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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da ementa, adequação do consumo alimentar e desperdício em creches públicas concessionadas no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of the menu, food consumption and food waste in outsourced public daycare centers in Brazil]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-72302012000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-72302012000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-72302012000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A garantia de uma alimentação adequada, em seu aspecto quantitativo e qualitativo, é de suma importância para a promoção do crescimento e desenvolvimento das crianças que frequentam creches. Objectivos: Avaliar qualitativamente as ementas, em termos nutricionais e sensoriais, a adequação do consumo alimentar e o desperdício de alimentos oferecidos às crianças frequentadoras de creches públicas de gestão concessionada no município de São Paulo, Brasil. Metodologia: Este estudo é transversal e os dados foram recolhidos nos berçários de quatro creches, que recebiam 200 crianças entre 12 e 36 meses. Cada creche foi avaliada durante três dias, totalizando 24 dias e 120 refeições. A qualidade da ementa foi avaliada segundo o método Análise Qualitativa das Preparações de Ementas e o consumo alimentar foi avaliado pelo método de pesagem directa dos alimentos, sendo calculada a adequação segundo recomendações do Programa Nacional de Alimentação Escolar para energia, hidrato de carbono, proteína, gordura, fibra, vitamina A e C, cálcio, ferro e sódio. O desperdício de alimentos foi analisado pelo Índice de Resto-Ingestão (IR). Resultados: Os resultados reflectiram que a oferta de hortícolas foi insuficiente em mais de 90% dos dias e, a quantidade de hortícolas folhosas e alimentos ricos em enxofre foi compatível com o recomendado em 62% e 54% dos dias analisados, sendo expressiva a oferta de doces e alimentos contendo ácidos gordos trans. O consumo de energia, macronutrientes, fibra, vitamina A, cálcio e ferro foi inferior ao recomendado e o de vitamina C e sódio foi de duas a três vezes superior. O IR variou de 27 a 42% nas creches e de 10 a 49% nos alimentos analisados. Conclusões: Salienta-se a necessidade de revisão das preparações das refeições visando melhorar a aceitação pelas crianças, e do planeamento das ementas propostas no que concerne ao aporte nutricional e porcionamento per capita estipulados.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Ensuring adequate nutrition in its quantitative and qualitative aspect is very important for promoting growth and development of children at daycare centers. Objectives: Qualitative evaluation of the menu, in nutritional and sensorial terms, the adequacy of food intake and the food waste offered to children regularly attending public day care centers, which are managed by the city of São Paulo, Brazil. Methodology: This study is transversal and data was collected at nurseries from 4 day care centers, which attend 200 children aged from 12 to 36 months. Each day care center was evaluated during 3 days, coming up to 24 days and 120 meals. Menu quality was evaluated according to the qualitative analysis of menu preparation while food intake by the direct food weighting. Nutritional adequacy was analyzed in terms carbon, protein, fat, fiber, vitamin A and C, calcium, iron and sodium. Food waste was evaluated according to the Waste-ingestion index. Results: Vegetables offers were insufficient in more than 90% of the days and, the quantity of vegetables rich in sulfur component was compatible with the recommended level in 62% and 54¨% of the analyzed days. The offer of sweets and foods containing trans fatty acids was high. The consumption of energy, macronutrients, fiber, Vitamin A, calcium and iron was bellow recommendations and the Vitamin C and sodium's were two or three times higher. The Waste-ingestion index varied from 27 to 42% between day care centers and from 10 to 49% between food groups. Conclusions: It's clear the need of revising meals preparation, aiming to improve children's acceptance and menu's planning referring to the nutritional support and recommended per capita portion.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desperdício de alimentos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p><b >Avalia&#231;&#227;o da ementa, adequa&#231;&#227;o do consumo alimentar e desperd&#237;cio em creches p&#250;blicas concessionadas no Brasil</b>     <p> <b >Evaluation of the menu, food consumption and food waste in outsourced public daycare centers in</b> <b >Brazil</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b >Giovana Longo-Silva<sup>1<a href="#1">*</a><a name="top1"></a></sup>; Maysa Toloni<sup>1<a href="#1">**</a><a name="top1"></a></sup>; Sara Rodrigues<sup>2</sup>; Ada Rocha<sup>3</sup>; Jos&#233; Augusto Taddei<sup>4</sup> </b></p>     <p><sup>1</sup> Nutricionista, Doutoranda da Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto e Universidade Federal de S&#227;o Paulo  <br/><sup>2</sup> Nutricionista, Professora auxiliar da Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto <br/><sup>3</sup> Nutricionista, Professora associada da Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto <br/><sup>4</sup> M&#233;dico, Professor associado da Universidade Federal de S&#227;o Paulo</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Introdu&#231;&#227;o: A garantia de uma alimenta&#231;&#227;o adequada, em seu aspecto quantitativo e qualitativo, &#233; de suma import&#226;ncia para a promo&#231;&#227;o do crescimento e desenvolvimento das crian&#231;as que frequentam creches. <br/>Objectivos: Avaliar qualitativamente as ementas, em termos nutricionais e sensoriais, a adequa&#231;&#227;o do consumo alimentar e o desperd&#237;cio de alimentos oferecidos &#224;s crian&#231;as frequentadoras de creches p&#250;blicas de gest&#227;o concessionada no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, Brasil. <br/>Metodologia: Este estudo &#233; transversal e os dados foram recolhidos nos ber&#231;&#225;rios de quatro creches, que recebiam 200 crian&#231;as entre 12 e 36 meses. Cada creche foi avaliada durante tr&#234;s dias, totalizando 24 dias e 120 refei&#231;&#245;es. A qualidade da ementa foi avaliada segundo o m&#233;todo An&#225;lise Qualitativa das Prepara&#231;&#245;es de Ementas e o consumo alimentar foi avaliado pelo m&#233;todo de pesagem directa dos alimentos, sendo calculada a adequa&#231;&#227;o segundo recomenda&#231;&#245;es do Programa Nacional de Alimenta&#231;&#227;o Escolar para energia, hidrato de carbono, prote&#237;na, gordura, fibra, vitamina A e C, c&#225;lcio, ferro e s&#243;dio. O desperd&#237;cio de alimentos foi analisado pelo &#205;ndice de Resto-Ingest&#227;o (IR). <br/>Resultados: Os resultados reflectiram que a oferta de hort&#237;colas foi insuficiente em mais de 90% dos dias e, a quantidade de hort&#237;colas folhosas e alimentos ricos em enxofre foi compat&#237;vel com o recomendado em 62% e 54% dos dias analisados, sendo expressiva a oferta de doces e alimentos contendo &#225;cidos gordos trans. O consumo de energia, macronutrientes, fibra, vitamina A, c&#225;lcio e ferro foi inferior ao recomendado e o de vitamina C e s&#243;dio foi de duas a tr&#234;s vezes superior. O IR variou de 27 a 42% nas creches e de 10 a 49% nos alimentos analisados. <br/>Conclus&#245;es: Salienta-se a necessidade de revis&#227;o das prepara&#231;&#245;es das refei&#231;&#245;es visando melhorar a aceita&#231;&#227;o pelas crian&#231;as, e do planeamento das ementas propostas no que concerne ao aporte nutricional e porcionamento per capita estipulados. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave:</b> Desperd&#237;cio de alimentos, Creches, Alimenta&#231;&#227;o escolar, Qualidade dos alimentos<br/></p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Introduction: Ensuring adequate nutrition in its quantitative and qualitative aspect is very important for promoting growth and development of children at daycare centers. <br/>Objectives: Qualitative evaluation of the menu, in nutritional and sensorial terms, the adequacy of food intake and the food waste offered to children regularly attending public day care centers, which are managed by the city of S&#227;o Paulo, Brazil. <br/>Methodology: This study is transversal and data was collected at nurseries from 4 day care centers, which attend 200 children aged from 12 to 36 months. Each day care center was evaluated during 3 days, coming up to 24 days and 120 meals. Menu quality was evaluated according to the qualitative analysis of menu preparation while food intake by the direct food weighting. Nutritional adequacy was analyzed in terms carbon, protein, fat, fiber, vitamin A and C, calcium, iron and sodium. Food waste was evaluated according to the Waste-ingestion index. <br/>Results: Vegetables offers were insufficient in more than 90% of the days and, the quantity of vegetables rich in sulfur component was compatible with the recommended level in 62% and 54&#168;% of the analyzed days. The offer of sweets and foods containing trans fatty acids was high. The consumption of energy, macronutrients, fiber, Vitamin A, calcium and iron was bellow recommendations and the Vitamin C and sodium's were two or three times higher. The Waste-ingestion index varied from 27 to 42% between day care centers and from 10 to 49% between food groups. <br/>Conclusions: It's clear the need of revising meals preparation, aiming to improve children's acceptance and menu's planning referring to the nutritional support and recommended per capita portion. </p>     <p><b >keywords</b>: Food waste, Child day care centers, School meals, Food quality </p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >Introdu&#231;&#227;o</b> <br/>No Brasil as crian&#231;as matriculadas no ensino da rede p&#250;blica s&#227;o assistidas pelo Programa Nacional de Alimenta&#231;&#227;o Escolar (PNAE), criado oficialmente em 1955 e considerado o maior programa de alimenta&#231;&#227;o escolar do mundo (1). Trata-se de um atendimento universal e com um or&#231;amento previsto na casa dos 3,1 bilh&#245;es de reais para beneficiar cerca de 45,6 milh&#245;es de estudantes (2).  <br/>De acordo com as directrizes estabelecidas pelo PNAE as crian&#231;as que frequentam creches em per&#237;odo integral, correspondendo &#224; faixa et&#225;ria de zero a tr&#234;s anos, devem realizar cinco refei&#231;&#245;es di&#225;rias durante a perman&#234;ncia na institui&#231;&#227;o e as ementas devem ser elaboradas de modo a satisfazer 70% das suas necessidades nutricionais (1). <br/>No munic&#237;pio de S&#227;o Paulo o programa &#233; gerido pela Secretaria Municipal de Educa&#231;&#227;o, que nos &#250;ltimos anos evoluiu no sentido de concessionar a empresas de especialidade no servi&#231;o de refei&#231;&#245;es escolares (3). <br/>Nesta forma de gest&#227;o as refei&#231;&#245;es continuam a ser produzidas nas depend&#234;ncias escolares, por&#233;m o munic&#237;pio contrata uma empresa que se responsabiliza por todas as etapas do fornecimento de refei&#231;&#245;es, incluindo m&#227;o-de-obra qualificada e equipamentos de apoio. As empresas s&#227;o respons&#225;veis pela m&#227;o-de-obra operacional, manuten&#231;&#227;o de uma equipa de nutricionistas utens&#237;lios de mesa e de cozinha, equipamentos e mobili&#225;rios de cozinha, bem como manuten&#231;&#245;es e adapta&#231;&#245;es (3). <br/>A garantia de uma alimenta&#231;&#227;o adequada &#224;s crian&#231;as que permanecem em per&#237;odo integral em creches constitui uma preocupa&#231;&#227;o constante referida na literatura (4). De certa forma, as actividades na creche est&#227;o centralizadas na alimenta&#231;&#227;o, distribuindo os hor&#225;rios em que outras actividades s&#227;o iniciadas e terminadas, ocupando parte consider&#225;vel do tempo da crian&#231;a na institui&#231;&#227;o (5).  <br/>Apesar desta preocupa&#231;&#227;o, estudos conduzidos em v&#225;rios pa&#237;ses, desenvolvidos e em desenvolvimento, alertam para inadequa&#231;&#245;es na qualidade nutricional e sensorial das ementas e, sobretudo, para o consumo alimentar insuficiente em creches (4,6,7). <br/>Diversos factores tem sido referidos para justificar o quadro supracitado, e, consideram que no contexto das creches &#233; menor a individualiza&#231;&#227;o e, portanto, distancia-se em muito da realidade vivida pela crian&#231;a que fica em casa aos cuidados da m&#227;e, respons&#225;vel pela prepara&#231;&#227;o e oferta da alimenta&#231;&#227;o apenas para o(s) seu(s) filho(s), de forma tradicional e muito diferente do grupo de crian&#231;as que se alimentam colectivamente em creches (8). <br/>Pode-se considerar que al&#233;m do papel do adulto, incentivando o consumo alimentar, existem diversos factores que influenciam esta situa&#231;&#227;o: a frequ&#234;ncia das refei&#231;&#245;es e os intervalos entre elas, o respeito &#224; individualiza&#231;&#227;o de cada crian&#231;a quando ao tempo para alimentar-se, a forma de prepara&#231;&#227;o dos alimentos e por fim, a pr&#243;pria falta de apetite decorrente do estado de sa&#250;de (9). <br/>Em adi&#231;&#227;o, garantir estas condi&#231;&#245;es e a exist&#234;ncia de um ambiente agrad&#225;vel para realiza&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es constitui-se como pr&#225;tica preventiva ao desperd&#237;cio de alimentos, outro paradigma frequentemente relatado e destacado em estudos conduzidos no &#226;mbito escolar (10,11). </p>     <p><b >Objectivos</b> <br/>Diante do exposto, o objectivo do presente estudo foi avaliar a qualidade das ementas, em termos nutricionais e sensoriais, a adequa&#231;&#227;o do consumo alimentar e o desperd&#237;cio de alimentos oferecidos &#224;s crian&#231;as frequentadoras de creches p&#250;blicas de gest&#227;o concessionada no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo (SP), Brasil. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Metodologia</b>     <br/><u>Popula&#231;&#227;o de estudo</u>: Este estudo &#233;     parte integrante do &#8220;Projecto CrechEficiente &#8211; Impacto do treinamento de     educadores de creches p&#250;blicas/filantr&#243;picas nas pr&#225;ticas higi&#233;nico-diet&#233;ticas     e na sa&#250;de/nutri&#231;&#227;o dos lactentes&#8221;. O estudo partiu de 36 creches cadastradas     na Coordenadoria de Educa&#231;&#227;o da regi&#227;o de Santo Amaro, S&#227;o Paulo, sendo 16     p&#250;blicas (administra&#231;&#227;o, pr&#233;dio e funcion&#225;rios da prefeitura) e 20     filantr&#243;picas (pr&#233;dio da prefeitura e administra&#231;&#227;o e funcion&#225;rios da     institui&#231;&#227;o filantr&#243;pica). Destas, foram visitadas oito creches p&#250;blicas e dez     filantr&#243;picas, considerando a facilidade de transporte e acesso &#224;s suas     ]]></body>
<body><![CDATA[depend&#234;ncias. Ap&#243;s contactos telef&#243;nicos e visitas a essas institui&#231;&#245;es, quatro     creches p&#250;blicas e quatro filantr&#243;picas foram seleccionadas para o trabalho de     campo, segundo crit&#233;rios descritos a partir da metodologia proposta por Beghin     (12). Priorizaram-se os seguintes crit&#233;rios, em ordem decrescente de valor:     maior n&#250;mero de lactentes (crian&#231;as de zero a 24 meses), maior n&#250;mero de     educadores, aus&#234;ncia de interven&#231;&#227;o de educa&#231;&#227;o em sa&#250;de anterior, seguran&#231;a na     execu&#231;&#227;o da pesquisa e presen&#231;a de regras de admiss&#227;o que garantissem o     atendimento apenas &#224;s fam&#237;lias de baixa renda, consideradas aquelas com at&#233;     dois sal&#225;rios m&#237;nimos per capita por m&#234;s. Acrescenta-se que no Brasil a     concess&#227;o dos servi&#231;os de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o &#233; exclusiva das creches     ]]></body>
<body><![CDATA[p&#250;blicas. Desta forma, foram inseridas neste estudo apenas as creches p&#250;blicas.     <br/>O presente trabalho &#233; um estudo do tipo transversal,     desenvolvido nos ber&#231;&#225;rios de quatro creches de gest&#227;o concessionada. A recolha     de dados foi realizada entre o m&#234;s de Setembro e Dezembro de 2010 por quatro     nutricionistas p&#243;s graduandas da Universidade Federal de S&#227;o Paulo (UNIFESP).      <br/>Para a determina&#231;&#227;o do perfil socioecon&#243;mico das     crian&#231;as frequentadoras das institui&#231;&#245;es analisadas, foi aplicado aos pais um     question&#225;rio para identifica&#231;&#227;o do rendimento familiar de cada crian&#231;a, obtida     por meio de informa&#231;&#245;es sobre sal&#225;rios e outras fontes de rendimento de todos     os membros do agregado familiar. O somat&#243;rio obtido foi expresso em reais e     ]]></body>
<body><![CDATA[convertido em unidades de &#8220;sal&#225;rio m&#237;nimo (SM)&#8221; vigente no per&#237;odo em estudo.     Foram descritas as frequ&#234;ncias simples e percentuais da distribui&#231;&#227;o da idade,     do sexo e da classe econ&#243;mica das crian&#231;as.     <br/>Todos os dados obtidos foram duplamente digitados,     validados e analisados no programa estat&#237;stico Epi-Info 2000, vers&#227;o 3.4.3.      <br/>O projecto foi aprovado pelo Comit&#233; de &#201;tica em     Pesquisa da UNIFESP (processo 0442/10).     <br/>Todas as creches deste estudo possu&#237;am dois ber&#231;&#225;rios     (Ber&#231;&#225;rio I e II), que funcionavam de segunda &#224; sexta-feira, em per&#237;odo     integral, e serviam cinco refei&#231;&#245;es di&#225;rias, incluindo o pequeno-almo&#231;o, lanche     ]]></body>
<body><![CDATA[da manh&#227;, almo&#231;o, lanche da tarde e jantar. Foram avaliadas as ementas     servidas, o consumo alimentar e o desperd&#237;cio de alimentos nos oito ber&#231;&#225;rios das     creches seleccionadas, durante tr&#234;s dias n&#227;o consecutivos da semana,     correspondendo a 24 dias de an&#225;lise e 120 refei&#231;&#245;es.     <br/><u>Avalia&#231;&#227;o Qualitativa das Prepara&#231;&#245;es da Ementa</u>: A avalia&#231;&#227;o qualitativa da ementa foi realizada pelo m&#233;todo Avalia&#231;&#227;o     Qualitativa das Prepara&#231;&#245;es da Ementa, adaptado &#224; realidade de creches por     Menegazzo et al. (13), que considera oito crit&#233;rios para avalia&#231;&#227;o:     <br/><u>Presen&#231;a de frutas e sumos de frutas</u>: Face &#224; recomenda&#231;&#227;o de consumo di&#225;rio de pelo menos tr&#234;s por&#231;&#245;es de     frutas por dia (14), e, considerando que a crian&#231;a fa&#231;a uma refei&#231;&#227;o principal     completa no ambiente domiciliar (1), classificou-se como adequada a presen&#231;a de     ]]></body>
<body><![CDATA[pelo menos duas por&#231;&#245;es de frutas e/ou sumo de frutas naturais ao dia.     <br/><u>Presen&#231;a de hort&#237;colas</u>: destaca-se que n&#227;o foram consideradas as prepara&#231;&#245;es em que estes     alimentos n&#227;o eram os ingredientes principais, como sopas, tortas e bolos.     Analisando-se pelo mesmo contexto das frutas, face a recomenda&#231;&#227;o de consumo     di&#225;rio de pelo menos tr&#234;s por&#231;&#245;es de hort&#237;colas por dia (14), classificou-se     como adequada a presen&#231;a de pelo menos duas por&#231;&#245;es, pressupondo que a terceira     seria fornecida em casa.     <br/><u>Presen&#231;a de hort&#237;colas folhosas cruas</u>: neste crit&#233;rio foi considerada como adequada a oferta de pelo menos uma     por&#231;&#227;o de hort&#237;colas folhosas servidas cruas.     <br/><u>Monotonia de cores</u>: para esta     ]]></body>
<body><![CDATA[avalia&#231;&#227;o foram consideradas apenas as refei&#231;&#245;es do almo&#231;o e jantar, uma vez     que as demais refei&#231;&#245;es s&#227;o compostas por uma ou duas prepara&#231;&#245;es, n&#227;o sendo     previstas varia&#231;&#245;es. Esse crit&#233;rio foi considerado adequado quando pelo menos     50% dos alimentos ou prepara&#231;&#245;es n&#227;o apresentaram cores semelhantes.     <br/><u>Presen&#231;a de alimentos ricos em enxofre</u>: devido ao seu efeito produtor de gases, que pode ocasionar desconforto e     inc&#243;modos no trato gastrointestinal das crian&#231;as (15), foram analisados os     acompanhamentos e as saladas, sendo considerada adequada a oferta de no m&#225;ximo     um alimento ou prepara&#231;&#227;o ricos em enxofre, tendo como base a lista de     alimentos sulfurados: abacate, acelga, aipo, amendoim, batata-doce, alho, cebola,     castanha, br&#243;colis, couve-de-bruxelas, couve-flor, ervilha, gengibre, goiaba,     ]]></body>
<body><![CDATA[jaca, lentilha, ma&#231;&#227;, melancia, milho, mel&#227;o, mostarda, nabo, nozes, ovo,     rabanete, repolho e uva (16). O feij&#227;o n&#227;o foi inclu&#237;do nesta avalia&#231;&#227;o, uma     vez que no Brasil recomenda-se que seu consumo seja di&#225;rio (14).     <br/><u>Presen&#231;a de doces</u>: considerando     que o consumo m&#225;ximo de a&#231;&#250;cares e doces recomendado &#233; de uma por&#231;&#227;o por dia     (14), classificou-se como adequada a oferta de no m&#225;ximo uma por&#231;&#227;o de doce.     Nesta classifica&#231;&#227;o foram integradas, al&#233;m do a&#231;&#250;car de adi&#231;&#227;o, prepara&#231;&#245;es     pr&#233;-prontas como achocolatados, gelatinas, pudim, doce de leite, bolos, sumo     artificial, que cont&#233;m o a&#231;&#250;car como ingrediente principal.     <br/><u>Presen&#231;a de carnes gordurosas ou fritos</u>: este crit&#233;rio foi avaliado no almo&#231;o e no jantar individualmente, e     ]]></body>
<body><![CDATA[classificado como adequado quando no m&#225;ximo 25% do total de op&#231;&#245;es de carnes e     acompanhamentos quentes servidos no dia eram carnes gordas ou fritos. Define-se     como carnes gordas aquelas cuja composi&#231;&#227;o em gordura representa no m&#237;nimo 50%     do valor energ&#233;tico, nomeadamente, picanha, fraldinha, ac&#233;m, capa de fil&#233;,     costela, v&#237;sceras, contrafil&#233;, paleta, ponta de agulha (16).     <br/><u>Presen&#231;a de alimentos e/ou prepara&#231;&#245;es que contem     &#225;cidos gordos <i >trans</i></u>: n&#227;o havendo recomenda&#231;&#245;es dos n&#237;veis seguros de ingest&#227;o deste nutriente     (17), considerou-se como adequado a inexist&#234;ncia de alimentos e prepara&#231;&#245;es     contendo este tipo de &#225;cido gordo.     <br/>Todas as ementas foram classificadas na primeira fase     ]]></body>
<body><![CDATA[segundo cada crit&#233;rio, para tal, foram consultadas a Tabela Brasileira de     Composi&#231;&#227;o de Alimentos (TACO) (18) e a rotulagem nutricional dispon&#237;vel nas     embalagens dos alimentos industrializados. Posteriormente fez-se a     classifica&#231;&#227;o das ocorr&#234;ncias di&#225;rias de cada crit&#233;rio por ber&#231;&#225;rio avaliado.     Em seguida foi constatada a frequ&#234;ncia percentual de ocorr&#234;ncia dos crit&#233;rios,     por creche avaliada, considerando a percentagem de adequa&#231;&#227;o de cada um.      <br/><u>Consumo alimentar</u>: Para     avalia&#231;&#227;o do consumo alimentar foi utilizada a pesagem directa dos alimentos,     para garantir a precis&#227;o e consist&#234;ncia dos resultados, considerando a m&#233;dia de     ingest&#227;o do grupo.      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Desta forma, duas duplas de nutricionistas,     pesquisadoras p&#243;s graduandas da Universidade Federal de S&#227;o Paulo (UNIFESP),     recolheram dados em todos os ber&#231;&#225;rios das quatro creches, durante tr&#234;s dias     n&#227;o consecutivos, definidos aleatoriamente. Acrescenta-se que as directoras das     creches foram antecipadamente informadas sobre os dias de colecta, por&#233;m as     empresas concessionadas n&#227;o conheciam as datas espec&#237;ficas da avalia&#231;&#227;o.     <br/>A pesagem de alimentos s&#243;lidos foi realizada com a     utiliza&#231;&#227;o de balan&#231;a eletr&#243;nica digital port&#225;til Plenna<sup>&#174;</sup>, com capacidade de     5kg. Os alimentos l&#237;quidos foram medidos com o aux&#237;lio de recipiente graduado     (copo pl&#225;stico) a cada 50ml e capacidade para 1000ml.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Foram pesadas tr&#234;s por&#231;&#245;es de cada alimento e/ou     prepara&#231;&#227;o, seleccionados aleatoriamente, para obter a quantidade m&#233;dia servida     &#224;s crian&#231;as. Os alimentos n&#227;o consumidos foram colectados em sacos pl&#225;sticos,     sendo considerado como resto todo alimento e/ou prepara&#231;&#227;o que a crian&#231;a     deixava no copo ou prato.      <br/>Obtendo-se a m&#233;dia dos alimentos e/ou prepara&#231;&#245;es     servidas, multiplicou-se o valor pelo n&#250;mero de crian&#231;as de cada grupo. As     repeti&#231;&#245;es foram somadas ao valor total, obtendo desta forma a quantidade dos     alimentos e/ou prepara&#231;&#245;es servidas. Deste valor foi subtra&#237;do o resto     proporcional de cada alimento servido. Para c&#225;lculo do valor nutritivo das     ]]></body>
<body><![CDATA[refei&#231;&#245;es, utilizou-se o software DietWin Profissional 2.0<sup>&#174;</sup> (19).     <br/>A adequa&#231;&#227;o da ementa foi calculada para valor     energ&#233;tico, hidratos de carbono, prote&#237;nas, gordura total, fibra, vitamina A,     vitamina C, c&#225;lcio, ferro e s&#243;dio, considerando os valores de refer&#234;ncia     estipulados pelo PNAE (70% das necessidades nutricionais di&#225;rias) (1). Por n&#227;o     haver valores de refer&#234;ncia para o s&#243;dio definidos pelo Programa, a adequa&#231;&#227;o     deste mineral foi calculada com base no regulamento t&#233;cnico da Ag&#234;ncia Nacional     de Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria (ANVISA), que define valores de ingest&#227;o di&#225;ria     recomendados para crian&#231;as (20).     <br/>Destaca-se que as an&#225;lises referentes ao consumo     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentar foram realizadas contemplando-se a m&#233;dia entre os 8 ber&#231;&#225;rios     estudados. O agrupamento das creches e ber&#231;&#225;rios para an&#225;lise decorreu da     recomenda&#231;&#227;o nutricional n&#227;o diferenciada, homogeneidade das idades das     crian&#231;as, acrescentando que todas as creches eram geridas pela mesma empresa de     concess&#227;o, havendo padroniza&#231;&#227;o das por&#231;&#245;es de alimentos, bem como rotina de     actividades relacionadas &#224; alimenta&#231;&#227;o entre as creches estudadas.     <br/><u>Desperd&#237;cio de Alimentos</u>: O desperd&#237;cio de alimentos foi determinado quantitativamente pelo &#205;ndice     de Resto-Ingest&#227;o (IR), que estabelece a rela&#231;&#227;o percentual entre o Peso da     Refei&#231;&#227;o Rejeitada (PR) e o Peso da Refei&#231;&#227;o Distribu&#237;da (PRD), representada     pela f&#243;rmula: %IR = PR x 100/PRD (21), assumindo como aceit&#225;vel, em popula&#231;&#245;es     ]]></body>
<body><![CDATA[sadias, taxas inferiores a 10% (22).      </p><b > </b>     <p><b >Resultados</b> <br/>A distribui&#231;&#227;o de idades das crian&#231;as frequentadoras das sete creches estudadas foi homog&#233;nea, havendo 200 crian&#231;as com idades entre 12 e 36 meses. As condi&#231;&#245;es econ&#243;micas das fam&#237;lias atendidas neste servi&#231;o apontam que 68% tem renda familiar variando entre &#8220;menos de um SM&#8221; a &#8220;tr&#234;s SM&#8221;, sendo a mediana equivalente a &#8220;dois SM&#8221;. <br/>Com rela&#231;&#227;o &#224;s refei&#231;&#245;es observadas, o pequeno-almo&#231;o foi composto por leite (puro, com achocolatado, composto l&#225;cteo de cacau ou composto l&#225;cteo de caf&#233;) e p&#227;o (com margarina, geleia ou requeij&#227;o) alternando-se biscoitos sem recheio. No lanche da manh&#227; foi oferecido sumo de frutas natural. O almo&#231;o foi composto por arroz e feij&#227;o ou macarr&#227;o com carne bovina, de frango, enchido ou ovo acompanhados por salada crua e/ou hort&#237;colas cozidas, al&#233;m da sobremesa (fruta ou doce). No lanche da tarde foi oferecido apenas leite (puro, com achocolatado, composto l&#225;cteo de cacau ou composto l&#225;cteo de caf&#233;). O jantar tem composi&#231;&#227;o igual ao almo&#231;o ou composto unicamente por sopa e sobremesa (fruta ou doce).  <br/>A <a href ="/img/revistas/nut/n14/n14a03t1.jpg">Tabela 1</a> reflecte o n&#250;mero de dias em que houve a ocorr&#234;ncia de cada crit&#233;rio analisado, sendo observado que a oferta de frutas apresentou-se adequada em todos os dias avaliados.  Por outro lado, a oferta de hort&#237;colas foi insuficiente em mais de 90% dos dias. A quantidade de hort&#237;colas folhosos e alimentos ricos em enxofre foi compat&#237;vel com o esperado em apenas, respectivamente, 62,5% e 54,2% dos dias analisados. Foi tamb&#233;m expressiva a oferta de doces na ementa e alimentos contendo &#225;cidos gordos trans. <br/>O consumo alimentar baseado nos valores m&#233;dios, adequa&#231;&#227;o percentual, desvio padr&#227;o e valores m&#237;nimo e m&#225;ximo das dietas &#233; apresentado na <a href ="/img/revistas/nut/n14/n14a03t2.jpg">Tabela 2</a>. <br/>Os resultados reflectem que, com base nas recomenda&#231;&#245;es, os alimentos consumidos em m&#233;dia pelas crian&#231;as dos ber&#231;&#225;rios foram insuficientes em rela&#231;&#227;o &#224; energia, hidratos de carbono, prote&#237;na, gordura total, fibra, ferro vitamina A e c&#225;lcio. <br/>Por outro lado, para a vitamina C e s&#243;dio, as quantidades consumidas foram cerca de duas a tr&#234;s vezes superiores &#224;s recomendadas. <br/>O desperd&#237;cio dos alimentos, expresso pela percentagem de resto-ingest&#227;o &#233; apresentado na <a href ="/img/revistas/nut/n14/n14a03t3.jpg">Tabela 3</a>, na qual se observa que em todas as institui&#231;&#245;es e, para todos os alimentos analisados, o IR foi superior aos 10% considerado aceit&#225;vel, com excep&#231;&#227;o apenas do doce que se manteve no limite m&#225;ximo. </p><b > </b>     
<p><b >Discuss&#227;o</b>     <br/>Os resultados mostraram que o fornecimento de frutas     foi di&#225;rio. Estes dados discordam dos resultados de estudos realizados por     Menegazzo et al. (13), no qual a oferta de frutas na ementa de creches para     crian&#231;as de dois a seis anos de idade ocorreu em apenas 4% dos dias analisados     e por Neelon et al. (23), onde a oferta de frutas, mesmo estando prevista na     ementa elaborada para crian&#231;as at&#233; seis anos de idade, ocorreu em apenas 14,4%     ]]></body>
<body><![CDATA[dos dias observados.     <br/>Apesar da frequ&#234;ncia de oferta ser adequada,     ressalta-se que o IR da fruta variou de 22% a 51%, salientando a prov&#225;vel     inadequa&#231;&#227;o na quantidade consumida, o que pode ter contribu&#237;do para a     inadequa&#231;&#227;o do consumo de fibra (34,6%) tamb&#233;m observada no presente estudo. J&#225;     o sumo de frutas apresentou IR inferior (17%). A facilidade de ingest&#227;o do sumo     quando comparado com a fruta, por n&#227;o exigir mastiga&#231;&#227;o pode contribuir para a     melhor aceita&#231;&#227;o, por outro lado enfatiza-se que a sua prepara&#231;&#227;o tem como consequ&#234;ncia     a redu&#231;&#227;o de fibras e nutrientes (24).      <br/>A oferta de hort&#237;colas (8,3%) e hort&#237;colas folhosos     ]]></body>
<body><![CDATA[crus (62,5%) foi insuficiente, tendo variado de zero a 100%, fato preocupante     uma vez que estes alimentos apresentam diminui&#231;&#227;o na tend&#234;ncia de consumo nos     domic&#237;lios brasileiros, com redu&#231;&#227;o de 5 a 8% entre os anos de 2003 e 2008,     diminui&#231;&#227;o mais acentuada nas fam&#237;lias pertencentes as classes de menores     rendimento (25), ao qual pertencem as crian&#231;as deste estudo.     <br/>O crit&#233;rio relacionado com a monotonia de cores foi     considerado adequado em 29,2% dos dias avaliados, reflectindo a deficiente     criatividade em preparar alimentos diversificados e a necessidade de treino dos     profissionais de cozinha, para que possam, sem alterar a composi&#231;&#227;o da ementa,     tornar os pratos mais atractivos. (14).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Quanto &#224; oferta de alimentos ricos em enxofre,     observou-se que em 54,2% dos dias analisados foram oferecidos alimentos     sulfurados em excesso, destacando que a presen&#231;a de alimentos ricos em     amino&#225;cidos sulfurados aumenta a sensa&#231;&#227;o de desconforto g&#225;strico, pela     produ&#231;&#227;o de gases, ap&#243;s as refei&#231;&#245;es (15).      <br/>O doce foi oferecido em mais de 80% dos dias     analisados, dado alarmante, uma vez que o consumo de a&#231;&#250;car associa-se &#224; baixa     qualidade da dieta, sendo um factor de risco para o desenvolvimento de c&#225;rie     dent&#225;ria, excesso de peso e obesidade (26), bem como de doen&#231;as cr&#243;nicas n&#227;o     transmiss&#237;veis (DCNT) (27,28).      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>O baixo desperd&#237;cio de doces observado neste estudo,     cujo %IR foi de 10%, insinua que estes alimentos s&#227;o de boa aceita&#231;&#227;o pelas     crian&#231;as. Desta forma, acrescenta-se como sugest&#227;o que sejam ofertadas frutas     como sobremesas em substitui&#231;&#227;o aos doces.     <br/>A composi&#231;&#227;o das carnes oferecidas foi adequada em     79,2% dos dias, n&#227;o tendo sido observado neste crit&#233;rio a oferta de fritos, uma     vez que se preconiza a oferta deste tipo de prepara&#231;&#227;o apenas para crian&#231;as com     mais de dois anos de idade. Em contraposi&#231;&#227;o, Lopes&Rocha (29) observaram     em jardins-de-inf&#226;ncia em Portugal a presen&#231;a de componente frito em 21% das     ementas no decorrer de um m&#234;s, referindo institui&#231;&#245;es onde foram oferecidos     ]]></body>
<body><![CDATA[fritos em 45% das refei&#231;&#245;es. Em concord&#226;ncia, Erinosho et al. (30), constatou a     oferta de batatas fritas em 6,7% das 40 creches de Nova York analisadas durante     um dia.      <br/>Realidade alarmante foi observada na frequ&#234;ncia di&#225;ria     da oferta de alimentos contendo &#225;cidos gordos trans, uma vez que de acordo com     a <i >World Health Organization</i> (WHO)     (17) n&#227;o h&#225; n&#237;veis seguros de ingest&#227;o, dado os efeitos prejudiciais, sobretudo     como coadjuvante na ocorr&#234;ncia precoce de DCNT.     <br/>Os resultados mostraram que o consumo m&#233;dio de energia     foi adequado em 65%, valor muito inferior ao planeado. Resultados semelhantes     ]]></body>
<body><![CDATA[foram encontrados por Spinelli et al. (31) e Menezes&Os&#243;rio (32), que     obtiveram, respectivamente, adequa&#231;&#227;o de energia de 57 e 41%. Assim, a     alimenta&#231;&#227;o em casa, durante a noite e pela manh&#227;, &#233; indispens&#225;vel para     completar as necessidades nutricionais e deve ser orientada por nutricionistas,     harmonizando a actua&#231;&#227;o de educadores nas creches e pais nas suas resid&#234;ncias.     <br/>Bernardi et al. (33), avaliando o consumo alimentar no     &#226;mbito da creche e do domic&#237;lio, discutem que a aceita&#231;&#227;o alimentar na     institui&#231;&#227;o pode ser influenciada pela densidade energ&#233;tica dos alimentos     ingeridos no domic&#237;lio, antes e depois do per&#237;odo escolar. Em adi&#231;&#227;o, foi     constatada em Portugal por estudo conduzido por Santos&Rocha (34) com     ]]></body>
<body><![CDATA[crian&#231;as entre tr&#234;s e nove anos de idade, frequentadoras de escolas p&#250;blicas,     que constatou que 90,8% das crian&#231;as alimentavam-se de lanches trazidos de casa     e somente 0,6 consumiam a refei&#231;&#227;o servida pela escola. Tais observa&#231;&#245;es podem     justificar o elevado IR dos alimentos que compunham o pequeno-almo&#231;o oferecido     na creche (Leite, P&#227;o, Biscoito), destacando a diferen&#231;a de 16,3% entre o IR do     leite oferecido pela manh&#227; e no lanche da tarde. Pois, dados da literatura     sugerem que grande parte dos pais habitualmente oferecem o pequeno-almo&#231;o em     casa, mesmo cientes da exist&#234;ncia desta refei&#231;&#227;o na escola (35).     <br/>O consumo m&#233;dio de ferro e vitamina A foi inferior ao     recomendado, com adequa&#231;&#227;o de 80,7% e 95,9%, provavelmente devido ao facto do     ]]></body>
<body><![CDATA[leite oferecido nas creches ser fortificado com ferro e vitamina A (3) o que     permite concluir que a adequa&#231;&#227;o destes nutrientes teria sido ainda inferior se     considerados somente os alimentos tradicionais que compuseram a merenda.     <br/>A baixa ingest&#227;o de c&#225;lcio pode ser justificada pelo     elevado IR do leite, principal fonte deste nutriente, que variou de 28 a 77%     neste estudo. Resultado semelhante foi identificado num estudo conduzido por     Spinelli et al. (31) em creches p&#250;blicas de S&#227;o Paulo, cuja adequa&#231;&#227;o, ajustada     para 70% das necessidades, do consumo de c&#225;lcio por crian&#231;as entre 12 e 18     meses foi de 51,7%. A adequada ingest&#227;o deste micronutriente est&#225; associada &#224;     redu&#231;&#227;o da ocorr&#234;ncia de DCNT, como a hipertens&#227;o arterial, pela influ&#234;ncia na     ]]></body>
<body><![CDATA[regula&#231;&#227;o da tens&#227;o arterial; obesidade e diabetes, uma vez que o c&#225;lcio     intracelular desempenha um papel fundamental em dist&#250;rbios metab&#243;licos     associados &#224; adiposidade e resist&#234;ncia &#224; insulina (36).     <br/>Relativamente ao consumo de s&#243;dio, a m&#233;dia de consumo     foi tr&#234;s vezes superior ao recomendado, associado &#224; determina&#231;&#227;o da hipertens&#227;o     arterial e mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares j&#225; que estudos     epidemiol&#243;gicos oferecem evid&#234;ncias consistentes de que a hipertens&#227;o arterial     sist&#233;mica do adulto tem in&#237;cio na inf&#226;ncia (37).     <br/>Relativamente ao desperd&#237;cio observado nas refei&#231;&#245;es     completas (almo&#231;o e jantar) foi constatado que apenas 42% da quantidade de     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentos servidos no prato &#224; crian&#231;a s&#227;o efectivamente consumidos e nas     creches onde a refei&#231;&#227;o completa foi substitu&#237;da pela sopa no jantar, o IR     tamb&#233;m se mostrou elevado, correspondendo a 37%. Semelhante a estes resultados,     uma an&#225;lise a refei&#231;&#245;es escolares em Portugal, realizada por Campos et al. (10)     encontrou IR m&#233;dio equivalente a 31%, sendo o valor m&#237;nimo de 17%. Em oposi&#231;&#227;o,     Martins et al. (11) encontrou varia&#231;&#227;o de 1,8 a 7,5% na avalia&#231;&#227;o da rejei&#231;&#227;o     das refei&#231;&#245;es servidas em escolas p&#250;blicas do munic&#237;pio de Piracicaba, SP.     <br/>Tradicionalmente a sopa no Brasil caracteriza-se pela     baixa densidade energ&#233;tica e baixa qualidade nutricional, tendo como     constitui&#231;&#227;o de base cereais, como arroz ou macarr&#227;o e p&#243;s instant&#226;neos para     ]]></body>
<body><![CDATA[prepara&#231;&#227;o de sopa, apresentando usualmente pequena quantidade de hort&#237;colas,     sendo exemplos de sopas oferecidas na alimenta&#231;&#227;o escolar: sopa de macarr&#227;o com     carne bovina, sopa de canjiquinha com carne bovina e sopa de farinha de milho     com ovos (38). Desta forma, a substitui&#231;&#227;o de refei&#231;&#245;es completas pela sopa n&#227;o     &#233; incentivada, ressaltando ainda que pelas caracter&#237;sticas de prepara&#231;&#227;o     apresenta menor diferencia&#231;&#227;o de sabores, estimula&#231;&#227;o do paladar e da     mastiga&#231;&#227;o (14).     <br/>Diante dos resultados, que reflectem inadequa&#231;&#245;es na     composi&#231;&#227;o da ementa oferecida, at&#233; o consumo final, destaca-se que     possivelmente haja desacertos operacionais, que se estendem desde a prepara&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[at&#233; a oferta da refei&#231;&#227;o.      <br/>Neste contexto, de acordo com a <i >American Dietetic Association</i> (ADA) (23), crian&#231;as que permanecem     em creches em per&#237;odo integral devem ser ensinadas a compreender sensa&#231;&#245;es de     fome e saciedade e devem ter liberdade para definir as quantidades que querem     comer.     <br/>Tal recomenda&#231;&#227;o torna-se inaplic&#225;vel na medida que,     no sistema de gest&#227;o concessionado, as quantidades porcionadas s&#227;o estipuladas     pelas cozinheiras, mediante por&#231;&#245;es pr&#233;definidas por nutricionistas da empresa     contratada, havendo necessidade de interven&#231;&#245;es dos educadores que oferecem os     alimentos &#224;s crian&#231;as para eventuais repeti&#231;&#245;es. Esta din&#226;mica, na qual as     ]]></body>
<body><![CDATA[decis&#245;es e especifica&#231;&#245;es s&#227;o exclusivas da empresa contratada, &#233;     frequentemente criticada por estudos que avaliam a efici&#234;ncia deste tipo de     gest&#227;o (39,40). Tratando-se de crian&#231;as pequenas, cuja manifesta&#231;&#227;o verbal     muitas vezes &#233; inexistente, recomenda-se que a atitude de oferecer mais     alimentos, mesmo sem haver solicita&#231;&#227;o, devia ser praticada rotineiramente     (41).     <br/>Acrescenta-se que a concess&#227;o do servi&#231;o de refei&#231;&#227;o     representa a implanta&#231;&#227;o abstracta de um muro divisor, sendo a cozinha e seus     funcion&#225;rios um ambiente isolado da institui&#231;&#227;o, que mant&#233;m portas fechadas,     impedindo a interac&#231;&#227;o entre as crian&#231;as e educadores com o ambiente onde as     ]]></body>
<body><![CDATA[refei&#231;&#245;es s&#227;o produzidas.      <br/>Analisando-se por este prisma, constata-se que o     consumo de alimentos em creches pode ser prejudicado pelo ambiente     proporcionado pela pr&#225;tica separatista da concess&#227;o, em que a crian&#231;a n&#227;o     interage com o ambiente onde os alimentos s&#227;o produzidos. Esta situa&#231;&#227;o     compromete os dois extremos, de um lado o cozinheiro, que n&#227;o consegue     verificar a aceita&#231;&#227;o dos alimentos pelas crian&#231;as e n&#227;o observa os restos     alimentares deixados no prato, e, por outro lado a crian&#231;a que n&#227;o conhece a     origem do alimento, distanciando-se do situa&#231;&#227;o anterior &#224; concess&#227;o, quando o     cozinheiro pertencia ao quadro de funcion&#225;rios da creche, cen&#225;rio facilitador     ]]></body>
<body><![CDATA[de comunica&#231;&#227;o, al&#233;m da maior flexibilidade que se observava nas altera&#231;&#245;es de alimentos     que compunham a ementa, adequando-se &#224;s prefer&#234;ncias e particularidades     alimentares individuais (39).     <br/>Diante dos resultados obtidos e, da evolu&#231;&#227;o     irremiss&#237;vel desta forma de gest&#227;o no sector p&#250;blico, destaca-se a necessidade     de rigorosa fiscaliza&#231;&#227;o e supervis&#227;o das actividades pr&#225;ticas desenvolvidas no     processo de produ&#231;&#227;o e oferta de refei&#231;&#245;es nas creches, em paralelo com a     gest&#227;o do contrato.     </p>     <p><b >Conclus&#245;es</b> <br/>No presente estudo observou-se que a alimenta&#231;&#227;o oferecida &#224;s crian&#231;as frequentadoras de creches de gest&#227;o concessionada apresenta oferta insuficiente de hort&#237;colas e hort&#237;colas folhosos e oferta excessiva de doces, alimentos ricos em enxofre, carnes gordas, alimentos contendo &#225;cidos gordos <i >trans</i> e apresenta&#231;&#227;o de refei&#231;&#245;es com monotonia de cores, enfatizando, todavia, a oferta adequada de frutas em todos os dias analisados.  <br/>Paralelamente, os nutrientes consumidos em m&#233;dia pelas crian&#231;as apresentaram inadequa&#231;&#227;o generalizada, estando o consumo de energia, macronutrientes, fibra, vitamina A, c&#225;lcio e ferro inferior ao recomendado e o consumo de vitamina C e s&#243;dio acima da recomenda&#231;&#227;o. <br/>Por fim o IR reflectiu acentuada presen&#231;a de desperd&#237;cio de alimentos, sendo que mais de 1/3 dos alimentos servidos s&#227;o rejeitados, tornando-se urgente a necessidade de revis&#227;o das prepara&#231;&#245;es servidas e porcionamento dos alimentos, e a adop&#231;&#227;o de novas estrat&#233;gias na elabora&#231;&#227;o das ementas, visando o controlo do desperd&#237;cio alimentar. <br/>Em s&#237;ntese, salienta-se que, para promover a melhoria na qualidade nutricional das refei&#231;&#245;es e diminui&#231;&#227;o do desperd&#237;cio de alimentos, faz-se necess&#225;ria revis&#227;o das prepara&#231;&#245;es das ementas, sobretudo no seu aspecto sensorial, visando promover melhor aceita&#231;&#227;o pelas crian&#231;as, al&#233;m de, com base em resultados de estudos dispon&#237;veis na literatura, rever o planeamento das ementas propostas no que concerne ao aporte nutricional e porcionamento <i >per capita</i> estipulados. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >Refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas</b> <br/>1. Brasil. Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&#231;&#227;o (FNDE). Conselho Deliberativo (CV). Resolu&#231;&#227;o/CD/FNDE n. 38, de 16 de julho de 2009; 2009 Jul [citado 01 Abr 2012]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.asbran.org.br/sitenovo/arquivos/resolucao38.pdf" target="_blank">http://www.asbran.org.br/sitenovo/arquivos/resolucao38.pdf</a> <br/>2. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&#231;&#227;o (FNDE). Programas Alimenta&#231;&#227;o Escolar: Apresenta&#231;&#227;o [Internet]. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2011 Jan [citado 20 Jan 2012]. 1 p. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.fnde.gov.br/index.php/programas-alimentacao-escolar" target="_blank">http://www.fnde.gov.br/index.php/programas-alimentacao-escolar</a>  <br/>3. Portal da Secretaria Municipal de Educa&#231;&#227;o de S&#227;o Paulo [internet]. S&#227;o Paulo (SP) 2012. Departamento de Merenda Escolar: O Departamento. Dispon&#237;vel em: <a href="http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Projectos/sitemerenda/AnonimoSistema/MenuTexto.aspx&#8204;MenuID=30&MenuIDAberto=27" target="_blank">http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Projectos/sitemerenda/AnonimoSistema/MenuTexto.aspx&#8204;MenuID=30&MenuIDAberto=27</a> <br/>4. Longo-Silva G, Toloni MHA, Goulart RMM, Taddei JAAC. Avalia&#231;&#227;o do consumo alimentar em creches p&#250;blicas em S&#227;o Paulo, Brasil. Rev Paul Pediatr 2012; 30(1): 35-41 <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715431&pid=S2182-7230201200030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Zaccarelli EM, Philippi ST. Avalia&#231;&#227;o de momentos de refei&#231;&#227;o em creches. Nutrire. 2005; 30: 17-29 <br/>6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715432&pid=S2182-7230201200030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Dinis D, Rocha A. Avalia&#231;&#227;o da adequa&#231;&#227;o das quantidades per capita dos alimentos destinados aos alunos do 1.&#186; ciclo do ensino b&#225;sico. World Nutrition Rio. 2012 <br/>7. Vasquez F, Salazar G, Rodrigues MP, Andrade M. Comparaci&#243;n entre la ingesta alimentaria de preescolares obesos y eutr&#243;ficos asistentes a jardines infantiles de Junji de la zona oriente de Santiago. Arch Latinoam Nutr 2007; 57:343-48 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715433&pid=S2182-7230201200030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Martins-Filho J. A crian&#231;a terceirizada/ Os descaminhos das rela&#231;&#245;es familiares no mundo contempor&#226;neo. 3 ed. Campinas-SP: Papirus; 2009 <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715434&pid=S2182-7230201200030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Neelon SEB, Briley ME. Position of the American Dietetic Association: Benchmarks for Nutrition in Child Care. J Am Diet Assoc 2011;111:607-15 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715435&pid=S2182-7230201200030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Campos V, Viana I, Rocha A. Estudo dos desperd&#237;cios alimentares em meio escolar. Nutri&#231;&#227;o em Pauta 2011:60-64 <br/>11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715436&pid=S2182-7230201200030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Martins RCB, Medeiros MAT, Ragonha GM, Olbi JH, Segatti MEP, Osele MR. Aceitabilidade da alimenta&#231;&#227;o escolar no ensino p&#250;blico fundamental. Sa&#250;de Rev Piracicaba 2004; 6(13): 71-78 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715437&pid=S2182-7230201200030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Beghin I. Selecting specific nutrition intervention for incorporation into rural development projects. Philipp J Nutr. 1983; 36(3):106-114 <br/>13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715438&pid=S2182-7230201200030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Menegazzo M, Fracalossi K, Fernandes AC, Medeiros NI. Avalia&#231;&#227;o qualitativa das prepara&#231;&#245;es do card&#225;pio de centros de educa&#231;&#227;o infantil. Rev. Nutr 2011; 24(2):243-251 <br/>14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715439&pid=S2182-7230201200030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. OPS. Dez passos para uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel. Guia alimentar para crian&#231;as menores de dois anos. S&#233;rie A. Normas e Manuais T&#233;cnicos. 2&#170; ed. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2010 <br/>15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715440&pid=S2182-7230201200030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Reis NT. Nutri&#231;&#227;o cl&#237;nica: sistema digest&#243;rio. 1.&#170; ed. Rio de Janeiro: Rubio; 2003, 294p <br/>16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715441&pid=S2182-7230201200030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Philippi ST. Nutri&#231;&#227;o e t&#233;cnica diet&#233;tica. 2.&#170; ed. Barueri: Manole; 2006, 228p <br/>17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715442&pid=S2182-7230201200030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> World Health Organization (WHO). Preventing chronic diseases: a vital instrument. Geneva: WHO; 2005 <br/>18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715443&pid=S2182-7230201200030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Nepa. N&#250;cleo de Estudos e pesquisas em Alimenta&#231;&#227;o. Tabela brasileira de composi&#231;&#227;o de alimentos. 4.&#170; ed. Campinas: NEPA/UNICAMP; 2011. 161 p <br/>19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715444&pid=S2182-7230201200030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Software de avalia&#231;&#227;o nutricional. DietWin Profissional Vers&#227;o 2.0&#174; [programa de computador]. Porto Alegre: Brubins Com&#233;rcio de Alimentos e Supergelados; 2002 <br/>20. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Ag&#234;ncia Nacional de Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria. Resolu&#231;&#227;o da Diretoria Colegiada &#8211; RDC n.&#186; 269, de 22 de setembro de 2005 2005 <br/>21. Carver AF, Patton MB. Plate waste in a school lunch. I. Over-all waste. J Am Diet Assoc 1958; 34(6):615-8 <br/>22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715445&pid=S2182-7230201200030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). Resolu&#231;&#227;o CFN n. 380, de 9 de Dezembro de 2005. Bras&#237;lia: CFN; 2005 Dez [citado 05 fev 2012]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.cfn.org.br/novosite/pdf/res/2005/res380.pdf" target="_blank">http://www.cfn.org.br/novosite/pdf/res/2005/res380.pdf</a> <br/>23. Neelon SEB, Copeland KA, Ball SC, Bradley L, Ward DS. Comparison of menus to actual foods and beverages served in North Carolina child-care centers. J Am Diet Assoc 2010; 110(12):1890-5 <br/>24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715446&pid=S2182-7230201200030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Nicklas TA, O&#8217;Neil CE, Kleinman R. Association between 100% juice consumption and nutriente intake and weight of children aged 2 to 11 years. Arch Pediatr Adolesc Med 2008; 162:557-65 <br/>25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715447&pid=S2182-7230201200030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE). Pesquisa de Or&#231;amento Familiar (POF) 2008-2009. 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Caloric sweetener consumption and dyslipidemia among US adults. JAMA 2010; 303:1490&#8211;7 <br/>28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715449&pid=S2182-7230201200030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Fung TT, Malik V, Rexrode KM, Manson JE, Willett WC, Hu FB. Sweetened beverage consumption and risk of coronary heart disease in women. Am J Clin Nutr 2009; 89:1037&#8211;42 <br/>29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715450&pid=S2182-7230201200030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Lopes A, Rocha A. Avalia&#231;&#227;o qualitativa das ementas dos jardins-de-inf&#226;ncia e escolas do primeiro ciclo de Pombal. Alimenta&#231;&#227;o Humana 2010; 16(1):44-58 <br/>30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715451&pid=S2182-7230201200030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Erinosho T, Dixon LB, Young C, Brotman LM, Hayman LL. Nutrition practices and children&#8217;s dietary intakes at 40 child-care centers in New York. J Am Diet Assoc 2011; 111:1391-97 <br/>31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715452&pid=S2182-7230201200030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Spinelli MGN, Goulart RMM, Santos ALP, Gumiero LDC, Farhud CC, Freitas EB et al. Consumo alimentar de crian&#231;as de 6 a 18 meses em creches. Rev Nutr 2003; 16: 409-14 <br/>32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715453&pid=S2182-7230201200030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Menezes RCE, Os&#243;rio MM. Energy and protein intake and nutritional status of children under five years of age in Pernambuco state, Brazil. 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Valor nutricional da merenda escolar e sua aceitabilidade. Revista Sa&#250;de e Pesquisa 2010; 3(1 ): 71-77 <br/>39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715459&pid=S2182-7230201200030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Rodrigues PS. O Programa Nacional de Alimenta&#231;&#227;o Escolar no Esp&#237;rito Santo: tens&#245;es entre estado e mercado no processo pioneiro de terceiriza&#231;&#227;o [Disserta&#231;&#227;o de Mestrado]. [Esp&#237;rito Santos (ES)]: Universidade Federal do Esp&#237;rito Santo; 2011 <br/>40. Nogueira RM. O Programa Nacional de Alimenta&#231;&#227;o Escolar: como uma pol&#237;tica p&#250;blica: o caso de Campinas-SP [Disserta&#231;&#227;o de Mestrado]. [Campinas (SP)]: Faculdade de Educa&#231;&#227;o, Universidade Estadual de Campinas; 2005 <br/>41. Oliveira MN. Impacto do treinamento de educadores de ber&#231;&#225;rios de creches em seus conhecimentos e pr&#225;ticas sobre alimenta&#231;&#227;o [dissertation]. Universidade Federal de S&#227;o Paulo 2011 </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Giovana Longo-Silva <br/>Rua Loefgreen, n.&#186; 1647, <br/>04040-032, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brasil <br/><a href="mailto:giovana_longo@yahoo.com.br">giovana_longo@yahoo.com.br</a></p> </p>  <br/>Recebido a 25 de Junho de 2012 <br/>Aceite a 17 de Outubro de 2012 <br/>  <br/>  <br/><a href="#top1">*</a><a name="1"></a>Bolsista da CAPES/PDSE &#8211; S&#227;o Paulo (SP), Brasil - Processo n.&#186; 9029-11-7 <br/><a href="#top1">**</a><a name="1"></a>Bolsita da CAPES/PSDE &#8211; S&#227;o Paulo (SP), Brasil - Processo n.&#186; 9032-11-8 <br/>       ]]></body><back>
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