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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[ANTI-CANCRO, uma nova maneira de viver]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-72302012000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-72302012000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-72302012000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[&#8220;ANTI-CANCRO, Uma nova maneira de viver&#8221;, é um best-seller mundial de David Servan-Schreiber. Médico neuropsiquiatra e investigador, revela nesta sua obra as mais recentes descobertas para a prevenção e tratamento do cancro, descreve-nos o confronto que teve com esta doença e como a suplantou, combinando a medicina tradicional com uma nova maneira de viver. Através de resultados afirmativos demonstrados cientificamente, defende que através de hábitos de vida saudáveis, podemos aumentar as nossas defesas naturais e assim prevenir o cancro, ou melhorar a eficácia dos tratamentos e prolongar a vida. Cabe a cada um de nós intervir em quatro domínios fundamentais: proteger-nos contra os desequilíbrios do ambiente, ajustar a nossa alimentação, derrubar as barreiras psicológicas e criar uma relação diferente com o nosso corpo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA["Anti-cancer, A new way of life", is a worldwide bestseller by David Servan-Schreiber. Neuropsychiatrist and medical researcher, his work reveals the latest discoveries for the prevention and treatment of cancer, describes the confrontation he had with cancer and how he overcame it, combining traditional medicine with a new way of living. Through affirmative scientifically proven results, argues that through a healthy lifestyle, we can increase our natural defenses and prevent cancer or improving the effectiveness of treatment and prolong life. It is up to each one of us intervene in four key areas: protect ourselves against environmental imbalances, adjust our diets, overturning psychological barriers and create a different relationship with our body.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cancro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p><b >ANTI-CANCRO, uma nova maneira de viver</b></p>     <p><b >Anti-cancer, a new way of life</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ><b >Francisca Oliveira<sup>1</sup></b><b ></b></p>     <p ><sup>1</sup> Nutricionista</p >      <p ><b ><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b>     <p>Autor: David Servan-Schreiber | T&#237;tulo: Anti-Cancro, Uma Nova Maneira de Viver | Tradutor: Paula Caetano | Editora: Caderno | Edi&#231;&#227;o: 2.&#170; edi&#231;&#227;o | Local: Alfragide | Data de publica&#231;&#227;o: Junho de 2010 | ISBN: 978-989-23-0172-3 | Tipo de livro: Cient&#237;fico</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8220;ANTI-CANCRO, Uma nova maneira de viver&#8221;, &#233; um best-seller mundial de David Servan-Schreiber. M&#233;dico neuropsiquiatra e investigador, revela nesta sua obra as mais recentes descobertas para a preven&#231;&#227;o e tratamento do cancro, descreve-nos o confronto que teve com esta doen&#231;a e como a suplantou, combinando a medicina tradicional com uma nova maneira de viver. Atrav&#233;s de resultados afirmativos demonstrados cientificamente, defende que atrav&#233;s de h&#225;bitos de vida saud&#225;veis, podemos aumentar as nossas defesas naturais e assim prevenir o cancro, ou melhorar a efic&#225;cia dos tratamentos e prolongar a vida. Cabe a cada um de n&#243;s intervir em quatro dom&#237;nios fundamentais: proteger-nos contra os desequil&#237;brios do ambiente, ajustar a nossa alimenta&#231;&#227;o, derrubar as barreiras psicol&#243;gicas e criar uma rela&#231;&#227;o diferente com o nosso corpo.</p>     <p><b >Palavras-Chave:</b> Cancro, Alimenta&#231;&#227;o, Actividade f&#237;sica, Stress psicol&#243;gico, Ambiente</p>      <p>&nbsp;</p><hr>    <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>     <p>"Anti-cancer, A new way of life", is a worldwide bestseller by David Servan-Schreiber. Neuropsychiatrist and medical researcher, his work reveals the latest discoveries for the prevention and treatment of cancer, describes the confrontation he had with cancer and how he overcame it, combining traditional medicine with a new way of living. Through affirmative scientifically proven results, argues that through a healthy lifestyle, we can increase our natural defenses and prevent cancer or improving the effectiveness of treatment and prolong life. It is up to each one of us intervene in four key areas: protect ourselves against environmental imbalances, adjust our diets, overturning psychological barriers and create a different relationship with our body.</p>     <p><b >keywords</b>: Cancer, Eating, Physical activity, Psychological stress, Environment</p>      <p>&nbsp;</p><hr>    <p>&nbsp;</p>     <p><b     ]]></body>
<body><![CDATA[>Introdu&#231;&#227;o</b>     <br/><i>"Existe     um cancro adormecido em todos n&#243;s. &#8230;o nosso organismo produz constantemente     c&#233;lulas defeituosas. &#201; assim que surgem os tumores. Mas o nosso organismo     tamb&#233;m est&#225; equipado com mecanismos que detectam e controlam essas     c&#233;lulas." (1). Servan-Schreiber baseia-se no conceito e t&#233;cnicas que estimulam     as defesas naturais do organismo. Com esta obra, o p&#250;blico depreender&#225; que um     estilo de vida saud&#225;vel &#233; fundamental para a preven&#231;&#227;o do cancro.     <br/>"Todas     as investiga&#231;&#245;es sobre o cancro s&#227;o un&#226;nimes: os factores gen&#233;ticos contribuem,     ]]></body>
<body><![CDATA[no m&#225;ximo, em 15% das mortes por cancro. Em resumo, a fatalidade gen&#233;tica n&#227;o     existe. (&#8230;) &#201; completamente insensato tentar curar esta doen&#231;a sem recorrer aos     melhores m&#233;todos da medicina convencional ocidental: a cirurgia, a     quimioterapia, a radioterapia, a imunoterapia e, em breve, a gen&#233;tica     molecular. Do mesmo modo, &#233; completamente insensato confiar apenas nesta     abordagem puramente t&#233;cnica e menosprezar a capacidade do nosso organismo de se     proteger de tumores" (1).     <br/>"Em     suma, as estat&#237;sticas que nos apresentam sobre a sobreviv&#234;ncia ao cancro n&#227;o     fazem distin&#231;&#227;o entre as pessoas que se contentam em aceitar o veredicto m&#233;dico     ]]></body>
<body><![CDATA[e aquelas que mobilizam as suas pr&#243;prias defesas naturais. (&#8230;) E, dentro desta     &#171;m&#233;dia&#187;, h&#225; aqueles que vivem muito mais tempo. Isto deve-se, provavelmente, ao     facto de terem galvanizado as suas defesas naturais ao mesmo tempo que eram     submetidos a tratamentos convencionais. (&#8230;) Em muitos aspectos, a minha doen&#231;a     mudou a minha vida para melhor..."</i> (1).     <br/>Servan-Schreiber     exp&#245;e uma s&#233;rie de regras que devemos ter ao longo da vida para nos ajudar a     combater a prolifera&#231;&#227;o de tumores: evitar produtos t&#243;xicos ambientais; fazer     uma alimenta&#231;&#227;o &#8220;anti-cancro&#8221;; praticar actividade f&#237;sica regular e aprender a     lidar com o stress psicol&#243;gico.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/><u>Ambiente     ANTI-CANCRO</u><u></u>     <br/>Servan-Schreiber     refere tr&#234;s factores principais que nos &#250;ltimos 50 anos abalaram drasticamente     o ambiente em que vivemos: adi&#231;&#227;o de grandes quantidades de a&#231;&#250;car refinado &#224;     nossa alimenta&#231;&#227;o; altera&#231;&#245;es nos processos agr&#237;colas e pecu&#225;rios e exposi&#231;&#227;o a     in&#250;meros produtos qu&#237;micos que n&#227;o existiam antes de 1940 (1). Segundo     Schreiber, dev&#237;amos reduzir a ingest&#227;o de alimentos que n&#227;o sejam biol&#243;gicos,     n&#227;o eliminando por completo os convencionais mas tornando-os ocasionais (1).     Embora ainda n&#227;o se tenham detectado grandes diferen&#231;as nas caracter&#237;sticas     ]]></body>
<body><![CDATA[nutricionais dos alimentos biol&#243;gicos comparativamente aos convencionais, se     adopt&#225;ssemos esta alimenta&#231;&#227;o biol&#243;gica e equilibrada, (exclui adubos     facilmente sol&#250;veis e evita o recurso a produtos qu&#237;micos de s&#237;ntese) ajudar&#237;amos     na diminui&#231;&#227;o da taxa de intoxica&#231;&#227;o do nosso organismo, e o planeta a     recuperar o equil&#237;brio. Segundo o relat&#243;rio de 2006 das Na&#231;&#245;es Unidas sobre     alimenta&#231;&#227;o e agricultura, os m&#233;todos actuais de cria&#231;&#227;o de animais para     consumo humano s&#227;o uma das principais causas do aquecimento global (2).     <br/>Um     dos mais importantes factores ambientais que pode aumentar o risco de contrair     cancro do pulm&#227;o, boca, laringe e bexiga, &#233; o tabaco. Outro factor de risco &#233; a     ]]></body>
<body><![CDATA[exposi&#231;&#227;o prolongada &#224; radia&#231;&#227;o ultravioleta, sobretudo a que prov&#233;m do sol que     incita o cancro da pele (3).      <br/><u>Alimenta&#231;&#227;o     ANTI-CANCRO</u><u></u>     <br/>A     alimenta&#231;&#227;o anti-cancro (cap&#237;tulo 8), segundo Servan-Schreiber, &#233; constitu&#237;da     sobretudo por hort&#237;colas e leguminosas, temperados com azeite, &#243;leo de colza ou     linha&#231;a, alho, ervas e especiarias, inversamente ao caracter&#237;stico prato     ocidental, onde a carne representa o ingrediente principal (1). Cada indiv&#237;duo     deve recorrer &#224; in&#250;mera informa&#231;&#227;o cred&#237;vel dispon&#237;vel sobre os efeitos dos     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentos no combate ao cancro para ajudar a controlar a doen&#231;a, sem prejudicar     o pr&#243;prio organismo. Alguns dos alimentos apelidados por Schreiber de     anti-cancro s&#227;o: ch&#225; verde, a&#231;afr&#227;o-da-&#205;ndia, hort&#237;colas da fam&#237;lia das     cruc&#237;feras, alho, cebola, alho franc&#234;s, chalota e cebolinho, hort&#237;colas, frutos     ricos em caroten&#243;ides, frutos de baga, soja e ervas arom&#225;ticas.      <br/>O     Ch&#225; verde &#233; um poderoso antioxidante (1, 4, 5, 6), antimutag&#233;nico (6, 7),     anticarcinog&#233;nico (4, 8, 9) e desintoxicante (1). Os principais componentes     qu&#237;micos terap&#234;uticos da planta Camellia sinensis (d&#225; origem ao ch&#225; verde, ch&#225;     preto, ch&#225; oolong e ch&#225; branco) s&#227;o catequinas e flavon&#243;ides, potentes     ]]></body>
<body><![CDATA[antioxidantes por capta&#231;&#227;o de radicais livres, quelata&#231;&#227;o de metais e inibi&#231;&#227;o     da lipoperoxida&#231;&#227;o (10). A classe das catequinas inclui a epicatequina (EC),     epigtalocatequina (EGC), galato-3-epicatequina (ECG) e     galato-3-epigalocatequina (ECGC) (10). A EGCG &#233; a mais abundante do ch&#225; verde e     das mais poderosas subst&#226;ncias com capacidade inibidora da angiog&#233;nese tumoral     e da prolifera&#231;&#227;o celular, tem uma grande capacidade de capta&#231;&#227;o de radicais     livres e de aumentar a desintoxica&#231;&#227;o atrav&#233;s da indu&#231;&#227;o selectiva ou     modifica&#231;&#227;o de enzimas da fase II (1, 9, 11). Inibe a oxida&#231;&#227;o em v&#225;rios     sistemas alimentares, incluindo carne de porco, peixe e &#243;leos de peixe marinhos     altamente insaturados (12). Estudos epidemiol&#243;gicos demonstraram que o consumo     ]]></body>
<body><![CDATA[moderado de ch&#225; verde (1-6 ch&#225;venas/dia) origina no plasma um aumento     significativo da sua capacidade antioxidante (6). Apesar dos v&#225;rios estudos     relacionados com os benef&#237;cios do consumo do ch&#225; verde, n&#227;o existe pesquisa     conclusiva quanto &#224; quantidade certa da sua ingest&#227;o na dieta di&#225;ria, somente     sugest&#245;es.     <br/>O     A&#231;afr&#227;o-da-&#205;ndia (componente do caril que lhe d&#225; a cor amarela) &#233; o ingrediente     alimentar com efeito anti-inflamat&#243;rio mais poderoso (1). A curcumina, pigmento     que faz parte de um componente activo do a&#231;afr&#227;o-da-&#237;ndia, tem uma forte     actividade antioxidante, &#233; capaz de destruir as c&#233;lulas cancer&#237;genas (11, 13,     ]]></body>
<body><![CDATA[14, 15) e impede o desenvolvimento de diversos tipos de tumores causados por     qu&#237;micos cancer&#237;genos (16). &#201; antiproliferativa e desempenha um papel     antiangiog&#233;nico e antimetast&#225;tico (15). Inibe a actividade das isoenzimas do     citocromo P450 da fase I, diminuindo a activa&#231;&#227;o metab&#243;lica de compostos carcinog&#233;neos     (11). Influencia a regula&#231;&#227;o da express&#227;o de v&#225;rias mol&#233;culas associadas a     cancros, COX2 (ciclo-oxigenase-2), LOX (lipo-oxigenase), NOS (sintetase do     &#243;xido n&#237;trico), MMP-9 (metalopeptidase da matriz 9), uPA (activador do     plasminog&#233;nio do tipo uroquinase), TNF (factor de necrose tumoral), citoquinas,     mol&#233;culas de ades&#227;o e ciclina D1, bem como a regula&#231;&#227;o de receptores de     factores de crescimento, EGFR (receptor do factor de crescimento epid&#233;rmico) e     ]]></body>
<body><![CDATA[HER2 (receptor tipo 2 do factor de crescimento epid&#233;rmico humano) (15).     Recentemente foi verificado o seu papel na indu&#231;&#227;o da apoptose e como     quimioprotector na inibi&#231;&#227;o da forma&#231;&#227;o de met&#225;stases em cancros da mama (17).     O a&#231;afr&#227;o-da-&#237;ndia deve ser misturado com pimenta aumentando 2000 vezes a sua     absor&#231;&#227;o pelo organismo (1).     <br/>Os     hort&#237;colas da fam&#237;lia das cruc&#237;feras: couves, repolho e br&#243;colos, cont&#234;m     mol&#233;culas (sulforafano e indole-3-carbinol (I3C)) capazes de desintoxicar o     organismo de certas subst&#226;ncias cancer&#237;genas, promovem a apoptose das c&#233;lulas     cancer&#237;genas e bloqueiam a angiog&#233;nese (18, 19, 20). Neutralizam produtos do     ]]></body>
<body><![CDATA[metabolismo dos estrog&#233;nios que promovem o crescimento tumoral (reduz o risco     de cancro da mama, colo do &#250;tero e cabe&#231;a e pesco&#231;o) e ajudam a neutralizar os     carcinog&#233;neos a que nos expomos diariamente (21, 22, 23, 24, 25).     <br/>Os     compostos de enxofre da fam&#237;lia das ali&#225;ceas: alho, cebola, alho franc&#234;s,     chalota e cebolinho, reduzem os efeitos cancer&#237;genos das nitrosaminas e dos     compostos n-nitroso (ex: alimentos excessivamente grelhados, carnes fumadas&#8230;)     que estimulam a apoptose no cancro do c&#243;lon, mama, pulm&#227;o e pr&#243;stata (1). Para     evitar estes compostos devemos reduzir o tempo do alimento na grelha ou marinar     os alimentos na cerveja, vinho tinto, azeite ou outra marinada escolhida (27).     ]]></body>
<body><![CDATA[De acordo com a Food Standards Agency do Reino Unido, ao cozinhar aves, peixes     e carne picada (hamb&#250;rgueres, salsichas), o centro da carne deve atingir uma     temperatura de pelo menos 70&#176;C dois minutos antes de ser removida (26). No     entanto, n&#227;o h&#225; estudos suficientes que demonstrem a contribui&#231;&#227;o da fam&#237;lia     das ali&#225;ceas para a diminui&#231;&#227;o do risco de cancro (25, 28).     <br/>Hort&#237;colas     e frutos ricos em caroten&#243;ides: todos os frutos e hort&#237;colas de cores vivas     (laranja, vermelho, amarelo, verde) cont&#234;m licopeno e caroten&#243;ides, percursores     da vitamina A que inibem o crescimento de c&#233;lulas de v&#225;rios tipos de cancro.     Lute&#237;na, licopeno, fitoeno e cantaxantina estimulam o crescimento das c&#233;lulas     ]]></body>
<body><![CDATA[imunit&#225;rias e aumentam a sua capacidade de &#8220;atacar&#8221; as c&#233;lulas tumorais (1,     18). O licopeno tem um papel importante nos pacientes com cancro da pr&#243;stata,     podendo atrasar a progress&#227;o do mesmo (18).     <br/>Os     componentes bioactivos da soja s&#227;o: amino&#225;cidos, p&#233;ptidos, fibra e isoflavonas     (geniste&#237;na, daidze&#237;na, glicite&#237;na). As isoflavonas s&#227;o poderosas mol&#233;culas     fitoqu&#237;micas que neutralizam os mecanismos essenciais &#224; sobreviv&#234;ncia e ao     desenvolvimento do cancro. No entanto, o seu efeito protector contra o cancro     (principalmente da mama e pr&#243;stata) ainda n&#227;o foi comprovado quando o seu     consumo tem apenas in&#237;cio na idade adulta (1). O efeito protector das     ]]></body>
<body><![CDATA[isoflavonas no cancro da mama parece ser un&#226;nime, principalmente da geniste&#237;na,     estimulam directamente a diferencia&#231;&#227;o celular, a apoptose de c&#233;lulas malignas     e inibi&#231;&#227;o do crescimento tumoral. Os fitoestrog&#233;nios da soja agem segundo o     mesmo princ&#237;pio que o tamoxifen, medicamento habitualmente utilizado para     evitar recidivas do cancro da mama. A geniste&#237;na inibe a actividade da prote&#237;na     tirosina cinase envolvida na angiog&#233;nese tumoral (18). A Ag&#234;ncia Francesa de     Seguran&#231;a Sanit&#225;ria Alimentar, enquanto aguarda dados cient&#237;ficos mais exactos,     recomenda que as mulheres que sofram de cancro da mama restrinjam o consumo de     soja a quantidades moderadas (n&#227;o mais que 1 iogurte ou 1 copo de leite de soja     por dia), as isoflavonas ligam-se a receptores de estrog&#233;nio no tecido da mama     ]]></body>
<body><![CDATA[e podem bloquear o estrog&#233;nio produzido no corpo, aumentando o risco de cancro     da mama (1, 25, 29). Por outro lado, as isoflavonas de soja bloqueiam a     angiog&#233;nese e t&#234;m um papel importante no combate a outros tipos de cancro que     n&#227;o da pr&#243;stata e da mama. Consumida com modera&#231;&#227;o, a soja nas suas v&#225;rias     formas &#233; um elemento importante numa alimenta&#231;&#227;o anti-cancro, &#233; pobre em     gordura saturada e rica em nutrientes, fibras e fitoqu&#237;micos antioxidantes (29,     30, 31).     <br/>Ervas     arom&#225;ticas como alecrim, tomilho, or&#233;g&#227;os, manjeric&#227;o e hortel&#227;, s&#227;o muito     ricas em &#243;leos essenciais da fam&#237;lia dos terpenos (a quem devem a sua     ]]></body>
<body><![CDATA[fragr&#226;ncia) que agem sobre uma grande variedade de tumores reduzindo a propaga&#231;&#227;o     das c&#233;lulas cancerosas ou provocando a sua morte (1). As ervas arom&#225;ticas s&#227;o     importantes fontes de antioxidantes e podem substituir o sal, um mineral que em     exagero poder&#225; levar a graves problemas de sa&#250;de como o cancro,     fundamentalmente do est&#244;mago (25, 32).     <br/>Os     frutos de baga s&#227;o constitu&#237;dos por flavon&#243;ides e constituem a fam&#237;lia mais     abundante do grupo dos polifen&#243;is que se encontram tamb&#233;m nos hort&#237;colas e     folhas que comp&#245;em a alimenta&#231;&#227;o humana (33). Morangos, framboesas, mirtilos e     amoras negras cont&#234;m, para al&#233;m dos polifen&#243;is, &#225;cido el&#225;gico. Estes estimulam     ]]></body>
<body><![CDATA[os mecanismos de elimina&#231;&#227;o de subst&#226;ncias cancer&#237;genas e inibem a angiog&#233;nese     (1).     <br/>Para     al&#233;m dos alimentos &#8220;antipromotores&#8221; de cancro, existem os &#8220;promotores&#8221;     (cap&#237;tulo 6) que alimentam os mecanismos que promovem o desenvolvimento de     cancro. As sondagens ocidentais sobre nutri&#231;&#227;o revelam que 56% das calorias que     ingerimos prov&#234;m de tr&#234;s fontes que n&#227;o existiam aquando do desenvolvimento dos     nossos genes (34): a&#231;&#250;cares refinados, farinha refinada (p&#227;o, massa e arroz     brancos), &#243;leos vegetais (&#243;leo de soja) e gorduras trans (nos &#243;leos vegetais     mas essencialmente nos produtos industrializados) (1). O a&#231;&#250;car e a farinha     ]]></body>
<body><![CDATA[refinada s&#227;o alimentos com elevado &#237;ndice glic&#233;mico, promovendo picos de insulina     e a secre&#231;&#227;o de IGF que estimulam o desenvolvimento das c&#233;lulas cancer&#237;genas e     a sua capacidade de invadir os tecidos circundantes (1, 25). Deve-se consumir     p&#227;o de mistura ou de v&#225;rios cereais integrais (35) ou feito com fermento     tradicional (massa azeda) e substituir o arroz branco por integral ou basmati,     com &#237;ndices glic&#233;micos mais baixos (1). Schreiber recomenda que se limite o     consumo de todas as gorduras vegetais hidrogenadas (trans), &#243;leos alimentares     ricos em &#243;mega 6 (sobretudo de soja, girassol, palma, c&#226;nola) e todas as     gorduras animais ricas em &#225;cidos gordos (AG) &#243;mega 6 devido &#224; alimenta&#231;&#227;o     fornecida ao gado nos dias de hoje. O milho, soja e trigo que se tornaram a     ]]></body>
<body><![CDATA[alimenta&#231;&#227;o principal do gado, praticamente n&#227;o cont&#234;m &#243;mega 3 mas s&#227;o ricas em     &#243;mega 6 (1). O nosso equil&#237;brio fisiol&#243;gico depende muito do equil&#237;brio entre     os AG &#243;mega 3 e 6 no organismo e, portanto, na nossa alimenta&#231;&#227;o. Foi este     equil&#237;brio alimentar que o autor considera que foi alterado nos &#250;ltimos 50 anos     (1). Se as vacas ou galinhas que consumimos forem alimentadas com ervas, a     carne, leite e ovos que fornecem estar&#227;o equilibrados em &#243;mega 6 e 3     (recomendam-se &#237;ndices vari&#225;veis de 4:1 a 5:1) mas se comerem milho e soja, o     desequil&#237;brio chega a ser de 10:1 at&#233; 20:1 (1, 36, 37). Sendo os &#243;mega 6 e 3     percursores de eicosan&#243;ides com importantes fun&#231;&#245;es em termos de inflama&#231;&#227;o e     sabendo que os &#243;mega 6 s&#227;o pr&#243;-inflamat&#243;rios e os &#243;mega 3 anti-inflamat&#243;rios     ]]></body>
<body><![CDATA[podemos dizer que estamos a ter uma alimenta&#231;&#227;o potenciadora de inflama&#231;&#227;o (37).     Os &#243;mega 6 apesar de serem considerados AG essenciais e diminu&#237;rem o risco de     desenvolvimento de certas doen&#231;as como o cancro da mama, em excesso poder&#227;o ser     prejudiciais pois aumentam a produ&#231;&#227;o de eicosan&#243;ides precursores do processo     inflamat&#243;rio, o que pode desencadear a forma&#231;&#227;o de trombos, placas de ateroma e     doen&#231;as cardiovasculares (38). Os &#243;mega 3 est&#227;o envolvidos no desenvolvimento     do sistema nervoso, na redu&#231;&#227;o das inflama&#231;&#245;es, limitam a adipog&#233;nese e     desempenham um papel anti-metast&#225;tico (1). A linha&#231;a &#233; rica em &#243;mega 3 de     cadeia curta e em lignanos, fitoestrog&#233;nios que diminuem o efeito nocivo das     hormonas que promovem o desenvolvimento canceroso (1). O azeite &#233; uma gordura     ]]></body>
<body><![CDATA[vegetal com potencial anti-inflamat&#243;rio, estudos comprovam existir uma     tend&#234;ncia decrescente de &#237;ndices inflamat&#243;rios em indiv&#237;duos saud&#225;veis com     inclus&#227;o de azeite na dieta alimentar, reduzindo a concentra&#231;&#227;o plasm&#225;tica de     outras mol&#233;culas que se expressam nas paredes dos vasos sangu&#237;neos que     favorecem a inflama&#231;&#227;o. O oleocantal, subst&#226;ncia isolada a partir de azeite     virgem-extra, &#233; capaz de inibir duas enzimas envolvidas no processo de     inflama&#231;&#227;o (COX-1 &#8211; cicloxigenase-1; COX-2 &#8211; cicloxigenase-2), sem nenhum     efeito sobre uma enzima indutora de inflama&#231;&#227;o (lipoxigenase) (39).     <br/>Apesar     da rela&#231;&#227;o das gorduras trans com o risco de cancro ainda n&#227;o ter sido     ]]></body>
<body><![CDATA[determinada, as Guidelines da American Cancer Society aconselham o consumo de     menor quantidade de gorduras trans poss&#237;vel (26). Mais vale prevenir, e n&#227;o     abusar nestas gorduras.     <br/><u>O Corpo em     movimento</u><u></u>     <br/>Actividade     f&#237;sica regular ajuda a controlar o peso corporal, ao passo que o excesso de     peso aumenta a quantidade de estrog&#233;nios, androg&#233;nios, insulina e factores de     crescimento semelhantes &#224; insulina circulantes associados ao crescimento de     c&#233;lulas malignas e tumores, em particular o cancro da mama, pr&#243;stata, ov&#225;rios,     ]]></body>
<body><![CDATA[&#250;tero e test&#237;culos (40). Mantendo uma actividade f&#237;sica regular ao longo da     vida estimula todas as capacidades promotoras da sa&#250;de do nosso corpo e em     particular o sistema imunit&#225;rio e a elimina&#231;&#227;o pelo organismo de subst&#226;ncias     cancer&#237;genas (1). &#8220;Nenhuma alimenta&#231;&#227;o sadia basta para dar sa&#250;de a um corpo     que n&#227;o se mexa (41)&#8221; (Peres, E.).     <br/><u>A mente anti-cancro     &#8211; Derrubar as barreiras psicol&#243;gicas</u><u></u>     <br/>O     stress em si, explica o m&#233;dico, n&#227;o &#233; respons&#225;vel pela diminui&#231;&#227;o das defesas     imunit&#225;rias, &#233;-o indirectamente pela maneira como lidamos com ele. Algumas     ]]></body>
<body><![CDATA[reac&#231;&#245;es ao stress psicol&#243;gico podem influenciar profundamente o     desencadeamento do cancro. As mesmas subst&#226;ncias qu&#237;micas que accionam os     reflexos neurol&#243;gicos e viscerais do stress tamb&#233;m afectam as c&#233;lulas     imunit&#225;rias (1). H&#225; que prestar aten&#231;&#227;o a este perigo silencioso, levar uma     vida o mais calma e tranquila poss&#237;vel, anulando o stress psicol&#243;gico e     promovendo o processo de cura, no caso de doentes oncol&#243;gicos (1) (42).</p>     <p><b >Conclus&#245;es</b> <br/>A cria&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis ao longo da vida &#233; de extrema import&#226;ncia para uma vida desprendida do cancro, uma doen&#231;a de desenvolvimento prolongado que est&#225; por vezes intimamente relacionada com uma alimenta&#231;&#227;o incorrecta. Schreiber comprovou-o em si mesmo, uma alimenta&#231;&#227;o que inclua alimentos anti-cancro n&#227;o apresenta qualquer risco para a sa&#250;de, inversamente, traz benef&#237;cios que ultrapassam sobejamente os seus efeitos no cancro. A ac&#231;&#227;o quimiopreventiva mais eficaz &#233; a alimenta&#231;&#227;o. Como diria Em&#237;lio Peres, <i>"A alimenta&#231;&#227;o faz-nos pequenos ou grandes, imbecis ou inteligentes, fr&#225;geis ou fortes, ap&#225;ticos ou intervenientes, insoci&#225;veis ou capazes de saud&#225;vel conviv&#234;ncia; mata-nos cedo, ainda em embri&#227;o no ventre materno, ou tarde, no ocaso da uma vida plena" </i>(43). <br/>H&#225; ainda muita coisa por demonstrar cientificamente mas <i>&#8220;&#8230;h&#225; uma s&#233;rie de informa&#231;&#245;es suficientemente importantes para que se admita que estilos de vida activos, em conjunto com outros comportamentos positivos ser&#227;o ben&#233;ficos para a sa&#250;de </i>(44)&#8221;. <br/>Em suma, cabe a cada um de n&#243;s ajudar a combater a prolifera&#231;&#227;o dos tumores fazendo uma alimenta&#231;&#227;o equilibrada e saud&#225;vel ao longo do dia, proteger-nos contra os desequil&#237;brios do ambiente, derrubar as nossas barreiras psicol&#243;gicas e praticar actividade f&#237;sica regularmente. N&#227;o nos centremos apenas num destes dom&#237;nios mas sim nos quatro em simult&#226;neo.</p>     <p><b >Agradecimentos</b> <br/>Trabalho elaborado para a Unidade curricular de Rede inComum de Conhecimento da licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o do Instituto Superior de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de &#8211; Norte sob orienta&#231;&#227;o dos professores: <br/>Dra. Helena &#193;vila e Dr. Nuno Ferreira.</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b>Refer&#234;ncias Bibliogr&#225;ficas</b> <br/>1. Servan-Schreiber, D. (2008). ANTI-CANCRO, Uma nova maneira de viver (383 pp.). Alfragide: Editora Caderno. Traduzido do ingl&#234;s por Paula Caetano <br/>2. Humane Society International (Janeiro, 2011). O Impacto da Cria&#231;&#227;o de Animais para Consumo no Meio Ambiente e nas Mudan&#231;as Clim&#225;ticas no Brasil. Acedido a 8 de Maio de 2011 em <a href="http://www.hsi.org/portuguese/issues/pecuaria_industrial/facts/mudancas_climaticas_pdf_intro.html" target="_blank">http://www.hsi.org/portuguese/issues/pecuaria_industrial/facts/mudancas_climaticas_pdf_intro.html</a>  <br/>3. Manual Merck (2009). Causas e Riscos do Cancro. Acedido a 30 de Abril de 2011 em <a href="http://www.manualmerck.net/&#8204;id=188&cn=1594" target="_blank">http://www.manualmerck.net/&#8204;id=188&cn=1594</a>  <br/>4. Dufresne CJ, Farnworth ER. A review of latest research findings on the health promotion properties of tea. J Nutr Biochem. 2001; 12(7):404-21 <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716537&pid=S2182-7230201200030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Cabrera C, Artacho R, Gim&#233;nez R. Beneficial effects of green tea - A review. J Am Coll Nutr. 2006; 25(2):79-99 <br/>6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716538&pid=S2182-7230201200030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> McKay DL, Blumberg JB. The role of tea in human health: An update. J Am Coll Nutr. 2002; 21(1):1-13 <br/>7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716539&pid=S2182-7230201200030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Kotani A, Takahashi K, Hakamata H, Kojima S, Kusu F. Attomole catechins determination by capillary liquid chromatography with electrochemical detection. Anal Sci: Int J Jpn S Anal Chem. 2007; 23(2):157-63 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716540&pid=S2182-7230201200030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Lambert JD, Yang CS. Mechanisms of cancer prevention by tea constituents. J Nutr. 2003; 133(10):3262S-67S <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716541&pid=S2182-7230201200030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Yang CS, Lambert JD, Ju J, Lu G, Sang S. Tea and cancer prevention: Molecular mechanisms and human relevance. Toxicol Appl Pharmacol. 2007; 224(3):265-73 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716542&pid=S2182-7230201200030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> SCHIMITZ, W. et al. O ch&#225; verde e suas a&#231;&#245;es como quimioprotetor. Semina: Ci&#234;ncias Biol&#243;gicas e da Sa&#250;de, Londrina. Jul./dez. 2005. V. 26, n. 2, 119-130 pp <br/>11. Batista M. (2010). O Papel dos Fitoqu&#237;micos na Quimiopreven&#231;&#227;o do Cancro. Monografia orientado por Dr. Themudo Barata. Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto, Porto. 51 pp <br/>12. Zhong Y, Shahidi F. (2011). Lipophilized epigallocatechin gallate (EGCG) derivatives as novel antioxidants. 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Acedido a 17 de Maio de 2011 em <a href="http://www.cristinasales.pt/Nutri-Conceito/Blog/Post.aspx&#8204;BID=3&PID=1054&MVID=1000194#comments" target="_blank">http://www.cristinasales.pt/Nutri-Conceito/Blog/Post.aspx&#8204;BID=3&PID=1054&MVID=1000194#comments</a> <br/>32. Dragland S. et al. (2003). Several Culinary and Medicinal Herbs Are Important Sources of Dietary Antioxidantes. The Journal of Nutrition.133: 1286-1290 pp <br/>33. Han X, Shen T, Lou H. Dietary polyphenols and their biological significance. Int J Mol Sci. 2007; 8(9):950-88 <br/>34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716543&pid=S2182-7230201200030000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Cordain L. et al. (2005). Origins and evolution of the western diet: health implications for the 21st century. 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Universidade do Minho. 12 pp</p>     <p>&nbsp;</p>     <p ><b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Francisca Oliveira <br/>Rua Bernardo Franco, n.&#186; 35, <br/>3560-161 S&#225;t&#227;o <br/><a href="mailto:francisca.jcoliveira@gmail.com">francisca.jcoliveira@gmail.com</a> </p>   <br/>Recebido a 5 de Janeiro de 2012 <br/>Aceite a 16 de Outubro de 2012 <br/>       ]]></body><back>
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