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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Boas Práticas que Contribuem para a Qualidade do Sushi em Estabelecimentos de Restauração]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Good Practices that Contribute to Sushi Quality in Restaurants]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In some countries, to prepare sushi is mandatory using frozen fish. Portugal is out of this imposition. This review aims to define a set of good manufacturing practices to produce sushi, describe nutritional properties and possible contraindications of sushi consumption. In Portugal, information on consumption and foodborne diseases from sushi is scarse. More research is needed on this subject.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p >  <br/><b >Boas Pr&#225;ticas que Contribuem para a Qualidade do Sushi em Estabelecimentos de Restaura&#231;&#227;o</b></p>     <p><b >Good Practices that Contribute to Sushi Quality in Restaurants</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ><b >Mafalda Sousa&#185;; Rita Amaral<sup>2</sup>; Beatriz Oliveira<sup>3</sup></b><b ></b></p>     <p ><sup>1</sup>Nutricionista <sup>2</sup>Nutricionista, T&#233;cnica da Qualidade Eurest <sup>3</sup>Directora da Qualidade Eurest <br/></p>      <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p><br/>Em alguns pa&#237;ses &#233; obrigat&#243;ria a congela&#231;&#227;o pr&#233;via do pescado que se destina &#224; prepara&#231;&#227;o de sushi. <br/>Em Portugal essa obriga&#231;&#227;o n&#227;o existe sendo usado tanto pescado refrigerado como congelado. <br/>Com esta revis&#227;o bibliogr&#225;fica pretende-se definir um conjunto de boas pr&#225;ticas de manipula&#231;&#227;o para a produ&#231;&#227;o de sushi e descrever as propriedades nutricionais e poss&#237;veis contra-indica&#231;&#245;es associadas ao seu consumo. <br/>Os dados em Portugal sobre esta tem&#225;tica s&#227;o muito reduzidos, tanto em termos de consumo, como em termos de ocorr&#234;ncia de doen&#231;as de origem alimentar, sendo necess&#225;rios mais estudos nesta &#225;rea.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Sushi, Boas pr&#225;ticas de manipula&#231;&#227;o, Estabelecimento de restaura&#231;&#227;o, Informa&#231;&#227;o nutricional </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b>  <br/>In some countries, to prepare sushi is mandatory using frozen fish. Portugal is out of this imposition. This review aims to define a set of good manufacturing practices to produce sushi, describe nutritional properties and possible contraindications of sushi consumption. <br/>In Portugal, information on consumption and foodborne diseases from sushi is scarse. More research is needed on this subject. </p>     <p><b >keywords</b>: Sushi, Good manufacturing practices, Restaurants, Nutritional information </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>O sushi surgiu no s&#233;culo VII a. C. no Jap&#227;o, seguindo o exemplo usado no Sudoeste da &#193;sia, como um modo de conserva&#231;&#227;o do pescado atrav&#233;s da prensagem em sal. A cabe&#231;a e as v&#237;sceras eram retiradas, os filetes de pescado cru eram salgados e acondicionados numa caixa de madeira com camadas de arroz cozido entre eles. Atrav&#233;s da fermenta&#231;&#227;o natural do arroz, ocorria a liberta&#231;&#227;o de &#225;cido l&#225;ctico, o que provocava um pH &#225;cido no pescado e garantia a sua conserva&#231;&#227;o. O longo processo de armazenamento do arroz, entre alguns meses e um ou dois anos, tornava-o impr&#243;prio para consumo e apenas o pescado era aproveitado (1).  <br/>No s&#233;culo XV surgiu um novo tipo de sushi com um per&#237;odo de fermenta&#231;&#227;o de aproximadamente 1 m&#234;s, o que permitia o consumo do arroz e do pescado em conjunto, tornando-se semelhante com o actualmente consumido. A introdu&#231;&#227;o de vinagre na prepara&#231;&#227;o do arroz, ocorrida no s&#233;culo XVII, permitiu uma redu&#231;&#227;o no tempo de confec&#231;&#227;o para apenas um dia, passando o pescado a ser consumido fresco como actualmente (1). <br/>S&#243; mais tarde, na d&#233;cada de 50 do s&#233;culo passado, os chefs de sushi come&#231;aram a expandir o seu produto para o mundo ocidental, posicionando-o no mercado como uma esp&#233;cie de &#8220;fast food saud&#225;vel&#8221;, especialmente nos EUA e posteriormente para o resto do mundo.  <br/>Em Portugal segundo a Associa&#231;&#227;o da Hotelaria, Restaura&#231;&#227;o e Similares de Portugal (AHRESP) (2009), n&#227;o se conhece ao certo quantos restaurantes de comida tradicional japonesa existem, no entanto, estima-se que sejam meia centena de restaurantes japoneses (1).  <br/>Existem actualmente cerca de 15 tipos de sushi diferentes, sendo os mais consumidos em Portugal o <i ><u>Niguirisushi</u></i>; o <i >Uramaky</i>; o <i >Kappamaky</i>; o <i >Hosomaky</i>; o <i >Makisushi</i>; o <i >Sashimi</i> e o <i >Futomaky</i> (1).  <br/><u>Pescado Fresco ou Congelado&#8204;</u> <br/>O pescado usado na produ&#231;&#227;o de sushi deve preencher elevados requisitos de qualidade e ser preparado e refrigerado de forma adequada para respeitar os padr&#245;es de higiene. Para al&#233;m dos cuidados necess&#225;rios com a prepara&#231;&#227;o do pescado para o sushi, nomeadamente no momento da elimina&#231;&#227;o das v&#237;sceras, cabe&#231;a, pele e sangue, &#233; importante ter em considera&#231;&#227;o as bact&#233;rias termorresistentes que podem contaminar o pescado e que se encontram listadas na <a href="#t1">Tabela 1</a> (2-4).      <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/nut/n15/n15a08t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[A contamina&#231;&#227;o do pescado &#233; feita geralmente por bact&#233;rias     patog&#233;nicas como <i >Salmonella</i>,     <i >Vibrio</i> spp., <i >Listeria</i> spp. e     <i >Escherichia</i><i     > coli</i> que     est&#227;o naturalmente presentes no meio aqu&#225;tico marinho.      <br/>Devido     &#224; incerteza sobre a coloniza&#231;&#227;o parasitol&#243;gica, alguns chefs     preferem que o pescado seja previamente congelado, em detrimento da utiliza&#231;&#227;o     do produto refrigerado, conforme indicam as recomenda&#231;&#245;es da <i     ]]></body>
<body><![CDATA[>US Food and Drug Administration     </i>(10). Esta refere que a efici&#234;ncia da congela&#231;&#227;o, na elimina&#231;&#227;o de     parasitas, depende de factores diversos como a temperatura de congela&#231;&#227;o, o     tempo de exposi&#231;&#227;o a essa temperatura, o tipo de parasita presente, a esp&#233;cie,     o local de captura ou a fonte de produ&#231;&#227;o do pescado, sendo os tr&#234;s primeiros     os mais importantes (10).     <br/>As     diferentes pr&#225;ticas de congela&#231;&#227;o consideradas eficazes na destrui&#231;&#227;o     parasit&#225;ria s&#227;o (10):     <br/>1.     ]]></body>
<body><![CDATA[Congela&#231;&#227;o a -20&#186;C (ou abaixo) durante 7 dias;     <br/>2.     Congela&#231;&#227;o a -35&#186;C no m&#237;nimo durante 15h;     <br/>3.     Congela&#231;&#227;o a -35&#186;C, at&#233; o pescado estar completamente congelado, e     armazenamento a -20&#186;C durante 24h.     <br/>O     pescado pode sofrer uma contamina&#231;&#227;o microbiol&#243;gica no seu m&#250;sculo e/ou     v&#237;scera, assim como nos sacos ov&#225;ricos mas, geralmente, os microrganismos n&#227;o     se encontram nos pr&#243;prios ovos. Deste modo, quando as ovas s&#227;o retiradas do     ]]></body>
<body><![CDATA[pescado, e aplicadas as boas pr&#225;ticas de manipula&#231;&#227;o (que constam da sua lavagem     adequada e n&#227;o serem colocadas em contacto com o pescado pronto a servir), a     probabilidade de se encontrarem contaminadas &#233; muito baixa (10).     <br/><u>Pescado     de Aquacultura versus Pescado de Captura Marinha</u>     <br/>O     pescado que prov&#233;m de aquacultura, e &#233; alimentado com ra&#231;&#245;es vegetais, tem     menor probabilidade de se encontrar contaminado, comparando com o produzido em     aquacultura e alimentado com res&#237;duos de pescado, pescado mais pequeno ou mesmo     pl&#226;ncton. Neste caso, o n&#250;mero de perigos biol&#243;gicos identificados &#233; mais     ]]></body>
<body><![CDATA[elevado e este pescado pode ainda ser contaminado por tremat&#243;des, devido ao     facto de estes parasitas infectarem o hospedeiro atrav&#233;s da pele e n&#227;o da     alimenta&#231;&#227;o. Considera-se assim importante verificar a origem e o m&#233;todo de     produ&#231;&#227;o do pescado usado na confec&#231;&#227;o de sushi, para que se possa evitar a     contamina&#231;&#227;o microbiol&#243;gica. Isto porque, no caso do sushi, &#233; dif&#237;cil eliminar     ou reduzir para n&#237;veis aceit&#225;veis a carga microbiana e controlar o seu     crescimento (4,10,11).      <br/><u>Boas     Pr&#225;ticas de Manipula&#231;&#227;o</u> (12)     <br/>Para     ]]></body>
<body><![CDATA[que seja minimizada a contamina&#231;&#227;o microbiana &#233; essencial a implementa&#231;&#227;o de     boas pr&#225;ticas de manipula&#231;&#227;o, de que s&#227;o exemplos:     <br/>1.     Verificar se est&#225; dispon&#237;vel todo o material necess&#225;rio(*),     para colocar os alimentos; proceder &#224; sua desinfec&#231;&#227;o antes da utiliza&#231;&#227;o;     <br/>(*)     Ta&#231;a de inox para arroz, tigelas de cer&#226;mica para molhos, pratos de cer&#226;mica     para prepara&#231;&#245;es de sushi.     <br/>2.     Verificar se a superf&#237;cie de trabalho est&#225; limpa e livre de qualquer produto,     ]]></body>
<body><![CDATA[material ou utens&#237;lio sujo, a fim de evitar riscos de contamina&#231;&#227;o dos     alimentos;     <br/>3.     Lavar e desinfectar os utens&#237;lios que v&#227;o ser utilizados para preparar os     legumes e frutas: facas, t&#225;buas de corte, m&#225;quina de cortar legumes e     respectivos discos (a qualidade da &#225;gua usada deve ser controlada para n&#227;o ser     foco de contamina&#231;&#227;o);     <br/>4.     Efectuar um controlo visual ao produto, antes de este ser preparado, para     evitar que determinados perigos f&#237;sicos (terra, insectos, pedras, objectos de     ]]></body>
<body><![CDATA[metal, &#8230;) cheguem ao consumidor final e que os microrganismos presentes na sua     superf&#237;cie, nas guelras e nas v&#237;sceras se espalhem por todo o pescado (o     recurso a uma luz contra o peixe poder&#225; ajudar a identificar eventuais n&#243;dulos     enquistados associados a parasitas);     <br/>5.     Evitar o cruzamento entre produtos n&#227;o preparados (com escamas, peles e     espinhas) e produtos preparados (sem peles, escamas e espinhas), que possam     desencadear uma contamina&#231;&#227;o f&#237;sica;     <br/>6.     As bact&#233;rias presentes nas superf&#237;cies externas (pele e guelras) e nos     ]]></body>
<body><![CDATA[intestinos dos peixes vivos ou recentemente pescados podem estar presentes em     quantidades muito vari&#225;veis. Deve-se, portanto, ter um cuidado redobrado em     escolher peixe fresco quando este se destina a ser consumido cru, para evitar a     prolifera&#231;&#227;o de potenciais bact&#233;rias patog&#233;nicas;     <br/>7.     Separar as opera&#231;&#245;es de prepara&#231;&#227;o de pescado, arroz e legumes em espa&#231;os     distintos (&#225;reas de trabalho e materiais diferentes ou devidamente higienizados     e desinfectados) ou separados no tempo, quando a zona de prepara&#231;&#227;o &#233; comum;     <br/>8.     Devem ser controladas as caracter&#237;sticas organol&#233;pticas e prazos de validade     ]]></body>
<body><![CDATA[dos restantes ingredientes utilizados na prepara&#231;&#227;o de sushi (para al&#233;m do     pescado);     <br/>9.     O pescado utilizado no sushi n&#227;o pode conter sangue;     <br/>10.     Remover os desperd&#237;cios, lixos ou caixas ap&#243;s o fim de cada tarefa e/ou sempre     que se mude de tarefa/produto;     <br/>11.     Lavar e desinfectar as m&#227;os sempre que se manipulem alimentos diferentes ou     ap&#243;s manipula&#231;&#227;o de produtos ou objectos sujos (legumes n&#227;o lavados, caixas,     ]]></body>
<body><![CDATA[sacos do lixo);     <br/>12.     Utilizar apenas rolo de papel e elimin&#225;-lo ap&#243;s uso (para evitar os riscos de     contamina&#231;&#227;o microbiana n&#227;o deve ser usado pano de cozinha na limpeza da     bancada, de tabuleiros, etc.);     <br/>13.     Manter os produtos acabados, imediatamente ap&#243;s prepara&#231;&#227;o, em refrigera&#231;&#227;o     (entre 3&#186;C e 4&#186;C). Durante a distribui&#231;&#227;o, os mesmos devem manter-se     refrigerados.<b > </b>     <br/><u>Propriedades     ]]></body>
<body><![CDATA[Nutricionais</u>     <br/>Cada prato de sushi     (aproximadamente 300g) tem cerca de 360Kcal e apresenta um elevado teor de     &#225;cidos gordos &#243;mega-3 proveniente do pescado, nomeadamente de esp&#233;cies mais     gordas como o atum, o salm&#227;o, a sardinha e a cavala. Em m&#233;dia o pescado     apresenta um elevado teor de amino&#225;cidos essenciais, s&#227;o uma boa fonte de     vitaminas lipossol&#250;veis (A, D, E, K), hidrossol&#250;veis do complexo B e de     minerais (c&#225;lcio, ferro e f&#243;sforo) e iodo (13-15).      <br/>O arroz &#233; uma     excelente fonte de niacina, que promove o     ]]></body>
<body><![CDATA[desenvolvimento de ARN e ADN e de tiamina, que &#233; fundamental para o bom     funcionamento das transmiss&#245;es nervosas (13-15).      <br/>As algas nori s&#227;o vegetais muito ricos em vitamina A (importante     para a acuidade visual), vitamina B1, B2, B3, B6 e C que ajudam a impedir a     deposi&#231;&#227;o de colesterol LDL nos vasos sangu&#237;neos e a combater a aterosclerose e     doen&#231;as card&#237;acas derivadas (13-15).      <br/>Os vegetais e as     frutas usadas s&#227;o excelentes fontes de vitaminas, minerais, fibras e hidratos     de carbono (13-15).      <br/><u>Contra-Indica&#231;&#245;es</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Devido ao elevado     teor de a&#231;&#250;car que &#233; adicionado ao arroz, o sushi n&#227;o dever&#225; ser um alimento     consumido com frequ&#234;ncia por pessoas com diabetes Mellitus.     <br/>Todo o sushi que     contenha marisco ou outros alerg&#233;nios pode constituir um risco para pessoas     intolerantes/al&#233;rgicas pelo que, em caso de d&#250;vida, o consumidor deve     questionar o chef sobre a sua composi&#231;&#227;o.     <br/>A histamina &#233;     formada no peixe post mortem     atrav&#233;s da descarboxila&#231;&#227;o bacteriana da histidina, raz&#227;o porque as esp&#233;cies     ]]></body>
<body><![CDATA[mais frequentemente envolvidas s&#227;o aquelas que apresentam elevados teores de     histidina livre nomeadamente as fam&#237;lias Scombridae e     Scomberosocidae (Ex. cavala e atum). Contudo tamb&#233;m     ocorre frequentemente em esp&#233;cies n&#227;o escombr&#237;deas (Ex. arenque, sardinha,     biqueir&#227;o e espadim). As bact&#233;rias que produzem histamina desenvolvem-se     rapidamente a dez graus cent&#237;grados, mas a cinco graus cent&#237;grados a sua     prolifera&#231;&#227;o &#233; muito retardada. Se houver produ&#231;&#227;o de histamina no peixe, o     risco de provocar doen&#231;a &#233; muito elevado pois n&#227;o h&#225; forma de destruir a     histamina. Os principais sintomas s&#227;o as altera&#231;&#245;es cut&#226;neas (ruboriza&#231;&#227;o     facial, urtic&#225;ria, edema), n&#225;useas, v&#243;mito, diarreia, dor de cabe&#231;a,     ]]></body>
<body><![CDATA[formigueiro e sensa&#231;&#227;o de boca seca (1).     <br/>As mulheres     gr&#225;vidas tamb&#233;m dever&#227;o ter especial aten&#231;&#227;o ao consumo de sushi: a Academy of Nutrition and Dietetics recomenda que     durante a gravidez seja evitado o consumo de pescado cru ou mal cozinhado. No     entanto, algumas pe&#231;as de sushi podem ser escolhidas, nomeadamente as     vegetarianas ou totalmente cozinhadas (13,14).      <br/>Pessoas com     hipertens&#227;o dever&#227;o tamb&#233;m ter especial cuidado com o consumo do molho de soja     pois uma colher de ch&#225; deste molho apresenta um teor de sal de 6% (13,14).      </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b><b ></b> <br/>Segundo a Food and Agriculture Organization of the United Nations, quase 50% do pescado consumido mundialmente prov&#233;m de aquacultura e &#233; alimentado com ra&#231;&#245;es de origem vegetal (10). Conforme foi referido anteriormente este facto poder&#225; determinar o grau de contamina&#231;&#227;o do pescado com parasitas. No entanto, dever&#227;o ser realizados mais estudos para confirmar se a congela&#231;&#227;o do pescado destinado ao sushi, deve ou n&#227;o ser obrigat&#243;ria.  <br/>Tendo em conta a perecibilidade do sushi, todo o processo de armazenamento e conserva&#231;&#227;o &#233; de extrema import&#226;ncia para que as oscila&#231;&#245;es de temperatura n&#227;o ponham em causa a seguran&#231;a alimentar do produto. A qualidade do pescado e dos restantes ingredientes ter&#225; necessariamente de ir ao encontro das actuais exig&#234;ncias dos consumidores, mais conscientes da import&#226;ncia dos produtos alimentares na sua sa&#250;de e bem-estar.  <br/>As propriedades sensoriais, o valor nutricional, a salubridade e frescura representam atributos muito especiais, sobretudo no caso do sushi que n&#227;o sofre qualquer tipo de confec&#231;&#227;o. No fundo, o grau de frescura assume a principal relev&#226;ncia pois determina a sua aceitabilidade pelo consumidor e consequentemente, o seu valor comercial. O consumo de sushi n&#227;o &#233; recomendado &#224; popula&#231;&#227;o de risco. Para garantir a seguran&#231;a do consumidor &#233; importante refor&#231;ar a comunica&#231;&#227;o neste sentido.  <br/>A caracteriza&#231;&#227;o da qualidade dos produtos da pesca em fun&#231;&#227;o dos factores de produ&#231;&#227;o e p&#243;s-produ&#231;&#227;o (manuseamento, acondicionamento e conserva&#231;&#227;o, distribui&#231;&#227;o e pre&#231;o) revela-se indispens&#225;vel para que seja servido produto de qualidade do ponto de vista da Seguran&#231;a Alimentar. </p>     <p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Em Portugal os dados dispon&#237;veis sobre este tema s&#227;o escassos sendo deste modo dif&#237;cil estabelecer uma tend&#234;ncia da evolu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de doen&#231;as de origem alimentar com origem no consumo de Sushi (1).  <br/>Relativamente ao facto, de ser ou n&#227;o recomend&#225;vel, congelar previamente o pescado destinado ao consumo sob a forma de Sushi, s&#227;o necess&#225;rios mais estudos.  <br/>O pescado proveniente de aquacultura, apesar de ser considerado mais seguro do ponto de vista parasitol&#243;gico, dever&#225; ser submetido &#224;s boas pr&#225;ticas de manipula&#231;&#227;o durante a prepara&#231;&#227;o de modo a n&#227;o ocorrer aumento da carga microbiana intr&#237;nseca, para n&#237;veis inaceit&#225;veis. A higiene dos manipuladores &#233; tamb&#233;m um importante factor a considerar na seguran&#231;a do sushi pelo que os chefs devem seguir um conjunto de procedimentos que conduzam a uma prepara&#231;&#227;o e confec&#231;&#227;o absolutamente seguras. <br/>&#201; tamb&#233;m de notar que, devido aos avan&#231;os tecnol&#243;gicos e &#224;s adapta&#231;&#245;es culturais, o sushi n&#227;o &#233; um alimento absolutamente contra-indicado devendo apenas os consumidores com alguma limita&#231;&#227;o <br/>optar pelas pe&#231;as mais adequadas para o seu estado de sa&#250;de. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Isaque David Ramos Patroc&#237;nio. A Seguran&#231;a alimentar no consumo de pescado cru com val&#234;ncia para a produ&#231;&#227;o de sushi. Faculdade de Ci&#234;ncias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Disserta&#231;&#227;o de mestrado- 2009. Consultado a 18 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://test01.rcaap.pt/bitstream/10362/2508/1/Patrocinio_2009.pdf" target="_blank">http://test01.rcaap.pt/bitstream/10362/2508/1/Patrocinio_2009.pdf</a> <br/>2. Helena Maria Gomes Louren&#231;o. Essential and toxic elements in fish products consumed in Portugal. Departamento de qu&#237;mica e bioqu&#237;mica, Faculdade de Ci&#234;ncias da Universidade de Lisboa, Doutoramento em Bioqu&#237;mica- 2011. Consultado a 26 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://hdl.handle.net/10451/4426" target="_blank">http://hdl.handle.net/10451/4426</a> <br/>3. Fernanda de Oliveira Martins. A avalia&#231;&#227;o da qualidade Higienico-Sanit&#225;ria de prepara&#231;&#245;es (sushi e sashimi) &#225; base de pescado cru servidos em bufet na Cidade de S&#227;o Paulo. Universidade de S&#227;o Paulo, faculdade de sa&#250;de p&#250;blica, disserta&#231;&#227;o de mestrado &#8211; 2006. Consultado a 18 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-13122006-141234/pt-br.php" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-13122006-141234/pt-br.php</a> <br/>4. Marcelo Jostmeier Vallandro. Avalia&#231;&#227;o da qualidade microbiol&#243;gica de sashimis &#224; base de salm&#227;o, preparados em restaurantes especializados em culin&#225;ria japonesa na cidade de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de veterin&#225;ria, disserta&#231;&#227;o de mestrado 2010. Consultado a 18 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/28854/000773619.pdf&#8204;sequence=1" target="_blank">http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/28854/000773619.pdf&#8204;sequence=1</a> <br/>5. Regulamento 2073/2005 da Comiss&#227;o de 15 de Novembro de 2005 relativo a crit&#233;rios microbiol&#243;gicos aplic&#225;veis aos g&#233;neros aliment&#237;cios. (Jornal Oficial n.&#186; L 047 de 18/02/2005 p. 0018 &#8211; 0018) <br/>6. Regulamento 1881/2006 da Comiss&#227;o de 19 de Dezembro de 2006 que fixa os teores m&#225;ximos de certos contaminantes presentes nos g&#233;neros aliment&#237;cios. (JO L 364 de 20.12.2006, p. 5&#8212;24) <br/>7. Miriam Lopes da Silva. Pesquisa de Aeromonas spp., Vibrio spp., e da qualidade sanit&#225;ria de peixes comercializados na cidade de S&#227;o Paulo. Faculdade de sa&#250;de p&#250;blica da Universidade de S&#227;o Paulo, Tese de Mestrado em Sa&#250;de P&#250;blica &#8211; 2007. Consultado a 26 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-14112007-091409/pt-br.php" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-14112007-091409/pt-br.php</a> <br/>8. Rosa Maria dos Santos. Avalia&#231;&#227;o da qualidade higi&#233;nico-sanit&#225;ria de peixes comercializados em Mercados Municipais da Cidade de S&#227;o Paulo &#8211; SP. Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da Universidade de S&#227;o Paulo, Tese de Mestrado em Sa&#250;de P&#250;blica- 2006. Consultado a 26 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-14042008-155158/pt-br.php" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-14042008-155158/pt-br.php</a> <br/>9. Mena C, Carneiro L, Santos I, Magalh&#227;es R, Almeida G, Teixeira P. Occurence of Listeria monocytogenes in food products collected in Portugal from retail establishments and food plants. Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&#243;lica Portuguesa 2010; Consultado a 26 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/6055/1/com-nac_2010_ESB_1171_Mena_Cristina_18.pdf" target="_blank">http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/6055/1/com-nac_2010_ESB_1171_Mena_Cristina_18.pdf</a> <br/>10. Fish and Fishery Products Hazards and Controls Guidance. 4Th edition. Department of health and human services - Public health service, Food and drug administration center for food safety and applied nutrition. Office of food safety, 2011, Capitulo 5 &#8211; Parasitas. Consultado a 16 de Julho de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://www.fda.gov/downloads/Food/GuidanceComplianceRegulatoryInformation/GuidanceDocuments/Seafood/UCM251970.pdf" target="_blank">http://www.fda.gov/downloads/Food/GuidanceComplianceRegulatoryInformation/GuidanceDocuments/Seafood/UCM251970.pdf</a> <br/>11. Huss H. Garantia das Qualidade dos Produtos da Pesca. Departamento de Investiga&#231;&#227;o dos Produtos da Pesca, Minist&#233;rio da Agricultura e da Pesca, Dinamarca, 1997; 29-33 <br/>12. C&#243;digo de Boas Pr&#225;ticas para peixe e produtos de pesca (CAC/RCP 52-2003, Rev. 1-2004) <br/>13. Stevanato FB, Souza NE, Matsushita M, Visentainer JV. Aproveitamento de res&#237;duos, valor nutricional e avalia&#231;&#227;o da degrada&#231;&#227;o de pescado. Departamento de Qu&#237;mica da Universidade Estatual do Maring&#225; 2007. Consultado a 27 de Abril de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://www.pubvet.com.br/artigos_imp.asp&#8204;artigo=171" target="_blank">http://www.pubvet.com.br/artigos_imp.asp&#8204;artigo=171</a> <br/>14. Mahan, L. Katheleen; Escott-Stump, Sylvia; Raymond, Janice L.; &#8220;Krause&#8217;s Food and the Nutrition Care Process&#8221;. Edition 13; Elsevier Inc; Missouri, 2012 <br/>15. Position of the American Dietetic Association: Nutrition and Lifestyle for a healthy outcome. Journal of the American Dietetic Association, 2002, volume 102, n. 10, pp. 1479 a 1490. Consultado a 16 de Julho de 2012 na p&#225;gina web: <a href="http://download.journals.elsevierhealth.com/pdfs/journals/0002-8223/PIIS0002822302903275.pdf" target="_blank">http://download.journals.elsevierhealth.com/pdfs/journals/0002-8223/PIIS0002822302903275.pdf</a> </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <br>Beatriz Oliveira     <br>Edif&#237;cio Prime, Av. Quinta Grande, n.&#186; 53 6.&#186;, Alfragide     <br>2614-521 Amadora <br/><a href="mailto:beatriz.oliveira@eurest.pt">beatriz.oliveira@eurest.pt</a></p>     <p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Recebido a 20 de Julho de 2012     <br>Aceite a 13 de Dezembro de 2012 <br/>       ]]></body>
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