<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-7230</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Nutrícias]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nutrícias]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-7230</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Nutricionistas]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-72302013000100002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perspectivas dos Professores Coordenadores Face ao Desenvolvimento do Regime de Fruta Escolar nas Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Município de Leiria]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perspectives of Teachers Coordinators Regarding to the Development of School Fruit Scheme in Schools in the 1st Cycle of Basic Education of the Municipality of Leiria]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Claro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mónica]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moura]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sónia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Botelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Goreti]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior Agrária de Coimbra ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Município de Leiria Divisão de Juventude e Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior Agrária de Coimbra Unidade I&D CERNAS]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<numero>16</numero>
<fpage>10</fpage>
<lpage>13</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-72302013000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-72302013000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-72302013000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O ambiente escolar é um meio privilegiado para o desenvolvimento de acções de educação alimentar, assumindo-se como um sector estratégico para o desenvolvimento de iniciativas conducentes à promoção de uma alimentação saudável. O Regime de Fruta Escolar sobressai como um exemplo do disposto em epígrafe, consistindo num apoio à distribuição de frutas e produtos hortícolas, prosseguido através da veiculação de rotinas alimentares salutares junto da população escolar. Objectivos: O presente trabalho centrou-se na avaliação da percepção dos professores coordenadores relativamente à aplicação do Regime de Fruta Escolar e na avaliação do impacto do mesmo nos hábitos alimentares de alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico em ambiente escolar. Metodologia: Realização de um questionário autoaplicado, direccionado aos professores coordenadores que acompanham os alunos supracitados, designadamente no momento de ingestão da fruta/hortícolas. O estudo reporta-se aos anos lectivos de 2009/10 a 2011/12, contemplando a população escolar de 90 estabelecimentos de ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Município de Leiria. Resultados: Para os professores coordenadores dos 90 estabelecimentos de ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico participantes no estudo, os alunos encontram-se satisfeitos com o elenco e a qualidade de fruta/hortícolas cedidas. Além disso, a percepção de 88,76 % dos professores coordenadores é de que o RFE incrementou o consumo de fruta/hortícolas junto dos alunos, e 92,22 % consideram que o Regime de Fruta Escolar é um programa a manter. Conclusões: Obtiveram-se resultados positivos relativamente à actuação do programa nas escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Município de Leiria, dado que os professores coordenadores percepcionam um incremento do consumo de fruta/hortícolas por parte dos alunos envolvidos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The school environment is privileged for the development of activities in food education in order to promote healthy habits in children. This is therefore a strategic sector where to develop initiatives for healthy eating. The School Fruit Scheme supports the distribution of fruits and vegetables, pursued by the introduction or reinforcement of healthy eating routines within the school population. Objectives: The present study was focused on the evaluation of perceptions of teachers coordinators regarding the application of the SFS and to assess the impact of the same on the eating habits of students of the 1st Cycle of Basic Education in school environment. Methodology: A self-administered questionnaire was filled out by coordinator teachers of the 90 schools of the 1st cycle of basic education in Municipality of Leiria, who followed the children during the time the time of their fruit/vegetables intake. The study is referred to the 2009/10 to 2011/12 academic years. Results: For the 90 coordinator teachers participating in the study, their students are satisfied with the variety and quality of fruit/vegetables provided. Furthermore, the perception of 88.76 % of coordinator professors is that the School Fruit Scheme increased the consumption of fruit/vegetables within schoolchildren, and 92.22 % consider that the School Fruit Scheme must continue. Conclusions: It was yielded positive results regarding the performance of the program in schools of the 1st Cycle of Basic Education in the Municipality of Leiria, therefore the coordinator teachers perceived an increase in fruit/vegetables consumption by the schoolchildren involved.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação alimentar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Hábitos alimentares saudáveis]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Regime de fruta escolar]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Food education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Healthy eating habits]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[School fruit scheme]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p >   <b >Perspectivas dos Professores Coordenadores Face ao Desenvolvimento do Regime de Fruta Escolar nas Escolas do 1.&#186; </b><b >Ciclo do Ensino B&#225;sico do Munic&#237;pio de Leiria </b></p>     <p><b >Perspectives of Teachers Coordinators Regarding to the Development of School Fruit Scheme in Schools in the 1st Cycle of Basic Education of the Municipality of Leiria</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ><b >M&#243;nica Claro<sup>1</sup>; S&#243;nia Moura<sup>2</sup>; Goreti Botelho<sup>3</sup></b> <br/>    <p><sup>1</sup>Mestre em Engenharia Alimentar, Escola Superior Agr&#225;ria de Coimbra, Instituto Polit&#233;cnico de Coimbra <br/><sup>2</sup> T&#233;cnica Superior do Munic&#237;pio de Leiria, Divis&#227;o de Juventude e Educa&#231;&#227;o <br/><sup>3</sup> Professora Adjunta e Investigadora na Unidade I&D CERNAS, Escola Superior Agr&#225;ria de Coimbra, Instituto Polit&#233;cnico de Coimbra</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Introdu&#231;&#227;o: O ambiente escolar &#233; um meio privilegiado para o desenvolvimento de ac&#231;&#245;es de educa&#231;&#227;o alimentar, assumindo-se como um sector estrat&#233;gico para o desenvolvimento de iniciativas conducentes &#224; promo&#231;&#227;o de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel.  <br/>O Regime de Fruta Escolar sobressai como um exemplo do disposto em ep&#237;grafe, consistindo num apoio &#224; distribui&#231;&#227;o de frutas e produtos hort&#237;colas, prosseguido atrav&#233;s da veicula&#231;&#227;o de rotinas alimentares salutares junto da popula&#231;&#227;o escolar. <br/>Objectivos: O presente trabalho centrou-se na avalia&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores relativamente &#224; aplica&#231;&#227;o do Regime de Fruta Escolar e na avalia&#231;&#227;o do impacto do mesmo nos h&#225;bitos alimentares de alunos do 1.&#186; Ciclo do Ensino B&#225;sico em ambiente escolar. <br/>Metodologia: Realiza&#231;&#227;o de um question&#225;rio autoaplicado, direccionado aos professores coordenadores que acompanham os alunos supracitados, designadamente no momento de ingest&#227;o da fruta/hort&#237;colas. O estudo reporta-se aos anos lectivos de 2009/10 a 2011/12, contemplando a popula&#231;&#227;o escolar de 90 estabelecimentos de ensino do 1.&#186; Ciclo do Ensino B&#225;sico do Munic&#237;pio de Leiria. <br/>Resultados: Para os professores coordenadores dos 90 estabelecimentos de ensino do 1.&#186; Ciclo do Ensino B&#225;sico participantes no estudo, os alunos encontram-se satisfeitos com o elenco e a qualidade de fruta/hort&#237;colas cedidas. Al&#233;m disso, a percep&#231;&#227;o de 88,76 % dos professores coordenadores &#233; de que o RFE incrementou o consumo de fruta/hort&#237;colas junto dos alunos, e 92,22 % consideram que o Regime de Fruta Escolar &#233; um programa a manter. <br/>Conclus&#245;es: Obtiveram-se resultados positivos relativamente &#224; actua&#231;&#227;o do programa nas escolas do 1.&#186; Ciclo do Ensino B&#225;sico do Munic&#237;pio de Leiria, dado que os professores coordenadores percepcionam um incremento do consumo de fruta/hort&#237;colas por parte dos alunos envolvidos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Educa&#231;&#227;o alimentar, H&#225;bitos alimentares saud&#225;veis, Regime de fruta escolar</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Introduction: The school environment is privileged for the development of activities in food education in order to promote healthy habits in children. This is therefore a strategic sector where to develop initiatives for healthy eating. <br/>The School Fruit Scheme supports the distribution of fruits and vegetables, pursued by the introduction or reinforcement of healthy eating routines within the school population. <br/>Objectives: The present study was focused on the evaluation of perceptions of teachers coordinators regarding the application of the SFS and to assess the impact of the same on the eating habits of students of the 1st Cycle of Basic Education in school environment. <br/>Methodology: A self-administered questionnaire was filled out by coordinator teachers of the 90 schools of the 1st cycle of basic education in Municipality of Leiria, who followed the children during the time the time of their fruit/vegetables intake. The study is referred to the 2009/10 to 2011/12 academic years. <br/>Results: For the 90 coordinator teachers participating in the study, their students are satisfied with the variety and quality of fruit/vegetables provided. Furthermore, the perception of 88.76 % of coordinator professors is that the School Fruit Scheme increased the consumption of fruit/vegetables within schoolchildren, and 92.22 % consider that the School Fruit Scheme must continue. <br/>Conclusions: It was yielded positive results regarding the performance of the program in schools of the 1st Cycle of Basic Education in the Municipality of Leiria, therefore the coordinator teachers perceived an increase in fruit/vegetables consumption by the schoolchildren involved.</p>     <p><b >keywords</b>: Food education, Healthy eating habits, School fruit scheme</p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>A fruta &#233; um alimento essencial numa alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel. De acordo com a Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (1) e a nova Roda dos Alimentos (2), devem consumir-se diariamente entre tr&#234;s a cinco por&#231;&#245;es de fruta, dependendo das necessidades de cada pessoa. &#201; importante diversificar a ingest&#227;o de fruta, pois esta fornece vitaminas, minerais e fibras alimentares. N&#227;o obstante, os portugueses apresentam, ainda, uma dieta alimentar a compensar, com uma alimenta&#231;&#227;o deficiente em frutos e produtos hort&#237;colas (3). Este contexto, associado a estilos de vida pouco salutares, resulta num incremento da obesidade entre as crian&#231;as e os jovens, com o consequente desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares junto da popula&#231;&#227;o adulta.  <br/>O papel da escola &#233; fundamental, uma vez que poder&#225; proporcionar &#224;s crian&#231;as uma educa&#231;&#227;o alimentar que os orientar&#225; para h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis (4).  <br/>De modo a mitigar este problema, dinamizou-se uma iniciativa de cariz europeu: &#8220;Regime de Fruta Escolar&#8221;. A implementa&#231;&#227;o do Regime de Fruta Escolar em Portugal, segundo a Portaria n.&#186; 1242/2009, tem como objectivo principal a promo&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis, prosseguido atrav&#233;s da introdu&#231;&#227;o, ou refor&#231;o, de h&#225;bitos positivos nas crian&#231;as, perspectivando a dissemina&#231;&#227;o de comportamentos salutares na popula&#231;&#227;o (5). S&#227;o tamb&#233;m objectivos deste programa, um melhor conhecimento, por parte dos mun&#237;cipes mais jovens, dos produtos produzidos local ou regionalmente, da sua biodiversidade e a dinamiza&#231;&#227;o, sempre que poss&#237;vel, da comunidade produtora local. <br/>O Regime da Fruta Escolar (RFE) &#233; uma iniciativa coordenada pelo Minist&#233;rio da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Minist&#233;rio da Sa&#250;de e Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, traduzindo-se num apoio &#224; distribui&#231;&#227;o de frutas e produtos hort&#237;colas aos alunos do 1.&#186; Ciclo do Ensino B&#225;sico dos estabelecimentos de ensino p&#250;blico (6). O consumo de fruta/hort&#237;colas no dom&#237;nio em causa, e de acordo com suporte legal, ocorre duas vezes por semana, com semblante aut&#243;nomo dos itens que comp&#245;em a refei&#231;&#227;o escolar. <br/>Para o sucesso do RFE &#233; fundamental o apoio e a participa&#231;&#227;o das autarquias, estabelecendo rela&#231;&#245;es institucionais em sectores como a educa&#231;&#227;o, sa&#250;de e estruturas de produ&#231;&#227;o local. Assim, o progresso deste programa ter&#225; um enorme contributo por interm&#233;dio dos conhecimentos e sensibilidade dos coordenadores adstritos a autarquias, designadamente na &#225;rea da sa&#250;de e da interven&#231;&#227;o comunit&#225;ria em alimenta&#231;&#227;o. <br/>  </p>     <p><b >OBJECTIVOS</b> <br/>Este estudo teve como objectivo avaliar a percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores dos estabelecimentos do 1.&#186; Ciclo do Ensino B&#225;sico (1.&#186; CEB), dos Agrupamentos de Escolas do Munic&#237;pio de Leiria, sobre o Regime de Fruta Escolar (RFE), bem como avaliar as interpreta&#231;&#245;es subjacentes sobre o impacto do mesmo nos h&#225;bitos alimentares daqueles alunos. <br/></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >METODOLOGIA</b> <br/>O m&#233;todo utilizado consistiu na realiza&#231;&#227;o de um question&#225;rio auto-aplicado intitulado &#8220;Diagn&#243;stico de execu&#231;&#227;o na &#243;ptica da promo&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis&#8221;. O question&#225;rio foi alvo de resposta por parte do professor coordenador de cada um dos 90 estabelecimentos de ensino do 1.&#186; CEB. <br/>O question&#225;rio pretendeu fazer um diagn&#243;stico da aplica&#231;&#227;o do RFE, em tr&#234;s anos lectivos consecutivos, entre 2009/10 e 2011/12, e foi aplicado entre Fevereiro e Mar&#231;o de 2012 (o question&#225;rio pode ser disponibilizado, caso solicitado, via e-mail). O question&#225;rio apresentava seis quest&#245;es, cinco das quais fechadas e uma aberta, abrangendo os seguintes t&#243;picos:  <br/>1. Avaliar a percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores sobre o grau de satisfa&#231;&#227;o dos alunos relativamente &#224; qualidade de fruta/hort&#237;colas cedidos no &#226;mbito do RFE. <br/>2. Avaliar a percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores sobre a receptividade dos alunos perante o elenco de frutas/hort&#237;colas eleg&#237;veis cedidos no &#226;mbito do RFE. <br/>3. Avaliar a percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores sobre o incremento do consumo de fruta/hort&#237;colas junto dos alunos ap&#243;s a implementa&#231;&#227;o do RFE.  <br/>4. Avaliar a percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores sobre as medidas de acompanhamento implementadas junto dos alunos. <br/>5. Avaliar a percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores sobre o impacto das medidas de acompanhamento implementadas. <br/>6. Avaliar a percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores sobre a manuten&#231;&#227;o do programa RFE. <br/>No final do question&#225;rio foi disponibilizado um campo para observa&#231;&#245;es/sugest&#245;es. A avalia&#231;&#227;o qualitativa a que se refere a pergunta 1 encontra-se fundamentada nos crit&#233;rios definidos na Portaria 1242/2009, bem como, na Estrat&#233;gia Nacional para o Regime de Fruta Escolar 2010-2013. As medidas de acompanhamento a que se refere a pergunta 4 encontram-se listadas na Portaria n.&#186; 1242/2009.  <br/>Remetido aos professores coordenadores em Fevereiro de 2012, ao longo das quatro semanas subsequentes, estes enviaram as suas respostas ao question&#225;rio para a C&#226;mara Municipal de Leiria, local onde o trabalho anal&#237;tico foi ent&#227;o concretizado. <br/>A an&#225;lise estat&#237;stica descritiva dos resultados foi realizada utilizando dois recursos inform&#225;ticos, o software SPSS 19.0 (SPSS Inc., IBM Company, EUA) e o Microsoft Office Excel 2007 (Microsoft Corporation, EUA). Ap&#243;s uma leitura global dos 90 question&#225;rios, codificaram-se todos os itens e procedeu-se &#224; sua inclus&#227;o numa base de dados. Devido a lapsos humanos no preenchimento dos question&#225;rios surgem itens n&#227;o respondidos, tendo estes sido considerados missing values de forma a n&#227;o afectar a qualidade dos resultados.  </p>     <p><b >RESULTADOS</b>  <br/>Um agrupamento de escolas &#233; uma unidade organizacional, dotada de &#243;rg&#227;os pr&#243;prios de administra&#231;&#227;o e gest&#227;o, constitu&#237;da por estabelecimentos de educa&#231;&#227;o que desenvolvem projectos pedag&#243;gicos an&#225;logos. <br/>No Munic&#237;pio de Leiria existiam, no per&#237;odo dos tr&#234;s anos lectivos a que se reporta este estudo, nove Agrupamentos de Escolas. No total, consideraram-se os 90 estabelecimentos de ensino do 1.&#186; CEB que integravam os 9 Agrupamentos de Escolas. A <a href ="/img/revistas/nut/n16/n16a02t1.jpg">Tabela 1</a> apresenta a caracteriza&#231;&#227;o dos Agrupamentos de Escolas do Munic&#237;pio de Leiria que pertencem &#224; rede p&#250;blica. <br/>Classificando os 9 Agrupamentos de acordo com a sua localiza&#231;&#227;o geogr&#225;fica, obtiveram-se duas zonas distintas, uma zona urbana e outra zona perif&#233;rica (<a href ="/img/revistas/nut/n16/n16a02t1.jpg">Tabela 1</a>).  Esta nomenclatura e divis&#227;o realizou-se para tentar verificar se existem diferen&#231;as not&#243;rias no n&#237;vel de atitude das crian&#231;as entre as duas zonas, uma vez que, teoricamente, as crian&#231;as dessas duas zonas, podem praticar estilos de vida relativamente diferentes. Constatou-se que ambas as zonas tiveram um comportamento semelhante, uma vez que os professores apresentaram respostas &#224; quest&#227;o sobre o &#8220;grau de satisfa&#231;&#227;o dos alunos relativamente &#224; qualidade de fruta/hort&#237;colas cedidos no &#226;mbito do RFE&#8221; de 57,89 % (zona urbana) e de 59,62 % (zona perif&#233;rica) no n&#237;vel de resposta &#8220;satisfeito&#8221; (<a href ="/img/revistas/nut/n16/n16a02g1.jpg">Gr&#225;fico 1</a>). Adicionalmente, em ambos os casos, nenhum professor seleccionou as op&#231;&#245;es &#8220;insatisfeito&#8221; ou &#8220;totalmente insatisfeito&#8221;.  <br/>Cerca de 58,89 % dos professores consideraram que os seus alunos (idades entre os 6 e 10 anos de idade) se encontram satisfeitos com a qualidade de fruta/hort&#237;colas cedidas no &#226;mbito do RFE (<a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a>).     
<p>&nbsp;</p> <a name="g2"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a02g2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>  <br/>Constata-se ainda que 66,67 % dos professores das escolas do 1.&#186; CEB do Munic&#237;pio consideram-se satisfeitos relativamente &#224; receptividade dos alunos perante o elenco de frutas/hort&#237;colas disponibilizados (<a href="#g3">Gr&#225;fico 3</a>).     <p>&nbsp;</p> <a name="g3"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a02g3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>Segundo 88,76 % dos professores, houve de facto um incremento do consumo de fruta/hort&#237;colas por parte dos alunos (<a href="#g4">Gr&#225;fico 4</a>).     <p>&nbsp;</p> <a name="g4"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a02g4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>No que diz respeito &#224;s medidas de acompanhamento (<a href ="/img/revistas/nut/n16/n16a02t2.jpg">Tabela 2</a>) implementadas nas escolas, medidas estas que complementam o est&#237;mulo ao consumo de frutas/hort&#237;colas, constata-se que 48,86 % dos professores optam pela realiza&#231;&#227;o de actividades l&#250;dicas, tais como, confec&#231;&#227;o e consumo de saladas/espetadas/batidos/compotas de fruta e elabora&#231;&#227;o de cartazes, desdobr&#225;veis, poemas e jogos alusivos ao tema. Seguidamente, a instala&#231;&#227;o de canteiros nas escolas e as iniciativas que visam potenciar o RFE junto dos agregados familiares s&#227;o mais duas medidas de acompanhamento implementadas nas escolas que apresentam igual percentagem,17,05% (<a href ="/img/revistas/nut/n16/n16a02t2.jpg">Tabela 2</a>). <br/>Ap&#243;s a determina&#231;&#227;o das medidas de acompanhamento implementadas, foi avaliado o respectivo impacto, constatando-se que 70,0 % dos professores est&#227;o satisfeitos com o impacto das medidas de acompanhamento implementadas pelos mesmos (<a href="#g5">Gr&#225;fico 5</a>).      
<p>&nbsp;</p> <a name="g5"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a02g5.jpg">     
<p>&nbsp;</p> A avalia&#231;&#227;o do impacto das medidas de acompanhamento foi aferida pela receptividade demonstrada pelos alunos perante as mesmas, traduzindo-se numa altera&#231;&#227;o do padr&#227;o alimentar, observado pelos professores. Relativamente &#224; manuten&#231;&#227;o do programa RFE, 92,22 % dos professores referem que o programa em apre&#231;o deve ser mantido (<a href="#g6">Gr&#225;fico 6</a>).     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="g6"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a02g6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>  <br/>Cerca de 21,4 % das observa&#231;&#245;es/sugest&#245;es dos professores face ao programa RFE s&#227;o relativas &#224; concep&#231;&#227;o/implementa&#231;&#227;o de actividades pedag&#243;gicas junto da comunidade escolar, e 78,6 % s&#227;o relativas ao aumento da variedade de fruta/hort&#237;colas disponibilizados (<a href="#g7">Gr&#225;fico 7</a>).      <p>&nbsp;</p> <a name="g7"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a02g7.jpg">     
<p>&nbsp;</p> No entanto, &#233; importante referir que dos 90 professores, apenas 25 se manifestaram neste campo do question&#225;rio. </p>     <p><b >DISCUSS&#195;O DOS RESULTADOS</b> <br/>Os h&#225;bitos alimentares incorrectos aliados a acentuados n&#237;veis de sedentarismo s&#227;o os factores mais determinantes para o aumento da incid&#234;ncia da obesidade em idade pedi&#225;trica (7).  <br/>O question&#225;rio diagn&#243;stico permitiu recolher informa&#231;&#227;o sobre a percep&#231;&#227;o dos 90 professores coordenadores envolvidos directamente na implementa&#231;&#227;o do RFE, conduzindo &#224; obten&#231;&#227;o de resultados muito positivos relativamente &#224; actua&#231;&#227;o do programa RFE nas escolas p&#250;blicas do 1.&#186; CEB do Munic&#237;pio de Leiria.  <br/>N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as relevantes entre as percep&#231;&#245;es dos professores dos agrupamentos da zona urbana e dos agrupamentos da zona perif&#233;rica designadamente no que respeita &#224; quest&#227;o que incidiu sobre o grau de satisfa&#231;&#227;o dos alunos relativamente &#224; qualidade de fruta/hort&#237;colas cedidos no &#226;mbito do REF.  <br/>Segundo 88,76 % dos professores, houve de facto um incremento do consumo de fruta/hort&#237;colas por parte dos alunos. Adicionalmente, 92,22 % dos professores respondentes, considera que o programa RFE deve ser mantido. Estes resultados mostram que este tipo de interven&#231;&#245;es de educa&#231;&#227;o alimentar s&#227;o eficazes na mudan&#231;a dos h&#225;bitos alimentares das crian&#231;as. De facto, est&#225; descrito na literatura que a pr&#225;tica de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel na inf&#226;ncia &#233; fundamental, dadas as necessidades nutricionais espec&#237;ficas deste grupo et&#225;rio. A escolha alimentar &#233; uma &#225;rea na qual a crian&#231;a, desde cedo come&#231;a a demonstrar a sua independ&#234;ncia e autonomia, na qual uma educa&#231;&#227;o alimentar vir&#225; a revelar-se importante, visto que precocemente esta contribui para reverter a preval&#234;ncia de doen&#231;as cr&#243;nicas, nomeadamente a obesidade infantil, e desta forma garantir a prefer&#234;ncia por comportamentos alimentares saud&#225;veis que persistem na vida adulta (8, 9). <br/>A implementa&#231;&#227;o cont&#237;nua de medidas de acompanhamento &#233; tamb&#233;m um meio muito importante para consolidar os bons h&#225;bitos de consumo. Cerca de 48,9% dos professores realizavam actividades l&#250;dicas, outros 17,0 % recorriam &#224; instala&#231;&#227;o de canteiros nas escolas, entre outros, de forma a estimular a aprendizagem das crian&#231;as de forma criativa e estrat&#233;gica.  <br/>De um modo geral, os professores sugeriram o aumento da variedade de fruta/hort&#237;colas disponibilizadas, pois devido &#224; sazonalidade dos produtos, nem sempre se revela exequ&#237;vel a abrang&#234;ncia de todos os produtos eleg&#237;veis e constantes de suporte legal. Os professores consideram ainda que devem ser implementadas mais actividades pedag&#243;gicas junto da comunidade escolar, uma vez que, os h&#225;bitos alimentares no seio familiar influenciam consideravelmente as crian&#231;as. Desta forma &#233; importante incluir activamente o agregado familiar neste programa atrav&#233;s da veicula&#231;&#227;o informativa e formativa dos mesmos.  <br/>Os resultados encontrados neste trabalho s&#227;o completamente concordantes com outros anteriormente realizados, segundo os quais existe uma forte necessidade em estabelecer uma liga&#231;&#227;o e coordena&#231;&#227;o entre a escola e a fam&#237;lia da crian&#231;a, de modo a que a ac&#231;&#227;o levada a cabo por uma delas n&#227;o encontre uma actua&#231;&#227;o contraproducente na outra (10). A possibilidade de interven&#231;&#227;o no contexto escolar &#233; crucial para a promo&#231;&#227;o de conhecimentos aprofundados e de bons h&#225;bitos alimentares, atendendo a que as crian&#231;as que adoptam precocemente na vida uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel t&#234;m mais probabilidade de a manter durante toda a vida (11, 12). <br/>Esta avalia&#231;&#227;o foi realizada, apenas com base na percep&#231;&#227;o dos professores. No entanto, considera-se que ser&#225; uma mais valia abordar directamente as crian&#231;as e os encarregados de educa&#231;&#227;o de modo a obter a percep&#231;&#227;o de todos os intervenientes do programa RFE e demais projectos de educa&#231;&#227;o alimentar. </p>     <p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Ap&#243;s a avalia&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o dos professores coordenadores do 1.&#186; CEB do Munic&#237;pio de Leiria sobre o programa RFE, com base nos resultados da aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio aos mesmos, concluiu-se que o programa est&#225; a ser executado com sucesso, tendo originado um incremento do consumo de fruta/hort&#237;colas por parte dos alunos. <br/>Este estudo sugere que os projectos de educa&#231;&#227;o alimentar implementados em ambiente escolar, de forma cont&#237;nua e precoce, assumem um impacto relevante na altera&#231;&#227;o e melhoria dos h&#225;bitos alimentares das crian&#231;as. </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. WHO, World Health Organization - Global strategy on diet, physical activity and health, 2004. [Acedido em 12 de janeiro de 2013]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA57/A57_R17-en.pdf" target="_blank">http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA57/A57_R17-en.pdf</a> <br/>2. FCNUP, Faculdade de ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Faculdade do Porto - A nova roda dos alimentos, um guia para a escolha alimentar di&#225;ria, 2003. [Acedido em 12 de janeiro de 2013]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://escolovar.org/alimenta_roda_dgs.pdf" target="_blank">http://escolovar.org/alimenta_roda_dgs.pdf</a> <br/>3. INE, Instituto Nacional de Estat&#237;stica &#8211; Balan&#231;a Alimentar Portuguesa (2003-2008): Dieta portuguesa afasta-se das boas pr&#225;ticas nutricionais, 2010. [Acedido em 13 de janeiro de 2013]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain&#8204;xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=83386467&DESTAQUESmodo=2&xlang=pt" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain&#8204;xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=83386467&DESTAQUESmodo=2&xlang=pt</a> <br/>4. DSE. Promo&#231;&#227;o de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel - Orienta&#231;&#245;es para a elabora&#231;&#227;o de Projectos no &#226;mbito do Programa Nacional de Sa&#250;de Escolar. Escolar DdS. Lisboa: Direc&#231;&#227;o Geral da Sa&#250;de; 2006. 24 <br/>5. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 1.&#170; s&#233;rie &#8212; N.&#186; 197, p&#225;gina 7479 &#8212; Portaria n.&#186; 1242/2009 &#8211; Minist&#233;rios da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, da Sa&#250;de e da Educa&#231;&#227;o, 12 de Outubro de 2009 <br/>6. SANTOS, Nina - O Regime da Fruta Escolar em Portugal: Uma Estrat&#233;gia Europeia de promo&#231;&#227;o do consumo de frutos e Hort&#237;colas. [Acedido em 12 de janeiro de 2013]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://frutanaescola.minedu.pt/estrategiaEuropeia.pdf" target="_blank">http://frutanaescola.minedu.pt/estrategiaEuropeia.pdf</a> <br/>7. Silva D, Rego C. Preven&#231;&#227;o da obesidade da crian&#231;a e do adolescente: algumas regras simples. Revista de Alimenta&#231;&#227;o Humana. Porto: Sociedade Portuguesa da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o; 2005; 91-92 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1720329&pid=S2182-7230201300010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Cunha S, Sinde S, Bento A. H&#225;bitos alimentares de adolescentes, Meio rural/urbano - Que contrastes&#8204; Nutr&#237;cias. Porto: Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Nutricionistas 2006; 26-31 <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1720330&pid=S2182-7230201300010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Story M, Neumark-Sztainer D, French S. Individual and environmental influences on adolescents eating behaviours. Journal of American Dietetic Association. 2002; 102(3 (Supll):S40-S51 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1720331&pid=S2182-7230201300010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Ramos M, Stein LM. Desenvolvimento do comportamento alimentar infantil. Jornal de Pediatria. 2000; 76(3): S229-S237 <br/>11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1720332&pid=S2182-7230201300010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> FAO, WHO. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. In: Organization WH, editor. Report of a joint WHO/FAO Expert Consultation; 2003; Geneva <br/>12. OMS. Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health. Geneva: Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de. 2004 </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Goreti Botlho <br/>Departamento de Ci&#234;ncia e Tecnologia Alimentar, Escola Superior Agr&#225;ria de Coimbra, Instituto Polit&#233;cnico de Coimbra, Bencanta, <br/>3040-316 Coimbra <a href="mailto:goreti@esac.pt">goreti@esac.pt</a></p> </p>  <br/>Recebido a 13 de Fevereiro de 2013 <br/>Aceite a 30 de Abril de 2013 <br/>       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Prevenção da obesidade da criança e do adolescente: algumas regras simples. Revista de Alimentação Humana]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa da Nutrição e Alimentação]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sinde]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos alimentares de adolescentes, Meio rural/urbano: Que contrastes?]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrícias]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>26-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Story]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neumark-Sztainer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[French]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Individual and environmental influences on adolescents eating behaviours]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of American Dietetic Association]]></source>
<year>2002</year>
<volume>102</volume>
<numero>^s3</numero>
<issue>^s3</issue>
<supplement>3</supplement>
<page-range>S40-S51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stein]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento do comportamento alimentar infantil]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal de Pediatria]]></source>
<year>2000</year>
<volume>76</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>S229-S237</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
