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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da Qualidade dos Lanches numa População com Necessidades Especiais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: Quantity assessment of midmorning and midafternoon snacks in a population with special needs attending to a social solidarity institution. Methodology: The sample comprised 58 clients, aged 17 to 61 years. It was estimated the nutritional composition of 621 mid-morning snacks and 733 midafternoon snacks, through direct observation and recording of each type of food, as well as trademarks at the time of consumption. Total energy content and percentage of macronutrients of total mid-morning and midafternoon snacks were compared with recommendations for adults. Anthropometric, demographic, family and socio-economic issues were obtained through a survey applied to caregivers. Results: Most snacks consumed at midmorning and midafternoon was brought from home. The median sugar content of midmorning and midafternoon snacks was significantly higher than the recommended values (three and four times higher, respectively), while the protein and total energy content of midafternoon snacks were lower than recommended. Males consumed more energetic snacks. 87.0% of caregivers considered midmorning and midafternoon snacks prepared as healthy choices. Parents were the caregivers who prepared the most energetic snacks. Conclusions: It seems appropriate to consider educational policies for caregivers about the quality of prepared snacks, emphasizing the importance of choosing few refined and low sugar items to include in snacks.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Lanches]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p >  <br/><b >Avalia&#231;&#227;o da Qualidade dos Lanches numa Popula&#231;&#227;o com Necessidades Especiais</b>     <p> <b >Quality Assessment of Snacks in a Population with Special Needs</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ><b>Ada Rocha<sup>1</sup>; Daniela Leite<sup>2</sup></b>     <p >      <p ><sup>1</sup>Professora Associada, Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto <sup>2</sup>Estagi&#225;ria de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <br/>Objectivos: Avalia&#231;&#227;o quantitativa da composi&#231;&#227;o dos lanches consumidos a meio da manh&#227; e a meio da tarde, numa popula&#231;&#227;o com necessidades especiais de uma Institui&#231;&#227;o Particular de Solidariedade Social (IPSS). <br/>Metodologia: Amostra constitu&#237;da por 58 participantes, com idades compreendidas entre os 17 e os 61 anos. Foi estimada a composi&#231;&#227;o nutricional de 621 lanches consumidos a meio da manh&#227; e 733 lanches consumidos a meio da tarde, atrav&#233;s da observa&#231;&#227;o directa e do registo de cada tipo e quantidade de alimento, bem como marcas comerciais, no momento do consumo. Relacionou-se o Valor Energ&#233;tico Total e a percentagem de macronutrientes do total dos lanches da manh&#227; e dos lanches da tarde com as recomenda&#231;&#245;es para adultos e com vari&#225;veis antropom&#233;tricas, demogr&#225;ficas, familiares e socioecon&#243;micas da amostra, obtidas atrav&#233;s de um inqu&#233;rito aplicado aos cuidadores. <br/>Resultados: A maior parte dos lanches da manh&#227; e dos lanches da tarde foi trazida de casa. A mediana do teor de a&#231;&#250;cares dos lanches da manh&#227; e lanches da tarde foi significativamente superior aos valores recomendados (tr&#234;s e quatro vezes superior, respectivamente), enquanto o de prote&#237;nas e o Valor Energ&#233;tico Total dos lanches da tarde ficou abaixo do recomendado. Os indiv&#237;duos do sexo masculino tenderam a consumir lanches com um Valor Energ&#233;tico Total mais elevado. 87,0% dos cuidadores considera saud&#225;veis os lanches da manh&#227; e lanches da tarde dos seus familiares. Os pais foram os prestadores de cuidados a preparar os lanches mais energ&#233;ticos. <br/>Conclus&#245;es: Parece-nos pertinente considerar pol&#237;ticas educativas para os cuidadores sobre a qualidade dos lanches preparados, enfatizando a import&#226;ncia de optar por alimentos pouco refinados e com baixo teor de a&#231;&#250;cares. </p>      <p><b >Palavras-Chave</b>: Lanches, Composi&#231;&#227;o nutricional, Cuidador, Popula&#231;&#227;o com necessidades especiais </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >ABSTRACT</b></p>      <p>Objectives: Quantity assessment of midmorning and midafternoon snacks in a population with special needs attending to a social solidarity institution. <br/>Methodology: The sample comprised 58 clients, aged 17 to 61 years. It was estimated the nutritional composition of 621 mid-morning snacks and 733 midafternoon snacks, through direct observation and recording of each type of food, as well as trademarks at the time of consumption. Total energy content and percentage of macronutrients of total mid-morning and midafternoon snacks were compared with recommendations for adults. Anthropometric, demographic, family and socio-economic issues were obtained through a survey applied to caregivers. <br/>Results: Most snacks consumed at midmorning and midafternoon was brought from home. The median sugar content of midmorning and midafternoon snacks was significantly higher than the recommended values (three and four times higher, respectively), while the protein and total energy content of midafternoon snacks were lower than recommended. Males consumed more energetic snacks. 87.0% of caregivers considered midmorning and midafternoon snacks prepared as healthy choices. Parents were the caregivers who prepared the most energetic snacks. <br/>Conclusions: It seems appropriate to consider educational policies for caregivers about the quality of prepared snacks, emphasizing the importance of choosing few refined and low sugar items to include in snacks. </p>      <p><b >keywords</b>: Snacks, Nutritional composition, Caregivers, Population with special needs </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>As Pessoas com Defici&#234;ncia ou Incapacidade (PDI), particularmente nos pa&#237;ses ocidentais, apresentam frequentemente uma ingest&#227;o nutricional menos adequada do que a popula&#231;&#227;o em geral (1, 2). A preval&#234;ncia da obesidade nas PDI (2-4) tem sido apontada como um importante factor na redu&#231;&#227;o da esperan&#231;a m&#233;dia de vida e no aumento da necessidade de cuidados de sa&#250;de destes indiv&#237;duos (2).  <br/>O consumo de lanches ao longo do dia, definido como momentos de ingest&#227;o alimentar diferentes das refei&#231;&#245;es principais (5, 6), tem sido apontado como factor potencial para o ganho de peso em indiv&#237;duos saud&#225;veis (5, 7). A influ&#234;ncia do consumo de lanches na ingest&#227;o energ&#233;tica total e no balan&#231;o energ&#233;tico &#233;, actualmente, controversa (6, 8-11). No entanto, &#233; consensual que o tamanho das por&#231;&#245;es (5, 12, 13), o n&#250;mero de lanches ingeridos (5, 6, 11) e a composi&#231;&#227;o nutricional (5, 10, 14, 15) podem ter um impacto no Valor Energ&#233;tico Total (VET). <br/>Diversos estudos t&#234;m verificado que o contributo percentual dos lanches para o VET e ingest&#227;o de macronutrientes tem vindo a aumentar, relativamente &#224; d&#233;cada de 70 (5, 10-12, 15). O mesmo se observa no que diz respeito ao tamanho das por&#231;&#245;es (13), e ao n&#250;mero de lanches consumidos por dia(5). O tipo de alimentos escolhidos para os lanches &#233; significativamente diferente, sendo patente que actualmente s&#227;o privilegiados produtos de elevada densidade energ&#233;tica (5, 10, 12). Relativamente &#224; distribui&#231;&#227;o por macronutrientes, algumas evid&#234;ncias apontam para um aumento da ingest&#227;o de energia, hidratos de carbono (HC) e a&#231;&#250;cares simples (10, 11, 15). <br/></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >OBJECTIVOS</b> <br/>Avaliar quantitativamente a composi&#231;&#227;o dos lanches da manh&#227; (LM) e da tarde (LT), numa popula&#231;&#227;o com necessidades especiais de uma Institui&#231;&#227;o Particular de Solidariedade Social, identificando poss&#237;veis rela&#231;&#245;es com as caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, familiares e antropom&#233;tricas. </p>     <p><b >METODOLOGIA</b> <br/>Estudo descritivo transversal realizado na Cooperativa para a Educa&#231;&#227;o e Reabilita&#231;&#227;o de Crian&#231;as Inadaptadas (CERCI), no per&#237;odo de Mar&#231;o a Junho de 2012, incluindo todos os clientes do Centro de Actividades Ocupacionais e da Forma&#231;&#227;o Profissional, presentes diariamente na institui&#231;&#227;o. Exclu&#237;ram-se os clientes que n&#227;o participam diariamente nas actividades da CERCI. <br/>A amostra estudo &#233; constitu&#237;da pelos clientes da CERCI, com idades compreendidas entre os 17 e os 61 anos de idade, num total de 58 pessoas. <br/>Foi obtido consentimento informado dos cuidadores para a realiza&#231;&#227;o do estudo. Os participantes apresentavam diferentes n&#237;veis de defici&#234;ncia e/ou incapacidade, desde doen&#231;as gen&#233;ticas, como o S&#237;ndrome de Down e o S&#237;ndrome de Asperger, ao atraso mental ligeiro. A maioria era capaz de se alimentar autonomamente. A escolha desta popula&#231;&#227;o deveu-se &#224; realiza&#231;&#227;o simult&#226;nea de um est&#225;gio curricular na institui&#231;&#227;o. <br/>1. Avalia&#231;&#227;o Antropom&#233;trica <br/>Foram medidos o peso e a estatura de todos os participantes, de acordo com procedimentos internacionais (16) e calculado o IMC. Foi constru&#237;da uma ferramenta para medi&#231;&#227;o da estatura e o peso foi medido com o aux&#237;lio de uma balan&#231;a do modelo seca 761, dispon&#237;vel na institui&#231;&#227;o. Os pontos de corte de IMC foram os da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (17) (OMS). <br/>2. Avalia&#231;&#227;o da Composi&#231;&#227;o Nutricional dos Lanches Consumidos <br/>Foram observados os LM e os LT durante um per&#237;odo de 15 dias. A recolha da informa&#231;&#227;o baseou-se na observa&#231;&#227;o directa no momento do consumo e no registo de cada tipo de alimento, bem como de marcas comerciais. Para estimar cada por&#231;&#227;o de alimento n&#227;o rotulado, utilizaram-se diversos recursos (18). Para alimentos regionais, a por&#231;&#227;o foi estimada a partir da m&#233;dia dos pesos de dez amostras de cada alimento, recolhidas posteriormente no seu local de fabrico. <br/>Para alimentos rotulados, procedeu-se &#224; recolha da informa&#231;&#227;o nutricional em estabelecimentos comerciais. Foram consultadas tabelas de composi&#231;&#227;o nutricional, dispon&#237;veis online (19). Para alimentos n&#227;o rotulados, utilizou-se a Tabela da Composi&#231;&#227;o de Alimentos (20). <br/>Tendo em conta que se trata de uma amostra de indiv&#237;duos sedent&#225;rios (21), considerou-se o VET m&#233;dio di&#225;rio, para ambos os sexos, de 2000 kcal (22), atribuindo-se 10% para o LM e 15% para o LT (23, 24). A distribui&#231;&#227;o de macronutrientes seguiu as recomenda&#231;&#245;es da OMS, para preven&#231;&#227;o de doen&#231;as cr&#243;nicas (25). <br/>3. Caracteriza&#231;&#227;o de Vari&#225;veis Demogr&#225;ficas e Socioecon&#243;micas <br/>Aplicou-se um inqu&#233;rito, de administra&#231;&#227;o directa, aos prestadores de cuidados, a fim de obter informa&#231;&#227;o sobre os dados demogr&#225;ficos e socioecon&#243;micos (data de nascimento, grau de parentesco com o participante, agregado familiar, grau de escolaridade do cuidador e a sua profiss&#227;o, rendimento mensal familiar), as caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas do pr&#243;prio, a composi&#231;&#227;o do pequeno-almo&#231;o consumido pelos participantes e ainda quest&#245;es sobre a prepara&#231;&#227;o dos lanches trazidos para a institui&#231;&#227;o. Este inqu&#233;rito foi aplicado a fim de detectar tend&#234;ncias ao relacionar as caracter&#237;sticas dos participantes com o valor nutricional dos lanches consumidos. <br/>4. An&#225;lise Estat&#237;stica <br/>Utilizou-se o programa <i >Statistical</i><i > Package for the Social Sciences</i> (SPSS) vers&#227;o 18.0 para Windows. A an&#225;lise estat&#237;stica descritiva consistiu no c&#225;lculo de frequ&#234;ncias e de m&#233;dias, medianas e percentis. Usou-se o teste de <i >Kolmogorov-Smirnov</i> para avaliar a normalidade da distribui&#231;&#227;o das vari&#225;veis cardinais, o teste t de <i >student</i> para comparar m&#233;dias de amostras independentes, os testes de <i >Mann</i>-<i >Whitney</i> e de <i >Kruskal-Wallis</i> para comparar ordens m&#233;dias de amostras independentes, e o coeficiente de correla&#231;&#227;o de <i >Spearman</i> para medir a associa&#231;&#227;o entre pares de vari&#225;veis. Rejeitou-se a hip&#243;tese nula quando o n&#237;vel de signific&#226;ncia cr&#237;tico para a sua rejei&#231;&#227;o (p) foi inferior a 0,05. Uma vez que a maioria das distribui&#231;&#245;es &#233; n&#227;o normal, calcularam-se as medianas, os percentis 25 (P25) e 75 (P75) e os valores m&#237;nimos e m&#225;ximos do VET e dos macronutrientes dos LM e LT. <br/></p>      <p><b >RESULTADOS</b> <br/>A amostra &#233; constitu&#237;da por 58 participantes, com idades compreendidas entre os 17 e 61 anos de idade (30,2 anos &#177; 10,4), sendo 43,1% do sexo feminino (n=25) e 56,9% do sexo masculino (n=33). A maioria trouxe de casa os LM e LT, com excep&#231;&#227;o de 8 participantes, que consumiram os lanches da CERCI. Foram avaliados nutricionalmente os lanches de todos os participantes neste estudo. <br/>Foram entregues com sucesso 52 inqu&#233;ritos aos prestadores de cuidados, tendo sido recebidos e validados 46, correspondendo a uma taxa de resposta de 76,9%. <br/>1. Avalia&#231;&#227;o Antropom&#233;trica dos Participantes <br/>A maioria dos participantes (n=30) apresentava desde excesso de peso a obesidade grau III, enquanto apenas 41,4% (n=24) era normoponderal (<a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>      
<p><br/>   Quando se relacionaram estas vari&#225;veis com o &#8220;Sexo&#8221;, encontraram-se diferen&#231;as estatisticamente significativas para a &#8220;Estatura&#8221; e para o &#8220;Peso&#8221;, mas n&#227;o para o &#8220;IMC&#8221; (<a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a02t2.jpg">Tabela 2</a>). Observou-se uma tend&#234;ncia para o aumento do &#8220;IMC&#8221; com a &#8220;Idade&#8221; (r=0,255 p=0,053). </p>     
<p><br/>   2. Caracteriza&#231;&#227;o Quantitativa dos Lanches da Manh&#227; e da Tarde <br/> Ao comparar o VET e o teor dos macronutrientes dos LM e LT, verificaram-se diferen&#231;as significativas entre as medianas do teor de prote&#237;nas (p=0,005), de HC (p=0,034) e de a&#231;&#250;cares (p=0,023). De salientar que se observaram correla&#231;&#245;es forte e moderada entre as medianas do teor de a&#231;&#250;cares e de HC dos LM e LT, respectivamente (r=0,752; p=<0,001 e r=0,667; p=<0,001). O que indica que o aumento da percentagem de HC dos lanches foi maioritariamente devido ao aumento da quantidade de a&#231;&#250;cares simples (<a href="#t3">Tabela 3</a> e <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a02t4.jpg">Tabela 4</a>). </p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/nut/n15/n15a03t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>As medianas do teor de prote&#237;nas dos LM (p=0,040) e dos LT (p=0,034) foram superiores no sexo masculino. Apesar de se ter verificado que os lanches dos rapazes apresentavam um VET e de macronutrientes mais elevado, n&#227;o se obtiveram resultados com significado estat&#237;stico. Da mesma forma, n&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre o &#8220;IMC&#8221; dos participantes e o VET e a composi&#231;&#227;o nutricional dos lanches consumidos. <br/>3. Adequa&#231;&#227;o Nutricional dos Lanches da Manh&#227; e da Tarde <br/>Ao comparar os resultados obtidos com as recomenda&#231;&#245;es, verificou-se que a maior discrep&#226;ncia est&#225; no teor de a&#231;&#250;cares nos LM (tr&#234;s vezes superior) e nos LT (quatro vezes superior). O teor de prote&#237;na dos LT encontra-se um pouco abaixo do que &#233; recomendado, assim como o respectivo VET (<a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a02t5.jpg">Tabela 5</a>). <br/>4. Caracteriza&#231;&#227;o Demogr&#225;fica e Socioecon&#243;mica <br/>Constatou-se que cuidadores mais velhos estavam associados a participantes com &#8220;IMC&#8221; mais alto (r=0,363; p=0,020). No entanto, n&#227;o se obteve uma associa&#231;&#227;o significativa entre o &#8220;IMC&#8221; dos cuidadores e o dos participantes (r=0,199; p=0,219), que poderia sugerir a influ&#234;ncia de factores ambientais no controlo de peso dos participantes, como os h&#225;bitos alimentares dos cuidadores. <br/>N&#227;o se observaram correla&#231;&#245;es entre o &#8220;Sexo&#8221; e o &#8220;IMC&#8221; dos cuidadores com o VET e os macronutrientes dos LM e LT. <br/>Verificou-se que 30,4% (n=14) dos cuidadores tinha o 4.&#186; ano de escolaridade, enquanto apenas cinco inquiridos tinham forma&#231;&#227;o superior (10,9%).  <br/>N&#227;o se verificaram correla&#231;&#245;es significativas entre o &#8220;Rendimento Familiar Mensal&#8221; e o VET e os macronutrientes dos LM e LT. De salientar que esta quest&#227;o teve uma taxa de n&#227;o resposta igual a 30,4%. <br/>5. Caracteriza&#231;&#227;o Qualitativa do Pequeno-almo&#231;o e dos Lanches da Manh&#227; e da Tarde <br/>A totalidade dos cuidadores referiu que os participantes tomam o pequeno-almo&#231;o &#8220;Todos os dias&#8221; (100%, n=46). O leite (78,3%; n=36), os cereais de pequeno-almo&#231;o (54,3%; n=25) e o p&#227;o (52,2%; n=24) foram os alimentos mais referidos como componentes do pequeno-almo&#231;o. A prepara&#231;&#227;o dos LM e LT esteve em 65,2% (n=30) dos inquiridos a cargo dos pais, enquanto em 19,6% (n=9) foi o pr&#243;prio participante a preparar os seus lanches. Em 13% (n=6) dos inqu&#233;ritos recebidos, a CERCI foi a respons&#225;vel pelos lanches. O respons&#225;vel pela prepara&#231;&#227;o dos lanches influenciou o VET (p=0,002), o teor de HC (p=0,001) e o de a&#231;&#250;cares (p=0,006) dos LM, e o teor de prote&#237;nas (p=0,030) e o de HC (p=0,034) dos LT. Os pais prepararam os lanches mais energ&#233;ticos e com maior percentagem de todos os macronutrientes. <br/>Relativamente aos aspectos importantes na escolha de alimentos, mais de metade (56,5%; n=26) afirmou ter em conta se os alimentos inclu&#237;dos nos LM e LT s&#227;o nutricionalmente equilibrados, 37,0% (n=17) referiu a preocupa&#231;&#227;o com as prefer&#234;ncias alimentares dos participantes e 17,4% (n=8) com o custo dos alimentos. De salientar que nenhum dos inquiridos referiu valorizar as marcas comerciais dos produtos. 87,0% (n=40) dos cuidadores considerou saud&#225;veis os lanches preparados. <br/></p>      
<p><b >DISCUSS&#195;O DOS RESULTADOS E CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Face ao papel fundamental dos cuidadores na escolha dos alimentos neste tipo de popula&#231;&#227;o justifica-se a inclus&#227;o de medidas educativas espec&#237;ficas direccionadas aos familiares/cuidadores. Num estudo preliminar, o envolvimento e a colabora&#231;&#227;o da fam&#237;lia foram essenciais para o sucesso do tratamento do excesso de peso e da obesidade em PDI, e consequentemente na preven&#231;&#227;o de doen&#231;as cardiovasculares (2). Ao acompanhar adolescentes belgas e os seus pais durante um ano lectivo, Van Lippevelde et al. (2012) conclu&#237;ram que mudan&#231;as no ambiente familiar fomentam altera&#231;&#245;es na ingest&#227;o de gordura proveniente dos lanches, nomeadamente atrav&#233;s da educa&#231;&#227;o alimentar dirigida &#224; fam&#237;lia (26).  <br/>Como &#233; desej&#225;vel, os LT eram mais cal&#243;ricos e apresentaram um valor de macronutrientes superior aos dos LM, no entanto, a percentagem de prote&#237;nas foi inferior &#224;s recomenda&#231;&#245;es nos LT. Este resultado &#233; concordante com os obtidos por Sebastian et al. (2008), que conclu&#237;ram que a ingest&#227;o de prote&#237;nas e gorduras &#233; significativamente menor &#224; medida que aumenta o n&#250;mero de lanches (15). <br/>Ao contr&#225;rio do que verificaram Santos e Rocha num estudo com crian&#231;as portuguesas dos 3 aos 9 anos (27), no presente trabalho verificou-se que crian&#231;as mais jovens apresentaram lanches mais cal&#243;ricos e com teor de HC, gorduras totais e saturadas superiores nos LM. Esta discrep&#226;ncia poder&#225; estar relacionada com as diferentes faixas et&#225;rias alvo destes estudos. &#201; naturalmente desej&#225;vel que crian&#231;as de 3 anos ingiram menor quantidade de alimentos e energia do que crian&#231;as de 9 anos (28). <br/>Encontrou-se influ&#234;ncia significativa da pessoa que prepara os lanches no VET e na sua composi&#231;&#227;o nutricional contrariamente ao encontrado por Santos e Rocha em crian&#231;as saud&#225;veis. Este resultado pode indicar uma sobrestima&#231;&#227;o por parte dos cuidadores das necessidades energ&#233;ticas dos participantes. A quantidade de a&#231;&#250;cares simples ingerida foi substancialmente maior do que o recomendado, independentemente de quem preparou os lanches (15).  <br/>Maffeis et al. (2008) constataram que o IMC dos pais e o percentil de IMC dos filhos tinham uma rela&#231;&#227;o directamente proporcional num estudo com crian&#231;as saud&#225;veis dos 8 aos 10 anos (29), semelhante ao observado em Fran&#231;a, num estudo com adolescentes com defici&#234;ncia intelectual (4). Os dados obtidos neste estudo na CERCI contrariam esta rela&#231;&#227;o. Esta diferen&#231;a pode dever-se &#224;s diferentes faixas et&#225;rias estudadas, ou a um eventual vi&#233;s associado &#224; altura e ao peso corporal que foram auto reportados dos cuidadores. <br/>Al&#233;m disso n&#227;o foi considerada a medica&#231;&#227;o cr&#243;nica que os participantes fazem, que pode enviesar a rela&#231;&#227;o entre o IMC e o controlo do peso corporal (1). <br/>A elevada taxa de n&#227;o resposta &#224; quest&#227;o sobre o &#8220;Rendimento Mensal Familiar&#8221; comprometeu as conclus&#245;es relativas &#224; poss&#237;vel associa&#231;&#227;o entre estes dados e a avalia&#231;&#227;o quantitativa dos lanches.  <br/>O consumo de pequenos-almo&#231;os e lanches n&#227;o saud&#225;veis tem sido fortemente associado ao comprometimento do bem-estar dos indiv&#237;duos (14). Numa popula&#231;&#227;o de PDI como a CERCI, parece-nos importante atribuir a responsabilidade de incluir alimentos saud&#225;veis, nomeadamente pouco refinados e com baixo teor de a&#231;&#250;cares, aos prestadores de cuidados. Seria pertinente investir em pol&#237;ticas educativas sobre a sa&#250;de, alimenta&#231;&#227;o e actividade f&#237;sica adaptada a este grupo-alvo (3, 4), tanto para prestadores de cuidados como para os clientes mais funcionais. <br/></p>      <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Jakabek D, Quirk F, Driessen M, Aljeesh Y, Baune BT. Obesity and nutrition behaviours in Western and Palestinian outpatients with severe mental illness. 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Snacking increased among U.S. adults between 1977 and 2006. J Nutr. 2010; 140(2):325-32 <br/>6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716849&pid=S2182-7230201200040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> de Graaf C. Effects of snacks on energy intake: an evolutionary perspective. Appetite. 2006; 47(1):18-23 <br/>7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716850&pid=S2182-7230201200040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> McCrory MA, Campbell WW. Effects of eating frequency, snacking, and breakfast skipping on energy regulation: symposium overview. 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