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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação Nutricional das Refeições Servidas a Crianças e Idosos em Duas Unidades de Restauração Colectiva]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Having a healthy diet in childhood provides a normal growth. In the elderly with the advancing of age, the nutritional needs require a special care. Objectives: The aim of this study was to evaluate the nutritional adequacy of meals (lunches and dinners) provided by a catering company designed for children from kindergartens and elementary schools, and elderly from a nursing home and the service of Home Help aides. Methodology: The sample was made up of 5 lunches and 9 lunches and 8 dinners, served to children between 3 and 8 years old and elderly between 61 and 97 years old, respectively. The quantitative assessment proceeded to the weighing of raw ingredients. The qualitative evaluation of the menus, as well as the quantification of the energetic value and the macronutrients were calculated from the use of the informatics tool, System of planning and evaluation of school meals (SPARE) (9). Dietary fiber and sodium were determined by using the Table of Food Composition. The percentage of inadequacy in the evaluated meals was calculated by comparison with the values of reference Dietary Reference Intakes, Institute of Medicine. Results: When it comes to the quantitative evaluation of the lunches of the children, it&#8217;s appropriate in dietary fiber and not on proteins, carbohydrates and sodium. The lunches and dinners of the old people are appropriate in the value of lipids, dietary fiber and sodium and they don&#8217;t belong on the recommended values of proteins and carbohydrates. The qualitative assessment of the menus achieved a 73,6% rating. Conclusions: On a global perspective, it&#8217;s considered relevant the reformulation of the menus with the purpose of the reduction of the values of sodium in the meals for young population, as well as a correction in the quantity of protein and carbohydrates suppliers for the two age groups studied. For the qualitative assessment, the menus were considered acceptable.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Alimentação saudável]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Restauração colectiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p >   <br/><b >Avalia&#231;&#227;o Nutricional das Refei&#231;&#245;es Servidas a Crian&#231;as e Idosos em Duas Unidades de Restaura&#231;&#227;o Colectiva</b></p>     <p><b >Nutritional Evaluation of Meals Served to Children and the Elderly in Two Catering Units</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ><b >Cl&#225;udia Reis<sup>1</sup>; Marisa Figueiredo<sup>2</sup>; Helena &#193;vila M.<sup>3</sup></b></p>      <p ><sup>1</sup>Licenciada em Nutri&#231;&#227;o Humana e Qualidade Alimentar, Est&#225;gio curricular efectuado numa empresa de restaura&#231;&#227;o colectiva     <br><sup>2</sup>Nutricionista, Docente no Instituto Polit&#233;cnico de Castelo Branco     <br><sup>3</sup>Nutricionista, Directora da Qualidade Uniself, S. A. <br/></p>      <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p> <br/>Introdu&#231;&#227;o: Possuir uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel na inf&#226;ncia proporciona um crescimento normal. Nos idosos com o avan&#231;ar da idade, as necessidades nutricionais requerem cuidados espec&#237;ficos. <br/>Objectivos: O objectivo deste trabalho foi avaliar a adequa&#231;&#227;o nutricional de refei&#231;&#245;es de almo&#231;o e jantar, disponibilizadas por uma empresa de restaura&#231;&#227;o colectiva destinadas a crian&#231;as dos jardins de inf&#226;ncia e escolas prim&#225;rias e idosos de um lar e do apoio ao domic&#237;lio. <br/>Metodologia: A amostra foi constitu&#237;da por 5 almo&#231;os servidos a crian&#231;as com idades compreendidas entre os 3 e 8 anos e 9 almo&#231;os e 8 jantares servidos a idosos com idades entre 61 e 97 anos. Na avalia&#231;&#227;o quantitativa procedeu-se &#224; pesagem dos ingredientes em cru. A avalia&#231;&#227;o qualitativa das ementas, bem como a quantifica&#231;&#227;o do valor energ&#233;tico e dos macronutrientes foram calculados a partir da ferramenta inform&#225;tica, Sistema de Planeamento e Avalia&#231;&#227;o das Refei&#231;&#245;es Escolares (SPARE). Os valores de fibra alimentar e o s&#243;dio foram quantificados a partir dos valores consultados na Tabela da Composi&#231;&#227;o dos Alimentos. A percentagem de inadequa&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es avaliadas foi calculada por compara&#231;&#227;o com os valores de refer&#234;ncia <i >Dietary</i><i > Reference Intakes, Institute of Medicine</i>. <br/>Resultados: No que diz respeito &#224; avalia&#231;&#227;o quantitativa dos almo&#231;os das crian&#231;as, &#233; adequada em fibra alimentar e n&#227;o apropriada em prote&#237;nas, hidratos de carbono e s&#243;dio. Os almo&#231;os e jantares dos idosos s&#227;o adequados quanto ao valor em l&#237;pidos, fibra alimentar e s&#243;dio e n&#227;o se encontram dentro do recomendado os valores de prote&#237;nas e hidratos de carbono. A avalia&#231;&#227;o qualitativa das ementas obteve uma classifica&#231;&#227;o de 73,6%. <br/>Conclus&#245;es: Numa perspectiva global, considera-se relevante a reformula&#231;&#227;o das ementas com o objectivo de redu&#231;&#227;o dos valores de s&#243;dio nas refei&#231;&#245;es destinadas &#224; popula&#231;&#227;o infantil, bem como um acerto na quantidade de fornecedores de prote&#237;na e hidratos de carbono para os dois grupos et&#225;rios estudados. Relativamente &#224; avalia&#231;&#227;o qualitativa, as ementas foram consideradas aceit&#225;veis. </p>      <p><b >Palavras-Chave:</b> Alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, Ementas, Restaura&#231;&#227;o colectiva </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >ABSTRACT</b> </p>Introduction: Having a healthy diet in childhood provides a normal growth. In the elderly with the advancing of age, the nutritional needs require a special care. <br/>Objectives: The aim of this study was to evaluate the nutritional adequacy of meals (lunches and dinners) provided by a catering company designed for children from kindergartens and elementary schools, and elderly from a nursing home and the service of Home Help aides. <br/>Methodology: The sample was made up of 5 lunches and 9 lunches and 8 dinners, served to children between 3 and 8 years old and elderly between 61 and 97 years old, respectively. The quantitative assessment proceeded to the weighing of raw ingredients. The qualitative evaluation of the menus, as well as the quantification of the energetic value and the macronutrients were calculated from the use of the informatics tool, System of planning and evaluation of school meals (SPARE) (9). Dietary fiber and sodium were determined by using the Table of Food Composition. The percentage of inadequacy in the evaluated meals was calculated by comparison with the values of reference Dietary Reference Intakes, Institute of Medicine. <br/>Results: When it comes to the quantitative evaluation of the lunches of the children, it&#8217;s appropriate in dietary fiber and not on proteins, carbohydrates and sodium. The lunches and dinners of the old people are appropriate in the value of lipids, dietary fiber and sodium and they don&#8217;t belong on the recommended values of proteins and carbohydrates. The qualitative assessment of the menus achieved a 73,6% rating. <br/>Conclusions: On a global perspective, it&#8217;s considered relevant the reformulation of the menus with the purpose of the reduction of the values of sodium in the meals for young population, as well as a correction in the quantity of protein and carbohydrates suppliers for the two age groups studied. For the qualitative assessment, the menus were considered acceptable. </p>      <p><b >keywords</b>: Healthy diet, Menus, Catering </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>A dieta de uma popula&#231;&#227;o e toda a sua variedade cultural define o seu estado de sa&#250;de, o seu crescimento e o seu desenvolvimento (1). O problema do excesso de peso e obesidade, j&#225; referido como a pandemia do s&#233;culo XXI, atravessa todos os grupos et&#225;rios e atinge j&#225;, entre n&#243;s, n&#250;meros alarmantes (2). As doen&#231;as cr&#243;nicas como a diabetes Mellitus tipo 2, doen&#231;as cardiovasculares, hipertens&#227;o, acidente vascular cerebral e certos tipos de cancro podem ser desencadeados pelo excesso de peso e obesidade, tendo sido j&#225; considerados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) como um problema de propor&#231;&#245;es epid&#233;micas (3).  <br/>A alimenta&#231;&#227;o tem um papel fundamental na defesa do organismo porque sem uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, este fica mais suscept&#237;vel a todos os tipos de doen&#231;as. Ao longo da vida, as necessidades nutricionais modificam-se e sofrem altera&#231;&#245;es, de acordo com a idade, estilo de vida e metabolismo. As necessidades energ&#233;ticas individuais s&#227;o calculadas a partir do gasto energ&#233;tico, somado &#224;s necessidades de energia para crescimento, gravidez e lacta&#231;&#227;o e devem satisfazer todos os requisitos para a manuten&#231;&#227;o de um bom estado de sa&#250;de, fun&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas e bem-estar (4).  <br/>Nos &#250;ltimos anos, diversos factores, tanto econ&#243;micos como s&#243;cioculturais determinaram altera&#231;&#245;es substanciais nos h&#225;bitos alimentares da popula&#231;&#227;o, tendo os conceitos e as formas de restaura&#231;&#227;o evolu&#237;do, moldando-se ao desenvolvimento da sociedade (5).  <br/>Segundo a OMS, os par&#226;metros que devem ser cumpridos pela ind&#250;stria alimentar e pelos respons&#225;veis dos estabelecimentos de restaura&#231;&#227;o colectiva e comercial, na tentativa de melhorar os h&#225;bitos alimentares das popula&#231;&#245;es, s&#227;o: reduzir a quantidade de gordura saturada, aumentar o consumo de hortofrut&#237;colas, melhorar a rotulagem dos g&#233;neros aliment&#237;cios e incentivar a promo&#231;&#227;o e a cria&#231;&#227;o de produtos alimentares saud&#225;veis (1). J&#225; foi comprovado cientificamente que a disponibiliza&#231;&#227;o de hort&#237;colas em cantinas que servem refei&#231;&#245;es a crian&#231;as produz um aumento no consumo deste grupo de alimentos nesta popula&#231;&#227;o (6).  <br/>Uma alimenta&#231;&#227;o equilibrada passa pelo controlo das quantidades de nutrientes, pela adequa&#231;&#227;o do tipo de alimentos e do tipo de prepara&#231;&#227;o/confec&#231;&#227;o ao indiv&#237;duo e pela combina&#231;&#227;o correcta dos alimentos de forma a agradar e adequar-se ao utente (7). <br/>Actualmente as tr&#234;s principais preocupa&#231;&#245;es das Unidades de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o s&#227;o: a cria&#231;&#227;o de refei&#231;&#245;es/ementas equilibradas nutricionalmente (o que poder&#225; at&#233; despertar nos utentes o aumento do interesse pela alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel), seguras (com bom n&#237;vel de sanidade), adequada ao utente e ajustadas financeiramente ao Estabelecimento (8). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >OBJECTIVOS</b> <br/>Este trabalho teve como objectivo avaliar a adequa&#231;&#227;o nutricional dos almo&#231;os destinados a crian&#231;as dos jardins de inf&#226;ncia e escolas prim&#225;rias, assim como dos almo&#231;os e jantares servidos aos idosos do lar e do apoio ao domic&#237;lio, sendo estas refei&#231;&#245;es disponibilizadas por uma empresa de restaura&#231;&#227;o colectiva. </p>      <p><b >METODOLOGIA</b> <br/><u>Avalia&#231;&#227;o Nutricional das Ementas</u> <br/>Entre o m&#234;s de Junho e Julho de 2011 foi avaliada, quantitativa e qualitativamente, a ementa de uma semana (de Segunda a Sexta-feira) de uma unidade do sector de ensino (unidade 1) e uma semana (de Segunda-feira a Domingo) de uma unidade de solidariedade social (unidade 2), no distrito da Guarda. Na unidade 1 avaliaram-se 5 almo&#231;os destinados a 282 crian&#231;as com idades compreendidas entre os 3 e 8 anos, dos jardins de inf&#226;ncia e escolas prim&#225;rias do concelho. Na unidade 2 avaliaram-se 9 almo&#231;os destinados a 110 idosos e 8 jantares para 70 idosos com idades compreendidas entre os 61 e 97 anos, do lar e apoio ao domic&#237;lio da Institui&#231;&#227;o Particular de Solidariedade Social (IPSS).  <br/>A avalia&#231;&#227;o quantitativa das refei&#231;&#245;es da unidade 1 (almo&#231;os) e da unidade 2 (almo&#231;os e jantares) consistiu no c&#225;lculo de energia, macronutrientes, fibra alimentar e s&#243;dio a partir da pesagem dos ingredientes em cru nas balan&#231;as Marques e Sim&#227;o Vaz Modelo 200-A. A quantifica&#231;&#227;o do valor energ&#233;tico e de macronutrientes foi obtida por recurso ao Sistema de Planeamento e Avalia&#231;&#227;o das Refei&#231;&#245;es Escolares (SPARE), que permite planear e avaliar as ementas escolares qualitativa e quantitativamente, avaliar as condi&#231;&#245;es higio-sanit&#225;rias e caracterizar a pol&#237;tica alimentar da escola (9). O c&#225;lculo resumiu-se &#224; inser&#231;&#227;o: do tipo de componente (sopa; carne; pescado; ovos; cereais, derivados, ra&#237;zes, leguminosas e tub&#233;rculos; hort&#237;colas; sobremesa), nome da prepara&#231;&#227;o culin&#225;ria, tipo de confec&#231;&#227;o (cru; cozido; grelhado; assado; estufado; guisado; salteado; frito/panado), introdu&#231;&#227;o da quantidade (em gramas ou mililitros) de ingredientes de cada refei&#231;&#227;o, introdu&#231;&#227;o do procedimento de prepara&#231;&#227;o e do procedimento de confec&#231;&#227;o. Ap&#243;s preencher todos os itens para cada refei&#231;&#227;o (sopa, prato e sobremesa) das 2 unidades, o SPARE calculou para cada ingrediente e no total por refei&#231;&#227;o, os valores de energia e macronutrientes. Para o c&#225;lculo da fibra alimentar e do s&#243;dio utilizou-se a Tabela da Composi&#231;&#227;o dos Alimentos do Instituto Nacional de Sa&#250;de Doutor Ricardo Jorge (INSA) (10).  <br/>A m&#233;dia de nutrientes presentes numa refei&#231;&#227;o (sopa; prato e sobremesa) destinada a crian&#231;as ou idosos foi calculada a partir do programa inform&#225;tico Microsoft Office Excel 2007 (<a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a03t1.jpg">Tabela 1</a>). A partir dos valores obtidos determinou-se a preval&#234;ncia de inadequa&#231;&#227;o dos nutrientes ingeridos por refei&#231;&#227;o, utilizando como padr&#245;es de refer&#234;ncia as <i >Dietary</i><i > Reference Intakes</i> (DRI) das recomenda&#231;&#245;es preconizadas pela <i >Food</i><i > and Nutrition Board</i> (FNB), <i >Institute</i><i > of Medicine</i> (IOM) (11) (<a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a03t2.jpg">Tabela 2</a>). Para avaliar a adequa&#231;&#227;o da ingest&#227;o na popula&#231;&#227;o est&#227;o preconizados valores de <i >Estimated</i><i > Average Requirements for Groups</i> (EAR), a partir dos quais foram comparados os resultados obtidos, para hidratos de carbono e prote&#237;nas. No caso dos l&#237;pidos, fibra alimentar e s&#243;dio n&#227;o existe EAR estabelecida, pelo que se utilizaram orienta&#231;&#245;es de <i >Acceptable</i><i > Macronutrient Distriebution Range</i> (AMDR), <i >Adequate</i><i > Intake</i> (AI) e <i >Tolerable</i><i > Upper Intake Level</i> (UL), respectivamente (<a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a03t2.jpg">Tabela 2</a>).  <br/>De acordo com as orienta&#231;&#245;es das v&#225;rias entidades reconhecidas que colaboraram no desenvolvimento da ferramenta SPARE, o valor energ&#233;tico total (VET) deve ser repartido por 6 refei&#231;&#245;es ao dia (<a href="#t3">Tabela 3</a>) sendo que o almo&#231;o e o jantar dever&#227;o conter entre 30 a 35% e 20 a 25% do VET (12,13, 14).     
<p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/nut/n15/n15a03t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>Foram considerados n&#227;o adequados, os valores superiores ou inferiores &#224;s recomenda&#231;&#245;es para hidratos de carbono, prote&#237;nas e l&#237;pidos. Foram adequados os valores iguais ou superiores &#224;s AI para fibra alimentar e inferiores &#224; UL para o s&#243;dio.  <br/>A avalia&#231;&#227;o qualitativa das ementas baseou-se no preenchimento de uma grelha de avalia&#231;&#227;o no SPARE. Esta grelha encontra-se organizada em 6 dom&#237;nios de avalia&#231;&#227;o, cada um dos quais composto por v&#225;rios par&#226;metros, num total de 40 (9). Os par&#226;metros est&#227;o quantificados de acordo com a sua import&#226;ncia relativa para o equil&#237;brio qualitativo da ementa e a cada dom&#237;nio est&#225; atribu&#237;do um peso espec&#237;fico, em percentagem, o que permitiu que o SPARE produzisse de forma autom&#225;tica o respectivo relat&#243;rio de avalia&#231;&#227;o (9). </p>      <p><b >RESULTADOS</b> <br/><u>Avalia&#231;&#227;o Nutricional das Ementas</u> <br/>A avalia&#231;&#227;o quantitativa das refei&#231;&#245;es encontra-se na <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a03t4.jpg">Tabela 4</a>, onde est&#225; apresentada a preval&#234;ncia de inadequa&#231;&#227;o dos diferentes nutrientes analisados durante uma semana nos almo&#231;os da unidade 1 e nos almo&#231;os e jantares da unidade 2. <br/>De acordo com os resultados obtidos, as refei&#231;&#245;es das crian&#231;as no que diz respeito &#224;s quantidades de prote&#237;nas e hidratos de carbono s&#227;o 100% inadequadas, com valores acima do recomendado. Para valores de energia, as refei&#231;&#245;es s&#227;o 100 e 60% inadequadas para o sexo masculino e feminino, respectivamente, apresentando valores abaixo do limite m&#237;nimo recomendado. Os valores de l&#237;pidos apresentam valores abaixo do recomendado nas percentagens de 100% para crian&#231;as de 1 a 3 anos do sexo masculino e 80% para o sexo feminino, 60 e 40% para sexo masculino e feminino respectivamente, para crian&#231;as dos 4 aos 8 anos. No respeitante aos valores de fibra alimentar os valores s&#227;o 100% adequados tendo em conta que se apresentam acima dos valores m&#237;nimos recomendados. O s&#243;dio apresentou 100 e 80% de inadequa&#231;&#227;o na faixa et&#225;ria de 1 a 3 anos e 4 a 8 anos, respectivamente. <br/>A preval&#234;ncia de inadequa&#231;&#227;o energ&#233;tica com valor inferior ao recomendado nos almo&#231;os dos idosos de 51 a 70 anos s&#227;o de 78 e 22% para o sexo masculino e feminino, e de 22% para ambos os sexos com idade superior a 70 anos. No que diz respeito &#224; quantifica&#231;&#227;o do valor energ&#233;tico dos jantares, as percentagens de inadequa&#231;&#227;o situam-se em 50 e 88% para homens e mulheres com idades de 51 a 70 anos e de 88% para ambos os sexos com idades superiores a 70 anos. Relativamente &#224;s prote&#237;nas e hidratos de carbono verificou-se que todas as refei&#231;&#245;es apresentam valores superiores ao limite m&#225;ximo recomendado, com 100% de inadequa&#231;&#227;o para almo&#231;os e jantares. N&#227;o existe inadequa&#231;&#227;o para os valores de fibra alimentar pois todos os valores se encontram acima do aceit&#225;vel e 33% e 63% dos valores para s&#243;dio nos almo&#231;os e jantares respectivamente est&#227;o inadequados.  <br/>Os valores de l&#237;pidos encontram-se inadequados em 22% dos almo&#231;os para idades compreendidas entre 51 e 70 anos e em 22 e 33% para sexo masculino e feminino respectivamente, para idosos com idades superiores a 70 anos. J&#225; os jantares apresentam valores de inadequa&#231;&#227;o de 25% para o sexo masculino e 50% para o sexo feminino, para idades superiores a 51 anos.  <br/>Relativamente &#224; avalia&#231;&#227;o qualitativa, o preenchimento da grelha permitiu uma grelha global, dividida em 6 dom&#237;nios, apresentada na <a href="#t5">Tabela 5</a>.      
<p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/nut/n15/n15a03t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p> No dom&#237;nio dos &#8220;Itens gerais&#8221; e &#8220;Acompanhamento de cereais, derivados, tub&#233;rculos&#8221; obtivemos uma classifica&#231;&#227;o de Bom. Nos &#8220;Itens gerais&#8221;, com base na grelha verificou-se que as fichas t&#233;cnicas n&#227;o s&#227;o concedidas juntamente com a ementa. O dom&#237;nio do &#8220;Acompanhamento de cereais, derivados e tub&#233;rculos&#8221; demonstrou que &#233; adequado quanto &#224; distribui&#231;&#227;o equitativa. No dom&#237;nio &#8220;Carne, pescado e ovo&#8221;, &#8220;Acompanhamento hort&#237;colas e leguminosas&#8221; e &#8220;Sobremesa&#8221; a classifica&#231;&#227;o foi aceit&#225;vel. No dom&#237;nio da &#8220;Carne, pescado e ovo&#8221; observ&#225;mos que a disponibiliza&#231;&#227;o de ovo n&#227;o &#233; a adequada. Relativamente ao &#8220;Acompanhamento de hort&#237;colas e leguminosas&#8221; n&#227;o se verifica todas as semanas. No dom&#237;nio das &#8220;Sobremesas&#8221; verific&#225;mos que a disponibiliza&#231;&#227;o de apenas um doce ou fruta em calda por semana n&#227;o ocorre sempre. O dom&#237;nio da &#8220;Sopa&#8221; foi o &#250;nico considerado n&#227;o aceit&#225;vel, visto que, deveriam possuir pelo menos quatro hort&#237;colas diferentes todos os dias. Quanto &#224;s leguminosas apesar de serem utilizadas na sopa frequentemente n&#227;o s&#227;o disponibilizadas no m&#237;nimo 2 vezes por semana. A avalia&#231;&#227;o global das ementas obteve uma classifica&#231;&#227;o aceit&#225;vel com uma percentagem de 73,6.  </p>      <p><b >DISCUSS&#195;O</b> <br/>Verificou-se, no presente estudo, inadequa&#231;&#227;o acima do recomendado para prote&#237;nas, hidratos de carbono e s&#243;dio nas refei&#231;&#245;es destinadas &#224; popula&#231;&#227;o infantil com valores abaixo do recomendado para l&#237;pidos e energia. &#192; semelhan&#231;a de outro estudo (15) os dados obtidos apontam para uma car&#234;ncia na refei&#231;&#227;o de maior densidade energ&#233;tica do dia alimentar da crian&#231;a, pelo d&#233;fice em l&#237;pidos, fonte fundamental de &#225;cidos gordos essenciais e ve&#237;culo de vitaminas lipossol&#250;veis necess&#225;rias ao normal crescimento e que em conjunto com os hidratos de carbono, s&#227;o a principal fonte de energia. Contudo, quando consumidos em excesso causam acumula&#231;&#227;o de gordura (4).  <br/>As refei&#231;&#245;es disponibilizadas nos jardins de inf&#226;ncia, escolas e lares de idosos devem ser uma fonte nutricional equilibrada sendo fundamentais na preven&#231;&#227;o da obesidade. De acordo com as estimativas da <i >International</i><i > Obesity Taskforce</i> (IOTF), pelo menos 155 milh&#245;es de crian&#231;as em idade escolar, em todo o mundo, apresentam excesso de peso, sendo que cerca de 30 a 45 milh&#245;es de crian&#231;as com idades compreendidas entre os 5 e os 17 anos e mais de 22 milh&#245;es de crian&#231;as com idade inferior a 5 anos s&#227;o obesas (16). A fam&#237;lia e a escola s&#227;o os factores que mais influ&#234;ncias exercem no padr&#227;o alimentar das crian&#231;as e adolescentes, exigindo interven&#231;&#227;o priorit&#225;ria (17).  <br/>Uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel deve ser sin&#243;nimo de variedade e n&#227;o monotonia. Uma das defini&#231;&#245;es deste tipo de alimenta&#231;&#227;o &#233; &#8220;a forma racional de comer que assegura variedade, equil&#237;brio e quantidade justa de alimentos escolhidos pela sua qualidade nutricional e higi&#233;nica, submetidos a ben&#233;ficas manipula&#231;&#245;es culin&#225;rias&#8221; (18). <br/>As refei&#231;&#245;es disponibilizadas em termos de fibra alimentar s&#227;o consideradas numa perspectiva geral adequadas nutricionalmente para crian&#231;as e idosos, no entanto neste componente s&#243; foi poss&#237;vel verificar se os resultados obtidos eram superiores ao recomendado n&#227;o sendo poss&#237;vel quantificar as refei&#231;&#245;es com valores abaixo do limite m&#237;nimo recomendado. Nos &#250;ltimos anos houve um aumento do interesse na presen&#231;a de fibra alimentar nas refei&#231;&#245;es e nos efeitos do seu consumo, pelo facto de pesquisas evidenciarem que a baixa ingest&#227;o de fibras est&#225; associada a doen&#231;a isqu&#233;mica card&#237;aca, diabetes Mellitus, doen&#231;a diverticular do c&#243;lon, cancro do c&#243;lon e outras doen&#231;as do tracto gastrointestinal (19). <br/>Relativamente ao s&#243;dio considera-se que as refei&#231;&#245;es s&#227;o adequadas para idosos e inadequadas para crian&#231;as. Existe a necessidade de controlar o consumo em excesso de s&#243;dio pelo facto de estar associado &#224; hipertens&#227;o arterial que &#233; o principal factor de risco das doen&#231;as cardiovasculares. <br/>Este trabalho demonstra que as refei&#231;&#245;es dos idosos s&#227;o consideradas adequadas em termos gerais, assim como outro estudo que avaliou as refei&#231;&#245;es de 45 idosos com idades superiores a 70 anos durante 3 dias (20). Em geral as refei&#231;&#245;es apresentaram valores de macronutrientes dentro do recomendado com excep&#231;&#227;o da energia que foi superior ao recomendado em ambos os sexos.  <br/>A avalia&#231;&#227;o qualitativa das ementas teve uma classifica&#231;&#227;o favor&#225;vel no geral. A partir do preenchimento da grelha de avalia&#231;&#227;o foi poss&#237;vel conferir que no dom&#237;nio dos &#8220;Itens gerais&#8221; as fichas t&#233;cnicas de cada ementa n&#227;o s&#227;o facultadas, sendo esta uma forma de dar a conhecer ao consumidor a informa&#231;&#227;o nutricional presente na refei&#231;&#227;o. A sopa &#233; fundamental para uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel pelo facto de ser rica do ponto de vista nutricional. Estas deveriam ter no m&#237;nimo quatro hort&#237;colas diferentes diariamente mas nem todos os dias se verifica. O mesmo acontece com o acompanhamento de salada, que s&#243; est&#225; presente quando o fornecedor de hidratos de carbono (arroz, esparguete ou batatas) n&#227;o est&#225; acompanhado de vegetais. O consumo de frutas e legumes assumem um papel importante na alimenta&#231;&#227;o por possu&#237;rem baixa densidade energ&#233;tica e serem a melhor fonte de micronutrientes, fibras e outros componentes com propriedades funcionais, que de acordo com o relat&#243;rio da OMS, 2009, um consumo insuficiente de frutas e legumes &#233; respons&#225;vel pela ocorr&#234;ncia de 14 % de morte por cancro gastrointestinal, 11 % de morte por doen&#231;a isqu&#233;mica card&#237;aca e cerca de 9 % de mortes por outras causas em todo o mundo (21). A maioria dos benef&#237;cios do consumo deste grupo de alimentos destaca-se por estes reduzirem o risco de doen&#231;as cardiovasculares e pela preven&#231;&#227;o de determinados cancros. Tamb&#233;m se verificou a n&#227;o disponibiliza&#231;&#227;o de ovo semanalmente, alimento rico em prote&#237;nas de alto valor biol&#243;gico e com gorduras predominantemente mono e polinsaturadas, sendo um excelente fornecedor de minerais (f&#243;sforo, ferro e zinco) e vitaminas (A, do complexo B e D). A presen&#231;a de leguminosas secas ou frescas foi claramente insuficiente, que, de acordo com a nova roda dos alimentos, devem fornecer ao dia alimentar cerca de 4%, correspondendo a 1 a 2 por&#231;&#245;es destes alimentos por dia. S&#227;o boas fontes de hidratos de carbono, prote&#237;na de m&#233;dio valor biol&#243;gico, apresentando alguns d&#233;fices em amino&#225;cidos essenciais, vitamina B1, vitaminas B2, ferro e c&#225;lcio, e fibras insol&#250;veis (22). O dom&#237;nio das &#8220;sobremesas&#8221; permitiu observar que nem sempre se verifica a disponibiliza&#231;&#227;o de apenas um doce ou fruta em calda por semana, o que poder&#225; contribuir para um excesso de consumo de a&#231;&#250;car. </p>      <p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>A avalia&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es permite conhecer em que medida as ementas s&#227;o adequadas em fun&#231;&#227;o do p&#250;blico-alvo. <br/>A avalia&#231;&#227;o quantitativa das refei&#231;&#245;es das duas unidades permitiu constatar que as prote&#237;nas e hidratos de carbono presentes nas refei&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o adequados nutricionalmente. Os teores em l&#237;pidos e fibras alimentares no geral encontram-se dentro do recomendado. <br/>No que diz respeito &#224; avalia&#231;&#227;o qualitativa das ementas, s&#227;o aceit&#225;veis em todos os dom&#237;nios &#224; excep&#231;&#227;o da sopa, o que facilitou a identifica&#231;&#227;o dos itens a serem melhorados na elabora&#231;&#227;o dos planos de ementas. </p>      <p><u>Nota</u> <br/>Helena &#193;vila M. trabalha na Uniself S. A., empresa de restaura&#231;&#227;o colectiva. Nenhum outro conflito de interesses foi mencionado pelos restantes autores. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <!-- ref --><p><b >Refer&#234;ncias Bibliogr&#225;ficas</b><b ></b> <br/>1. WHO. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. Geneve: World Health Organization; 2003 <br/>2. Direc&#231;&#227;o Geral da Sa&#250;de. Divis&#227;o de Sa&#250;de Materna, Infantil e dos Adolescentes. Consultas de vigil&#226;ncia de sa&#250;de infantil e juvenil, Actualiza&#231;&#227;o das curvas de crescimento. Circular Normativa n.&#186; 05/DSMIA; 2006 <br/>3. Puska P, Nishida C, Porter D. Obesity and overweight. Global strategy on diet, physical activity and health. WHO; 2003 <br/>4. FAO/WHO. Human energy requirements: Report of a Joint FAO/WHO/UNU Expert Consultation. Food and Nutrition Technical report series 1. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2004 <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716914&pid=S2182-7230201200040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Baptista P, Linhares M. Higiene e Seguran&#231;a Alimentar na Restaura&#231;&#227;o - Volume I - Inicia&#231;&#227;o. Forvis&#227;o: Consultoria em Forma&#231;&#227;o Intregada, S. A.; 2005 <br/>6. Slusser W, Cumberland W, Browdy B, Lange L, Neumann C. A school salad bar increases frequency of fruit and vegetable consumption among children living in low-income households. Public Health Nutrition; 2007 <br/>7. Silva S. Card&#225;pio. Guia Pr&#225;tico para a Elabora&#231;&#227;o. S&#227;o Paulo: Atheneu;2004 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716915&pid=S2182-7230201200040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Teixeira S, Milet Z, Carvalho J, Biscontini T. Administra&#231;&#227;o aplicada &#224;s Unidades de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o. S&#227;o Paulo: Atheneu; 2004 <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716916&pid=S2182-7230201200040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Veiros M, Campos G, Ruivo I, Proen&#231;a R, Rocha A, Kent-Smith L. Avalia&#231;&#227;o qualitativa de ementas &#8211; M&#233;todo AQE. Alimenta&#231;&#227;o Humana. 2007; 13(3): 62-78. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.fcna.up.pt/SPARE/" target="_blank">http://www.fcna.up.pt/SPARE/</a> <br/>10. Instituto Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge. de Composi&#231;&#227;o dos Alimentos. Centro de Seguran&#231;a Alimentar e Nutri&#231;&#227;o. Lisboa: INSA; 2006 <br/>11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716917&pid=S2182-7230201200040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Institute of Medicine. Food and Nutrition Board. Dietary reference intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids. Washington, D.C: The Nacional Academies Press; 2002/2005 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716918&pid=S2182-7230201200040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Newsletter SPARE n.&#186; 3, Dezembro 2010. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/conteudo.aspx?menuid=490&exmenuid=489&SelMenuId=490" target="_blank">http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/conteudo.aspx?menuid=490&exmenuid=489&SelMenuId=490</a> <br/>13. U.S. Department of Health and Human Services and U.S. Department of Agriculture. Dietary Guidelines for Americans, 2005. Washington, DC: U.S. Government Printing Office; 2005 <br/>14. Institute of Medicine. Schools meals: building block for healthy children. Washington, DC: The National Academy Press; 2009 <br/>15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716919&pid=S2182-7230201200040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Paiva I, Pinto C, Queir&#243;s L, Meister M, Saraiva M, Bruno P, Antunes D, Afonso M. Baixo valor cal&#243;rico e elevado teor de sal das refei&#231;&#245;es servidas em cantinas escolares. Acta Med Port 2011; 24(2):215-222 <br/>16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716920&pid=S2182-7230201200040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> International Obesity Taskforce. Childhood Obesity. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.iotf.org/childhoodobesity.asp" target="_blank">http://www.iotf.org/childhoodobesity.asp</a> <br/>17. Sancho T, A Candeias, C Mendes, L Silvestre, L Cartaxo, S Andrade 2008. Promo&#231;&#227;o da Qualidade Nutricional das Refei&#231;&#245;es em Estabelecimentos do Algarve-an&#225;lise comparativa 2004/2005-2006/2007. Nutr&#237;cias.Porto: Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas;16-20 <br/>18. Peres E. 1994. Saber comer para melhor viver. Vers&#227;o actualizada de Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel. Lisboa: Caminho, Biblioteca da Sa&#250;de <br/>19. Kelsay JL. A review of research on effect of fiber intake on man. Am J Clin Nutr 1978; 31:142-59 <br/>20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716921&pid=S2182-7230201200040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Cardoso E. Avalia&#231;&#227;o do Estado Nutricional de Idosos Institucionalizados: Estudo de caso - Avalia&#231;&#227;o de Interven&#231;&#227;o. Porto; 2007 <br/>21. World Health Organization. Global health risks: mortality and burden of disease attributable to selected major risks. WHO Press, Geneva, 2009 <br/>22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1716922&pid=S2182-7230201200040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto; Instituto do Consumidor. A nova Roda dos Alimentos&#8230; um guia para a escolha alimentar di&#225;ria. Porto; Garra: 2003 </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <br>Cl&#225;udia Reis     <br>Rua Manuel da Fonseca Lote Co3A-A, Bairro Sr.&#170; dos Rem&#233;dios,     <br>6300-727 Guarda  <br/><a href="mailto:claudia_reis1@sapo.pt">claudia_reis1@sapo.pt</a></p>     <p>      <br>Recebido a 12 de Mar&#231;o de 2012     <br>Aceite a 31 de Dezembro de 2012 <br/>       ]]></body><back>
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