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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da Satisfação dos Clientes de um Hospital Privado em Relação à Alimentação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment of Customer Satisfaction in a Private Hospital in Relation to Food]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Private hospitals are expected to provide clients with proper organoleptic nutrition without neglecting the basics of neither nutrition nor its disease-related specifics. The diet of a client goes beyond the clinical role of feeding, it is also very important to be well assessed by clients, establishing a differentiation factor among services. As such, nutritional therapy and nutrition become essential areas and a great influence to clients, as well as cooperating in the physical and psychological well-being. The aim of this study focuses on client&#8217; satisfaction admitted on a private hospital in Porto. The sample used for this study is composed of clients on clinical discharge from general medicine and gynecology/obstetrics during a definite period of time. The client&#8217;s satisfaction was assessed on the nutrition service&#8217;s (SNA) survey of the hospital. The overall results were very satisfactory, revealing however that the cooking quality and meal schedule can be improved in order to meet clients&#8217; expectations. No statistically major differences surfaced regarding age and diet types.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Auxiliares de acção médica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Serviço de nutrição e alimentação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Dietetic and food service]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</b></p>     <p >   <br/><b >Avalia&#231;&#227;o da Satisfa&#231;&#227;o dos Clientes de um Hospital Privado em Rela&#231;&#227;o &#224; Alimenta&#231;&#227;o</b></p>     <p><b >Assessment of Customer Satisfaction in a Private Hospital in Relation to Food</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p ><b >Sara Sousa<sup>1</sup>; Alexandra Sousa<sup>1</sup>; Marta Bastos Dias<sup>1</sup></b></p>     <p ><sup>1</sup>Nutricionista</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p> <br/>Num hospital privado &#233; expect&#225;vel que a alimenta&#231;&#227;o seja uma boa experi&#234;ncia organol&#233;ptica sem descurar os princ&#237;pios da alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o subjacentes nem as especificidades inerentes ao processo de doen&#231;a.  <br/>A alimenta&#231;&#227;o do cliente internado ultrapassa o papel cl&#237;nico de alimentar e nutrir e assume destaque ao n&#237;vel da satisfa&#231;&#227;o dos clientes, podendo funcionar como um elemento diferenciador do servi&#231;o. Como tal, a terapia nutricional e a alimenta&#231;&#227;o tornam-se de facto &#225;reas essenciais e de grande influ&#234;ncia para o cliente, cooperando assim no seu bem-estar f&#237;sico e psicol&#243;gico. <br/>O objectivo primordial deste estudo foi avaliar a satisfa&#231;&#227;o dos clientes internados num hospital privado do Porto. A amostra deste estudo foram os clientes com alta cl&#237;nica dos servi&#231;os de internamento geral e ginecologia/obstetr&#237;cia num per&#237;odo de tempo definido. A satisfa&#231;&#227;o do cliente foi avaliada atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o indirecta do question&#225;rio do Servi&#231;o de nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o do hospital.  <br/>Obtiveram-se resultados globais muito satisfat&#243;rios, no entanto existem aspectos como a qualidade e a confec&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es que podem ser melhorados, indo assim de encontro &#224;s expectativas espec&#237;ficas dos clientes. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as estatisticamente significativas em rela&#231;&#227;o &#224; idade e ao tipo de dieta. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Auxiliares de ac&#231;&#227;o m&#233;dica, Servi&#231;o de nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o, Servi&#231;o de alimenta&#231;&#227;o e diet&#233;tica </p>      <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b>  <br/>Private hospitals are expected to provide clients with proper organoleptic nutrition without neglecting the basics of neither nutrition nor its disease-related specifics. <br/>The diet of a client goes beyond the clinical role of feeding, it is also very important to be well assessed by clients, establishing a differentiation factor among services. As such, nutritional therapy and nutrition become essential areas and a great influence to clients, as well as cooperating in the physical and psychological well-being. <br/>The aim of this study focuses on client&#8217; satisfaction admitted on a private hospital in Porto. The sample used for this study is composed of clients on clinical discharge from general medicine and gynecology/obstetrics during a definite period of time. The client&#8217;s satisfaction was assessed on the nutrition service&#8217;s (SNA) survey of the hospital. <br/>The overall results were very satisfactory, revealing however that the cooking quality and meal schedule can be improved in order to meet clients&#8217; expectations. No statistically major differences surfaced regarding age and diet types. </p>     <p><b >keywords</b>: Aids action medical, Nutrition and food service; Dietetic and food service </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b     >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/>A     ]]></body>
<body><![CDATA[Uni&#227;o Europeia, em 2003, aprovou uma resolu&#231;&#227;o - ResAP     (2003) 3 (1) &#8211; que enunciou medidas pormenorizadas a adoptar pelos hospitais,     nas &#225;reas de nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o, no sentido de combater a desnutri&#231;&#227;o     hospitalar e promover padr&#245;es elevados de qualidade e seguran&#231;a alimentar.     Segundo as entidades respons&#225;veis pela acredita&#231;&#227;o das institui&#231;&#245;es de sa&#250;de - <i >Joint</i><i     > Commission International </i>(JCI) (2003) e <i     >Health</i><i > Quality Service</i>     do <i >King&#180;s</i><i     > Fund</i> (HQS-KF)     (2003) - os hospitais devem possuir servi&#231;os de nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o/servi&#231;os     ]]></body>
<body><![CDATA[de alimenta&#231;&#227;o e diet&#233;tica, respons&#225;veis pelo circuito da alimenta&#231;&#227;o     hospitalar e pela terapia nutricional (2,3).     <br/>A     alimenta&#231;&#227;o assume um papel cada vez mais importante, visto que &#233; reconhecida     pela sua fun&#231;&#227;o vital para a sobreviv&#234;ncia humana e como condi&#231;&#227;o essencial     para a promo&#231;&#227;o, manuten&#231;&#227;o e recupera&#231;&#227;o da sa&#250;de dos indiv&#237;duos. A pesquisa     na &#225;rea da alimenta&#231;&#227;o tem evolu&#237;do e possibilitado a abertura a novos pontos     de vista acerca da terapia nutricional, ficando cada vez mais claro que a alimenta&#231;&#227;o     pode, de facto, influenciar o processo de sa&#250;de e doen&#231;a (4).     <br/>Segundo     ]]></body>
<body><![CDATA[Kotler (1998) a satisfa&#231;&#227;o &#233;: "[...] o sentimento de prazer ou de desapontamento resultante     da compara&#231;&#227;o do desempenho esperado pelo produto (ou resultado) em rela&#231;&#227;o &#224;s     expectativas da pessoa"(5).     <br/>A     <i >British</i><i     > Association for     Parenteral and Enteral     Nutrition</i> enumera v&#225;rios factores que podem influenciar a ingest&#227;o da     alimenta&#231;&#227;o nos hospitais (6):      <br/>&#8211;     ]]></body>
<body><![CDATA[Problemas na requisi&#231;&#227;o e fraca apresenta&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es;      <br/>&#8211;     Dietas hospitalares nem sempre consideram diferen&#231;as culturais ou necessidades     especiais;      <br/>&#8211;     Coincid&#234;ncia dos hor&#225;rios das refei&#231;&#245;es com os procedimentos cl&#237;nicos;     <br/>&#8211;     Clientes que necessitam de ajuda nem sempre s&#227;o identificados e auxiliados no     momento da refei&#231;&#227;o;      <br/>&#8211;     ]]></body>
<body><![CDATA[O pr&#243;prio ambiente hospitalar que pode desmotivar o cliente a alimentar-se;      <br/>&#8211;     Falhas na comunica&#231;&#227;o entre enfermagem, servi&#231;o de nutri&#231;&#227;o e empresa de     restaura&#231;&#227;o;     <br/>&#8211;     Falta de pol&#237;ticas de sa&#250;de que estabele&#231;am protocolos de actua&#231;&#227;o;      <br/>&#8211;     Prepara&#231;&#227;o, transporte e entrega n&#227;o assegurarem a preserva&#231;&#227;o do conte&#250;do     nutricional e a palatabilidade das refei&#231;&#245;es.     <br/>Assim     ]]></body>
<body><![CDATA[sendo, torna-se muito relevante o estudo da satisfa&#231;&#227;o dos clientes com a     alimenta&#231;&#227;o e o conhecimento de todos os factores que est&#227;o envolvidos no     processo.      <br/>Segundo     Dub&#233; et al. (1994), existem     sete dimens&#245;es que caracterizam as percep&#231;&#245;es dos clientes relativamente &#224;     alimenta&#231;&#227;o: qualidade dos g&#233;neros aliment&#237;cios (sabor, frescura);     apresenta&#231;&#227;o, tempo concedido para realizar a refei&#231;&#227;o; fiabilidade do servi&#231;o     (pontualidade); temperatura dos alimentos; personaliza&#231;&#227;o (possibilidade de     escolha, quantidade das refei&#231;&#245;es, flexibilidade de hor&#225;rios) e atitude dos     ]]></body>
<body><![CDATA[funcion&#225;rios que entregam as ementas (cordialidade,     aten&#231;&#227;o, efici&#234;ncia, prestabilidade e conhecimento) (7).     <br/>Considerando     tudo at&#233; aqui referido sobre o grau de satisfa&#231;&#227;o global do cliente, os estudos     apontam como recomenda&#231;&#227;o a necessidade de avaliar as diferentes dimens&#245;es da     alimenta&#231;&#227;o no contexto hospitalar. A import&#226;ncia inequ&#237;voca da alimenta&#231;&#227;o, o     seu impacto no tratamento, a import&#226;ncia da satisfa&#231;&#227;o do cliente aliado &#224;     pouca produ&#231;&#227;o de trabalhos no sector privado em Portugal, despertou o     interesse para a realiza&#231;&#227;o deste estudo.     <br/>O     ]]></body>
<body><![CDATA[presente trabalho trata-se de um estudo quantitativo observacional descritivo     anal&#237;tico que teve por base a aplica&#231;&#227;o indirecta do question&#225;rio do Servi&#231;o de     nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o (SNA) do hospital.      <br/>A     recolha de dados decorreu nos dias &#250;teis do per&#237;odo compreendido entre Abril a     Maio de 2012 no servi&#231;o de internamento geral e de obstetr&#237;cia. Neste &#250;ltimo     todas as inquiridas estavam no per&#237;odo de puerp&#233;rio. Todos os question&#225;rios     foram aplicados no dia da alta hospitalar. Foram tamb&#233;m crit&#233;rios de inclus&#227;o: doentes adultos capazes de responder autonomamente ao question&#225;rio     e que tivessem feito pelo menos duas refei&#231;&#245;es principais completas     (sopa prato, sobremesa) dos tipos de dieta geral, ligeira e pastosa. O servi&#231;o     ]]></body>
<body><![CDATA[de internamento geral e obstetr&#237;cia, por recolherem o maior n&#250;mero de factores     de inclus&#227;o, serviram de amostra ao estudo.      <br/>O     question&#225;rio utilizado permitiu a obten&#231;&#227;o dos dados quanto &#224; caracteriza&#231;&#227;o     sociodemogr&#225;fica dos clientes (sexo, idade, profiss&#227;o) e &#224; caracteriza&#231;&#227;o     cl&#237;nica (diagn&#243;stico/motivo de admiss&#227;o e tipo de dieta efectuado pelo     cliente). Relativamente &#224;s refei&#231;&#245;es, o question&#225;rio caracteriza-se quanto ao     hor&#225;rio, apresenta&#231;&#227;o, qualidade, quantidade, confec&#231;&#227;o, temperatura, variedade     e o atendimento por parte dos auxiliares de ac&#231;&#227;o m&#233;dica respons&#225;veis (AAM)     pela distribui&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es.      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>O     grau de satisfa&#231;&#227;o foi quantificado numa escala de 1 a 10 valores onde o n&#250;mero     1 corresponde a insatisfeito e o n&#250;mero 10 a muito satisfeito. O n&#250;mero 6 foi     definido como o n&#237;vel de refer&#234;ncia para a classifica&#231;&#227;o ser considerada     satisfat&#243;ria.     <br/>Para     proceder &#224; an&#225;lise estat&#237;stica, foi utilizado software     PASW, vers&#227;o 20.0. Tendo sido a descri&#231;&#227;o das vari&#225;veis categ&#243;ricas feitas     atrav&#233;s de propor&#231;&#245;es e a descri&#231;&#227;o de vari&#225;veis cont&#237;nuas atrav&#233;s de medianas     e respectivos intervalos interquartis, ap&#243;s se ter verificado a assimetria da     ]]></body>
<body><![CDATA[sua distribui&#231;&#227;o (atrav&#233;s o teste de <i >Kolmogorov-Smirnov</i>). A compara&#231;&#227;o de m&#233;dias entre dois     grupos foi efectuada pelo teste de <i >Mann-Whitney</i> U e entre mais do que dois grupos atrav&#233;s do     teste de <i >Kruskal-Wallis</i>.     Em toda a an&#225;lise foi considerado um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%.      <br/>Os     resultados deste estudo foram os seguintes:     <br/>&#8211;     <u>Caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica</u>     <br/>Foram     inclu&#237;dos neste estudo 105 clientes, com uma mediana de idades de 40 anos,     ]]></body>
<body><![CDATA[sendo a maior parte dos clientes inquiridos do sexo feminino (66,7%). No que     diz respeito &#224; situa&#231;&#227;o profissional, cerca de 73,3% dos inquiridos exerciam     profiss&#227;o.      <br/>&#8211;     <u>Caracteriza&#231;&#227;o cl&#237;nica</u>     <br/>Quanto     ao motivo de admiss&#227;o, conclui-se que a patologia de foro cir&#250;rgico &#233; a mais     prevalente, representando 52,4% da amostra, seguindo-se a obstetr&#237;cia com     31,4%. No que respeita ao tipo de dieta, 58,1% dos clientes realizaram dieta     geral, seguindo-se da dieta ligeira (33,3%) e da dieta pastosa (8,6%).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Da     an&#225;lise da <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a10t1.jpg">Tabela 1</a>, podemos verificar que o percentil 50, correspondente ao     
valor da mediana, &#233; muito elevado, e que a amplitude inter-percentis     (percentil 75 &#8211; percentil 25) &#233; relativamente baixa, o que faz com que haja     pouca dispers&#227;o das respostas em rela&#231;&#227;o ao valor da mediana. Existe uma     probabilidade de 75% de as respostas se encontrarem acima do valor do percentil     25, o que &#233; claramente satisfat&#243;rio pois o percentil 25 &#233; muito elevado em     todas as quest&#245;es. A mediana do somat&#243;rio das nove perguntas foi de 77 pontos,     numa escala m&#225;xima de 90 pontos.     <br/>Tamb&#233;m     ]]></body>
<body><![CDATA[o c&#225;lculo da m&#233;dia das respostas corrobora com o referido anteriormente, pois     os valores obtidos s&#227;o todos superiores ao n&#237;vel de refer&#234;ncia para a     classifica&#231;&#227;o ser considerada satisfat&#243;ria.     <br/>Como     se pode verificar pela <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a10t2.jpg">Tabela 2</a>, o desvio padr&#227;o &#233; relativamente baixo, ou     
seja, existe pouca variabilidade dos valores obtidos face &#224; m&#233;dia. Assim,     perante o cliente, o grau de satisfa&#231;&#227;o relativo &#224; alimenta&#231;&#227;o foi classificado     como muito satisfat&#243;rio.     <br/>Contudo,     e segundo a an&#225;lise das <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a10t1.jpg">Tabela 1</a> e <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a10t2.jpg">2</a>, pode-se verificar, que apesar da     
]]></body>
<body><![CDATA[satisfa&#231;&#227;o do cliente ser elevada, a qualidade e confec&#231;&#227;o foram os dois     aspectos menos bem avaliados. Destaca-se pela positiva a classifica&#231;&#227;o     referente ao atendimento dos AAM.     <br/>De     acordo com a <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a10t3.jpg">Tabela 3</a> e <a href ="/img/revistas/nut/n15/n15a10t4.jpg">Tabela 4</a>, verifica-se que n&#227;o existe diferen&#231;a     
estatisticamente significativa quanto ao sexo e &#224; idade relativamente &#224;     satisfa&#231;&#227;o quanto &#224; alimenta&#231;&#227;o servida. No entanto, pode-se assinalar que &#224;     medida que a idade aumenta o grau de satisfa&#231;&#227;o diminui.     </p>     <p><b >AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b><b ></b> <br/>Este estudo centra-se na avalia&#231;&#227;o da satisfa&#231;&#227;o do cliente relativamente &#224; alimenta&#231;&#227;o no contexto de um hospital privado.  <br/>Os inquiridos eram maioritariamente do sexo feminino (66,7%), o que pode ser explicado pelo facto de um dos servi&#231;os da amostra (31,4%) ser a ginecologia/obstetr&#237;cia.  <br/>A satisfa&#231;&#227;o global dos clientes hospitalizados em rela&#231;&#227;o &#224; alimenta&#231;&#227;o servida no hospital apresentou-se como sendo muito satisfat&#243;ria. <br/>No estudo aplicado, foram obtidos elevados n&#237;veis de satisfa&#231;&#227;o, como comprovam os 8 valores de m&#233;dia (numa escala de 1 a 10 valores) e a uma mediana de 77 pontos (numa escala m&#225;xima de 90 pontos, resultado da soma das medianas de cada quest&#227;o individual) (8,9). <br/>Destaca-se que a maior pontua&#231;&#227;o atribu&#237;da foi ao servi&#231;o prestado pelas AAM e a menor classifica&#231;&#227;o foi relativa &#224; confec&#231;&#227;o e &#224; qualidade. Estes dados v&#227;o de encontro ao estudo australiano de Fallen et al. (2008), onde se considera que as caracter&#237;sticas do pessoal/servi&#231;o s&#227;o mais facilmente control&#225;veis do que a qualidade da refei&#231;&#227;o (8). A temperatura e variedade da refei&#231;&#227;o mostraram-se influentes na aceita&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es por parte dos doentes, de acordo com outros estudos demonstraram (4,10,11). Tal facto pode ser justificado pela supervis&#227;o di&#225;ria do empratamento e monitoriza&#231;&#227;o da temperatura levada a cabo pelos nutricionistas do SNA do hospital em estudo, permitindo assim, corrigir situa&#231;&#245;es n&#227;o conformes antes de a refei&#231;&#227;o chegar ao cliente.  <br/>Quanto &#224; idade, observa-se que &#224; medida que a idade aumenta, diminui a satisfa&#231;&#227;o do cliente com as refei&#231;&#245;es. Admite-se que as altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas subjacentes ao processo de envelhecimento nomeadamente, ao n&#237;vel do gosto, influenciem este resultado (12). <br/>Perante os resultados obtidos, &#233; pertinente melhorar alguns dos aspectos mencionados para aumentar o grau de satisfa&#231;&#227;o do cliente. Para isso, sugere-se que ap&#243;s a confec&#231;&#227;o, a alimenta&#231;&#227;o seja rapidamente servida contribuindo para a manuten&#231;&#227;o da qualidade organol&#233;ptica dos alimentos. A melhoria do m&#233;todo de confec&#231;&#227;o, forma&#231;&#227;o aos cozinheiros e o alargamento do hor&#225;rio de funcionamento da cozinha, podem ser medidas a ter em conta para a melhoria da qualidade da refei&#231;&#227;o, pois garante-se que os hor&#225;rios das refei&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o interrompidos com actos cl&#237;nicos (excepto urgentes) (13). <br/>Al&#233;m da melhoria destes par&#226;metros pode ser importante implementar medidas que possam influenciar positivamente a alimenta&#231;&#227;o do cliente aquando da admiss&#227;o hospitalar (6, 14).  <br/>A realiza&#231;&#227;o deste estudo revelou algumas limita&#231;&#245;es, como por exemplo, a extens&#227;o da escala utilizada no question&#225;rio, podendo subestimar a opini&#227;o real do cliente. Relativamente &#224; especifica&#231;&#227;o das perguntas, por exemplo, no que respeita &#224; quantidade, poder-se-ia ter discriminado, a sopa, a canja, carne/peixe, arroz/massa/batata e legumes/salada em vez de se fazer uma aprecia&#231;&#227;o global.  <br/>Este estudo comprovou que o n&#237;vel de satisfa&#231;&#227;o do cliente internado num hospital privado em rela&#231;&#227;o &#224; alimenta&#231;&#227;o foi muito satisfat&#243;rio. Contudo, existe ainda um espa&#231;o para melhorias, uma vez que a busca do mais elevado n&#237;vel de satisfa&#231;&#227;o do cliente deve ser a pauta dos servi&#231;os prestados.  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>A presente an&#225;lise teve por objectivo conhecer e descrever o grau de satisfa&#231;&#227;o dos clientes relativamente &#224; alimenta&#231;&#227;o servida. <br/>A qualidade da alimenta&#231;&#227;o e a sua confec&#231;&#227;o demonstraram ser as raz&#245;es que influenciam negativamente a satisfa&#231;&#227;o do cliente. &#201; por isso essencial melhorar estes par&#226;metros. Por sua vez, o atendimento por parte dos AAM, obteve a classifica&#231;&#227;o m&#225;xima na escala da satisfa&#231;&#227;o. <br/>O estudo confirma que, o n&#237;vel de satisfa&#231;&#227;o do cliente internado de um hospital privado em rela&#231;&#227;o &#224; alimenta&#231;&#227;o foi muito satisfat&#243;rio. Contudo, e para atingir o mais alto n&#237;vel em todos os par&#226;metros relativos &#224; satisfa&#231;&#227;o, dever&#227;o continuar a ser incorporadas melhorias no servi&#231;o baseadas nas expectativas dos clientes e valorizando aspectos diet&#233;ticos, sensoriais e simb&#243;licos. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Council of Europe - Committee of Ministers. 2003. Resolution ResAP (2003)3 on food and nutritional care in hospitals. Dispon&#237;vel em <a href="https://wcm.coe.int/rsi/CM/index.jsp" target="_blank">https://wcm.coe.int/rsi/CM/index.jsp</a> [ 26 de Maio de 2012] <br/>2. Joint Commission International Standards for Hospitals. 2003. 2nd ed.: Joint Commission Resources <br/>3. Wright O, Capra S, Aliakbari J. 2003. A comparison of two measures of hospital foodservice satisfaction. Aust Health Rev. 26(1): 70-5 <br/>4. Dermario, R.L.; Sousa, A.A.; Salles, R.K. Comida de hospital: perce&#231;&#245;es de pacientes em um hospital p&#250;blico com proposta de atendimento humanizado. Ci&#234;ncia e Sa&#250;de Coletiva, v.13, n.1, 2008. Dispon&#237;vel em:<a href="http://www.abraco.org.br" target="_blank">http://www.abraco.org.br</a> [ 22 de Maio de 2012]. <br/>5. Kotler, P. 1998. Administra&#231;&#227;o de marketing. 5.&#170; ed. S&#227;o Paulo: Atlas, pp.3 <br/>6. BAPEN. Hospital food as treatment. Allison SP (ed). In.; 1999; ISBN 1899467:35-31 <br/>7. Dub&#233; L, Trudeau E, B&#233;langer M. 1994. Determining the complexity of patient satisfaction with foodservices. J Am Diet Assoc. 94:394-398,40 <br/>8. Fallon A, Gurr S, Hannan-Jones M, Bauer J. 2008. Use of the acute care hospital foodservice patient satisfaction questionnaire to monitor trends in patient satisfaction with foodservice at an acute care private hospital Nutrition and Dietetics. 65: 41-46 <br/>9. Donini L, Castellaneta E, Guglielmi S, De Felice M, Savina C, Coletti C, et al. 2008. Improvement in the quality of the catering service of a rehabilitation hospital. Clinical Nutrition. 27: 105-114 <br/>10. The Health Quality Service Accreditation Programme. 2003. Standards for International Programme. London: The Health Quality Service <br/>11. BAPEN. Hospital food as treatment. Allison SP (ed). In.; 1999; ISBN 1899467:35-31 <br/>12. Messias, G., Presta, F., Souza, M. 2011. Benef&#237;cios da gastronomia hospitalar na alimenta&#231;&#227;o do paciente idoso. Revista Eletr&#244;nica Novo Enfoque, ano 2011, v. 12, n. 12, p. 23 &#8211; 31. Dispon&#237;vel em <a href="http://www.castelobranco.br/sistema/novoenfoque/files/12/artigos/04.pdf" target="_blank">http://www.castelobranco.br/sistema/novoenfoque/files/12/artigos/04.pdf</a> [ 27 de Maio de 2012] <br/>13. National Health Service. Better Hospital Food. 2003. Dispon&#237;vel em: <a href="http://195.92.246.148/nhsestates/better_hospital_food/bhf_content/introduction/home.asp" target="_blank">http://195.92.246.148/nhsestates/better_hospital_food/bhf_content/introduction/home.asp</a> [23 de Maio de 2012] <br/>14. NHS. Food, Fluid and Nutritional Care in Hospitals. Quality Improvement Scotland. Clinical Standards. 2003. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.nhshealthquality.org" target="_blank">http://www.nhshealthquality.org</a> [ 4 de Maio de 2012] </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <br>Sara Sousa     <br>Rua Padre Jos&#233; In&#225;cia, n.&#186; 98,     <br>4505-686 Caldas de S. Jorge  <br/><a href="mailto:santossousa.sara@gmail.com">santossousa.sara@gmail.com</a></p>     <p>      <br>Recebido a 30 de Setembro de 2012     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Aceite a 31 de Dezembro de 2012 <br/>       ]]></body><back>
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