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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Segurança Alimentar: uma Revolução Cultural nas Empresas da Cadeia Alimentar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food Safety: a Cultural Revolution in Food Chain Companies]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-72302014000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-72302014000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-72302014000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Apesar da comunidade científica já ter compreendido a relevância da cultura das organizações na segurança alimentar, este conceito está ainda pouco difundido. Pretende-se, com este artigo, divulgar o conceito de cultura de segurança alimentar e o seu papel na indução de comportamentos que favorecem a protecção do consumidor. Para tal, recorremos à revisão da literatura essencial sobre o tema. São enunciados os principais factores que permitem desenvolver e caracterizar a cultura de segurança alimentar.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Although scientists have already understood the importance of organizational culture on food safety this concept is still not widespread. With this article we intend to describe the concept of food safety culture and highlight its role in changing peoples’ behaviors and in the promotion of consumer health protection. In order to do it, we made a review of the main literature on the subject. The main factors that enable the development and characterization of food safety culture will be discussed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cultura de segurança alimentar]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Food handlers]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</p></b> <br/>     <p><b >Seguran&#231;a Alimentar: uma Revolu&#231;&#227;o Cultural nas Empresas da Cadeia Alimentar </b>     <p><b >Food Safety: a Cultural Revolution in Food Chain Companies</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b >Ricardo Bessa Martins<sup>1</sup></b><b ></b>     <p ><sup>1</sup>Gestor de Opera&#231;&#245;es, Silliker Portugal, S.A., Rua Industrial dos Ter&#231;os, n.&#186; 44, 4410-477 Canelas - Vila Nova de Gaia, Portugal </p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Apesar da comunidade cient&#237;fica j&#225; ter compreendido a relev&#226;ncia da cultura das organiza&#231;&#245;es na seguran&#231;a alimentar, este conceito est&#225; ainda pouco difundido. Pretende-se, com este artigo, divulgar o conceito de cultura de seguran&#231;a alimentar e o seu papel na indu&#231;&#227;o de comportamentos que favorecem a protec&#231;&#227;o do consumidor. Para tal, recorremos &#224; revis&#227;o da literatura essencial sobre o tema. S&#227;o enunciados os principais factores que permitem desenvolver e caracterizar a cultura de seguran&#231;a alimentar. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Cultura de seguran&#231;a alimentar, Comportamentos, Lideran&#231;a, Comunica&#231;&#227;o, Manipuladores de alimentos </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Although scientists have already understood the importance of organizational culture on food safety this concept is still not widespread. With this article we intend to describe the concept of food safety culture and highlight its role in changing peoples&#8217; behaviors and in the promotion of consumer health protection. In order to do it, we made a review of the main literature on the subject. The main factors that enable the development and characterization of food safety culture will be discussed. </p>     <p><b >keywords</b>: Food safety culture, Behavior, Leadership, Communication, Food handlers </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/>As     ]]></body>
<body><![CDATA[doen&#231;as de origem alimentar continuam a revelar-se como um grave problema de     sa&#250;de p&#250;blica, mesmo nos pa&#237;ses desenvolvidos, causando um custo social e     econ&#243;mico significativo nas popula&#231;&#245;es e nos sistemas de sa&#250;de p&#250;blica. Um     estudo realizado nos EUA (1) estima que os custos anuais das doen&#231;as de origem     alimentar provocadas por bact&#233;rias, parasitas e v&#237;rus ascendam a 152 mil     milh&#245;es de d&#243;lares. Os valores calculados incluem custos m&#233;dicos e custos relacionados     com a perda de qualidade de vida, mas n&#227;o consideram os custos associados &#224;s     empresas do sector alimentar, nomeadamente, os custos de promo&#231;&#227;o, recolha ou     destrui&#231;&#227;o do produto.     <br/>Os     ]]></body>
<body><![CDATA[dados publicados pela Autoridade Europeia para a Seguran&#231;a Alimentar (EFSA) (2)     mostram que, em 2012, 25 dos estados membros comunicaram 5363 surtos de doen&#231;as     de origem alimentar, atingindo 55453 pessoas das quais 5118 foram     hospitalizadas e 41 morreram. &#201;, no entanto, reconhecido que os valores     apresentados, nos pa&#237;ses industrializados, correspondem a cerca de 1 a 10% da     real incid&#234;ncia destas doen&#231;as, dependendo do pa&#237;s e do agente etiol&#243;gico (3,     4).     <br/>De     que forma os comportamentos dos agentes que interv&#234;m na cadeia alimentar podem     contribuir para os n&#250;meros apresentados nos anteriores par&#225;grafos&#8204; Quantos de     ]]></body>
<body><![CDATA[n&#243;s, na nossa vida profissional, j&#225; n&#227;o nos deparamos com viola&#231;&#245;es das boas     pr&#225;ticas de higiene e seguran&#231;a alimentar por parte de manipuladores de     alimentos que, em muitos casos, frequentaram ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o espec&#237;ficas     sobre esses temas&#8204; Quantas vezes, em organiza&#231;&#245;es com sistemas de seguran&#231;a     alimentar implementados, verificamos o incumprimento sistem&#225;tico de algumas     regras de higiene alimentar com a complac&#234;ncia das chefias interm&#233;dias&#8204; Outras     vezes, apesar da forma&#231;&#227;o e dos sistemas de gest&#227;o da seguran&#231;a alimentar,     constatamos uma atitude descrente e relaxada por parte da gest&#227;o de topo das     organiza&#231;&#245;es, subalternizando as quest&#245;es relativas &#224; seguran&#231;a alimentar.     Estes e outros comportamentos dos diferentes actores que participam, directa ou     ]]></body>
<body><![CDATA[indirectamente, nas diversas etapas da cadeia alimentar t&#234;m uma influ&#234;ncia real     no risco associado aos alimentos e, consequentemente, t&#234;m reflexos na seguran&#231;a     alimentar.      <br/>Mas,     afinal, quais s&#227;o as raz&#245;es que justificam que, apesar de todas as inspec&#231;&#245;es,     forma&#231;&#245;es e de todas as verifica&#231;&#245;es inerentes aos sistemas de seguran&#231;a     alimentar, comportamentos equivalentes aos relatados continuem a prevalecer&#8204;     Autores como Christopher Griffith (5), Frank Yiannas (6) e Powell et al (7)     defendem que o que est&#225; em causa &#233; a cultura de seguran&#231;a alimentar das     organiza&#231;&#245;es e institui&#231;&#245;es do sector, considerando-a como um factor de risco     ]]></body>
<body><![CDATA[associado &#224;s doen&#231;as de origem alimentar.     <br/><u>Cultura     de seguran&#231;a alimentar</u><u></u>     <br/>A     cultura de seguran&#231;a alimentar foi definida como &#8220;<i >o conjunto das cren&#231;as, valores e atitudes dominantes, e relativamente     constantes, que s&#227;o apreendidas e compartilhadas e que contribuem para os     comportamentos relativos &#224; higiene alimentar praticados num ambiente     (organiza&#231;&#227;o) onde ocorre a manipula&#231;&#227;o de alimentos</i>&#8221; (5). De uma forma     simples, a cultura de seguran&#231;a alimentar corresponde ao conjunto das     convic&#231;&#245;es que os colaboradores das empresas alimentares t&#234;m sobre a seguran&#231;a     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentar, aquilo que pensam ser correcto e incorrecto, importante ou     irrelevante fazer para proteger os alimentos contra eventuais perigos e,     consequentemente, para defender o consumidor. A express&#227;o mais vis&#237;vel dessa     cultura s&#227;o os seus comportamentos.      <br/>A     defini&#231;&#227;o anterior destaca o papel da interac&#231;&#227;o social na constru&#231;&#227;o de uma     cultura de seguran&#231;a alimentar. &#201; atrav&#233;s da partilha de conhecimentos e de     experi&#234;ncias, pela exposi&#231;&#227;o continuada &#224;s atitudes e pr&#225;ticas organizacionais,     que os indiv&#237;duos integram as cren&#231;as e valores da organiza&#231;&#227;o e reformulam     e/ou refor&#231;am as suas ideias e pr&#225;ticas relativas &#224; seguran&#231;a alimentar (5,8).     ]]></body>
<body><![CDATA[Uma verdadeira cultura de seguran&#231;a alimentar perdura pelo tempo, de uma forma     est&#225;vel apesar de din&#226;mica, e &#233; difundida a cada um dos novos colaboradores da     organiza&#231;&#227;o (5,6,8). Estes tendem a adoptar os comportamentos que s&#227;o habituais     na organiza&#231;&#227;o atrav&#233;s do exemplo dos colegas e das chefias (5,6).     <br/>A     cria&#231;&#227;o de uma cultura de seguran&#231;a alimentar positiva implica, muitas vezes,     modificar o entendimento que os indiv&#237;duos t&#234;m sobre a seguran&#231;a alimentar. Implica     tornar claro que existe uma responsabilidade individual na seguran&#231;a dos     consumidores e que pr&#225;ticas desadequadas podem ter consequ&#234;ncias negativas para     esses mesmos consumidores (6,7,9). O desenvolvimento de uma cultura de     ]]></body>
<body><![CDATA[seguran&#231;a alimentar positiva pode resultar na mudan&#231;a dos comportamentos dos     indiv&#237;duos, aumentando a sua ades&#227;o a pr&#225;ticas mais seguras (5,6). E &#233; esta     mudan&#231;a nos comportamentos que pode levar a uma melhoria nos n&#237;veis de     seguran&#231;a alimentar (6).      <br/>Os     cinco factores de maior risco para o aparecimento de doen&#231;as de origem     alimentar, identificados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) (10), s&#227;o a     confec&#231;&#227;o inadequada, a quebra da cadeia de frio, a limpeza e higieniza&#231;&#227;o     desajustada com as necessidades, a contamina&#231;&#227;o cruzada e as mat&#233;rias-primas     inseguras. Resultam, portanto, frequentemente, de comportamentos humanos que     ]]></body>
<body><![CDATA[podem ser modificados atrav&#233;s da constru&#231;&#227;o de uma cultura de seguran&#231;a     alimentar positiva. Apesar de ser uma decis&#227;o individual, o comportamento dos     manipuladores de alimentos &#233; condicionado pela cultura da organiza&#231;&#227;o para a     seguran&#231;a alimentar. A forma como ela &#233; entendida e promovida pelos seus     l&#237;deres pode muito bem ser o factor mais decisivo no combate ao aparecimento     das doen&#231;as de origem alimentar (11).     <br/>N&#227;o     s&#227;o apenas os comportamentos dos manipuladores de alimentos que s&#227;o     condicionados pelas suas convic&#231;&#245;es quanto &#224; seguran&#231;a alimentar. O mesmo     sucede com os outros actores que participam na cadeia alimentar. Como exemplo,     ]]></body>
<body><![CDATA[vejamos os resultados de um estudo realizado em lares de 3.&#170; idade e     infant&#225;rios da regi&#227;o do Porto (12). Neste estudo foram entrevistados 155     indiv&#237;duos respons&#225;veis pela seguran&#231;a alimentar. O autor concluiu que todos os     entrevistados que se manifestaram convictos que n&#227;o existiam vantagens na     implementa&#231;&#227;o do HACCP (<i >Hazard Analysis     and Critical Control Points</i>) (7,2%), optaram por n&#227;o avan&#231;ar com a sua     implementa&#231;&#227;o (12). Esta convic&#231;&#227;o fomentou uma atitude negativa e condicionou     a execu&#231;&#227;o de um comportamento que poderia fortalecer a seguran&#231;a alimentar. A     concord&#226;ncia ou a convic&#231;&#227;o s&#227;o componentes geradores da atitude (13,14,15).      <br/>Um     ]]></body>
<body><![CDATA[outro exemplo s&#227;o os resultados de um estudo, realizado na Hungria, sobre a     rela&#231;&#227;o entre a atitude dos respons&#225;veis/gerentes de empresas de restaura&#231;&#227;o e     a efic&#225;cia dos sistemas de seguran&#231;a alimentar (16). Os autores identificaram     dois tipos de atitudes: uma centrada na higiene alimentar; outra centrada na     redu&#231;&#227;o de custos. As empresas onde os respons&#225;veis apresentaram uma atitude     que tem como forte valor a higiene alimentar exibiram resultados     significativamente superiores na avalia&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es higio-sanit&#225;rias     comparativamente com as empresas geridas por respons&#225;veis com uma atitude     centrada na redu&#231;&#227;o de custos. Neste &#250;ltimo caso, verificou-se um efeito     negativo sobre os resultados da avalia&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es higio-sanit&#225;rias. A     ]]></body>
<body><![CDATA[partir dos resultados obtidos, os autores concluem sobre a import&#226;ncia da     educa&#231;&#227;o e da mudan&#231;a de atitudes para que a introdu&#231;&#227;o dos sistemas de     seguran&#231;a alimentar, baseados no HACCP, n&#227;o resultem numa mera realiza&#231;&#227;o de um     conjunto de tarefas administrativas (16). As atitudes descritas relacionam-se     directamente com a cultura de seguran&#231;a alimentar de cada uma das empresas     estudadas (11). A mudan&#231;a de atitudes sugerida pelos autores pode ser um dos     resultados da cria&#231;&#227;o de uma nova cultura de seguran&#231;a alimentar.      <br/>Os     sistemas de seguran&#231;a alimentar como, por exemplo, o descrito pela ISO 22000,     fundamentam-se num conjunto de boas pr&#225;ticas de higiene alimentar e nos     ]]></body>
<body><![CDATA[princ&#237;pios do HACCP e, apesar de integrarem alguns dos factores relevantes para     a cria&#231;&#227;o da cultura de seguran&#231;a alimentar, por exemplo, o compromisso da     gest&#227;o para com a seguran&#231;a alimentar ou um requisito relativo &#224; comunica&#231;&#227;o,     concentram a sua aten&#231;&#227;o nos processos. Estes sistemas est&#227;o alicer&#231;ados na     autoridade dos gestores e n&#227;o nas convic&#231;&#245;es e compromissos dos seus     colaboradores com a seguran&#231;a alimentar (6).     <br/><u>Elementos     que caracterizam a cultura de seguran&#231;a alimentar</u><u></u>     <br/>Existem     alguns factores que podem ajudar a caracterizar a cultura de seguran&#231;a     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentar das organiza&#231;&#245;es (<a href ="/img/revistas/nut/n20/n20a06t1.jpg">Tabela 1</a>). S&#227;o elementos-chave para o seu     
desenvolvimento. Frank Yiannas (6) considera a lideran&#231;a como um factor     preponderante. O desenvolvimento de uma cultura de seguran&#231;a alimentar positiva     &#233;, em primeiro lugar, uma decis&#227;o de gest&#227;o, e compete aos l&#237;deres das empresas     assumir esse papel (6). Ela tem de ser adoptada e demonstrada pelas lideran&#231;as,     em todos os momentos, principalmente quando confrontada com uma cultura     economicista que nem sempre &#233; compat&#237;vel com a seguran&#231;a alimentar (5,7). A     cultura de uma organiza&#231;&#227;o &#233; &#8220;<i >criada por     l&#237;deres, e uma das suas fun&#231;&#245;es mais decisivas da lideran&#231;a bem pode ser a     cria&#231;&#227;o, condu&#231;&#227;o, e sempre que necess&#225;rio, destrui&#231;&#227;o da cultura. A cultura e     ]]></body>
<body><![CDATA[a lideran&#231;a s&#227;o duas faces da mesma moeda</i>&#8221; (17).      <br/>Os     l&#237;deres devem criar um clima de confian&#231;a e de credibilidade perante os seus     colaboradores. A sua credibilidade e a da cultura de seguran&#231;a alimentar que     pretendam desenvolver passa pela consist&#234;ncia das decis&#245;es e da sua conson&#226;ncia     com os valores assumidos. Empresas com culturas de seguran&#231;a enraizadas     ganharam a confian&#231;a dos seus colaboradores atrav&#233;s das suas ac&#231;&#245;es e n&#227;o pelos     discursos (6).     <br/>As     chefias interm&#233;dias t&#234;m uma import&#226;ncia ineg&#225;vel na forma&#231;&#227;o da cultura     ]]></body>
<body><![CDATA[organizacional pelo papel orientador que exercem. &#201; decisivo que assumam o     compromisso de construir, juntamente com a lideran&#231;a da empresa, a cultura de     seguran&#231;a alimentar. As suas pr&#225;ticas di&#225;rias e as suas atitudes perante a     seguran&#231;a alimentar ser&#227;o seguidas como exemplo pelos restantes colaboradores.     O seu envolvimento e a visibilidade que derem a esse envolvimento, as suas     capacidades relacionais, comunicacionais e t&#233;cnicas, s&#227;o cruciais para a     constru&#231;&#227;o e difus&#227;o dessa cultura (6,9).     <br/>Para     concretizar uma cultura de seguran&#231;a alimentar, &#233; importante garantir, por um     lado, que os colaboradores percebam as expectativas que a organiza&#231;&#227;o tem no     ]]></body>
<body><![CDATA[seu desempenho e, por outro, que seja poss&#237;vel verificar ou monitorizar se     essas expectativas est&#227;o a ser alcan&#231;adas. No entanto, quando uma cultura     positiva est&#225; enraizada, a motiva&#231;&#227;o para executar comportamentos adequados     resulta do sentimento de posse dos colaboradores para com a seguran&#231;a     alimentar, da relev&#226;ncia que eles lhe atribuem, do reconhecimento do seu papel     individual na protec&#231;&#227;o do consumidor, e n&#227;o do controlo que decorre do sistema     de verifica&#231;&#227;o implementado (6).      <br/>A     comunica&#231;&#227;o &#233; outro dos factores decisivos na constru&#231;&#227;o da cultura de     seguran&#231;a alimentar (6,7,9,18). Comunicar, mais do que transmitir informa&#231;&#227;o, &#233;     ]]></body>
<body><![CDATA[estabelecer uma rela&#231;&#227;o. Mas &#233; tamb&#233;m impor um comportamento. Uma boa     comunica&#231;&#227;o influencia a cultura das organiza&#231;&#245;es j&#225; que a socializa&#231;&#227;o est&#225;     inerente &#224; defini&#231;&#227;o de cultura (17).      <br/>No     &#226;mbito da seguran&#231;a alimentar, &#233; recomendada a utiliza&#231;&#227;o de diversos canais de     comunica&#231;&#227;o, desde os mais informais (conversas no local de trabalho) aos mais     formais (e-mails ou newsletters informativas). Outros canais de comunica&#231;&#227;o     podem ser utilizados como, por exemplo, os flyers, fichas informativas,     posters, v&#237;deos, sinaliza&#231;&#227;o, internet ou intranet (6,9). As mensagens sobre     seguran&#231;a alimentar mais bem-sucedidas s&#227;o de curta dura&#231;&#227;o, reconhecidas como     ]]></body>
<body><![CDATA[relevantes, cred&#237;veis e convincentes pelos receptores, devendo ser repetidas     regularmente (19).     <br/>A     forma&#231;&#227;o profissional deve desempenhar um papel de relevo na pol&#237;tica de     comunica&#231;&#227;o das organiza&#231;&#245;es e na constitui&#231;&#227;o da sua cultura. No entanto, n&#227;o     basta fornecer conhecimento aos manipuladores de alimentos. &#201; necess&#225;rio     motiv&#225;-los para a sua aprendizagem efectiva e, posteriormente, para a sua     transfer&#234;ncia para o local de trabalho.      <br/>Para     al&#233;m da lideran&#231;a e da comunica&#231;&#227;o, Griffith et al (9) consideram quatro outros     ]]></body>
<body><![CDATA[factores indicadores de uma cultura de seguran&#231;a alimentar positiva: o compromisso     com a seguran&#231;a alimentar, n&#227;o apenas das lideran&#231;as mas de todos os     colaboradores, e que &#233; definido como uma medida da proximidade entre os valores     e as cren&#231;as dos colaboradores e da organiza&#231;&#227;o relativamente &#224; seguran&#231;a     alimentar; a percep&#231;&#227;o do risco, isto &#233;, a capacidade do indiv&#237;duo reconhecer a     exist&#234;ncia de um perigo e avaliar a sua gravidade e probabilidade de     ocorr&#234;ncia. A percep&#231;&#227;o do risco desempenha um papel importante na forma&#231;&#227;o das     atitudes e dos comportamentos. A consci&#234;ncia de quais s&#227;o os processos/produtos     de risco e que o comportamento adoptado em cada uma dessas situa&#231;&#245;es pode gerar     consequ&#234;ncias negativas no consumidor pode ter um papel positivo na modifica&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[desses comportamentos (6,7,9,19); condi&#231;&#245;es ambientais e infra-estruturas, que     reflectem a import&#226;ncia dada pelos respons&#225;veis das organiza&#231;&#245;es &#224; seguran&#231;a     alimentar, sendo uma potencial barreira f&#237;sica e psicol&#243;gica para a     implementa&#231;&#227;o das boas pr&#225;ticas de higiene (5,12,20,21); sistemas e formas de     gest&#227;o da seguran&#231;a alimentar, que devem ter como base n&#227;o apenas as boas     pr&#225;ticas de higiene, o HACCP e os seus princ&#237;pios cient&#237;ficos, mas tamb&#233;m os     conhecimentos necess&#225;rios para influenciar e modificar os comportamentos dos     manipuladores de alimentos (6,9).     <br/>Wright     et al (18) acrescentam &#224; lideran&#231;a, &#224; comunica&#231;&#227;o, &#224; percep&#231;&#227;o do risco, ao     ]]></body>
<body><![CDATA[envolvimento de todos os colaboradores e ao sentimento de posse (aqui mais numa     perspectiva de contraponto entre aqueles que consideram que as organiza&#231;&#245;es s&#227;o     respons&#225;veis pela seguran&#231;a alimentar dos bens que produzem e os que atribuem     essa responsabilidade aos organismos reguladores, assumindo uma postura     reactiva perante a seguran&#231;a alimentar), mais tr&#234;s elementos: a compet&#234;ncia     para a organiza&#231;&#227;o gerir os riscos para a seguran&#231;a alimentar; as prioridades e     atitudes da organiza&#231;&#227;o, isto &#233;, as atitudes e comportamentos da gest&#227;o perante     a seguran&#231;a alimentar, por exemplo, na disponibiliza&#231;&#227;o de recursos ou na     gest&#227;o de incidentes que envolvam a higiene alimentar (7,18); a confian&#231;a nos     sistemas de seguran&#231;a alimentar, o que implica a percep&#231;&#227;o da relev&#226;ncia, da     ]]></body>
<body><![CDATA[aplicabilidade e da efic&#225;cia da legisla&#231;&#227;o alimentar por parte das organiza&#231;&#245;es     (18).     </p>     <p><b >AN&#193;LISE CR&#205;TICA</b> <br/>A realidade indesment&#237;vel apresentada pelos dados epidemiol&#243;gicos e econ&#243;micos relativos &#224;s doen&#231;as de origem alimentar indica que a seguran&#231;a alimentar continua a ser um desafio por vencer (1,2,22). Um desafio que necessita de trilhar novos caminhos, experimentar novas abordagens que permitam refor&#231;ar os avan&#231;os que j&#225; foram alcan&#231;ados. A rela&#231;&#227;o &#237;ntima da seguran&#231;a alimentar com o comportamento humano (como foi descrito, os principais factores de risco associados &#224;s doen&#231;as de origem alimentar resultam, frequentemente, de comportamentos humanos) indicia que uma das vias para reduzir a probabilidade destes factores de risco ocorrerem &#233; uma melhor compreens&#227;o da dimens&#227;o humana da seguran&#231;a alimentar. Neste sentido, a forma&#231;&#227;o dos profissionais que ocupam ou podem vir a ocupar posi&#231;&#245;es de lideran&#231;a na &#225;rea alimentar deve conferir conhecimentos e compet&#234;ncias n&#227;o s&#243; na &#225;rea das ci&#234;ncias e tecnologias alimentares mas tamb&#233;m nas ci&#234;ncias sociais e comportamentais.  <br/>A cria&#231;&#227;o de uma cultura organizacional para a seguran&#231;a alimentar permitir&#225; influenciar a forma como esta &#233; valorizada, a relev&#226;ncia que lhe &#233; atribu&#237;da e, consequentemente, adequar os comportamentos dos colaboradores das organiza&#231;&#245;es. No entanto, o desenvolvimento de uma cultura de seguran&#231;a alimentar positiva &#233; um processo complexo. Essa complexidade &#233; ainda maior se pensarmos na realidade em que vivem, por exemplo, as pequenas empresas da &#225;rea da restaura&#231;&#227;o ou da venda a retalho. Nestas &#225;reas, em particular, em que as empresas n&#227;o possuem todas as compet&#234;ncias e recursos necess&#225;rios para desenvolver uma cultura de seguran&#231;a alimentar positiva, o papel dos organismos reguladores do Estado, bem como das associa&#231;&#245;es profissionais, &#233; decisivo para promover um ambiente favor&#225;vel &#224; sua evolu&#231;&#227;o. Esta promo&#231;&#227;o deve incluir todos os intervenientes que possam ter influ&#234;ncia na seguran&#231;a alimentar, incluindo as empresas (os seus respons&#225;veis/gerentes e os manipuladores de alimentos), os seus fornecedores, os clientes, as associa&#231;&#245;es que os representam, os consultores que os apoiam, mas tamb&#233;m os inspectores que as fiscalizam. </p>     <p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Transformar o entendimento burocr&#225;tico e legalista bem como uma postura reactiva perante a seguran&#231;a alimentar, que parece ser a atitude dominante nos nossos dias, numa postura proactiva, resultante da consciencializa&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos envolvidos na relev&#226;ncia do seu papel na seguran&#231;a do consumidor, implica realizar uma verdadeira revolu&#231;&#227;o cultural na seguran&#231;a alimentar. Trata-se de um caminho longo, trabalhoso, em que todos teremos que participar, cada indiv&#237;duo, cada institui&#231;&#227;o, assumindo a sua fun&#231;&#227;o.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Scharff RL. Health-related costs from food borne illness in the United States; 2010 Mar&#231;o. Dispon&#237;vel na internet via URL: <a href="http://www.producesafetyproject.org/admin/assets/files/HealthRelatedFoodborne-Illness-Costs-Report.pdf-1.pdf" target="_blank">http://www.producesafetyproject.org/admin/assets/files/HealthRelatedFoodborne-Illness-Costs-Report.pdf-1.pdf</a>. [Visitado a 2012 Junho 11]. <br/>2. European Food Safety Authority (EFSA). The European Union summary report on trends and sources of zoonoses, zoonotic agents and food-borne outbreaks in 2012. The EFSA Journal 2014; 12(2):3547. <br/>3. World Health Organization (WHO). Food-borne disease &#8211; a focus for health education. 1.&#170; Edi&#231;&#227;o. Geneve, Switzerland: World Health Organization; 2000. p1-33. <br/>4. Motarjemi Y, K&#228;ferstein F. Global estimation of foodborne diseases. World Health Statistics Quarterly 1997; 50:5-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725950&pid=S2182-7230201400010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>5. Griffith CJ, Livesey KM, Clayton DA. Food safety culture: the evolution of an emerging risk factor&#8204; British Food Journal 2010; 112(4):426-438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725951&pid=S2182-7230201400010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>6. Yiannas F. Food safety culture: Creating a behaviour-based food safety management system. New York: Springer; 2009. Food Microbiology and Food Safety Series. p 1-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725952&pid=S2182-7230201400010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>7. Powell DA, Jacob CJ, Chapman BJ. Enhancing food safety culture to reduce rates of foodborne illness. Food Control 2011; 22:817-822.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725953&pid=S2182-7230201400010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->  <br/>8. Cunha MP, Rego A, Cunha RC, Cabral-Cardoso C. Manual de comportamento organizacional e gest&#227;o. 6&#170; Edi&#231;&#227;o. Lisboa: Editora RH, Lda; 2007. p.633-667.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725954&pid=S2182-7230201400010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>9. Griffith CJ, Livesey KM, Clayton D. The assessment of food safety culture. British Food Journal 2010; 112(4):439-456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725955&pid=S2182-7230201400010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>10. World Health Organization (WHO). Five keys to safer food manual. 1.&#170;Edi&#231;&#227;o. Geneve, Switzerland: Department of food safety, zoonoses and food borne diseases - World Health Organization; 2006. <br/>11. Griffith CJ. Do businesses get the food poisoning they deserve&#8204; The importance of food safety culture. British Food Journal 2010; 112(4):416-425.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725956&pid=S2182-7230201400010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>12. Martins RFB. Avalia&#231;&#227;o da preval&#234;ncia da implementa&#231;&#227;o do sistema HACCP e dos seus efeitos nos indicadores de seguran&#231;a alimentar, em institui&#231;&#245;es de acolhimento a crian&#231;as e idosos, na regi&#227;o do Porto. Tese de Doutoramento em Sa&#250;de P&#250;blica. Faculdade de Medicina da Universidade de Santiago de Compostela; 2013. Dispon&#237;vel na internet via URL <a href="http://dspace.usc.es/bitstream/10347/9559/1/rep_541.pdf" target="_blank">http://dspace.usc.es/bitstream/10347/9559/1/rep_541.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725957&pid=S2182-7230201400010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>13. Azanza MPV, Zamora-Luna MBV. Barriers of HACCP team members to guideline adherence. Food Control 2005; 16:15-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725958&pid=S2182-7230201400010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>14. Gilling SJ, Taylor EA, Kane K, Taylor JZ. Successful hazard analysis critical control point implementation in the United Kingdom: understanding the barriers through the use of a behavioural adherence model. Journal of Food Protection 2002; 64(5):710-715.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725959&pid=S2182-7230201400010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>15.Taylor JZ. HACCP for the hospitality industry: a psychological model for success. International Journal of Contemporary Hospitality Management 2008; 20(5):508-523.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725960&pid=S2182-7230201400010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>16. B&#225;n&#225;ti D, Lakner Z. Managerial attitudes, acceptance and efficiency of HACCP systems in Hungarian catering. Food Control 2012; 25:484-492.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725961&pid=S2182-7230201400010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>17. Pineda P. Pedagogia laboral. 1&#170; Edi&#231;&#227;o. Barcelona:Editorial Ariel, SA; 2002. Ariel Educaci&#243;n. p 227-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725962&pid=S2182-7230201400010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>18. Food Standards Agency (FSA)/ Greenstreet Berman Ltd. A Tool to Diagnose Culture in Food Business Operators; 2012. Dispon&#237;vel na internet via URL <a href="http://www.foodbase.org.uk/results.php&#8204;f_report_id=803" target="_blank">http://www.foodbase.org.uk/results.php&#8204;f_report_id=803</a>. [visitado a 2013 Setembro 15]. <br/>19. Jacob C, Mathiasen L, Powell D. Designing effective messages for microbial food safety hazards. Food Control 2010; 21:1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725963&pid=S2182-7230201400010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>20. Clayton DA, Griffith C, Pride P, Peters AC. Food handler&#8217;s beliefs and self-reported practices. International Journal of Environmental Health Research 2002; 12:25-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725964&pid=S2182-7230201400010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>21. BaÅŸ M, Y&#252;ksel M, &#199;avuÅŸoglu T. Difficulties and barriers for the implementing of HACCP and food safety systems in food businesses in Turkey. Food Control 2007; 18:124-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1725965&pid=S2182-7230201400010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <br/>22. European Food Safety Authority (EFSA). The European Union summary report on trends and sources of zoonoses, zoonotic agents in 2010. The EFSA Journal 2012; 10(3):2597. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Ricardo Filipe de Bessa Martins <br/>Rua Industrial dos Ter&#231;os, n.&#186; 44, 4410-477 Canelas - Vila Nova de Gaia, Portugal  <br/><a href="mailto:bessablue@gmail.com">bessablue@gmail.com</a></p> </p>  <br/>Recebido a 21 de Mar&#231;o de 2014 <br/>Aceite a 30 de Mar&#231;o de 2014 <br/>       ]]></body><back>
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