanto classificado como SARS-Cov-2, foi identificado como a causa da doença chamada Covid-19. Trata-se de uma doença com uma amplitude de apresentação clínica entre um vulgar resfriado e uma pneumonia grave com falência multiorgânica, sépsis e eventualmente morte.</p>      <p>Um mês depois, em 31 de janeiro de 2020, a China reportava 9.714 casos e 213 mortos, representando 99,9% dos casos no mundo inteiro, onde não se registava mais nenhum óbito.</p>      <p>Já havia experiência anterior com vírus desta família. Na China, em 2002-2003, o vírus SARS-CoV passou do morcego aos humanos e provocou 8.096 casos de síndroma de stress respiratório agudo (SARS) e vitimou 774 doentes, sem novos casos notificados desde 2013. Na Arábia Saudita, desde 2012, o vírus MERS-CoV, uma zoonose com transmissão a partir dos dromedários da Península Arábica, provocou 2.519 casos e 866 mortes, mantendo-se ainda ativo.</p>      <p>Números impressionantes pela taxa de letalidade específica, mas limitados na sua expressão clínica, seja por serem limitados no tempo (SARS-CoV), seja por serem limitados na distribuição geográfica (MERS-CoV).</p>      <p>Nesta altura, o SARS-CoV-2 não era motivo de preocupação excessiva para o resto do mundo. A maior parte dos casos prevalentes situava-se em países à volta da China e os casos mais distantes apresentavam uma ligação direta à província de Hubei e à cidade de Wuhan. Os primeiros casos na Europa foram notificados em 25/01, na Rússia em 01/02, nos Estados Unidos em 21/01 e no Canada em 26/01. A situação não se alterou significativamente nas duas primeiras semanas de fevereiro, mesmo depois de ter sido registado o primeiro óbito no espaço europeu em 15/02 em França, numa altura em que os dados provenientes da China pareciam já ter ultrapassado o pico, mostrando uma descida no número diário de novos casos.</p>      <p>Uma vez mais a Europa tinha resistido a uma epidemia.</p>      <p>Mas, no dia 22 de fevereiro, a evolução dos novos casos no Continente Europeu começa a apresentar um crescimento exponencial. Em 4 de março o número de novos casos na Europa ultrapassa os da China e quatro dias depois ultrapassa os do resto do mundo (incluindo a China).</p>      <p>Em 11 de março, a OMS declara que o Covid-19 é uma pandemia, que significa que a infeção se alastrou a todo o mundo, ou a uma parte significativa, e que atinge um grande número de pessoas.<sup>1</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Europa está perante uma realidade que não se previa e não se antecipou. O modelo cultural e social europeu abriu um espaço de mais de 4 milhões de km², onde vivem 446 milhões de pessoas. Nesta Europa, o que acontece hoje em Milão reflete-se em Lisboa ou em Helsínquia no espaço de breves horas. A China é um país com 1,4 biliões de pessoas. A província de Hubei tem 59 milhões de habitantes, equivalente a Itália com 60 milhões, e a cidade de Wuhan tem 19 milhões de habitantes, o mesmo que o conjunto das províncias da Lombardia, Emília-Romanha e Veneto, as três mais afetadas pelo SARS-CoV-2. Mas a realidade é significativamente diferente nos processos de mobilidade e de vivência social.</p>      <p>Em Portugal o primeiro caso foi notificado em 2 de março e o primeiro óbito ocorreu em 16 de março. Escrevemos este texto no dia em que faz um mês sobre este primeiro caso. No dia 2 de abril temos oficialmente 9.034 casos confirmados, 209 óbitos e 240 doentes internados em unidades de cuidados intensivos.</p>      <p>No início, a estratégia de combate à epidemia foi estabelecida com base na resposta hospitalar de internamento e isolamento dos casos detetados, sendo necessário estabelecer a ligação epidemiológica para a presunção de caso: um doente com sintomas respiratórios (febre, tosse e dificuldade respiratória) só poderia ser considerado suspeito se apresentasse um contacto direto ou indireto com caso confirmado ou provável de infeção por SARS-CoV-2, nos 14 dias antes do início dos sintomas (Orientação n.º 002/2020 de 25/01/2020, atualizada em 10/02/2020), depois acrescentado com os casos de doença respiratória requerendo hospitalização (Orientação n.º 002A/2020, de 25/01/2020, atualizada em 09/03/2020). A validação da suspeição clínica passava obrigatoriamente por um contacto com a Linha de Apoio ao Médico, entretanto criada na estrutura da Direção-Geral da Saúde. Aos cidadãos foi oferecido um rastreio telefónico na Linha SNS24. São numerosos os relatos de quem passou horas a tentar estabelecer a comunicação com os serviços para desespero tanto de médicos como de doentes.</p>      <p>Longe das decisões palacianas, o país percebeu que tinha de ser concreto nas ações. Os profissionais de saúde suspenderam as formações em curso ou a realizar, fecharam-se as universidades, começando pelos cursos médicos, depois as escolas básicas e secundárias, seguido de um apelo à evicção dos ajuntamentos públicos e da sua proibição completa a 18 de março na declaração do estado de emergência pelo Sr. Presidente da República.</p>      <p>A Direção-Geral da Saúde, no entanto, manteve a orientação até 26/03/2020, com a entrada em vigor da Norma n.º 004/2020, de 23/03/2020, que transfere finalmente a decisão clínica para a avaliação médica, que, no entanto, permanece ligada a um conjunto normativo que mais do que orientador na forma e no processo se mostra confuso e criador de entropia.</p>      <p>Na prática, porém, é aqui que a estrutura de base do Serviço Nacional de Saúde, que tão bem tem cuidado da saúde dos portugueses, é chamada a agir nesta epidemia: dois meses depois do primeiro caso na Europa e 24 dias após o primeiro caso em Portugal.</p>      <p>É expectável que a maioria dos casos de infeção por SARS-CoV-2 tenha uma evolução benigna e pouco sintomática. Numa série chinesa incluindo 72.314 doentes, 80,9% apresentaram doença ligeira, sem qualquer morte associada. Os óbitos foram todos registados entre os doentes críticos (4,7%) com uma taxa de letalidade de 49,0%.<sup>2</sup></p>      <p>Em prevenção primária interessa perceber quais os grupos de risco onde a doença pode apresentar uma maior severidade e onde naturalmente se impõe uma atitude preventiva mais rigorosa: idade superior a 60 anos e presença de comorbilidades (hipertensão arterial, doença cardiovascular, diabetes, doença oncológica e doença respiratória crónica).<sup>2-3</sup> Também em prevenção primária assume particular relevância a intervenção educativa personalizada na intimidade da consulta ou gerindo, e até liderando, o fluxo informativo nas diferentes plataformas atualmente disponíveis,<sup>4</sup> não esquecendo o papel paradigmático do médico na forma como procede perante a sua comunidade. Em prevenção secundária ter-se-á de definir claramente se o objetivo é rastrear toda a população, proceder ao diagnóstico nos casos suspeitos ou simplesmente validar a etiologia nos casos graves. Dificilmente na atual conjuntura poder-se-ia optar pela via minimalista de rastrear à porta dos cuidados intensivos e não existe evidência que justifique a opção de rastreio sistemático populacional. O diagnóstico é um direito dos doentes e no atual quadro epidemiológico não se pode deixar de realçar a importância de realizar os testes diagnósticos em todos os níveis de cuidados. Somos, como sempre, o <i>pivot</i> do sistema, colocados na garantia de uma visão orientada, mas global, enquadrando a pessoa que está doente no seu contexto de vida. E, neste enquadramento, é importante neste momento rever a carteira de serviços disponível e poder adiar o adiável, sem perder de vista o acompanhamento em continuidade e os objetivos de saúde que temos com os nossos doentes. E temos de estar acessíveis porque é essa a nossa missão, sobretudo neste tempo em que, na dúvida, as pessoas vão recorrer ao seu médico em busca da segurança e orientação a que estão habituadas.</p>      <p>O papel do médico de família será o de sempre.<sup>5</sup> Seremos o médico generalista de cuidados personalizados, globais e em continuidade a todos os que nos procuram, independentemente da idade, género, etnia ou estado de saúde. Promoveremos uma medicina integral que conjuga os dados atuais da pessoa com o seu passado biopsicossocial, com a sua estrutura familiar e com a comunidade envolvente, nas suas características demográficas e socioculturais, oferecendo uma visão holística só possível neste contexto. Utilizaremos a interação única da relação médico-doente como ferramenta terapêutica no seu contexto e no seu resultado. Trabalharemos em equipa com outros profissionais, médicos e não médicos, nos diferentes níveis de assistência, compreendendo que isoladamente não conseguimos prestar os melhores cuidados à pessoa que em nós confia a sua saúde e a sua doença. Continuaremos a enquadrar o doente, não apenas como o portador de um diagnóstico, mas como uma pessoa que neste momento se encontra doente e, sem descurar o necessário tratamento que queremos baseado na melhor evidência, manter uma abertura para os aspetos de medicina preventiva, reabilitação e paliação que esta pessoa necessita.</p>      <p>Continuaremos a ser o primeiro ponto de contacto do cidadão com o sistema de saúde, acompanhando-o no processo e provendo pela sua saúde, curando algumas vezes, aliviando quase sempre e consolando sempre, como afirmou Hipócrates.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Porta MS, editor. A dictionary of epidemiology. 6th ed. Oxford: Oxford University Press; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1392656&pid=S2182-5173202000020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780195314496</p>      <!-- ref --><p>2. Novel Coronavirus Pneumonia Emergency Response Epidemiology Team. [The epidemiological characteristics of an outbreak of 2019 novel coronavirus diseases (COVID-19) in China]. Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi. 2020;41(2):145-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1392658&pid=S2182-5173202000020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Cascella M, Rajnik M, Cuomo A, Dulebohn SC, Di Napoli R. Features, evaluation and treatment coronavirus (COVID-19) [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2020. Available from: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554776/" target="_blank">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554776/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1392660&pid=S2182-5173202000020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Santos P, Sá L, Couto L, Hespanhol AP. Sources of information in health education: a cross-sectional study in Portuguese university students. Australas Med J. 2018;11(6):352-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1392661&pid=S2182-5173202000020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Allen J, Gay B, Crebolder H, Heyrman J, Svab I, Ram P. The European definition of general practice/family medicine [Internet]. In: SemFYC, EURACT. Barcelona: WONCA; 2011. Available from: <a href="https://www.woncaeurope.org/file/520e8ed3-30b4-4a74-bc35-87286d3de5c7/Definition%203rd%20ed%202011%20with%20revised%20wonca%20tree.pdf" target="_blank">https://www.woncaeurope.org/file/520e8ed3-30b4-4a74-bc35-87286d3de5c7/Definition%203rd%20ed%202011%20with%20revised%20wonca%20tree.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1392663&pid=S2182-5173202000020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:psantosdr@med.up.pt">psantosdr@med.up.pt</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Porta]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A dictionary of epidemiology]]></source>
<year>2014</year>
<edition>6</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Novel Coronavirus Pneumonia Emergency Response Epidemiology Team</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The epidemiological characteristics of an outbreak of 2019 novel coronavirus diseases (COVID-19) in China]]></article-title>
<source><![CDATA[Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi]]></source>
<year>2020</year>
<volume>41</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>145-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cascella]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rajnik]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cuomo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dulebohn]]></surname>
<given-names><![CDATA[SC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Di Napoli]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Features, evaluation and treatment coronavirus (COVID-19)]]></source>
<year>2020</year>
<publisher-loc><![CDATA[Treasure Island^eFL FL]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[StatPearls Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sá]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Couto]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hespanhol]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sources of information in health education: a cross-sectional study in Portuguese university students]]></article-title>
<source><![CDATA[Australas Med J]]></source>
<year>2018</year>
<volume>11</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>352-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gay]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crebolder]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heyrman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Svab]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ram]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The European definition of general practice/family medicine]]></article-title>
<source><![CDATA[SemFYC, EURACT]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WONCA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
