<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-7230</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Nutrícias]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nutrícias]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-7230</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Nutricionistas]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-72302013000300006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aditivos Alimentares: Conceitos Básicos, Legislação e Controvérsias]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food Additives: Basic Concepts, Legislation and Controversies]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Delgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mayumi]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Sonae MC  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Carnaxide ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<numero>18</numero>
<fpage>22</fpage>
<lpage>26</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-72302013000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-72302013000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-72302013000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Ao longo dos anos tem-se verificado uma crescente evolução dos processos de tecnologia alimentar, incluindo na utilização de substâncias que pretendem conservar ou melhorar as características organolépticas dos alimentos, os aditivos alimentares. A sua aplicação em géneros alimentícios é regulamentada por legislação própria, em todos os países da União Europeia, e são classificados de acordo com a sua função através de um código constituído pela letra E seguida de 3 ou 4 algarismos. Alguns aditivos permitidos ainda são alvo de contestação por parte de alguns profissionais e consumidores, como é o caso dos edulcorantes. Porém, os que constam na lista dos permitidos são considerados seguros na dose diária admissível, sem efeitos adversos para a saúde. De acordo com as características de alguns grupos populacionais, é necessário um cuidado acrescido com a quantidade e natureza específica de aditivos presentes na sua alimentação diária. Para estes grupos, uma correcta compreensão da rotulagem alimentar é igualmente importante na selecção de produtos e identificação de aditivos que não representem risco para a saúde do consumidor.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Over the years there has been continual progress in food technology, including in the use of substances intended to preserve or improve the organoleptic characteristics of foods i.e. food additives. The application of such substances in food products is regulated by specific legislation in all EU countries. Additives are classified according to their function using a code consisting of the letter E followed by 3 or 4 digits. The &#8220;permitted&#8221; status of some additives is contested by some professionals and consumers, some sweeteners included. However, those included in the permitted list are considered safe in an acceptable daily dose, without adverse health effects. According to the characteristics of some population groups, increased precaution is needed with the amount and specific nature of additives present in their daily diet. For all consumers, a correct understanding of food labelling is equally important in product selection and the identification of additives which pose no risk to consumer health.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Aditivos alimentares]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Legislação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Rotulagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Edulcorantes]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Food additives]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Legislation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Labelling]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sweeteners]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</p></b> <br/> <br/><b>Aditivos Alimentares: Conceitos B&#225;sicos, Legisla&#231;&#227;o e Controv&#233;rsias</b> <br/> <br/><b>Food Additives: Basic Concepts, Legislation and Controversies</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Sara Romeiro<sup>1</sup>; Mayumi Delgado<sup>2</sup></b> <br/>      <p ><sup>1</sup>Nutricionista Estagi&#225;rio     <br><sup>2</sup>Nutricionista, Direc&#231;&#227;o da Qualidade Alimentar, Sonae MC, Estrada da Outurela, n.&#186; 118, Edif&#237;cio Imopolis-Bloco D, 2790-114 Carnaxide, Portugal     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Ao longo dos anos tem-se verificado uma crescente evolu&#231;&#227;o dos processos de tecnologia alimentar, incluindo na utiliza&#231;&#227;o de subst&#226;ncias que pretendem conservar ou melhorar as caracter&#237;sticas organol&#233;pticas dos alimentos, os aditivos alimentares. A sua aplica&#231;&#227;o em g&#233;neros aliment&#237;cios &#233; regulamentada por legisla&#231;&#227;o pr&#243;pria, em todos os pa&#237;ses da Uni&#227;o Europeia, e s&#227;o classificados de acordo com a sua fun&#231;&#227;o atrav&#233;s de um c&#243;digo constitu&#237;do pela letra E seguida de 3 ou 4 algarismos. Alguns aditivos permitidos ainda s&#227;o alvo de contesta&#231;&#227;o por parte de alguns profissionais e consumidores, como &#233; o caso dos edulcorantes. Por&#233;m, os que constam na lista dos permitidos s&#227;o considerados seguros na dose di&#225;ria admiss&#237;vel, sem efeitos adversos para a sa&#250;de. De acordo com as caracter&#237;sticas de alguns grupos populacionais, &#233; necess&#225;rio um cuidado acrescido com a quantidade e natureza espec&#237;fica de aditivos presentes na sua alimenta&#231;&#227;o di&#225;ria. Para estes grupos, uma correcta compreens&#227;o da rotulagem alimentar &#233; igualmente importante na selec&#231;&#227;o de produtos e identifica&#231;&#227;o de aditivos que n&#227;o representem risco para a sa&#250;de do consumidor.  <br/><b>Palavras-Chave</b>: Aditivos alimentares, Legisla&#231;&#227;o, Rotulagem, Edulcorantes </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p> <br/>Over the years there has been continual progress in food technology, including in the use of substances intended to preserve or improve the organoleptic characteristics of foods i.e. food additives. The application of such substances in food products is regulated by specific legislation in all EU countries. Additives are classified according to their function using a code consisting of the letter E followed by 3 or 4 digits. The &#8220;permitted&#8221; status of some additives is contested by some professionals and consumers, some sweeteners included. However, those included in the permitted list are considered safe in an acceptable daily dose, without adverse health effects. According to the characteristics of some population groups, increased precaution is needed with the amount and specific nature of additives present in their daily diet. For all consumers, a correct understanding of food labelling is equally important in product selection and the identification of additives which pose no risk to consumer health. </p>     <p><b >keywords</b>: Food additives, Legislation, Labelling, Sweeteners </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/>Os aditivos     alimentares s&#227;o subst&#226;ncias intencionalmente adicionadas aos alimentos, para,     por exemplo, aumentar a durabilidade do produto, ou intensificar ou modificar     ]]></body>
<body><![CDATA[as suas propriedades organol&#233;pticas, desde que n&#227;o tenham fins nutricionais     (1,2). Podem ser subst&#226;ncias de origem natural ou sint&#233;tica, normalmente sem     valor nutricional apreci&#225;vel, que s&#227;o adicionadas aos alimentos na quantidade     m&#237;nima necess&#225;ria para se atingir o prop&#243;sito tecnol&#243;gico, durante o fabrico ou     altera&#231;&#227;o industrial, ou durante o seu acondicionamento (2, 3). N&#227;o s&#227;o     considerados aditivos as subst&#226;ncias cuja utiliza&#231;&#227;o tenha por objectivo     atribuir aroma e/ou tenha fins nutricionais, como por exemplo suced&#226;neos do     sal, vitaminas ou minerais. Tamb&#233;m subst&#226;ncias como o cloreto de s&#243;dio ou o     a&#231;afr&#227;o, e as enzimas alimentares n&#227;o s&#227;o consideradas aditivos (1). Os     aditivos identificam-se pela classe funcional a que pertencem (edulcorante, por     ]]></body>
<body><![CDATA[exemplo) seguido do nome (acessulfame K) ou c&#243;digo atribu&#237;do (E 950) (3).     <br/><u>Regulamenta&#231;&#227;o</u>     <br/>Os aditivos     alimentares t&#234;m grande utilidade na ind&#250;stria alimentar, estando a sua     aplica&#231;&#227;o em g&#233;neros aliment&#237;cios devidamente regulamentada por legisla&#231;&#227;o     pr&#243;pria, tanto em Portugal como em todos os pa&#237;ses da Uni&#227;o Europeia (1). No     entanto, &#233; importante referir que utiliza&#231;&#245;es indevidas dos aditivos     alimentares, tanto por aplica&#231;&#245;es de teores excessivos como pela inclus&#227;o de um     aditivo n&#227;o declarado, podem compreender riscos para a sa&#250;de (1, 2). Os     aditivos alimentares autorizados constam de listas espec&#237;ficas para cada grupo     ]]></body>
<body><![CDATA[de alimentos e indicam os teores m&#225;ximos permitidos para cada aditivo. A lista     de aditivos que podem ser utilizados nos g&#233;neros aliment&#237;cios e as suas respectivas     condi&#231;&#245;es de utiliza&#231;&#227;o (por exemplo a quantidade e quais os alimentos aos     quais podem ser adicionados), aplic&#225;vel a partir de Junho de 2013, pode ser     encontrada no Regulamento (UE) N.&#186; 1129/2011 da Comiss&#227;o, de 11 de Novembro,     que altera o anexo II do Regulamento (CE) N.&#186; 1333/2008 do Parlamento Europeu e     do Conselho. A Comiss&#227;o Europeia desenvolveu ainda uma ferramenta &#250;til na     pesquisa dos aditivos aprovados e das respectivas aplica&#231;&#245;es na ind&#250;stria     alimentar, uma base de dados online dispon&#237;vel para todos os consumidores     atrav&#233;s do link: <a href="https://webgate.ec.europa.eu/sanco_foods/main/&#8204;event=display" target="_blank">https://webgate.ec.europa.eu/sanco_foods/main/&#8204;event=display</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[(4). Tendo por base a protec&#231;&#227;o da sa&#250;de humana aquando da utiliza&#231;&#227;o de     aditivos alimentares, de enzimas e de aromas, impera a necessidade da avalia&#231;&#227;o     da sua seguran&#231;a anteriormente &#224; sua coloca&#231;&#227;o no mercado (5). Como tal,     segundo o Regulamento (CE) N.&#186; 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho de     16 de Dezembro de 2008 relativo aos aditivos alimentares, a lista de aditivos     autorizados deve ser reavaliada sempre que necess&#225;rio, demonstrando a sua     seguran&#231;a para a sa&#250;de do consumidor. Esta reavalia&#231;&#227;o &#233; da responsabilidade de     autoridades reconhecidas, como a Autoridade Europeia para a Seguran&#231;a dos     Alimentos (6), a Comiss&#227;o Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da Uni&#227;o     Europeia, e deve ser feita tendo em conta as altera&#231;&#245;es que ocorrem ao n&#237;vel     ]]></body>
<body><![CDATA[das condi&#231;&#245;es de utiliza&#231;&#227;o e dos estudos cient&#237;ficos que surjam (1). Al&#233;m     disso, a sua utiliza&#231;&#227;o n&#227;o deve induzir o consumidor em erro e deve ser     vantajosa para o mesmo (7). A n&#237;vel internacional existe um comit&#233; misto de     experts constitu&#237;do pela Food and Agriculture Organisation (FAO) e pela     Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) que &#233; denominado de Joint Experts Committee     on Food Additives (JECFA) (2, 7, 8). Este comit&#233; estabelece a dose di&#225;ria     admiss&#237;vel (DDA) e a frequ&#234;ncia com que se pode ingerir um determinado aditivo,     sendo que a mesma depende dos poss&#237;veis efeitos secund&#225;rios de cada aditivo em     particular (2, 3). A DDA providencia uma ampla margem de seguran&#231;a e representa     a quantidade de um aditivo alimentar que pode ser consumida diariamente atrav&#233;s     ]]></body>
<body><![CDATA[da alimenta&#231;&#227;o, ao longo da vida, sem efeitos adversos para a sa&#250;de (2, 9). As     DDA&#8217;s podem referir-se a um aditivo espec&#237;fico ou a um grupo de aditivos com caracter&#237;sticas     semelhantes. Contudo, as DDA&#8217;s s&#227;o revistas de acordo com o avan&#231;o de estudos     cient&#237;ficos que se encontram em constante desenvolvimento (9). Segundo o     Regulamento (UE) N.&#186; 1129/2011 da Comiss&#227;o, os aditivos alimentares actualmente     autorizados s&#227;o sujeitos a uma reavalia&#231;&#227;o pela Autoridade Europeia para a     Seguran&#231;a dos Alimentos de acordo com o disposto no Regulamento (UE) N.&#186;     257/2010 da Comiss&#227;o que define um programa de reavalia&#231;&#227;o dos aditivos     alimentares aprovados. Este processo encontra-se em curso tendo em conta as     prioridades estabelecidas pelo referido regulamento: os corantes s&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[priorit&#225;rios e a sua avalia&#231;&#227;o &#233; estabelecida com base na disponibilidade de     evid&#234;ncia cient&#237;fica fornecida, na dimens&#227;o de utiliza&#231;&#227;o e no grau de exposi&#231;&#227;o     (10, 11, 12). Seguidamente, tem-se como prioridade os conservantes e os     antioxidantes, cuja reavalia&#231;&#227;o tem de estar finalizada em 2015. Os     emulsificantes, estabilizadores e agentes gelificantes t&#234;m se ser reavaliados     at&#233; 2016. Finalmente, os edulcorantes ter&#227;o de ser reavaliados at&#233; 2020, uma     vez que foi o grupo mais recentemente avaliado. Se o uso de qualquer aditivo     for posto em causa, quanto &#224; sua seguran&#231;a, durante as reavalia&#231;&#245;es, a Uni&#227;o     Europeia pode remov&#234;-lo da lista positiva da legisla&#231;&#227;o comunit&#225;ria (6, 13).     <br/>De referir que o     ]]></body>
<body><![CDATA[Regulamento (UE) N.&#186; 1130/2011 da Comiss&#227;o, de 11 de Novembro de 2011     (aplic&#225;vel a partir de Dezembro de 2011) estabelece uma lista para a Uni&#227;o     Europeia de aditivos alimentares autorizados para serem utilizados nas prepara&#231;&#245;es<sup><a href="#1">*</a><a name="top1"></a></sup>     de aditivos alimentares, que altera o anexo III do Regulamento (CE) N.&#186;     1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, dada a exist&#234;ncia de uma     necessidade tecnol&#243;gica que n&#227;o foi prevista na adop&#231;&#227;o do regulamento anterior     (14).     <br/><u>Classifica&#231;&#227;o</u>     <br/>Est&#227;o definidas     diversas classes funcionais de aditivos presentes em produtos alimentares, de     ]]></body>
<body><![CDATA[acordo com o Regulamento (CE) N.&#186; 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho     de 16 de Dezembro de 2008 (relativo aos aditivos alimentares). A cada aditivo     alimentar corresponde um c&#243;digo constitu&#237;do pela letra E (de Europa) seguida de     3 ou 4 algarismos, sendo o mesmo v&#225;lido em todos os pa&#237;ses da Uni&#227;o Europeia     (<a href ="/img/revistas/nut/n18/n18a06t1.jpg">Tabela 1</a>) (3, 15). Existem outros aditivos menos conhecidos, mas igualmente     
legislados, como: agentes de transporte (E262 a E1505), antiaglomerantes (E170     a E559), agentes antiespuma, sais de fus&#227;o (E500 a E585), agentes de     endurecimento (E516 a E523), espumantes, agentes de revestimento (E901a E904,     E912 a E914), humidificantes (E325 a E1518), gases de embalagem (E290, E941),     propulsores (E290, E948, E941, E942, E943a, E943b, E944, E949), sequestrantes     ]]></body>
<body><![CDATA[(E330 a E578) (3).      <br/><u>Situa&#231;&#245;es     Incorrectas</u>     <br/>Frequentemente, s&#227;o     divulgadas listas, muitas vezes por meios electr&#243;nicos, onde constam     informa&#231;&#245;es err&#243;neas, mas que podem ser aceites, por n&#227;o especialistas, como     v&#225;lidas. Assim, este tipo de informa&#231;&#227;o pode induzir altera&#231;&#245;es desnecess&#225;rias     no comportamento dos consumidores e s&#227;o uma preocupa&#231;&#227;o para todos os actores     na cadeia e na governan&#231;a alimentar. A &#8220;lista de Villejuif&#8221;, que surgiu em 1973     numa comunidade francesa situada em Paris, &#233; um exemplo hist&#243;rico e emblem&#225;tico     ]]></body>
<body><![CDATA[desta situa&#231;&#227;o, que, mais tarde, foi disseminada pela Internet e causou grande     inquieta&#231;&#227;o na popula&#231;&#227;o. O aditivo alimentar E330 (&#225;cido c&#237;trico) &#233; citado     nesta lista como uma subst&#226;ncia com elevado poder carcinog&#233;nico (16). Trata-se     de um constituinte natural dos citrinos usado para aumentar a capacidade     antioxidante de outros aditivos e para estabilizar a acidez de constituintes     alimentares, entre outras fun&#231;&#245;es. O risco carcinog&#233;nico apontado n&#227;o &#233;     corroborado pelos estudos de avalia&#231;&#227;o toxicol&#243;gica realizados pela FAO e OMS     (17, 18). Tamb&#233;m s&#227;o inclu&#237;dos na referida lista, os aditivos E-125 e E-225,     cuja utiliza&#231;&#227;o n&#227;o est&#225; autorizada em Portugal e em nenhum dos Estados membros     da Uni&#227;o Europeia (14, 18).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Por outro lado, tem     sido detectada a utiliza&#231;&#227;o de subst&#226;ncias tecnologicamente vantajosas mas n&#227;o     permitidas, como por exemplo os corantes industriais (o Sud&#227;o I, II, III e IV e     o Parared) em condimentos e especiarias (colorau e caril) de forma fraudulenta     e proveniente de pa&#237;ses terceiros, visto estes corantes n&#227;o constarem das     listas positivas dos aditivos alimentares da legisla&#231;&#227;o europeia. Estes     aditivos apresentam um elevado poder carcinog&#233;nico, incorrendo a sua aplica&#231;&#227;o     em g&#233;neros aliment&#237;cios num risco para a sa&#250;de do consumidor (19).     <br/>Por forma a expor     alguns dos problemas inerentes ao uso dos aditivos alimentares, nas sec&#231;&#245;es     ]]></body>
<body><![CDATA[seguintes deste artigo, &#233; dado especial enfoque a uma das classes mais     conhecidas pelo consumidor e que gera normalmente controv&#233;rsia: os     edulcorantes.     <br/><u>Controv&#233;rsia     sobre os Edulcorantes</u>     <br/>Diversas s&#227;o as     opini&#245;es sobre o uso de edulcorantes na alimenta&#231;&#227;o. O caso espec&#237;fico do aspartame     (edulcorante artificial de baixo valor energ&#233;tico &#8211; E951) tem sido muito     suscitado, e diversos s&#227;o os estudos realizados pela European Food Safety     Authority (EFSA) para avaliar certas alega&#231;&#245;es sobre o risco do uso deste     ]]></body>
<body><![CDATA[aditivo (20, 21). Quest&#245;es relacionadas com a sua seguran&#231;a e a dos seus     produtos metab&#243;licos (fenilalanina, &#225;cido asp&#225;rtico e metanol) t&#234;m sido     investigadas na popula&#231;&#227;o em geral e em subgrupos populacionais, incluindo     indiv&#237;duos com a doen&#231;a gen&#233;tica fenilceton&#250;ria (21, 22). Apesar das alega&#231;&#245;es     sobre o efeito do aspartame na sa&#250;de (dor de cabe&#231;a, altera&#231;&#245;es de humor,     depress&#227;o, rea&#231;&#245;es al&#233;rgicas, desenvolvimento de cancro e tumores cerebrais,     doen&#231;a de Alzheimer, doen&#231;a de Parkinson e esclerose m&#250;ltipla), as ag&#234;ncias     reguladoras internacionais reconhecem que o aspartame &#233; seguro nos prop&#243;sitos     para os quais &#233; utilizado e na dose di&#225;ria admiss&#237;vel: 40 mg/kg peso/dia pela     OMS e pela EFSA (20) e 50 mg/kg peso/dia para a Food and Drug Administration     ]]></body>
<body><![CDATA[(FDA) (23, 24). Contudo, raramente a DDA &#233; atingida mesmo com consumos elevados     de bebidas, gelados e iogurtes com adi&#231;&#227;o de ado&#231;ante (25, 26). De acordo com o     Centers of Disease Control and Prevention e com a EFSA, os estudos efetuados     n&#227;o suportam a associa&#231;&#227;o entre este edulcorante e os efeitos prejudiciais     mencionados para a sa&#250;de, sendo assim considerado seguro (9, 22, 27).      <br/><u>Edulcorantes     na Gravidez </u>     <br/>A American Dietetic     Association (ADA &#8211; Organiza&#231;&#227;o Internacional de Profissionais da Nutri&#231;&#227;o) e a     International Sweeteners Association (Organiza&#231;&#227;o sem fins lucrativos     ]]></body>
<body><![CDATA[representante dos fabricantes e comerciantes de edulcorantes, reconhecida pela     Comiss&#227;o Europeia e pela OMS) afirmam que o uso de edulcorantes durante a     gravidez &#233; seguro (24, 28). A comunidade cient&#237;fica tem realizado diversos     estudos nesta &#225;rea, focando-se nos poss&#237;veis efeitos dos edulcorantes na     gr&#225;vida e no desenvolvimento do feto. Contudo, a evid&#234;ncia cient&#237;fica sugere     que n&#227;o existe risco para a m&#227;e e para o feto, quando estes edulcorantes s&#227;o     consumidos de acordo com os DDA&#8217;s. Relativamente ao aspartame, a literatura &#233;     mais substancial sobre a sua seguran&#231;a na gravidez e no poss&#237;vel risco de parto     prematuro, tendo em conta o risco de exposi&#231;&#227;o do feto aos seus componentes     metab&#243;licos: &#225;cido asp&#225;rtico, fenilalanina e metanol (29). Os resultados     ]]></body>
<body><![CDATA[demonstraram que o consumo de aspartame &#233; seguro na DDA recomendada (24). No     que concerne &#224; sacarina, os resultados de estudos anteriores suscitaram     controv&#233;rsia, uma vez que este edulcorante atravessa a placenta e mant&#233;m-se na corrente     sangu&#237;nea devido ao metabolismo mais lento do feto. Inicialmente, este     edulcorante foi mencionado como poss&#237;vel carcinog&#233;nico. No entanto, n&#227;o se     comprovou esta indica&#231;&#227;o em estudos posteriores (24). Actualmente, considera-se     que as mulheres devem fazer uma utiliza&#231;&#227;o cuidadosa da sacarina durante a     gravidez, visto o seu consumo estar associado &#224; ocorr&#234;ncia de partos     prematuros. Este risco &#233; baixo e pode aumentar em casos de indu&#231;&#227;o do parto,     por via medicamentosa. Mais estudos devem ser realizados para confirmar esta     ]]></body>
<body><![CDATA[associa&#231;&#227;o (30).     <br/><u>Aten&#231;&#227;o     Redobrada &#224;s Crian&#231;as</u><u> </u>     <br/>As f&#243;rmulas para     lactentes e f&#243;rmulas de transi&#231;&#227;o t&#234;m sido tema de debate em f&#243;runs     internacionais, em particular no &#226;mbito do Codex Alimentarius, relativamente ao     momento da introdu&#231;&#227;o de alimenta&#231;&#227;o complementar na dieta dos lactentes.     Segundo a Directiva n.&#186; 2006/14/CE, da Comiss&#227;o, verificou-se a necessidade de     alterar as actuais defini&#231;&#245;es de f&#243;rmulas para lactentes e f&#243;rmulas de     transi&#231;&#227;o, bem como certas disposi&#231;&#245;es da Directiva n.&#186; 91/321/CEE, relativas     ]]></body>
<body><![CDATA[&#224;s f&#243;rmulas de transi&#231;&#227;o. &#201; importante que os ingredientes utilizados no     fabrico das f&#243;rmulas para lactentes e f&#243;rmulas de transi&#231;&#227;o sejam adequados &#224;     utiliza&#231;&#227;o nutricional espec&#237;fica de lactentes e que a sua adequa&#231;&#227;o seja     demonstrada, se necess&#225;rio, por estudos apropriados. Segundo o Decreto-Lei n.&#186;     217/2008 de 11 de Novembro, &#8220;Lactentes&#8221; s&#227;o as crian&#231;as com idade inferior a 12     meses, &#8220;Crian&#231;as de pouca idade&#8221; s&#227;o crian&#231;as com idade compreendida entre um e     tr&#234;s anos, &#8220;F&#243;rmulas para lactentes&#8221; os g&#233;neros aliment&#237;cios com indica&#231;&#245;es     nutricionais espec&#237;ficas, destinados a lactentes durante os primeiros meses de     vida que satisfa&#231;am as necessidades nutricionais desses lactentes at&#233; &#224;     introdu&#231;&#227;o de alimenta&#231;&#227;o complementar adequada e &#8220;F&#243;rmulas de transi&#231;&#227;o&#8221; s&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[os g&#233;neros aliment&#237;cios com indica&#231;&#245;es nutricionais espec&#237;ficas, destinados a     lactentes quando &#233; introduzida uma alimenta&#231;&#227;o complementar adequada, que     constituam o componente l&#237;quido principal de uma dieta progressivamente diversificada     nesses lactentes (31).     <br/>Segundo o Codex     Alimentarius, a incorpora&#231;&#227;o de aditivos alimentares provenientes de     mat&#233;ria-prima ou de ingredientes, n&#227;o &#233; aceite para alimentos das seguintes     categorias: f&#243;rmulas infantis, f&#243;rmulas infantis para fins medicinais     espec&#237;ficos, f&#243;rmulas de transi&#231;&#227;o, e alimenta&#231;&#227;o complementar para lactentes e     crian&#231;as de pouca idade (2). No beb&#233;, os &#243;rg&#227;os envolvidos na absor&#231;&#227;o e     ]]></body>
<body><![CDATA[metaboliza&#231;&#227;o dos nutrientes ainda s&#227;o muito imaturos o que leva a uma     distribui&#231;&#227;o do aditivo pelo organismo de forma diferente do que acontece com o     adulto. Al&#233;m disso, estes e outros &#243;rg&#227;os ainda em desenvolvimento podem     apresentar uma maior sensibilidade aos efeitos de um aditivo quando comparados     com os que j&#225; atingiram a maturidade (26). No caso dos beb&#233;s e crian&#231;as de     pouca idade que se alimentam exclusivamente de f&#243;rmulas infantis de leite, a     exposi&#231;&#227;o aos aditivos usados nestes alimentos seria muito diferente da     situa&#231;&#227;o dos aditivos aprovados para uso numa alimenta&#231;&#227;o diversificada, como     nos caso dos adultos (26). Por estas raz&#245;es o Comit&#233; Cient&#237;fico da Alimenta&#231;&#227;o     Humana (CCAH) considera que &#233; importante limitar ao m&#237;nimo necess&#225;rio o n&#250;mero     ]]></body>
<body><![CDATA[e quantidade de aditivos usados na alimenta&#231;&#227;o para beb&#233;s e crian&#231;as (32). Deve     ser tida especial aten&#231;&#227;o a alguns aditivos como o amarelo-sol (E110), amarelo     de quinole&#237;na (E104), carmosina (E122), vermelho allura (E129), tartarazina     (E102), ponceau 4R (E124), dado que podem interferir com os n&#237;veis de aten&#231;&#227;o     da crian&#231;a, pelo que deve ser moderado o consumo de alimentos que tenham estes     aditivos (1, 7, 10). Estudos cient&#237;ficos mostraram que o consumo de benzoato de     s&#243;dio (E211) na dieta, pode resultar num aumento de n&#237;veis de hiperatividade em     crian&#231;as, cuja as amostras estudadas tinham idades de 3, 8 e 9 anos de idade     (7, 33). Contudo, a EFSA reivindicou esta investiga&#231;&#227;o referindo que os     resultados s&#227;o &#8220;amb&#237;guos e inconclusivos&#8221;, e este aditivo n&#227;o deve ser retirado     ]]></body>
<body><![CDATA[da legisla&#231;&#227;o actual da Uni&#227;o Europeia, sendo necess&#225;rio aguardar por futuros     estudos (7). &#201; tamb&#233;m importante referir que, em Janeiro de 2008, a Autoridade     Europeia para a Seguran&#231;a dos Alimentos adoptou um parecer sobre o licopeno     (E160d), no qual estabeleceu uma DDA de 0,5 mg/kg de peso corporal por dia a     partir de todas as fontes, apontando a ingest&#227;o potencial como pass&#237;vel de     ultrapassar a DDA, em especial nas crian&#231;as. Como tal, a utiliza&#231;&#227;o de licopeno     como corante alimentar deve ser restringida (10).      <br/><u>A     Import&#226;ncia de uma Correcta Leitura dos R&#243;tulos</u>     <br/>Os r&#243;tulos     ]]></body>
<body><![CDATA[presentes nas embalagens e, consequentemente a sua leitura, permite verificar a     exist&#234;ncia de aditivos (permitidos) no produto alimentar. Conhecer e     identificar os aditivos, tendo em conta as informa&#231;&#245;es err&#243;neas que por vezes     s&#227;o divulgadas na Internet, &#233; um passo importante para que se possa escolher     produtos adequados &#224;s necessidades nutricionais de cada indiv&#237;duo e tomar a     decis&#227;o de consumo de forma consciente. Assim, a leitura incorrecta ou     desatenta da lista de ingredientes, onde constam os aditivos, pode induzir os     consumidores em erro aquando da sua compra. Nos pa&#237;ses da Uni&#227;o Europeia,     certos aditivos podem exigir men&#231;&#245;es complementares, como por exemplo, produtos     que incluam os corantes referidos anteriormente (E104 - amarelo de quinole&#237;na,     ]]></body>
<body><![CDATA[E110 - amarelo-sol, E124 &#8211; ponceau 4R), cujos r&#243;tulos t&#234;m de alertar &#8220;o consumo     pode ter efeitos adversos na aten&#231;&#227;o e concentra&#231;&#227;o da crian&#231;a&#8221; (7, 10). Os     edulcorantes como o aspartame, o ciclamato de s&#243;dio e a sacarina s&#243;dica, apesar     de terem um elevado poder ado&#231;ante n&#227;o afectam os n&#237;veis de insulina no     organismo, tendo tamb&#233;m um valor cal&#243;rico residual (34, 35). Estes edulcorantes     possibilitam obter um sabor doce sem acrescentar &#224; alimenta&#231;&#227;o calorias, o que     pode facilitar o cumprimento de dietas com restri&#231;&#245;es alimentares (26). Contudo,     os alimentos com edulcorantes podem ter outros nutrientes com valor cal&#243;rico, e     portanto calorias, sendo assim importante que os indiv&#237;duos com necessidades     nutricionais espec&#237;ficas, como por exemplo os diab&#233;ticos, n&#227;o deixem de     ]]></body>
<body><![CDATA[verificar a informa&#231;&#227;o nutricional que consta dos r&#243;tulos (26). O consumo de     aspartame deve ser evitado por indiv&#237;duos com fenilceton&#250;ria, uma vez que este     edulcorante &#233; uma fonte de fenilalanina. De acordo com o Regulamento (UE) N.&#186;     1169/2011 Do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de Outubro de 2011, os     g&#233;neros aliment&#237;cios que cont&#234;m aspartame/sal de aspartame e acessulfame     autorizado nos termos do Regulamento (CE) n.&#186; 1333/2008, designados na lista de     ingredientes por refer&#234;ncia apenas ao seu n&#250;mero E ou pela sua denomina&#231;&#227;o     espec&#237;fica, devem incluir uma men&#231;&#227;o complementar na sua rotulagem: &#8220;cont&#233;m     aspartame (uma fonte fenilalanina)&#8221; (22).     </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b> <br/>A ind&#250;stria alimentar tem &#224; sua disposi&#231;&#227;o tecnologias, materiais e subst&#226;ncias cada vez mais sofisticadas, para a preserva&#231;&#227;o da qualidade microbiol&#243;gica, organol&#233;ptica e nutricional dos alimentos. Os aditivos alimentares, legalmente enquadrados, s&#227;o um dos exemplos de subst&#226;ncias que, ao serem adicionados aos alimentos com o prop&#243;sito tecnol&#243;gico de alterar as suas caracter&#237;sticas organol&#233;pticas ou a sua conserva&#231;&#227;o, podem ainda ter impacto na sa&#250;de dos consumidores. Apesar da pol&#233;mica referente aos edulcorantes, a literatura consultada comprova que os aditivos permitidos por lei, referidos acima, n&#227;o representam risco relevante para a sa&#250;de quando consumidos na DDA recomendada. A lista de ingredientes dos alimentos cont&#233;m informa&#231;&#245;es &#250;teis para quem pretende fazer uma compra e consumo conscientes, podendo mais facilmente adoptar uma alimenta&#231;&#227;o adequada &#224;s suas necessidades. Contudo, o desconhecimento das designa&#231;&#245;es dos aditivos, a descodifica&#231;&#227;o dos &#8220;E&#8217;s&#8221;, quando essas designa&#231;&#245;es n&#227;o aparecem, e dos potenciais efeitos dos aditivos na sa&#250;de, podem dificultar a escolha correcta dos produtos alimentares.  <br/>Por outro lado, a dissemina&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o atrav&#233;s dos meios de comunica&#231;&#227;o social, em especial na Internet, pode nem sempre ser fidedigna, induzindo o consumidor em erro. A verifica&#231;&#227;o das fontes e refer&#234;ncias da informa&#231;&#227;o deve por isso ser tida em conta, sendo que o consumidor deve ser alertado para tal situa&#231;&#227;o. </p>     <p><b>CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Os aditivos alimentares permitem modificar as caracter&#237;sticas organol&#233;pticas dos alimentos sem os alterar nutricionalmente, permitindo disponibilizar uma vasta oferta de g&#233;neros aliment&#237;cios para o consumidor. Estas subst&#226;ncias s&#227;o regulamentadas de acordo com uma legisla&#231;&#227;o espec&#237;fica onde se encontram descritos os teores m&#225;ximos permitidos para cada uma e respectivos alimentos aos quais podem ser adicionados. Certos aditivos podem exigir men&#231;&#245;es complementares, por apresentarem efeitos adversos em crian&#231;as, diab&#233;ticos, e em indiv&#237;duos com fenilceton&#250;ria. Para alimentos comercializados no espa&#231;o europeu, s&#227;o efectuadas reavalia&#231;&#245;es peri&#243;dicas, realizadas pela EFSA. Estas avalia&#231;&#245;es t&#234;m como objectivo confirmar a seguran&#231;a de cada aditivo para a sa&#250;de do consumidor, de acordo com o uso pretendido. A n&#237;vel internacional, esta responsabilidade fica a cargo da JECFA, segundo o Codex Alimentarius. Por&#233;m, existem grupos de consumidores que, dadas as suas necessidades nutricionais espec&#237;ficas, imaturidade do organismo ou sensibilidade acrescida, devem ser alertados para um maior cuidado aquando da escolha de produtos alimentares com presen&#231;a de aditivos. Nestas situa&#231;&#245;es a compreens&#227;o dos r&#243;tulos dos alimentos &#233; imprescind&#237;vel para a selec&#231;&#227;o correcta dos mesmos, pelo que os profissionais de sa&#250;de, nomeadamente nutricionistas/dietistas devem conhecer estas mat&#233;rias porque podem ser o elo chave na educa&#231;&#227;o dos consumidores.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Regulamento (CE) N.&#186; 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de Dezembro de 2008 (relativo aos aditivos alimentares) <br/>2. Codex Alimentarius. International Food Standards: Codex general standard for food additives. Codex Stan 192-1995 <br/>3. Lindon F, Silvestre M. Princ&#237;pios de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o Humana. Lisboa: Escolar Editora; 2010 <br/>4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723312&pid=S2182-7230201300030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> European Commission [Internet]. Uni&#227;o Europeia: European Commission &#8211; Press release. Food: new legislation to make the use of additives in the EU safe rand more transparent; 2011 Nov [cited 2013 Mar 10]. Available from: <a href="http://europa.eu/rapid/press-release_IP-11-1341_en.htm&#8204;locale=en" target="_blank">http://europa.eu/rapid/press-release_IP-11-1341_en.htm&#8204;locale=en</a> <br/>5. Regulamento (CE) N.&#186; 1331/2008 Do Parlamento Europeu e Do Conselho de 16 de Dezembro de 2008 (que estabelece um procedimento de autoriza&#231;&#227;o comum aplic&#225;vel a aditivos alimentares, enzimas alimentares e aromas alimentares) <br/>6. EFSA [Internet]. Bruxelas: EFSA - Committed to ensuring that Europe&#8217;s food is safe. Follow-up meeting on the web-based Public Consultation on Aspartame; 2013 Apr [cited 2013 Apr 18]. Available from: <a href="http://www.efsa.europa.eu/en/events/event/130409.htm" target="_blank">http://www.efsa.europa.eu/en/events/event/130409.htm</a> <br/>7. Mepham B. Food additives: na ethical evaluation. British Medical Bulletin 2011; 99:7-23 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723313&pid=S2182-7230201300030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> EUFIC: Food Today. Preservatives to keep foods longer and safer. B&#233;lgica; 2004 <br/>9. EFSA [Internet]. It&#225;lia: EFSA - Committed to ensuring that Europe&#8217;s food is safe. Food additives; 2012 Nov [cited 2013 Mar 10]. Available from: <a href="http://www.efsa.europa.eu/en/topics/topic/additives.htm" target="_blank">http://www.efsa.europa.eu/en/topics/topic/additives.htm</a> <br/>10. Regulamento (UE) N.&#186; 1129/2011 da Comiss&#227;o de 11 de Novembro de 2011 (que altera o anexo II do Regulamento (CE) N.&#186; 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho mediante o estabelecimento de uma lista da Uni&#227;o de aditivos alimentares) <br/>11. Dusemund B, Gilbert J, Gott D, Kenigswald H, K&#246;nig J, Lambr&#233; C et al. Food additives and nutrient sources added to food: developments since the creation of EFSA. EFSA Journal 2012; 10 (10):s1006 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723314&pid=S2182-7230201300030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> EFSA [Internet]. It&#225;lia: EFSA - Committed to ensuring that Europe&#8217;s food is safe. The re-&#8216;E&#8217;valuation of Europe&#8217;s food additives; 2012 Jan [cited 2013 Apr 18]. Available from: <a href="http://www.efsa.europa.eu/en/press/news/120130b.htm" target="_blank">http://www.efsa.europa.eu/en/press/news/120130b.htm</a> <br/>13. Regulamento (UE) N.&#186; 257/2010 Da Comiss&#227;o de 25 de Mar&#231;o de 2010 (que estabelece um programa de reavalia&#231;&#227;o de aditivos alimentares aprovados em conformidade com o Regulamento (CE) n.&#186; 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo aos aditivos alimentares)  <br/>14. Regulamento (UE) N.&#186; 1130/2011 da Comiss&#227;o de 11 de Novembro de 2011 (que altera o anexo III do Regulamente (CE) n.&#186; 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo aos aditivos alimentares, mediante o estabelecimento de uma lista da Uni&#227;o de aditivos alimentares autorizados para utiliza&#231;&#227;o nos aditivos alimentares, enzimas alimentares, aromas alimentares e nutrientes) <br/>15. Lindon F, Silvestre M. Ind&#250;strias Alimentares: aditivos e tecnologia. Lisboa: Escolar Editora; 2007 <br/>16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723315&pid=S2182-7230201300030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Ib&#225;&#241;ez F, Torre P, Irigoyen A. Aditivos aliment&#225;rios. Universidad P&#250;blica de Navarra; 2003:1-10 <br/>17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723316&pid=S2182-7230201300030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives. Toxicological evaluation of some antimicrobials, antioxidants, emulsifiers, stabilizers, flour-treatment agents, acids and bases: Citric acid. Su&#237;&#231;a; 1966 <br/>18. OECD Screening Information DataSet. SIDS Initial Assessment Report: Citric acid. Orlando; 2001 <br/>19. ASAE [Internet]. Portugal: Avalia&#231;&#227;o de riscos. Aditivos alimentares mais relevantes no &#226;mbito da seguran&#231;a alimentar; 2009 Oct [cited 2012 Dec 15]. Available from: <a href="http://www.asae.pt/aaaDefault.aspx&#8204;f=1&back=1&codigoms=0&codigono=541054326359AAAAAAAAAAAA&back=1&chave=sud%u00e3o&tema=all&advance=" target="_blank">http://www.asae.pt/aaaDefault.aspx&#8204;f=1&back=1&codigoms=0&codigono=541054326359AAAAAAAAAAAA&back=1&chave=sud%u00e3o&tema=all&advance=</a> <br/>20. EFSA [Internet]. It&#225;lia: EFSA - Committed to ensuring that Europe&#8217;s food is safe. Aspartame; 2013 Mar [cited 2013 Mar 10]. Available from: <a href="http://www.efsa.europa.eu/en/topics/topic/aspartame.htm" target="_blank">http://www.efsa.europa.eu/en/topics/topic/aspartame.htm</a> <br/>21. U.S. Food and Drug Administration [Internet]. Estados Unidos da Am&#233;rica: FDA &#8211; Protecting and Promotion Your Health. FDA Statement on European Aspartame Study; 2010 Apr [cited 2013 Mar 10]. Available from: <a href="http://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/2006/ucm108650.htm" target="_blank">http://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/2006/ucm108650.htm</a> <br/>22. EFSA [Internet]. It&#225;lia: EFSA - Committed to ensuring that Europe&#8217;s food is safe. Aspartame: EFSA consults on its first full risk assessment; 2013 Jan [cited 2013 Mar 10]. Available from: <a href="http://www.efsa.europa.eu/en/press/news/130108.htm" target="_blank">http://www.efsa.europa.eu/en/press/news/130108.htm</a>  <br/>23. European Commission. Scientific Committee on Food: Opinion of the Scientific Committee on Food &#8211; update on the safety of aspartame. B&#233;lgica; 2002 <br/>24. American Dietetic Association. Position on the American Dietetic Association: use of nutritive and non-nutritive sweeteners. J Am Diet Assoc. 2004; 104: 255-75 <br/>25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723317&pid=S2182-7230201300030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Louren&#231;o S. Aspartame sabor doce, que dissabores&#8204;. Revista Nutr&#237;cias 2005; 5:21-24 <br/>26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723318&pid=S2182-7230201300030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Lean M, Hankey C. Aspartame and its effects on health. BMJ 2004; 329:755-6 <br/>27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723319&pid=S2182-7230201300030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CDC [Internet]. Estados Unidos da Am&#233;rica: MMWR. Evaluation of consumer complaints related to aspartame use; 2001 Mai [cited 2013 Mar 10]. Available from: <a href="http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/00000426.htm" target="_blank">http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/00000426.htm</a> <br/>28. International Sweeteners Association. Low calorie sweeteners and you: Role and benefits. B&#233;lgica <br/>29. EFSA. EFSA Panel on food additives and nutrient sources added to food (ANS). EFSA Journal 2011; 9 (2):1996 <br/>30. Academy of Nutrition and Dietetics. Position of the academy of nutrition and dietetics: use of nutritive and nonnutritive sweeteners. J. Acad Nutr Diet. 2012; 112:739-758 <br/>31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723320&pid=S2182-7230201300030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Decreto-Lei n.&#186; 217/2008 de 11 de Novembro <br/>32. ASAE [Internet]. Portugal: Avalia&#231;&#227;o de riscos. Consumo de edulcorantes em crian&#231;as, mulheres a amamentar, gr&#225;vidas e diab&#233;ticos; 2007 [cited 2011 Dec 20]. Available from: <a href="http://www.asae.pt/aaaDefault.aspx&#8204;back=1&f=1&lws=1&mcna=0&lnc=5960596361426144AAAAAAAA&codigono=541054325786AAAAAAAAAAAA" target="_blank">http://www.asae.pt/aaaDefault.aspx&#8204;back=1&f=1&lws=1&mcna=0&lnc=5960596361426144AAAAAAAA&codigono=541054325786AAAAAAAAAAAA</a> <br/>33. McCann D, Barret A, Cooper A, Crumpler D, Dalen L, Grimshaw K et al. Food additives and hyperactive behaviour in 3-year-old and 8/9-year-old children in the community: a randomised, double-blinded, placebo-controlled trial. Lancet 2007; 370 (9598):1560-7 <br/>34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723321&pid=S2182-7230201300030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Tandel K. Sugar substitutes: health controversy over perceived benefits. J Pharmacol Pharmacother 2011; 2 (4): 236-43 <br/>35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723322&pid=S2182-7230201300030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> International Sweeteners Association. Low calorie sweeteners and you: Sweeteners in all confidence; B&#233;lgica     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Sara Romeiro <br/>Rua Raul Mesnier du Ponsard, n&#186; 15-2&#186; B 1750-243 Lisboa, Portugal <br/> <a href="mailto:saramromeiro@gmail.com">saramromeiro@gmail.com</a></p> </p>  <br/>Recebido a 13 de Dezembro de 2012 <br/>Aceite a 5 de Julho de 2013 <br/>  <br/><a href="#top1">*</a><a name="1"></a>Nota: &#8220;Prepara&#231;&#227;o&#8221;, est&#225; definida no referido Regulamento, como uma f&#243;rmula constitu&#237;da por um ou v&#225;rios aditivos alimentares, enzimas alimentares e/ou nutrientes na qual s&#227;o incorporadas subst&#226;ncias, tais como aditivos alimentares e/ou outros ingredientes alimentares, a fim de facilitar a sua armazenagem, venda, normaliza&#231;&#227;o, dilui&#231;&#227;o ou dissolu&#231;&#227;o (14). <br/>       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lindon]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silvestre]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Princípios de Alimentação e Nutrição Humana]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escolar Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mepham]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food additives: na ethical evaluation]]></article-title>
<source><![CDATA[British Medical Bulletin]]></source>
<year>2011</year>
<volume>99</volume>
<page-range>7-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dusemund]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gott]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kenigswald]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[König]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Lambré C et al</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food additives and nutrient sources added to food: developments since the creation of EFSA]]></article-title>
<source><![CDATA[EFSA Journal]]></source>
<year>2012</year>
<volume>10</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>s1006</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lindon]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silvestre]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Indústrias Alimentares: aditivos e tecnologia]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escolar Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ibáñez]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Torre]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Irigoyen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aditivos alimentários]]></article-title>
<source><![CDATA[Universidad Pública de Navarra;]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>1-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>American Dietetic Association</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Position on the American Dietetic Association: use of nutritive and non-nutritive sweeteners]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Diet Assoc]]></source>
<year>2004</year>
<volume>104</volume>
<page-range>255-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="unknown"><![CDATA[Aspartame sabor doce, que dissabores: . Revista]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrícias]]></source>
<year>2005</year>
<volume>5</volume>
<page-range>21-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lean]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hankey]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aspartame and its effects on health]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2004</year>
<volume>329</volume>
<page-range>755-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Academy of Nutrition and Dietetics</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Position of the academy of nutrition and dietetics: use of nutritive and nonnutritive sweeteners]]></article-title>
<source><![CDATA[J. Acad Nutr Diet]]></source>
<year>2012</year>
<volume>112</volume>
<page-range>739-758</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McCann]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barret]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crumpler]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dalen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Grimshaw K et al</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food additives and hyperactive behaviour in 3-year-old and 8/9-year-old children in the community: a randomised, double-blinded, placebo-controlled trial]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2007</year>
<volume>370</volume>
<numero>9598</numero>
<issue>9598</issue>
<page-range>1560-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tandel]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sugar substitutes: health controversy over perceived benefits]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pharmacol Pharmacother]]></source>
<year>2011</year>
<volume>2</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>236-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
