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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Levedura de Arroz Vermelho no Tratamento da Hipercolesterolemia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Red Yeast Rice in Hypercholesterolemia Treatment]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Cardiovascular Diseases are a major cause of mortality worldwide, being the hypercholesterolemia one of the major risk factors, therefore premature acting in its development and treatment becomes very important. An alternative treatment option to drugs is the Red Rice Yeast that results from the fermentation of rice with the Monascus spp fungus. This product has in its composition, in addition to other compounds, the monacolin K, also known as lovastatin which is capable of decreasing the biosynthesis of cholesterol and total cholesterol. Although being a natural product, it has the same contraindications, adverse effects, drug interactions and drug - nutrient that statins. The national and european legislation governing these products is scarce and insufficient, particularly in the standardization and quantification of sold doses, which allows the marketing of Red Rice Yeast supplements with different concentrations of monacolin K, which may compromise the desired biological effect.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Levedura de Arroz Vermelho]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</p> <br/> <br/><b >Levedura de Arroz Vermelho no Tratamento da Hipercolesterolemia</b> <br/> <br/><b >Red Yeast Rice in Hypercholesterolemia Treatment</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> Sara Silva<sup>1</sup>; S&#243;nia Xar&#225;<sup>2</sup></b> <br/>      <p ><sup>1</sup> Nutricionista estagi&#225;rio, Servi&#231;o de Nutri&#231;&#227;o e Diet&#233;tica, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Unidade I, Rua Concei&#231;&#227;o Fernandes, 4430 Vila Nova de Gaia, Portugal     <br><sup>2</sup> Nutricionista, Servi&#231;o de Nutri&#231;&#227;o e Diet&#233;tica, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Unidade I, Rua Concei&#231;&#227;o Fernandes, 4430 Vila Nova de Gaia, Portugal     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>As Doen&#231;as Cardiovasculares s&#227;o uma importante causa de mortalidade em todo o mundo sendo a hipercolesterolemia um dos principais factores de risco, tornando assim importante uma actua&#231;&#227;o precoce na sua preven&#231;&#227;o e tratamento. Uma alternativa &#224; utiliza&#231;&#227;o de f&#225;rmacos para o tratamento deste factor de risco &#233; a Levedura de Arroz Vermelho que resulta da fermenta&#231;&#227;o do arroz com o fungo Monascus spp.. Este produto tem na sua constitui&#231;&#227;o, para al&#233;m de outros compostos, a monacolina K, conhecida comercialmente como lovastatina e que tem a capacidade de diminuir a bioss&#237;ntese de colesterol e os n&#237;veis de colesterol total. Apesar de ser uma subst&#226;ncia natural, apresenta as mesmas contra-indica&#231;&#245;es, efeitos adversos e interac&#231;&#245;es farmacol&#243;gicas e f&#225;rmaco &#8211; nutrientes que as estatinas. A legisla&#231;&#227;o nacional e europeia que regulamenta estes produtos &#233; escassa e insuficiente, nomeadamente na padroniza&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o das doses comercializadas, o que permite a comercializa&#231;&#227;o de suplementos de Levedura de Arroz Vermelho com concentra&#231;&#245;es de monacolina K diferentes, podendo comprometer o efeito biol&#243;gico pretendido. </p>     <p><b >Palavras-Chave</b>: Levedura de Arroz Vermelho, Monacolina K, Hipercolesterolemia </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Cardiovascular Diseases are a major cause of mortality worldwide, being the hypercholesterolemia one of the major risk factors, therefore premature acting in its development and treatment becomes very important. An alternative treatment option to drugs is the Red Rice Yeast that results from the fermentation of rice with the Monascus spp fungus. This product has in its composition, in addition to other compounds, the monacolin K, also known as lovastatin which is capable of decreasing the biosynthesis of cholesterol and total cholesterol. Although being a natural product, it has the same contraindications, adverse effects, drug interactions and drug - nutrient that statins. The national and european legislation governing these products is scarce and insufficient, particularly in the standardization and quantification of sold doses, which allows the marketing of Red Rice Yeast supplements with different concentrations of monacolin K, which may compromise the desired biological effect. </p>     <p><b >keywords</b>: Red Yeast Rice, Monacolin K, Hypercholesterolemia </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/>As     Doen&#231;as Cardiovasculares (DCV) s&#227;o mundialmente a principal causa de morte. Em     ]]></body>
<body><![CDATA[2008, foram respons&#225;veis por cerca de 17,3 milh&#245;es de mortes em todo o mundo e     estima-se que na Uni&#227;o Europeia (UE), sejam respons&#225;veis anualmente por cerca     de 40,0% dos &#243;bitos reportados. Em Portugal, estas doen&#231;as representavam, no     ano de 2009, cerca de 30% da mortalidade (1). As DCV s&#227;o influenciadas por     v&#225;rios factores de risco, a maior parte deles revers&#237;veis pela altera&#231;&#227;o do     estilo de vida, como &#233; o caso da hipercolesterolemia (2-5).      <br/>Em     2008, a percentagem de adultos com o colesterol elevado, a n&#237;vel mundial, era     de 39,0% (2). Em Portugal, 55,9% da popula&#231;&#227;o adulta, com idade superior ou     igual a 25 anos, apresenta valores de colesterol total (CT) superiores a 190     ]]></body>
<body><![CDATA[mg/dl (57,2% dos homens; 54,3% das mulheres), e 16,7 % apresenta valores de CT     superiores a 240 mg/dl (16,7% nos homens; 16,5% nas mulheres) (1). Apesar do     colesterol ser importante ao funcionamento do organismo humano, a sua produ&#231;&#227;o     necessita de ser regulada para evitar uma produ&#231;&#227;o excessiva. Assim sendo, o     principal objectivo no tratamento da hipercolesterolemia &#233; a redu&#231;&#227;o das     lipoprote&#237;nas de baixa densidade (Low Density Lipoprotein &#8211; LDL), principal     transportador do colesterol para as art&#233;rias, e/ou a diminui&#231;&#227;o do CT. Para     isso &#233; necess&#225;rio adoptar um estilo de vida saud&#225;vel, onde se inclua a pr&#225;tica     regular de exerc&#237;cio f&#237;sico e o cumprimento de uma alimenta&#231;&#227;o equilibrada e     variada. Neste sentido, dever&#225; existir controlo da ingest&#227;o de colesterol e controlo     ]]></body>
<body><![CDATA[da ingest&#227;o lip&#237;dica total, com correcta distribui&#231;&#227;o pelas tr&#234;s frac&#231;&#245;es de     &#225;cidos gordos. Quando esta mudan&#231;a se revela insuficiente torna-se necess&#225;rio     diminuir a s&#237;ntese de colesterol. Esta diminui&#231;&#227;o &#233; conseguida pela inibi&#231;&#227;o da     enzima redutase da 3-hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) que &#233; uma das     enzimas principais na bioss&#237;ntese do colesterol (6-12).      <br/>No     mercado existem f&#225;rmacos, como as estatinas, capazes de inibir a bioss&#237;ntese de     colesterol, mais propriamente a enzima HMG-CoA redutase. Apesar deste efeito,     as estatinas apresentam efeitos secund&#225;rios, que ser&#227;o adiante apresentados, e     apenas podem ser utilizadas ap&#243;s prescri&#231;&#227;o m&#233;dica (13). Existem, actualmente,     ]]></body>
<body><![CDATA[suplementos alimentares associados ao mesmo efeito que as estatinas e que     poder&#227;o constituir alternativas &#224; farmacoterapia, como &#233; o caso da Levedura de     Arroz Vermelho (LAV) (8).     <br/>A     LAV resulta da fermenta&#231;&#227;o do arroz com o fungo Monascus spp., sendo no entanto     recente o seu uso como suplemento alimentar (9). Durante o processo de     fermenta&#231;&#227;o s&#227;o produzidos metabolitos secund&#225;rios que v&#227;o constituir o produto     final juntamente com outros compostos que derivam da composi&#231;&#227;o do arroz (10).      <br/>A     citrinina &#233; uma micotoxina presente nos produtos constitu&#237;dos por LAV que se     ]]></body>
<body><![CDATA[encontra associada a efeitos secund&#225;rios importantes, como a toxicidade     hep&#225;tica e renal (11-13). Torna-se, assim, importante reduzir a sua quantidade     sem alterar a restante composi&#231;&#227;o do produto (10,13).      <br/>Um     dos compostos bioactivos presentes no produto de fermenta&#231;&#227;o &#233; a monacolina K,     comercialmente conhecida como lovastatina. Esta estatina natural tem a     capacidade de inibir a HMG-CoA redutase e, assim, diminuir a bioss&#237;ntese de     colesterol. Este efeito &#233; conseguido quando a monacolina K &#233; administrada,     diariamente, numa quantidade igual a 10mg (9,11,13-15).      <br/>Segundo     ]]></body>
<body><![CDATA[a European Food Safety Authority (EFSA), as contra-indica&#231;&#245;es, os efeitos     secund&#225;rios e as interac&#231;&#245;es farmacol&#243;gicas e f&#225;rmaco-nutrientes da LAV s&#227;o     semelhantes &#224;s descritas para as estatinas (13,16-18). Relativamente &#224;     legisla&#231;&#227;o que regulamenta estes produtos, existe uma clara lacuna no que diz     respeito &#224; sua padroniza&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o de doses, o que permite a     comercializa&#231;&#227;o de produtos com diferentes quantidades de monacolina K e     dificulta a compara&#231;&#227;o de resultados entre estudos (19-21).     <br/><u>Levedura     de Arroz Vermelho</u><u></u>     <br/>A     ]]></body>
<body><![CDATA[LAV &#233; um produto tradicional chin&#234;s que resulta da fermenta&#231;&#227;o do arroz atrav&#233;s     do fungo Monascus spp. (8). Devido &#224; sua capacidade de pigmenta&#231;&#227;o dos gr&#227;os de     arroz num tom vermelho, em 1895, a esp&#233;cie ficou conhecida como Monascus     Purpureus, apesar de existir mais esp&#233;cies deste fungo (22). Actualmente,     devido &#224; descoberta dos benef&#237;cios na sa&#250;de humana dos produtos secund&#225;rios     formados por este fungo, o Monascus spp. &#233; usado na composi&#231;&#227;o de suplementos     alimentares, como &#233; o caso da LAV (9).      <br/>O     produto final &#233; constitu&#237;do por subst&#226;ncias que derivam do arroz, reportadas     como tendo um efeito sinerg&#233;tico para o efeito hipocolesterol&#233;mico da     ]]></body>
<body><![CDATA[monacolina K, como o amido, as prote&#237;nas, as fibras, os ester&#243;is vegetais, os     &#225;cidos gordos e as vitaminas do complexo B, e, tamb&#233;m, os metabolitos     secund&#225;rios formados pelo fungo durante o processo de fermenta&#231;&#227;o (8,10,11). Os     compostos de maior interesse s&#227;o a citrinina que &#233; uma micotoxina e a monacolina     K considerada um composto bioactivo (22). Estes metabolitos podem ser     classificados de policet&#237;deos e resultam de uma condensa&#231;&#227;o de Claisen de um     acetil CoA com pelo menos um malonil CoA, em que ocorre uma descarboxila&#231;&#227;o     simult&#226;nea sendo esta reac&#231;&#227;o catalisada pela policet&#237;deo sintetase I (9,11).      <br/><u>Citrinina</u>     <br/>Nos     ]]></body>
<body><![CDATA[&#250;ltimos anos, a descoberta de citrinina na composi&#231;&#227;o do extracto da LAV,     comprometeu a seguran&#231;a deste produto quando usado como suplemento alimentar     (22). Este composto apresenta efeitos secund&#225;rios, nomeadamente toxicidade     hep&#225;tica e renal, havendo ainda evid&#234;ncias do seu potencial efeito     carcinog&#233;nico (11-13,23). Estas suspeitas tornam importante a redu&#231;&#227;o da sua     concentra&#231;&#227;o no produto final, sem alterar as concentra&#231;&#245;es dos outros componentes,     especialmente a monacolina K. Este &#233; um processo complicado, uma vez que a     monacolina K e a citrinina s&#227;o formadas simultaneamente pela via de bioss&#237;ntese     dos policet&#237;deos (12). Existem v&#225;rios processos em estudo, como a selec&#231;&#227;o de     estirpes mutantes do fungo ou a optimiza&#231;&#227;o do meio de cultura, de modo a que a     ]]></body>
<body><![CDATA[redu&#231;&#227;o de citrinina n&#227;o altere a restante composi&#231;&#227;o da LAV (11).      <br/>Apesar     deste metabolito secund&#225;rio ser t&#243;xico, h&#225; apenas legisla&#231;&#227;o, para o limite de     citrinina nos alimentos, em alguns pa&#237;ses como &#233; o caso do Jap&#227;o cujo valor &#233;     de 200&#181;g/kg (11). Na Europa, n&#227;o existe valor limite para a presen&#231;a de     citrinina nos alimentos, pois segundo a EFSA, as limita&#231;&#245;es e incertezas     existentes nos estudos realizados invalidam o estabelecimento de um valor     limite. No entanto, de acordo com os estudos efectuados, n&#227;o se considera     motivo de preocupa&#231;&#227;o relativamente &#224; nefrotoxicidade em humanos se a exposi&#231;&#227;o     &#224; micotoxina n&#227;o ultrapassar os 0,2 &#181;g/kg de peso corporal (13).      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Num     estudo, cujo objectivo era avaliar a quantidade de citrinina nos produtos     comercializados, esta micotoxina estava presente entre os 0,2 &#181;g/g e os     1,71 &#181;g/g, sendo estas quantidades muito inferiores aos valores de limite     referenciados (23).      <br/><u>Monacolina     K</u><u></u>     <br/>Actualmente     existem v&#225;rios tipos de estatinas, entre as quais as naturais que s&#227;o obtidas     directamente do processo de fermenta&#231;&#227;o, como a lovastatina (nome comercial da     ]]></body>
<body><![CDATA[monacolina K) (14). Durante a fermenta&#231;&#227;o s&#227;o produzidas v&#225;rios tipos de     monacolinas, sendo a monacolina K produzida na fase estacion&#225;ria do crescimento     do Monascus spp. e que tem a capacidade de reduzir as concentra&#231;&#245;es de     colesterol (9).      <br/>A     monacolina K, quimicamente, apresenta uma por&#231;&#227;o policet&#237;dica e um anel     hidronaftaleno, ao qual est&#227;o ligadas diferentes cadeias laterais, nomeadamente     no C8 e C6. Estas cadeias laterais ligadas v&#227;o definir o tipo de monacolina     presente, sendo que a monacolina K cont&#233;m no C8 um &#225;cido metil -but&#237;rico e no     C6 um grupo metilo (9,14,15).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>A     monacolina K pode ser produzida na forma de lactona ou de hidroxi&#225;cidos     (lactona com anel aberto). Quando produzida por fermenta&#231;&#227;o, encontra-se     maioritariamente na forma de hidroxi&#225;cido (forma biologicamente activa). Quando     &#233; produzida para a utiliza&#231;&#227;o em f&#225;rmacos, mais conhecida por lovastatina,     apresenta-se sob a forma de lactona, sendo posteriormente convertida a     hidroxi&#225;cido, a n&#237;vel hep&#225;tico, por ser a forma biologicamente activa (mais     id&#234;ntica &#224; HMG-CoA) (15,16).      <br/>A     bioss&#237;ntese da monacolina K necessita da ac&#231;&#227;o de duas sintetases     ]]></body>
<body><![CDATA[policet&#237;dicas, nomeadamente a sintetase da lovastatina n&#227;o acet&#237;deo e a     sintetase lovastatina diacet&#237;deo. A sintetase da lovastatina nonac&#233;tido &#233;     respons&#225;vel pela cicliza&#231;&#227;o da cadeia policet&#237;dica principal, de modo a formar     o anel hidronaftaleno, conduzindo o processo at&#233; &#224; forma&#231;&#227;o da monacolina J e a     sintetase lovastatina dic&#233;tido &#233; respons&#225;vel por fornecer a cadeia lateral     metil-butirilo (9,14). O processo que d&#225; origem &#224; monacolina K inicia-se com     unidades de acetato ligadas entre si, de modo a formar duas cadeias policet&#237;dicas     e por metionina, que geralmente no metabolismo f&#250;ngico fornecem o grupo metilo     presente no C6, sendo este inserido antes dos an&#233;is se fecharem formando a     monacolina L. Posteriormente, a monacolina L converte-se em monacolina J devido     ]]></body>
<body><![CDATA[a uma hidroxila&#231;&#227;o catalisada pela monooxigenase envolvendo o citocromo P-450     presente na c&#233;lula. Em seguida, ocorre uma reac&#231;&#227;o de esterifica&#231;&#227;o entre a     monacolina J e o composto &#945;-metil-&#223;-cetobutirilo, dando origem a um     composto interm&#233;dio, nomeadamente a monacolina X. Esta por sua vez sofre uma     desidrogena&#231;&#227;o levando &#224; forma&#231;&#227;o da monacolina K (9,14,15,24).      <br/><u>Mecanismo     de ac&#231;&#227;o </u><u></u>     <br/>Genericamente     as estatinas s&#227;o inibidores competitivos da enzima principal da bioss&#237;ntese do     colesterol, a HMG-CoA redutase, devido &#224; estrutura id&#234;ntica entre os &#225;cidos     ]]></body>
<body><![CDATA[&#223;-Hidroxi das estatinas e a HMG-CoA, sendo que a afinidade das estatinas para a     HMG-CoA redutase &#233; muito superior &#224; afinidade da HMG-CoA (9,12,14). Esta     inibi&#231;&#227;o leva &#224; acumula&#231;&#227;o de HMG-CoA que &#233; metabolizada em compostos mais simples,     n&#227;o permitindo a evolu&#231;&#227;o da bioss&#237;ntese do colesterol e consequentemente,     diminuindo a forma&#231;&#227;o de colesterol (9,11,14,15).      <br/>A     monacolina K contribui ainda para a diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de CT, uma vez que a     diminui&#231;&#227;o da quantidade de colesterol end&#243;geno conduz a um aumento da forma&#231;&#227;o     de receptores LDL nas membranas celulares e a uma maior capta&#231;&#227;o das LDL que se     encontram em circula&#231;&#227;o, diminuindo assim os n&#237;veis plasm&#225;ticos. A diminui&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[da s&#237;ntese do colesterol leva ao consequente decr&#233;scimo da produ&#231;&#227;o das     lipoprote&#237;nas de muita baixa densidade (Very Low Density Lipoprotein &#8211; VLDL), a     n&#237;vel hep&#225;tico, que participam na forma&#231;&#227;o das LDL. Sendo assim, a diminui&#231;&#227;o     do colesterol plasm&#225;tico deve-se, tamb&#233;m, &#224; maior capta&#231;&#227;o das LDL e &#224; menor     produ&#231;&#227;o end&#243;gena das VLDL (16,25).      <br/>Segundo     a EFSA, para que os suplementos de LAV apresentem este efeito, a toma di&#225;ria     recomendada &#233; de 10mg de monacolina K (13).      <br/><u>Efeitos     Secund&#225;rios e Interac&#231;&#245;es da Levedura de Arroz Vermelho</u><u></u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Relativamente     aos poss&#237;veis efeitos secund&#225;rios e interac&#231;&#245;es deste suplemento, a EFSA refere     que devem ser considerados os indicados nos f&#225;rmacos que cont&#233;m lovastatina, &#224;     venda no mercado europeu (13).      <br/>A     lovastatina &#233; metabolizada pelo citocromo P-450 3A4 (CYP3A4), que est&#225; na     origem da maior parte das interac&#231;&#245;es entre os inibidores de HMG-CoA e outros     f&#225;rmacos (26,27). Existem f&#225;rmacos que s&#227;o inibidores do CYP3A4 como o     itraconazol (antif&#250;ngico) e o ritonavir (anti-retroviral) usado levando ao     aumento da concentra&#231;&#227;o desta estatina, e outros que s&#227;o indutores deste     ]]></body>
<body><![CDATA[citocromo como a rifampicina (antibacteriano), acelerando a metaboliza&#231;&#227;o da     lovastatina resultando numa concentra&#231;&#227;o plasm&#225;tica inferior aquela que &#233;     necess&#225;ria para esta ser eficaz (28). Outro tipo de interac&#231;&#227;o ocorre ao n&#237;vel     das prote&#237;nas transportadoras, ou seja, existe uma inibi&#231;&#227;o destas prote&#237;nas     que fazem a passagem das estatinas para o f&#237;gado n&#227;o permitindo a sua     metaboliza&#231;&#227;o, aumentando deste modo a sua concentra&#231;&#227;o plasm&#225;tica, como &#233; o     caso do f&#225;rmaco gemfibrozil (antidislipid&#233;mico) (27). A ciclosporina     (imunomodelador) para al&#233;m de inibir o transporte pelas prote&#237;nas membranares,     tamb&#233;m inibe a ac&#231;&#227;o do CYP3A4, podendo aumentar consideravelmente as     concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas das estatinas (29). O clopidrogel (anticoagulante e     ]]></body>
<body><![CDATA[anti tromb&#243;tico), quando administrado simultaneamente &#224;s estatinas que sofrem     metaboliza&#231;&#227;o pelo CYP3A4, pode comprometer a sua efic&#225;cia. A ciclosporina, o     &#225;cido nicot&#237;nico (antidislipid&#233;mico), a eritromicina (antibacteriano), o     gemfibrozil e outros fibratos e os antif&#250;ngicos az&#243;licos (inibidores do CYP3A4)     podem conduzir ao aumento das transaminases, da creatinafosfoc&#237;nase (CPK), e a     miopatia podendo esta apresentar-se numa forma mais grave como a rabdomi&#243;lise.     As estatinas tamb&#233;m podem potenciar o efeito da varfarina, sendo necess&#225;rio o     controlo da Raz&#227;o Normalizada Internacional (INR), especialmente no in&#237;cio e no     fim do tratamento (30). A toranja &#233; um alimento que apresenta intera&#231;&#245;es com a     monacolina K, por inibir irreversivelmente o CYP3A4, aumentando os seus efeitos     ]]></body>
<body><![CDATA[e a sua concentra&#231;&#227;o sangu&#237;nea, podendo levar &#224; ocorr&#234;ncia de efeitos     secund&#225;rios e a danos hep&#225;ticos (8).      <br/>A     seguran&#231;a e efic&#225;cia das estatinas j&#225; foram amplamente demonstradas,     mantendo-se contudo descritos a ocorr&#234;ncia de efeitos secund&#225;rios (31). Os     efeitos secund&#225;rios mais frequentes s&#227;o as dores abdominais, as n&#225;useas, a     obstipa&#231;&#227;o, a anorexia, a flatul&#234;ncia, a dispepsia e a astenia. &#201; poss&#237;vel     ainda a ocorr&#234;ncia de eritema multiforme, perturba&#231;&#245;es ps&#237;quicas, parestesias,     c&#227;ibras e como j&#225; foi referido o aumento das transaminases (30).      <br/>As     ]]></body>
<body><![CDATA[estatinas podem levar &#224; deple&#231;&#227;o excessiva da coenzima Q10 (CoQ10), levando &#224;     fadiga, e danos/dores musculares. Sendo assim, a suplementa&#231;&#227;o com CoQ10 pode     prevenir a miopatia causada pela monacolina K, sendo aconselh&#225;vel a sua toma     durante a suplementa&#231;&#227;o com LAV e at&#233; 4 semanas ap&#243;s esta ter terminado     (8,10,31).      <br/>O     uso desta subst&#226;ncia activa est&#225; contra-indicado para indiv&#237;duos com doen&#231;a     hep&#225;tica, que apresentem constantemente as transaminases elevadas, para     gr&#225;vidas e lactentes (30).      <br/>Apesar     ]]></body>
<body><![CDATA[das estatinas serem geralmente bem toleradas, existem casos de intoler&#226;ncias e     desenvolvimento de efeitos secund&#225;rios, sendo as mais frequentes as mialgias. A     toler&#226;ncia da LAV nestes indiv&#237;duos tem sido objecto de estudo (17,18,26).      <br/>Torna-se     assim evidente a necessidade de se realizarem mais estudos, para que na rotina     cl&#237;nica a suplementa&#231;&#227;o com LAV possa ser considerada. Existem v&#225;rias     apresenta&#231;&#245;es comerciais do suplemento de LAV que apresentam diferentes     concentra&#231;&#245;es quer de monacolinas, quer de componentes bioactivos, n&#227;o estando     totalmente esclarecida a seguran&#231;a do uso prolongado deste suplemento (18).     Sendo assim, de acordo com a European Society of Cardiology e a European     ]]></body>
<body><![CDATA[Atherosclerosis Society o uso dos suplementos de LAV apresenta um n&#237;vel de     evid&#234;ncia B (6).      <br/><u>Controlo     da Qualidade dos Produtos de Levedura de Arroz Vermelho</u><u></u>     <br/>Ao     longo dos anos, a fitoterapia e o uso de suplementos alimentares tem evolu&#237;do e     a procura por este tipo de terapia aumentado, mas a lacuna legislativa que     permite regulamentar estes produtos, mant&#233;m a desconfian&#231;a relativamente &#224; sua     produ&#231;&#227;o e mecanismo de ac&#231;&#227;o. A regulamenta&#231;&#227;o e o controlo da qualidade     tornam-se essenciais para aumentar a confian&#231;a dos consumidores e dos     ]]></body>
<body><![CDATA[profissionais de sa&#250;de (19).     <br/>A     LAV em Portugal tem sido usada como um suplemento alimentar que, segundo o     Decreto-lei n&#186;. 136/2003 de 28 de Junho, define estes produtos como &#8220;g&#233;neros     aliment&#237;cios que se destinam a complementar ou a suplementar o regime alimentar     normal e que constituem fontes concentradas de determinadas subst&#226;ncias     nutrientes ou outras com efeito nutricional ou fisiol&#243;gico, estremes ou     combinadas, comercializadas em forma doseada, tais como c&#225;psulas, pastilhas,     comprimidos, p&#237;lulas (&#8230;) destinam a ser tomados em unidades medida de     quantidade reduzida&#8221; (32). A regulamenta&#231;&#227;o destes produtos, em Portugal,     ]]></body>
<body><![CDATA[encontra-se sob a al&#231;ada da Direc&#231;&#227;o-Geral de Alimenta&#231;&#227;o e Veterin&#225;ria (33).      <br/>Estes     produtos, aquando a sua comercializa&#231;&#227;o, n&#227;o necessitam de padroniza&#231;&#227;o nem de     cumprir nenhuma quantidade relativamente &#224;s doses. Das prepara&#231;&#245;es de LAV     comercializadas, nem todas apresentam a mesma quantidade de monacolinas, o que     dificulta a compara&#231;&#227;o de resultados entre os diferentes estudos efectuados     (19).      <br/>Um     estudo recente, realizado com o objectivo de verificar as diferen&#231;as na     composi&#231;&#227;o dos produtos que cont&#234;m LAV, analisou setenta prepara&#231;&#245;es de LAV     ]]></body>
<body><![CDATA[onde a dose di&#225;ria recomendada de LAV foi em m&#233;dia 1500 mg, a dose di&#225;ria de     monacolina K e de citrinina foi em m&#233;dia de 22,5 mg e 189,0 &#181;g,     respectivamente. Para al&#233;m destes compostos, foram tamb&#233;m encontrados outros     como CoQ10, policosanol, niacina, &#225;cido f&#243;lico, entre outros (20).      <br/>Estes     estudos evidenciam as diferen&#231;as de composi&#231;&#227;o das diversas prepara&#231;&#245;es de LAV     relativamente &#224; quantidade de monacolina K e &#224; presen&#231;a de citrinina. Apesar     das varia&#231;&#245;es encontradas, a maior parte dos produtos apresentam a quantidade     m&#237;nima de monacolina K, definida pela EFSA como necess&#225;ria para que estes     suplementos tenham o efeito pretendido.     ]]></body>
<body><![CDATA[</p>     <p><b>AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b> <br/>Actualmente, a hip&#243;tese de a LAV ser uma op&#231;&#227;o v&#225;lida no tratamento da hipercolesterolemia e uma alternativa vantajosa &#224; lovastatina &#233; improv&#225;vel. Esta s&#243; &#233; eficaz como hipocolesterolemiante em doses com efeito inibit&#243;rio da redutase da HMG-CoA semelhantes &#224; da estatina correspondente, com as vantagens e riscos inerentes. A seguran&#231;a da LAV ainda n&#227;o se apresenta totalmente comprovada, muito devido &#224; composi&#231;&#227;o vari&#225;vel em citrinina. O ideal ser&#225; existir uma revis&#227;o da legisla&#231;&#227;o relativa &#224; produ&#231;&#227;o e venda deste produto, de modo a poder garantir total confian&#231;a quer aos profissionais de sa&#250;de, quer ao consumidor e utente. A LAV n&#227;o tem qualquer comparticipa&#231;&#227;o pelo Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de, pelo que o impacto econ&#243;mico para o consumidor ser&#225; potencialmente superior &#224; utiliza&#231;&#227;o do f&#225;rmaco correspondente. </p>     <p><b>CONCLUS&#213;ES</b> <br/>A hipercolesterolemia sendo um factor de risco para as DCV necessita de ser prevenida e tratada precocemente, atrav&#233;s da adop&#231;&#227;o de um estilo de vida saud&#225;vel. Quando esta se revela insuficiente, o tratamento poder&#225; contemplar o uso de f&#225;rmacos ou de suplementos naturais, como &#233; o caso da LAV. <br/>O composto activo de interesse neste produto &#233; a monacolina K que apesar dos seus potenciais benef&#237;cios, a presen&#231;a de citrinina &#233; prejudicial. A completa inibi&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o de citrinina ainda n&#227;o &#233; poss&#237;vel, sendo a sua redu&#231;&#227;o muitas vezes acompanhada por altera&#231;&#245;es no conte&#250;do de monacolina K.  <br/>Neste sentido, torna-se importante a revis&#227;o da legisla&#231;&#227;o actual com o objectivo de regulamentar a comercializa&#231;&#227;o destes produtos assim como a padroniza&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o dos seus componentes. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Nichols, M., Townsend, N., Luengo-Fernandez, R., Leal, J., Gray, A., Scarborough, P., Rayner, M. 2012. European Cardiovascular Disease Statistics 2012. European Heart Network, Brussels, pp.129 <br/>2. Mendis, S., Puska, P., Norrving, B. 2011. Global Atlas on Cardiovascular Disease Prevention and Control. World Health Organization, Geneva, pp.164 <br/>3. Doen&#231;as Cardiovasculares. Setembro de 2009. Dispon&#237;vel: <a href="http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/ministeriosaude/doencas/doencas+do+aparelho+circulatorio/doencascardiovasculares.htm" target="_blank">http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/ministeriosaude/doencas/doencas+do+aparelho+circulatorio/doencascardiovasculares.htm</a> [Data da consulta: 15/03/2013] <br/>4. Perk, J., et al. European Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice (version 2012). European Heart Journal. 2012: 33: 1635&#8211;1701 <br/>5. Causes of cardiovascular disease. Fevereiro de 2012. Dispon&#237;vel: <a href="http://www.ehnheart.org/media/fact-sheets-on-cvd/publication/15-causes-of-cardiovascular-disease.html" target="_blank">http://www.ehnheart.org/media/fact-sheets-on-cvd/publication/15-causes-of-cardiovascular-disease.html</a> [Data da consulta: 15/03/2013] <br/>6. Reiner, Z., et al. ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidemias. 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</article>
