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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução nutricional em doentes oncológicos submetidos a colocação de prótese esofágica: estudo retrospectivo]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil, E.P.E. Serviço de Nutrição e Alimentação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The esophageal stent placement is an effective procedure to restore the intake &#8220;per os&#8221; in patients with esophageal obstruction. Objectives: To describe, retrospectively, the evolution of nutritional intake, symptoms associated with food intake and anthropometry of all the patients submitted to an esophageal stent placement in IPOFG, EPE, between January 2009 and December 2010, for which the main diagnosis was esophageal or gastric cancer. Methodology: Observational descriptive study of 98 patients. We assessed the nutritional and dietary records in medical files of cancer patients with esophageal stent placement in the study period. Data were collected with a standardized protocol. Results: The most (75,5%) of participants were men and 57,1% were older than 60 years, with women being significantly older. The main diagnosis for 76,5% of patients was esophageal cancer. Regarding the symptoms prior to placement of the stent, almost all patients (n = 90) had dysphagia, and for 49,5% was dysphagia to solids. Regarding the type of the stent, 63,3% of patients received a non-covered self-expanding metal stent. The median time between diagnosis and death was 354,0 days and between the placement of the first stent and the death was 124,5 days. Comparing the usual weight with the weight near the stent placement, patients lost a median of 16kg (P25;P75: 12,5;24,0). Conclusions: These cancers are associated with significant weight losses, partly due to dysphagia. As a retrospective study, being in account the number of nutrition assessments available after stent placement, it was not possible to objectively measure the benefit of the stent placement regarding the nutritional status. However, the purpose of allowing oral feeding was certainly achieved, indeed highly valued by patients.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doente oncológico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p><b >Evolu&#231;&#227;o nutricional em doentes oncol&#243;gicos submetidos a coloca&#231;&#227;o de pr&#243;tese esof&#225;gica: estudo retrospectivo</b></p>     <p><b >Nutritional follow-up in oncological patients after esophageal stent placement: a retrospective study </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >Cl&#225;udia Torres<sup>1</sup>; Paula Alves<sup>2</sup>; Elisabete Pinto<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Nutricionista, Centro de Biotecnologia e Qu&#237;mica Fina, Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Cat&#243;lica Portuguesa <br/><sup>2</sup> Nutricionista, Servi&#231;o de Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o, Instituto Portugu&#234;s de Oncologia do Porto Francisco Gentil, E.P.E.</p>     <p><b ><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&#231;&#227;o: A coloca&#231;&#227;o de pr&#243;tese esof&#225;gica &#233; um procedimento eficaz que consegue restituir a via oral para alimenta&#231;&#227;o corrente em doentes com obstru&#231;&#227;o esof&#225;gica. <br/>Objectivos: Avaliar, retrospectivamente, a evolu&#231;&#227;o nutricional em termos de ingest&#227;o alimentar, sintomatologia relacionada com a ingest&#227;o alimentar e evolu&#231;&#227;o antropom&#233;trica, de todos os doentes que colocaram pr&#243;tese esof&#225;gica no IPOPFG, E.P.E., entre Janeiro de 2009 e Dezembro de 2010 e cujo diagn&#243;stico principal era cancro do est&#244;mago ou do es&#243;fago. <br/>Metodologia: Estudo observacional descritivo de 98 doentes. Avaliaram-se os registos nutricionais e alimentares patentes nos processos cl&#237;nicos dos doentes oncol&#243;gicos que colocaram pr&#243;tese esof&#225;gica no per&#237;odo referido. Foi elaborado um protocolo para a obten&#231;&#227;o destes dados. <br/>Resultados: A maioria (75,5%) dos indiv&#237;duos era do sexo masculino e 57,1% tinham idades superiores a 60 anos, sendo as mulheres, significativamente, mais velhas. O diagn&#243;stico principal de 76,5% dos doentes era cancro do es&#243;fago. Em rela&#231;&#227;o &#224; sintomatologia pr&#233;via &#224; coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese, praticamente todos os doentes (n=90) apresentavam disfagia, sendo que para 49,5% dos casos se tratava de disfagia para s&#243;lidos. Quanto ao tipo de pr&#243;tese, 63,3% dos doentes colocaram pr&#243;teses auto-expans&#237;veis met&#225;licas n&#227;o cobertas. O tempo mediano entre o diagn&#243;stico e o &#243;bito foi de 354,0 dias e entre a coloca&#231;&#227;o da primeira pr&#243;tese e o &#243;bito foi de 124,5 dias. Comparando o peso habitual com a primeira avalia&#231;&#227;o do peso ap&#243;s coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese, os doentes perderam uma mediana de 16kg (P25;P75: 12,5;24,0). <br/>Conclus&#245;es: Estes tipos de cancros est&#227;o associados a perdas de peso importantes, em parte condicionadas pela disfagia. Sendo um estudo retrospectivo, atendendo ao n&#250;mero de Consultas de Nutri&#231;&#227;o de monitoriza&#231;&#227;o e consequentes avalia&#231;&#245;es nutricionais dispon&#237;veis ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese, n&#227;o foi poss&#237;vel medir objectivamente o benef&#237;cio da coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese no que respeita ao estado nutricional. Contudo, certamente que o prop&#243;sito de permitir a alimenta&#231;&#227;o oral foi atingido, facto altamente valorizado pelos doentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave:</b> Doente oncol&#243;gico, Cancro do es&#243;fago, Cancro do est&#244;mago, Pr&#243;teses esof&#225;gicas, Disfagia, Sobrevida</p>     <p>&nbsp;</p><hr>    <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: The esophageal stent placement is an effective procedure to restore the intake &#8220;per os&#8221; in patients with esophageal obstruction. <br/>Objectives: To describe, retrospectively, the evolution of nutritional intake, symptoms associated with food intake and anthropometry of all the patients submitted to an esophageal stent placement in IPOFG, EPE, between January 2009 and December 2010, for which the main diagnosis was esophageal or gastric cancer. <br/>Methodology: Observational descriptive study of 98 patients. We assessed the nutritional and dietary records in medical files of cancer patients with esophageal stent placement in the study period. Data were collected with a standardized protocol. <br/>Results: The most (75,5%) of participants were men and 57,1% were older than 60 years, with women being significantly older. The main diagnosis for 76,5% of patients was esophageal cancer. Regarding the symptoms prior to placement of the stent, almost all patients (n = 90) had dysphagia, and for 49,5% was dysphagia to solids. Regarding the type of the stent, 63,3% of patients received a non-covered self-expanding metal stent. The median time between diagnosis and death was 354,0 days and between the placement of the first stent and the death was 124,5 days. Comparing the usual weight with the weight near the stent placement, patients lost a median of 16kg (P25;P75: 12,5;24,0). <br/>Conclusions: These cancers are associated with significant weight losses, partly due to dysphagia. As a retrospective study, being in account the number of nutrition assessments available after stent placement, it was not possible to objectively measure the benefit of the stent placement regarding the nutritional status. However, the purpose of allowing oral feeding was certainly achieved, indeed highly valued by patients.</p>     <p><b >keywords</b>: Cancer patient, Esophageal cancer, Gastric cancer, Esophageal stent, Dysphagia, Survival</p>      <p>&nbsp;</p><hr>    <p>&nbsp;</p>     <p><b >Introdu&#231;&#227;o</b> <br/>O cancro &#233; uma das principais causas de morte a n&#237;vel mundial, tendo sido respons&#225;vel por aproximadamente 13% das mortes em 2008 (1). O cancro do est&#244;mago &#233; um dos mais frequentes em todo o mundo, no entanto as taxas de incid&#234;ncia e de mortalidade t&#234;m vindo a diminuir desde h&#225; d&#233;cadas (1,2). O cancro do es&#243;fago, apesar de menos incidente, &#233; um dos mais dif&#237;ceis de tratar (2). Estima-se que a sobrevida no cancro do es&#243;fago seja de 4 a 6 meses ap&#243;s diagn&#243;stico, com uma sobrevida ao fim de 5 anos inferior a 10% (3-5). Actualmente, o cancro do es&#243;fago &#233; o 7.&#186; tipo de cancro mais comum no mundo (6,7), apresentando-se como a 6.&#170; principal causa de morte por cancro (8). O cancro do est&#244;mago &#233; o 4.&#186; tipo de cancro mais comum no mundo mas muito menos letal do que o cancro do es&#243;fago (9).  <br/>A disfagia &#233; um sintoma frequente nos doentes que padecem de qualquer um destes tipos de cancro, especialmente no do es&#243;fago. A coloca&#231;&#227;o endosc&#243;pica de uma pr&#243;tese esof&#225;gica &#233; um recurso valioso na desobstru&#231;&#227;o do es&#243;fago e no al&#237;vio da disfagia, melhorando-a, em m&#233;dia, de uma disfagia grau 3 para uma disfagia grau 1 (10). Este procedimento pretende manter a ingest&#227;o de alimentos por via oral, permitindo uma melhoria da qualidade de vida dos doentes. No entanto, este procedimento n&#227;o &#233; isento de riscos, podendo ocorrer perfura&#231;&#227;o, hemorragia, pneumonia por aspira&#231;&#227;o, febre e dor (11,12), de 5% a 15% dos casos (13). Por outro lado, o crescimento do tumor implica, por vezes, a coloca&#231;&#227;o de nova pr&#243;tese.  <br/>A perda de peso corporal est&#225; muito associada a estes dois tipos de cancro, sendo por vezes o sintoma que conduz ao seu diagn&#243;stico. Com a evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a, a perda de peso tende a agravar, principalmente devido &#224; disfagia. &#201; expect&#225;vel que a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese contribua para travar esta perda de peso e at&#233; permitir uma melhoria do estado nutricional dos doentes. Contudo, s&#227;o raros os estudos que avaliaram os doentes ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese no sentido de medir a efic&#225;cia do procedimento, nomeadamente, em termos de evolu&#231;&#227;o nutricional.</p>     <p><b >Objectivos</b> <br/>Avaliar, retrospectivamente, todos os doentes que colocaram pr&#243;tese esof&#225;gica no IPOPFG, E.P.E. no per&#237;odo de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010 e que tinham como diagn&#243;stico principal cancro do es&#243;fago ou do est&#244;mago. Caracterizaram-se estes doentes do ponto de vista sociodemogr&#225;fico, estadio da doen&#231;a e motivo da coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese, tipo de pr&#243;tese aplicada, altera&#231;&#245;es da ingest&#227;o alimentar ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o de pr&#243;tese, evolu&#231;&#227;o antropom&#233;trica e determina&#231;&#227;o da sobrevida ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Metodologia</b> <br/>Foi elaborado um protocolo para a obten&#231;&#227;o de dados referentes &#224; caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica e situa&#231;&#227;o cl&#237;nica. Registou-se o tipo de pr&#243;tese aplicada e o motivo da sua aplica&#231;&#227;o, a dura&#231;&#227;o do internamento ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese e o tipo de alimenta&#231;&#227;o praticada pelo doente aquando do internamento. Analisou-se a ingest&#227;o alimentar ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o de pr&#243;tese com base nos registos que constavam nos processos cl&#237;nicos. A sobrevida foi estimada como a diferen&#231;a entre as datas de diagn&#243;stico e de &#243;bito, e a sobrevida ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese foi determinada pelo tempo decorrido entre a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese e o &#243;bito. Obtiveram-se, dados relativos &#224; estatura, peso habitual enquanto saud&#225;vel e peso pr&#233;vio ao diagn&#243;stico. Recolheram-se, ainda, os registos de peso aferidos nas Consultas de Nutri&#231;&#227;o subsequentes &#224; coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese. E, posteriormente calculou-se o &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) habitual e o IMC aquando da coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese. <br/>An&#225;lise estat&#237;stica <br/>Previamente &#224; informatiza&#231;&#227;o dos dados foi criado um manual de codifica&#231;&#227;o de vari&#225;veis. Posteriormente, os dados foram introduzidos numa folha de Excel&#174; e analisados estatisticamente utilizando o <i >software</i> PASW 18.0<sup>&#174;</sup>. <br/>A descri&#231;&#227;o das vari&#225;veis categ&#243;ricas foi feita atrav&#233;s de propor&#231;&#245;es e a descri&#231;&#227;o das vari&#225;veis cont&#237;nuas atrav&#233;s de medianas e respectivos intervalos interquartis, ap&#243;s se ter verificado a assimetria da sua distribui&#231;&#227;o (atrav&#233;s do teste de <i >Kolmogorov-Smirnov</i>). A compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es foi feita atrav&#233;s dos testes de qui-quadrado e exacto de Fisher e a compara&#231;&#227;o de m&#233;dias atrav&#233;s do teste de <i >Kruskal-Wallis H.</i> Em toda a an&#225;lise foi considerado um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%.</p>     <p><b >Resultados</b> <br/>Na amostra estudada (n=98), 75,5% dos doentes pertenciam ao sexo masculino. Relativamente &#224; distribui&#231;&#227;o et&#225;ria, 14,3% tinham idades inferiores ou iguais a 50 anos e a maioria (57,1%) tinham idades superiores a 60 anos. As mulheres eram significativamente mais velhas (p=0,001). Dois ter&#231;os das mulheres viviam sozinhas ou com os filhos, enquanto 58,1% dos homens viviam com o c&#244;njuge (<a href="#t1">Tabela 1</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> A maioria dos doentes (76,5%) apresentava cancro do es&#243;fago, sendo que o diagn&#243;stico principal dos restantes era cancro do est&#244;mago. Relativamente aos tratamentos que receberam, a maioria foi tratada com quimioterapia. No que concerne &#224; sintomatologia pr&#233;via &#224; coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese, observou-se que praticamente todos os doentes (n=90) referiam disfagia sendo que 49,5% apresentavam disfagia para s&#243;lidos (<a href="#t2">Tabela 2</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/nut/n14/n14a05t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> Quanto ao tipo de pr&#243;teses colocadas, observou-se que 63,3% dos doentes colocaram pr&#243;teses auto-expans&#237;veis met&#225;licas n&#227;o cobertas e 36,7% pr&#243;teses auto-expans&#237;veis met&#225;licas cobertas. Cerca de um quinto (17,3%) dos doentes teve necessidade de colocar, pelo menos, duas pr&#243;teses. No que diz respeito &#224; ingest&#227;o alimentar durante o internamento ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese esof&#225;gica, observou-se que 55,1% dos doentes tinham prescrita a dieta l&#237;quida e no mesmo internamento 23,2% evoluiu da dieta l&#237;quida para uma dieta cremosa (18,9%) ou mole (4,1%). No entanto, n&#227;o foi poss&#237;vel obter informa&#231;&#227;o sobre a ingest&#227;o alimentar &#224; posteriori para se perceber a magnitude da melhoria obtida com a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese. <br/>No per&#237;odo temporal do estudo, a dura&#231;&#227;o mediana entre o diagn&#243;stico e o &#243;bito foi de 354,0 dias (P25;P75: 185,0;551,0) e o per&#237;odo de tempo mediano entre a coloca&#231;&#227;o da primeira pr&#243;tese e o &#243;bito foi de 124,5 dias (P25;P75: 54,5; 194,5). Estratificando por patologia, observou-se que a sobrevida dos doentes com cancro do es&#243;fago e do est&#244;mago foi de 371 e 275 dias, respectivamente.  <br/>Segundo os dados dispon&#237;veis, os doentes ter&#227;o perdido uma mediana de 16kg (P25;P75: 12,5;24), comparando o peso habitual com a primeira avalia&#231;&#227;o do peso ap&#243;s coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese. Assim, o IMC mediano destes doentes era de 25,4kg/m<sup>2</sup> tendo por base o seu peso habitual e passou a ser de 21,5kg/m<sup>2</sup> considerando o peso medido aquando da coloca&#231;&#227;o da primeira pr&#243;tese. Uma segunda avalia&#231;&#227;o do peso estava acess&#237;vel apenas para 20 doentes, tendo sido feita uma mediana de 36 dias ap&#243;s a primeira. Neste per&#237;odo, os doentes perderam 1kg (P25;P75: -3,9;1,5). Posteriormente, uma terceira avalia&#231;&#227;o estava dispon&#237;vel para 9 doentes, tendo ocorrido 40 dias (mediana) ap&#243;s a segunda e a perda de peso neste per&#237;odo foi de 2kg (P25;P75: -6,8;0,0).</p>      <p><b >Discuss&#227;o dos resultados</b> <br/>Foi objectivo deste estudo fazer uma avalia&#231;&#227;o retrospectiva de um conjunto de doentes oncol&#243;gicos que colocaram pr&#243;tese esof&#225;gica, no sentido de caracteriz&#225;-los quanto ao seu estado nutricional, sintomatologia pr&#233;via &#224; coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese e evolu&#231;&#227;o do peso &#8211; par&#226;metro objectivo da avalia&#231;&#227;o do estado nutricional &#8211; ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese esof&#225;gica. <br/>Relativamente ao tratamento eleito para tratar estes doentes verificou-se uma baixa propor&#231;&#227;o de cirurgias. Este facto pode denotar a gravidade/evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a no momento do diagn&#243;stico, que faz com que o tratamento cir&#250;rgico n&#227;o seja uma op&#231;&#227;o. Ao contr&#225;rio do que sucede com o cancro do es&#243;fago em que o diagn&#243;stico &#233; quase sempre tardio (3-5) para o cancro do est&#244;mago, a cirurgia &#233; um tratamento frequentemente utilizado. Os casos de cancro estudados correspondiam certamente a casos mais graves, ali&#225;s vis&#237;vel pela menor sobrevida dos doentes com cancro do est&#244;mago, comparativamente com a dos doentes com cancro do es&#243;fago.  <br/>A complica&#231;&#227;o nutricional mais frequentemente apresentada pelos doentes quando foram submetidos &#224; coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese era a disfagia para s&#243;lidos normais. A disfagia pode ser classificada da seguinte forma: disfagia para s&#243;lidos normais, disfagia para s&#243;lidos moles, disfagia para s&#243;lidos e l&#237;quidos e incapacidade de engolir saliva (14). Se assumirmos um gradiente crescente de disfagia desde os s&#243;lidos normais at&#233; aos l&#237;quidos, podemos dizer que a maioria dos doentes foi precocemente intervencionada. Esta ser&#225; uma excelente medida n&#227;o s&#243; na melhoria da qualidade de vida, como tamb&#233;m na desacelera&#231;&#227;o da deteriora&#231;&#227;o nutricional, que se reflectir&#225; no progn&#243;stico dos doentes (15,16). <br/>A coloca&#231;&#227;o endosc&#243;pica de pr&#243;teses esof&#225;gicas implica um per&#237;odo de internamento curto. Assim, durante o internamento, nem sempre &#233; poss&#237;vel testar a toler&#226;ncia para as diversas consist&#234;ncias, sendo fundamental o doente continuar a ter acompanhamento nutricional ap&#243;s a alta hospitalar (17). Atendendo aos registos dispon&#237;veis, embora a esmagadora maioria tivesse sido avaliada pelo nutricionista no internamento, o acompanhamento posterior n&#227;o foi poss&#237;vel em parte deles. Tal pode dever-se ao estabelecimento de prioridades de actua&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o do n&#250;mero de nutricionistas do hospital, as falhas administrativas na remarca&#231;&#227;o das consultas e a tentativa de n&#227;o sobrecarregar os doentes com desloca&#231;&#245;es suplementares ao hospital. No entanto, os restantes profissionais de sa&#250;de sabem que poder&#227;o solicitar o apoio da Consulta de Nutri&#231;&#227;o extra sempre que considerem pertinente. <br/>O IMC mediano destes doentes era de 25,4kg/m<sup>2</sup> tendo por base o seu peso habitual e passou a ser de 21,5kg/m<sup>2</sup> considerando o peso medido aquando da coloca&#231;&#227;o da primeira pr&#243;tese. At&#233; ao momento desta interven&#231;&#227;o, os doentes tinham perdido uma mediana de 16kg (P25;P75: 12,5;24) e a perda de peso n&#227;o foi completamente travada com a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese. No entanto, &#233; poss&#237;vel que apenas os doentes com situa&#231;&#227;o nutricional mais preocupante tenham mantido o seguimento na Consulta de Nutri&#231;&#227;o facto que permitiu a disponibiliza&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o referente ao registo ponderal ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese. O peso corporal &#233; um dado fundamental para a monitoriza&#231;&#227;o da evolu&#231;&#227;o nutricional destes doentes. No entanto, em muitos doentes oncol&#243;gicos em estadios avan&#231;ados da doen&#231;a esta medi&#231;&#227;o n&#227;o &#233; poss&#237;vel devido &#224; sua extrema debilidade. <br/>Uma limita&#231;&#227;o importante deste trabalho &#233; a falta de informa&#231;&#227;o relacionada com o aporte alimentar e o estado nutricional ap&#243;s coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese. Parte destes problemas seriam ultrapassados com maior sistematiza&#231;&#227;o no registo da informa&#231;&#227;o que ser&#225; facilitada com a generaliza&#231;&#227;o da utiliza&#231;&#227;o de processos electr&#243;nicos.</p> <b >Conclus&#245;es</b> <br/>Estes tipos de cancros est&#227;o associados com perdas de peso importantes, em parte condicionadas pela disfagia e pela coloca&#231;&#227;o tardia da pr&#243;tese, habitualmente utilizadas em doentes paliativos. Contudo, tratando-se de um estudo retrospectivo, atendendo ao n&#250;mero de Consultas de Nutri&#231;&#227;o de monitoriza&#231;&#227;o e consequentes avalia&#231;&#245;es nutricionais dispon&#237;veis ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o da pr&#243;tese, n&#227;o foi poss&#237;vel medir objectivamente o benef&#237;cio da coloca&#231;&#227;o de pr&#243;tese do ponto de vista da melhoria do estado nutricional. No entanto, certamente que o prop&#243;sito de permitir a alimenta&#231;&#227;o oral foi atingido com este acto m&#233;dico, sendo um facto altamente valorizado pelos doentes <br/>Este estudo descritivo poder&#225; ser uma mais-valia para o conhecimento da situa&#231;&#227;o actual e defini&#231;&#227;o de estrat&#233;gias futuras.</p>     <p><b >Agradecimentos</b> <br/>Os autores gostariam de agradecer ao Director do Servi&#231;o de Gastrenterologia - Dr. Moreira Dias e ao Dr. Rui Silva por facultar a realiza&#231;&#227;o e contribuir com os seus conhecimentos para este trabalho, assim como a todo o pessoal administrativo do arquivo cl&#237;nico que disponibilizaram o acesso aos processos cl&#237;nicos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >Refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas</b> <br/>1. Kleihues P, Stewart B. Human cancers by organ site: Stomach cancer. In: Kleihues P, Stewart B. World Cancer Report. Lyon: World Health Organization, ARC Press; 2003. Cap.5. p.194 &#8211; 197  <br/>2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715596&pid=S2182-7230201200030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Diamantis G, Scarpa M, Bocus P, Realdon S, Castoro C, Ancona E, et al. Quality of life in patients with esophageal stenting for the palliation of malignant dysphagia. World Jornal of Gastroenterology 2011; 17: 144 &#8211; 149  <br/>3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715597&pid=S2182-7230201200030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Thuler F, Forones N, Ferrari A. Neoplasia Avan&#231;ada de Es&#244;fago &#8211; diagn&#243;stico ainda muito tardio. Arquives of Gastroenterology 2006; 43: 206 &#8211; 210  <br/>4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715598&pid=S2182-7230201200030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Mayoral W, Fleischer D, Salcedo J, Roy P, Al-Kawas F, Benjamin S. Nonmalignant obstruction is a common problem with metal stents in the treatment of esophageal cancer. Gastrointestinal Endoscopy 2000; 51: 556 &#8211; 559  <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715599&pid=S2182-7230201200030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Allen X, Chibani O, Greenwald B, Suntharalingam M. Radiotherapy dose perturbation of metallic esophageal stents. International Journal of Radiation Oncology 2002; 54: 1276 &#8211; 1285  <br/>6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715600&pid=S2182-7230201200030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Martin R, Duvall R, Ellis S, Scoggins C. The use of self-expanding silicone stents in esophageal cancer care: optimal pre-, peri-, and postoperative care. Surgical Endoscopy 2009; 23: 615 &#8211; 621  <br/>7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715601&pid=S2182-7230201200030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Silveira E, Artifon E. Cost-effectiveness of palliation of unresectable esophageal cancer. Digestive diseases and Sciences 2008; 53: 3103 &#8211; 3111  <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715602&pid=S2182-7230201200030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Kamangar F, Dores G, Anderson W. Patterns of Cancer Incidence, Mortality, and Prevalence across Five Continents: Defining Priorities to Reduce Cancer disparities in different geographic regions of the world. Journal of Clinical Oncology 2006; 24: 2137 &#8211; 215  <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715603&pid=S2182-7230201200030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Thomas A. Globocan 2008: Stomach Cancer Incidence, Mortality and Prevalence Worldwide, IARC CancerBase, Lyon: IARC Press; 2010 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715604&pid=S2182-7230201200030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Homs M, Kuipers E, Siersema P. Palliative Therapy. Journal of Surgical Oncology 2005; 92: 246 &#8211; 256  <br/>11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715605&pid=S2182-7230201200030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Leichman L, Bodnar L, Arshad I. Carcinoma Esof&#225;gico. In: Pollock R. Manual de oncologia cl&#237;nica. 8.&#170; Edi&#231;&#227;o. S&#227;o Paulo: Funda&#231;&#227;o Oncocentro de S&#227;o Paulo; 2006. p. 427 &#8211;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715606&pid=S2182-7230201200030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> 443  <br/>12. Akiyama S, Kawasaki S, Kodera Y, Hibi K, Kato S, Ito K, et al. A new method of thermo-chemotherapy using a stent for patients with esophageal cancer. Surgery Today 2006; 36: 19 &#8211; 24  <br/>13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715607&pid=S2182-7230201200030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Dahan L, Ries P, Laugier R, Seitz J. Traitements palliatifs endoscopiques des cancers de l&#180;oesophage. Gastroenterologie Clinique et Biologique 2006; 30: 253 &#8211; 261  <br/>14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715608&pid=S2182-7230201200030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Mougey A, Adler D. Esophageal Stenting for the Palliation of Malignant Dysphagia. The Journal of Supportive Oncology 2008; 6: 267 &#8211; 273  <br/>15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715609&pid=S2182-7230201200030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Madhusudhan C, Saluja S, Pal S, Ahuja V, Saran P, Dash N. et al. Palliative stenting for relief of dysphagia in patients with inoperable esophageal cancer: impact on quality of life. Journal Compilation 2009; 22: 331 &#8211; 336  <br/>16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715610&pid=S2182-7230201200030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Yu Y, Yang G, Liu Y, Shen B. Clinical evaluation of radiotherapy for advanced esophageal cancer after metallic stent placement. World Journal of Gastroenterology 2004; 10: 2145 &#8211; 2146  <br/>17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715611&pid=S2182-7230201200030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Oliveira T, Angelis E. Terapia nutricional e reabilita&#231;&#227;o do paciente. In: Ikemori E., et al. Nutri&#231;&#227;o em oncologia. 1.&#170; Edi&#231;&#227;o. S&#227;o Paulo: Editora Marina e Tecmedd editora; 2003. p. 83 &#8211; 105&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1715612&pid=S2182-7230201200030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Cl&#225;udia Torres <br/>Av. 1.&#186; de Outubro, n.&#186;34, 1.&#186; esq., <br/>4920-248 Vila Nova de Cerveira <br/><a href="mailto:claudiatorres@sapo.pt">claudiatorres@sapo.pt</a> </p>  <br/>Recebido a 5 de Janeiro de 2012 <br/>Aceite a 22 de Agosto de 2012 <br/>       ]]></body><back>
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