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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Saúde numa Chávena de Café]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Coffee is one of the oldest and most popular beverages worldwide. With its origin in Ethiopia, the two species with the highest business impact are Coffea arabica (Arabica coffee) and Coffea canephora (Robusta coffee). It presents about 2000 substances with a nutritional importance to heath, being caffeine the most known and studied component. Its main function is to stimulate the central nervous system, and has diuretic and vasodilatory properties. It contains also vitamins of complex B (niacin), mineral salts, nitrogenous compounds, lipids (diterpenes), carbohydrates (polysaccharides), polyphenols (chlorogenic acid) and trigonelline. Coffee is the subject of study by several scientific institutions seeking to prove its health benefits, namely in neurological, cardiac, oncologic, hepatic, endocrine, renal and bone pathologies. As such, it is considered a functional food with positive health effects beyond the nutritional characteristics.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p >  <br/><b >A Sa&#250;de numa Ch&#225;vena de Caf&#233;</b></p>     <p><b>Health in a Cup of Coffee</b></p >     <p>&nbsp;</p>     <p ><b >Sara Romeiro<sup>1</sup>; Mayumi Delgado<sup>2</sup></b> </p >      <p ><sup>1</sup>Estagi&#225;ria de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o, Universidade Atl&#226;ntica <sup>2</sup>Nutricionista, Movimento Hiper Saud&#225;vel Continente, Sonae MC <br/></p>      <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>O caf&#233; &#233; uma das bebidas mais populares e antigas em todo o Mundo. Teve a sua origem na Eti&#243;pia, e as duas esp&#233;cies com maior impacto comercial s&#227;o Coffea arabica (caf&#233; Ar&#225;bica) e Coffea canephora (caf&#233; Robusta). Apresenta cerca de 2000 subst&#226;ncias com uma importante riqueza nutricional para a sa&#250;de, e o seu composto mais estudado e conhecido &#233; a cafe&#237;na. A sua principal fun&#231;&#227;o &#233; estimular o sistema nervoso central, e apresenta propriedades vasodilatadoras e diur&#233;ticas. Destacam-se ainda vitaminas do complexo B (niacina), sais minerais, compostos nitrogenados, l&#237;pidos (diterpenos), hidratos de carbono (polissac&#225;ridos), polifen&#243;is (&#225;cido clorog&#233;nico), e a trigonelina. O caf&#233; &#233; alvo de estudo por diversas institui&#231;&#245;es cient&#237;ficas que procuram comprovar os seus benef&#237;cios na sa&#250;de, dos quais se destacam: patologias do foro neurol&#243;gico, card&#237;aco, oncol&#243;gico, hep&#225;tico, end&#243;crino, renal e &#243;sseo. Como tal, &#233; considerado um alimento funcional, com efeitos positivos para a sa&#250;de para al&#233;m das caracter&#237;sticas nutricionais. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Caf&#233;, Cafe&#237;na, Sa&#250;de </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >ABSTRACT</b>  <br/>Coffee is one of the oldest and most popular beverages worldwide. With its origin in Ethiopia, the two species with the highest business impact are Coffea arabica (Arabica coffee) and Coffea canephora (Robusta coffee). It presents about 2000 substances with a nutritional importance to heath, being caffeine the most known and studied component. Its main function is to stimulate the central nervous system, and has diuretic and vasodilatory properties. It contains also vitamins of complex B (niacin), mineral salts, nitrogenous compounds, lipids (diterpenes), carbohydrates (polysaccharides), polyphenols (chlorogenic acid) and trigonelline. <br/>Coffee is the subject of study by several scientific institutions seeking to prove its health benefits, namely in neurological, cardiac, oncologic, hepatic, endocrine, renal and bone pathologies. As such, it is considered a functional food with positive health effects beyond the nutritional characteristics. </p><b > </b>     <p><b >keywords</b>: Coffee, Caffeine, Health </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>H&#225; 12 s&#233;culos, emergiu da Eti&#243;pia e &#8220;acomodou-se&#8221; em todo o Mundo como uma das bebidas mais populares: o Caf&#233;. <br/>A planta do caf&#233;, o cafeeiro, pertence &#224; fam&#237;lia Rubiaciae, que compreende cerca de 6000 esp&#233;cies. As que t&#234;m maior import&#226;ncia comercial s&#227;o: Coffea arabica (caf&#233; Ar&#225;bica) e Coffea canephora (caf&#233; Robusta). Sob o ponto de vista organol&#233;ptico, distinguem-se pela intensidade do sabor e acidez, sendo a Ar&#225;bica mais &#225;cida e menos amarga; e sob o ponto de vista nutricional, distinguem-se pelo teor de cafe&#237;na e polifen&#243;is contendo a Robusta teores mais elevados (1,2). Actualmente, os principais produtores de caf&#233; s&#227;o pa&#237;ses da Am&#233;rica Central e do Sul (Brasil, Col&#244;mbia, Costa Rica, M&#233;xico), &#193;frica (Eti&#243;pia), &#193;sia (Indon&#233;sia) e Oce&#226;nia (Papua Nova Guin&#233;) (2). J&#225; entre os maiores consumidores encontra-se a Finl&#226;ndia, Su&#233;cia, Holanda e Alemanha (1). <br/><u>Composi&#231;&#227;o Nutricional </u> <br/>A composi&#231;&#227;o qu&#237;mica dos gr&#227;os de caf&#233; &#233; influenciada por v&#225;rios factores como a esp&#233;cie, a variedade, o local de cultivo, os m&#233;todos de colheita, o processamento, o armazenamento, a torrefac&#231;&#227;o e a moagem, que por sua vez ter&#225; impacto na qualidade da bebida. A bebida pronta pode ainda ser influenciada pela quantidade de caf&#233; processado e &#225;gua utilizada, bem como por factores culturais que correspondem &#224;s prefer&#234;ncias dos consumidores na prepara&#231;&#227;o do caf&#233; para beber (2-4).  <br/>Actualmente est&#227;o j&#225; identificadas cerca de 2000 subst&#226;ncias presentes na sua constitui&#231;&#227;o, que al&#233;m de cafe&#237;na cont&#233;m micronutrientes: vitaminas, principalmente do complexo B (niacina), e sais minerais como pot&#225;ssio, f&#243;sforo, magn&#233;sio, c&#225;lcio, entre outros de menor express&#227;o (3). O gr&#227;o do caf&#233; possui tamb&#233;m compostos nitrogenados, l&#237;pidos, hidratos de carbono (principalmente polissac&#225;ridos), e polifen&#243;is, dos quais se destaca o &#225;cido clorog&#233;nico, com elevado poder antioxidante (2). <br/>O processo de transforma&#231;&#227;o em bebida engloba a selec&#231;&#227;o do gr&#227;o de caf&#233; verde, que &#233; posteriormente sujeito a torrefac&#231;&#227;o e a moagem. Durante a torrefac&#231;&#227;o, o &#225;cido clorog&#233;nico d&#225; origem a novos compostos bioactivos, os quin&#237;deos. Nesta etapa do processamento, os macronutrientes formam diversos compostos vol&#225;teis, respons&#225;veis pelo aroma caracter&#237;stico da bebida a que d&#225; origem (2). Os &#225;cidos clorog&#233;nicos, al&#233;m das propriedades fisiol&#243;gicas e farmacol&#243;gicas que conferem &#224; sa&#250;de, s&#227;o conhecidos por contribuir com o sabor e aroma caracter&#237;sticos das bebidas de caf&#233;. Outro dos compostos do caf&#233; &#233; a trigonelina que, tanto do ponto de vista sensorial como nutricional, tem um efeito sobre o sistema nervoso central, sobre a secre&#231;&#227;o de b&#237;lis, e na motilidade intestinal. Durante a torrefac&#231;&#227;o, ir&#225; converter-se em vitamina do complexo B (niacina), o que faz do caf&#233; um dos &#250;nicos alimentos que aumenta o seu valor nutricional ap&#243;s o processamento t&#233;rmico (5). <br/><u>A Cafe&#237;na e o seu Metabolismo</u> <br/>A cafe&#237;na &#233; uma subst&#226;ncia psicoactiva presente em v&#225;rias plantas, como nos gr&#227;os de caf&#233; e cacau, folhas do ch&#225;, frutos do guaran&#225;, chocolate, entre outros. Pode ser adicionada a refrigerantes e a medicamentos (2).  <br/>A cafe&#237;na atinge a corrente sangu&#237;nea cerca de 30 a 45 minutos depois do seu consumo, e distribui-se pelos l&#237;quidos corporais, sendo depois metabolizada e excretada pela urina, sob a forma dos seus metabolitos (teobromina, teofilina e paraxantina) (<a href="#f1">Figura 1</a>) (4,6).     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/nut/n15/n15a05f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Tem     uma semivida m&#233;dia de quatro horas (varia entre 2 a 10h). No per&#237;odo de gravidez,     h&#225; uma redu&#231;&#227;o da sua velocidade de metaboliza&#231;&#227;o e os seus n&#237;veis mant&#234;m-se     por mais tempo (6). A taxa de absor&#231;&#227;o da cafe&#237;na varia     de indiv&#237;duo para indiv&#237;duo e &#233; influenciada pelo estado fisiol&#243;gico e h&#225;bitos     de consumo de &#225;lcool (2). A capacidade da cafe&#237;na para potenciar o estado de     alerta e de concentra&#231;&#227;o est&#225; claramente fundamentada. A sua principal fun&#231;&#227;o &#233;     estimular o sistema nervoso central, pela sua ac&#231;&#227;o como antagonista da     adenosina (vasodilatador fisiol&#243;gico que regula a actividade cerebral, o estado     de vig&#237;lia e sono e o aparecimento da fadiga) (4). A cafe&#237;na bloqueia os     ]]></body>
<body><![CDATA[receptores de adenosina presentes no tecido nervoso, mantendo o estado de     excita&#231;&#227;o e contribuindo para a constri&#231;&#227;o do sistema vascular cerebral, o que     ir&#225; provocar o al&#237;vio das enxaquecas e dores de cabe&#231;a. Percebe-se assim o     porqu&#234; da presen&#231;a da cafe&#237;na nalguns analg&#233;sicos (2,6). No entanto, possui     ainda propriedades vasodilatadoras ao n&#237;vel perif&#233;rico (relaxamento da     musculatura lisa dos br&#244;nquios, do tracto biliar e gastrointestinal, e do     sistema vascular) e diur&#233;ticas, e &#233; respons&#225;vel pela estimula&#231;&#227;o de secre&#231;&#245;es     &#225;cidas no est&#244;mago que auxiliam na digest&#227;o (5).     <br/><u>Recomenda&#231;&#245;es     e Ganhos em Sa&#250;de</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Grande     parte dos estudos descreve a rela&#231;&#227;o da sa&#250;de com a cafe&#237;na com base no caf&#233;,     dificultando a distin&#231;&#227;o entre os efeitos da cafe&#237;na no caf&#233; e numa bebida em     geral (6). De acordo com a Food and     Drug Administration (FDA),     a ingest&#227;o de 300 mg de cafe&#237;na por dia (equivalente a tr&#234;s ch&#225;venas de 150 ml     de caf&#233; expresso) n&#227;o representa risco para a sa&#250;de de adultos adeptos de     h&#225;bitos de vida saud&#225;veis (2,6). No entanto, existem alguns grupos em que se     deve evitar um consumo excessivo de cafe&#237;na: indiv&#237;duos     hipertensos, idosos, gr&#225;vidas, lactantes ou mulheres que planeiem engravidar.     ]]></body>
<body><![CDATA[Para estas pessoas, o caf&#233; descafeinado pode ser uma solu&#231;&#227;o (7). Deve-se ainda     ter em aten&#231;&#227;o que a ingest&#227;o excessiva de cafe&#237;na pode causar v&#225;rios sintomas     desagrad&#225;veis, como irritabilidade, dores de cabe&#231;a, ins&#243;nia, diarreia e     palpita&#231;&#245;es (5). Os compostos presentes no caf&#233; t&#234;m suscitado curiosidade     relativamente ao seu papel na promo&#231;&#227;o da sa&#250;de e preven&#231;&#227;o de doen&#231;as (7). Os     resultados de diversos estudos efectuados nesta &#225;rea revelam um efeito     protector da ingest&#227;o moderada de caf&#233; na preven&#231;&#227;o e/ou tratamento de     patologias do foro neurol&#243;gico, card&#237;aco, oncol&#243;gico, hep&#225;tico, end&#243;crino,     renal e &#243;sseo, sendo ainda respons&#225;vel pelo decr&#233;scimo da taxa de depress&#227;o e     suic&#237;dio (2). Contudo, os componentes e mecanismos respons&#225;veis por estes efeitos     ]]></body>
<body><![CDATA[ainda n&#227;o se conhecem na totalidade (4).     <br/>Efeitos     do Consumo de Caf&#233; na Sa&#250;de     <br/><u>Diabetes     Mellitus Tipo 2</u>     <br/>Est&#225;     comprovado cientificamente que o consumo de caf&#233;, sem adi&#231;&#227;o de a&#231;&#250;car ou     ado&#231;ante, tem um valor cal&#243;rico praticamente nulo, pelo que n&#227;o se associa ao     desenvolvimento de obesidade, e consequentemente &#224; diabetes Mellitus     tipo 2. Ali&#225;s, o consumo moderado de caf&#233; tem efeito ben&#233;fico na glic&#233;mia e na insulin&#233;mia em indiv&#237;duos com diabetes Mellitus     ]]></body>
<body><![CDATA[tipo 2, especificamente ap&#243;s as refei&#231;&#245;es (8). Estes fen&#243;menos encontram     explica&#231;&#227;o no aumento da sensibilidade &#224; insulina, na melhoria da fun&#231;&#227;o das     c&#233;lulas, na diminui&#231;&#227;o da absor&#231;&#227;o intestinal &#224; glicose, na liberta&#231;&#227;o de     catecolaminas (hormonas libertadas em situa&#231;&#245;es de stress) com aumento do     metabolismo das gorduras (8). A <i >European</i><i > Food Safety Authority</i>     (EFSA) afirma que estes processos fisiol&#243;gicos s&#227;o consequ&#234;ncia de compostos     presentes no caf&#233;, o &#225;cido clorog&#233;nico, os quin&#237;deos e a trigonelina, e da     sua capacidade antioxidante. Contudo, os mecanismos envolvidos ainda est&#227;o por     ser esclarecidos e devidamente comprovados (8).     <br/><u>Doen&#231;as     ]]></body>
<body><![CDATA[Cardiovasculares e os N&#237;veis de Colesterol Sangu&#237;neo</u>     <br/>Tem     sido observada uma associa&#231;&#227;o inversa entre o consumo de caf&#233; e o risco de     doen&#231;as cardiovasculares. De facto, o consumo moderado de caf&#233; pode diminuir o     risco de doen&#231;as cardiovasculares, provavelmente devido &#224; ac&#231;&#227;o antioxidante     dos quin&#237;deos e ao aumento das lipoprote&#237;nas de alta     densidade (HDL), com efeito anti-aterog&#233;nico (9).     Por&#233;m, a cafe&#237;na presente no caf&#233; influencia a tens&#227;o arterial causando um     pequeno aumento da mesma, sendo assim importante alertar os indiv&#237;duos com     hipertens&#227;o arterial (9). O consumo excessivo est&#225; muitas vezes associado a     ]]></body>
<body><![CDATA[outros factores que influenciam o desenvolvimento destas doen&#231;as, por exemplo,     o tabaco, a inactividade f&#237;sica, o consumo de gorduras saturadas e de &#225;lcool     (6,8). Quanto ao colesterol sangu&#237;neo, &#233; sugerido que o caf&#233; pode aumentar os     n&#237;veis de colesterol total e colesterol LDL (lipoprote&#237;nas de baixa densidade).     Este efeito &#233; particularmente relevante no caf&#233; que n&#227;o &#233; filtrado, pois os     componentes associados &#224; eleva&#231;&#227;o do colesterol (dipertenos)     ficam na bebida (4,6,8). S&#227;o exemplos de caf&#233; n&#227;o filtrado o caf&#233; expresso (ou     italiano), o tipicamente franc&#234;s (em cafeteira de pist&#227;o ou embolo) e o caf&#233;     turco (6,8).      <br/><u>Efeitos     ]]></body>
<body><![CDATA[Vasodilatadores</u>     <br/>A     cafe&#237;na presente no caf&#233; funciona como estimulante com ac&#231;&#227;o ben&#233;fica no tecido     vascular, especialmente no tecido endotelial e nas c&#233;lulas vasculares do     m&#250;sculo liso. O seu principal efeito no sistema vascular &#233; vasodilatador.     Todavia, os efeitos decorrentes do consumo de caf&#233; variam entre as diferentes     faixas et&#225;rias e condi&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas e, como tal, &#233; importante desenvolver     mais estudos para determinar os mecanismos de ac&#231;&#227;o da cafe&#237;na no aparelho     cardiovascular (10).     <br/>Estima-se     ]]></body>
<body><![CDATA[que 15% da popula&#231;&#227;o &#233; afectada por enxaquecas. Factores como, altera&#231;&#245;es do     ritmo do sono, predisposi&#231;&#227;o gen&#233;tica e ambientais s&#227;o algumas das causas desta     sintomatologia (11). Est&#225; comprovado cientificamente que ingerir tr&#234;s a quatro     ch&#225;venas de 150 ml de caf&#233; expresso, por dia, pode reduzir o risco de dores de     cabe&#231;a cr&#243;nicas, em consumidores regulares de caf&#233;. Contudo, uma paragem     abrupta pode causar dores de cabe&#231;a em pessoas mais sens&#237;veis &#224; aus&#234;ncia de     cafe&#237;na. Tal acontece pelos efeitos agudos da cafe&#237;na num organismo habituado     ao consumo regular deste estimulante (11).     <br/><u>Doen&#231;as     Hep&#225;ticas e a Doen&#231;a Renal</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Estudos     comprovam que o caf&#233; pode reduzir o risco de desenvolver cirrose hep&#225;tica, em     indiv&#237;duos com doen&#231;a hep&#225;tica, diminuir o risco de cancro do f&#237;gado, e atrasar     o desenvolvimento de fibrose hep&#225;tica e cirrose alco&#243;lica. Os mecanismos     subjacentes est&#227;o a ser investigados, mas a ac&#231;&#227;o anti-inflamat&#243;ria do caf&#233; &#233;     apontada como efeito ben&#233;fico na fibrose associada &#224; hepatite C (12,13).      <br/>O     caf&#233; favorece o correcto funcionamento do aparelho urin&#225;rio. Como tal, pode     influenciar positivamente o funcionamento dos rins, prevenindo o     desenvolvimento de lit&#237;ase biliar. O mecanismo respons&#225;vel engloba as     ]]></body>
<body><![CDATA[contrac&#231;&#245;es da ves&#237;cula biliar, pela cafe&#237;na, que podem ser ben&#233;ficas quando     n&#227;o existe outra patologia presente. No entanto, os efeitos exactos do caf&#233; na     fun&#231;&#227;o biliar continuam por confirmar (14).      <br/><u>Cancro</u>     <br/>Recentemente, foi demonstrado cientificamente que o consumo moderado de     caf&#233; inibe a prolifera&#231;&#227;o de c&#233;lulas respons&#225;veis pelo desenvolvimento de     carcinomas, especificamente a n&#237;vel g&#225;strico, bem como diminui o risco de     cancro da boca, es&#243;fago, faringe, f&#237;gado, c&#243;lon, recto, endom&#233;trio, entre     outros (15). No entanto, alguns estudos efectuados em animais reportam tanto o     efeito estimulante como supressor da cafe&#237;na ao n&#237;vel tumoral (4), dependendo     ]]></body>
<body><![CDATA[da esp&#233;cie e da fase de administra&#231;&#227;o (16). Recentemente foi estudada, na     Su&#233;cia, a influ&#234;ncia do m&#233;todo de prepara&#231;&#227;o do caf&#233;, no risco de     desenvolvimento de cancro. O estudo concluiu que este pode variar entre     consumidores de caf&#233; filtrado e n&#227;o filtrado (15). Existe uma diferen&#231;a na     composi&#231;&#227;o de ambos relativamente ao teor de diterpenos     (cafestol e kahweol). Estes     compostos s&#227;o libertados dos gr&#227;os de caf&#233; torrados e gr&#227;os de caf&#233; mo&#237;dos     submersos em &#225;gua quente, mas a maioria fica &#8220;presa&#8221; quando &#233; utilizado em     filtro de papel na prepara&#231;&#227;o do caf&#233;. Consequentemente, o caf&#233; n&#227;o filtrado     apresenta elevados n&#237;veis de diterpenos, ao contr&#225;rio     ]]></body>
<body><![CDATA[do caf&#233; filtrado que cont&#233;m baixos n&#237;veis de diterpenos     (4).     <br/>Para     al&#233;m dos diterpenos, j&#225; referidos, o caf&#233; cont&#233;m     ainda polifen&#243;is (lignanos,     fitoestrog&#233;nios e flavon&#243;ides) com propriedades anticarcinog&#233;nicas (4,16). Ainda, o &#225;cido caf&#233;ico tem a capacidade de inibir a metila&#231;&#227;o do &#225;cido     desoxirribonucleico em c&#233;lulas cancerosas e est&#225; associado &#224; inactiva&#231;&#227;o de     v&#225;rios mecanismos do processo tumorig&#233;nico, incluindo     a regula&#231;&#227;o do ciclo celular, a resposta inflamat&#243;ria e a apoptose. O caf&#233; &#233;     tamb&#233;m fonte de &#225;cido clorog&#233;nico que contribui para     ]]></body>
<body><![CDATA[o seu efeito antioxidante. O consumo deste composto demonstrou reduzir a     concentra&#231;&#227;o de glucose em ratos, e os quin&#237;deos,     produtos da degrada&#231;&#227;o do &#225;cido clorog&#233;nico, aumentam     a sensibilidade &#224; insulina. &#201; igualmente importante, referir que a presen&#231;a de hiperinsulin&#233;mia cr&#243;nica e de resist&#234;ncia &#224; insulina s&#227;o     marcadores que confirmam o risco elevado de alguns tipos de cancro (16).      <br/>Contudo,     s&#227;o necess&#225;rios mais estudos, principalmente estudos cl&#237;nicos randomizados,     para comprovar estas associa&#231;&#245;es (15, 16).     <br/><u>Doen&#231;as     Degenerativas</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Segundo     o <i >Institute</i><i     > for Coffee Studies</i>, o caf&#233; tem um impacto positivo no sistema     nervoso central: a cafe&#237;na actua sobre o c&#243;rtex cerebral, exercendo um efeito     excitat&#243;rio ao n&#237;vel dos neur&#243;nios, favorecendo faculdades mentais como a     aten&#231;&#227;o, a concentra&#231;&#227;o, o estado de alerta e a mem&#243;ria. A sensa&#231;&#227;o de     bem-estar deve-se provavelmente aos compostos quin&#237;deos,     prevenindo situa&#231;&#245;es de depress&#227;o e suic&#237;dio. Por&#233;m, o seu consumo excessivo     (mais de cinco ch&#225;venas de 150 ml por dia) pode induzir comportamentos de     nervosismo, ansiedade, agressividade, ins&#243;nia, taquicardia, tremores (2,4).     ]]></body>
<body><![CDATA[Investigadores do Centro de Neuroci&#234;ncias da Universidade de Coimbra defendem     que a cafe&#237;na tem um impacto positivo no decl&#237;nio cognitivo observado na fase     de envelhecimento, diminuindo a susceptibilidade de desenvolver a doen&#231;a de     Alzheimer e de Parkinson (2). No entanto, dever&#227;o ser realizadas mais pesquisas     antes de conclus&#245;es finais serem publicadas (17).     <br/><u>Exerc&#237;cio     F&#237;sico</u>     <br/>Considera-se     que a cafe&#237;na melhora o desempenho, o tempo de reac&#231;&#227;o, e o processamento     mental e visual, pr&#233;-requisitos da pr&#225;tica de qualquer modalidade desportiva.     ]]></body>
<body><![CDATA[Segundo a Autoridade Antidopagem de Portugal, a cafe&#237;na &#233; uma subst&#226;ncia ergog&#233;nica que n&#227;o &#233; proibida em momentos de competi&#231;&#227;o     (2).      <br/>At&#233;     &#224; data, os efeitos ergog&#233;nicos da cafe&#237;na deviam-se &#224;     sua capacidade em mobilizar os &#225;cidos gordos livres utilizados como substrato     energ&#233;tico pelo m&#250;sculo, permitindo uma poupan&#231;a do glicog&#233;nio muscular.     Contudo, outros mecanismos fisiol&#243;gicos t&#234;m sido estudados: a cafe&#237;na pode     afectar a resist&#234;ncia e o desempenho pelo aumento da produ&#231;&#227;o de adrenalina,     que estimula a produ&#231;&#227;o de energia e aumenta o fluxo sangu&#237;neo nos m&#250;sculos e     cora&#231;&#227;o. A cafe&#237;na pode modular a fadiga, bem como a percep&#231;&#227;o da dor. Os     ]]></body>
<body><![CDATA[efeitos da cafe&#237;na foram verificados em aerobiose e anaerobiose e apontam na     mesma dire&#231;&#227;o: numa via antagonista da adenosina, que     aumenta a produ&#231;&#227;o de adrenalina (18). Estudos realizados com atletas em     ambientes quentes e frios mostraram que, independentemente da temperatura     ambiente, o consumo de cafe&#237;na contribui para uma melhor performance. Embora na     temperatura elevada haja um aumento da percep&#231;&#227;o de dor muscular, em compara&#231;&#227;o     com ambientes de temperatura mais reduzida, a ingest&#227;o de cafe&#237;na reduz a     sensa&#231;&#227;o desta dor (19).     <br/><u>Sa&#250;de     Intestinal</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Segundo     um estudo desenvolvido pela Nestl&#233; Research Center, o     consumo moderado de caf&#233; pode provocar o aumento de algumas bact&#233;rias     intestinais ben&#233;ficas para a sa&#250;de. Esta conclus&#227;o foi verificada atrav&#233;s da     an&#225;lise de fezes recolhidas antes e depois do consumo de caf&#233;, em que o n&#250;mero     de Bifidobacterium spp. aumentou em indiv&#237;duos que anteriormente apresentaram uma     quantidade menor destas bact&#233;rias, e a actividade metab&#243;lica destas cresceu     ap&#243;s o consumo de caf&#233; durante tr&#234;s semanas. Actualmente, n&#227;o s&#227;o conhecidos os     mecanismos e os compostos do caf&#233; respons&#225;veis por este fen&#243;meno. No entanto, o     caf&#233; possui na sua constitui&#231;&#227;o polissac&#225;ridos que s&#227;o metabolizados na flora     ]]></body>
<body><![CDATA[intestinal, bem como o &#225;cido clorog&#233;nico, sugerindo     um efeito bifidog&#233;nico (20).     <br/><u>Malef&#237;cios     - o Reverso da Medalha</u>     <br/>Os     diterpenos, para al&#233;m dos seus j&#225; referidos efeitos     anticancer&#237;genos, s&#227;o, por outro lado, considerados hipercolesterol&#233;micos,     podendo afectar de forma negativa a sa&#250;de cardiovascular. Tamb&#233;m as aminas     heteroc&#237;clicas e os hidrocarbonetos arom&#225;ticos polic&#237;clicos, apesar de estarem     presentes nos gr&#227;os de caf&#233; torrados em baixa concentra&#231;&#227;o de mg/kg, podem     ]]></body>
<body><![CDATA[contribuir significativamente para o conte&#250;do mutag&#233;nico total da dieta, nos     casos em que existe um elevado consumo de caf&#233;. De facto, o consumo de caf&#233; tem     sido classificado como um poss&#237;vel carcinog&#233;neo humano pela International     Agency for Research on Cancer (4).     <br/>&#201;     importante referir que tamb&#233;m o componente mais conhecido do caf&#233;, a cafe&#237;na,     provoca uma variedade de efeitos fisiol&#243;gicos com impacto na sa&#250;de. Tem sido     reportado que apresenta um efeito estimulante e, ao mesmo tempo, supressor ao     n&#237;vel tumoral, como referido anteriormente, e refor&#231;a a activa&#231;&#227;o e o potencial     carcinog&#233;nico de ambientes mutag&#233;nicos. A cafe&#237;na tem igualmente sido associada     ]]></body>
<body><![CDATA[a efeitos adversos na press&#227;o sangu&#237;nea e na homeostasia do c&#225;lcio e da glucose     (4).     <br/>Apesar     de alguns dos constituintes do caf&#233; serem implicados negativamente em processos     de desenvolvimento de doen&#231;as, a magnitude e persist&#234;ncia dos seus efeitos     individuais, tendo em conta a bebida como um todo (o caf&#233;), continuam por     esclarecer, bem como a complexidade do potencial impacto do caf&#233; para a sa&#250;de.     Al&#233;m disso, o impacto final do caf&#233; na sa&#250;de do consumidor ir&#225; variar de pessoa     para pessoa com base no perfil de risco de cada um, incluindo a predisposi&#231;&#227;o     gen&#233;tica (4).     ]]></body>
<body><![CDATA[</p>      <p><b >AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b> <br/>Dado o impacto da alimenta&#231;&#227;o na sa&#250;de, e sendo o caf&#233; uma bebida de elevado consumo, tem vindo a observar-se um crescente investimento no estudo da sua composi&#231;&#227;o, especificamente de um composto - a cafe&#237;na. S&#227;o as suas propriedades nutricionais e funcionais, e o consequente contributo na preven&#231;&#227;o de algumas doen&#231;as cr&#243;nicas, que justificam a abundante informa&#231;&#227;o de car&#225;cter cient&#237;fico. Contudo, continuam a ser necess&#225;rios mais estudos para confirmar algumas das associa&#231;&#245;es verificadas e outras novas emergentes. Apesar dos benef&#237;cios descritos, &#233; importante alertar que a ingest&#227;o de caf&#233; deve ser moderada (300 mg de cafe&#237;na por dia), para que n&#227;o represente perigo para grupos de risco, como gr&#225;vidas, idosos e crian&#231;as. &#201; uma bebida promissora com caracter&#237;sticas funcionais, da qual poder&#225; surgir uma simbiose com outras matrizes alimentares, tecnologicamente vi&#225;vel. </p>      <p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Pode afirmar-se que o consumo moderado de caf&#233; n&#227;o representa um risco para a sa&#250;de, apresentando um efeito protector em diversas patologias. Os benef&#237;cios comprovados do caf&#233; justificam a sua inclus&#227;o no grupo dos alimentos funcionais, n&#227;o s&#243; pela cafe&#237;na mas por outros compostos presentes no caf&#233;. A sua composi&#231;&#227;o qu&#237;mica abrange cerca de 2000 subst&#226;ncias e &#233; influenciada por diversos factores. Durante o processo de tratamento t&#233;rmico, formam-se novos compostos, o que permite consider&#225;-lo um alimento que tem a capacidade de aumentar o seu valor nutricional. Apresenta uma ampla distribui&#231;&#227;o numa vasta gama da popula&#231;&#227;o a n&#237;vel demogr&#225;fico em compara&#231;&#227;o com outros alimentos funcionais em popula&#231;&#245;es definidas.  <br/>Actualmente, est&#227;o em investiga&#231;&#227;o outras propriedades funcionais do caf&#233;, tratando-se de uma descoberta precoce, que permitir&#225; aos profissionais de sa&#250;de usufruir do seu consumo moderado como m&#233;todo de preven&#231;&#227;o de determinadas patologias. </p>      <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b><b ></b> <br/>1. Azevedo S. Tudo o que voc&#234; sempre quis saber sobre caf&#233;. Lisboa: Produ&#231;&#245;es Editoriais Lda; 2004 <br/>2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718006&pid=S2182-7230201200040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> N&#233;stle. Caf&#233;: aroma, sabor e sa&#250;de. Nesvida 2010; 8:6-9 <br/>3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718007&pid=S2182-7230201200040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Caf&#233; & Bem-Estar [Internet]. Portugal: Societ&#233; des Produits Nestl&#233;, S. A., Vevey; 2008. O seu valor nutritivo; [cited 2012 Mar 20]. Available from: <a href="http://saboreiaavida.nestle.pt/cafeebemestar/o-seu-valor-nutritivo.html" target="_blank">http://saboreiaavida.nestle.pt/cafeebemestar/o-seu-valor-nutritivo.html</a> <br/>4. Cornelis MC. Coffee Intake. Progress in Molecular Biology and Translational Science 2012; 108:293-322 <br/>5. Abrah&#227;o SA, Pereira RGFA, Lima AR, Ferreira EB. Bioactive compounds in whole and decaffeinated coffee and sensorial quality of the beverage. Pesq. Agropec. Bras. 2008; 43 (12):1799-1804 <br/>6. EUFIC [Internet]. B&#233;lgica: Food Today. Caffeine and Health; 2007 Mai [cited 2012 Feb 20]. Available from: <a href="http://www.eufic.org/article/en/nutrition/functional-foods/artid/caffeine-health/" target="_blank">http://www.eufic.org/article/en/nutrition/functional-foods/artid/caffeine-health/</a> <br/>7. Higdon J, Frei B. Coffee and Health: a review of recent human research. Food Science and Nutrition 2006; 46 (2): 101-23 <br/>8. Huxley R, Barzi F, Woodward M. Excess risk of fatal coronary heart disease associated with diabetes in men and women: meta-analyses of 37 prospective cohort studies. BMJ 2006; 332:1-6 <br/>9. Yang Y, Chan SW, Hu M, Walen R, Tomlinson B. Effects of some common food constituents on cardiovascular diseases. International Shcolarly Research Network Cardiology 2011; doi:10.5402/2011/397136 <br/>10. Echeverri D, Montes FR, Cabrera M, Gal&#225;n A, Prieto A. Caffeine&#8217;s Vascular Mechanisms of Action. International Journal of Vascular Medicine 2010; doi:10.1155/2010/834060 <br/>11. Cunha R. Cafe&#237;na contras as enxaquecas. Sport Life 2012; 118:19 <br/>12. Costentin C, Roudot-Thoraval F, Zafrani ES, Medkour F, Pawlotsky JM, H&#233;zode C. Association of caffeine intake and histological features of chronic hepatitis C. Journal of Hepatology 2011; 54 (6):1123-29 <br/>13. Muriel P, Arauz J. Coffee and liver diseases. Fitoterapia 2010; 297-305 <br/>14. Institute for Scientific Information on Coffee [Internet]. Inglaterra: Coffee & Health. Coffee & Health Topics &#8211; Gallstones; 2011 [cited 2012 Mar 20]. Available from: <a href="http://www.coffeeandhealth.org/topics/gallstones/conclusion/" target="_blank">http://www.coffeeandhealth.org/topics/gallstones/conclusion//</a> <br/>15. Institute for Scientific Information on Coffee [Internet]. Inglaterra: Coffee & Health. Coffee & Health Topics &#8211; Cancer; 2011 [cited 2012 Mar 20]. Available from: <a href="http://www.coffeeandhealth.org/topics/cancer/" target="_blank">http://www.coffeeandhealth.org/topics/cancer/</a> <br/>16. Nkondjock A. Coffee consumption and the risk of cancer: an overview. Cancer Letters 2009; 277:121-25 <br/>17. Institute for Scientific Information on Coffee [Internet]. Inglaterra: Coffee & Health. Coffee & Health Topics - Neurodegenerative disorders; 2011 [cited 2012 Mar 20]. Available from: <a href="http://www.coffeeandhealth.org/topics/coffee-consumption-and-neurodegenerative-disorders/conclusion/" target="_blank">http://www.coffeeandhealth.org/topics/coffee-consumption-and-neurodegenerative-disorders/conclusion/</a> <br/>18. Institute for Scientific Information on Coffee [Internet]. Coffee & Health. Coffee & Health Topics - Sports performance; 2011 [cited 2012 Mar 20]. Available from: <a href="http://www.coffeeandhealth.org/topics/sportsperformance/potential-mechanisms/" target="_blank">http://www.coffeeandhealth.org/topics/sportsperformance/potential-mechanisms/</a> <br/>19. Ganio MS, Johnson EC, Lopez RM, Stearns RL, Emmanuel H, et al. Caffeine lowers muscle pain during exercise in hot but not cool environments. Physiology & Behavior 2010; 102 (3-4):429-35 <br/>20. Jacquet M, Rochat I, Moulin J, Cavin C, Bibiloni R. Impact of coffee consumption on the gut microbiota: a human volunteer study. International Journal of Food Microbiology 2009; 130 (2):117-21 <br/>21. Altimari L, Melo J, Trindade M, Tirapegui J, Cyrino E. Ergogenic effect of caffeine on performance in middle and long-term exercise. Revista Portuguesa de Ci&#234;ncias do Desporto 2005; 5 (1):87-101 </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Sara Romeiro     <br>Rua Raul Mesnier du Ponsard, n.&#186; 15 2.&#186; B, 1750-243 Lisboa <br/><a href="mailto:saramromeiro@gmail.com">saramromeiro@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>      <br>Recebido a 13 de Novembro de 2012     <br>Aceite a 28 de Dezembro de 2012 <br/>       ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Tudo o que você sempre quis saber sobre café]]></source>
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