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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Conceito de Dieta Mediterrânica e a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas Portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With the increased prevalence of overweight and obesity in recent decades and the consequent increase of associated chronic illness, early disability and significant reduction of life expectancy, the acquisition of healthy life styles since childhood takes an extreme relevance. In this context, schools can play a key role alongside the families. The concept of the Mediterranean Diet integrates a certain way of eating, proper nutrition and appropriate proximity and seasonal food production, environmental, social sustainability and the protection of local cultural values. The multidimensionality of this concept makes it particularly interesting as an integrating tool in pedagogy and to develop actions to promote healthy eating habits at school level. The promotion of healthy eating habits in schools must pass, among other aspects, by a clear policy that encompasses the connection with the local community food production, food supply in school environment, curricula, technical support to a healthy diet, the school environment and the ability of school spaces and their technicians to encourage the preparation of food and the consumption of healthy meals. The recognition of the Mediterranean Diet as Intangible Cultural Heritage of Humanity by UNESCO in December 4, 2013, represents for Portugal an opportunity for this concept to be synergistically integrated in the different national and regional development models, starting with the crucial sector of education.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</p></b> <br/> <br/><b>O Conceito de Dieta Mediterr&#226;nica e a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel nas Escolas Portuguesas</b> <br/> <br/><b>The Mediterranean Diet Concept and the Promotion of Healthy Eating in Portuguese Schools</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Pedro Gra&#231;a<sup>1,2,3</sup>; Maria Palma Mateus<sup>4</sup>; Rui Matias Lima<sup>5</sup></b> <br/>      <p ><sup>1</sup>Nutricionista, Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, s/n, 4200-465 Porto, Portugal     <br><sup>2</sup>Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, Alameda D. Afonso Henriques, 45, 1049-005 Lisboa, Portugal     <br><sup>3</sup>Comiss&#227;o Interministerial da Candidatura Portuguesa da Dieta Mediterr&#226;nica a Patrim&#243;nio Imaterial da Humanidade &#8211; UNESCO     <br><sup>4</sup>Nutricionista, Escola Superior de Sa&#250;de da Universidade do Algarve, Av. Dr. Adelino da Palma Carlos, s/n, 8000-510 Faro, Portugal     <br><sup>5</sup>Nutricionista, Direc&#231;&#227;o-Geral da Educa&#231;&#227;o, Av. 24 de Julho, 140, 1399-025 Lisboa, Portugal     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Perante o aumento dos casos de pr&#233;-obesidade e de obesidade nas &#250;ltimas d&#233;cadas e consequente aumento dos casos de doen&#231;a cr&#243;nica associada, motivo de invalidez precoce ou de significativa redu&#231;&#227;o de esperan&#231;a de vida, a aquisi&#231;&#227;o de estilos de vida saud&#225;vel desde a inf&#226;ncia assume, cada vez mais, uma relev&#226;ncia extrema. Neste contexto, as escolas podem desempenhar um papel determinante, a par das fam&#237;lias. O conceito de Dieta Mediterr&#226;nica integra uma forma de comer adequada, quer ponto de vista nutricional como do ponto de vista da sua produ&#231;&#227;o alimentar, que &#233; de proximidade e sazonal, de sustentabilidade ambiental, social e de protec&#231;&#227;o dos valores culturais. A multidimensionalidade deste conceito torna-o particularmente interessante como ferramenta integradora da pedagogia e ac&#231;&#227;o para a promo&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis ao n&#237;vel escolar. A promo&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis nas escolas deve passar, entre outros aspectos, por uma pol&#237;tica clara que englobe a liga&#231;&#227;o entre e com a comunidade local produtora de alimentos, a oferta alimentar em ambiente escolar, os curr&#237;culos escolares, o apoio t&#233;cnico a uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, o ambiente escolar e a capacidade dos espa&#231;os escolares e dos seus t&#233;cnicos para incentivarem a prepara&#231;&#227;o e o consumo de alimentos e refei&#231;&#245;es saud&#225;veis. O reconhecimento da Dieta Mediterr&#226;nica como Patrim&#243;nio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO no dia 4 de Dezembro de 2013, e a necessidade de Portugal o salvaguardar no futuro, &#233; uma oportunidade para que este conceito possa agora ser integrado de forma sinerg&#233;tica nos v&#225;rios modelos de desenvolvimento nacional e regional, a come&#231;ar pelo sector decisivo da educa&#231;&#227;o.  </p>     <p><b >Palavras-Chave</b>: Dieta Mediterr&#226;nica, Obesidade, Pol&#237;tica alimentar, Ementas escolares, Programas de educa&#231;&#227;o alimentar </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>With the increased prevalence of overweight and obesity in recent decades and the consequent increase of associated chronic illness, early disability and significant reduction of life expectancy, the acquisition of healthy life styles since childhood takes an extreme relevance. In this context, schools can play a key role alongside the families. The concept of the Mediterranean Diet integrates a certain way of eating, proper nutrition and appropriate proximity and seasonal food production, environmental, social sustainability and the protection of local cultural values. The multidimensionality of this concept makes it particularly interesting as an integrating tool in pedagogy and to develop actions to promote healthy eating habits at school level. The promotion of healthy eating habits in schools must pass, among other aspects, by a clear policy that encompasses the connection with the local community food production, food supply in school environment, curricula, technical support to a healthy diet, the school environment and the ability of school spaces and their technicians to encourage the preparation of food and the consumption of healthy meals. The recognition of the Mediterranean Diet as Intangible Cultural Heritage of Humanity by UNESCO in December 4, 2013, represents for Portugal an opportunity for this concept to be synergistically integrated in the different national and regional development models, starting with the crucial sector of education. </p>     <p><b >keywords</b>: Mediterranean Diet, Obesity, Food policy, School meals, Food education programs </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/>Em     2007, a Comiss&#227;o das Comunidades Europeias elaborou o Livro Branco &#8211; &#8220;Uma     estrat&#233;gia para a Europa em mat&#233;ria de problemas de sa&#250;de ligados &#224; nutri&#231;&#227;o,     ao excesso de peso e &#224; obesidade&#8221;. Neste documento podia ler-se o seguinte:     &#8220;Nas &#250;ltimas tr&#234;s d&#233;cadas, os n&#237;veis de excesso de peso e de obesidade na     popula&#231;&#227;o da UE aumentaram drasticamente, sobretudo entre as crian&#231;as (&#8230;). A     longo prazo, isto ter&#225; um impacto negativo na esperan&#231;a de vida na UE e     significar&#225; para muitos uma qualidade de vida inferior&#8221; (1). Este documento     ressalvava a import&#226;ncia da aquisi&#231;&#227;o de estilos de vida saud&#225;vel nas fases     ]]></body>
<body><![CDATA[mais precoces do ciclo de vida, ao considerar que: &#8220;A inf&#226;ncia &#233; um per&#237;odo     importante para adquirir uma prefer&#234;ncia por comportamentos saud&#225;veis e     aprender os conhecimentos b&#225;sicos necess&#225;rios para manter um estilo de vida     saud&#225;vel. As escolas desempenham claramente um papel crucial neste dom&#237;nio.     Esta &#233; igualmente uma &#225;rea onde j&#225; h&#225; provas s&#243;lidas da efic&#225;cia de uma     interven&#231;&#227;o neste sentido: os estudos revelam que as ac&#231;&#245;es locais, com uma     base muito ampla, orientadas para crian&#231;as entre os 0 e os 12 anos de idade,     ser&#227;o eficazes para modificar os comportamentos a longo prazo (&#8230;)&#8221;. De entre os     grupos e ambientes priorit&#225;rios, destacavam-se as escolas, &#224;s quais era     atribu&#237;do um papel fundamental garantindo que as crian&#231;as compreendessem os     ]]></body>
<body><![CDATA[benef&#237;cios de terem uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel e de praticarem exerc&#237;cio f&#237;sico     (1). Este modelo de interven&#231;&#227;o, multidisciplinar, dando prioridade aos grupos     mais jovens e tendo a escola como local privilegiado de interven&#231;&#227;o, tem sido     sugerido por outros organismos (2,3,4). A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS),     atrav&#233;s do seu mais recente Plano de Ac&#231;&#227;o Global de Combate &#224;s Doen&#231;as     Cr&#243;nicas 2013-2020, baseia-se, entre outros, nos princ&#237;pios de uma abordagem     multissectorial, dando particular aten&#231;&#227;o &#224;s quest&#245;es da equidade social, dos     direitos humanos e da capacita&#231;&#227;o das pessoas e comunidades (5).      <br/>Em     Portugal, segundo os dados epidemiol&#243;gicos mais recentes, estima-se que 37,9%     ]]></body>
<body><![CDATA[das crian&#231;as, entre os seis e os oito anos de idade apresentem pr&#233;-obesidade e     15,3% apresentem obesidade, correspondendo a valores elevados a n&#237;vel europeu     (6). A popula&#231;&#227;o adulta feminina, entre os 18 e os 64 anos, apresenta uma     preval&#234;ncia de obesidade ajustada de 16,4 % e a masculina de 16,5% (7).     <br/>De     entre as in&#250;meras raz&#245;es que poder&#227;o contribuir para este cen&#225;rio, destaca-se o     grande consumo de produtos alimentares de elevada densidade energ&#233;tica mas de     baixa qualidade nutricional, dispon&#237;veis no mercado portugu&#234;s, e que, at&#233; muito     recentemente, estiveram tamb&#233;m dispon&#237;veis nas escolas em vending machines e     nos bufetes escolares, a pre&#231;os apetec&#237;veis. Mesmo n&#227;o estando actualmente     ]]></body>
<body><![CDATA[dispon&#237;veis no espa&#231;o escolar, estes produtos com elevadas quantidades de a&#231;&#250;car     e de gordura, ainda hoje acabam por fazer parte dos lanches das crian&#231;as nos     intervalos escolares, pois s&#227;o trazidos de casa ou adquiridos em     estabelecimentos pr&#243;ximos das escolas (8). Segundo o Instituto Nacional de     Estat&#237;stica, entre 2003 e 2008, as disponibilidades per capita dos produtos de     origem animal (carnes, pescado e ovos) e de &#8220;&#243;leos e gorduras&#8221;, nomeadamente de     gorduras de origem animal, aumentaram, e as disponibilidades per capita de     leguminosas, frutos e produtos hort&#237;colas diminu&#237;ram. Portugal, a par de outros     pa&#237;ses do sul da Europa, tem vindo gradualmente a afastar-se do padr&#227;o     alimentar mediterr&#226;nico. Estes dados s&#227;o corroborados por v&#225;rios estudos     ]]></body>
<body><![CDATA[(9,10).     <br/><u>O     que se entende por Dieta Mediterr&#226;nica</u>     <br/>A     UNESCO definiu a Dieta Mediterr&#226;nica (DM) como Patrim&#243;nio Cultural Imaterial da     Humanidade. Ou seja, como um conjunto de conhecimentos, transmitidos de gera&#231;&#227;o     em gera&#231;&#227;o, constantemente recriado pelas comunidades e capaz de lhes     proporcionar um sentimento de identidade e de continuidade, promovendo o     respeito pela diversidade cultural e a criatividade humana. No caso do padr&#227;o     alimentar mediterr&#226;nico, a rela&#231;&#227;o entre comer para sobreviver e a alimenta&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[como uma constru&#231;&#227;o social e cultural, &#233; crucial para o entendimento deste     &#8220;modo de viver&#8221; mediterr&#226;nico que, do grego, se traduz como iaiTa e que mais     tarde dar&#225; origem &#224; palavra dieta. Esta defini&#231;&#227;o obriga-nos a pensar no     Mediterr&#226;neo, n&#227;o apenas como um espa&#231;o geogr&#225;fico ou clim&#225;tico onde se     produzem e consomem determinados produtos agr&#237;colas, mas como "paisagem     cultural", ou seja, como o resultado da interac&#231;&#227;o permanente e intensa     entre o homem e a natureza. Ao contr&#225;rio do que poder&#227;o pensar ainda hoje     alguns observadores externos, que v&#234;em no Mediterr&#226;neo um espa&#231;o id&#237;lico,     pr&#233;-industrializado e portanto mais pr&#243;ximo da imagem da natureza na sua pureza     original, o Mediterr&#226;neo n&#227;o possui mais do que &#8220;alguns cent&#237;metros de terra no     ]]></body>
<body><![CDATA[seu estado natural", alcan&#231;ando consider&#225;vel grau de artificializa&#231;&#227;o.     Pode-se dizer que, como um todo, o Mediterr&#226;neo &#233; uma paisagem que foi     esculpida pelo homem ao longo de milhares de anos. Atrav&#233;s de um processo     ininterrupto, a que se adaptaram esp&#233;cies vegetais e animais de outras regi&#245;es,     em que se ocuparam e transformaram terrenos agr&#237;colas, em que a agricultura     tradicional e a industrial conviveram, onde a posse e a distribui&#231;&#227;o de &#225;gua     foi alvo de uma profunda disputa e interven&#231;&#227;o humana e em que as &#225;reas     constru&#237;das para o apoio &#224; produ&#231;&#227;o alimentar se estendem por milhares de     quil&#243;metros. Neste intricado complexo agro-urbano, onde se mistura a     agricultura, a explora&#231;&#227;o da floresta, a pecu&#225;ria e a pesca, pode dizer-se que     ]]></body>
<body><![CDATA[toda a bacia do mediterr&#226;neo &#233; essencialmente uma paisagem constru&#237;da em torno     da produ&#231;&#227;o alimentar. E que a sua hist&#243;ria se aperfei&#231;oa e desenvolve durante     milhares de anos, com uma funcionalidade delicada e produzindo quase sempre no     limite das suas capacidades para uma vasta popula&#231;&#227;o. Produ&#231;&#227;o e consumo,     reflexo tamb&#233;m de um clima irregular que obriga a v&#225;rios tipos de abordagem &#224;     produ&#231;&#227;o alimentar, essencialmente de base vegetal, diariamente frugal,     ocasionalmente festiva e opulenta e com forte influ&#234;ncia dos ciclos da     natureza, ou seja, de base eminentemente sazonal. Com um clima pouco generoso     do ponto de vista agr&#237;cola, atravessado por per&#237;odos de secas ou cheias, com     terrenos irregulares e de fraca aptid&#227;o agr&#237;cola em vastas regi&#245;es mas com     ]]></body>
<body><![CDATA[necessidade de alimentar &#225;reas urbanas muito concentradas, o que vai obrigar a     que o modelo alimentar do homem mediterr&#226;nico seja &#250;nico. Este modelo de     produ&#231;&#227;o-consumo vai desenvolver-se a partir de diversos eixos, nomeadamente     atrav&#233;s da possibilidade de utilizar o mar Mediterr&#226;neo como facilitador da     troca de alimentos e de conhecimento, que seria muito mais moroso por terra. A     troca de tecnologia, plantas, animais, inova&#231;&#227;o e criatividade associados a uma     grande cultura urbana, s&#227;o assim poss&#237;veis ao longo de toda a bacia do     mediterr&#226;neo. A DM &#233; por isso resultante de uma influente cultura urbana onde     as cidades (em alguns casos Cidades-Estado), as diferentes popula&#231;&#245;es que nelas     residiam, os mercados e os locais de com&#233;rcio foram fundamentais para a     ]]></body>
<body><![CDATA[integra&#231;&#227;o de produtos alimentares, bem como para a adapta&#231;&#227;o e a evolu&#231;&#227;o de     t&#233;cnicas e de prepara&#231;&#245;es culin&#225;rias. As prepara&#231;&#245;es culin&#225;rias, as t&#233;cnicas de     conserva&#231;&#227;o de alimentos e toda a tecnologia associada &#224; produ&#231;&#227;o, prepara&#231;&#227;o,     transporte e armazenamento de alimentos ganham um relevo &#250;nico nestes espa&#231;os     populacionais compactos, repletos de diferentes culturas e religi&#245;es que aqui convivem.     Ao contr&#225;rio do que se poder&#225; pensar, a DM &#233; um modo de comer aparentemente     simples mas de uma enorme complexidade social, cultural e religiosa, que     integrou durante s&#233;culos ritos pag&#227;os com outros de diversas religi&#245;es.     Integrou o campo com a cidade, a frugalidade com a opul&#234;ncia ocasional e o     conhecimento com a inova&#231;&#227;o. Muito deste conhecimento est&#225; ainda hoje presente     ]]></body>
<body><![CDATA[e transmite-se atrav&#233;s de uma certa complexidade ritual, presente habitualmente     no momento do consumo alimentar. A forma como se prepara, como se come, quando     se come e com quem se come s&#227;o fen&#243;menos de dif&#237;cil compreens&#227;o para quem     observa do exterior esta forma de comer, mas representam a cultura     mediterr&#226;nica. A DM &#233; por isso mais f&#225;cil de associar a uma maneira de viver     evolutiva e adaptada a um determinado contexto ambiental, social, cultural e     religioso, do que a conjunto limitado de produtos alimentares. A DM &#233;, em suma,     ou talvez "a linguagem comum do povo do Mediterr&#226;neo&#8221;, ou uma forma de     express&#227;o, onde os alimentos e a forma de os tratar reflectem muito mais do que     o consumo per si. Curiosamente, e do ponto de vista nutricional, esta forma de     ]]></body>
<body><![CDATA[comer, adaptada durante s&#233;culos ao meio ambiente que rodeava o homem     mediterr&#226;nico, revelou-se adequada &#224; manuten&#231;&#227;o de elevados &#237;ndices de sa&#250;de e     bem-estar (11,12,13).     <br/>Actualmente,     o padr&#227;o alimentar mediterr&#226;nico &#233; um dos mais estudados em todo o mundo.     Quando na d&#233;cada de 40 e 50 do s&#233;culo passado, os investigadores     norte-americanos da Funda&#231;&#227;o Rockefeller chegaram ao Mediterr&#226;neo e observaram     os n&#237;veis de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o das popula&#231;&#245;es insulares ao largo da Gr&#233;cia,     ficaram surpreendidos. Ali, a longevidade era bastante maior que na Am&#233;rica do     Norte, apesar das condi&#231;&#245;es de vida e do acesso a cuidados de sa&#250;de serem     ]]></body>
<body><![CDATA[bastante inferiores. A alimenta&#231;&#227;o era claramente diferente da praticada pela     popula&#231;&#227;o norte-americana (14). Estas primeiras observa&#231;&#245;es v&#227;o levar a que     anos mais tarde, j&#225; nos anos 60, Ancel Keys e a sua equipa, inicie de forma     sistem&#225;tica o estudo das rela&#231;&#245;es entre este padr&#227;o de consumo alimentar e a     doen&#231;a cardiovascular (10). Hoje, sabe-se que as popula&#231;&#245;es que aderem a     consumos alimentares deste tipo, possuem em m&#233;dia um melhor estado de sa&#250;de,     vis&#237;vel na redu&#231;&#227;o da mortalidade por doen&#231;a cardiovascular, doen&#231;a oncol&#243;gica     e incid&#234;ncia de doen&#231;a de Parkinson e Alzheimer.     <br/>Em     1993, na International Conference on Diets of the Mediterranean, foram     ]]></body>
<body><![CDATA[estabelecidas as principais caracter&#237;sticas deste modo tradicional de     alimenta&#231;&#227;o (15):     <br/>-     Consumo abundante de alimentos de origem vegetal (produtos hort&#237;colas, fruta,     cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e     oleaginosos);     <br/>-     Consumo de produtos frescos da regi&#227;o, pouco processados e sazonais;     <br/>-     Consumo de azeite como principal fonte de gordura;     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>-     Consumo baixo a moderado de lactic&#237;nios, e de prefer&#234;ncia sob a forma de queijo     e iogurte;     <br/>-     Consumo baixo e pouco frequente de carnes vermelha;     <br/>-     Consumo frequente de pescado;     <br/>-     Consumo baixo a moderado de vinho, de prefer&#234;ncia &#224;s refei&#231;&#245;es.     <br/>A     ]]></body>
<body><![CDATA[DM representa um modelo alimentar completo e equilibrado com in&#250;meros     benef&#237;cios para a sa&#250;de, longevidade e qualidade de vida (16):     <br/>-     A presen&#231;a abundante de &#225;cidos gordos insaturados (sobretudo monoinsaturados),     a partir do consumo de azeite, principal fornecedor de &#225;cido oleico, e de     &#225;cidos gordos polinsaturados &#243;mega 3, provenientes do pescado e dos frutos     secos, a par de um baixo consumo de &#225;cidos gordos saturados e trans, s&#227;o     factores nutricionais importantes na protec&#231;&#227;o da sa&#250;de cardio e c&#233;rebro     vascular (17-20);     <br/>-     ]]></body>
<body><![CDATA[A riqueza em vitaminas, minerais e subst&#226;ncias com elevado potencial     antioxidante como flavon&#243;is, catequinas, isoflavanonas, antocianinas, e     proantocianinas, entre outras, que se encontram nos produtos hort&#237;colas, fruta,     leguminosas frescas e ervas arom&#225;ticas condimentares, contribuem tamb&#233;m para     diminuir o risco de desenvolvimento de doen&#231;as neuro-degenerativas, de doen&#231;as     cardio e cerebrovasculares e de v&#225;rios tipos de cancro (21,22);     <br/>-     Os cereais pouco refinados, dos quais se destacam o trigo e o arroz, em     conjunto com as leguminosas e a batata representam as principais fontes     alimentares de hidratos de carbono complexos e energia (16);     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>-     O elevado consumo de produtos vegetais, em detrimento do consumo de produtos     alimentares de origem animal, contribui para uma distribui&#231;&#227;o equilibrada do     balan&#231;o energ&#233;tico di&#225;rio em que 55 a 60% da energia di&#225;ria &#233; proveniente dos     hidratos de carbono, 25 a 30% dos l&#237;pidos e 10 a 15% da prote&#237;na, sobretudo de     origem vegetal (leguminosas e cereais) (16);     <br/>-     A cozinha mediterr&#226;nica &#233; uma cozinha simples que tem na sua base as sopas, os     cozidos, os ensopados e as caldeiradas onde se incorporam os produtos     hort&#237;colas e as leguminosas, com quantidades modestas de carne e que usa como     ]]></body>
<body><![CDATA[condimentos a cebola, o alho e as ervas arom&#225;ticas para enriquecer os seus     sabores e aromas. Esta simplicidade contrasta com uma culin&#225;ria mais rica e     elaborada reservada para os dias de festa (23).     <br/><u>Como     utilizar o conceito da Dieta Mediterr&#226;nica na escola</u>     <br/>A     alimenta&#231;&#227;o e a sua rela&#231;&#227;o com a sa&#250;de ser&#225; sempre uma quest&#227;o fundamental na     forma&#231;&#227;o e educa&#231;&#227;o dos cidad&#227;os, em especial dos mais novos (24). Na regi&#227;o do     Mediterr&#226;neo, onde os recursos naturais estar&#227;o cada vez mais sob press&#227;o das     mudan&#231;as clim&#225;ticas e do crescimento populacional, a produ&#231;&#227;o agr&#237;cola e a     ]]></body>
<body><![CDATA[oferta de alimentos ter&#227;o, cada vez mais, de se adaptar a estas novas     situa&#231;&#245;es. A tripla exig&#234;ncia da produ&#231;&#227;o de alimentos em quantidade     suficiente, adequa&#231;&#227;o nutricional da oferta e sustentabilidade ambiental, sem     esquecer a adequa&#231;&#227;o &#224; cultura de cada regi&#227;o numa sociedade cada vez mais     multicultural, ser&#225; certamente o grande desafio da promo&#231;&#227;o da alimenta&#231;&#227;o     saud&#225;vel no S&#233;c. XXI. Como introduzir estas problem&#225;ticas na pol&#237;tica educativa     da escola e transform&#225;-las em conte&#250;dos operacionais, integrados e pass&#237;veis de     avalia&#231;&#227;o, &#233; um dos desafios dos pedagogos e profissionais da sa&#250;de que     trabalham as quest&#245;es da educa&#231;&#227;o alimentar. Por outro lado, existe evid&#234;ncia     cient&#237;fica que suporta o papel da escola como espa&#231;o eficaz na promo&#231;&#227;o da     ]]></body>
<body><![CDATA[sa&#250;de dos jovens; sobre a rela&#231;&#227;o entre ser saud&#225;vel e os resultados escolares     e ainda o facto de as escolas mais eficazes na promo&#231;&#227;o da sa&#250;de serem aquelas     que possuem uma abordagem global dos problemas de sa&#250;de e com a participa&#231;&#227;o de     toda a comunidade local e a integra&#231;&#227;o das vari&#225;veis sociais, culturais e     ambientais na estrat&#233;gia de ensino e nos curricula escolares (25,26). O     conceito de DM pode dar um contributo interessante para esta reflex&#227;o,     permitindo relacionar a envolvente ambiental com a oferta e o consumo alimentar     na regi&#227;o e acima de tudo permitir integrar a oferta alimentar di&#225;ria da escola     com conceitos curriculares mais abstractos como o ensino das ci&#234;ncias naturais     e pr&#225;ticas sociais, hist&#243;ricas e culturais de toda a regi&#227;o (27). A DM pode ser     ]]></body>
<body><![CDATA[vista tamb&#233;m como patrim&#243;nio cultural associado ao conhecimento culin&#225;rio e &#224;     produ&#231;&#227;o alimentar de comunidades mais idosas e mais ligadas &#224; agricultura ou &#224;     pesca. Neste particular aspecto, o conceito pode ser &#250;til para fazer a liga&#231;&#227;o     entre gera&#231;&#245;es distintas.     <br/>A     educa&#231;&#227;o alimentar nas escolas deve passar por uma pol&#237;tica clara que englobe     os curr&#237;culos escolares, o fornecimento de refei&#231;&#245;es nos refeit&#243;rios e de     alimentos nos bufetes, com base em recomenda&#231;&#245;es e orienta&#231;&#245;es simples seguidas     por toda a comunidade escolar e que envolva tamb&#233;m as fam&#237;lias e a comunidade     em geral (autarquias, com&#233;rcio e produtores locais), utilizando um sistema que     ]]></body>
<body><![CDATA[permita a avalia&#231;&#227;o de toda a interven&#231;&#227;o (28). O Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o e     Ci&#234;ncia tem levado a cabo v&#225;rias iniciativas com vista &#224; melhoria nutricional     das refei&#231;&#245;es servidas nas Escolas, vis&#237;vel em documentos como &#8220;Oferta     Alimentar em Meio Escolar &#8211; Referencial para uma Oferta Alimentar Saud&#225;vel     (DGIDC, 2006), Of&#237;cio Circular n.&#186; 7/DGE/2012 &#8211; Bufetes Escolares &#8211; Orienta&#231;&#245;es     (que revogou a Circular n&#186; 11/DGIDC/2007 &#8211; Recomenda&#231;&#245;es para os bufetes     escolares) e na Circular n.&#186; 3/DSEEAS/DGE/2013 &#8211; Orienta&#231;&#245;es sobre ementas e     refeit&#243;rios escolares 2013-2014 (que revogou as Circulares n&#186;14 e n&#186;15/DGIDC/     2007 &#8211; Refeit&#243;rios Escolares - Normas Gerais de Alimenta&#231;&#227;o). Perante os     benef&#237;cios universalmente aceites associados &#224; DM e com o intuito de a promover     ]]></body>
<body><![CDATA[no &#226;mbito da oferta alimentar dos refeit&#243;rios, pode ler-se na Circular n.&#186;     3/DSSEAS/DGE/2013 uma clara inten&#231;&#227;o de promo&#231;&#227;o de processos de     prepara&#231;&#227;o/confec&#231;&#227;o culin&#225;ria compat&#237;veis com a DM, como os ensopados, as     caldeiradas, as jardineiras e as a&#231;ordas. Foi tamb&#233;m com essa inten&#231;&#227;o que     naquele documento houve uma expl&#237;cita inten&#231;&#227;o de promo&#231;&#227;o das ervas arom&#225;ticas     em detrimento do sal. A implementa&#231;&#227;o mais acentuada da DM nas ementas     escolares pode assim desempenhar um papel importante na melhoria e na     aceitabilidade das refei&#231;&#245;es escolares. Estes objectivos podem ser atingidos     atrav&#233;s de medidas como a identifica&#231;&#227;o das principais caracter&#237;sticas do     padr&#227;o alimentar mediterr&#226;nico a promover em ambiente escolar; a identifica&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[das caracter&#237;sticas do padr&#227;o alimentar mediterr&#226;nico pass&#237;veis de serem     referenciadas e utilizadas como crit&#233;rios para a credita&#231;&#227;o de &#8220;ementas     escolares mediterr&#226;nicas&#8221;; e por fim a disponibiliza&#231;&#227;o de refei&#231;&#245;es com     caracter&#237;sticas do padr&#227;o alimentar mediterr&#226;nico (ementas escolares     mediterr&#226;nicas) nos refeit&#243;rios escolares da regi&#227;o intervencionada. Esta     abordagem s&#243; ser&#225; poss&#237;vel se este conceito for trabalhado numa dimens&#227;o     abrangente que tenha em conta o desenvolvimento humano, a dimens&#227;o hist&#243;rica,     social, econ&#243;mica, ambiental e cultural (28).     <br/>De     uma forma mais concreta, sugerimos (29):     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>-     A adop&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica escolar nacional/regional concertada, que promova a     DM em ambiente escolar incentivando alimentos e pratos da DM;     <br/>-     O desenvolvimento de conte&#250;dos curriculares que promovam a DM e estilos de vida     mais saud&#225;veis: esta interven&#231;&#227;o pode ser transversal &#224;s v&#225;rias &#225;reas     curriculares. A t&#237;tulo de exemplo, podemos propor que, em Hist&#243;ria, sejam dadas     a conhecer as nossas tradi&#231;&#245;es alimentares e a circula&#231;&#227;o de alimentos, em     Matem&#225;tica sejam trabalhadas estat&#237;sticas de sa&#250;de, em Ci&#234;ncias Naturais e     Biologia sejam estudadas as implica&#231;&#245;es da alimenta&#231;&#227;o na sa&#250;de. A este n&#237;vel,     ]]></body>
<body><![CDATA[saliente-se a que a exemplifica&#231;&#227;o de ementas equilibradas com base na DM &#233; uma     das metas curriculares das Ci&#234;ncias Naturais do 6.&#186; ano de escolaridade (30),     enquanto o reconhecimento da DM na promo&#231;&#227;o da sa&#250;de &#233; uma das metas     curriculares das Ci&#234;ncias Naturais do 9.&#186; ano de escolaridade (31);     <br/>-     A n&#237;vel do 1.&#186; ciclo, a abordagem curricular poder&#225; ser mais simples, mas     tamb&#233;m &#233; poss&#237;vel atrav&#233;s de visitas peri&#243;dicas aos mercados tradicionais e a     produtores locais, de modo a familiarizar as crian&#231;as com a sazonalidade dos     hortofrut&#237;colas e o reconhecimento das esp&#233;cies end&#243;genas;     <br/>-     ]]></body>
<body><![CDATA[Recolhendo receitas tradicionais no seio da fam&#237;lia e junto dos mais idosos ou     na comunidade, de modo a perpetuar a cultura gastron&#243;mica;      <br/>-     Desenvolvendo estrat&#233;gias que envolvam a participa&#231;&#227;o das crian&#231;as/jovens de     uma forma didacticamente adequada e culturalmente relevante, que permita     valorizar as nossas tradi&#231;&#245;es (conhecer os produtos locais, integra&#231;&#227;o dos     saberes locais, leitura de r&#243;tulos, aprender a cozinhar, experimentar novos     sabores,&#8230;) (32);     <br/>-     Disponibilizando refei&#231;&#245;es escolares que estejam em sintonia com a mensagem     ]]></body>
<body><![CDATA[nutricional passada nas aulas;     <br/>-     Formando toda a comunidade escolar (professores e funcion&#225;rios) e criando     oportunidades de aprendizagem nesta &#225;rea;     <br/>-     Envolvendo as fam&#237;lias e a comunidade, nomeadamente atrav&#233;s da aquisi&#231;&#227;o de     produtos locais e a produtores locais;     <br/>-     Criando hortas e pomares pedag&#243;gicos de modo a familiarizar os alunos com a     produ&#231;&#227;o e os ciclos da natureza;     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>-     Implementando um sistema de avalia&#231;&#227;o das estrat&#233;gias desenvolvidas e do seu     sucesso.     <br/>Em     termos globais, o pa&#237;s/regi&#227;o n&#227;o lucraria s&#243; em termos de sa&#250;de mas tamb&#233;m     promoveria a dinamiza&#231;&#227;o da agricultura e da produ&#231;&#227;o local, contribuindo para     o desenvolvimento econ&#243;mico das regi&#245;es.      <br/>Ali&#225;s     esta vis&#227;o n&#227;o &#233; original. It&#225;lia actualmente j&#225; segue este modelo, ao     considerar que as refei&#231;&#245;es escolares devem ser concebidas de modo a promover     ]]></body>
<body><![CDATA[as tradi&#231;&#245;es e a cultura alimentares, contribuindo para refor&#231;ar a identidade     regional e nacional das popula&#231;&#245;es. As refei&#231;&#245;es escolares est&#227;o na primeira linha     de uma pol&#237;tica de interven&#231;&#227;o que engloba a educa&#231;&#227;o, a sa&#250;de, a protec&#231;&#227;o     ambiental e a agricultura (33). Em Portugal, um bom exemplo de aplica&#231;&#227;o deste     conceito &#233; o Regime de Fruta Escolar (RFE). Na verdade, este programa de     promo&#231;&#227;o do consumo de frutas e hort&#237;colas pelas crian&#231;as est&#225; idealizado do     modo a respeitar a proximidade produtor/consumidor, a liga&#231;&#227;o &#224;s autarquias e     comunidades locais, bem como a sazonalidade dos produtos e os modos de produ&#231;&#227;o     amigos do ambiente.     </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>AN&#193;LISE CR&#205;TICA E CONCLUS&#213;ES</b> <br/>O reconhecimento da DM como Patrim&#243;nio Cultural Imaterial da Humanidade no dia 4 de Dezembro de 2013 poder&#225; servir como catalisador para que Portugal assuma as suas tradi&#231;&#245;es alimentares mediterr&#226;nicas de uma forma estruturada nas suas pol&#237;ticas p&#250;blicas e nas estrat&#233;gias de funcionamento e de comunica&#231;&#227;o de diversos organismos p&#250;blicos e privados, desde a restaura&#231;&#227;o p&#250;blica ao turismo, educa&#231;&#227;o ou cultura. A DM &#233; um conceito abrangente que permite promover um estilo de vida saud&#225;vel e ambientalmente sustent&#225;vel. &#201; ainda um conceito que pode sustentar uma estrat&#233;gia alimentar nacional pois apesar dos h&#225;bitos alimentares nacionais n&#227;o serem id&#234;nticos esta defini&#231;&#227;o &#233; suficientemente flex&#237;vel para ir ao encontro de estrat&#233;gias locais.  <br/>As escolas podem assumir um papel importante na divulga&#231;&#227;o e na promo&#231;&#227;o da DM, atrav&#233;s da implementa&#231;&#227;o de estrat&#233;gias claras e coerentes, quer a n&#237;vel da oferta alimentar quer a n&#237;vel dos curr&#237;culos escolares. O conceito de DM permite uma abordagem multissectorial dentro da escola e entre a escola e as fam&#237;lias e a comunidade envolvente. Permite ainda explorar conceitos de sa&#250;de e bem-estar e relacion&#225;-los directamente com os sentidos, as emo&#231;&#245;es, ou a partilha de afectos que acontecem com facilidade &#224; volta da mesa. A gest&#227;o com sucesso desta complexidade exige: a) uma pol&#237;tica escolar local consistente e com lideran&#231;a forte; b) articulada com as pol&#237;ticas locais e regionais noutras &#225;reas; c) pensada a m&#233;dio prazo e d) constru&#237;da de base com os professores, com os estudantes, as fam&#237;lias e com a comunidade. Estas s&#227;o algumas das premissas que permitem a valoriza&#231;&#227;o do conceito de DM e a sua utiliza&#231;&#227;o plena em prol da sa&#250;de e bem-estar dos cidad&#227;os e das regi&#245;es onde se inserem. A cultura animi ou cultura do esp&#237;rito, que os antigos latinos definiam como a ac&#231;&#227;o das pessoas sobre si pr&#243;prias, enquanto indiv&#237;duos e sociedade, no sentido da realiza&#231;&#227;o plena das suas capacidades e potencialidades humanas integravam a palavra &#8220;sapor&#8221; ou sabor relacionado com o verbo SAPERE, que tanto queria dizer &#8220;ter gosto, sentir gosto&#8221;, como &#8220;compreender, saber&#8221;. A DM &#233; um conceito &#250;nico que permite integrar sabor com saber e retomar a cultura do esp&#237;rito no tempo presente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Comiss&#227;o das Comunidades Europeias. LIVRO BRANCO - Uma estrat&#233;gia para a Europa em mat&#233;ria de problemas de sa&#250;de ligados &#224; nutri&#231;&#227;o, ao excesso de peso e &#224; obesidade. Bruxelas, 2007,COM(2007) 279 <br/>2. Centers for Disease Control and Prevention.School Health Guidelines to Promote Healthy Eating and Physical Activity. MMWR, Atlanta, 2011;60, n&#186; 5 <br/>3. Hirschman J, Chriqui JF. School food and nutrition policy, monitoring and evaluation in the USA. Public Health Nutr. 2013 Jun;16(6):982-8 <br/>4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723693&pid=S2182-7230201300040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> McKenna ML. Policy options to support healthy eating in schools. Canadian Journal of Public Health. 2010 Jul-Aug;101 Suppl 2:S14-7 <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723694&pid=S2182-7230201300040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> WHO. Global action plan for the prevention and control of noncommunicable diseases 2013-2020. World Health Organization, Geneva, 2013 <br/>6. Rito A, Wijnhoven TM, Rutter H, Carvalho MA, et al. Prevalence of obesity among Portuguese children (6-8 years old) using three definition criteria: COSI Portugal, 2008.Pediatric Obesity 2012 Dec;7(6):413-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723695&pid=S2182-7230201300040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Epub 2012 Aug 17 <br/>7. Sardinha LB, Santos DA, Silva AM, Coelho-e-Silva MJ, Raimundo AM, Moreira H, Santos R, Vale S, Baptista F, Mota J.Prevalence of Overweight, Obesity, and Abdominal Obesity in a Representative Sample of Portuguese Adults.PLoS One. 2012; 7(10): e47883.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723696&pid=S2182-7230201300040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->Published online 2012 October 31 <br/>8. Seliske L, Pickett W, Rosu A, Janssen I. The number and type of food retailers surrounding schools and their association with lunchtime eating behaviours in students.International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity 2013, 10: 19 <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723697&pid=S2182-7230201300040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Naska A, Fouskakis D, Oikonomou E, Almeida MD, et al. Dietary patterns and their socio-demographic determinants in 10 European countries: data from the DAFNE databank. European Journal of Clinical Nutrition, 2006. 60: p. 181-90 <br/>10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723698&pid=S2182-7230201300040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Keys A, Menotti A, Aravanis C, Blackburn H, et al. The seven countries study: 2,289 deaths in 15 years. Preventive Medicine 1984 Mar;13(2):141-54 <br/>11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723699&pid=S2182-7230201300040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Lourida I, Soni M, Thompson-Coon J, Purandare N, Lang IA, Ukoumunne OC, Llewellyn DJ.Mediterranean diet, cognitive function, and dementia: a systematic review. Epidemiology. 2013 Jul;24(4):479-89 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723700&pid=S2182-7230201300040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ASofi F, Abbate R, Gensini GF, Casini A. Accruing evidence on benefits of adherence to the Mediterranean diet on health: an updated systematic review and meta-analysis. American Journal of Clinical Nutrition, 2010 Nov;92(5):1189-96 <br/>13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723701&pid=S2182-7230201300040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Grosso G, Buscemi S, Galvano F, Mistretta A, Marventano S, Vela V, Drago F, Gangi S, Basile F, Biondi A.Mediterranean diet and cancer: epidemiological evidence and mechanism of selected aspects. British Medical Journal C Surg. 2013 Oct 8;13 Suppl 2:S14 <br/>14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723702&pid=S2182-7230201300040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Leland G. Allbaugh, Princeton, N.J.Crete: A Case Study of an Underdeveloped Area: Princeton University Press, 1953. p. 572 <br/>15. Serra-Majem L, Trichopoulou A, Ngo de la Cruz J, Cervera P, Garc&#237;a Alvarez A, La Vecchia C, Lemtouni A, Trichopoulos D. Does the definition of the Mediterranean diet need to be updated&#8204; Public Health Nutrition, 2004 b. 7(07): p. 927-929 <br/>16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723703&pid=S2182-7230201300040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Trichopoulou A, Bamia C, Trichopoulos D.Anatomy of health effects of Mediterranean diet: Greek EPIC prospective cohort study. British Medical Journal, 2009;338:b2337 <br/>17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723704&pid=S2182-7230201300040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Trichopoulou A.Adherence to a Mediterranean Diet and Survival in a Greek Population. New England Journal of Medicine, 2003. 348(26): p. 2599-608 <br/>18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723705&pid=S2182-7230201300040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Trichopoulou A, Bamia C, Trichopoulos D.Mediterranean Diet and Survival Among Patients With Coronary Heart Disease in Greece. Archives of Internal Medicine, 2005 c. 165(8): p. 929-935 <br/>19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723706&pid=S2182-7230201300040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Willett WC.The Meditterranean diet: science and practice. Public Health Nutrition, 2006. 9(1A): p.105-110 <br/>20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723707&pid=S2182-7230201300040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Martinez-Gonzalez MA, Bes-Rastrollo M, Serra-Majem L, Lairon D, Estruch R, Trichopoulou A. Mediterranean food pattern and the primary prevention of chronic disease: recent developments. Nutrition Reviews, 2009. 67(Suppl. 1): p. S111-S116 <br/>21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723708&pid=S2182-7230201300040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Sofi F, Cesari F, Abbate R, Gensini GF, Casini A. Adherence to Mediterranean diet and health status: meta-analysis.British Medical Journal 2008;337:a1344 <br/>22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723709&pid=S2182-7230201300040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Scarmeas N, Stern Y, Mayeux R, Manly JJ, Schupf N, Luchsinger JA.Mediterranean Diet and Mild Cognitive Impairment.Archives of Neurology, 2009. 66(2): p. 216-225 23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723710&pid=S2182-7230201300040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Valag&#227;o MM.Dieta Mediterr&#226;nica, Patrim&#243;nio Imaterial da Humanidade.Revista da Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Hort&#237;cultura, 2011. 105(Maio-Junho): p. 23-27 <br/>24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723711&pid=S2182-7230201300040000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> St Leger L, Young IM.Creating the document &#8216;Promoting health in schools: from evidence to action. Global Health Promotion, 2009; 16(4): pp. 69-71) <br/>25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723712&pid=S2182-7230201300040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Lee A. Health-promoting schools: evidence for a holistic approach to promoting health and improving health literacy. Applied Health Economics and Health Policy.2009;7(1):11-7 <br/>26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723713&pid=S2182-7230201300040000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Tang KC, Nutbeam D, Aldinger C, St Leger L, Bundy D, Hoffmann AM, Yankah E, McCall D, Buijs G, Arnaout S, Morales S, Robinson F, Torranin C, Drake L, Abolfotouh M, Whitman CV, Meresman S, Odete C, Joukhadar AH, Avison C, Wright C, Huerta F, Munodawafa D, Nyamwaya D, Heckert K.Schools for health, education and development: a call for action. Health Promotion International 2009 Mar;24(1):68-77 <br/>27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723714&pid=S2182-7230201300040000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Hassan-Wassef H.Redesigning dietary education in CIHEAM , MediTERRA 2012. Presses de Sciences Po &#171; Annuels &#187;, 2012 p. 399-422 <br/>28. Loureiro I.A import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o alimentar: o papel das escolas promotoras de sa&#250;de.Revista de Sa&#250;de P&#250;blica, 2004. 22(2) <br/>29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1723715&pid=S2182-7230201300040000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Wooldridge NH. Child and Preadolescent Nutrition in: Judith EB Nutrition Through Life Cycle. 4th ed.[Belmont, CA] : Wadsworth, 2011 <br/>30. Bonito J. (Coord) et al, Metas Curriculares do Ensino B&#225;sico - Ci&#234;ncias Naturais - 5.&#186;, 6.&#186;, 7.&#186; e 8.&#186; anos, 2013 <br/>31. Bonito J. (Coord) et al, Metas Curriculares do Ensino B&#225;sico - Ci&#234;ncias Naturais - 9.&#186; ano, 2014 <br/>32. Gra&#231;a, P.Desenvolvimento e implementa&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica alimentar em meio escolar &#8211; uma reflex&#227;o. Comunica&#231;&#227;o pessoal, 2009 <br/>33. Morgan KJ, Sonnino R, Catering for Sustainability - The Creative Procurement of School Meals in Italy and the UK. The Regeneration Institute, Cardiff University, Cardiff, 2005     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <br>Pedro Gra&#231;a     <br>Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Rua Dr. Roberto Frias, s/n, 4200-465 Porto, Portugal     <br> <a href="mailto:pedrogracapco@gmail.com ">pedrogracapco@gmail.com </a></p> </p>  <br/>Recebido a 13 de Dezembro de 2013 <br/>Aceite a 31 de Janeiro de 2014 <br/>       ]]></body><back>
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