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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo Comparativo entre Diferentes Curvas de Crescimento e sua Aplicação Prática em Paralisia Cerebral]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparative Study of Different Growth Charts and their Practical Application in Cerebral Palsy]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Associação do Porto de Paralisia Cerebral Centro de Reabilitação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main objective of this study was to compare the nutritional status in a group of people with Cerebral Palsy, with reference to the Growth Charts of the Centers for Disease Control and Prevention and the New Growth Charts Specific for Cerebral Palsy. One hundred patients with Cerebral Palsy (n=57 males, n=43 females), aged between 2 and 20 years followed at Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral do Porto participated in this study. To assess the nutritional status were used Body Mass Index percentiles for age (BMI/A) and Weight for Age (W/A). The motor severity was classified according Gross Motor Function Classification System depending on the age at which individuals were. When comparing the percentiles BMI/A and P/A between the two charts, were observed differences in the distribution of the sample, however, in the percentile BMI/I this difference was not significant (p=0.207). The opposite was observed in the percentile P/I in which the difference was significant (p The results showed no difference in percentile BMI/I between the two charts. However the same was not found when comparing the percentile of P/I. We can say that there is a significant difference in evaluation of patients with Cerebral Palsy according the growth charts used in this study.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Paralisia cerebral]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistema de classificação da função motora global]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Gross motor function classification system]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p> <br/><b >Estudo Comparativo entre Diferentes Curvas de Crescimento e sua Aplica&#231;&#227;o Pr&#225;tica em Paralisia Cerebral </b> <br/> <br/><b >Comparative Study of Different Growth Charts and their Practical Application in Cerebral Palsy</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <br/><b >Maria Ant&#243;nia Campos<sup>1</sup>; R&#225;mula Juma Iss&#227;<sup>2</sup></b>     <br>      <p ><sup>1</sup>Nutricionista, Centro de Reabilita&#231;&#227;o, Associa&#231;&#227;o do Porto de Paralisia Cerebral, Alameda de Cartes, n.&#186; 192, 4300-008 Porto, Portugal     <br><sup>2</sup>Licenciada em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Este trabalho teve como principal objectivo comparar o estado nutricional num grupo de portadores de Paralisia Cerebral, tendo como refer&#234;ncia as curvas de crescimento dos Centers for Disease Control and Prevention e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para Paralisia Cerebral. Participaram neste estudo 100 portadores de Paralisia Cerebral (n=57 sexo masculino, n=43 sexo feminino), com idades compreendidas entre os 2 e os 20 anos, acompanhados no Centro de Reabilita&#231;&#227;o de Paralisia Cerebral do Porto. <br/>Para avaliar o estado nutricional foram usados os percentis de &#205;ndice de Massa Corporal para Idade (IMC/I) e Peso para Idade (P/I). A gravidade motora foi classificada segundo o Sistema de Classifica&#231;&#227;o da Fun&#231;&#227;o Motora Global, conforme a faixa et&#225;ria em que os indiv&#237;duos se encontravam. <br/>Quando comparamos os percentis IMC/I e P/I entre as curvas observaram-se diferen&#231;as na distribui&#231;&#227;o da amostra, no entanto, no percentil IMC/I esta diferen&#231;a n&#227;o era significativa (p=0,207). Situa&#231;&#227;o contr&#225;ria observou-se no percentil P/I em que a diferen&#231;a era significativa (p<0,001). A gravidade motora era elevada, visto que o n&#237;vel mais elevado do Sistema de Classifica&#231;&#227;o da Fun&#231;&#227;o Motora Global - V (Feeds Orally e Tube Fed) foi o mais representativo, quer para a amostra total (29% e 13% respectivamente), quer para o sexo feminino (32,6% e 23,3%, respectivamente). <br/>Os resultados mostraram n&#227;o existir diferen&#231;a na avalia&#231;&#227;o do percentil IMC/I entre ambas as curvas. No entanto, o mesmo n&#227;o se verificou quando comparamos o percentil de P/I. Podemos assim afirmar que existem diferen&#231;as significativas na avalia&#231;&#227;o dos portadores de Paralisia Cerebral de acordo com as curvas de crescimento em estudo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Paralisia cerebral, Curvas de crescimento, Sistema de classifica&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o motora global </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>The main objective of this study was to compare the nutritional status in a group of people with Cerebral Palsy, with reference to the Growth Charts of the Centers for Disease Control and Prevention and the New Growth Charts Specific for Cerebral Palsy. One hundred patients with Cerebral Palsy (n=57 males, n=43 females), aged between 2 and 20 years followed at Centro de Reabilita&#231;&#227;o de Paralisia Cerebral do Porto participated in this study. <br/>To assess the nutritional status were used Body Mass Index percentiles for age (BMI/A) and Weight for Age (W/A). The motor severity was classified according Gross Motor Function Classification System depending on the age at which individuals were. <br/>When comparing the percentiles BMI/A and P/A between the two charts, were observed differences in the distribution of the sample, however, in the percentile BMI/I this difference was not significant (p=0.207). The opposite was observed in the percentile P/I in which the difference was significant (p<0.001). The motor severity was high, since the higher level of Gross Motor Function Classification System - V (Feeds Orally and Tube Fed) was the most representative, for the entire sample (29% and 13% respectively) as well for girls (32% and 23.3% respectively).  <br/>The results showed no difference in percentile BMI/I between the two charts. However the same was not found when comparing the percentile of P/I. We can say that there is a significant difference in evaluation of patients with Cerebral Palsy according the growth charts used in this study. </p>     <p><b >keywords</b>: Cerebral palsy, Growth charts, Gross motor function classification system </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>A Paralisia Cerebral (PC) pode ser descrita como um grupo de desordens permanentes no desenvolvimento do movimento e postura, que causam limita&#231;&#245;es nas actividades e que s&#227;o atribu&#237;das a dist&#250;rbios n&#227;o progressivos que ocorrem durante o desenvolvimento cerebral fetal ou na inf&#226;ncia. Os problemas motores na PC s&#227;o frequentemente acompanhados por perturba&#231;&#245;es de sensibilidade e percep&#231;&#227;o, capacidades cognitivas, de comunica&#231;&#227;o e comportamento, por epilepsia e por problemas secund&#225;rios a n&#237;vel m&#250;sculo-esquel&#233;tico (1).  <br/>Muitos portadores de PC apresentam dificuldades alimentares, que t&#234;m como consequ&#234;ncias um menor aporte de energia e nutrientes, tanto a n&#237;vel dos macronutrientes como dos micronutrientes. <br/>Diversos estudos referem existir uma elevada preval&#234;ncia de desnutri&#231;&#227;o cr&#243;nica em portadores de PC devido a dificuldades alimentares (2-6) e que estes apresentam um desenvolvimento inferior quando comparado com o de crian&#231;as sem problemas cr&#243;nicos de sa&#250;de (3,4,7-9). <br/>As curvas de crescimento s&#227;o ferramentas padronizadas para monitorizar o crescimento e desenvolvimento pedi&#225;trico. Elas possuem uma estimativa de percentil Peso/Idade (P/I), Estatura/Idade (E/I) e &#205;ndice de Massa Corporal/Idade (IMC/I) baseada na popula&#231;&#227;o de refer&#234;ncia (10,11). As curvas habitualmente usadas na pr&#225;tica cl&#237;nica s&#227;o as dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) ou as da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) para rapazes e raparigas na popula&#231;&#227;o em geral. <br/>Tanto as curvas de crescimento dos CDC, como as da OMS parecem n&#227;o ser as mais adequadas para avaliar a popula&#231;&#227;o portadora de PC (12), uma vez que n&#227;o t&#234;m em conta o n&#237;vel de comprometimento motor e as dificuldades na alimenta&#231;&#227;o que condicionam o seu desenvolvimento (13-15). <br/>Em Julho de 2011 foram publicadas as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC (16). Estas resultam de um projecto levado a cabo pelo Life Expectancy Project, e t&#234;m como refer&#234;ncia as curvas dos CDC, ou seja contemplam os percentis para a idade referentes ao peso, estatura e IMC, para crian&#231;as e adolescentes de ambos sexos, entre os 2 e 20 anos de idade. A grande diferen&#231;a reside no facto de estas estarem organizadas de acordo com o Gross Motor Function Classification System (GMFCS - nos 5 n&#237;veis de comprometimento motor), sendo que no n&#237;vel V est&#227;o divididas em duas formas de alimenta&#231;&#227;o: Feeds Orally ou Tube Fed (16). <br/>At&#233; &#224; data n&#227;o se conhecia qualquer refer&#234;ncia sobre a avalia&#231;&#227;o nutricional nos portadores de PC, tendo como base de compara&#231;&#227;o as curvas de crescimento dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC, o que motivou o interesse em realizar este estudo numa popula&#231;&#227;o de crian&#231;as/jovens portadoras de PC, clientes do Centro de Reabilita&#231;&#227;o de Paralisia Cerebral do Porto (CRPCP). <br/>Assim, os objectivos deste trabalho foram: comparar o estado nutricional num grupo de portadores de PC, tendo como refer&#234;ncia as curvas de crescimento dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC; caracterizar a amostra segundo a gravidade motora; avaliar o estado nutricional da amostra a partir das curvas dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC; identificar a diferen&#231;a da avalia&#231;&#227;o nutricional dos portadores de PC de acordo com as duas curvas de crescimento e por &#250;ltimo descrever a import&#226;ncia da utiliza&#231;&#227;o das novas curvas para avaliar o crescimento e desenvolvimento nos portadores de PC. </p>     <p><b>METODOLOGIA</b> <br/>O estudo incluiu 100 utentes seleccionados consecutivamente, com diagn&#243;stico cl&#237;nico confirmado de PC, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 2 e 20 anos, seguidos nas consultas de Nutri&#231;&#227;o e de Fisiatria, no Centro de Reabilita&#231;&#227;o de Paralisia Cerebral do Porto (CRPCP). Os dados foram obtidos no per&#237;odo compreendido entre Fevereiro a Maio de 2012. Os crit&#233;rios de exclus&#227;o foram: indiv&#237;duos com idades inferiores a 2 ou superiores a 20 anos. Este crit&#233;rio deveu-se ao facto de as curvas de crescimento tanto dos CDC como as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC n&#227;o contemplarem estas faixas et&#225;rias e indiv&#237;duos com diagn&#243;stico cl&#237;nico n&#227;o confirmado de PC. <br/>Para caracterizar o estado nutricional das crian&#231;as/jovens, foram efectuadas medi&#231;&#245;es antropom&#233;tricas, nomeadamente a determina&#231;&#227;o do peso corporal e da estatura e o c&#225;lculo do &#237;ndice de massa corporal (IMC). <br/>O peso foi obtido utilizando-se uma balan&#231;a/cadeira digital, marca Seca<sup>&#174;</sup>, modelo 944 com precis&#227;o de 100 g. Todos os utentes foram pesados com roupas leves. No caso de indiv&#237;duos sem equil&#237;brio na cadeira, estes foram pesados inicialmente ao colo do acompanhante, e posteriormente foi aplicada a f&#243;rmula de Stevenson (17). A estatura foi obtida atrav&#233;s da medi&#231;&#227;o com um estadi&#243;metro. Para os indiv&#237;duos com equil&#237;brio ortost&#225;tico, foi utilizada a medi&#231;&#227;o da estatura atrav&#233;s de um estadi&#243;metro marca Seca<sup>&#174;</sup>, modelo 220 vertical, fixo numa parede. Os indiv&#237;duos estavam descal&#231;os com os p&#233;s mantidos juntos, calcanhares contra a parede, ombros relaxados, bra&#231;os ao longo do corpo e cabe&#231;a em plano horizontal de "Frankfort". Para os que n&#227;o tinham equil&#237;brio em p&#233; foi medido o comprimento do topo da cabe&#231;a a um calcanhar, estando estes na posi&#231;&#227;o de dec&#250;bito dorsal em cima de uma superf&#237;cie r&#237;gida, utilizando-se para tal um estadi&#243;metro de madeira com 150 cm de comprimento. <br/>No caso de indiv&#237;duos com contracturas e escolioses, a estatura foi estimada a partir de medidas segmentares. Utilizou-se a medida da altura do joelho ao calcanhar pois &#233; de f&#225;cil execu&#231;&#227;o e fornece um maior grau de precis&#227;o para uma estimativa da estatura (18,19). Para obten&#231;&#227;o desta foi utilizado um estadi&#243;metro de madeira de 100 cm de comprimento, estando o indiv&#237;duo deitado, com o joelho e o tornozelo da perna esquerda posicionados num &#226;ngulo de 90 graus. A haste do calibrador estava alinhada e paralela com o osso longo da parte inferior da perna (t&#237;bia) e sobre o osso do calcanhar (mal&#233;olo) lateral. Ap&#243;s a obten&#231;&#227;o desta medida foi aplicada a f&#243;rmula de Chumlea para estimar a estatura para os diferentes grupos et&#225;rios (20). <br/>O IMC foi calculado para cada um dos indiv&#237;duos, atrav&#233;s da divis&#227;o do seu peso corporal pelo quadrado da sua estatura, estando o peso representado em quilogramas e a estatura em metros (21). <br/>Para classificar a gravidade motora nos portadores de PC foi usado o Sistema de Classifica&#231;&#227;o da Fun&#231;&#227;o Motora Global (GMFCS) (21-24). Este sistema de classifica&#231;&#227;o descreve 5 n&#237;veis de fun&#231;&#227;o motora:  <br/>N&#237;vel I- anda sem limita&#231;&#245;es; <br/>N&#237;vel II-anda com limita&#231;&#245;es;  <br/>N&#237;vel III- anda utilizando um dispositivo auxiliar de locomo&#231;&#227;o; <br/>N&#237;vel IV-auto-mobilidade com limita&#231;&#245;es; pode utilizar tecnologia de apoio com motor; <br/>N&#237;vel V- transportado numa cadeira de rodas por terceiros (21,25).  <br/>Para comparar o estado nutricional, foram utilizadas as curvas de crescimento dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC, respectivamente. <br/>An&#225;lise estat&#237;stica: os dados obtidos foram analisados no programa Statistical Package for Social Science&#174; (SPSS), for Windows<sup>&#174;</sup> vers&#227;o 20. <br/>Foi testada a normalidade pelo teste de Kolmogorov-Smirnov para as vari&#225;veis percentil de IMC/I e percentil P/I, para ambas as curvas. <br/>Foi aplicado o teste estat&#237;stico de Wilcoxon para verificar a signific&#226;ncia para as vari&#225;veis percentil de IMC/I e percentil P/I para ambas as curvas. <br/>Para avaliar a associa&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis aplicou-se o coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson.  <br/>O n&#237;vel de signific&#226;ncia para toda a an&#225;lise estat&#237;stica foi de 5%. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b> <br/><u>Caracteriza&#231;&#227;o da Amostra</u><u></u> <br/>A amostra total (n=100) apresentava as seguintes caracter&#237;sticas: 57% eram do sexo masculino e 43% do sexo feminino. Do total da amostra, o intervalo de idades entre os 6 a 12 anos, foi o que apresentou maior n&#250;mero de portadores: 45%, seguido dos intervalos (12-18 anos) com 20%, (4-6 anos) com 15%, (18-20 anos) com 12%, e o intervalo com menor n&#250;mero de portadores foi o de 2-4 anos com 8% (<a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a>).     <p>&nbsp;</p> <a name="g1"> <img src="/img/revistas/nut/n18/n18a03g1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> Quando estratificamos a amostra por faixas et&#225;rias e sexos, observou-se um maior n&#250;mero de portadores tanto no sexo feminino (n=24), como no sexo masculino (n=21) no intervalo de idade entre 6-12 anos. O intervalo (2-4 anos) apresentava menor n&#250;mero de portadores sendo que o sexo masculino apresentava n=6 e o feminino apenas n=2 (<a href ="/img/revistas/nut/n18/n18a03t1.jpg">Tabela 1</a>). <br/><u>Gravidade Motora </u><u></u> <br/>No <a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a>, pode-se observar a caracteriza&#231;&#227;o da amostra quanto &#224; gravidade motora, atrav&#233;s dos 5 n&#237;veis de classifica&#231;&#227;o do GMFCS.      
<p>&nbsp;</p> <a name="g2"> <img src="/img/revistas/nut/n18/n18a03g2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> O n&#237;vel V, Feeds Orally foi o mais representativo da amostra total com 29%, seguido do n&#237;vel II (19%), n&#237;vel I (17%), n&#237;vel V, Tube Fed (13%) e com menor representa&#231;&#227;o encontraram-se os n&#237;veis III e IV, ambos com 11%. <br/>Estratificando a classifica&#231;&#227;o motora por sexo verificou-se que quer no n&#237;vel V, Feeds Orally como no V, Tube Fed o sexo feminino foi o mais representativo 32,6% e 23,3% respectivamente (<a href="#g3">Gr&#225;fico 3</a>).     <p>&nbsp;</p> <a name="g3"> <img src="/img/revistas/nut/n18/n18a03g3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <br/><u>Classifica&#231;&#227;o Segundo as Curvas dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC</u><u></u> <br/>Foram criados intervalos de percentis id&#234;nticos em ambas curvas de crescimento para comparar a distribui&#231;&#227;o da amostra em cada uma das curvas. <br/><u>Percentil de IMC para idade </u><u></u> <br/>No <a href="#g4">Gr&#225;fico 4</a>, est&#225; representada a distribui&#231;&#227;o dos percentis de IMC/I. Segundo as curvas dos CDC, observou-se que no intervalo Percentil <5 (P<5) foram avaliados um maior n&#250;mero de portadores (n=30), enquanto que, de acordo com as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC apenas foi identificado um.      <p>&nbsp;</p> <a name="g4"> <img src="/img/revistas/nut/n18/n18a03g4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> O mesmo se verificou no intervalo P<u>&gt;</u>95 em que segundo as curvas dos CDC foram identificados 13 indiv&#237;duos, enquanto que, de acordo com as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC n&#227;o foi identificado nenhum. <br/>Situa&#231;&#227;o contr&#225;ria observou-se no intervalo P[25;50[ em que segundo as curvas dos CDC foram classificados um menor n&#250;mero de portadores (n=16) comparativamente &#224;s Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC (n=33). <br/><u>Percentil de peso para idade</u><u></u> <br/>No <a href="#g5">Gr&#225;fico 5</a>, est&#225; representada a distribui&#231;&#227;o dos percentis peso para a idade (P/I).      <p>&nbsp;</p> <a name="g5"> <img src="/img/revistas/nut/n18/n18a03g5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> Segundo as curvas dos CDC, observou-se que no intervalo P<5 foram avaliados um maior n&#250;mero de portadores (n=42) enquanto que, de acordo com as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC foram identificados apenas 4. O mesmo se verificou no intervalo P<u>&gt;</u>95 em que segundo as curvas dos CDC foram classificados 6 indiv&#237;duos sendo que de acordo com as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC n&#227;o foi identificado nenhum. <br/>Nos intervalos P[10;25[ e P[25;50[ conforme as curvas dos CDC foram avaliados um menor n&#250;mero de indiv&#237;duos (n=9 e n=10, respectivamente) enquanto que segundo as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC foram identificados um maior n&#250;mero de portadores (n=24 e n=32, respectivamente). <br/>Foi aplicado o teste de Kolmogorov- Smirnov para verificar a normalidade das seguintes vari&#225;veis: percentil de IMC/I e P/I para as curvas dos CDC e para as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC, e constatou-se que estas vari&#225;veis n&#227;o seguiam uma distribui&#231;&#227;o normal. Observou-se que os percentis de IMC/I obtidos quer pelas curvas dos CDC assim como pelas Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC, apresentavam forte correla&#231;&#227;o (r=0,84; p<0,001), tal como os percentis de P/I obtidos para ambas as curvas (r=0,75; p<0,001). <br/>Seguidamente aplicaram-se testes n&#227;o param&#233;tricos para amostras emparelhadas, de modo a verificar diferen&#231;as significativas entre percentis de IMC/I e P/I obtidos para as duas curvas de crescimento. <br/>Utilizou-se o teste de Wilcoxon para comparar as m&#233;dias. Para os percentis de IMC/I obteve-se um valor de p=0,207. O mesmo teste foi aplicado para o percentil P/I onde se obteve um p<0,001. <br/>Encontrou-se uma correla&#231;&#227;o significativa (p<0,001), embora negativa entre o GMFCS e as diferen&#231;as de IMC/I e P/I (p= -0,46 e p= -0,61 respectivamente). Tamb&#233;m se verificou uma correla&#231;&#227;o negativa sem significado estat&#237;stico entre a idade e a diferen&#231;a do percentil IMC/I (p= -0,24). <br/>Para verificar se existia diferen&#231;a dos percentis de IMC/I e P/I entre sexos, foi aplicado o teste de Wilcoxon e constatou-se que n&#227;o havia diferen&#231;as significativas entre os sexos, valor de p=0,158 e p=0,422, respectivamente. </p>     <p><b >DISCUSS&#195;O</b> <br/>Este estudo comparou o estado nutricional de 100 portadores de PC tendo como refer&#234;ncia as curvas de crescimento dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC. <br/>Destes, 57% eram do sexo masculino e 43% do sexo feminino. <br/>Para classificar a gravidade motora na PC, utilizou-se o GMFCS que estabelece 5 n&#237;veis de classifica&#231;&#227;o (21-24). No <a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a> est&#225; representada a distribui&#231;&#227;o da amostra pelos 5 n&#237;veis. O grau V (Feeds Orally e Tube Fed) que representa os portadores com forma cl&#237;nica mais grave, agrupou 42% do total da amostra (29% e 13%, respectivamente). Resultados id&#234;nticos foram observados em outros estudos (2,6).  <br/>Na estratifica&#231;&#227;o da gravidade motora por sexos observou-se uma elevada percentagem do sexo feminino no n&#237;vel mais grave V (Feeds Orally e Tube Fed) 32,6% e 23,3% respectivamente, sendo que o sexo masculino era mais representativo no n&#237;vel II com 28,1%. Resultados semelhantes foram verificados em outros estudos (2,26). <br/>Quando comparamos os percentis de IMC/I entre as duas curvas de crescimento observou-se, que nas curvas dos CDC existia um maior n&#250;mero de portadores com P<5 (n=30) enquanto que nas Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC se encontrou apenas 1 portador. Situa&#231;&#227;o contr&#225;ria observou-se no intervalo P[25;50[ em que as curvas dos CDC apresentaram um menor n&#250;mero de portadores em rela&#231;&#227;o &#224;s Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC (n=16 e n=33, respectivamente). Nos restantes intervalos observou-se igualmente uma distribui&#231;&#227;o desigual entre ambas as curvas. Apesar desta desigualdade, estas apresentaram uma forte correla&#231;&#227;o (r=0,84; p<0,001). Aplicou-se o teste de Wilcoxon e verificou-se que a diferen&#231;a entre os percentis de IMC/I para as curvas n&#227;o era significativa (valor de p= 0,207). Portanto podemos referir que a avalia&#231;&#227;o do percentil de IMC/I pelas curvas dos CDC &#233; diferente &#224; das Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC. <br/>Relativamente ao percentil P/I, quando comparamos a distribui&#231;&#227;o da amostra por intervalos, observou-se que as curvas dos CDC sobreavaliaram os indiv&#237;duos com PC que se encontravam com P<5 e os que se encontravam no Pâ‰¥ 95, comparativamente com as curvas de crescimento especificas para a PC. <br/>Aplicou-se o teste estat&#237;stico de Wilcoxon para verificar a signific&#226;ncia da disposi&#231;&#227;o da amostra entre as curvas e observou-se uma diferen&#231;a extremamente significativa com valor de p<0,001. <br/>Podemos assim referir que existe diferen&#231;a na avalia&#231;&#227;o do padr&#227;o de crescimento entre os portadores de PC e a popula&#231;&#227;o sem defici&#234;ncia, e que as curvas dos CDC parecem subestimar as avalia&#231;&#245;es nos portadores de PC (13, 15, 27). </p>     <p><b>CONCLUS&#213;ES</b> <br/>O estudo demonstrou que existem diferen&#231;as significativas na avalia&#231;&#227;o nutricional dos portadores de PC de acordo com as curvas dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC. Observou-se que na maioria dos casos, os portadores de PC estavam subavaliados pelas curvas dos CDC. Podemos assim considerar que estas curvas ser&#227;o inapropriadas para utilizar na PC uma vez que n&#227;o t&#234;m em conta o n&#237;vel do comprometimento motor e as dificuldades na alimenta&#231;&#227;o que condicionam o desenvolvimento destes indiv&#237;duos.  <br/>Uma correcta avalia&#231;&#227;o do estado nutricional &#233; imprescind&#237;vel para determinar a melhor interven&#231;&#227;o e acompanhamento no crescimento e evolu&#231;&#227;o de crian&#231;as e adolescentes com PC. Este estudo mostrou que as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC parecem ser as mais indicadas para avaliar esta popula&#231;&#227;o, pois para al&#233;m de contemplarem os percentis para a idade referentes ao peso, estatura e IMC, para crian&#231;as e adolescentes de ambos os sexos, entre os 2 e 20 anos de idade, tamb&#233;m consideram os diferentes n&#237;veis de gravidade motora e a forma de alimenta&#231;&#227;o.  <br/>A amostra estudada revelou uma acentuada gravidade motora, demonstrada pela percentagem de portadores no n&#237;vel mais elevado do GMFCS -V, Feeds Orally: 29% e Tube Fed: 13%. Apesar da amostra analisada possuir menor preval&#234;ncia de indiv&#237;duos do sexo feminino, este subgrupo apresentava maior n&#250;mero de indiv&#237;duos com gravidade motora grau no V (Feeds Orally 32,6% e Tube Fed 23,3%). Pode-se tamb&#233;m concluir que a diferen&#231;a na avalia&#231;&#227;o &#233; mais acentuada quanto mais grave for a forma cl&#237;nica de PC. <br/>O uso das novas curvas como refer&#234;ncia do crescimento em portadores de PC pode ser &#250;til para a pr&#225;tica cl&#237;nica pois permitem avaliar de forma mais precisa esta popula&#231;&#227;o e identificar precocemente situa&#231;&#245;es de desnutri&#231;&#227;o e/ou excesso de peso, podendo a interven&#231;&#227;o nutricional ser mais antecipada e adequada.  <br/>Existem poucas refer&#234;ncias na literatura sobre a compara&#231;&#227;o entre as curvas de crescimento dos CDC e as Novas Curvas de Crescimento Espec&#237;ficas para a PC. Centrar mais estudos nesta tem&#225;tica poder&#225; permitir uma avalia&#231;&#227;o mais precisa do crescimento nos portadores de PC usando crit&#233;rios espec&#237;ficos para esta patologia t&#227;o particular e heterog&#233;nea.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Bax M, Goldstein M, Rosenbaum P, et al. Proposed definition and classification of cerebral palsy, April 2005. Development Medicine & Child Neurology.2005. August; 47(8): 571-576 <br/>2. Campos MA, Smith LK, Santos CC. Efeito das compet&#234;ncias alimentares no estado nutricional de crian&#231;as portadoras de Paralisia Cerebral. Acta Medica Portuguesa. 2007; 20:21-17 <br/>3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722589&pid=S2182-7230201300030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Stalling CE, Davies JC, Cronk CE. Nutrition status and growth of childrenwith diplegic or hemiplegic cerebral palsy. Development Medicine & Child Neurology. 1993; 35(11):997-1006 <br/>4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722590&pid=S2182-7230201300030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Stalling VA, Davies JC, Cronk CE. Nutrition-related growth failure of children with quadriplegic cerebral palsy. 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Relationship of nutritional status to health and societal participation in children with cerebral palsy. The Journal of Pediatrics. 2002; 141(5):637-643 <br/>7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722593&pid=S2182-7230201300030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Stevenson HR, Cater LV, Blackman JA. Clinical correlates of linear growth in children with cerebral palsy. Development Medicine & Child Neurology. 1994; 36(2):135-142 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722594&pid=S2182-7230201300030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Samson-Fang LJ. Linear growth velocity in children with cerebral palsy. Development Medicine & Child Neurology. 1998; 40(10):689-692 <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722595&pid=S2182-7230201300030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Zonta MB, Muzzolon SR et al. Crescimento e antropometria em paciente com paralisia cerebral hemipl&#233;gica. Revista Paulista de Pediatria. 2009; 27(4):416-423 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722596&pid=S2182-7230201300030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Kuczmarski OC, Grummer-Strawn LM, et al. 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Classifica&#231;&#227;o do grau de comprometimento motor e do &#237;ndice de massa corp&#243;rea em crian&#231;as com paralisia cerebral. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano.2011; 21(1): 11-20 <br/>19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1722604&pid=S2182-7230201300030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Spender CC, Charney EB, Stallings VA. Assesment of Linear Growth of Children With Cerebral Palsy: Use Alternative Measures to Height or Lenght. 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<ref id="B1">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
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<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
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