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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desperdício Alimentar - a Realidade no Hospital Pêro da Covilhã]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. Hospital Pêro da Covilhã ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Food waste can result in high economic cost to institutions and it can be inversely related to the consumer acceptability. Objectives: To characterize food waste of Centro Hospitalar Cova da Beira - Hospital Pêro da Covilhã inpatients. Population and Methodology: Database on food waste was collected from a total of 182 inpatients, of which 160 received a questionnaire to assess the causes of not eating a full meal. The leftovers and food components per meal were calculated, as well as the cost of the waste. It was calculated the leftovers per meal and food components as well as the cost of waste. Results: The leftovers were high for all meals, being higher in mid-morning and evening snacks. The main reasons for the low intake were of clinical origin, mainly the lack of appetite. Due to the food waste, there was an average associated daily cost of 2.80&#8364; by inpatient. Conclusions: Given the meals and their most wasteful generating components, it will be important to implement measures to improve food intake of hospitalized patients, meeting their preferences and habits.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desperdício alimentar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Indicador de restos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Custos]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Cost]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CIENTIFICIDADES - ARTIGO ORIGINAL</p></b> <br/>     <p><b >Desperd&#237;cio Alimentar &#8211; a Realidade no Hospital P&#234;ro da Covilh&#227;</b>     <p><b >Food Waste &#8211; Hospital P&#234;ro da Covilh&#227; Reality</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b >Daniela Pires<sup>1</sup>; Ana Monteiro<sup>2</sup></b>     <p ><sup>1</sup>Nutricionista <br/><sup>2</sup>Nutricionista, Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. &#8211; Hospital P&#234;ro da Covilh&#227;, Quinta do Alvito, 6200-251 Covilh&#227;, Portugal </p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Introdu&#231;&#227;o: O desperd&#237;cio alimentar pode traduzir-se em enormes custos para as institui&#231;&#245;es e pode ser relacionado inversamente com a aceitabilidade do consumidor.  <br/>Objectivos: Caracterizar o desperd&#237;cio alimentar de utentes internados no Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. - Hospital P&#234;ro da Covilh&#227;. <br/>Amostragem e Metodologia: Avaliou-se o desperd&#237;cio alimentar por observa&#231;&#227;o directa de 182 utentes. A 160 foi aplicado um question&#225;rio para verificar as causas da n&#227;o ingest&#227;o completa da refei&#231;&#227;o. Calculou-se o indicador de restos por refei&#231;&#227;o e por componentes alimentares, bem como o custo do desperd&#237;cio atrav&#233;s do percentual de indicador de restos. <br/>Resultados: O indicador de restos foi elevado em todas as refei&#231;&#245;es, tendo sido superior nas refei&#231;&#245;es do meio da manh&#227; e nas ceias. As principais raz&#245;es apontadas para a baixa ingest&#227;o foram as de origem cl&#237;nica, sobretudo a falta de apetite. O desperd&#237;cio alimentar traduziu-se num custo m&#233;dio di&#225;rio de 2,80&#8364; por utente.  <br/>Conclus&#245;es: Tendo em conta as refei&#231;&#245;es e seus componentes principais geradores de desperd&#237;cio, ser&#225; importante implementar medidas que permitam melhorar o aporte alimentar dos utentes internados, dando resposta &#224;s suas prefer&#234;ncias e h&#225;bitos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Desperd&#237;cio alimentar, Indicador de restos, Custos </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Introduction: Food waste can result in high economic cost to institutions and it can be inversely related to the consumer acceptability. <br/>Objectives: To characterize food waste of Centro Hospitalar Cova da Beira - Hospital P&#234;ro da Covilh&#227; inpatients. <br/>Population and Methodology: Database on food waste was collected from a total of 182 inpatients, of which 160 received a questionnaire to assess the causes of not eating a full meal. The leftovers and food components per meal were calculated, as well as the cost of the waste. It was calculated the leftovers per meal and food components as well as the cost of waste. <br/>Results: The leftovers were high for all meals, being higher in mid-morning and evening snacks. The main reasons for the low intake were of clinical origin, mainly the lack of appetite. Due to the food waste, there was an average associated daily cost of 2.80&#8364; by inpatient. <br/>Conclusions: Given the meals and their most wasteful generating components, it will be important to implement measures to improve food intake of hospitalized patients, meeting their preferences and habits. </p>     <p><b >keywords</b>:Food waste, Leftovers, Cost </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b> <br/>A ingest&#227;o alimentar de utentes hospitalizados tem sido cada vez mais um tema de preocupa&#231;&#227;o devido &#224; elevada preval&#234;ncia de malnutri&#231;&#227;o (1). Mas se por um lado, uma ingest&#227;o alimentar insuficiente acarreta consequ&#234;ncias cl&#237;nicas, por outro tamb&#233;m tem repercuss&#245;es ao n&#237;vel do desperd&#237;cio gerado (2). Este vai reflectir-se em custos desnecess&#225;rios (3, 4) e pode relacionar-se inversamente com a aceitabilidade do consumidor (1, 5). A sua produ&#231;&#227;o pode ser influenciada por diversos factores organizacionais como o planeamento inadequado de refei&#231;&#245;es, falta de treino dos funcion&#225;rios, inexist&#234;ncia de supervis&#227;o das refei&#231;&#245;es, ambiente desagrad&#225;vel no momento da refei&#231;&#227;o, falta de qualidade do servi&#231;o/alimentos, falta de assist&#234;ncia ao doente (5, 6), e por factores inerentes aos doentes tais como, prefer&#234;ncias alimentares, raz&#245;es cl&#237;nicas (efeitos do tratamento, dor ou desconforto, dist&#250;rbios gastrointestinais), falta de confian&#231;a no servi&#231;o/alimentos, entre outros (5). Estudos apontam para um desperd&#237;cio a n&#237;vel hospitalar entre 31 a 42% (3, 4). Em Portugal, o estudo de Viana et al (7) registou um desperd&#237;cio a n&#237;vel hospitalar de quase 50% dos alimentos confeccionados. No Reino Unido, o estudo de Barton et al (4) apontou para um custo anual do desperd&#237;cio alimentar de cerca de 178.000,00&#8364;. <br/>Apesar do desperd&#237;cio ser inevit&#225;vel, as suas causas devem ser estudadas para que possam ser implementadas estrat&#233;gias que visem a sua redu&#231;&#227;o (3). </p>     <p><b >OBJECTIVOS</b> <br/>Geral: Caracterizar o desperd&#237;cio alimentar de utentes internados no Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. - Hospital P&#234;ro da Covilh&#227; (CHCB, EPE &#8211; HPC). <br/>Espec&#237;ficos: Caracterizar os utentes internados no CHCB, EPE &#8211; HPC relativamente a par&#226;metros sociodemogr&#225;ficos; quantificar o desperd&#237;cio alimentar e o seu custo; analisar as causas do desperd&#237;cio alimentar. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >METODOLOGIA</b> <br/>A amostra do estudo foi obtida por selec&#231;&#227;o n&#227;o probabil&#237;stica, de conveni&#234;ncia e volunt&#225;ria, durante o per&#237;odo de 16 de Abril a 28 de Junho de 2012. No processo de selec&#231;&#227;o foram inclu&#237;dos todos os utentes com idade superior a 18 anos que aceitaram participar no estudo. Foram exclu&#237;dos os utentes que se encontravam em isolamento, sujeitos a nutri&#231;&#227;o ent&#233;rica e/ou parent&#233;rica, em jejum, com alimenta&#231;&#227;o de transi&#231;&#227;o no p&#243;s-operat&#243;rio, dietas incompletas do ponto de vista nutricional ou aqueles a que n&#227;o foi poss&#237;vel acompanhar a ingest&#227;o alimentar durante 24 horas. Foram inclu&#237;das no estudo as dietas geral, ligeira, diab&#233;tica, hipoproteica, adstringente, pobre em fibras, g&#225;stricas, triturada e cremosa, com e sem adi&#231;&#227;o de sal. O estudo foi realizado nas enfermarias de Medicina (EM) Cirurgia (EC) e Ortopedia (EO), por se considerar que s&#227;o as mais representativas da popula&#231;&#227;o desta institui&#231;&#227;o hospitalar, representando em 2011, 42,4% do total de internamentos ocorridos (8).  <br/>Para todos os utentes internados que cumpriram os crit&#233;rios de inclus&#227;o foi registado o desperd&#237;cio alimentar. A estes foi tamb&#233;m aplicado um question&#225;rio, tendo sido exclu&#237;dos os que n&#227;o aceitaram participar ou que estavam incapazes de responder. Numa fase inicial, o question&#225;rio foi aplicado a cinco utentes, como teste piloto, de modo a chegar &#224; vers&#227;o final. Posteriormente este foi preenchido pelo inquiridor, ap&#243;s consentimento informado do utente ou respons&#225;vel legal e incluiu dados de identifica&#231;&#227;o, sociodemogr&#225;ficos e relativos ao tempo de internamento e &#224; ingest&#227;o alimentar. Foi ainda verificada a prescri&#231;&#227;o de dieta no Sistema de Apoio ao M&#233;dico (SAM) e no programa de diet&#233;tica. Verificou-se se ambas as prescri&#231;&#245;es eram iguais e se a dieta fornecida correspondia &#224; prescrita. <br/>Por desperd&#237;cio alimentar entendeu-se a totalidade dos alimentos adquiridos, preparados e distribu&#237;dos pelas enfermarias, para serem consumidos pelos utentes e que permaneceram sem ser distribu&#237;dos ou consumidos no final da refei&#231;&#227;o (5). Os alimentos confeccionados que permaneceram intactos na unidade de Alimenta&#231;&#227;o n&#227;o foram considerados. Para cada participante, o desperd&#237;cio foi quantificado nas copas das enfermarias durante um dia completo, para todas as refei&#231;&#245;es, incluindo todos os seus componentes. As refei&#231;&#245;es do meio da manh&#227; e da 2.&#170; ceia foram quantificadas apenas no caso da dieta para diab&#233;ticos pois s&#243; essa contempla essas refei&#231;&#245;es. Obteve-se o peso m&#233;dio dos alimentos distribu&#237;dos (PAD) atrav&#233;s da pesagem, sempre que poss&#237;vel, de tr&#234;s tabuleiros de cada dieta. O peso dos alimentos rejeitados (PAR) foi quantificado descontando o peso n&#227;o ed&#237;vel (PNE) (ex. cascas de frutas, ossos, espinhas, etc.), bem como dos recipientes/embalagens. O desperd&#237;cio alimentar foi quantificado atrav&#233;s do indicador de restos (IR) (9) que consiste na rela&#231;&#227;o percentual entre o PAR e o peso ed&#237;vel dos alimentos distribu&#237;dos (PEAD). <br/>Para as pesagens foi utilizada uma balan&#231;a digital Laica Acciaio com sensibilidade &#177;1g e capacidade m&#225;xima de 3kg. Neste procedimento foram usadas luvas, touca e m&#225;scara descart&#225;veis, bem como utens&#237;lios de cozinha auxiliares (ex.: escumadeira, pin&#231;a, etc.). Os custos associados ao desperd&#237;cio alimentar foram calculados considerando apenas o custo da refei&#231;&#227;o, excluindo os custos indirectos da sua produ&#231;&#227;o (ex.: pessoal, &#225;gua, electricidade, etc.).  <br/>Relativamente &#224;s quest&#245;es sobre as raz&#245;es da n&#227;o ingest&#227;o da refei&#231;&#227;o completa, adaptou-se a tabela usada pelo Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de Brit&#226;nico (5). Esta foi aplicada ap&#243;s todas as refei&#231;&#245;es, podendo os utentes apontar mais do que uma raz&#227;o. As raz&#245;es foram agrupadas em cl&#237;nicas, de assist&#234;ncia, de ambiente, de servi&#231;o, de alimentos e outras.  <br/>Para a realiza&#231;&#227;o do estudo, obteve-se o parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica do CHCB, EPE &#8211; HPC.  <br/>O tratamento estat&#237;stico foi realizado com recurso ao programa Statistical Package for the Social Sciences<sup>&#174;</sup>(SPSS) vers&#227;o 2.0 para Windows, e Microsoft Excel<sup>&#174;</sup>. A normalidade das distribui&#231;&#245;es das vari&#225;veis cardinais foi avaliada pelos coeficientes de simetria e de achatamento. Usaram-se os coeficientes de correla&#231;&#227;o de Pearson (r) e de Spearman (rs) para medir a associa&#231;&#227;o entre pares de vari&#225;veis. Usaram-se os testes t de student para comparar m&#233;dias de duas amostras independentes ou emparelhadas e a ANOVA para comparar m&#233;dias de 3 ou mais amostras independentes e os testes de Mann-Whitney, Wilcoxon e Kruskall-Wallis, respectivamente para comparar ordens m&#233;dias de duas amostras independentes, de duas amostras emparelhadas e de tr&#234;s ou mais amostras independentes. No caso de diferen&#231;as significativas entre 3 ou mais amostras, compararam-se as mesmas 2 a 2 corrigindo o n&#237;vel de signific&#226;ncia para o n&#250;mero de compara&#231;&#245;es. Foi assumido um n&#237;vel de signific&#226;ncia de p<0,05. </p>     <p><b >RESULTADOS</b> <br/>Foi avaliada a ingest&#227;o alimentar de 182, sendo 68 utentes na EM, 66 na EC e 48 na EO. Destes, 160 aceitaram responder ao question&#225;rio, 56 utentes na EM, 61 na EC e 43 na EO. Foram exclu&#237;dos 133 utentes. Verificou-se que a amostra era maioritariamente constitu&#237;da por indiv&#237;duos do sexo feminino (57,7%), com uma idade m&#233;dia de 74 anos (d.p. 33), casados, com rendimento inferior a 500&#8364;, com o 1.&#186; ciclo de escolaridade e n&#227;o fumadores. O tempo m&#233;dio de internamento foi de 12 dias. <br/>No <a href ="/img/revistas/nut/n20/n20a04g1.jpg">Gr&#225;fico 1</a> encontra-se representado o IR verificado a cada uma das refei&#231;&#245;es, por servi&#231;o e para o total dos participantes, tendo-se verificado que as refei&#231;&#245;es com valores mais altos de IR foram as ceias e o meio da manh&#227;. Verificaram-se diferen&#231;as estatisticamente significativas relativamente ao IR do lanche (p=0,000) e da ceia (p=0,000) da Ortopedia, superior aos restantes servi&#231;os, e ao IR do jantar (p=0,002) na Medicina, inferior aos restantes servi&#231;os. <br/>N&#227;o se verificaram diferen&#231;as estatisticamente significativas entre sexos para o IR a todas as refei&#231;&#245;es, &#224; excep&#231;&#227;o da 2.&#170; ceia (IR: feminino &#8211; 96,9%; masculino &#8211; 65,4%; p=0,001). <br/>Relativamente ao estado civil, agruparam-se os indiv&#237;duos solteiros, vi&#250;vos e divorciados, n&#227;o se tendo verificado diferen&#231;as estatisticamente significativas entre estes e os casados em nenhuma das vari&#225;veis j&#225; mencionadas. <br/>Verificaram-se diferen&#231;as estatisticamente significativas entre o IR do pequeno-almo&#231;o, lanche e 1.&#170; ceia (p=0,000), sendo que o IR da 1.&#170; ceia &#233; superior ao do lanche e este &#233; superior ao do pequeno-almo&#231;o, e ainda diferen&#231;as estatisticamente significativas relativamente ao IR do meio da manh&#227; e da 2.&#170; ceia, sendo superior nesta &#250;ltima refei&#231;&#227;o. N&#227;o se verificaram quaisquer correla&#231;&#245;es entre o desperd&#237;cio alimentar e a idade.  <br/>Observou-se que os utentes com maior escolaridade produziram menor IR na 1.&#170; ceia (rs=-0,174;p=0,028). Verificou-se que quanto maior o tempo de internamento at&#233; &#224; data de observa&#231;&#227;o, maior foi o IR na 2.&#170; ceia (rs=0,305;p=0,020). Todas estas correla&#231;&#245;es s&#227;o fracas. <br/>Os componentes da refei&#231;&#227;o mais rejeitados a cada refei&#231;&#227;o, encontram-se descritos na <a href ="/img/revistas/nut/n20/n20a04t1.jpg">Tabela 1</a>.  <br/>Agrupou-se o pequeno-almo&#231;o (PA), o lanche (L) e a 1.&#170; ceia (C1); o meio da manh&#227; (10) e a 2.&#170; ceia (C2); e o almo&#231;o (A) e o jantar (J); pela semelhan&#231;a da sua composi&#231;&#227;o, e para simplificar o tratamento dos dados. <br/>As raz&#245;es apontadas para a n&#227;o ingest&#227;o da totalidade da refei&#231;&#227;o encontram-se representadas no <a href ="/img/revistas/nut/n20/n20a04g2.jpg">Gr&#225;fico 2</a>. Verificou-se que, a todas as refei&#231;&#245;es, as raz&#245;es cl&#237;nicas foram as mais mencionadas. Na <a href ="/img/revistas/nut/n20/n20a04t2.jpg">Tabela 2</a> &#233; poss&#237;vel observar o motivo de rejei&#231;&#227;o mais frequente por raz&#227;o apontada pelo utente. <br/>Quanto &#224;s raz&#245;es cl&#237;nicas tamb&#233;m foram referidas dificuldades de mastiga&#231;&#227;o ou degluti&#231;&#227;o e n&#225;useas ou v&#243;mitos. Relativamente &#224;s raz&#245;es do servi&#231;o, os utentes mencionaram tamb&#233;m a proximidade do hor&#225;rio entre as refei&#231;&#245;es. Na EO, na qual se verificou maior IR ao lanche e ceia relativamente &#224;s restantes enfermarias, as raz&#245;es mais apontadas foram: L &#8211; falta de apetite (n=15; 36,6%), familiar trouxe alimenta&#231;&#227;o (n=6; 14,6%); C &#8211; falta de apetite (n=22; 52,4%), refei&#231;&#227;o n&#227;o foi fornecida na totalidade (n=4; 9,5%). Relativamente &#224;s EC e EO, nas quais se verificou um IR superior ao jantar, as raz&#245;es mais apontadas foram: falta de apetite (n=49; 41,9%), demasiada quantidade de alimentos fornecida (n=21; 17,9%). <br/>Atrav&#233;s deste estudo p&#244;de tamb&#233;m observar-se que 37,4% das dietas prescritas no programa de diet&#233;tica (pelo enfermeiro respons&#225;vel) n&#227;o correspondiam ao prescrito no Sistema de Apoio ao M&#233;dico (pelo m&#233;dico). Observou-se tamb&#233;m que em 7,7% dos utentes (n=14), apesar de a dieta fornecida pelo servi&#231;o de Alimenta&#231;&#227;o estar de acordo com a prescri&#231;&#227;o no programa de diet&#233;tica, esta n&#227;o foi correctamente fornecida aos utentes devido a erros na distribui&#231;&#227;o. <br/>Relativamente ao custo do desperd&#237;cio alimentar, obteve-se um gasto total de 510,35&#8364; durante o per&#237;odo do estudo, tendo um custo m&#233;dio por utente de 2,80&#8364;. Considerando-se dados de 2011 em que o CHCB, EPE &#8211; HPC teve uma ocupa&#231;&#227;o m&#233;dia de 262 utentes, dos quais as 3 enfermarias em causa representaram 42,4%, estimou-se um custo anual aproximado de 113.532,00&#8364;. </p>     
<p><b >DISCUSS&#195;O DOS RESULTADOS E CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Tal como em outros estudos (4, 6, 11), tamb&#233;m neste foram encontrados valores bastante elevados de desperd&#237;cio a todas as refei&#231;&#245;es. Uma elevada percentagem de desperd&#237;cio &#233; preocupante, uma vez que poder&#225; estar associada a uma ingest&#227;o insuficiente (11, 12) e paralelamente custos associados. A ingest&#227;o deficiente de energia, prote&#237;nas e outros nutrientes est&#225; muitas vezes na origem da elevada preval&#234;ncia de malnutri&#231;&#227;o dos utentes hospitalizados (1, 13), dificultando a sua recupera&#231;&#227;o.  <br/>Este achado poder&#225; reflectir quer a aceitabilidade das refei&#231;&#245;es pelos utentes, ou o grau de desadequa&#231;&#227;o das capita&#231;&#245;es. Por outro lado, as diferen&#231;as de IR verificadas entre as enfermarias poder&#227;o estar relacionadas com o facto de existirem diferentes pol&#237;ticas internas no que respeita ao fornecimento de refei&#231;&#245;es aos utentes pelos familiares/visitas, comprometendo assim a ingest&#227;o da alimenta&#231;&#227;o hospitalar e consequentemente o desperd&#237;cio gerado. <br/>O facto de as refei&#231;&#245;es com maior IR terem sido as do meio da manh&#227; e as ceias, tendo sido o motivo mais frequentemente apontado a falta de apetite, poder&#225; dever-se &#224; proximidade dos hor&#225;rios das refei&#231;&#245;es, bem como ao facto de estas n&#227;o serem refei&#231;&#245;es habitualmente realizadas em casa para grande parte dos inquiridos. A falta de apetite &#233; muitas vezes consequ&#234;ncia da condi&#231;&#227;o de sa&#250;de do utente. Por outro lado, a actividade reduzida durante a hospitaliza&#231;&#227;o e o uso de medica&#231;&#227;o poder&#227;o tamb&#233;m interferir com o apetite (3). Outra raz&#227;o frequentemente apontada prendeu-se com o n&#227;o fornecimento ou fornecimento parcial destas refei&#231;&#245;es que, mais uma vez, reflecte diferentes formas de actua&#231;&#227;o dos servi&#231;os. O elevado desperd&#237;cio poder&#225; tamb&#233;m dever-se ao facto de a amostra ser constitu&#237;da maioritariamente por pessoas idosas, cuja ingest&#227;o se encontra muitas vezes comprometida por dificuldades de mastiga&#231;&#227;o ou incapacidade para uma alimenta&#231;&#227;o aut&#243;noma (10, 14). Assim, parece importante que haja uma uniformiza&#231;&#227;o dos procedimentos relativos &#224; alimenta&#231;&#227;o em todos os servi&#231;os, bem como uma revis&#227;o dos hor&#225;rios das refei&#231;&#245;es e das capita&#231;&#245;es.  <br/>Outra medida poss&#237;vel pode passar por tornar opcionais algumas das refei&#231;&#245;es intercalares uma vez que estas parecem n&#227;o se enquadrar nos h&#225;bitos alimentares desta popula&#231;&#227;o. A exist&#234;ncia de um stock m&#237;nimo de snacks em cada enfermaria poder&#225; ser uma solu&#231;&#227;o para gerar menos desperd&#237;cio e permitir uma maior flexibilidade de hor&#225;rios. Outra forma de incentivar a ingest&#227;o poder&#225; passar pela oferta de uma maior n&#250;mero de op&#231;&#245;es alimentares fornecidas em mais do que uma por&#231;&#227;o standard, permitindo assim uma maior adequa&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es (3, 5). <br/>Tamb&#233;m, uma maior aten&#231;&#227;o relativamente &#224; adequa&#231;&#227;o da textura das dietas &#233; muitas vezes suficiente para promover uma maior ingest&#227;o (15). Nestes casos dever&#225; haver um especial cuidado com a apresenta&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es para que estas n&#227;o se tornem pouco apelativas (3, 5). De igual modo, a aus&#234;ncia de sal na alimenta&#231;&#227;o pode ser um factor determinante na ingest&#227;o, uma vez que uma das raz&#245;es frequentemente mencionada pelos utentes para a n&#227;o ingest&#227;o completa da refei&#231;&#227;o foi a falta de tempero. Uma aposta no uso de especiarias e ervas arom&#225;ticas e formas alternativas de confec&#231;&#227;o (confec&#231;&#227;o a vapor, com pouca &#225;gua) podem ser boas formas de conseguir real&#231;ar sabores e dar mais paladar, disfar&#231;ando a falta de sal.  <br/>Quanto &#224; incapacidade para realiza&#231;&#227;o de alimenta&#231;&#227;o de forma aut&#243;noma, sabe-se que a falta de aux&#237;lio est&#225; associada a uma menor ingest&#227;o alimentar (16). Alguns estudos demonstraram que quando os utentes s&#227;o simplesmente ajudados a abrir embalagens de alimentos ou incentivados a comer h&#225; um aumento da ingest&#227;o alimentar e uma consequente redu&#231;&#227;o do desperd&#237;cio (17, 18). Dado o elevado n&#250;mero de utentes para cada assistente operacional/enfermeiro, muitas vezes esta assist&#234;ncia n&#227;o &#233; suficiente para todos os que dela poderiam beneficiar. A solu&#231;&#227;o para minimizar este problema poder&#225; passar por pedir ajuda aos familiares/visitas, e/ou volunt&#225;rios.  <br/>Muitas vezes um ambiente desagrad&#225;vel tamb&#233;m pode condicionar uma menor ingest&#227;o (5). A utiliza&#231;&#227;o das salas de refei&#231;&#227;o comuns que actualmente n&#227;o s&#227;o usadas em todas as enfermarias, poder&#225; ser igualmente uma boa estrat&#233;gia a implementar. Estudos apontam para uma ingest&#227;o alimentar superior em indiv&#237;duos que utilizam as salas comuns comparativamente &#224;queles que fazem as refei&#231;&#245;es no quarto (3, 15, 19). Tamb&#233;m a implementa&#231;&#227;o do conceito protected mealtimes, &#224; semelhan&#231;a do que j&#225; &#233; feito no Reino Unido, poder&#225; ser ben&#233;fica. Este conceito consiste em suspender qualquer actividade cl&#237;nica n&#227;o urgente durante as refei&#231;&#245;es, para que os utentes n&#227;o sejam constantemente interrompidos nas suas refei&#231;&#245;es, e para que estas n&#227;o percam as suas qualidades e temperatura (20-22). Por outro lado, a prescri&#231;&#227;o da dieta em dois softwares distintos e sem interliga&#231;&#227;o condiciona uma maior margem de erro. Uma interliga&#231;&#227;o das duas aplica&#231;&#245;es inform&#225;ticas poder&#225; permitir poupar tempo e trabalho e diminuir erros de transcri&#231;&#227;o. <br/>Seria ainda oportuno dar mais forma&#231;&#227;o a n&#237;vel da alimenta&#231;&#227;o em contexto hospitalar a todos os profissionais envolvidos, para que os erros possam ser minimizados e para que esta possa ser vista como um elemento chave no sucesso do tratamento (6). <br/>Relativamente &#224;s limita&#231;&#245;es deste estudo, &#233; de referir que se assumiu que os alimentos que estavam ausentes do tabuleiro tinham sido ingeridos na totalidade, n&#227;o se considerando quaisquer alimentos que fossem guardados ou inutilizados pelo utente. Por outro lado, tamb&#233;m n&#227;o foi avaliado o acesso do utente a alimentos do exterior atrav&#233;s de familiares/visitas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1.Hartwell HJ, Edwards JSA. A comparative analysis of &#8216;plated&#8217; and &#8216;bulk trolley&#8217; hospital food service systems. Blackwell Publishing Ltd. 2003;3:133-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725502&pid=S2182-7230201400010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>2.Almdal T, Viggers L, Beck AM, Jensen K. Food production and wastage in relation to nutritional intake in a general district hospital&#8212;wastage is not reduced by training the staff. Clinical Nutrition. 2003;22(1):47-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725503&pid=S2182-7230201400010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>3.Williams P, Walton K. Plate waste in hospitals and strategies for change. e-SPEN, the European e-Journal of Clinical Nutrition and Metabolism. 2011;6(6):e235-e41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725504&pid=S2182-7230201400010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>4.Barton AD, Beigg CL, Macdonald IA, Allison SP. High food wastage and low nutritional intakes in hospital patients. Clin Nutr. 2000 Dec;19(6):445-9. PubMed PMID: 11104596. Epub 2000/01/11. eng.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725505&pid=S2182-7230201400010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>5.Managing food waste in the NHS. National Health Service States Hospitality; 2005; Available from: <a href="http://www.hospitalcaterers.org/documents/foodwst.pdf" target="_blank">http://www.hospitalcaterers.org/documents/foodwst.pdf</a>. <br/>6.Nonino-Borges CB, Rabito EI, Silva K, Ferraz CA, Chiarello PG, Santos JS, et al. Desperd&#237;cio de alimentos intra-hospitalar. Revista de Nutri&#231;&#227;o, Campinas. 2006;19(3):349-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725506&pid=S2182-7230201400010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>7.Viana I. Estudo do desperd&#237;cio nas refei&#231;&#245;es hospitalares na unidade CHAM - Viana do Castelo &#91;Tese de licenciatura&#93;.Porto: Universidade do Porto; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725507&pid=S2182-7230201400010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>8.CHCB. Relat&#243;rio e Contas 2011. Centro Hospitalar Cova da Beira, 2011. <br/>9.Augustini VCM, Kishimoto P, Tescaro TC, Almeida FQA. Avalia&#231;&#227;o do &#237;ndice de resto-ingesta e sobras em unidade de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o (UAN) de uma empresa metal&#250;rgica na cidade de Piracicaba/SP. Revista Simbio-Logias. 2008;1:99-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725508&pid=S2182-7230201400010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>10.Incalzi RA, Gemma A, Capparella O, Cipriani L, Landi F, Carbonin P. Energy intake and in-hospital starvation. A clinically relevant relationship. 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Epub 2011/05/11. eng.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725512&pid=S2182-7230201400010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>14.Mudge AM, Ross LJ, Young AM, Isenring EA, Banks MD. Helping understand nutritional gaps in the elderly (HUNGER): A prospective study of patient factors associated with inadequate nutritional intake in older medical inpatients. Clinical Nutrition. 2011;30:320-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725513&pid=S2182-7230201400010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>15.Resolution of the Council of Europe ResAP(2003)3 on food and nutritional care in hospitals. Council of Europe: Committee of Ministers 2003. <br/>16.Xia C, McCutcheon H. 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Epub 2008/04/05. eng.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725515&pid=S2182-7230201400010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>18.Wong A, Burford S, Wyles CL, Mundy H, Sainsbury R. Evaluation of strategies to improve nutrition in people with dementia in an assessment unit. The Journal of Nutrition, Health & Aging. 2008;12(5):309-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725516&pid=S2182-7230201400010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>19.Wright L, Hickson M, Frost G. Eating together is important: using a dining room in an acute elderly medical ward increases energy intake. Journal of Human Nutrition and Dietetics. 2006;19:23-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725517&pid=S2182-7230201400010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>20.Hickson M, Connolly A, Whelan K. Impact of protected mealtimes on ward mealtime environment, patient experience and nutrient intake in hospitalised patients. Journal of Human Nutrition and Dietetics. 2011;24:370&#8211;74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725518&pid=S2182-7230201400010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <br/>21.NHS. Protected Mealtimes Review. National Patient Safety Agency, 2007. <br/>22.Protected mealtimes policy. Hospital Caterers Association - Royal College of Nursing, 2004. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Daniela Pires  <br/>Urb. Auto Mec&#226;nica da Beira, Lote 4 &#8211; 3.&#186; esquerdo, 6000-144 Castelo Branco, Portugal <br/><a href="mailto:daniela.pires.nutricionista@gmail.com">daniela.pires.nutricionista@gmail.com</a></p> </p>  <br/>Recebido a 28 de Janeiro de 2014 <br/>Aceite a 24 de Mar&#231;o de 2014 <br/>       ]]></body><back>
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