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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nutrição Anti-Envelhecimento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The hypothesis that the influence of the nutritional component in the aging process could be relevant as a way to enhance the quality of life and increase health and longevity of the population caught our interest. Considering the exponential growth of anti-aging nutrition and scientific evidence supporting this concept, we review the relevant bibliography. We synthesized the guidelines of the anti-aging, particularly the nutritional points, as well as the notions implicit on aging process. There has been a growing interest in anti-aging nutrition and consequently an increase in scientific evidences. Thus, anti-aging approach should be integrated in preventive health care, including the nutritional education.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Nutrição]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p >  <b>Nutri&#231;&#227;o Anti-Envelhecimento</b></p>     <p><b>Anti-Aging Nutrition</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ><b>Carolina Costa</b><b><sup>1</sup></b><b>; Marta Bastos Dias<sup>2</sup>; Alexandra Sousa<sup>2</sup></b>     <p ><sup> </sup>     <p ><sup>1</sup>Estudante da licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o <br/><sup>2</sup>Nutricionista, hospitalcuf porto</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <br/>A hip&#243;tese de que a influ&#234;ncia da vertente nutricional no processo de envelhecimento pudesse ser relevante como forma de fomentar a qualidade de vida e aumentar a sa&#250;de e longevidade da popula&#231;&#227;o captou o nosso interesse. Considerando o crescimento exponencial da nutri&#231;&#227;o anti-envelhecimento e as evid&#234;ncias cient&#237;ficas que suportam o conceito, achamos pertinente a revis&#227;o deste tema. Sintetizamos as linhas condutoras do anti-envelhecimento, particularmente da &#225;rea nutricional, assim como as no&#231;&#245;es impl&#237;citas ao processo de envelhecimento. Tem-se verificado um crescente interesse na nutri&#231;&#227;o anti-envelhecimento e, consequentemente, um aumento de evid&#234;ncias cient&#237;ficas. Dessa forma, uma abordagem anti-envelhecimento deve ser integrada nos cuidados de sa&#250;de preventivos, nomeadamente a n&#237;vel da educa&#231;&#227;o nutricional. </p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Nutri&#231;&#227;o, Anti-envelhecimento, Antioxidantes</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>The hypothesis that the influence of the nutritional component in the aging process could be relevant as a way to enhance the quality of life and increase health and longevity of the population caught our interest. Considering the exponential growth of anti-aging nutrition and scientific evidence supporting this concept, we review the relevant bibliography. We synthesized the guidelines of the anti-aging, particularly the nutritional points, as well as the notions implicit on aging process. There has been a growing interest in anti-aging nutrition and consequently an increase in scientific evidences. Thus, anti-aging approach should be integrated in preventive health care, including the nutritional education. </p>     <p><b>keywords</b>: Nutrition, Anti-age, Ageing, Antioxidants</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>O     envelhecimento &#233; um dos processos biol&#243;gicos mais complexos, sendo definido     como inevit&#225;vel e irrevers&#237;vel, dependente da idade e do aumento da     vulnerabilidade e decl&#237;nio progressivo funcional (1).     <br/>A     sa&#250;de e bem-estar s&#227;o actualmente considerados cruciais na vida de cada     ind&#237;viduo (2). O aparecimento da medicina anti-envelhecimento ao longo dos     &#250;ltimos 20 anos tem colocado enormes desafios para a compreens&#227;o do     envelhecimento e das responsabilidades concomitantes da biomedicina (3).     <br/>Diversos     ]]></body>
<body><![CDATA[programas de anti-envelhecimento t&#234;m sido desenvolvidos e implementados,     nomeadamente nutricionais, de actividade f&#237;sica e de gest&#227;o de stress. &#201;     necess&#225;rio ao longo da vida visar a optimiza&#231;&#227;o das oportunidades para melhoria     e preserva&#231;&#227;o da sa&#250;de, bem-estar f&#237;sico, social e mental, independ&#234;ncia,     qualidade de vida e actividade f&#237;sica. Na &#243;ptica da medicina anti-envelhecimento,     um check-up deve apontar para os factores que conduzem ao decl&#237;nio funcional,     considerando as pessoas que experienciam um envelhecimento saud&#225;vel e     fomentando o conceito de bem-estar. Assim, o envelhecimento dever&#225; deixar de     ser encarado como um processo patol&#243;gico (4). No futuro do anti-envelhecimento     prev&#234;-se a manipula&#231;&#227;o de genes, aumentando a utiliza&#231;&#227;o de c&#233;lulas estaminais     ]]></body>
<body><![CDATA[(embrion&#225;rias e adultas) e o recurso a terap&#234;uticas nutricionais e     farmacol&#243;gicas baseadas na nanotecnologia (5).     <br/>Vitaminas,     fitoqu&#237;micos e minerais, t&#234;m propriedades ben&#233;ficas para a sa&#250;de. O interesse     em compostos derivados de alimentos tem crescido exponencialmente, sendo que     at&#233; &#224; data se t&#234;m registado efeitos ben&#233;ficos sobre os sistemas digestivo e     imunit&#225;rio, e na modula&#231;&#227;o de processos inflamat&#243;rios e degenerativos no     organismo humano (6).     <br/>&#201;     objectivo deste artigo evidenciar o crescente interesse pela &#225;rea do     ]]></body>
<body><![CDATA[anti-envelhecimento, nomeadamente as informa&#231;&#245;es cient&#237;ficas que suportam a     vantagem da terap&#234;utica nutricional, focalizada no estudo do efeito da     restri&#231;&#227;o energ&#233;tica e de diversos componentes nutricionais.      <br/><u>Processo     Fisiol&#243;gico do Envelhecimento</u>     <br/>Ao     contr&#225;rio da doen&#231;a, o processo de envelhecimento &#233; um fen&#243;meno normal e     universal. As altera&#231;&#245;es causadas pelo envelhecimento desenvolvem-se a um ritmo     diferente para cada pessoa e dependem de factores externos e internos (7). A     gen&#233;tica do indiv&#237;duo poder&#225; influenciar o processo de envelhecimento, na     ]]></body>
<body><![CDATA[medida em que retarda os danos gerados pelo metabolismo end&#243;geno das toxinas,     regula a taxa de matura&#231;&#227;o celular e o metabolismo, e suprime a tend&#234;ncia para     prolifera&#231;&#227;o ilimitada. Factores extr&#237;nsecos tamb&#233;m poder&#227;o influenciar este     processo, tais como o exerc&#237;cio f&#237;sico, a radia&#231;&#227;o e a alimenta&#231;&#227;o (8).     <br/>Diversas     teorias procuram explicar a origem do envelhecimento, tais como a teoria das     muta&#231;&#245;es som&#225;ticas, teoria gen&#233;tica ou a teoria da liga&#231;&#227;o cruzada. Uma das     teorias do envelhecimento, que estabelece que a sua origem est&#225; na a&#231;&#227;o dos     radicais livres, est&#225; actualmente demonstrada atrav&#233;s de um grande n&#250;mero de     publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas (9).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Fisiologicamente,     o envelhecimento &#233; de forma gen&#233;rica caracterizado por altera&#231;&#245;es na composi&#231;&#227;o     corporal. A perda de massa magra corporal (2 a 3% por d&#233;cada) &#233; frequentemente     acompanhada pelo aumento da gordura corporal (10). Perante estas altera&#231;&#245;es     corporais &#233; inevit&#225;vel a diminui&#231;&#227;o da capacidade funcional (card&#237;aca,     respit&#243;ria e para o exerc&#237;cio f&#237;sico) e da performance cognitiva (11). A     sarcopenia1 contribui ainda para a diminui&#231;&#227;o na for&#231;a muscular, altera&#231;&#245;es da     marcha e equil&#237;brio, e risco aumentado de doen&#231;as cr&#243;nicas (12).     <br/>Restri&#231;&#227;o     Energ&#233;tica no Processo de Envelhecimento     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Uma     alimenta&#231;&#227;o controlada, como factor externo fundamental, tem um impacto     acentuado em diversos aspectos fisiol&#243;gicos, nomeadamente no envelhecimento. A     restri&#231;&#227;o energ&#233;tica &#233; considerada o aspecto ambiental cuja manipula&#231;&#227;o &#233; mais     eficaz, conseguindo prolongar a longevidade dos seres vivos de diferentes     esp&#233;cies (14).      <br/>Um     estudo de Vallejo testou o efeito da restri&#231;&#227;o energ&#233;tica, sem situa&#231;&#245;es de     malnutri&#231;&#227;o, em humanos n&#227;o obesos. Foram estudados dois grupos de 60 homens,     sendo que um dos grupos foi submetido a restri&#231;&#227;o energ&#233;tica, cumprindo um     ]]></body>
<body><![CDATA[plano alimentar com um valor energ&#233;tico total de 1500 kcal por dia durante 3     anos, e o outro grupo alimentado ad libitum. O estudo indicou que a taxa de     mortalidade tende a ser mais reduzida no grupo com restri&#231;&#227;o energ&#233;tica e as     admiss&#245;es hospitalares inferiores nestes indiv&#237;duos, aproximadamente 50% (15).     <br/>Em     situa&#231;&#245;es de restri&#231;&#227;o energ&#233;tica verificam-se altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas com     impacto no processo de envelhecimento, nomeadamente a metila&#231;&#227;o do DNA, a     macroautofagia e a activa&#231;&#227;o das sirtu&#237;nas.      <br/>A     metila&#231;&#227;o do DNA, uma modifica&#231;&#227;o qu&#237;mica que se observa pela liga&#231;&#227;o de um     ]]></body>
<body><![CDATA[grupo metil ao carbono 5 da citosina e a modifica&#231;&#227;o das histonas s&#227;o duas das     maiores altera&#231;&#245;es epigen&#233;ticas resultantes da restri&#231;&#227;o cal&#243;rica e implicam     importantes pap&#233;is na regula&#231;&#227;o da estrutura da cromatina e na express&#227;o dos     genes respons&#225;veis na obten&#231;&#227;o da resposta global &#224; restri&#231;&#227;o cal&#243;rica (16).     <br/>A     macroautofagia, fus&#227;o de lisossomas com vac&#250;olos origin&#225;rios do complexo de     Golgi e do ret&#237;culo endoplasm&#225;tico liso, &#233; proposta como o melhor mediador dos     efeitos anti-envelhecimento na restri&#231;&#227;o energ&#233;tica, uma vez que &#233; fortemente     dependente da nutri&#231;&#227;o e &#233; inibida por elevados n&#237;veis de insulina (17,18,19,     20).      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>As     sirtu&#237;nas s&#227;o enzimas consideradas cruciais na regula&#231;&#227;o do processo de     envelhecimento em situa&#231;&#227;o de restri&#231;&#227;o energ&#233;tica. Este processo activa a     sirtu&#237;na em mam&#237;feros (SirtM) (21). A enzima est&#225; intimamente relacionada com     importantes altera&#231;&#245;es metab&#243;licas e regula&#231;&#227;o de prote&#237;nas na resposta &#224;     restri&#231;&#227;o cal&#243;rica (ver <a href ="/img/revistas/nut/n16/n16a06f1.jpg">Figura 1</a>).     
<br/><u>Componentes     Nutricionais Anti-Envelhecimento</u>     <br/>Apesar     da complexidade do envelhecimento enquanto processo multifactorial, englobando     ]]></body>
<body><![CDATA[inerentes mecanismos gen&#233;ticos activados por fen&#243;menos de cascata, j&#225; existem     at&#233; &#224; data novas estrat&#233;gias anti-envelhecimento cientificamente suportadas e     comprovadas. De acordo com pesquisas na &#225;rea do anti-envelhecimento, a     restri&#231;&#227;o energ&#233;tica &#233; certamente o processo mais aceite para a melhoria da     qualidade de vida e longevidade. No entanto, diversos estudos focam a     influ&#234;ncia de variados componentes nutricionais inclu&#237;dos na alimenta&#231;&#227;o di&#225;ria     de qualquer indiv&#237;duo (22).      <br/><u>Antioxidantes</u>     <br/>A     defini&#231;&#227;o geral de um antioxidante &#233; baseada na actividade do mesmo, e n&#227;o na     ]]></body>
<body><![CDATA[sua estrutura ou mecanismo. Halliwell e Guteridge (1995) definiram um     antioxidante como qualquer subst&#226;ncia que, quando presente em baixas     concentra&#231;&#245;es em compara&#231;&#227;o com as de um substrato oxid&#225;vel, atrasa ou impede     significativamente a oxida&#231;&#227;o do substrato (23). Mais tarde Halliwell (2007)     redefiniu o conceito de antioxidante como qualquer subst&#226;ncia que retarda,     impede, ou remove o dano oxidativo a uma mol&#233;cula-alvo (24). Da mesma forma,     Khlebnikov et al (2007) definiu o termo antioxidante como qualquer subst&#226;ncia     que elimina directamente as ERO (esp&#233;cies reativas de oxig&#233;nio), actua     indirectamente na regula&#231;&#227;o das defesas antioxidantes ou inibe a produ&#231;&#227;o de     ERO (25,26).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>De     seguida s&#227;o descritas algumas subst&#226;ncias com ac&#231;&#227;o antioxidante e importantes     pela ac&#231;&#227;o anti-envelhecimento, nomeadamente, caroteno&#237;des, &#225;cidos-gordos e a     coenzima Q10.      <br/><u>Caroten&#243;ides</u>     <br/>Os     caroten&#243;ides s&#227;o pigmentos lipossol&#250;veis abundantes em muitas plantas, frutos e     flores. Possuem poderosas propriedades antioxidantes, caracterizadas por     liga&#231;&#245;es duplas conjugadas de polieno, tais como o Î²-caroteno, o licopeno     e a lute&#237;na. A sua potente actividade antioxidante pode desenvolver o mecanismo     ]]></body>
<body><![CDATA[anti-envelhecimento e prevenir doen&#231;as relacionadas com a idade (27). Os     mam&#237;feros n&#227;o est&#227;o bioquimicamente capacitados para a bioss&#237;ntese de     caroten&#243;ides mas podem acumular e/ou converter precursores que obt&#234;m da     alimenta&#231;&#227;o (por exemplo, convers&#227;o de Î²-caroteno em vitamina A). No     plasma humano, predominam o Î²-caroteno e o licopeno (28).      <br/>O     Î²-caroteno &#233; um dos in&#250;meros caroten&#243;ides provenientes da alimenta&#231;&#227;o e um     dos poucos que tem sido estudado no que diz respeito ao seu impacto na     fisiologia humana. Este caroten&#243;ide &#233; a forma mais abundante de pr&#243;-vitamina A     nas frutas e vegetais. As capacidades qu&#237;micas do Î²-caroteno para eliminar     ]]></body>
<body><![CDATA[o oxig&#233;nio singleto e para inibir as rea&#231;&#245;es do radical livre peroxilo est&#227;o     bem documentadas. De acordo com o estudo realizado por Campos et al (2003),     observou-se que o agri&#227;o foi o alimento que apresentou os valores mais elevados     de Î²-caroteno, enquanto o br&#243;colo os teores mais reduzidos. Contudo, todos     os vegetais folhosos apresentaram conte&#250;dos elevados de Î²-caroteno,     indicando que o seu consumo &#233; uma &#243;ptima alternativa para suprir as necessidades     de vitamina A (na forma de pr&#243;-vitamina A) (29).     <br/>O     licopeno, apesar de n&#227;o ser considerado um nutriente essencial, acarreta     diversos benef&#237;cios para a sa&#250;de humana. Sendo, como referido, dos principais     ]]></body>
<body><![CDATA[caroten&#243;ides no plasma humano, o licopeno protege os l&#237;pidos, lipoprote&#237;nas de     baixa densidade (LDL) e DNA contra processos degenerativos causados por danos     oxidativos. Por ser um potente sequestrador de ERO, tudo indica que tem     propriedades antioxidantes comparativamente mais potentes que a maior parte dos     outros caroten&#243;ides plasm&#225;ticos (30). Em 2000, o Food and Nutrition Board,     Institute of Medicine, considerou que as evid&#234;ncias cl&#237;nicas e cientif&#237;cas     desenvolvidas at&#233; ent&#227;o n&#227;o justificavam a recomenda&#231;&#227;o de doses espec&#237;ficas de     licopeno, considerando que as doses necess&#225;rias para a ac&#231;&#227;o deste caroten&#243;ide     na preven&#231;&#227;o de doen&#231;a n&#227;o est&#227;o definidas de forma consensual. No entanto, j&#225;     em 1998 Rao et al consideraram 35 mg/dia uma dose di&#225;ria adequada. Neste estudo     ]]></body>
<body><![CDATA[(1998), os autores quantificaram, recorrendo a question&#225;rios de frequ&#234;ncia     alimentar, a m&#233;dia de ingest&#227;o de licopeno em 25 mg/dia, sendo metade desta     quantidade representada pela ingest&#227;o de tomates frescos. Os autores concluiram     que uma maior ingest&#227;o de tomates deveria ser aconselhada (31). Na <a href="#t1">Tabela 1</a> apresentam-se     alguns dos g&#233;neros aliment&#237;cios ricos em licopeno e respectivos teores deste     caroten&#243;ide.     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a06t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/><u>&#193;cidos Gordos de Cadeia n-3</u> <br/>Os &#225;cidos gordos provenientes da alimenta&#231;&#227;o s&#227;o reconhecidos como os principais reguladores biol&#243;gicos e t&#234;m forte influ&#234;ncia em outcome e doen&#231;a (33). O tipo de gordura proveniente da alimenta&#231;&#227;o consumida afecta biologicamente cada c&#233;lula e determina a forma como a mesma desempenha a sua fun&#231;&#227;o vital e a sua capacidade para resistir a processos patol&#243;gicos. A ingest&#227;o elevada de gorduras saturadas e hidrogenadas tem sido associada a um aumento no n&#250;mero de riscos para a sa&#250;de, nomeadamente doen&#231;as degenerativas, cardiovasculares, cancro e diabetes (34). Em contrapartida, os &#225;cidos gordos de cadeia n-3, &#225;cidos gordos polinsaturados (PUFAs), t&#234;m demonstrado um papel preventivo, nomeadamente ao n&#237;vel do controlo de peso, da manuten&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o cognitiva e cardiovascular (35). Na <a href="#f2">Figura 2</a> resume-se o processo de forma&#231;&#227;o dos metabolitos resultantes destes PUFAs.     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a06f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>O &#225;cido docosahexon&#243;ico (DHA) e &#225;cido eicosapentaen&#243;ico (EPA), metabolitos provenientes dos &#225;cidos gordos de cadeia n-3, s&#227;o nutrientes essenciais que melhoram a qualidade de vida e diminuem o risco de morte prematura. S&#227;o ortomol&#233;culas cujo local de a&#231;&#227;o &#233; exclusivamente a membrana celular, onde funcionam estrutural e funcionalmente integrados nas mol&#233;culas fosfolip&#237;dicas. O DHA e o EPA t&#234;m uma &#243;bvia e previs&#237;vel sinergia com outros nutrientes celulares da membrana, mais concretamente com os fosfol&#237;pidos e antioxidantes. Dependendo das necessidades do tecido em quest&#227;o, alguns tipos de fosfol&#237;pidos podem transportar quantidades substanciais de DHA. Estes mesmos fosfol&#237;pidos tamb&#233;m fixam EPA nas membranas celulares. Os antioxidantes est&#227;o estruturalmente misturados com os &#225;cidos gordos e funcionam como primeira linha de defesa (36). <br/>Uma ingest&#227;o adequada, assim como elevados n&#237;veis em circula&#231;&#227;o de &#225;cidos gordos cadeia n-3, particularmente de DHA e EPA, t&#234;m evidenciado uma protec&#231;&#227;o das c&#233;lulas saud&#225;veis ao envelhecimento celular, associada &#224; redu&#231;&#227;o do risco de dem&#234;ncia e de doen&#231;a coron&#225;ria (21, 37). A dose recomendada di&#225;ria de EPA e DHA varia conforme o estado de sa&#250;de e faixa et&#225;ria dos indiv&#237;duos. Assim, de acordo com a European Food Safety Authority, recomenda-se o aporte de cerca 250 mg/dia de DHA + EPA em indiv&#237;duos adultos saud&#225;veis, sendo que esta dose poder&#225; ser alcan&#231;ada pelo consumo de 1 a 2 refei&#231;&#245;es semanais &#224; base de peixe gordo (38). <br/>Estes &#225;cidos gordos essenciais encontram-se maioritariamente concentrados no peixe gordo e &#243;leos do mesmo, integrantes da alimenta&#231;&#227;o atual (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>).     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/nut/n16/n16a06t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/>Para al&#233;m do peixe gordo, este PUFA est&#225; presente noutros alimentos como as baldroegas, que cont&#234;m 300-400 mg/ 100g de alimento (40). Produtos enriquecidos com &#225;cidos gordos de cadeia n-3 s&#227;o tamb&#233;m recomendados, sendo que n&#227;o foi descrito at&#233; &#224; data nenhum efeito adverso (41). <br/><u>Coenzima Q10</u> <br/>A coenzima Q10 (ubiquinona ou coQ10) &#233; um antioxidante essencial para a produ&#231;&#227;o energ&#233;tica mitocondrial. Este composto &#233; produzido pelo organismo humano. Contudo, no decorrer do processo de envelhecimento os n&#237;veis de coQ10 produzidos tornam-se inadequados para um &#243;timo estado geral de sa&#250;de. A coQ10 &#233; essencial para o funcionamento do m&#250;sculo card&#237;aco e auxilia na redu&#231;&#227;o da press&#227;o sangu&#237;nea. Protege ainda o c&#233;rebro em condi&#231;&#245;es degenerativas, como doen&#231;a de Alzheimer e Parkinson, por aumentar consideravelmente a oxigena&#231;&#227;o do tecido cerebral (42).  <br/>A suplementa&#231;&#227;o deste composto poder&#225; ser necess&#225;ria perante avalia&#231;&#227;o dos respetivos n&#237;veis s&#233;ricos, sendo que, em adultos saud&#225;veis, o intervalo recomend&#225;vel de coQ10 &#233; 0,8 - 1,5 Î¼g/mL. As doses suplementadas dever&#227;o rondar os 100 mg/dia para preven&#231;&#227;o de press&#227;o arterial elevada e os 400 mg/dia para indiv&#237;duos com complica&#231;&#245;es cardiovasculares (43). Em situa&#231;&#245;es de dist&#250;rbios neurol&#243;gicos, t&#234;m-se revelado benef&#237;cios de suplementa&#231;&#227;o de coQ10 em doses de 1200 mg/dia ou mais (44). A coQ10 &#233; sintetizada no organismo a partir de alimentos ricos em tirosina, fenilalanina e &#225;cido f&#243;lico, tais como sardinha, &#243;leo de soja, nozes e amendoins. No entanto, as doses alcan&#231;adas atrav&#233;s da alimenta&#231;&#227;o n&#227;o colmatam as necessidades impl&#237;citas no processo de envelhecimento (45). </p>     <p><b>AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b> <br/>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas tem-se verificado um acentuado crescimento da popula&#231;&#227;o mundial. Estima-se que o n&#250;mero de centen&#225;rios rondar&#225; os 3,2 milh&#245;es a n&#237;vel mundial em 2050, o que significa que ser&#225; cerca de 18 vezes superior ao estimado no s&#233;culo XX (46). Sabendo que factores gen&#233;ticos e ambientais provocam inevitavelmente o envelhecimento das popula&#231;&#245;es, &#233; compreens&#237;vel que se valorize e se estude a influ&#234;ncia da vertente nutricional no processo de envelhecimento saud&#225;vel e se procurem novas estrat&#233;gias de incremento da longevidade saud&#225;vel das popula&#231;&#245;es.  <br/>Para vivenciar um envelhecimento de forma mais saud&#225;vel e com melhores condi&#231;&#245;es do estado de sa&#250;de aconselha-se uma alimenta&#231;&#227;o com ingest&#227;o reduzida de gorduras saturadas e uma ingest&#227;o elevada de frutos e hort&#237;colas.</p>     <p><b>CONCLUS&#213;ES</b> <br/>De acordo com pesquisas na &#225;rea do anti-envelhecimento, a restri&#231;&#227;o cal&#243;rica &#233; o processo mais estudado para a melhoria da qualidade de vida e longevidade. No entanto, perante a informa&#231;&#227;o recolhida, pode concluir-se que a atua&#231;&#227;o terap&#234;utica da nutri&#231;&#227;o anti-envelhecimento visa igualmente garantir o aporte de nutrientes que possuem amplas atividades biol&#243;gicas, tais como os antioxidantes e &#225;cidos gordos de cadeia n-3. Componentes nutricionais como a coQ10 t&#234;m revelado evid&#234;ncias cient&#237;ficas positivas, mas insuficientes para integrar no imediato a aplica&#231;&#227;o pr&#225;tica da nutri&#231;&#227;o anti-envelhecimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b>     <br/>1.     Nigam, A. 2011. Senescence (ageing). Indian J     Dermatol. 56: 615-621     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>2.     Schweda, M., Marckmann, G. 2012. How do we want to grow old&#8204;     Anti-ageing-medicine and the scope of public healthcare in liberal democracies.     Bioethics     <br/>3.     Everts, M. C. 2010. A history of the future: the emergence of contemporary     anti-ageing medicine. Sociol Health Illn. 32: 181-196     <br/>4.     Cucinotta, D. 2007. Prevention of pathological aging by comprehensive clinical,     functional and biological assessment. Arch Gerontol Geriatr. 44: 125-132     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>5.     Balvant, P. A. 2008. Anti-aging medicine. Indian J Plast Surg. 41: 130-133     <br/>6.     Vranesic-Bender, D. 2010. The role of nutraceuticals in anti-aging medicine. Acta     Clin Croat 49: 537-544     <br/>7.     Berger, L.; Mailloux-Poirier, D. 1995. Pessoas idosas - Uma abordagem global. Lusodidacta,     Lisboa, pp. 124     <br/>8.     Gallo, J.J. et al. 1999. Reichel&#8217;s Care of the Elderly, 5&#170; ed. Lippincot     ]]></body>
<body><![CDATA[Williams & Wilkins     <br/>9.     Harman, D. 1957. Aging: a theory based on the free radical and radiation     chemistry. J.Geront. 2: 298     <br/>10.     Harris, N. G. 2005. Nutri&#231;&#227;o no Envelhecimento. In: Krause - Alimentos,     Nutri&#231;&#227;o & Dietoterapia. 11&#170; Ed,     Roca, S&#227;o Paulo, pp. 307     <br/>11.     Barzilai, N. 2012. "Healthy Aging Physiology Core." Dispon&#237;vel: <a href="http://www.einstein.yu.edu/centers/aging/core-facilities/healthy-aging-physiology.aspx" target="_blank">http://www.einstein.yu.edu/centers/aging/core-facilities/healthy-aging-physiology.aspx</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[[data da consulta: 02/06/2012]     <br/>12.     Dutta, C. 1997. Significance of sarcopenia in the elderly. J Nutr 127: 992     <br/>13.     Lutz, C.T., Quinn L.S. Sarcopenia, obesity, and natural killer cell immune     senescence in aging: altered cytokine levels as a common mechanism. Agimg     (Albany NY). 2012 Aug; 4(8):535-46     <br/>14.     Li, Y. et al. 2011. Epigenetic regulation of caloric restriction in aging.     Biomed central medicine     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>15.     Vallejo, E.A. 1957. Hunger diet on alternate days in the nutrition of the aged.     Prensa Med Argent; 44 (2):119&#8211;120     <br/>16.     Bergamini, E. et al. 2003. The anti-ageing effects of caloric restriction may     involve stimulation of macroautophagy and lysosomal degradation, and can be     intensified pharmacologically. Biomedicine &     Pharmacotherapy 57: 203&#8211;208     <br/>17.     Galban, V. D., Kettelhut, I. C. 2012. "Mecanismos de prote&#243;lise e seus     ]]></body>
<body><![CDATA[fundamentos." Dispon&#237;vel: <a href="http://www.rbi.fmrp.usp.br/proteol/proteol.htm" target="_blank">http://www.rbi.fmrp.usp.br/proteol/proteol.htm</a>     [data da consulta: 18/06/2012]     <br/>18.     Yorimitsu, T., Klionsky, D. J. 2005â€¨Autophagy:     molecular machinery for self-eating. Cell Death Differ 12: 1542-1552     <br/>19.     Kilonsky, D. J. 2005. The molecular machinery of autophagy: unanswered     questions. J Cell Sci. 118: 7-18     <br/>20.     Camici, G. G. et al. 2010. Anti-Aging Medicine: Molecular Basis for Endothelial     ]]></body>
<body><![CDATA[Cell-Targeted Strategies - A Mini-Review     <br/>21.     Pan, M. H. et al. 2012. Molecular mechanisms for anti-aging by natural dietary     compounds. Mol. Nutr. Food 56: 88-115     <br/>22.     Ribaric, S. 2012. Diet and Aging. Oxidative Medicine and Cellular Longevity.     2012     <br/>23.     Halliwell B., Gutteridge J. 1995. The definition and measurement of     antioxidants in b iological systems. Free Rad. Biol. Med. 18: 125-128     ]]></body>
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<body><![CDATA[<br/>27.     Pan, M. H. et al. 2012. Molecular mechanisms for anti-aging by natural dietary     compounds. Mol. Nutr. Food 56: 88-115     <br/>28.     Fontana, J. D. et al. 1997. Caroten&#243;ides. Biotecnologia, Ci&#234;ncia &     Desenvolvimento: 40     <br/>29.     Campos, F. M. et al.2003. Teores de     beta-caroteno em vegetais folhosos preparados em restaurantes comerciais de     Vi&#231;osa, Brasil     ]]></body>
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<body><![CDATA[<br/>33.     Deckelbaum, R. J., Torrejon, C. 2011. The Omega-3 Fatty Acid Nutricional     Landscape: Health Benefits and Sources. American Society for Nutrition     <br/>34.     Mostofsky, D. I. et al. 2004. The use of fatty acid supplementation for seizure     managment. Neurobiology of lipids     <br/>35.     Swanson, D. et al. 2012. Omega-3 fatty acids, EPA and DHA: health benefits     troughout life. Adv Nutr. 3: 1-7     <br/>36.     ]]></body>
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<body><![CDATA[Safety Authority Journal 8: 1461     <br/>39.     Gebauer, S. K. et al. 2006. n-3 Fatty acid dietary recommendations and food     sources to achieve essentiality and cardiovascular benefits. Am J Clin Nutr 83     <br/>40.     Simopoulos A.P. et al. 2012. Common purslane: a source of omega-3 fatty acids     and antioxidants. Dispon&#237;vel: <a href="http://www.jacn.org/content/11/4/374.short" target="_blank">http://www.jacn.org/content/11/4/374.short</a>      [data da consulta: 11/06/2012]     <br/>41.     Tur, J. A. et al. 2012. Dietary sources of omega 3 fatty acids: public health     ]]></body>
<body><![CDATA[risks and benefits. British Journal of Nutrition 107: 23-52     <br/>42.     Morisco, C. et al. 1993. Effect of coenzyme Q10 therapy in patients with     congestive heart faillure: a long-term multicenter randomized study. Clin     Investig. 71: 134-136     <br/>43.     Munkholm, H. et al.1999. Coenzyme Q10 treatment in serious heart failure.     Biofactors 9: 285-289     <br/>44.     Schults, C. W. et al. 2002. Effects of coenzyme Q10 in early Parkinson disease:     ]]></body>
<body><![CDATA[evidence of slowing of the functional decline. Arch Neurol. 59: 1541-1550     <br/>45.     Janson, M. 2006. Orthomolecular medicine: the terapeutic use of dietary     supplements for anti-aging. Clin Interv Aging 1: 261-265     <br/>46.     Economic and Social Affairs. 2001. World Population Prospects. United     Nations Population Division 165     </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/> Alexandra Sousa <br/> hospitalcuf Porto <br/> Estrada da circunvala&#231;&#227;o, 14341 <br/> 4100-180 Porto <a href="mailto:alexandra.sousa@jmellosaude.pt">alexandra.sousa@jmellosaude.pt</a></p> </p>   <br/> Recebido a 27 de Dezembro de 2012 <br/> Aceite a 30 de Abril de 2013 <br/>      ]]></body>
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