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<journal-title><![CDATA[Revista Nutrícias]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perigos Físicos: Importância da sua Identificação para o Sistema de Segurança Alimentar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical Hazards: Importance of Identification for the Food Safety System]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-72302013000400003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-72302013000400003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-72302013000400003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[No âmbito de um Sistema de Segurança Alimentar, os perigos físicos são por vezes desvalorizados, nem sempre sendo monitorizada a sua ocorrência. Os perigos físicos são os únicos que não são regulamentados do ponto de vista legal. A sua monitorização é essencial devendo ser registada a sua origem, classificação e impacto junto do consumidor.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the scope of the Food Safety System physical hazards are often devalued, and its occurrence is not regularly monitored. Physical hazards are the only ones that are not legally regulated. Its monitoring is essential and must be registered, according to origin, classification and impact for the consumer.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistema de Segurança Alimentar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Perigos físicos]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Physical Hazards]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</b></p> <br/> <br/><b >Perigos F&#237;sicos: Import&#226;ncia da sua Identifica&#231;&#227;o para o Sistema de Seguran&#231;a Alimentar</b> <br/> <br/><b >Physical Hazards: Importance of Identification for the Food Safety System </b>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <br><b>Rita Amaral<sup>1</sup>; Beatriz Oliveira<sup>2</sup></b>     <br>      <p ><sup>1</sup>Nutricionista, T&#233;cnica da Qualidade Eurest, Edif&#237;cio Prime, Av. Quinta Grande 53-6&#186; Alfragide, 2614-521 Amadora, Portugal     <br><sup>2</sup>Directora da Qualidade Eurest, Edif&#237;cio Prime, Av. Quinta Grande 53-6&#186; Alfragide, 2614-521 Amadora, Portugal     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <br/>No &#226;mbito de um Sistema de Seguran&#231;a Alimentar, os perigos f&#237;sicos s&#227;o por vezes desvalorizados, nem sempre sendo monitorizada a sua ocorr&#234;ncia.  <br/>Os perigos f&#237;sicos s&#227;o os &#250;nicos que n&#227;o s&#227;o regulamentados do ponto de vista legal. A sua monitoriza&#231;&#227;o &#233; essencial devendo ser registada a sua origem, classifica&#231;&#227;o e impacto junto do consumidor.  </p>     <p><b >Palavras-Chave</b>: Sistema de Seguran&#231;a Alimentar, Perigos f&#237;sicos </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>In the scope of the Food Safety System physical hazards are often devalued, and its occurrence is not regularly monitored. <br/>Physical hazards are the only ones that are not legally regulated. Its monitoring is essential and must be registered, according to origin, classification and impact for the consumer. </p>     <p><b >keywords</b>: Food Safety System, Physical Hazards </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>O     que s&#227;o Perigos F&#237;sicos e a sua Regulamenta&#231;&#227;o     <br/>A     comiss&#227;o do Codex Alimentarius definiu o conceito de perigo num g&#233;nero     aliment&#237;cio como um agente biol&#243;gico, qu&#237;mico ou f&#237;sico, com o potencial de     causar efeitos adversos na sa&#250;de (1). O Regulamento n&#186; 178/2002 define perigo     como um agente biol&#243;gico, qu&#237;mico ou f&#237;sico presente nos g&#233;neros aliment&#237;cios     ou nos alimentos para animais, ou uma condi&#231;&#227;o dos mesmos, com potencialidades     para provocar um efeito nocivo para a sa&#250;de (2).      <br/>Os     ]]></body>
<body><![CDATA[perigos biol&#243;gicos e qu&#237;micos est&#227;o regulamentados em termos legais para os     par&#226;metros considerados mais cr&#237;ticos, nomeadamente atrav&#233;s do Regulamento n&#186;     2073/2005 (e altera&#231;&#245;es) e Regulamento n&#186; 1881/2006 (e altera&#231;&#245;es) (3,4).     <br/>No     que respeita aos perigos f&#237;sicos n&#227;o existe qualquer regulamenta&#231;&#227;o do ponto     vista legal, sendo reduzida a informa&#231;&#227;o que se encontra em sites de     refer&#234;ncia. De acordo com o Programa de Forma&#231;&#227;o sobre Higiene e Seguran&#231;a     Alimentar para Restaurantes e Estabelecimentos Similares (5) a presen&#231;a de     perigos f&#237;sicos ocorre nos alimentos, devido &#224; poss&#237;vel presen&#231;a de materiais     como metal, vidro, pl&#225;stico, l&#226;minas de facas, cabelos, peda&#231;os de madeira,     ]]></body>
<body><![CDATA[etc. O risco de acidente no consumidor vai depender do indiv&#237;duo em causa (e.g.     crian&#231;a versus adulto) e das caracter&#237;sticas do perigo f&#237;sico, nomeadamente ao     n&#237;vel da dimens&#227;o e forma que potenciam, nomeadamente, uma determinada     capacidade de corte, perfura&#231;&#227;o ou asï¬xia. Quando presentes, os perigos     f&#237;sicos afectam normalmente um ou poucos indiv&#237;duos. Assim todos os objectos     que possam aparecer, num determinado g&#233;nero aliment&#237;cio, que n&#227;o fa&#231;am parte do     mesmo, e que causem dano f&#237;sico no consumidor ou inj&#250;ria, s&#227;o classificados     pela Eurest como Perigo F&#237;sico.     <br/><u>Origem     dos Perigos F&#237;sicos</u><u></u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Os     perigos f&#237;sicos podem ter origens muito diversas e resultam, normalmente, de     uma contamina&#231;&#227;o acidental dos g&#233;neros aliment&#237;cios atrav&#233;s de sistemas de     colheita mecanizada, de pr&#225;ticas incorrectas de higiene dos manipuladores, ou     de falhas na conserva&#231;&#227;o das infra-estruturas, equipamentos e outros materiais     em contacto com os g&#233;neros aliment&#237;cios, bem como da inexist&#234;ncia ou inefic&#225;cia     dos planos de higieniza&#231;&#227;o e controlo de pragas (6).     <br/>Caso     sejam identificados perigos f&#237;sicos &#233; importante na an&#225;lise de causas     determinar se a origem dos mesmos est&#225; na contamina&#231;&#227;o da mat&#233;ria-prima ou se     ]]></body>
<body><![CDATA[resulta de pr&#225;ticas incorrectas durante o processamento. Esta identifica&#231;&#227;o &#233;     fundamental para que seja evitada a sua re-ocorr&#234;ncia.     <br/>A     implementa&#231;&#227;o de um Sistema de Seguran&#231;a Alimentar adequado permite monitorizar     a ocorr&#234;ncia de perigos nos g&#233;neros aliment&#237;cios e determinar a sua poss&#237;vel     origem, o que permite a implementa&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es que visam prevenir a sua     ocorr&#234;ncia. O controlo dos g&#233;neros aliment&#237;cios durante a sua recep&#231;&#227;o e     prepara&#231;&#227;o &#233; fundamental, tal como um contacto permanente com os fornecedores,     atrav&#233;s da realiza&#231;&#227;o de auditorias (6).     <br/><u>Classifica&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[e Monitoriza&#231;&#227;o dos Perigos F&#237;sicos</u><u></u>     <br/>Os     perigos f&#237;sicos que podem ser detectados s&#227;o muitos diversos. Assim, para     determinar a sua potencial origem e monitorizar a sua incid&#234;ncia, &#233; fundamental     a classifica&#231;&#227;o dos perigos f&#237;sicos. Com base no hist&#243;rico Eurest foram criadas     algumas categorias de perigos f&#237;sicos: animais e seus excrementos, madeira,     objectos met&#225;licos, ossos e espinhas, papel e cart&#227;o, pedras, p&#234;los e fios,     pl&#225;sticos, vidro e outros objectos estranhos. A cataloga&#231;&#227;o dos perigos f&#237;sicos     deve ser adequada &#224; org&#226;nica da empresa e revista sempre que necess&#225;rio.     <br/>Deve     ]]></body>
<body><![CDATA[ser criado e mantido um sistema para a monitoriza&#231;&#227;o cont&#237;nua dos perigos     f&#237;sicos, sendo essencial classificar o perigo f&#237;sico, identificar o dia da ocorr&#234;ncia,     identificar a potencial origem do perigo f&#237;sico (mat&#233;ria-prima, incumprimento     das boas pr&#225;ticas durante o processamento, &#8230;), nome do fornecedor da     mat&#233;ria-prima (se aplic&#225;vel), lote do produto, breve descri&#231;&#227;o da ocorr&#234;ncia,     quem detectou o perigo f&#237;sico e, caso tenha sido identificado pelo cliente, se     houve alguma consequ&#234;ncia ou dano f&#237;sico para o mesmo.     <br/>Caso     se verifique que o aparecimento de um determinado perigo f&#237;sico &#233; recorrente e     a montante &#233; dif&#237;cil implementar qualquer ac&#231;&#227;o, poder&#225; ser necess&#225;rio definir     ]]></body>
<body><![CDATA[as boas pr&#225;ticas que devem ser seguidas, como por exemplo, inspec&#231;&#227;o visual dos     produtos congelados ap&#243;s descongela&#231;&#227;o.      <br/><u>Consequ&#234;ncias     do Aparecimento de Perigos F&#237;sicos</u><u></u>     <br/>De     um modo geral, as empresas do sector alimentar t&#234;m elevadas preocupa&#231;&#245;es com as     poss&#237;veis doen&#231;as de origem alimentar, que podem ser causadas por g&#233;neros     aliment&#237;cios contaminado por perigos biol&#243;gicos.     <br/>A     contamina&#231;&#227;o f&#237;sica de um g&#233;nero aliment&#237;cio &#233; por vezes descuidada,     ]]></body>
<body><![CDATA[provavelmente por n&#227;o ser comunicada com o mesmo impacto que uma doen&#231;a de     origem alimentar (biol&#243;gica) e n&#227;o ter as mesmas repercuss&#245;es econ&#243;micas.      <br/>No     Plano Hazard Analysis and Critical Control Points (HACCP) o aparecimento de     perigos f&#237;sicos deve ser considerado e avaliado porque, apesar de a probabilidade     de ocorr&#234;ncia ser baixa, a severidade de alguns perigos f&#237;sicos pode ser     considerada m&#233;dia ou mesmo alta devido ao impacto que tem junto do consumidor.     Por vezes apenas &#233; feito controlo aos perigos f&#237;sicos de origem met&#225;lica     atrav&#233;s da implementa&#231;&#227;o de detectores de metais. Mas n&#227;o s&#227;o apenas os     objectos met&#225;licos que devem estar controlados, pois as consequ&#234;ncias do     ]]></body>
<body><![CDATA[aparecimento de outros tipos de perigos f&#237;sicos, pode ter um impacto bastante     mais grave junto do consumidor (6). Com base no hist&#243;rico Eurest o aparecimento     de pedras, por exemplo, tem sido uma das categorias de perigos f&#237;sicos que mais     danos causou ao consumidor.     <br/>Apesar     de, na maioria das vezes, os perigos f&#237;sicos apenas causarem inj&#250;ria ao     consumidor, alguns perigos f&#237;sicos quando ingeridos inadvertidamente, podem ter     um impacto potencial s&#233;rio na sa&#250;de dos consumidores (6).     </p>     <p><b>AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b> <br/>Na Eurest &#233; feita a monitoriza&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de perigos f&#237;sicos, de forma sistematizada, desde Outubro de 2004, tendo sido identificados 587 perigos f&#237;sicos at&#233; Setembro de 2012, sendo os mesmos classificados nas categorias apresentadas na <a href ="/img/revistas/nut/n19/n19a03t1.jpg">Tabela 1</a>.  <br/>Para cada uma destas categorias &#233; identificado o tipo de produto que est&#225; associado, conforme indicado na <a href ="/img/revistas/nut/n19/n19a03t2.jpg">Tabela 2</a>.  <br/>Dos perigos f&#237;sicos identificados cerca de 31% chegaram aos clientes e cerca de 2% causaram alguma consequ&#234;ncia aos clientes, conforme os exemplos seguintes:    
]]></body>
<body><![CDATA[<br> â€¢ Um consumidor ficou com a etiqueta de salubridade (aves) entalada na garganta, sendo necess&#225;ria interven&#231;&#227;o m&#233;dica para a sua remo&#231;&#227;o.  <br/>â€¢ Alguns consumidores tiveram alguns danos a n&#237;vel dent&#225;rio ap&#243;s consumo de arroz com pedras.  <br/>Estes dois exemplos demonstram que os perigos f&#237;sicos podem ter origem em itens intr&#237;nsecos &#224;s mat&#233;rias-primas, sendo portanto fulcral o controlo das mat&#233;rias-primas e os processos de fabrico das mesas, atrav&#233;s de forma&#231;&#245;es aos colaboradores que manipulam as mat&#233;rias-primas e auditorias aos fornecedores, respectivamente. Deste modo a comunica&#231;&#227;o a montante e a jusante &#233; essencial para que este tipo de perigos seja mais controlado, n&#227;o colocando em risco a sa&#250;de do consumidor.  <br/>Assim os Operadores das Empresas do Sector Alimentar devem estar conscientes que &#233; fundamental a monitoriza&#231;&#227;o dos perigos f&#237;sicos, e caso seja necess&#225;rio rever o processo de fabrico para identificar potenciais perigos f&#237;sicos que podem ser incorporados de forma acidental no produto acabado.  </p>     <p><b>CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Aquando da implementa&#231;&#227;o de um sistema de seguran&#231;a alimentar &#233; fundamental mudar a abordagem actual relativamente aos perigos f&#237;sicos. Para tal &#233; essencial monitorizar a sua ocorr&#234;ncia, para a identifica&#231;&#227;o das categorias de perigos f&#237;sicos, e em que produtos acabados a sua identifica&#231;&#227;o &#233; mais recorrente.  <br/>Salienta-se que mesmo os perigos de baixo risco, ou que t&#234;m probabilidade reduzida de ocorrer, devem ser listados. <br/>A implementa&#231;&#227;o de procedimentos &#233; essencial para diminuir a probabilidade de ocorr&#234;ncia de perigos f&#237;sicos no produto acabado. Assim as empresa do sector alimentar devem comunicar &#224;s equipas quais os perigos f&#237;sicos detectados e quais as medidas que devem ser tomadas para evitar que os mesmos sejam detectados pelo consumidor final. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Codex alimentarius. General Principles of Food Hygiene. CAC/RCP 1-1969 Adopted 1969. Amendment 1999. Revisions 1997 and 2003 <br/>2. Regulamento (CE) n&#186; 178/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho de 28 de Janeiro de 2002, que determina os princ&#237;pios e normas gerais da legisla&#231;&#227;o alimentar, cria a Autoridade Europeia para a Seguran&#231;a dos Alimentos e estabelece procedimentos em mat&#233;ria de seguran&#231;a dos g&#233;neros aliment&#237;cios (JO L 31 de 1.2.2002, p. 1) <br/>3. Regulamento (CE) n&#186; 2073/2005 da Comiss&#227;o de 15 de Novembro de 2005 relativo a crit&#233;rios microbiol&#243;gicos aplic&#225;veis aos g&#233;neros aliment&#237;cios (JO L 338 de 22.12.2005, p. 1) <br/>4. Regulamento (CE) n&#186; 1881/2006 da Comiss&#227;o de 19 de Dezembro de 2006 que fixa os teores m&#225;ximos de certos contaminantes presentes nos g&#233;neros aliment&#237;cios (JO L 364 de 20.12.2006, p. 5) <br/>5. HYGIREST - Programa de Forma&#231;&#227;o sobre Higiene e Seguran&#231;a Alimentar para Restaurantes e Estabelecimentos Similares. 2006 <br/>6. ASAE: Autoridade de Seguran&#231;a Alimentar e Econ&#243;mica: Riscos e alimentos. Produtos hortofrut&#237;colas. DACR/DST; 2011     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Beatriz Oliveira <br/>Eurest, Edif&#237;cio Prime, Av. Quinta Grande 53-6&#186; Alfragide, 2614-521 Amadora     <br> <a href="mailto:beatriz.oliveira@eurest.pt">beatriz.oliveira@eurest.pt</a></p> </p>  <br/>Recebido a 8 de Abril de 2013  <br/>Aceite a 31 de Dezembro de 2013 <br/>       ]]></body>
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