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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Construção do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável: Aspectos Conceptuais, Linhas Estratégicas e Desafios Iniciais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Construction of the National Program for the Promotion of Healthy Eating: Conceptual Aspects, Strategic Guidelines and Initial Challenges]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Food based chronic diseases are already the leading cause of death and disease in Western societies. Portugal, with a million of adult obese and with a sharp increase in social and economic costs associated with this type of pathology, began in 2012 and for the first time, a national strategy in the field of food and nutrition which was called the &#8220;National Program for the Promotion of Healthy Eating&#8221;. The strategy is based on guidelines proposed by the World Health Organization, the European Commission and also those derived from experiences in countries such as Norway and Brazil and also the retrospective analysis of previous initiatives nationwide. The National Program for the Promotion of Healthy Eating is presented briefly and also some of the main challenges to their implementation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Política alimentar]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[National programs]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</b></p>     <p><b>A Constru&#231;&#227;o do Programa Nacional para a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel &#8211; Aspectos Conceptuais, Linhas Estrat&#233;gicas e Desafios Iniciais</b> <br/> <br/><b>The Construction of the National Program for the Promotion of Healthy Eating &#8211; Conceptual Aspects, Strategic Guidelines and Initial Challenges</b>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <p ><b>Pedro Gra&#231;a<sup>1,2</sup>; Maria Jo&#227;o Greg&#243;rio<sup>1</sup> </b> <br/>     <p ><sup>1</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, s/n, 4200-465 Porto, Portugal     <br><sup>2</sup>Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, Alameda D. Afonso Henriques, 45, 1049-005 Lisboa, Portugal <br/>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <br/>As doen&#231;as cr&#243;nicas de base alimentar representam j&#225; a principal causa de morte e doen&#231;a nas sociedades ocidentais. Portugal, com um milh&#227;o de obesos e com um crescimento acentuado dos custos sociais e econ&#243;micos relacionados com este tipo de patologias, iniciou em 2012 e pela primeira vez, uma estrat&#233;gia nacional no campo da alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o consubstanciada no Programa Nacional para a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel. A estrat&#233;gia tem por base as orienta&#231;&#245;es propostas pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de, pela Comiss&#227;o Europeia, as derivadas das experi&#234;ncias em pa&#237;ses como a Noruega ou Brasil e ainda a an&#225;lise retrospectiva de iniciativas anteriores a n&#237;vel nacional. O Programa Nacional para a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel &#233; apresentado de forma breve e s&#227;o discutidos alguns dos principais desafios &#224; sua implementa&#231;&#227;o.  </p>     <p><b >Palavras-Chave</b>: Pol&#237;tica alimentar, Pol&#237;tica nutricional, Programas nacionais </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Food based chronic diseases are already the leading cause of death and disease in Western societies. Portugal, with a million of adult obese and with a sharp increase in social and economic costs associated with this type of pathology, began in 2012 and for the first time, a national strategy in the field of food and nutrition which was called the &#8220;National Program for the Promotion of Healthy Eating&#8221;. The strategy is based on guidelines proposed by the World Health Organization, the European Commission and also those derived from experiences in countries such as Norway and Brazil and also the retrospective analysis of previous initiatives nationwide. The National Program for the Promotion of Healthy Eating is presented briefly and also some of the main challenges to their implementation. </p>     <p><b >keywords</b>: Food policy, Nutrition policy, National programs </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>As doen&#231;as     cr&#243;nicas, cujo aparecimento e desenvolvimento est&#225; associado a h&#225;bitos     alimentares desequilibrados, s&#227;o a principal causa de mortalidade no mundo,     representando 63% de todas as mortes em 2008 (1). Na Regi&#227;o Europeia, as     doen&#231;as cr&#243;nicas causam mais de 8 em cada 10 mortes e representam cerca de 77%     do encargo total provocado por doen&#231;a (2). A obesidade, como express&#227;o final de     uma ingest&#227;o alimentar desajustada face &#224;s necessidades do organismo, atinge     cerca de 1 milh&#227;o de portugueses adultos. Estima-se que a pr&#233;-obesidade,     est&#225;dio precursor da obesidade, atinga igualmente 3,5 milh&#245;es de adultos     portugueses (3, 4). Esta ingest&#227;o alimentar desajustada, com um fornecimento     ]]></body>
<body><![CDATA[energ&#233;tico acima das necessidades, &#233; proporcionalmente superior nas classes     sociais mais desfavorecidas, sugerindo que a obesidade e a vulnerabilidade     econ&#243;mica progridem em paralelo numa propor&#231;&#227;o elevada de fam&#237;lias portuguesas     (1, 5). Se a esta situa&#231;&#227;o se adicionar o facto de que em muitas fam&#237;lias a     inseguran&#231;a alimentar (IA), ou seja, a dificuldade no acesso a alimentos ou a     alguns alimentos, poder coexistir com a obesidade e com a malnutri&#231;&#227;o,     percebe-se a complexidade da actual situa&#231;&#227;o alimentar e a necessidade de um     pensamento e estrat&#233;gia intersectorial a m&#233;dio e longo prazo (5, 6).      <br/>Face ao cen&#225;rio     epidemiol&#243;gico, econ&#243;mico e social que Portugal atravessa, a defini&#231;&#227;o de uma     ]]></body>
<body><![CDATA[estrat&#233;gia de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o era premente, tendo sido concretizada no     ano de 2012 com a implementa&#231;&#227;o do Programa Nacional para a Promo&#231;&#227;o da     Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel (PNPAS) (7). O PNPAS foi aprovado atrav&#233;s do Despacho n&#186;     404/2012 de 3 de Janeiro de 2012, tendo sido considerado um dos oito programas     priorit&#225;rios a desenvolver pela Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS) (8). A coordena&#231;&#227;o     deste programa foi atribu&#237;da &#224; DGS, uma vez que de acordo com o Decreto-Lei     n&#186;124/2011, de 19 de Dezembro, a coordena&#231;&#227;o nacional da defini&#231;&#227;o e     desenvolvimento dos programas de sa&#250;de, bem como o acompanhamento da execu&#231;&#227;o     das pol&#237;ticas e programas do Minist&#233;rio da Sa&#250;de foram atribu&#237;das &#224; DGS (9).      <br/>O PNPAS surgiu     ]]></body>
<body><![CDATA[assim com a miss&#227;o de melhorar o estado nutricional da popula&#231;&#227;o, incentivando     a disponibilidade f&#237;sica e econ&#243;mica dos alimentos constituintes de um padr&#227;o     alimentar saud&#225;vel e criando as condi&#231;&#245;es para que a popula&#231;&#227;o os valorize,     aprecie e consuma, integrando-os nas suas rotinas di&#225;rias. &#201; pressuposto deste     programa que um consumo alimentar adequado e a consequente melhoria do estado     nutricional dos cidad&#227;os tenha um impacto directo na preven&#231;&#227;o e controlo das     doen&#231;as mais prevalentes a n&#237;vel nacional (cardiovasculares, oncol&#243;gicas,     diabetes, obesidade) e que permita, simultaneamente, o crescimento e a     competitividade econ&#243;mica do pa&#237;s em outros sectores como os ligados &#224;     agricultura, ambiente, turismo, emprego ou qualifica&#231;&#227;o profissional (7). O     ]]></body>
<body><![CDATA[desafio maior de uma pol&#237;tica nutricional nacional ser&#225; por isso o de conciliar     as recomenda&#231;&#245;es de boas pr&#225;ticas internacionais, baseadas na melhor evid&#234;ncia     cient&#237;fica para a melhoria do estado de sa&#250;de das popula&#231;&#245;es, com a sua     adapta&#231;&#227;o &#224; realidade nacional, nomeadamente com o seu sistema alimentar, desde     a produ&#231;&#227;o ao consumo, e com a necessidade de n&#227;o afastar esta estrat&#233;gia do     necess&#225;rio desenvolvimento econ&#243;mico e incentivo &#224; cria&#231;&#227;o e manuten&#231;&#227;o do     emprego.     <br/><u>As Pol&#237;ticas     Nutricionais e de Sa&#250;de no Contexto das Pol&#237;ticas e Estrat&#233;gias Europeias</u>     <br/>Actualmente, a     ]]></body>
<body><![CDATA[alimenta&#231;&#227;o e a nutri&#231;&#227;o s&#227;o considerados como elementos chave na defini&#231;&#227;o dos     objectivos, estrat&#233;gias e recomenda&#231;&#245;es nos diversos programas e pol&#237;ticas,     tanto da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) como da Comiss&#227;o Europeia (CE).     <br/>A n&#237;vel da OMS, nas     &#250;ltimas duas d&#233;cadas, v&#225;rios documentos estrat&#233;gicos t&#234;m sido desenvolvidos com     o objectivo de auxiliar os estados membros na defini&#231;&#227;o de pol&#237;ticas que visem     a modifica&#231;&#227;o de comportamentos alimentares e de actividade f&#237;sica nas     sociedades Europeias. Considerando que o crescimento das doen&#231;as cr&#243;nicas     associadas a uma alimenta&#231;&#227;o inadequada j&#225; afecta mais de um ter&#231;o da popula&#231;&#227;o     europeia e que, a n&#237;vel global, se estima que 60% das mortes prematuras sejam     ]]></body>
<body><![CDATA[provocadas por estas doen&#231;as, a promo&#231;&#227;o de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel tem-se     assumido como uma prioridade nas pol&#237;ticas da OMS.     <br/>Neste     &#226;mbito, e para a constru&#231;&#227;o da pol&#237;tica nutricional a n&#237;vel nacional, t&#234;m sido     consideradas as linhas estrat&#233;gias presentes nos seguintes documentos da OMS:     &#8220;Global strategy on diet, physical activity and health&#8221; (OMS, 2004)(10),     &#8220;European Charter on counteracting obesity&#8221; (OMS Regi&#227;o Europeia, 2006)(11), &#8220;The     Challenge of obesity in the WHO European Region and the strategies for     response&#8221; (OMS Regi&#227;o Europeia, 2007)(12), &#8220;Action Plan for the Prevention and     Control of Noncommunicable Diseases 2013-2020&#8221; (OMS, 2013) (1), &#8220;Health 2020 &#8211;     ]]></body>
<body><![CDATA[A European policy framework supporting action across government and society for     Health and well-being&#8221; (OMS, 2012)(13), &#8220;WHO European Action Plan for Food and     Nutrition Policy 2014-2020&#8221; (OMS Regi&#227;o Europeia, 2013)(14), Vienna Declaration     on Nutrition and Noncommunicable Diseases in the context of Health 2020 (OMS     Regi&#227;o Europeia, 2013)(15) e &#8220;The Helsinki Statement on the Health in All     Policies&#8221; (OMS, 2013)(16). Tamb&#233;m a CE tem     suportado os estados membros no que diz respeito &#224; implementa&#231;&#227;o de pol&#237;ticas     nutricionais, nomeadamente atrav&#233;s dos documentos: White Paper on &#8220;A Strategy     for Europe on Nutrition, Overweight and Obesity related health issues&#8221;     (Comiss&#227;o das Comunidades Europeias, 2007)(17) e White Paper &#8220;Together for     ]]></body>
<body><![CDATA[Health: A Strategic Approach for the EU 2008-2013&#8221; (Comiss&#227;o das Comunidades     Europeias, 2007) (18).      <br/>Da leitura destes     documentos &#233; poss&#237;vel enquadrar um conjunto de pressupostos e linhas de ac&#231;&#227;o,     que se iniciam pela: a) avalia&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o alimentar e do estado nutricional     das popula&#231;&#245;es e seus determinantes sociais e econ&#243;micos; e pelas b)     estrat&#233;gias de interven&#231;&#227;o multisectorial, que se afastam cada vez mais das     interven&#231;&#245;es para a melhoria dos conhecimentos dos cidad&#227;os e integram     progressivamente propostas de regula&#231;&#227;o sobre a disponibilidade e acesso aos     alimentos; at&#233; aos c) processos de monitoriza&#231;&#227;o e constru&#231;&#227;o de indicadores de     ]]></body>
<body><![CDATA[processo.      <br/>Mais rencentemente,     as pol&#237;ticas de sa&#250;de, nomeadamente as pol&#237;ticas de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o come&#231;aram     a assumir o impacto que as desigualdades sociais e econ&#243;micas podem ter no     consumo alimentar.      <br/>Neste sentido, e de     acordo com as linhas gerais de ac&#231;&#227;o do novo plano de ac&#231;&#227;o para as pol&#237;ticas     de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o da OMS, o &#8220;WHO European Action Plan for Food and     Nutrition Policy 2014-2020&#8221; (OMS Regi&#227;o Europeia, 2013) (14), sugere-se a     integra&#231;&#227;o crescente dos princ&#237;pios dos direitos humanos, particularmente do     ]]></body>
<body><![CDATA[direito &#224; alimenta&#231;&#227;o, e os princ&#237;pios da garantia do acesso universal &#224;     alimenta&#231;&#227;o adequada, de modo a garantir equidade nas estrat&#233;gias propostas.     Estes documentos mais recentes prop&#245;em para os pr&#243;ximos anos um conjunto de     quatro grandes objectivos:      <br/>1) Refor&#231;ar a     vigil&#226;ncia, monitoriza&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o relacionada com a sa&#250;de,     estado nutricional e seus determinantes e tend&#234;ncias;      <br/>2) Reduzir a     exposi&#231;&#227;o aos factores de risco para as doen&#231;as cr&#243;nicas que estejam     relacionados com as desigualdades e que possam ser modificados pela     ]]></body>
<body><![CDATA[alimenta&#231;&#227;o, nomeadamente atrav&#233;s da cria&#231;&#227;o de ambientes promotores de uma     alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel;      <br/>3) Refor&#231;ar e     reorientar os sistemas de sa&#250;de de modo a que a preven&#231;&#227;o e o controlo de     doen&#231;as cr&#243;nicas associadas a uma alimenta&#231;&#227;o inadequada, &#224; desnutri&#231;&#227;o e &#224;s     defici&#234;ncias de micronutrientes, sejam considerados priorit&#225;rios nos cuidados     de sa&#250;de prim&#225;rios, garantindo a cobertura universal dos cuidados de sa&#250;de e     por fim;      <br/>4) Incentivar a     adop&#231;&#227;o da abordagem de &#8220;sa&#250;de em todas as pol&#237;ticas&#8221;, de modo a construir     ]]></body>
<body><![CDATA[alian&#231;as intersectoriais e a promover a capacita&#231;&#227;o e o envolvimento dos     cidad&#227;os nas actividades de promo&#231;&#227;o de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel (14, 15).      <br/>Nestes documentos &#233;     bem vis&#237;vel o apelo &#224; exist&#234;ncia de estrat&#233;gias intersectoriais e transversais     a todos os sectores governamentais, ao sector privado e &#224; sociedade civil,     integrando o mencionado princ&#237;pio da &#8220;sa&#250;de em todas as pol&#237;ticas&#8221;.     Pressente-se tamb&#233;m a necessidade de estas interven&#231;&#245;es serem suportadas por     altera&#231;&#245;es nos sistemas alimentares, de modo a que sejam sustent&#225;veis no tempo,     bem como do ponto de vista social e ambiental. &#201; tamb&#233;m bem evidente que as     estrat&#233;gias para reduzir a elevada preval&#234;ncia de doen&#231;as cr&#243;nicas devem     ]]></body>
<body><![CDATA[contemplar simultaneamente a desnutri&#231;&#227;o e a defici&#234;ncia de micronutrientes.     Por &#250;ltimo, &#233; sublinhada a import&#226;ncia da redu&#231;&#227;o das assimetrias no acesso a     alimentos de boa qualidade nutricional, garantindo o acesso f&#237;sico e econ&#243;mico     a uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel como parte integrante do esfor&#231;o para reduzir as     desigualdades sociais na sa&#250;de. Segundo a &#8220;The Helsinki Statement on the Health     in All Policies&#8221;, &#233; essencial que todos os pa&#237;ses considerem a sa&#250;de e a     equidade em sa&#250;de como uma prioridade pol&#237;tica, e que actuem sobre os     determinantes sociais da sa&#250;de (16).     <br/>Estes documentos     globais, apesar de reflectirem estrategicamente sobre as grandes linhas     ]]></body>
<body><![CDATA[orientadoras para a constru&#231;&#227;o de pol&#237;ticas na &#225;rea da alimenta&#231;&#227;o, n&#227;o t&#234;m em     conta especificidades nacionais que necessitam de ser introduzidas e adaptadas.     Portugal possui especificidades geogr&#225;ficas, clim&#225;ticas, de produ&#231;&#227;o alimentar,     de tradi&#231;&#227;o gastron&#243;mica e consumo que &#233; necess&#225;rio introduzir no planeamento e     no planos de ac&#231;&#227;o a produzir. Possui ainda um sistema de governa&#231;&#227;o com     algumas particularidades, em especial no sector da sa&#250;de, que &#233; necess&#225;rio ter em     conta. Um exemplo concreto desta especificidade prende-se com os recursos     humanos, que est&#227;o dispon&#237;veis em Portugal na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o. A forma&#231;&#227;o     acad&#233;mica dos t&#233;cnicos superiores de nutri&#231;&#227;o em Portugal, que se iniciou nos     finais dos anos 70, teve uma matriz ideol&#243;gica e conceptual mais pr&#243;xima das     ]]></body>
<body><![CDATA[realidades norte e sul-americanas do que da europeia, introduzindo uma forte     orienta&#231;&#227;o para a presta&#231;&#227;o de servi&#231;os na comunidade e nas actividades     preventivas e de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de, que n&#227;o deve ser desaproveitada.      <br/><u>As Pol&#237;ticas     Nutricionais em Portugal &#8211; Breve Evolu&#231;&#227;o Hist&#243;rica</u>     <br/>Apesar do PNPAS,     aprovado em 2012, representar em Portugal o primeiro programa nacional para a     promo&#231;&#227;o de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, v&#225;rios esfor&#231;os foram realizados desde a     d&#233;cada de 70 no sentido de formular e implementar uma estrat&#233;gia nacional de     alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o. O primeiro passo para a formula&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica     ]]></body>
<body><![CDATA[nacional de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o foi dado no ano de 1976 com a cria&#231;&#227;o do     Centro de Estudos de Nutri&#231;&#227;o (CEN), que surgiu para colmatar necessidades     sentidas no &#226;mbito da obten&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o referente ao consumo alimentar e     estado nutricional da popula&#231;&#227;o portuguesa (19). A par do desenvolvimento de     estudos relacionados com a obten&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o sobre alimenta&#231;&#227;o e a     nutri&#231;&#227;o, tamb&#233;m na d&#233;cada de 70 teve in&#237;cio a primeira campanha nacional de     educa&#231;&#227;o alimentar &#8220;Saber comer &#233; saber viver&#8221;, para a qual foi desenvolvido o     primeiro guia alimentar para a popula&#231;&#227;o portuguesa, a Roda dos Alimentos. Mais     tarde, em 1980, foi institu&#237;do o Conselho Nacional de Alimenta&#231;&#227;o (CNA),     posteriormente designado por Conselho Nacional de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[(CNAN), com a atribui&#231;&#227;o de formular e implementar uma pol&#237;tica de alimenta&#231;&#227;o     e nutri&#231;&#227;o, que contudo acabou por n&#227;o ser concretizada (20).      <br/>Paralelamente a     estes compromissos pol&#237;ticos iniciais na &#225;rea da alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o,     surgiram os primeiros documentos reflectindo linhas de pensamento estrat&#233;gico     para a formula&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica alimentar e nutricional em Portugal,     propostos essencialmente por Gon&#231;alves Ferreira e mais tarde por Em&#237;lio Peres,     Amorim Cruz, entre outros (21-25).      <br/>O interesse     pol&#237;tico na implementa&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica de alimenta&#231;&#227;o foi contudo menos     ]]></body>
<body><![CDATA[evidente ao longo da d&#233;cada de 90, por diversas raz&#245;es, entre elas a entrada de     Portugal na Comunidade Econ&#243;mica Europeia (CEE) e a tentativa de se criar um     mercado aberto com o m&#237;nimo de regulamenta&#231;&#227;o. A educa&#231;&#227;o alimentar, em     particular em meio escolar, foi provavelmente a &#250;nica &#225;rea em que se continuou     a investir durante este per&#237;odo (26). Tamb&#233;m na d&#233;cada de 90, mais precisamente     em 1997, foram publicadas as recomenda&#231;&#245;es alimentares para a popula&#231;&#227;o     portuguesa pelo CNAN (27). Nos finais da d&#233;cada de 90 e in&#237;cio do novo mil&#233;nio,     as preocupa&#231;&#245;es com a garantia da qualidade sanit&#225;ria dos alimentos,     decorrentes das crises alimentares dos anos 90, ocuparam a agenda pol&#237;tica na     &#225;rea da alimenta&#231;&#227;o e da nutri&#231;&#227;o (28).      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Em 2005, em     resultado do reconhecimento pol&#237;tico a n&#237;vel internacional da obesidade como um     dos mais s&#233;rios problemas de sa&#250;de p&#250;blica, voltou a observar-se um novo     investimento pol&#237;tico nas quest&#245;es nutricionais em Portugal, tendo sido     implementando nesse mesmo ano o Plano Nacional de Combate &#224; Obesidade, como     parte integrante do Plano Nacional de Sa&#250;de 2004-2010 (29). Em 2007, e no     seguimento da &#8220;European Charter on Counteracting Obesity&#8221; (OMS Regi&#227;o Europeia,     2006)(11), foi criada a Plataforma Contra a Obesidade, como uma Divis&#227;o da DGS,     representando esta a primeira abordagem de uma pol&#237;tica intersectorial com o     objectivo de promover uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, embora com inten&#231;&#245;es     ]]></body>
<body><![CDATA[espec&#237;ficas no combate &#224; obesidade (30). De certa forma, com a Plataforma     Contra a Obesidade, estavam criadas as bases para o lan&#231;amento do primeiro     programa nacional na &#225;rea da alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o, que surge em 2012, de     seguida apresentado.     <br/><u>Programa Nacional     para a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel &#8211; Linhas Estrat&#233;gicas </u>     <br/>Na constru&#231;&#227;o do     PNPAS foram integradas diversas orienta&#231;&#245;es e op&#231;&#245;es estrat&#233;gicas. As propostas     pela OMS e CE, j&#225; descritas anteriormente; tamb&#233;m as que resultaram da     experi&#234;ncia portuguesa em grupos de trabalho como o High Level Group on     ]]></body>
<body><![CDATA[Nutrition and Physical Activity da CE; da experi&#234;ncia obtida no quadro do     desenvolvimento de diferentes propostas nacionais desde 1976 e que culminaram     na cria&#231;&#227;o da Plataforma contra a Obesidade; das experi&#234;ncias realizadas em     dois pa&#237;ses, Noruega e Brasil, com grandes tradi&#231;&#245;es na implementa&#231;&#227;o de     pol&#237;ticas e medidas estrat&#233;gicas ao n&#237;vel da alimenta&#231;&#227;o; e, ainda, da audi&#231;&#227;o     p&#250;blica que a DGS encetou para ausculta&#231;&#227;o das partes interessadas e que em     muito contribuiu para a melhoria final da estrat&#233;gia.     <br/>O PNPAS possui     cinco objectivos gerais: a) aumentar o conhecimento sobre os consumos     alimentares da popula&#231;&#227;o portuguesa, seus determinantes e consequ&#234;ncias; b)     ]]></body>
<body><![CDATA[modificar a disponibilidade de certos alimentos, nomeadamente em ambiente     escolar, laboral e em espa&#231;os p&#250;blicos; c) informar e capacitar para a compra,     confec&#231;&#227;o e armazenamento de alimentos saud&#225;veis, em especial aos grupos mais     desfavorecidos; d) identificar e promover ac&#231;&#245;es transversais que incentivem o     consumo de alimentos de boa qualidade nutricional de forma articulada e     integrada com outros sectores, nomeadamente da agricultura, desporto, ambiente,     educa&#231;&#227;o, seguran&#231;a social e autarquias; e) melhorar a qualifica&#231;&#227;o e o modo de     actua&#231;&#227;o dos diferentes profissionais que pela sua actividade, podem     influenciar conhecimentos, atitudes e comportamentos na &#225;rea alimentar. Deste     modo, o PNPAS prop&#245;e um conjunto de objectivos distribu&#237;dos em cinco grandes     ]]></body>
<body><![CDATA[&#225;reas: 1) realidade Portuguesa, aumentando a informa&#231;&#227;o e a recolha de dados     alimentares; 2) orienta&#231;&#245;es, modificando a disponibilidade alimentar/     influenciando o meio ambiente; 3) biblioteca alimentar, informando e     capacitando o cidad&#227;o; 4) parcerias e Projectos, promovendo o trabalho     intersectorial; e 5) profissionais, melhorando a qualifica&#231;&#227;o e o modo de     actua&#231;&#227;o dos diversos profissionais que pela sua actua&#231;&#227;o possam influenciar     consumos alimentares (7).     </p>     <p><b>AN&#193;LISE CR&#205;TICA E CONCLUS&#213;ES</b> <br/>O actual perfil epidemiol&#243;gico, social e econ&#243;mico da popula&#231;&#227;o portuguesa, sugere respostas integradas e intersectoriais para problemas t&#227;o complexos como os do campo da alimenta&#231;&#227;o e da nutri&#231;&#227;o. Seguindo as cinco grandes &#225;reas de actua&#231;&#227;o propostas no PNPAS, ser&#225; poss&#237;vel uma reflex&#227;o cr&#237;tica sobre cada uma delas. <br/>1) A tomada de decis&#245;es e a escolha das melhores estrat&#233;gias pressup&#245;e informa&#231;&#227;o actualizada e de qualidade. No caso de pol&#237;ticas nutricionais, s&#227;o fundamentais dados actualizados sobre o consumo alimentar, sua evolu&#231;&#227;o e a sua rela&#231;&#227;o com perfis sociodemogr&#225;ficos e geogr&#225;ficos da popula&#231;&#227;o. Infelizmente, a informa&#231;&#227;o actualmente dispon&#237;vel est&#225; longe de dar resposta a estas necessidades. O &#250;ltimo inqu&#233;rito alimentar nacional com dados de consumo directo est&#225; amplamente desactualizado e data de 1980. Os dados indirectos de consumo, obtidos atrav&#233;s de Balan&#231;as Alimentares (BAP) e dos Inqu&#233;ritos aos Or&#231;amentos das Fam&#237;lias (IOF) permitem, de forma mais sistem&#225;tica e com alguns desvios conhecidos, tra&#231;ar as traject&#243;rias de consumo. Estes dados, conjuntamente com dados de consumo directo, obtidos de estudos parcelares, permitem, embora de maneira imperfeita, identificar &#225;reas priorit&#225;rias. Apesar das dificuldades or&#231;amentais, &#233; necess&#225;rio instituir um modelo de avalia&#231;&#227;o e monitoriza&#231;&#227;o dos consumos que permita de forma r&#225;pida e mais sistem&#225;tica perceber consumos, sua distribui&#231;&#227;o e evolu&#231;&#227;o no tempo. Esta ferramenta dever&#225; ser cada vez mais leve do ponto de vista da recolha dos dados e sua actualiza&#231;&#227;o, permitindo a tomada de decis&#227;o interna, mas tamb&#233;m a comparabilidade europeia e uma estabilidade na metodologia empregue, para permitir perceber evolu&#231;&#245;es no consumo alimentar. Depois de, no passado, se terem utilizado com frequ&#234;ncia ferramentas institucionais pesadas, em que a recolha de informa&#231;&#227;o apresentava um grande desfasamento temporal face &#224; divulga&#231;&#227;o dos resultados, os processos necessitam agora de ser cada vez mais &#225;geis, integrando tamb&#233;m as estruturas, servi&#231;os e profissionais de sa&#250;de, sem descurar a qualidade.  <br/>2) Nos &#250;ltimos anos, t&#234;m vindo a surgir cada vez mais propostas no quadro europeu da pol&#237;tica nutricional que tentam modificar a disponibilidade de certos alimentos, nomeadamente em ambiente escolar, laboral e em outros espa&#231;os p&#250;blicos. A modifica&#231;&#227;o da disponibilidade em ambiente escolar tem sido considerada uma &#225;rea privilegiada de ac&#231;&#227;o, onde Portugal tem desempenhado papel muito interventivo. Neste campo, a Direc&#231;&#227;o-Geral da Educa&#231;&#227;o e o PNPAS t&#234;m produzido um trabalho conjunto que tem permitido regular, entre outras &#225;reas, a oferta alimentar em meio escolar. O passo seguinte ser&#225; o de melhorar a capacidade de monitorizar a implementa&#231;&#227;o dos referenciais e saber cada vez mais sobre o impacto dos diferentes modelos propostos. Em paralelo, a recente interven&#231;&#227;o sobre os pre&#231;os dos alimentos, atrav&#233;s da taxa&#231;&#227;o directa sobre determinados produtos alimentares, casos da Dinamarca ou Hungria, sugere novos caminhos de regula&#231;&#227;o da oferta alimentar que necessitam de serem estudados em detalhe (31).  <br/>3) Informar e capacitar para a compra, confec&#231;&#227;o e armazenamento de alimentos saud&#225;veis, em especial em grupos mais desfavorecidos, pressup&#245;e uma aposta clara em estrat&#233;gias que utilizem materiais adaptados a baixos n&#237;veis de literacia, que reconhe&#231;am o reduzido interesse e capacidade para aprender na forma mais cl&#225;ssica da aprendizagem e que entendam que numa nova era de comunica&#231;&#227;o, o entretimento e a informa&#231;&#227;o, circulam cada vez mais em &#225;reas e formatos interrelacionados. Uma pol&#237;tica de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o deve ser capaz de estabelecer um compromisso entre estrat&#233;gias que promovam a capacita&#231;&#227;o dos cidad&#227;os para escolhas alimentares mais acertadas, promovendo assim a autonomia dos indiv&#237;duos, com estrat&#233;gias que possibilitem a cria&#231;&#227;o de ambientes favor&#225;veis &#224; pr&#225;tica de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, considerando contudo que as escolhas alimentares n&#227;o dependem exclusivamente da vontade do cidad&#227;o. <br/>4) Exige-se que uma pol&#237;tica de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o seja capaz de estabelecer alian&#231;as, parcerias e ac&#231;&#245;es intersectoriais, nomeadamente entre os diversos sectores governamentais, sector privado e sociedade civil. Assim, o princ&#237;pio da intersectorialidade &#233; um dos grandes desafios das pol&#237;ticas alimentares e nutricionais. Estas alian&#231;as e parcerias pressup&#245;em estabilidade governativa e compromissos a m&#233;dio prazo que ultrapassem legislaturas, clareza nos objectivos e na transpar&#234;ncia dos processos, planeamento e h&#225;bitos de coopera&#231;&#227;o entre os diferentes sectores governativos e outros parceiros. A exist&#234;ncia de um programa nacional em torno da alimenta&#231;&#227;o, com objectivos claros e audit&#225;veis, &#233; uma das pe&#231;as base deste processo. <br/>5) A qualifica&#231;&#227;o e o modo de actua&#231;&#227;o dos diferentes profissionais que pela sua actividade podem influenciar conhecimentos, atitudes e comportamentos na &#225;rea alimentar s&#227;o decisivos para o sucesso de qualquer estrat&#233;gia. A este n&#237;vel, exige-se uma interven&#231;&#227;o dupla. Capacitando profissionais externos &#224; sa&#250;de mas que influenciam consumos alimentares, por exemplo a n&#237;vel aut&#225;rquico ou na &#225;rea da educa&#231;&#227;o, e capacitando os profissionais de sa&#250;de que n&#227;o s&#227;o especialistas na &#225;rea mas que colaboram frequentemente neste tipo de ac&#231;&#245;es. Uma das cr&#237;ticas centrais feitas ao ensino das ci&#234;ncias da sa&#250;de nos &#250;ltimos anos &#233; a incapacidade de formar profissionais com sentido de lideran&#231;a e de interven&#231;&#227;o p&#250;blica na sociedade, em particular nas &#225;reas que determinam e condicionam o estado de sa&#250;de das popula&#231;&#245;es. Espera-se que o PNPAS possa incentivar este tipo de articula&#231;&#227;o entre as necessidades de recursos humanos com sentido de lideran&#231;a e capacidade de interven&#231;&#227;o p&#250;blica e a forma&#231;&#227;o acad&#233;mica e profissional. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. World Health Organization. Global action plan for the prevention and control of noncommunicable diseases 2013&#8211;2020. Sixty-sixth World Health Assembly. 2013  <br/>2. World Health Organization. Global Health Risks. Mortality and burden of disease attributable to selected major risks. Geneva, Switzerland: WHO; 2009 <br/>3. Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, Plataforma contra a Obesidade. Estudo de Preval&#234;ncia da Obesidade dos Adolescentes em Portugal Continental. 2009 <br/>4. Gra&#231;a P, Nogueira PJ, Silva AJ, Rosa MV, Alves MI, Afonso D, et al. Portugal - Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel em n&#250;meros. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2013 <br/>5. Amaral TF, Martins MC, Guiomar S. The Coexistence of Food Insecurity and Overweight/Obesity in Portuguese Adults. Public Health Nutrition. 2010; 13(9(A)):121-22 <br/>6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722529&pid=S2182-7230201300030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Greg&#243;rio MJ, Gra&#231;a P, Santos CA, Gomes S, Nogueira PJ. The paradoxal link between food insecurity and obesity in Portuguese adults. 20th International Congress of Nutrition. 2013 <br/>7. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa Nacional da Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel - Orienta&#231;&#245;es Program&#225;ticas. Lisboa; 2012  <br/>8. Despacho n.o 404/2012. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.a s&#233;rie &#8212; N.o 10 &#8212; 13 de janeiro de 2012. 2012 <br/>9. Decreto-Lei 124/2011. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 1.a s&#233;rie&#8212;N.o 249&#8212;29 de Dezembro de 2011 <br/>10. World Health Organization. Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health. Resolution of the Fifty-seventh World Health Assembly. Geneva: WHO; 2004  <br/>11. World Health Organization Europe, WHO European Ministerial Conference on Counteracting Obesity. Diet and physical activity for health. European Charter on counteracting obesity. Istambul, Turkey; 2006. [actualizado em: 15 - 17 November] <br/>12. World Health Organization Europe. The challenge of obesity in the WHO European Region and the strategies for response. Denmark, Copenhagen; 2007  <br/>13. World Health Organization Regional Office for Europe. Health 2020: a European policy framework supporting action across government and society for health and well-being. 2012 <br/>14. World Health Organization Regional Office for Europe. WHO European Region Food and Nutrition Action Plan 2014-2020. Copenhagen; 2013 <br/>15. World Health Organization Regional Office for Europe. Vienna Declaration on Nutrition and Noncommunicable Diseases in the Context of Health 2020. WHO European Ministerial Conference on Nutrition and Noncommunicable Diseases in the Context of Health 2020. Vienna; 2013  <br/>16. World Health Organization. The Helsinki Statement on Health in All Policies. The 8th Global Conference on Health Promotion. Helsinki, Finland; 2013 <br/>17. Commission of the European Communities. White Paper on A Strategy for Europe on Nutrition, Overweight and obesity related health issues. Brussels; 2007  <br/>18. Commission of the European Communities. White Paper "Together for Health: A Strategic Approach for the EU 2008 - 2013. Brussels; 2007  <br/>19. Gon&#231;alves Ferreira FA. Centro de Estudos de Nutri&#231;&#227;o (CEN): posi&#231;&#227;o na perspectiva hist&#243;rica da pol&#237;tica nacional de alimenta&#231;&#227;o-nutri&#231;&#227;o-sa&#250;de. Revista Portuguesa de Nutri&#231;&#227;o. 1989; 1(4):41-49 <br/>20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722530&pid=S2182-7230201300030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Gon&#231;alves Ferreira FA. Cria&#231;&#227;o do Conselho de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o. Rev CEN. 1980; 4(3):3-21 <br/>21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722531&pid=S2182-7230201300030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Gon&#231;alves Ferreira FA. Pol&#237;tica Alimentar e de Nutri&#231;&#227;o em Portugal. Rev CEN. 1978; 2(1):3-28 <br/>22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722532&pid=S2182-7230201300030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Gon&#231;alves Ferreira FA. Posi&#231;&#227;o de Portugal em Pol&#237;tica Alimentar e de Nutri&#231;&#227;o. Rev CEN. 1979; 3(1):3-18 <br/>23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722533&pid=S2182-7230201300030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Gon&#231;alves Ferreira FA. Pol&#237;tica Alimentar e Sa&#250;de. A Perspectiva em Portugal. Rev CEN. 1981; 5(1):3-23 <br/>24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722534&pid=S2182-7230201300030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Gon&#231;alves Ferreira FA. Pol&#237;tica Alimentar e Sa&#250;de. Perspectiva e atrasos na elabora&#231;&#227;o da pol&#237;tica alimentar para a popula&#231;&#227;o portuguesa. Rev CEN. 1983; 7(1):3-29 <br/>25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722535&pid=S2182-7230201300030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Amorim Cruz JA, Pereira AA, Miguel JP. Contribui&#231;&#227;o para uma Pol&#237;tica Alimentar e Nutricional em Portugal. Situa&#231;&#227;o Alimentar e Nutricional Portuguesa e Recomenda&#231;&#245;es do CNAN para a melhoria da situa&#231;&#227;o. Lisboa: Conselho Nacional de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o 1989 <br/>26. Loureiro I. A import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o alimentar: o papel das escolas promotoras de sa&#250;de. Revista Portuguesa de Sa&#250;de P&#250;blica. 2004; 22(2):43-55 <br/>27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722536&pid=S2182-7230201300030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CNAN - Conselho Nacional de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o. Recomenda&#231;&#245;es para a educa&#231;&#227;o alimentar da popula&#231;&#227;o portuguesa. Revista Portuguesa de Nutri&#231;&#227;o. 1997; 7:5-19 <br/>28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722537&pid=S2182-7230201300030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Di&#225;rio da Rep&#250;blica - I S&#233;rie - A. Decreto-Lei n&#186; 237/2005 de 30 de Dezembro <br/>29. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Programa Nacional de Combate &#224; Obesidade. 2005. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.dgs.pt" target="_blank">http://www.dgs.pt</a><br/> 30. Minist&#233;rio da Sa&#250;de, Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Plataforma Contra a Obesidade. 2007. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.dgs.pt" target="_blank">http://www.dgs.pt</a><br/> 31.Thow AM, Jan S, Leeder S, Swinburn B. The effect of fiscal policy on diet, obesity and chronic disease: a systematic review. Bulletin of the World Health Organization. 2010; 88:609-14     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722538&pid=S2182-7230201300030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Pedro Gra&#231;a <br/>Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto.Rua Dr. Roberto Frias, s/n <br/> <a href="mailto:pedrograca@fcna.up.pt">pedrograca@fcna.up.pt</a></p> </p>  <br/>Recebido a 30 de Julho de 2013 <br/>Aceite a 30 de Setembro de 2013 <br/>       ]]></body><back>
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