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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Projecto &#8220;EDUCALIMENTAMIR&#8221; do município de Mirandela]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction and Objectives: The project "EDUCALIMENTAMIR" of the municipality of Mirandela intends to promote healthy eating behaviours through awareness raising and educational and recreational activities of nutrition education for the children of 12 preschools and 16 1st Cycle of Basic Education schools (CBE). Methodology: In a first phase of this project, professionals in the field of dietetics and nutrition collected anthropometric data (weight, height, Body Mass Index (BMI) percentiles for BMI / Age according to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), of 145 children from pre-school and 688 children in the 1st Cycle of Basic Education, out of 165 children enrolled in pre-school and 782 children in a 1st CBE schools. In this phase, a questionnaire on eating habits and physical exercise was also answered by 142 students from the 1st CBE from 6 schools randomly selected. In the 2nd phase, awareness-raising and fun activities about healthy eating, were carried out to all students enrolled in 12 public establishments of pre-school and in 16 schools 1st CBE of this city. Results: Among the children evaluated from preschool, there were 69 boys and 76 girls. The results showed that 2,8% were underweight and 62,8% normal weight, 15,8% pre-obese and 18,6% obese. Among the children of the 1st CBE, 348 were boys and 340 were girls. It was revealed that 1,5% were underweight, 58,6% of normal weight, 17,2% pre-obese and 22,8% obese. Discussion and Conclusions: Thus, this study concludes that the prevalence of overweight children in preschool is 34,4% and 40% in the 1st CBE, which supports the need of nutrition education interventions as streamlined by this municipality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação alimentar]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamentos alimentares]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Eating behaviours]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b >ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p><b >Projecto &#8220;EDUCALIMENTAMIR&#8221; do munic&#237;pio de Mirandela</b>     <p><b >Project "EDUCALIMENTAMIR" of the municipality of Mirandela</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >Sandra Camelo<sup>1</sup>; Sandra Capit&#227;o<sup>2</sup>; Filomena Pereira<sup>3</sup>; Vanessa Vidal<sup>3</sup>; Maria Gentil Pontes Vaz<sup>4</sup> </b></p>     <p><sup>1</sup>Nutricionista, PEPAL, Munic&#237;pio de Mirandela  <br/><sup>2</sup>Dietista, PEPAL, Munic&#237;pio de Mirandela <br/><sup>3</sup>Estagi&#225;ria, Curso de Diet&#233;tica do Instituto Polit&#233;cnico de Bragan&#231;a <br/><sup>4</sup>Vereadora da Educa&#231;&#227;o, Cultura e Turismo, Munic&#237;pio de Mirandela</p>      <p><b ><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Introdu&#231;&#227;o e Objectivos: O projecto &#8220;EDUCALIMENTAMIR&#8221; do Munic&#237;pio de Mirandela pretende promover comportamentos alimentares saud&#225;veis atrav&#233;s de ac&#231;&#245;es de sensibiliza&#231;&#227;o e actividades pedag&#243;gicas e l&#250;dicas de educa&#231;&#227;o alimentar para as crian&#231;as dos 12 estabelecimentos de ensino pr&#233;-escolar e dos 16 do 1.&#186; Ciclo de Ensino B&#225;sico (CEB). <br/>Metodologia: Na 1.&#170; fase deste projecto foram recolhidos dados antropom&#233;tricos (Peso, Altura, &#205;ndice de Massa Corporal (IMC), percentis de IMC/ Idade de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), por profissionais da &#225;rea da diet&#233;tica e nutri&#231;&#227;o a 145 crian&#231;as do ensino pr&#233;-escolar e 688 crian&#231;as do 1.&#186; CEB, do total de 165 crian&#231;as inscritas no ensino pr&#233;-escolar e 782 crian&#231;as do 1.&#186; CEB. Nesta fase foi tamb&#233;m elaborado um question&#225;rio sobre h&#225;bitos alimentares e pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico preenchido por 142 alunos do 1.&#186; CEB de 6 escolas seleccionadas aleatoriamente. Na 2.&#170; fase foram realizadas ac&#231;&#245;es de sensibiliza&#231;&#227;o e actividades l&#250;dicas sobre alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel a todos os alunos inscritos nos 12 estabelecimentos p&#250;blicos do ensino pr&#233;-escolar e nas 16 escolas do 1.&#186; CEB deste Munic&#237;pio. <br/>Resultados: No total de crian&#231;as do ensino pr&#233;-escolar avaliadas, 69 crian&#231;as pertenciam ao sexo masculino e 76 ao sexo feminino. Verificou-se que 2,8% apresentavam baixo peso e 62,8% peso normal, 15,8% pr&#233;-obesidade e 18,6% obesidade. Do total de crian&#231;as do 1.&#186; CEB, 348 crian&#231;as pertenciam ao sexo masculino e 340 ao sexo feminino. Verificou-se que 1,5% apresentavam baixo peso, 58,6% peso normal, 17,2% pr&#233;-obesidade e 22,8% obesidade.  <br/>Discuss&#227;o e Conclus&#245;es: Assim, concluiu-se que a preval&#234;ncia de excesso de peso das crian&#231;as do ensino pr&#233;-escolar &#233; de 34,4% e de 40% para as crian&#231;as do 1.&#186; CEB, o que fundamenta a necessidade de interven&#231;&#245;es de educa&#231;&#227;o alimentar como as dinamizadas por este Munic&#237;pio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Educa&#231;&#227;o alimentar, Crian&#231;as, Comportamentos alimentares</p>     <p>&nbsp;</p><hr>    <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b></p>     <p> <br/>Introduction and Objectives: The project "EDUCALIMENTAMIR" of the municipality of Mirandela intends to promote healthy eating behaviours through awareness raising and educational and recreational activities of nutrition education for the children of 12 preschools and 16 1st Cycle of Basic Education schools (CBE). <br/>Methodology: In a first phase of this project, professionals in the field of dietetics and nutrition collected anthropometric data (weight, height, Body Mass Index (BMI) percentiles for BMI / Age according to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), of 145 children from pre-school and 688 children in the 1st Cycle of Basic Education, out of 165 children enrolled in pre-school and 782 children in a 1st CBE schools. In this phase, a questionnaire on eating habits and physical exercise was also answered by 142 students from the 1st CBE from 6 schools randomly selected. In the 2nd phase, awareness-raising and fun activities about healthy eating, were carried out to all students enrolled in 12 public establishments of pre-school and in 16 schools 1st CBE of this city.  <br/>Results: Among the children evaluated from preschool, there were 69 boys and 76 girls. The results showed that 2,8% were underweight and 62,8% normal weight, 15,8% pre-obese and 18,6% obese. Among the children of the 1st CBE, 348 were boys and 340 were girls. It was revealed that 1,5% were underweight, 58,6% of normal weight, 17,2% pre-obese and 22,8% obese. <br/>Discussion and Conclusions: Thus, this study concludes that the prevalence of overweight children in preschool is 34,4% and 40% in the 1st CBE, which supports the need of nutrition education interventions as streamlined by this municipality.</p>     <p><b >keywords</b>: Nutrition education, Children, Eating behaviours</p>     <p>&nbsp;</p><hr>    <p>&nbsp;</p>      <p><b >Introdu&#231;&#227;o</b> <br/>Nos &#250;ltimos 10 anos a preval&#234;ncia da obesidade entre as crian&#231;as europeias aumentou de 5% para 10%, em alguns pa&#237;ses. Em Portugal 30% das crian&#231;as entre os 7 e os 11 anos apresentam pr&#233;-obesidade ou obesidade, dados relativos ao Programa Nacional de Sa&#250;de Escolar, implementado pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de desde 2006 (1). <br/>Os h&#225;bitos alimentares incorrectos aliados a acentuados n&#237;veis de sedentarismo s&#227;o os factores mais determinantes para o aumento da incid&#234;ncia da obesidade em idade pedi&#225;trica (2). <br/>A pr&#225;tica de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel na inf&#226;ncia &#233; fundamental, dadas as necessidades nutricionais espec&#237;ficas deste grupo et&#225;rio. A escolha alimentar &#233; uma &#225;rea na qual a crian&#231;a, desde cedo come&#231;a a demonstrar a sua independ&#234;ncia e autonomia, na qual uma educa&#231;&#227;o alimentar vir&#225; a revelar-se importante, visto que precocemente esta contribui para reverter a preval&#234;ncia de doen&#231;as cr&#243;nicas, nomeadamente a obesidade infantil, e desta forma garantir a prefer&#234;ncia por comportamentos alimentares saud&#225;veis que persistem na vida adulta (3, 4). No processo de cria&#231;&#227;o de padr&#245;es alimentares saud&#225;veis, a escola deve assumir a sua parte da responsabilidade no que diz respeito a ensinar a crian&#231;a a distinguir que tipos de comportamentos alimentares deve ter, bem como levar a crian&#231;a a perceber o porqu&#234; da necessidade de excluir da sua dieta alimentar determinados alimentos (1). <br/>Cabe tamb&#233;m &#224; escola, n&#227;o s&#243; procurar disponibilizar no seu espa&#231;o f&#237;sico produtos que v&#227;o de encontro a padr&#245;es de consumo saud&#225;veis, como ainda deve procurar atrav&#233;s dos programas curriculares e actividades extracurriculares, promover um conjunto de conhecimentos e pr&#225;ticas que levem as crian&#231;as a adoptarem h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis (5).  <br/>O papel da escola &#233; fundamental, uma vez que poder&#225; proporcionar &#224;s crian&#231;as uma educa&#231;&#227;o alimentar que os orientar&#225; para h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis (1). Daqui se depreende, que existe uma forte necessidade em estabelecer uma liga&#231;&#227;o e coordena&#231;&#227;o entre a escola e a fam&#237;lia da crian&#231;a, de modo a que a ac&#231;&#227;o levada a cabo por uma delas n&#227;o encontre uma actua&#231;&#227;o contraproducente na outra (6). <br/>A possibilidade de interven&#231;&#227;o no contexto escolar &#233; crucial para a promo&#231;&#227;o de conhecimentos aprofundados e de bons h&#225;bitos alimentares, atendendo a que as crian&#231;as que adoptam precocemente na vida uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel t&#234;m mais probabilidade de a manter durante toda a vida (5, 7). <br/>Para que um projecto de promo&#231;&#227;o de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel tenha impacto no meio escolar e familiar, visto que a fam&#237;lia &#233; respons&#225;vel pela forma&#231;&#227;o do comportamento alimentar da crian&#231;a atrav&#233;s da aprendizagem social, tendo os pais o papel de primeiros educadores alimentares e nutricionais, deve-se reunir condi&#231;&#245;es favor&#225;veis &#224; mudan&#231;a, envolvendo e capacitando toda a comunidade educativa a fazer escolhas de alimentos de acordo com as necessidades nutritivas essenciais do nosso corpo (6). <br/>Visto que as crian&#231;as passam a maior parte do dia na escola, onde est&#227;o sujeitas &#224; influ&#234;ncia dos colegas, professores e auxiliares de ac&#231;&#227;o educativa, o meio escolar torna-se assim, por excel&#234;ncia, um local ideal para implementar e modificar positivamente os comportamentos alimentares.</p>     <p><b >Objectivos</b> <br/>Avaliar o estado nutricional das crian&#231;as do ensino pr&#233;-escolar e do 1.&#186; CEB do Munic&#237;pio de Mirandela, comparando os resultados entre estabelecimentos de ensino (Jardins de Inf&#226;ncia/Escolas do 1.&#186; CEB; Meio urbano/rural).  <br/>Classificar o estado nutricional das crian&#231;as, verificando a preval&#234;ncia de pr&#233;-obesidade e obesidade nas crian&#231;as do ensino pr&#233;-escolar e do 1.&#186; CEB. <br/>Verificar e identificar os h&#225;bitos alimentares e pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico das crian&#231;as do 1.&#186; CEB. <br/>Transmitir conhecimentos de alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel e de actividade f&#237;sica, verificando a sua assimila&#231;&#227;o e compreens&#227;o. <br/>Promover h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis e pr&#225;tica de actividade f&#237;sica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Metodologia</b> <br/>Foram contactados os dois agrupamentos escolares e todas as escolas p&#250;blicas do ensino pr&#233;-escolar e do 1.&#186; CEB do Munic&#237;pio. Os 12 estabelecimentos de ensino pr&#233;-escolar (100%) e 16 do 1.&#186; CEB (100%) aceitaram participar no projecto. <br/>Este projecto divide-se em 3 fases, a 1.&#170; fase consiste na avalia&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares, pr&#225;tica de actividade f&#237;sica e estado nutricional, a 2.&#170; fase na realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de sensibiliza&#231;&#227;o e actividades l&#250;dicas sobre alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel e actividade f&#237;sica e a 3.&#170; fase reavalia&#231;&#227;o do estado nutricional e dos h&#225;bitos alimentares. <br/>Para a avalia&#231;&#227;o do estado nutricional foram recolhidos dados antropom&#233;tricos (peso e altura). A avalia&#231;&#227;o do peso foi realizada utilizando uma balan&#231;a digital BC545 da marca TANITA<sup>&#174;</sup>, com a crian&#231;a sobre o centro da plataforma da balan&#231;a para que o peso se distribu&#237;sse igualmente pelos dois p&#233;s. A estatura foi medida com um estadi&#243;metro port&#225;til 214 da marca SECA<sup>&#174;</sup>, em p&#233; com os calcanhares unidos e a cabe&#231;a posicionada no plano horizontal de <i >Frankfort</i>, e com os calcanhares, n&#225;degas e costas encostadas &#224; parte anterior do estadi&#243;metro. Para o c&#225;lculo do &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) utilizou-se a f&#243;rmula de <i >Quetelet</i>: IMC = peso (kg) / altura (m)<sup>2</sup>. Durante este per&#237;odo foram seleccionadas aleatoriamente 6 escolas em que se realizou um estudo sobre h&#225;bitos alimentares e actividade f&#237;sica atrav&#233;s de um question&#225;rio constitu&#237;do por 19 perguntas de escolha m&#250;ltipla.  <br/>Ap&#243;s a recolha, os dados foram introduzidos numa base de dados em ficheiro Microsoft Excel 2010<sup>&#174;</sup> e procedeu-se ao tratamento atrav&#233;s da classifica&#231;&#227;o do estado nutricional baseada nas tabelas de percentil de IMC/ Idade de acordo com o <i >Centers for Disease Control and Prevention</i> (CDC) (8). Para a an&#225;lise estat&#237;stica dos dados, foi utilizado o Programa <i >Statistical Package for Social Sciences</i> (SPSS) vers&#227;o 17.0. A an&#225;lise descritiva consistiu no c&#225;lculo das frequ&#234;ncias para as diferentes vari&#225;veis. Verificou-se, inicialmente, se as vari&#225;veis apresentavam distribui&#231;&#227;o normal atrav&#233;s do teste de <i >Kolmogorv-Smirnov-Lilliefors</i> e o teste T-<i >student</i> para comparar m&#233;dias entre grupos. Uma diferen&#231;a foi considerada estatisticamente significativa quando se obtiveram valores de p<0,05.</p>     <p><b >Resultados</b> <br/>Entre 10 a 31 de Outubro de 2011, procedeu-se &#224; avalia&#231;&#227;o do estado nutricional de 145 crian&#231;as do ensino pr&#233;-escolar e 688 crian&#231;as do 1.&#186; CEB, do total de 165 crian&#231;as inscritas no ensino pr&#233;-escolar e 782 crian&#231;as do 1.&#186; CEB, amostra claramente significativa que corresponde a cerca de 88% da popula&#231;&#227;o-alvo.  <br/>Do total de crian&#231;as do ensino pr&#233;-escolar avaliadas, com idades compreendidas entre os 2 e 5 anos, 69 crian&#231;as eram do sexo masculino e 76 do sexo feminino. Verificou-se que cerca de 2,9% dos participantes do sexo masculino apresentavam baixo peso, 58% peso normal, 21,7% pr&#233;-obesidade e 17,4% obesidade (<a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="g1"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> Relativamente aos participantes do sexo feminino verificou-se que 2,6% apresentavam baixo peso, 67,1% peso normal, 10,6% pr&#233;-obesidade e 19,7% de obesidade (<a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a>). Ap&#243;s a an&#225;lise dos dados do <a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a>, observou-se que a pr&#233;-obesidade tem maior preval&#234;ncia junto dos meninos, enquanto a obesidade tem uma maior preval&#234;ncia nas meninas. <br/>No total de participantes do ensino pr&#233;-escolar detectou-se 4 casos de baixo peso (2,8%), 91 casos de peso normal (62,8%), 23 de pr&#233;-obesidade (15,8%) e 27 de obesidade (18,6%). <br/>Do total de crian&#231;as do 1.&#186; CEB, com idades compreendidas entre os 6 e 12 anos, 348 crian&#231;as eram do sexo masculino e 340 do sexo feminino. Dos participantes do sexo masculino 1,4% apresentavam baixo peso, 58,2% peso normal, 17,3% pr&#233;-obesidade e 23,1% obesidade (<a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="g2"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> No que diz respeito ao sexo feminino, 1,5% das meninas apresentavam baixo peso, 58,8% peso normal, 17,1% pr&#233;-obesidade e 22,6% obesidade (<a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a>).  <br/>No total de crian&#231;as do 1.&#186; CEB detectou-se 10 casos de baixo peso (1,4%), 403 crian&#231;as com peso normal (58,6%), 118 com pr&#233;-obesidade (17,2%) e 157 crian&#231;as com obesidade (22,8%). <br/>Ap&#243;s a compara&#231;&#227;o entre os resultados das diferentes faixas et&#225;rias verificou-se que a faixa et&#225;ria com maior preval&#234;ncia de excesso de peso foi entre os 8 e 9 anos (<a href="#g3">Gr&#225;fico 3</a>).     <p>&nbsp;</p> <a name="g3"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>No global, verificou-se uma preval&#234;ncia de excesso de peso (pr&#233;-obesidade e obesidade) de 40% no sexo masculino e 38% do sexo feminino (ver <a href="#g4">Gr&#225;fico 4</a>).     <p>&nbsp;</p> <a name="g4"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>No meio rural verificou-se maior preval&#234;ncia de pr&#233;-obesidade, com 18,2% das crian&#231;as, enquanto que, no meio urbano se verificou maior preval&#234;ncia de obesidade, com 22,6 % das crian&#231;as (<a href="#t1">Tabela 1</a>).     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>No entanto, n&#227;o houve diferen&#231;as significativas entre os IMC (p>0,05), no meio rural e urbano, mas existiram diferen&#231;as significativas entre o IMC dos participantes com excesso de peso dos jardins de inf&#226;ncia (JI) e das escolas do 1.&#186; CEB (p<0,05) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> Existiram diferen&#231;as significativas entre jardins-de-inf&#226;ncia (JI) e escolas do 1.&#186; CEB e entre o meio onde est&#227;o inseridos (urbano ou rural) (p<0,05) consoante o sexo no IMC (kg/m<sup>2</sup>) dos participantes no projecto com excesso de peso, como se pode visualizar na <a href="#t3">Tabela 3</a>.     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>Relativamente aos dados obtidos atrav&#233;s do question&#225;rio sobre h&#225;bitos alimentares e pr&#225;tica de actividade f&#237;sica praticados, dentro e/ou fora do contexto escolar, verificou-se que em m&#233;dia 92% dos alunos tomavam sempre o pequeno-almo&#231;o (<a href="#g5">Gr&#225;fico 5</a>), 78% comiam sempre ao lanche da manh&#227; leite, iogurtes e/ou p&#227;o (<a href="#g6">Gr&#225;fico 6</a>) e ao lanche da tarde 80% comiam os mesmos alimentos (<a href="#g7">Gr&#225;fico 7</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="g5"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g6"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="g7"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g7.jpg">     
<p>&nbsp;</p> Em termos de alimentos mais consumidos ao almo&#231;o (<a href="#g8">Gr&#225;fico 8</a>) referidos pelos alunos atrav&#233;s da op&#231;&#227;o sempre verificou-se que 61% dos alunos consumiam sempre sopa, 76% fruta e 80% &#225;gua.      <p>&nbsp;</p> <a name="g8"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g8.jpg">     
<p>&nbsp;</p> Ao jantar (op&#231;&#227;o sempre) os alimentos mais consumidos foram a sopa (55%), a fruta (63%) e a &#225;gua (71%) (<a href="#g9">Gr&#225;fico 9</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="g9"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g9.jpg">     
<p>&nbsp;</p> Em rela&#231;&#227;o &#224; pr&#225;tica de actividade f&#237;sica, 69,0% dos alunos praticavam dentro e fora da escola exerc&#237;cio f&#237;sico (<a href="#g10">Gr&#225;fico 10</a>).     <p>&nbsp;</p> <a name="g10"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a04g10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>  <br/><b > </b> <br/><b >An&#225;lise Cr&#237;tica e Discuss&#227;o</b> <br/>Verificou-se, neste estudo, uma maior preval&#234;ncia de pr&#233;-obesidade nos meninos (21,7%) e maior preval&#234;ncia de obesidade nas meninas (19,7%) do ensino pr&#233;-escolar. Dados que apresentam taxas superiores quando comparados com o estudo realizado no Munic&#237;pio de Coimbra da Professora Doutora Ana Rito que evidencia a preval&#234;ncia de excesso de peso de 23,6% para esta popula&#231;&#227;o (9). <br/>Relativamente as crian&#231;as que frequentam o 1.&#186; CEB, verificou-se uma preval&#234;ncia de excesso de peso de 40%, sendo que 22,8% s&#227;o obesas. Quando comparados com outros estudos, verificou-se que a preval&#234;ncia de excesso de peso nas crian&#231;as do ensino do 1.&#186; CEB &#233; superior aos dados relativos ao estudo <i >Childhood Obesity Surveillance Initiative </i>(COSI) (10) em Portugal que apresentou uma preval&#234;ncia de excesso de peso de 32%, contudo conv&#233;m real&#231;ar que as idades das crian&#231;as s&#227;o diferentes, o projecto EDUCALIMENTAMIR abrangeu crian&#231;as do 1.&#186; CEB entre os 6 e 12 anos, enquanto o COSI incluiu crian&#231;as com 7, 8 e 9 anos, estando assim as conclus&#245;es limitadas. <br/>Dados preliminares do estudo realizado pela ACES Nordeste (11), a qual pertence este Munic&#237;pio, publicados em 2010, indicou uma preval&#234;ncia de pr&#233;-obesidade de 18,9% e de 15,3% para a obesidade nas crian&#231;as com 6 e 7 anos de idade. Para esta faixa et&#225;ria o nosso estudo indica resultados mais baixos para a pr&#233;-obesidade (16,9%) e mais elevados para a obesidade (21,3%). Um estudo realizado na Ribeira Grande - A&#231;ores, registou uma preval&#234;ncia de excesso de peso de 29,7%, sendo que a preval&#234;ncia de pr&#233;-obesidade foi superior no sexo feminino e de obesidade no sexo masculino em escolas do 1.&#186; CEB (12), valor claramente abaixo do encontrado no projecto EDUCALIMENTAMIR (40%).  <br/>Em rela&#231;&#227;o aos h&#225;bitos alimentares e de actividade f&#237;sica &#233; preciso valorizar o impacto destes no combate do excesso de peso nesta fase de crescimento, incentivando a perda de peso, de forma a prevenir as co-morbilidades e a melhorar a qualidade de vida destas crian&#231;as.</p>     <p><b >Conclus&#245;es</b> <br/>Foram avaliadas 833 crian&#231;as, numa amostra de 88% das crian&#231;as de ensino pr&#233;-escolar e 1.&#186; CEB, pertencentes ao concelho de Mirandela, das quais, 34,4% t&#234;m excesso de peso, sendo que 18,6% s&#227;o obesas. Os h&#225;bitos alimentares relatados pelos alunos avaliados parecem ser bastante saud&#225;veis, assim como os h&#225;bitos de actividade f&#237;sica, contrastando com os dados obtidos atrav&#233;s da avalia&#231;&#227;o nutricional efectuada. <br/>Estes dados preliminares fundamentam a necessidade cont&#237;nua de estruturar e implementar interven&#231;&#245;es de educa&#231;&#227;o alimentar nestas idades, utilizando toda a comunidade escolar (pais, encarregados de educa&#231;&#227;o, professores, auxiliares de educa&#231;&#227;o) como ferramenta promotora de sa&#250;de e de comportamentos alimentares saud&#225;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><b >Refer&#234;ncias Bibliogr&#225;ficas </b> <br/>1. DSE. Promo&#231;&#227;o de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel - Orienta&#231;&#245;es para a elabora&#231;&#227;o de Projectos no &#226;mbito do Programa Nacional de Sa&#250;de Escolar. Escolar DdS. Lisboa: Direc&#231;&#227;o Geral da Sa&#250;de; 2006. 24 <br/>2. Silva D, Rego C. Preven&#231;&#227;o da obesidade da crian&#231;a e do adolescente: algumas regras simples. Revista de Alimenta&#231;&#227;o Humana. Porto: Sociedade Portuguesa da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o; 2005. 91-92 <br/>3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715548&pid=S2182-7230201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> S.Cunha, Sinde S, Bento A. H&#225;bitos alimentares de adolescentes, Meio rural/urbano - Que contrastes&#8204; Nutr&#237;cias. Porto: Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Nutricionistas 2006. 26-31 <br/>4. Story M, Neumark-Sztainer D, French S. Individual and environmental influences on adolescents eating behaviours. Journal of American Dietetic Association. 2002; 102(3 (Supll):S40-S51 <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715549&pid=S2182-7230201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> FAO, WHO. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. In: Organization WH, editor. Report of a joint WHO/FAO Expert Consultation; 2003; Geneva <br/>6. Ramos M, al e. Desenvolvimento do comportamento alimentar infantil Jornal de Pediatria. 2000; 76(3) <br/>7. OMS. Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health. Geneva: Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de; 2004 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715550&pid=S2182-7230201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CDC. BMI &#8212; Body Mass Index: About BMI for Children and Teens 2011 <br/>9. Rito A. Estado Nutricional de crian&#231;as e oferta alimentar do pr&#233;-escolar do munic&#237;pio de Coimbra, Portugal, 2001. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica e Funda&#231;&#227;o <br/>Oswaldo Cruz; 2004 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715551&pid=S2182-7230201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Rito A, Breda J. WHO European Childhood Obesity Surveillance Initiative - COSI PORTUGAL. Jorge INdSDR. Lisboa; 2009 <br/>11. Valente C, Santos D, Ventura E, Rodrigues E, Afonso L, Afonso R, et al. Vigil&#226;ncia Nutricional Infantil no ACES Nordeste - dados preliminares. Nutr&#237;cias Porto: Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas; 2010. 14-16 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715552&pid=S2182-7230201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Oliveira M. Preval&#234;ncia de Obesidade Infantil no Concelho da Ribeira Grande. Nutr&#237;cias. Porto: Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Nutricionistas; 2006. 32-35&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715553&pid=S2182-7230201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Sandra Camelo <br/>Largo do Munic&#237;pio, <br/>5370-288 Mirandela <br/><a href="mailto:diveas@cm-mirandela.pt">diveas@cm-mirandela.pt</a> </p>  <br/>Recebido a 30 de Dezembro de 2011 <br/>Aceite a 8 de Junho de 2012 <br/>       ]]></body><back>
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