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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagem Nutricional no Doente com Quilotórax]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional Approach in Patient with Chylothorax]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Chylothorax is an accumulation of lymph in the pleural space. Given the high risk of undernutrition, correlated to the hemodynamic and metabolic complications of Chylothorax, the nutritional therapy should be started as soon as possible. Among the possible nutritional interventions are a low fat oral diet or the institution of artificial nutrition. Regardless the type of nutritional support, is essential a regular monitoring of the nutritional status, through the patient&#8217;s anthropometric parameters and analytical analysis for screening and prevention of deficiencies. Considering that there are no evidence-based guidelines for the nutritional management of chylothorax, the best therapeutic option should be implemented in accordance with patient&#8217;s individual and clinical characteristics.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Quilotórax]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tratamento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Terapia nutricional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</p></b> <br/> <br/><b >Abordagem Nutricional no Doente com Quilot&#243;rax</b><b ></b> <br/> <br/><b >Nutritional Approach in Patient with Chylothorax</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Isabel Maia<sup>1</sup>; S&#243;nia Xar&#225;<sup>2</sup>; Isabel Dias<sup>2</sup>; Sofia Neves<sup>3</sup></b><b ></b>     <br>      <p ><sup>1</sup>Nutricionista     <br><sup>2</sup>Nutricionista, Servi&#231;o de Nutri&#231;&#227;o e Diet&#233;tica, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Unidade I, Rua Concei&#231;&#227;o Fernandes, 4430 Vila Nova de Gaia, Portugal      <br><sup>3</sup>M&#233;dica, Servi&#231;o de Pneumologia, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Unidade I, Rua Concei&#231;&#227;o Fernandes, 4430 Vila Nova de Gaia, Portugal      <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <br/>O Quilot&#243;rax caracteriza-se pela acumula&#231;&#227;o de linfa no espa&#231;o pleural. Dado o elevado risco de desnutri&#231;&#227;o, associado &#224;s complica&#231;&#245;es hemodin&#226;micas e metab&#243;licas do Quilot&#243;rax, a terapia nutricional deve ser iniciada o mais precocemente poss&#237;vel. Entre as interven&#231;&#245;es nutricionais contempladas no tratamento est&#227;o a nutri&#231;&#227;o oral convencional com restri&#231;&#227;o lip&#237;dica ou a institui&#231;&#227;o de nutri&#231;&#227;o artificial.  <br/>Independentemente do tipo de suporte nutricional, &#233; da maior import&#226;ncia a avalia&#231;&#227;o regular do estado nutricional, atrav&#233;s da monitoriza&#231;&#227;o de par&#226;metros antropom&#233;tricos e doseamentos anal&#237;ticos, de forma a prevenir defici&#234;ncias. <br/>Face &#224; inexist&#234;ncia de recomenda&#231;&#245;es para o tratamento nutricional no Quilot&#243;rax, este deve ser institu&#237;do de acordo com as caracter&#237;sticas individuais e cl&#237;nicas do doente.  </p>     <p><b >Palavras-Chave</b>: Quilot&#243;rax, Tratamento, Terapia nutricional </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Chylothorax is an accumulation of lymph in the pleural space. Given the high risk of undernutrition, correlated to the hemodynamic and metabolic complications of Chylothorax, the nutritional therapy should be started as soon as possible. Among the possible nutritional interventions are a low fat oral diet or the institution of artificial nutrition.  <br/>Regardless the type of nutritional support, is essential a regular monitoring of the nutritional status, through the patient&#8217;s anthropometric parameters and analytical analysis for screening and prevention of deficiencies.  <br/>Considering that there are no evidence-based guidelines for the nutritional management of chylothorax, the best therapeutic option should be implemented in accordance with patient&#8217;s individual and clinical characteristics. </p>     <p><b >keywords</b>: Chylothorax, Management, Nutritional therapy </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>O     termo Quilot&#243;rax (QT) designa a acumula&#231;&#227;o de linfa, tamb&#233;m definida por quilo,     no espa&#231;o pleural, de modo espont&#226;neo ou causado pela invas&#227;o do mesmo. O     quilo, inodoro e de aspecto geralmente leitoso, tem origem no sistema linf&#225;tico     gastrointestinal, mais propriamente no intestino delgado. Nesta patologia,     devido &#224; obstru&#231;&#227;o do ducto tor&#225;cico (DT), o quilo passa deste para a cavidade     pleural, dificultando assim o seu escoamento (1,2,3).      <br/>Relativamente     &#224; composi&#231;&#227;o bioqu&#237;mica do quilo, este &#233; composto essencialmente por prote&#237;nas     (20-60 g/L), l&#237;pidos (0,4-6 g/dL) e linf&#243;citos (400-7000/&#181;L) (4). Em rela&#231;&#227;o &#224;     ]]></body>
<body><![CDATA[frac&#231;&#227;o lip&#237;dica, a sua composi&#231;&#227;o baseia-se essencialmente por &#225;cidos gordos,     fosfol&#237;pidos, quilomicrons e uma quantidade elevada de triglicer&#237;deos (superior     &#224;s concentra&#231;&#245;es sangu&#237;neas) e baixa de colesterol. O quilo &#233; ainda constitu&#237;do     por vitaminas lipossol&#250;veis e electr&#243;litos, estando estes &#250;ltimos presentes em     quantidades semelhantes &#224;s encontradas no soro (2,5-8).     <br/>V&#225;rias     etiologias s&#227;o descritas na literatura para o desenvolvimento de QT, sendo a     causa mais frequente a de origem n&#227;o traum&#225;tica, nomeadamente o linfoma n&#227;o     Hodgkin (1, 9-11).      <br/>A     ]]></body>
<body><![CDATA[maioria dos sintomas do QT s&#227;o insidiosos, sendo os mais frequentes:     taquipneia, taquicardia, hipotens&#227;o e choque, causados pela acumula&#231;&#227;o de quilo     (12). A severidade do QT est&#225; relacionada quer com a taxa de acumula&#231;&#227;o de     quilo, quer com o tamanho da efus&#227;o pleural (13).     <br/>As     hip&#243;teses de tratamento do QT incluem o tratamento conservador (drenagem     pleural, pleurodese e a terap&#234;utica farmacol&#243;gica), no qual a interven&#231;&#227;o     nutricional assume grande relev&#226;ncia. Caso o tratamento conservador se revele     insuficiente ou ineficaz, recorre-se ent&#227;o, ao tratamento cir&#250;rgico para     liga&#231;&#227;o do DT (13-16).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>&#201;     importante salientar que nenhuma possibilidade terap&#234;utica est&#225; teoricamente     definida como gold standard, sendo fundamental considerar o estado cl&#237;nico do     doente (5).     <br/><u>Fisiologia</u>     <br/>O     DT &#233; parte integrante do sistema linf&#225;tico, que apresenta como principais     fun&#231;&#245;es a absor&#231;&#227;o do l&#237;quido intersticial em excesso e o seu retorno &#224;     corrente sangu&#237;nea, o transporte de triglicer&#237;deos de cadeia longa (TCL) e a     participa&#231;&#227;o na resposta imune, face &#224; sua constitui&#231;&#227;o em neutr&#243;filos e     ]]></body>
<body><![CDATA[linf&#243;citos (5). Os l&#237;pidos ingeridos s&#227;o transportados pelo sistema linf&#225;tico     constituindo o quilo, sendo o seu transporte assegurado pelo DT. O d&#233;bito     di&#225;rio m&#233;dio de quilo &#233; de cerca de 1,5-4,0 L (6), sendo consideravelmente     influenciado pela alimenta&#231;&#227;o. Nas situa&#231;&#245;es de jejum e p&#243;s prandial o fluxo &#233;     de 14 mL/h e 100 mL/h, respectivamente (5).     <br/>A     ingest&#227;o de l&#237;pidos, principalmente sob a forma de TCL, e a ingest&#227;o de &#225;gua     aumentam o fluxo de quilo. Os TCL s&#227;o absorvidos atrav&#233;s de um processo     complexo, que utiliza o sistema linf&#225;tico, raz&#227;o pela qual contribuem para o     aumento do d&#233;bito quiloso. Ap&#243;s a sua ingest&#227;o, ao n&#237;vel da por&#231;&#227;o proximal do     ]]></body>
<body><![CDATA[intestino delgado, os TCL s&#227;o emulsificados por ac&#231;&#227;o dos &#225;cidos biliares,     constituindo micelas, sendo que estas oferecem uma significativa &#225;rea de     superf&#237;cie, facilitando a actua&#231;&#227;o das enzimas pancre&#225;ticas que os degradam.     Dessa reac&#231;&#227;o resultam triglicer&#237;deos de cadeira m&#233;dia (TCM) e &#225;cidos gordos     livres, que s&#227;o transportados para a mucosa intestinal para absor&#231;&#227;o.     Posteriormente s&#227;o novamente sintetizados em triglicer&#237;deos pela combina&#231;&#227;o com     &#225;cidos gordos e glicerol. Os quilomicrons resultam da agrega&#231;&#227;o de     triglicer&#237;deos, colesterol, fosfol&#237;pidos e prote&#237;nas e s&#227;o transportados pelo     sistema linf&#225;tico para a corrente sangu&#237;nea (5,14).      <br/>Em     ]]></body>
<body><![CDATA[estados de jejum, o quilo apresenta uma tonalidade clara, justificada pela     baixa concentra&#231;&#227;o de l&#237;pidos. Pelo contr&#225;rio, em estado p&#243;s prandial,     principalmente ap&#243;s uma refei&#231;&#227;o hiperlip&#237;dica, assume uma tonalidade leitosa,     j&#225; acima descrita. Estima-se que pelo menos 60% dos l&#237;pidos ingeridos diariamente     sejam transportados pelo sistema linf&#225;tico (6).     <br/>A     ingest&#227;o de gl&#237;cidos e de prote&#237;nas revela ter um efeito reduzido na produ&#231;&#227;o     de quilo (7).      <br/>O     fluxo de quilo &#233; tamb&#233;m controlado, por for&#231;as extr&#237;nsecas ao sistema     ]]></body>
<body><![CDATA[linf&#225;tico, sendo a sua drenagem significativamente maior durante a inspira&#231;&#227;o     (7); &#201; igualmente influenciado pela dopamina, serotonina, acetilcolina e     norepinefrina, que aumentam a contrac&#231;&#227;o do DT (5).     <br/><u>Etiologia</u>     <br/>A     etiologia do QT pode ser dividida em traum&#225;tica e n&#227;o traum&#225;tica (1,8-10).     <br/>A     ruptura traum&#225;tica do DT, principal causa de QT e que corresponde a 25% dos     casos, pode subdividir-se em causas iatrog&#233;nicas e n&#227;o iatrog&#233;nicas. A     ocorr&#234;ncia de QT por causas iatrog&#233;nicas &#233; consequ&#234;ncia de procedimentos     ]]></body>
<body><![CDATA[tor&#225;cicos invasivos, de interven&#231;&#245;es cir&#250;rgicas ou secund&#225;ria a trombose da     veia subcl&#225;via esquerda. Descrita como uma ocorr&#234;ncia incomum, a frequ&#234;ncia de     QT ap&#243;s cirurgias cardiotor&#225;cicas situa-se entre os 0,2-1,0 % (9).     <br/>As     causas n&#227;o iatrog&#233;nicas s&#227;o raras dada a localiza&#231;&#227;o do DT (9, 15).      <br/>Relativamente     &#224;s causas n&#227;o traum&#225;ticas, estas incluem patologias como sarcoidose,     amiloidose, linfangioleiomiomatose, trombose da veia cava superior, tumores     benignos, bem como complica&#231;&#245;es de radioterapia e anomalias cong&#233;nitas do DT.     De entre as causas n&#227;o traum&#225;ticas, destacam-se as causas malignas nomeadamente     ]]></body>
<body><![CDATA[o linfoma n&#227;o Hodgkin (1,10).     <br/><u>Diagn&#243;stico</u>     <br/>O     diagn&#243;stico de QT n&#227;o &#233; facilmente definido, uma vez que este se apresenta     frequentemente como assintom&#225;tico e insidioso, sendo mais facilmente diagnosticado     em situa&#231;&#245;es cir&#250;rgicas. V&#225;rios m&#233;todos podem ser utilizados para o diagn&#243;stico     de QT. Este pode basear-se na apar&#234;ncia macrosc&#243;pica do fluido leitoso, e para     confirma&#231;&#227;o de diagn&#243;stico recorre-se &#224; avalia&#231;&#227;o anal&#237;tica do l&#237;quido pleural,     considerando-se sugestivo de QT doseamentos de triglicer&#237;deos superiores a 100     mg/dL, quilomicrons superiores a 4% e linf&#243;citos superiores a 50% (8). A     ]]></body>
<body><![CDATA[presen&#231;a de triglicer&#237;deos entre 50 mg/dL e 100 mg/dL n&#227;o &#233; t&#227;o representativo     da presen&#231;a de QT, sendo necess&#225;rio o doseamento de lipoprote&#237;nas (7,15).     <br/><u>Import&#226;ncia da     Interven&#231;&#227;o Nutricional no Tratamento do QT</u><u></u>     <br/>O     QT est&#225; associado a v&#225;rias complica&#231;&#245;es como a desnutri&#231;&#227;o energ&#233;tico-proteica     e o comprometimento do estado imunol&#243;gico, com a possibilidade de desenvolvimento     de hipovolemia, deple&#231;&#227;o dos electr&#243;litos, hipoalbumin&#233;mia, linfopenia e     infec&#231;&#227;o. Em casos graves, podem associar-se hiponatr&#233;mia, hipocali&#233;mia e     aparecimento de acidose metab&#243;lica (4,8,16).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Al&#233;m     disso, a drenagem cont&#237;nua de quilo, apesar de atenuar as complica&#231;&#245;es     respirat&#243;rias causadas por este quadro cl&#237;nico, provoca deple&#231;&#227;o das reservas     proteicas, que contribuem para o comprometimento imunol&#243;gico devido ao     decr&#233;scimo dos linf&#243;citos T e da imunidade celular. Contribui ainda, para o     decr&#233;scimo de l&#237;pidos e de vitaminas lipossol&#250;veis (vitaminas A, D, E e K)     (8,16).     <br/>A     interven&#231;&#227;o nutricional no QT tem como objectivos: promover a diminui&#231;&#227;o da     produ&#231;&#227;o de quilo e, consequentemente, do d&#233;bito quiloso, diminuir o     ]]></body>
<body><![CDATA[comprometimento imunol&#243;gico e nutricional, uma vez que a drenagem cont&#237;nua est&#225;     frequentemente associada a perda ponderal e deteriora&#231;&#227;o do estado nutricional,     e restabelecer flu&#237;dos e electr&#243;litos. Adicionalmente tem como finalidade     compensar as perdas de nutrientes, promovendo um balan&#231;o azotado positivo pela     via mais apropriada, tendo em considera&#231;&#227;o o estado do doente, salientando-se a     necessidade de monitoriza&#231;&#227;o regular com o intuito de manter um estado     nutricional adequado (8,17).     <br/>O     tratamento conservador, amplamente utilizado no caso do QT, baseia-se na     aplica&#231;&#227;o de medidas como a interven&#231;&#227;o nutricional, com o objectivo de     ]]></body>
<body><![CDATA[permitir a diminui&#231;&#227;o do fluxo de quilo e, consequentemente, permitir o fecho     da f&#237;stula (4). Existe alguma controv&#233;rsia relativamente ao tipo de suporte nutricional     a utilizar para o tratamento de QT.      <br/>Entre     as m&#250;ltiplas interven&#231;&#245;es nutricionais contempladas no tratamento conservador     est&#227;o a nutri&#231;&#227;o oral convencional com restri&#231;&#227;o lip&#237;dica ou a institui&#231;&#227;o de     nutri&#231;&#227;o artificial.      <br/>O     repouso do trato gastrointestinal ou a modifica&#231;&#227;o da dieta contribuem para a     diminui&#231;&#227;o de quilo, principalmente a altera&#231;&#227;o do conte&#250;do lip&#237;dico, pelo     ]]></body>
<body><![CDATA[efeito referido no fluxo de quilo. Cerca de 95% dos l&#237;pidos ingeridos     diariamente s&#227;o compostos por TCL, que entram na corrente sangu&#237;nea por meio do     quilo; em contrapartida, os TCM n&#227;o necessitam de utilizar o sistema linf&#225;tico,     uma vez que s&#227;o directamente absorvidos pelo sistema porta, e n&#227;o estimulam a     forma&#231;&#227;o de secre&#231;&#245;es g&#225;stricas, auxiliando na drenagem e, concomitantemente,     na resolu&#231;&#227;o do QT (8,16,18).      <br/>Assim     sendo, a alimenta&#231;&#227;o oral convencional baseia-se na institui&#231;&#227;o de uma dieta     hipolip&#237;dica (isenta ou com baixo teor de l&#237;pidos), sendo os l&#237;pidos fornecidos     essencialmente sob a forma de TCM.      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>A     dieta hipolip&#237;dica oral constitui a op&#231;&#227;o mais vantajosa para os doentes sem     desnutri&#231;&#227;o e sem comprometimento da ingest&#227;o alimentar. Considerando que a     frac&#231;&#227;o lip&#237;dica de uma dieta constitui uma fonte energ&#233;tica relevante, a     institui&#231;&#227;o de uma dieta hipolip&#237;dica pressup&#245;e a necessidade de aumentar o     n&#250;mero e aporte energ&#233;tico das refei&#231;&#245;es, em simult&#226;neo com a restri&#231;&#227;o de     alimentos com elevado teor de l&#237;pidos para atingir as necessidades do doente.     Apesar das limita&#231;&#245;es no aporte lip&#237;dico, entre os alimentos permitidos encontram-se     a maioria dos hortofrut&#237;colas, com excep&#231;&#227;o de abacate, coco e azeitonas. Os     cereais e seus derivados com baixo teor lip&#237;dico bem como de sumos ou n&#233;ctares     ]]></body>
<body><![CDATA[de fruta, ch&#225;, caf&#233; e gelatinas s&#227;o tamb&#233;m exemplos de alimentos permitidos     (13).     <br/>N&#227;o     foram encontrados dados que revelem a quantidade m&#225;xima de l&#237;pidos tolerada,     pelo que os doentes devem ser informados da forma como devem limitar a ingest&#227;o     lip&#237;dica, n&#227;o comprometendo o aporte proteico, energ&#233;tico e, fundamentalmente,     de &#225;cidos gordos essenciais (AGE) e outros oligoelementos. O fornecimento de     TCM deve ser progressivo e controlado (20-60 g de TCM/dia s&#227;o geralmente bem     tolerados), j&#225; que em doses elevadas est&#227;o frequentemente associados a     sintomatologia gastrointestinal como dor, distens&#227;o abdominal, n&#225;useas e     ]]></body>
<body><![CDATA[diarreias (13).     <br/>Os     doentes que fazem uma dieta hipolip&#237;dica exigem uma constante monitoriza&#231;&#227;o, e     poss&#237;vel suplementa&#231;&#227;o em AGE e vitaminas lipossol&#250;veis, podendo ser necess&#225;rio     o recurso a suplementos multivitam&#237;nicos ou minerais de forma a garantir o     aporte das necessidades nutricionais (13).     <br/>Contudo,     est&#225; descrita uma boa taxa de sucesso na utiliza&#231;&#227;o de dieta com TCM,     justificada pela redu&#231;&#227;o da drenagem linf&#225;tica e, consequentemente, no fecho do     DT (19). Na impossibilidade de alimenta&#231;&#227;o per os, a nutri&#231;&#227;o artificial deve     ]]></body>
<body><![CDATA[constituir uma alternativa, quer seja nutri&#231;&#227;o ent&#233;rica (NE) com elevada     percentagem de TCM (70-85%) ou nutri&#231;&#227;o parent&#233;rica (NP) (8,12,20).      <br/>A     NE est&#225; indicada em situa&#231;&#245;es de risco nutricional, intoler&#226;ncia ou comprometimento     da ingest&#227;o alimentar, se o d&#233;bito quiloso for inferior a 1000 mL/dia, ou     estiver a diminuir consideravelmente, e na aus&#234;ncia de comprometimento do trato     gastrointestinal (4,13,16). Podem ser utilizadas f&#243;rmulas com baixo teor de     l&#237;pidos, sendo que estas exigem suplementa&#231;&#227;o vitam&#237;nica e proteica, caso sejam     utilizadas como fonte alimentar &#250;nica ou por um per&#237;odo de tempo prolongado. Um     outro aspecto a considerar na utiliza&#231;&#227;o de f&#243;rmulas isentas de l&#237;pidos, &#233; o     ]]></body>
<body><![CDATA[risco de defici&#234;ncia de AGE, que devem constituir entre 2-4% das necessidades     energ&#233;ticas totais di&#225;rias. Deve-se considerar a possibilidade de aumentar o     consumo de &#225;cido linoleico (presente em &#243;leos vegetais como soja e girassol) e     &#225;cido linol&#233;nico (presente em peixes gordos como salm&#227;o e sardinha) de forma a     suprir as necessidades em AGE. Em caso de intoler&#226;ncia aos &#243;leos vegetais, deve     ponderar-se a administra&#231;&#227;o de emuls&#245;es lip&#237;dicas por via intravenosa (16). Nas     situa&#231;&#245;es em que s&#227;o utilizados suplementos com TCM ou f&#243;rmulas com baixo teor     de l&#237;pidos, constitu&#237;das maioritariamente por TCM e por uma baixa percentagem     de TCL, estas recomenda&#231;&#245;es s&#227;o igualmente aplic&#225;veis, j&#225; que os TCM n&#227;o     incorporam AGE (13,16).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Os     custos e riscos associados a NE s&#227;o menores comparativamente &#224; NP, contudo,     esta tem sido muito utilizada no tratamento de QT (8,13). Est&#227;o descritas taxas     de sucesso na utiliza&#231;&#227;o de NE em 50-70% dos casos (4). De acordo com a     literatura, em caso de comprometimento do trato gastrointestinal, nas situa&#231;&#245;es     em que a modifica&#231;&#227;o da dieta se revelou insuficiente e na presen&#231;a de d&#233;bitos     quilosos superiores a 1000 mL/dia, a NP &#233; recomend&#225;vel. Emuls&#245;es lip&#237;dicas     intravenosas podem ser fornecidas, sem consequente aumento de quilo, j&#225; que     entram directamente para a corrente sangu&#237;nea, com a vantagem de serem fontes     de AGE e contribu&#237;rem para o aporte energ&#233;tico di&#225;rio (21).     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>A     institui&#231;&#227;o de NP total permite o cumprimento das necessidades nutricionais do     doente, possibilita o repouso do trato gastrointestinal e, consequentemente, um     decr&#233;scimo do fluxo quiloso (21). As taxas de sucessos na sua utiliza&#231;&#227;o est&#227;o     compreendidas entre os 60-100% (4).     <br/>Apesar     dos riscos associados, alguns estudos apontam-na como a alternativa de elei&#231;&#227;o     ap&#243;s o diagn&#243;stico, uma vez que evita um agravamento do estado nutricional e     possibilita uma melhor recupera&#231;&#227;o do mesmo (8,21). No entanto, alguns autores     defendem que o seu uso deve ser limitado &#224; idade pedi&#225;trica, doentes que n&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[toleram alimenta&#231;&#227;o oral, situa&#231;&#245;es de elevado fluxo e nas situa&#231;&#245;es em que a NE     se mostra insuficiente na diminui&#231;&#227;o do fluxo de quilo (21).      <br/>A     utiliza&#231;&#227;o de nutri&#231;&#227;o mista (NE+NP) tem tamb&#233;m sido referida no tratamento de     QT. Esta permite manter o trofismo intestinal e o cumprimento das necessidades     energ&#233;ticas e nutricionais (21).     <br/>Alguns     estudos demonstram incertezas relativamente &#224; dura&#231;&#227;o e tipo de tratamento     conservador. Contudo, este n&#227;o deve prolongar-se por mais de duas semanas se     n&#227;o houver diminui&#231;&#227;o significativa da drenagem quilosa (21). A efic&#225;cia da     ]]></body>
<body><![CDATA[terapia nutricional pode ser avaliada, entre outros par&#226;metros, pela diminui&#231;&#227;o     da drenagem externa ou pela diminui&#231;&#227;o do fluxo de quilo (13).      <br/>Como     coadjuvante ao tratamento conservador do QT, recentemente tem sido utilizado o     Octre&#243;tido, um an&#225;logo da somatostatina que auxilia na drenagem de quilo (13).     Este f&#225;rmaco &#233; um potente inibidor da hormona de crescimento, do glucagon e da     insulina. Deste modo, a sua ac&#231;&#227;o passa por suprimir as hormonas     gastrointestinais, nomeadamente a gastrina, motilina, secretina e o polip&#233;ptido     pancre&#225;tico, al&#233;m de permitir a diminui&#231;&#227;o do fluxo sangu&#237;neo espl&#233;nico     (13,22). A adi&#231;&#227;o de Octre&#243;tido ao tratamento do QT &#233; frequentemente utilizada     ]]></body>
<body><![CDATA[no QT secund&#225;rio a cirurgia, e em caso de inefic&#225;cia dos restantes par&#226;metros     do tratamento conservador (16,22,23).      <br/>Na     maioria dos casos, este tratamento, com dura&#231;&#227;o de uma ou duas semanas,     mostra-se eficaz para a diminui&#231;&#227;o do fluxo linf&#225;tico (at&#233; cerca de 50-100     mL/dia) e, consequente remo&#231;&#227;o do tubo de drenagem (16). Apesar das vantagens     referidas e de se desconhecerem efeitos secund&#225;rios, a utiliza&#231;&#227;o e efic&#225;cia     deste f&#225;rmaco em adultos n&#227;o foi ainda totalmente esclarecida. Os estudos que     corroboram a sua utiliza&#231;&#227;o apresentam baixo tamanho amostral, estando a sua     prescri&#231;&#227;o mais sustentada em idade pedi&#225;trica. Aponta-se assim a necessidade     ]]></body>
<body><![CDATA[de realiza&#231;&#227;o de estudos que suportem a efic&#225;cia e seguran&#231;a na utiliza&#231;&#227;o     deste f&#225;rmaco, nomeadamente ensaios cl&#237;nicos controlados e randomizados     (16,22).      <br/>Em     suma, o tratamento conservador isoladamente &#233; capaz de conduzir ao encerramento     da f&#237;stula em cerca de 80% dos casos, contudo quando este se revela ineficaz na     melhoria do quadro cl&#237;nico do doente, a cirurgia deve ser considerada,     principalmente nas situa&#231;&#245;es de grande d&#233;bito quiloso (8,14,24).     <br/>Se     a drenagem persistir por mais de duas a tr&#234;s semanas, se o fluxo for superior a     ]]></body>
<body><![CDATA[1,5 L/dia ou na presen&#231;a de complica&#231;&#245;es nutricionais, metab&#243;licas ou     infecciosas &#233; recomend&#225;vel que se proceda a cirurgia para correc&#231;&#227;o do DT,     sendo as taxas de sucesso reportadas, na ordem dos 80% (24).     </p>     <p><b>AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b> <br/>A interven&#231;&#227;o nutricional tem um papel fundamental no tratamento do QT, justificado pela grave deple&#231;&#227;o do estado nutricional causada pelas elevadas perdas de quilo nesta condi&#231;&#227;o fisiopatol&#243;gica. Contudo n&#227;o existe na literatura nenhuma op&#231;&#227;o terap&#234;utica padronizada para esta patologia.  <br/>Assim sendo, na selec&#231;&#227;o do tipo de interven&#231;&#227;o nutricional &#233; fundamental proceder &#224; avalia&#231;&#227;o do estado nutricional, das necessidades nutricionais, assim como atentar &#224; etiologia e gravidade do QT. Existem v&#225;rias hip&#243;teses de tratamento, desde altera&#231;&#245;es na composi&#231;&#227;o da dieta, utiliza&#231;&#227;o de nutri&#231;&#227;o artificial, institui&#231;&#227;o de terap&#234;utica farmacol&#243;gica ou cirurgia, devendo a op&#231;&#227;o terap&#234;utica ser decidida face ao estado cl&#237;nico do doente.  </p>     <p><b>CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Face &#224; inexist&#234;ncia de recomenda&#231;&#245;es e de uma op&#231;&#227;o terap&#234;utica concreta para o tratamento do QT, cabe aos profissionais de sa&#250;de implementar a melhor op&#231;&#227;o terap&#234;utica de acordo com as caracter&#237;sticas individuais e cl&#237;nicas do doente.  <br/>Na abordagem nutricional, &#233; de extrema relev&#226;ncia a avalia&#231;&#227;o e monitoriza&#231;&#227;o do estado nutricional, incluindo o doseamento de prote&#237;nas totais, AGE, vitaminas lipossol&#250;veis e electr&#243;litos para preven&#231;&#227;o de defici&#234;ncias.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Lima R, Nogueira C, Snachez J, Tzer M, Rola M. Quilot&#243;rax: a prop&#243;sito de um caso cl&#237;nico. Revista Portuguesa de Pneumologia 2009; 15(3): 521-527 <br/>2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724864&pid=S2182-7230201300040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Vaz M, Fernandes P. Quilot&#243;rax. J Bras Pneumol. 2006; 32(4): 197-203 <br/>3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724865&pid=S2182-7230201300040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Barros N, Rofrigues A, Ferraro S. Manejo nutricional em um paciente com quilot&#243;rax: Relat&#243;rio de caso. Revista Nutri&#231;&#227;o em Pauta. 2012; 20(117): 29-33 <br/>4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724866&pid=S2182-7230201300040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Palmeiro R, Arosa V, Cuerda C, Br&#233;ton I, Camblor M, Rodr&#237;guez MC, Peris GP. Quilot&#243;rax persistente en paciente com linfangioleiomiomatosis. Nutr Hosp. 2012; 27(3): 940-942 <br/>5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724867&pid=S2182-7230201300040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Talwar A, Lee HJ. A Contemporary Review of Chylothorax. Indian J Chest Dis Allied Sci. 2008; 50(4):343-351 <br/>6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724868&pid=S2182-7230201300040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Karagianis J, Sheean PM. Managing Secondary Chylothorax: The Implications for Medical Nutrition Therapy. Journal of the American Dietetic Association. 2011; 111(4): 600-604  <br/>7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724869&pid=S2182-7230201300040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Valentine GV, Raffin TA. The Management of Chylothorax. Chest. 1992; 102: 582-591 <br/>8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724870&pid=S2182-7230201300040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Smoke A, DeLegge MH. Chyle Leaks: Consensus of Management&#8204; Nutrition in Clinical Practice. 2008; 23(5): 529-532 <br/>9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724871&pid=S2182-7230201300040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Kozar R, Adams S. Chylothorax; 2007. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.eglobalmed.com/opt/MedicalStudentdotcom/www.emedicine.com/med/topic381.htm" target="_blank">http://www.eglobalmed.com/opt/MedicalStudentdotcom/www.emedicine.com/med/topic381.htm</a> Acesso em 27/02/2013 <br/>10. McGrath EE, Blades Z, Anderson PB. Chylothorax: Aetiology, diagnosis and therapeutic options. Respiratory Medicine. 2010; 104:1-8  <br/>11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724872&pid=S2182-7230201300040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Cort&#233;s-T&#233;lles A, Rojas-Serrano J, Torre-Bouscoulet L. Quilot&#243;rax : frequencia, causas y desenlaces. Neumol Cir Torax. 2010 ; 69(3): 157-162 <br/>12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724873&pid=S2182-7230201300040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> P&#234;go-Fernandes PM, Fonseca MH, Levischi CE. Quilot&#243;rax. Dispon&#237;vel em:  <a href="http://www.sbct.org.br/pdf/livro_virtual/quilotorax.pdf" target="_blank">http://www.sbct.org.br/pdf/livro_virtual/quilotorax.pdf</a> Acesso em 20/02/2013 <br/>13. McCray S, Parrish CR. Nutritional Management of Chyle Leaks: na Update. Practical Gastroenterology. 2011; 94: 13-32  <br/>14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724874&pid=S2182-7230201300040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Mariam M, Russel M, Shikora S. Clinical Nutrition for Surgical Patients. Jones and Barttett Publishers, USA; 2008: 90-92 <br/>15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724875&pid=S2182-7230201300040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Fogli L, Gorini P, Belcastro S. Conservative management of traumatic chylothorax: a case report. Intensive Care Med. 1993; 19:176-177 <br/>16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724876&pid=S2182-7230201300040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Ochando MS, Villodre PL, Segu&#237; MJM. Soporte nutricional y tratamento con octre&#243;tido del quilot&#243;rax. Nutr Hosp. 2010; 25(1): 113-119 <br/>17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724877&pid=S2182-7230201300040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Escott-Stamp S. Nutrition and Diagnosis &#8211; Related Care. 6th ed., USA. Lippincott &#8211; Williams & Wilkins; 2008: 282-283 <br/>18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724878&pid=S2182-7230201300040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Biewer ES, Zum C, Arnold R, Glockler M, Schulte-Monting J, Schlensak C, et al. Chylothorax after surgery on congenital heart disease in newborns and infants &#8211; risk factors and efficacy of MCT-diet. Journal of Cardiothoracic Surgery. 2010; 5: 127-133 <br/>19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724879&pid=S2182-7230201300040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Machado JDC, Suen VMM, Marchini JS. 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Soport nutricional en el quilot&#243;rax secundario a linfoma. Nutr. Hosp. 2002; 17(1): 43-45 <br/>22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724882&pid=S2182-7230201300040000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Sharkey AJ, Rao JN. The Successful Use of Octreotide in the Treatment of Traumatic Chylothorax. Tex Heart Inst J. 2012; 39(3): 428-430 <br/>23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1724883&pid=S2182-7230201300040000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> L&#243;pez MVL, P&#233;rez LML, Mayoral JFR, Rubio FJL. 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