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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Apresentação da Informação sobre os Alergénios Alimentares em Restauração Colectiva]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Although inoffensive for the majority of the population, products likely to causing food allergies and or intolerances may be fatal to susceptible individuals. With the introduction of Regulation (UE) n.º 1169/2011, contract catering companies are forced to disclose this information, even on non packed foods. Objectives: Presentation of the information about food allergens present on meals served in a contract catering company. Methodology: The allergens included in the study were the mandatory by Regulation (UE) n.º 1169/2011. The foods fact sheets provided by suppliers and labels were analyzed and their data was treated with the Predictive Analytics SoftWare. The foods were divided into 15 groups and into processed and non processed foods. Results: We were able to collect information on 68,1% of the foods and the majority had, at least, one allergen. More than half of the sample was comprised of processed foods which, on average, had more allergens, with the exception of fish and mollusks. Of the total of foods in study, about 20% contain milk and gluten, 15% sulfites and 10% soy and fish. It was only for these allergens that statistically significant differences were found. Conclusions: It was possible to gather and provide the necessary information to fulfill the duty of informing the customer. However, although the manufacturer of pre-packed foods is nowadays obligated to present this information on the label, there were difficulties and limitations collecting it. This study is relevant both to contract catering and food industry, because it shows that there&#8217;s still a lot of work to be done broadening food offer to susceptible individuals. Therefore is an actuation field to be explored by nutritionists..]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p> <br/>     <p><b>Apresenta&#231;&#227;o da Informa&#231;&#227;o sobre os Alerg&#233;nios Alimentares em Restaura&#231;&#227;o Colectiva</b>     <p><b>Presentation of the Information about Food Allergens in Contract Catering</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Carmen Costa<sup>1</sup>; Raquel Silva<sup>2</sup>; S&#243;nia Mendes<sup>3</sup>; Bruno M. P. M. Oliveira<sup>4</sup></b>     <p ><sup>1</sup>Nutricionista, Departamento de Planeamento, Controlo e Log&#237;stica, ITAU <br/><sup>2</sup>Nutricionista <br/><sup>3</sup>Nutricionista, Directora de Qualidade, ITAU <br/><sup>4</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto </p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Introdu&#231;&#227;o: Apesar de inofensivos para a maioria da popula&#231;&#227;o, os produtos ou subst&#226;ncias pass&#237;veis de causar alergias e ou intoler&#226;ncias alimentares podem ser fatais para os indiv&#237;duos suscept&#237;veis. Com a entrada em vigor do Regulamento (UE) n.&#186; 1169/2011, todos os operadores das empresas do sector alimentar ser&#227;o obrigados a disponibilizar esta informa&#231;&#227;o, incluindo nos produtos n&#227;o embalados. <br/>Objectivos: Apresenta&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o sobre os alerg&#233;nios alimentares presentes em refei&#231;&#245;es servidas numa empresa de restaura&#231;&#227;o colectiva. <br/>Metodologia: Os alerg&#233;nios inclu&#237;dos no estudo foram os de men&#231;&#227;o obrigat&#243;ria no Regulamento. Foi feita a an&#225;lise das fichas informativas fornecidas pelos fabricantes e dos r&#243;tulos dos g&#233;neros aliment&#237;cios e os dados tratados no software Predictive Analytics SoftWare, tendo os g&#233;neros aliment&#237;cios sido divididos em 15 grupos e em alimentos processados e n&#227;o processados. <br/>Resultados: Conseguiu-se recolher informa&#231;&#227;o de 68,1% dos g&#233;neros aliment&#237;cios e a maioria tinha pelo menos um alerg&#233;nio. Mais de metade da amostra era constitu&#237;da por alimentos processados, os quais continham, em m&#233;dia, mais alerg&#233;nios, &#224; excep&#231;&#227;o de peixe e moluscos. Do total de g&#233;neros aliment&#237;cios em estudo, cerca de 20% cont&#234;m leite e gl&#250;ten, 15% sulfitos e 10% soja e peixe, sendo estes os &#250;nicos alerg&#233;nios para os quais se encontraram diferen&#231;as com significado estat&#237;stico. <br/>Conclus&#245;es: Foi poss&#237;vel recolher e disponibilizar a informa&#231;&#227;o necess&#225;ria para cumprir o dever de informar o consumidor. No entanto, apesar do fabricante de g&#233;neros aliment&#237;cios pr&#233;-embalados ser obrigado actualmente a apresentar esta informa&#231;&#227;o na rotulagem, registaram-se dificuldades e limita&#231;&#245;es na recolha da mesma. Este estudo assume relev&#226;ncia tanto a n&#237;vel da restaura&#231;&#227;o colectiva, como da ind&#250;stria alimentar, pois demonstra que h&#225; ainda muito trabalho a fazer para alargar a oferta alimentar dos indiv&#237;duos suscept&#237;veis, constituindo um campo de actua&#231;&#227;o a ser explorado pelos nutricionistas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Restaura&#231;&#227;o colectiva, Alimentos, Alerg&#233;nios, Alergia, Intoler&#226;ncia </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Introduction: Although inoffensive for the majority of the population, products likely to causing food allergies and or intolerances may be fatal to susceptible individuals. With the introduction of Regulation (UE) n.&#186; 1169/2011, contract catering companies are forced to disclose this information, even on non packed foods. <br/>Objectives: Presentation of the information about food allergens present on meals served in a contract catering company.  <br/>Methodology: The allergens included in the study were the mandatory by Regulation (UE) n.&#186; 1169/2011. The foods fact sheets provided by suppliers and labels were analyzed and their data was treated with the Predictive Analytics SoftWare. The foods were divided into 15 groups and into processed and non processed foods.  <br/>Results: We were able to collect information on 68,1% of the foods and the majority had, at least, one allergen. More than half of the sample was comprised of processed foods which, on average, had more allergens, with the exception of fish and mollusks. Of the total of foods in study, about 20% contain milk and gluten, 15% sulfites and 10% soy and fish. It was only for these allergens that statistically significant differences were found. <br/>Conclusions: It was possible to gather and provide the necessary information to fulfill the duty of informing the customer. However, although the manufacturer of pre-packed foods is nowadays obligated to present this information on the label, there were difficulties and limitations collecting it. This study is relevant both to contract catering and food industry, because it shows that there&#8217;s still a lot of work to be done broadening food offer to susceptible individuals. Therefore is an actuation field to be explored by nutritionists.. </p>     <p><b >keywords</b>: Contract catering, Food, Allergens, Allergy, Intolerance </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>Com a publica&#231;&#227;o do Regulamento (UE) n.&#186; 1169/2011, de Outubro de 2011, que entra em vigor em Dezembro de 2014, todos os operadores do sector alimentar, incluindo aqueles que vendem directamente ao consumidor final o produto acabado, n&#227;o embalado (por exemplo: refei&#231;&#245;es) ser&#227;o obrigados a indicar todos os ingredientes utilizados no fabrico ou na prepara&#231;&#227;o de um g&#233;nero aliment&#237;cio (GA), nomeadamente todas as subst&#226;ncias ou produtos suscept&#237;veis de causar alergias e ou intoler&#226;ncias alimentares (doravante denominados alerg&#233;nios). Neste regulamento, a defini&#231;&#227;o de &#8220;estabelecimento de restaura&#231;&#227;o colectiva&#8221; difere da terminologia habitualmente usada em Portugal, englobando &#171;qualquer estabelecimento (incluindo um ve&#237;culo ou uma banca fixa ou m&#243;vel), tal como um restaurante, uma cantina, uma escola, um hospital e uma empresa de servi&#231;os de restaura&#231;&#227;o, no qual, no &#226;mbito de uma actividade empresarial, s&#227;o preparados GA prontos para consumo pelo consumidor final&#187; (1). <br/>Os alerg&#233;nios, considerados um perigo qu&#237;mico nos estudos de Hazard Analysis and Critical Control Point (HACCP, ou seja, An&#225;lise dos Perigos e Controlo dos Pontos Cr&#237;ticos) (2, 3), apesar de inofensivos para a maioria da popula&#231;&#227;o, podem ser fatais para 1 a 2% da popula&#231;&#227;o geral nos pa&#237;ses industrializados e para mais de 8% (4) das crian&#231;as. Nos indiv&#237;duos suscept&#237;veis, o tratamento implica a exclus&#227;o total dos alimentos onde o alerg&#233;nio est&#225; presente (5, 6). <br/>Para responder a este requisito, todos os estabelecimentos de restaura&#231;&#227;o ter&#227;o de recolher informa&#231;&#227;o acerca de alerg&#233;nios presentes nos GA e manter uma base de dados actualizada para poderem informar o consumidor assim que o regulamento europeu entrar em vigor. </p>     <p><b >OBJECTIVOS</b> <br/>Apresenta&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o sobre os alerg&#233;nios alimentares presentes em refei&#231;&#245;es servidas numa empresa de restaura&#231;&#227;o colectiva, nomeadamente recolha de informa&#231;&#227;o e cria&#231;&#227;o de uma base de dados com os alerg&#233;nios presentes nos GA pass&#237;veis de serem utilizados na confec&#231;&#227;o de refei&#231;&#245;es no mercado nacional e compara&#231;&#227;o dos resultados com a bibliografia dispon&#237;vel para verificar se os alerg&#233;nios encontrados est&#227;o de acordo com o descrito. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >METODOLOGIA</b> <br/>Este trabalho de investiga&#231;&#227;o foi realizado no ITAU, uma empresa de Alimenta&#231;&#227;o Colectiva (AC), e o estudo concentrou-se nos alimentos fornecidos pela central abastecedora respons&#225;vel por mais de 90% dos fornecimentos efectuados. Com excep&#231;&#227;o da marca branca, todos os outros GA est&#227;o presentes no mercado nacional, podendo ser adquiridos pela popula&#231;&#227;o portuguesa, dado que a maioria &#233; de venda livre. Solicitou-se a lista de GA pass&#237;veis de serem encomendados em 2012, tendo a recolha da informa&#231;&#227;o decorrido entre Mar&#231;o e Julho, e criou-se uma matriz para a base de dados no programa Microsoft Office Excel<sup>&#174;</sup>. Consideraram-se os catorze produtos ou subst&#226;ncias suscept&#237;veis de causar alergias e ou intoler&#226;ncias alimentares de men&#231;&#227;o obrigat&#243;ria, enumerados no anexo II do Regulamento (UE) n.&#186;1169/2011(1), aqui descritos de forma simplificada: cereais que cont&#234;m gl&#250;ten, crust&#225;ceos, ovos, peixe, amendoins, soja, leite, frutos de casca rija, aipo, mostarda, sementes de s&#233;samo, di&#243;xido de enxofre e sulfitos, tremo&#231;o, moluscos e os seus derivados. <br/>Iniciou-se a recolha da informa&#231;&#227;o pela an&#225;lise das fichas informativas (FI) e, posteriormente, confirmou-se os dados recolhidos e procedeu-se ao levantamento dos dados em falta pela an&#225;lise dos r&#243;tulos. Quando a informa&#231;&#227;o pretendida n&#227;o estava expl&#237;cita, verificava-se a lista de ingredientes apresentada. Na exist&#234;ncia de informa&#231;&#227;o n&#227;o coincidente entre a FI e o r&#243;tulo, este &#250;ltimo prevalecia. Toda a recolha teve como base o princ&#237;pio da precau&#231;&#227;o (7), considerando-se os alerg&#233;nios presentes, mesmo que em quantidades vestigiais, e os potencialmente presentes. <br/>Para tratamento dos dados e compara&#231;&#227;o com a bibliografia dispon&#237;vel, os GA foram divididos em 15 grupos, de acordo com as suas propriedades gen&#233;ricas (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t1.jpg">Tabela 1</a>), e em alimentos n&#227;o processados (ANP), constitu&#237;dos por um &#250;nico ingrediente, e alimentos processados (AP), resultantes da adi&#231;&#227;o de pelo menos mais um ingrediente. Os dados foram tratados e analisados com recurso ao software inform&#225;tico Predictive Analytics SoftWare (PASW) 18,00. De acordo com o seu coeficiente de simetria e de achatamento, a distribui&#231;&#227;o do n&#250;mero de alerg&#233;nios por GA foi considerada n&#227;o normal. Com o objectivo de comparar as ordens m&#233;dias de dois grupos independentes de uma vari&#225;vel cardinal com uma distribui&#231;&#227;o n&#227;o normal, foi efectuado o teste de Mann-Whitney. Para comparar as ordens m&#233;dias de tr&#234;s ou mais grupos de uma vari&#225;vel cardinal com uma distribui&#231;&#227;o n&#227;o normal, efectuou-se o teste de Kruskall-Wallis. Para avaliar a independ&#234;ncia de duas vari&#225;veis nominais, foi efectuado o teste exacto de Fisher, se ambas fossem dicot&#243;micas e o teste &#967;<sup>2</sup> nos restantes casos. Quando a amostra era demasiado pequena para o teste ser aplic&#225;vel, indicou-se n&#227;o aplic&#225;vel (NA). O n&#237;vel de signific&#226;ncia considerado foi de 5% (p <0.05). </p>     
<p><b >RESULTADOS</b> <br/>Do total de GA (n=4365), conseguiu-se recolher informa&#231;&#227;o de 68,1% (n=2972), que constitui a amostra em estudo. Analisando o n&#250;mero de alerg&#233;nios por grupo de alimentos (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t2.jpg">Tabela 2</a>), verificou-se que os grupos pescado, ovos, lactic&#237;nios e bebidas alco&#243;licas cont&#234;m, em m&#233;dia, um alerg&#233;nio (n=1). Os grupos carne, vegetais, bebidas n&#227;o alco&#243;licas e enlatados s&#227;o os que cont&#234;m menos alerg&#233;nios (n<1) e os grupos cereais, padaria e pastelaria, bolachas, snacks, doces, temperos e alimentos vegetarianos s&#227;o grupos com uma presen&#231;a de alerg&#233;nios mais acentuada (n>1). No geral, em cada alimento estudado h&#225; em m&#233;dia 1,1&#177;1,7 alerg&#233;nios (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t3.jpg">Tabela 3</a>), existindo alimentos sem alerg&#233;nios e outros com todos os alerg&#233;nios em estudo.  <br/>Considerando a totalidade da amostra (n=2972), verificou-se que mais de metade (53,2%) &#233; constitu&#237;da por AP, destacando-se os grupos bebidas alco&#243;licas, padaria e pastelaria e enlatados, que s&#227;o na sua totalidade AP. Apenas os grupos vegetais (99,6%), lactic&#237;nios (99,6%), pescado (86,0%), carne (85,1%) e temperos (59,1%) s&#227;o maioritariamente ANP. Em m&#233;dia, os AP cont&#234;m 1,8&#177;2,0 e os ANP 0,3&#177;0,6 alerg&#233;nios. Quando analisada a distribui&#231;&#227;o dos alerg&#233;nios entre AP e ANP (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t4.jpg">Tabela 4</a>), verifica-se uma predomin&#226;ncia estatisticamente significativa destes nos AP para a maioria dos alerg&#233;nios em estudo, com excep&#231;&#227;o do peixe e moluscos. No alerg&#233;nio crust&#225;ceos n&#227;o se encontram diferen&#231;as estatisticamente significativas e para o tremo&#231;o o teste n&#227;o foi aplic&#225;vel, pelo baixo n&#250;mero de alimentos encontrados com este alerg&#233;nio (n=3). <br/>Analisando-se a distribui&#231;&#227;o dos diferentes grupos de alimentos pelos alerg&#233;nios, encontraram-se resultados com significado estat&#237;stico apenas para gl&#250;ten, peixe, soja, leite, sulfitos e seus derivados.  <br/>Do total da amostra (n=2972), cerca de 20% cont&#234;m leite e gl&#250;ten, 15% sulfitos e 10% soja e peixe (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t5.jpg">Tabela 5</a>, <a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t6.jpg">6</a>, <a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t7.jpg">7</a>, <a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t8.jpg">Tabela 8</a> e <a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t9.jpg">Tabela 9</a>). O leite (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t5.jpg">Tabela 5</a>) &#233; o alerg&#233;nio presente em todos os alimentos do grupo lactic&#237;nios e na quase totalidade das bolachas, evidenciando-se tamb&#233;m, embora com menor destaque, nos alimentos vegetarianos, padaria e pastelaria, snacks, doces e cereais. O gl&#250;ten (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t6.jpg">Tabela 6</a>) est&#225; presente na maioria dos alimentos dos grupos padaria e pastelaria, bolachas, alimentos vegetarianos, cereais e bebidas alco&#243;licas, mas tamb&#233;m, embora com menor destaque, nos snacks, temperos e doces. Os sulfitos (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t7.jpg">Tabela 7</a>) n&#227;o se evidenciaram particularmente em nenhum dos grupos de alimentos, estando presentes na maioria das bebidas alco&#243;licas, em cerca de 30% dos doces e temperos e 25% das bolachas. A soja (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t8.jpg">Tabela 8</a>) est&#225; presente em todos os alimentos vegetarianos e na maioria dos grupos bolachas, padaria e pastelaria e snacks e em cerca de 20% dos enlatados, doces e temperos. O alerg&#233;nio peixe (<a href ="/img/revistas/nut/n17/n17a03t9.jpg">Tabela 9</a>) s&#243; se evidenciou no grupo do pescado, estando tamb&#233;m presente nos enlatados, padaria e pastelaria, cereais, temperos, lactic&#237;nios e carne. </p>     
<p><b >DISCUSS&#195;O DOS RESULTADOS</b> <br/>Apesar de ser objectivo a recolha de informa&#231;&#227;o relativa a todos os GA, apenas foi poss&#237;vel obter informa&#231;&#227;o de 68,1%, dado alguns GA n&#227;o se encontrarem em stock e o curto per&#237;odo de recolha de dados considerado. No entanto, esta amostra cont&#233;m a maioria dos GA utilizados nas ementas praticadas a n&#237;vel nacional. <br/>&#201; t&#227;o importante saber que alerg&#233;nios cont&#234;m um determinado GA como em que GA est&#225; presente um determinado alerg&#233;nio. Devido ao elevado tamanho amostral, estatisticamente n&#227;o foi poss&#237;vel fazer uma an&#225;lise qualitativa da tipologia dos alerg&#233;nios presentes em cada GA ou vice-versa. No entanto, essa informa&#231;&#227;o pode ser facilmente obtida pelo manuseamento da base de dados criada.  <br/>A maioria dos resultados obtidos em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de alerg&#233;nios nos diferentes grupos de GA est&#227;o de acordo com o descrito em v&#225;rios artigos dispon&#237;veis sobre o tema. Assim, o leite e seus derivados podem estar presentes no leite propriamente dito e derivados deste (8), mas tamb&#233;m nos alimentos vegetarianos (9), na padaria e pastelaria (10), nos snacks (8, 10) e nos doces (8, 10, 11). O gl&#250;ten pode estar presente nos alimentos de padaria e pastelaria (8, 11-14), bolos (8, 13), bolachas, cereais de pequeno-almo&#231;o (8, 11, 13-15), barras de cereais (15), alimentos vegetarianos (15, 16), cereais (8, 11, 13, 14, 16), bebidas alco&#243;licas (15, 17, 18), nos snacks (8, 12), temperos (8, 11, 13, 14) e doces (8, 12). Os sulfitos, por sua vez, podem encontrar-se nas bebidas alco&#243;licas (11, 19), nos doces (11), nos temperos (11) e nas bolachas (20). A soja e seus derivados pode estar presentes nos alimentos ditos vegetarianos (11), bolachas (21), cereais de pequeno-almo&#231;o (8, 11), produtos de padaria e pastelaria (8, 11), snacks (11, 16), enlatados (16, 22), doces (8)e temperos (16). Quanto ao peixe e seus derivados, para al&#233;m de estarem presente nos peixes propriamente ditos (11, 14), existem nos enlatados e em produtos de padaria e pastelaria (16, 23).  <br/>Contrariamente aos resultados obtidos, segundo a bibliografia existente, o leite e seus derivados tamb&#233;m podem estar presentes nas salsichas, em sumos de fruta (10) e em molhos para saladas (9) e o gl&#250;ten pode existir em queijos fundidos, conservas de carne ou peixe, caf&#233;s (12), carnes processadas (8, 11, 14, 15) ou n&#227;o e leite em p&#243; (8). Podem ser adicionados sulfitos &#224; fruta desidratada (19) e a hort&#237;colas desidratados (11). A soja e seus derivados podem estar presentes no p&#227;o para cachorros (11) e noodles (16) e o peixe e seus derivados nas bolachas (16) e chocolates (16, 23).  <br/>O consumo de AP representa um dos maiores desafios para os indiv&#237;duos at&#243;picos (24, 25), pois, apesar das melhorias verificadas na elabora&#231;&#227;o da rotulagem no que diz respeito ao conte&#250;do em alerg&#233;nios, os AP representam um risco consider&#225;vel de ingest&#227;o acidental de alerg&#233;nios (26). Uma das dificuldades encontradas neste trabalho foi o facto de a informa&#231;&#227;o presente nos r&#243;tulos nem sempre ser clara e espec&#237;fica, nomeadamente por: a) conter men&#231;&#245;es diferentes da legisla&#231;&#227;o actual (ex. &#8220;cont&#233;m cevada&#8221; em vez de &#8220;cont&#233;m gl&#250;ten&#8221;); b) apresentar os ingredientes pelo seu n&#250;mero E e n&#227;o pelo seu nome comum (ex. &#8220;E322&#8221; em detrimento de &#8220;lecitina&#8221;); e c) aus&#234;ncia de informa&#231;&#227;o relativa &#224; origem dos ingredientes apresentados (ex: a lecitina pode derivar do ovo, amendoim ou soja ( 27) e o &#243;leo vegetal do amendoim, s&#233;samo (28) ou soja (29)). Adicionalmente, esta informa&#231;&#227;o &#233; muitas vezes insuficiente, por exemplo, n&#227;o cont&#233;m a quantidade dos ingredientes presentes, informa&#231;&#227;o essencial no caso do di&#243;xido de enxofre e sulfitos que apenas s&#227;o considerados alerg&#233;nios se presentes no produto final acima de determinada concentra&#231;&#227;o. Por todas estas raz&#245;es e tendo em conta o princ&#237;pio da precau&#231;&#227;o, neste trabalho foram considerados mais alerg&#233;nios do que os realmente existentes.  <br/>Por vezes, foram atribu&#237;dos todos os alerg&#233;nios em estudo a alguns GA, como o p&#227;o, cujo fornecimento &#233; feito por muitos fornecedores prim&#225;rios. O facto de GA similares terem diferentes alerg&#233;nios pode ser consequ&#234;ncia de serem fornecidos por diferentes fornecedores prim&#225;rios, o que provoca diverg&#234;ncias tanto nos ingredientes utilizados como nas contamina&#231;&#245;es n&#227;o intencionais consideradas nos r&#243;tulos. <br/>Neste trabalho, n&#227;o se distinguiu os alerg&#233;nios presentes dos que podiam estar presentes em quantidades vestigiais, informa&#231;&#227;o que seria interessante considerar. Uma das limita&#231;&#245;es deste estudo &#233; que alguns GA foram considerados mais do que uma vez, pois, por vezes, o produto &#233; o mesmo mudando apenas o tipo de embalagem ou quantidade.  <br/>O regulamento permite que os operadores do sector alimentar optem pela forma de comunicar a informa&#231;&#227;o em quest&#227;o. Se por um lado o detalhe da informa&#231;&#227;o disponibilizada pode ser limitador na escolha do indiv&#237;duo suscept&#237;vel, disponibilizar a informa&#231;&#227;o de uma forma gen&#233;rica, tendo em conta as variabilidades e discrep&#226;ncias verificadas entre os resultados e o descrito, poder&#225; ser considerado prudente&#8204; Reflectindo sobre as dificuldades e limita&#231;&#245;es encontradas, tal como acontece com outros pontos de controlo, n&#227;o deveria o operador do sector alimentar guardar por um tempo determinado, ap&#243;s o consumo, os r&#243;tulos dos GA utilizados&#8204; </p>     <p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>A informa&#231;&#227;o recolhida &#233; utilizada na constru&#231;&#227;o de ementas e respectivas fichas t&#233;cnicas de, em m&#233;dia, um milh&#227;o de refei&#231;&#245;es por m&#234;s a n&#237;vel nacional, cumprindo-se assim o dever de informar o consumidor. No entanto, em muitos r&#243;tulos o fabricante usa o princ&#237;pio da precau&#231;&#227;o e, como tal, informa que o GA &#8220;pode conter&#8221; um determinado alerg&#233;nio ou n&#227;o &#233; expl&#237;cito quanto a esta informa&#231;&#227;o, ficando a d&#250;vida se realmente existe determinado alerg&#233;nio no GA. Este facto, juntamente com a quest&#227;o das contamina&#231;&#245;es cruzadas, limita a oferta alimentar disponibilizada ao consumidor com alergias e ou intoler&#226;ncias alimentares. <br/>Considerando a actualidade do tema, outros profissionais de sa&#250;de do sector poder&#227;o encontrar solu&#231;&#245;es ou similaridades nas dificuldades e limita&#231;&#245;es encontradas na realiza&#231;&#227;o deste trabalho de investiga&#231;&#227;o. Existe, portanto, muito trabalho a ser desenvolvido pelos nutricionistas tanto da restaura&#231;&#227;o colectiva como da ind&#250;stria alimentar. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >AGRADECIMENTOS</b> <br/>Agradece-se ao ITAU e &#224; SOGENAVE, em particular a todos os colaboradores que permitiram ou participaram na realiza&#231;&#227;o deste trabalho de investiga&#231;&#227;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Parlamento Europeu e Conselho. Regulamento (EU) n.&#186; 1169/2011. Jornal Oficial da Uni&#227;o Europeia. Relativo &#224; presta&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o aos consumidores sobre os g&#233;neros aliment&#237;cios. 2011 <br/>2. Autoridade de Seguran&#231;a Alimentar e Econ&#243;mica (ASAE). Perigos de seguran&#231;a alimentar.[cited: 2012 Dez 12]; Available from: <a href="http://www.asae.pt" target="_blank">www.asae.pt</a><br/> 3. Instituto T&#233;cnico de Alimenta&#231;&#227;o Humana (ITAU). 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Pediatr Clin North Am. 2011; 58(2):407-26 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721773&pid=S2182-7230201300020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Harper WJ. Dairy Ingredients in Non-Dairy Foods. Elsevier. 2011 <br/>11. Venter C, Meyer R. Session 1: Allergic disease: The challenges of managing food hypersensitivity. Proc Nutr Soc. 2010; 69(1):11-24 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721774&pid=S2182-7230201300020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Silva DVe. Tratamento da doen&#231;a cel&#237;aca. In: Guia do Cel&#237;aco 2007. 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Comparative potential therapeutic effect of sesame oil and peanut oil against acute monocrotaline (Crotalaria) poisoning in a rat model. J Vet Intern Med. 2012; 26(3):491-9 <br/>29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721784&pid=S2182-7230201300020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Yettella RR, Henbest B, Proctor A. Effect of antioxidants on soy oil conjugated linoleic acid production and its oxidative stability.J Agric Food Chem. 2011; 59(13):7377-84 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721785&pid=S2182-7230201300020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>S&#243;nia Mendes <br/>ITAU, S.A. <br/>Rua da Lionesa - Centro Empresarial B, R/C, 4465-671 Le&#231;a do Balio <br/><a href="mailto:sonia.mendes@po.itau.pt">sonia.mendes@po.itau.pt</a></p> </p>  <br/>Recebido a 27 de Fevereiro de 2013 <br/>Aceite a 28 de Maio de 2013 <br/>       ]]></body><back>
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