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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suporte Nutricional em Cuidados Paliativos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The review focus on the current and global knowledge on Nutritional Support in Palliative Care regarding the meaning of food, goals, nutritional evaluation, types of nutritional support and the ethical considerations related to this caring area.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados paliativos]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Ethical considerations]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p> <br/>      <p><b >Suporte Nutricional em Cuidados Paliativos</b></p>     <p><b >Nutritional Support in Palliative Care</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p >  <b >C&#237;ntia Pinho-Reis<sup>1</sup></b></p>      <p ><sup>1</sup>Nutricionista, Instituto Sa&#250;de Norte <br/></p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p> <br/>A presente revis&#227;o sistematiza o conhecimento actual e global relativo ao Suporte Nutricional em Cuidados Paliativos no que se refere ao significado da alimenta&#231;&#227;o, aos objectivos, &#224; avalia&#231;&#227;o nutricional, aos tipos de suporte nutricional e &#224;s considera&#231;&#245;es &#233;ticas inerentes a esta &#225;rea do cuidar. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Cuidados paliativos, Suporte nutricional, Alimenta&#231;&#227;o, Nutri&#231;&#227;o, Hidrata&#231;&#227;o, Considera&#231;&#245;es &#233;ticas </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >ABSTRACT</b>  <br/>The review focus on the current and global knowledge on Nutritional Support in Palliative Care regarding the meaning of food, goals, nutritional evaluation, types of nutritional support and the ethical considerations related to this caring area. </p>     <p><b >keywords</b>: Palliative care, Nutritional support, Feeding, Nutrition, Hydration, Ethical considerations </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b     >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/>Os avan&#231;os da medicina ao longo do s&#233;culo XX, o     ]]></body>
<body><![CDATA[aumento da longevidade e da preval&#234;ncia das doen&#231;as cr&#243;nicas e progressivas     contribu&#237;ram para um aumento significativo de doentes fora das possibilidades     terap&#234;uticas de cura, o que originou a necessidade da exist&#234;ncia de Cuidados     Paliativos (CP). Os CP s&#227;o cuidados activos,     coordenados e globais prestados a doentes em situa&#231;&#227;o de sofrimento decorrente     de doen&#231;a incur&#225;vel ou grave, em fase avan&#231;ada e progressiva, assim como &#224;s     suas fam&#237;lias, com o principal objectivo de promover o seu bem-estar e a sua     Qualidade de Vida (QV), atrav&#233;s da preven&#231;&#227;o e al&#237;vio do sofrimento f&#237;sico,     psicol&#243;gico, social e espiritual (1,2), auxiliando o doente a viver a sua     doen&#231;a da forma mais activa poss&#237;vel (3). S&#227;o um tipo de cuidados que se regem     ]]></body>
<body><![CDATA[pelos princ&#237;pios de: afirma&#231;&#227;o da vida aceitando a     morte como um processo natural, que n&#227;o deve ser prolongado atrav&#233;s de     obstina&#231;&#227;o terap&#234;utica (2,4,5); presta&#231;&#227;o de cuidados inter     (1) e multidisciplinar (1,2,4), individualizada, humanizada e tecnicamente     rigorosa respeitando valores, cren&#231;as, pr&#225;ticas culturais e religiosas do     doente (1). Inicialmente, este tipo de cuidados era apenas destinado a doentes     com doen&#231;a oncol&#243;gica avan&#231;ada (3,6,7). No entanto, actualmente todos os     doentes com doen&#231;as cr&#243;nicas sem resposta &#224; terap&#234;utica de intuito curativo e     com progn&#243;stico de vida reconhecidamente limitado devem ter acesso a CP     (3,4,6,7). No &#226;mbito dos CP, o Nutricionista     ]]></body>
<body><![CDATA[desempenhar&#225; um papel fundamental (8), uma vez que, devido aos tratamentos ou &#224;     pr&#243;pria evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a de base, os doentes experimentar&#227;o sintomas que     afectam n&#227;o s&#243; a via de alimenta&#231;&#227;o, o seu apetite e a utiliza&#231;&#227;o de nutrientes     mas tamb&#233;m o acto de consumir e obter prazer atrav&#233;s da alimenta&#231;&#227;o (3). O     Suporte Nutricional (SN) dever&#225; possibilitar n&#227;o s&#243; os meios e as vias de     alimenta&#231;&#227;o necess&#225;rios como tamb&#233;m o controlo de sintomas relacionados com a     alimenta&#231;&#227;o sem esquecer todas as considera&#231;&#245;es &#233;ticas e o significado que a     alimenta&#231;&#227;o adquire para o doente e sua fam&#237;lia em CP (8).     <br/><u>1. Significado da Alimenta&#231;&#227;o em Cuidados     Paliativos</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Ao abordar-se o tema SN em CP torna-se, em     primeiro lugar, necess&#225;rio explorar e compreender o significado que a     alimenta&#231;&#227;o adquire neste contexto para o doente e sua fam&#237;lia. A alimenta&#231;&#227;o     desempenha um papel central na vida do doente (6,7) pois &#233; detentora de uma     fun&#231;&#227;o fisiol&#243;gica e psicol&#243;gica (3,6) assente num significado emocional e simb&#243;lico     que inclui valores culturais (3,5,6), sociais (5-7,9-11), religiosos (5,6) e     espirituais (3,6). Devido &#224; evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a de base, os doentes     confrontam-se com in&#250;meras perdas ao n&#237;vel da alimenta&#231;&#227;o. Essas perdas, poder&#227;o ir desde a incapacidade de sentir o sabor,     deglutir, digerir os alimentos e absorver nutrientes de forma adequada (12) at&#233;     &#224; perda da capacidade do doente se auto-alimentar, de manejar a palamenta e de     ]]></body>
<body><![CDATA[utilizar a via oral (13,14). Eventualmente, todas estas altera&#231;&#245;es poder&#227;o transformar     as refei&#231;&#245;es num momento desconfort&#225;vel e levar o doente &#224; depress&#227;o, ao     isolamento social (13,14), &#224; perda de confian&#231;a e da auto-estima (12), &#224; recusa     alimentar e consequentemente &#224; perda de peso (13,14) e desnutri&#231;&#227;o.      <br/>No que diz respeito &#224; fam&#237;lia, a import&#226;ncia da     alimenta&#231;&#227;o aumenta &#224; medida que a doen&#231;a progride (6). A alimenta&#231;&#227;o constitui     a &#250;nica forma de transmitir vida, cuidado e afecto (6), pelo que, todas as     altera&#231;&#245;es mencionadas anteriormente assim como as suas consequ&#234;ncias, poder&#227;o ser entendidas como o aproximar da morte. Em     alguns casos, a recusa alimentar chega a ser entendida pela fam&#237;lia como o     desejo do doente precipitar a sua pr&#243;pria morte (14). Assim, numa tentativa de     ]]></body>
<body><![CDATA[reverter essa situa&#231;&#227;o, a alimenta&#231;&#227;o poder&#225; ser for&#231;ada, causando conflitos e     desconforto no seio familiar (3). &#201; tamb&#233;m importante referir que nos casos em     que se torna necess&#225;rio proceder &#224; suspens&#227;o da alimenta&#231;&#227;o, a fam&#237;lia poder&#225;     considerar que isso significa o abandono e o precipitar da morte do doente (6).     Sendo assim, o Nutricionista poder&#225; mediar todas estas situa&#231;&#245;es atrav&#233;s de uma     abordagem nutricional centrada no doente e na fam&#237;lia (13), enfatizando que     apesar das altera&#231;&#245;es impostas pela doen&#231;a &#233; poss&#237;vel obter prazer, conforto,     QV e usufruir das situa&#231;&#245;es de conviv&#234;ncia social proporcionadas pela     alimenta&#231;&#227;o (13,14).     <br/><u>2. Suporte Nutricional em Cuidados Paliativos</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>2.1. Objectivos      <br/>O objectivo global do SN em CP &#233; contribuir     para a diminui&#231;&#227;o do desconforto (3,5,6,8,15-17), melhorar a QV (3,5,6,15-19) e     o bem-estar geral de sa&#250;de (3,5,6,18) atrav&#233;s do apoio emocional, comunica&#231;&#227;o     emp&#225;tica (10) e controlo de sintomas associados &#224; alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o do     doente (9,18,20) (como por exemplo: anorexia, n&#225;useas, odinofagia, obstipa&#231;&#227;o,     disfagia, mucosite, xerostomia,     hipogeusia, entre outros) (5,8). Pretende-se assim     adiar a perda de autonomia (18,20) e garantir uma sobrevida digna (8,15). Para     al&#233;m do objectivo global supracitado, existem outros objectivos que se revelam     ]]></body>
<body><![CDATA[de extrema import&#226;ncia, mas que poder&#227;o n&#227;o ser os mesmos para todos os doentes     e poder&#227;o sofrer altera&#231;&#245;es &#224; medida que a doen&#231;a progride (3). Esses     objectivos consistem em: prevenir quadros de     desnutri&#231;&#227;o desnecess&#225;rios (13); assegurar que o doente recebe nutri&#231;&#227;o     suficiente para restaurar ou manter o estado nutricional (3,12); reduzir o     poss&#237;vel risco de infec&#231;&#227;o (3,18) e promover simultaneamente a cicatriza&#231;&#227;o de     feridas e a repara&#231;&#227;o de tecidos (3).     <br/>2.2. Avalia&#231;&#227;o Nutricional     <br/>A avalia&#231;&#227;o nutricional precede qualquer     prescri&#231;&#227;o de SN. Para al&#233;m da informa&#231;&#227;o relativa ao diagn&#243;stico e sobrevida     ]]></body>
<body><![CDATA[esperada (17), de uma forma geral em CP, a avalia&#231;&#227;o nutricional deve incluir:     dados antropom&#233;tricos (13,15,18) (altura, peso, &#237;ndice de massa corporal,     percentagem de perda de peso) (14); dados laboratoriais (13-15,18); o exame     f&#237;sico (14); a avalia&#231;&#227;o dos sintomas relacionados com a alimenta&#231;&#227;o (13); a     realiza&#231;&#227;o da anamnese alimentar (13,15,18,21) (hist&#243;ria alimentar com     valoriza&#231;&#227;o dos h&#225;bitos, prefer&#234;ncias e intoler&#226;ncias alimentares) (17); a avalia&#231;&#227;o     das altera&#231;&#245;es recentes na ingest&#227;o alimentar e da atitude psicol&#243;gica face &#224;     alimenta&#231;&#227;o. Dever&#225; tamb&#233;m ser feita a avalia&#231;&#227;o do contexto social e familiar     de suporte (saber quem confecciona as refei&#231;&#245;es e qual o grau de autonomia do     doente) (14). Contudo, torna-se imprescind&#237;vel estabelecer a     ]]></body>
<body><![CDATA[pertin&#234;ncia/futilidade de cada um dos par&#226;metros a empregar (3,15), uma vez     que, no caso de gerarem desconforto f&#237;sico ou emocional para o doente, nem     todos poder&#227;o ou dever&#227;o ser utilizados (15).     <br/>2.3. Tipos de Suporte Nutricional     <br/>2.3.1. Alimenta&#231;&#227;o Oral     <br/>Em CP, sempre que poss&#237;vel, deve privilegiar-se     a alimenta&#231;&#227;o pela via oral (6,7,15,22,23). Neste &#226;mbito, devem ser oferecidos     os alimentos preferidos do doente (6). &#201; importante assegurar que as refei&#231;&#245;es     s&#227;o realizadas num ambiente agrad&#225;vel e calmo com flexibiliza&#231;&#227;o da rotina     alimentar (3,24). O doente deve ser encorajado a interagir socialmente &#224;s     ]]></body>
<body><![CDATA[refei&#231;&#245;es, de forma a torn&#225;-las mais prazerosas (3,12). Devem ser aconselhadas     estrat&#233;gias de posicionamento e definida qual a palamenta mais adequada. A apresenta&#231;&#227;o     do prato dever&#225; manter a atractividade atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de formas e da     mistura de alimentos (13). Caso seja necess&#225;rio complementar a ingest&#227;o     nutricional de base, nomeadamente a n&#237;vel energ&#233;tico e proteico, a utiliza&#231;&#227;o     de suplementos nutricionais orais poder&#225; ser &#250;til (3). De forma a facilitar a     sua aceita&#231;&#227;o, estes sempre que poss&#237;vel devem ser servidos fora das embalagens     de origem e de forma apelativa (3). Como j&#225; referido anteriormente, o controlo     dos sintomas relacionados com a alimenta&#231;&#227;o &#233; de extrema import&#226;ncia j&#225; que     estes diminuem a QV e o conforto do doente, afectando bastante a sua     ]]></body>
<body><![CDATA[alimenta&#231;&#227;o. Assim, &#233; necess&#225;rio proceder ao aconselhamento alimentar     espec&#237;fico para cada um desses sintomas (<a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a06t1.jpg">Tabela 1</a>). &#201; importante salientar que     
poder&#225; surgir mais do que um sintoma (5) e que, neste caso, as recomenda&#231;&#245;es     dever&#227;o ser adaptadas.     <br/>2.3.2. Nutri&#231;&#227;o e Hidrata&#231;&#227;o Artificiais (NHA)     <br/><u>Nutri&#231;&#227;o Ent&#233;rica</u> (NE)     <br/>A NE est&#225; indicada para doentes cujo tracto     gastrointestinal se encontra funcionante mas cuja ingest&#227;o oral &#233; insuficiente     para atingir as necessidades nutricionais (18,22). Em CP, a institui&#231;&#227;o de NE     requer a selec&#231;&#227;o de doentes com base na sobrevida e QV esperadas (21). Apesar da NE poder ser ben&#233;fica para outras patologias onde os     ]]></body>
<body><![CDATA[crit&#233;rios mencionados anteriormente se verifiquem, alguns autores afirmam que a     NE tem-se demonstrado ben&#233;fica para doentes com doen&#231;a do neur&#243;nio motor     (13,14,22), esclerose m&#250;ltipla (22), tumores localizados na regi&#227;o da cabe&#231;a e     do pesco&#231;o ou no es&#243;fago (20,22). No que diz respeito ao tipo de dispositivo de     NE a utilizar, o uso de gastrostomia endosc&#243;pica percut&#226;nea tem-se     generalizado, contudo a sua utiliza&#231;&#227;o requer uma avalia&#231;&#227;o individualizada de     cada caso, com base na situa&#231;&#227;o cl&#237;nica, progn&#243;stico, quest&#245;es &#233;ticas, desejos     e efeitos na QV do doente (25). Para al&#233;m disso, o uso de gastrostomia     endosc&#243;pica percut&#226;nea est&#225; tamb&#233;m contra-indicado nos casos de hipertens&#227;o     portal, ascite, s&#233;psis, &#250;lceras g&#225;stricas e cirurgia     ]]></body>
<body><![CDATA[g&#225;strica pr&#233;via (17). Relativamente aos efeitos adversos, poder&#225; ocorrer     aspira&#231;&#227;o, n&#225;useas, v&#243;mitos, diarreia (3), entre outros. &#201; tamb&#233;m essencial ter     em considera&#231;&#227;o que a utiliza&#231;&#227;o de gastrostomia endosc&#243;pica percut&#226;nea n&#227;o     dever&#225; consistir numa medida simb&#243;lica ou terminal em doentes com progn&#243;stico     desfavor&#225;vel, doen&#231;a incur&#225;vel, pelo que &#233; raramente indicada para doentes com     sobrevida curta ou dem&#234;ncia em fase avan&#231;ada (25). A coloca&#231;&#227;o de gastrostomia     endosc&#243;pica percut&#226;nea dever&#225; ser considerada o mais precocemente poss&#237;vel em     caso de doen&#231;a prolongada, de forma a travar a deteriora&#231;&#227;o do estado     nutricional e estabilizar ou melhorar a QV (25). &#201; tamb&#233;m fundamental ter em     aten&#231;&#227;o que num doente a quem foi colocado este tipo de dispositivo de NE, os     ]]></body>
<body><![CDATA[mecanismos fisiol&#243;gicos e psicol&#243;gicos do controlo do apetite s&#227;o     ultrapassados. Assim, &#233; necess&#225;rio que se respeite os seus desejos     relativamente ao volume, &#224; hora e ao tipo de administra&#231;&#227;o (13,14,17), sendo     que no caso de o doente estar impossibilitado de comunicar, a avalia&#231;&#227;o do     res&#237;duo g&#225;strico constitui um instrumento &#250;til. A institui&#231;&#227;o de NE dever&#225;     estar sempre de acordo com os restantes tratamentos paliativos e, se     eventualmente a NE diminuir a QV, esta ao ser f&#250;til, dever&#225; ser suspensa (13).     <br/><u>Nutri&#231;&#227;o Parent&#233;rica</u> (NP)     <br/>A institui&#231;&#227;o de NP beneficia doentes com     tracto gastrointestinal n&#227;o funcionante (3,17,22) e que estejam     ]]></body>
<body><![CDATA[impossibilitados de usufrir de NE (17). Alguns     autores afirmam que a NP poder&#225; desempenhar um papel ben&#233;fico em doentes     cuidadosamente seleccionados (3,9) com base na sobrevida e QV esperadas (21).     Para al&#233;m disso, o doente dever&#225; possuir boa capacidade funcional, o Karnofsky Performance Status dever&#225; ser superior a 50% ou o     Performance Status inferior a 2 (17). Apesar da NP     poder ser ben&#233;fica para outras patologias onde estes crit&#233;rios se verifiquem,     alguns autores afirmam que a NP tem-se demonstrado uma boa op&#231;&#227;o para doentes     com ileus paral&#237;tico, do foro ginecol&#243;gico com     met&#225;stases associadas a obstru&#231;&#245;es do tracto gastrointestinal e doentes com     cancro no tracto digestivo alto (18). Em doentes com sobrevida inferior a     ]]></body>
<body><![CDATA[quatro semanas, com doen&#231;a de Alzheimer em fase avan&#231;ada ou dem&#234;ncia vascular,     a utiliza&#231;&#227;o de NP dever&#225; resultar numa reflex&#227;o interdisciplinar cuidadosa     (26). A institui&#231;&#227;o de NP em doentes com dem&#234;ncia &#233; ainda controversa j&#225; que os     estudos existentes sobre o efeito deste tipo de SN nesta popula&#231;&#227;o s&#227;o     limitados. De todos os tipos de SN a NP &#233; o menos utilizado (6,20) pois n&#227;o s&#243;     &#233; menos fisiol&#243;gica (3,18,21) e os custos associados mais elevados (3,16-18,21,22)     como tamb&#233;m poder&#227;o ocorrer complica&#231;&#245;es tais como: infec&#231;&#227;o (3,16,18,20,22), s&#233;psis (16,18), trombose venosa (3,16,20), hiper (3,18,22) e hipoglicemia (3,16,20), entre outros.     Como a prioridade m&#225;xima ser&#225; aumentar a QV do doente, a institui&#231;&#227;o de NP     dever&#225; estar de acordo com outros tratamentos paliativos (26).     <br/><u>Hidrata&#231;&#227;o</u>      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Tal como na nutri&#231;&#227;o, sempre que poss&#237;vel, a     hidrata&#231;&#227;o deve ser feita atrav&#233;s da via oral (6). No entanto, quando isso se     torna imposs&#237;vel, a hidrata&#231;&#227;o poder&#225; ser administrada por via ent&#233;rica (16),     intravenosa (3,22), subcut&#226;nea (hipoderm&#243;clise) ou prot&#243;clise     (27). Apesar de todas as vias de administra&#231;&#227;o existentes, em CP (28) a     hipoderm&#243;clise &#233; a via mais adequada, pois em compara&#231;&#227;o com as outras vias     mencionadas, tem-se revelado a que mais conforto e QV proporciona. &#201; menos     invasiva, de f&#225;cil manipula&#231;&#227;o e diminui o risco de ocorrer trombose ou     hemorragia, apesar de poder ocorrer edema e esquimose     (28,29). &#192; medida que a doen&#231;a progride e especialmente em fase ag&#243;nica, a hidrata&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[deve limitar-se apenas &#224; administra&#231;&#227;o di&#225;ria de uma pequena quantidade de     fluido (12,15) (que n&#227;o dever&#225; ultrapassar os 0,5-1,0 L) (30) e &#224; humidifica&#231;&#227;o     da boca e dos l&#225;bios (11,12,15,17) (atrav&#233;s de cubos de gelo ou saliva     artificial, se adequado) (22,27). &#201; importante referir que as decis&#245;es tomadas     dever&#227;o ser individualizadas e baseadas nos desejos e necessidades do doente     (6).     <br/>3. <u>Considera&#231;&#245;es &#201;ticas</u>      <br/>De um modo geral, quando se institui o SN em CP     devem ser salvaguardados os melhores interesses do doente. Assim, as decis&#245;es     devem ser tomadas tendo em conta todos os aspectos &#233;ticos necess&#225;rios (5),     ]]></body>
<body><![CDATA[principalmente no que diz respeito aos princ&#237;pios &#233;ticos de autonomia,     benefic&#234;ncia, n&#227;o malefici&#234;ncia (6,9,20) e justi&#231;a     (3,6,9,22). O questionamento/ reflex&#227;o destas tem&#225;ticas ajudar&#225; o Nutricionista     a evitar interven&#231;&#245;es f&#250;teis ou desconfort&#225;veis (5) e a personalizar ainda mais     a sua interven&#231;&#227;o.      <br/>Actualmente, uma das &#225;reas mais controversas ao     n&#237;vel do SN em CP &#233; a NHA (3,5,6,8,10,22,29). Em alguns casos, a pedido do     doente competente, poder&#225; ocorrer a cessa&#231;&#227;o volunt&#225;ria de alimenta&#231;&#227;o (6,8).     Neste &#226;mbito, todos os doentes t&#234;m o direito de recusar alimenta&#231;&#227;o (5), desde     que isso n&#227;o precipite a morte mais rapidamente do que a pr&#243;pria evolu&#231;&#227;o da     ]]></body>
<body><![CDATA[doen&#231;a. Noutros casos, &#233; a pr&#243;pria equipa multidisciplinar que discute se a NHA     deve ser iniciada, mantida ou suspensa (3,22). Para alguns autores, a NHA     constitui um cuidado humano b&#225;sico e, como tal, desde que o doente deseje e     possa receber NHA, h&#225; a obriga&#231;&#227;o de lhe fornecer os meios necess&#225;rios para que     o possa fazer. Para outros constitui um tratamento m&#233;dico (10,11,20,23) e, como     tal, h&#225; circunst&#226;ncias em que &#233; leg&#237;timo que n&#227;o se iniciem, mantenham ou se     interrompam (20). Neste contexto, alguns autores afirmam ainda que os doentes     beneficiam em receber menos nutri&#231;&#227;o e hidrata&#231;&#227;o. H&#225; medida que a doen&#231;a     evolui, especialmente nas &#250;ltimas 48 horas de vida, os doentes perdem o     interesse em se alimentar e a alimenta&#231;&#227;o poder&#225; causar desconforto (5). Contudo,     ]]></body>
<body><![CDATA[uma vez que ainda n&#227;o se chegou a um consenso sobre estes temas, a pr&#225;tica     actual do Nutricionista dever&#225; consistir em ponderar toda a sua interven&#231;&#227;o do     ponto de vista dos riscos e benef&#237;cios, sendo que os benef&#237;cios do SN     institu&#237;do dever&#227;o sempre superar os riscos. Todos os riscos e benef&#237;cios     dever&#227;o ser discutidos antecipadamente com o doente e a sua fam&#237;lia, tendo     simultaneamente em conta os seus desejos e necessidades (3,5,6,10,11). O     Nutricionista dever&#225; ainda estar preparado para uma poss&#237;vel delibera&#231;&#227;o &#233;tica     no seio da equipa multidisciplinar (6). Hoje em dia, sabe-se que o doente     competente poder&#225; manifestar a sua vontade de receber ou recusar NHA atrav&#233;s de     directivas antecipadas de vontade, sob a forma de testamento vital, ou de um     ]]></body>
<body><![CDATA[procurador de cuidados sa&#250;de, atrav&#233;s dos quais este manifesta a sua vontade     consciente, livre e esclarecida no que concerne aos cuidados de sa&#250;de que     deseja ou n&#227;o deseja receber, nomeadamente ao n&#237;vel dos cuidados nutricionais     caso n&#227;o lhe venha a ser poss&#237;vel expressar a sua vontade autonomamente numa     fase mais avan&#231;ada da doen&#231;a (9,10,31). No entanto, no caso de estas n&#227;o     existirem, dever&#225; ser o Nutricionista a inform&#225;-lo sobre esta possibilidade     (6). No caso de n&#227;o existirem directivas antecipadas de vontade, o doente ser     incompetente e de n&#227;o ter existido recusa de NHA pr&#233;via a esse estado, essa     vontade dever&#225; prevalecer enquanto n&#227;o existir raz&#227;o para proceder de forma     contr&#225;ria (5).     ]]></body>
<body><![CDATA[</p>      <p><b >AN&#193;LISE CR&#205;TICA E CONCLUS&#213;ES</b><b ></b> <br/>Para instituir o SN mais adequado em CP &#233; primeiramente necess&#225;rio que o Nutricionista aceite a filosofia e os princ&#237;pios dos CP e reconhe&#231;a o significado cultural, religioso, social, espiritual e complexo que a alimenta&#231;&#227;o adquire neste contexto. O objectivo &#250;ltimo do SN &#233; garantir a melhoria da QV, pelo que os objectivos tra&#231;ados dever&#227;o ser convenientemente adaptados e estar de acordo com as restantes terap&#234;uticas paliativas, para que ap&#243;s uma avalia&#231;&#227;o nutricional rigorosa sejam postos em pr&#225;tica. No que diz respeito aos tipos de SN, sabe-se que a altera&#231;&#227;o da via de alimenta&#231;&#227;o, da via oral para a artificial, constituir&#225; certamente uma das altera&#231;&#245;es mais profundas nos h&#225;bitos do doente. Contudo, parece verificar-se uma grande escassez de estudos que descrevam os medos e expectativas dos doentes e suas fam&#237;lias e que demonstrem o real risco, benef&#237;cio e influ&#234;ncia da NHA em doentes paliativos. Relativamente &#224;s considera&#231;&#245;es &#233;ticas, &#233; de extrema import&#226;ncia desenvolver e incentivar a discuss&#227;o em torno da NHA. Neste contexto &#233; essencial ter em aten&#231;&#227;o que a exist&#234;ncia de directivas antecipadas de vontade poder&#225; alterar toda a concep&#231;&#227;o que o Nutricionista possui sobre como deveria ser a sua interven&#231;&#227;o, pelo que &#233; necess&#225;rio que este se adapte a uma nova realidade e aja de acordo com os desejos do doente. Para al&#233;m disso, importa salientar que todas as decis&#245;es ao n&#237;vel do SN dever&#227;o ser tomadas no seio da equipa multidisciplinar para que os tratamentos paliativos adoptados sejam concordantes entre si e o doente/ fam&#237;lia possam beneficiar, numa fase t&#227;o importante das suas vidas, de cuidados de sa&#250;de de qualidade Conclui-se assim que ao n&#237;vel do SN em CP existe ainda muito trabalho a ser feito, no sentido de colmatar as lacunas anteriormente apontadas e a auxiliar o Nutricionista a personalizar ainda mais a sua interven&#231;&#227;o, a enriquecer a sua forma&#231;&#227;o e a definir as suas compet&#234;ncias espec&#237;ficas nesta &#225;rea. </p>    <p>&nbsp;</p>      <p><b >AGRADECIMENTOS</b> <br/>A todos os doentes paliativos que cruzaram o meu caminho. </p>      <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b><b ></b> <br/>1. Lei de Bases dos Cuidados Paliativos. Di&#225;rio da Rep&#250;blica. 1.&#170; S&#233;rie &#8211; N.&#186; 172 &#8211; (2012/09/05):5120-5124 <br/>2. Neto IG. Princ&#237;pios e Filosofia dos Cuidados Paliativos. In: Barbosa A, Neto IG, editores. Manual de Cuidados Paliativos. 2.&#170; Edi&#231;&#227;o. Lisboa: N&#250;cleo de Cuidados Paliativos, Centro de Bio&#233;tica, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 2010. p. 1-42 <br/>3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718276&pid=S2182-7230201200040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Holmes S. Importance of nutrition in palliative care of patients with chronic disease. Nursing Standard 2010; 25(1):48-56 <br/>4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718277&pid=S2182-7230201200040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Pastrana T, J&#252;nger S. A matter of definition &#8211; key elements identified in a discourse analysis of definitions of palliative care. Palliative Medicine 2008;22:222-232 <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718278&pid=S2182-7230201200040000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Eberhardie C. Nutrition support in palliative care. Nursing Standard 2002; 17(2):47-52 <br/>6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718279&pid=S2182-7230201200040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> American Dietetic Association. Position of the American Dietetic Association: Ethical and Legal Issues in Nutrition, Hydration, and Feeding. Journal of the American Dietetic Association 2008;108(5):873-882 <br/>7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718280&pid=S2182-7230201200040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Hopkins K. Food for life, love and hope: an exemplar of the philosophy of palliative care in action. Proceedings of the Nutrition Society 2004;63:427-429 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718281&pid=S2182-7230201200040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Benarroz MO, Faillace GBD, Barbosa LA. Bio&#233;tica e nutri&#231;&#227;o em cuidados paliativos oncol&#243;gicos em adultos. Cadernos de Sa&#250;de P&#250;blica, Rio de Janeiro 2009;25(9):1875-1882 <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718282&pid=S2182-7230201200040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Easson AM, Hinshaw DB, Johnson DL. The Role of Tube Feeding and Total Parenteral Nutrition in Advanced Illness. Journal of the American College of Surgeons 2002;194(2):225-228 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718283&pid=S2182-7230201200040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Fern&#225;ndez-Rold&#225;n AC. Nutrici&#243;n en el paciente terminal. Punto de vista &#233;tico. Nutrici&#243;n Hospitalaria 2005;20(2):88-92 <br/>11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718284&pid=S2182-7230201200040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Slomka J. Withholding nutrition at the end of life: Clinical and ethical issues. Cleveland Clinic Journal of Medicine 2003;70(6): 548-552 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718285&pid=S2182-7230201200040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Da Silva DA, Santos EA, Oliveira JR. Atua&#231;&#227;o do Nutricionista na melhora da qualidade de vida de idosos com c&#226;ncer em cuidados paliativos. Mundo da Sa&#250;de, S&#227;o Paulo 2009;33(3):358-364 <br/>13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718286&pid=S2182-7230201200040000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Reis C, Pinto I. Interven&#231;&#227;o Nutricional na Esclerose Lateral Amiotr&#243;fica &#8211; Considera&#231;&#245;es Gerais. Revista Nutr&#237;cias 2012;14:31-34 <br/>14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718287&pid=S2182-7230201200040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Reis CVP. Suporte Nutricional na Esclerose Lateral Amiotr&#243;fica (Monografia). Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&#243;lica Portuguesa. 2011. pp. 8-22. Dispon&#237;vel: Universidade Cat&#243;lica Portuguesa <br/>15. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Paciente Oncol&#243;gico Adulto em Cuidados Paliativos. Consenso Nacional de Nutri&#231;&#227;o Oncol&#243;gica. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de C&#226;ncer 2009; 53-64  <br/>16. Bachmann P, Marti-Massoud C, Blanc-Vincent MP, Desport JC, Colomb V, Dieu L, et al. Summary version of the Standards, Options and Recommendations for palliative or terminal nutrition in adults with progressive cancer (2001). British Journal of Cancer 2003;89 (Suppl 1):S107-S110 <br/>17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718288&pid=S2182-7230201200040000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Santos J. Abordagem Nutricional no Doente Oncol&#243;gico Paliativo (Monografia). Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto. 2011. pp. 4-34. Dispon&#237;vel em: Universidade do Porto <br/>18. Caro MMM, Laviano A, Pichard C, Candela CG. Relaci&#243;n entre la intervenci&#243;n nutricional y la calidad de vida en el paciente con c&#225;ncer. Nutrici&#243;n Hospitalaria 2007;22(3):337-350 <br/>19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718289&pid=S2182-7230201200040000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Feio M, Sapeta P. Xerostomia em Cuidados Paliativos. Acta M&#233;dica Portuguesa 2005;18:459-466 <br/>20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718290&pid=S2182-7230201200040000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Tapiero AZ, Mart&#237;nez EH. El soporte nutricional en la situaci&#243;n de enfermedad terminal. Dilemas &#233;ticos. Anales de Medicina Interna 2003;20(8):434-437 <br/>21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718291&pid=S2182-7230201200040000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Barrera R. Nutritional Support in Cancer Patients. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition 2002;26:S63-S71 <br/>22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718292&pid=S2182-7230201200040000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Reiriz AB, Motter C, Buffon VR, Scatola RP, Fay AS, Manzini M. Cuidados paliativos &#8211; h&#225; benef&#237;cios na nutri&#231;&#227;o do paciente em fase terminal&#8204;. Revista da Sociedade Brasileira de Cl&#237;nica M&#233;dica 2008;6(4):150-155 <br/>23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1718293&pid=S2182-7230201200040000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Morss S. 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Di&#225;rio da Rep&#250;blica. 1.&#170; S&#233;rie &#8211; N.&#186; 136 &#8211; (2012/07/16):3728-3730 </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <br>C&#237;ntia Pinho-Reis     <br>Rua Dr. Eduardo Torres, n.&#186; 1785 4.&#186; B, 4460-301 Senhora da Hora <br/><a href="mailto:cintia.vp.reis@gmail.com">cintia.vp.reis@gmail.com</a></p>     <p>      <br>Recebido a 07 de Novembro de 2012     <br>Aceite a 22 de Dezembro de 2012 <br/>       ]]></body><back>
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