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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Proposta Metodológica para a Avaliação da Insegurança Alimentar em Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In modern societies, social inequalities have being considered as one of the main current challenges, with largely impacts on populations’ health. Indeed, food insecurity as a situation that exist when there are difficult in the access to healthy foods due to economic constraints, seems to be a risk factor for non-communicable diseases. In that sense, the monitoring of populations’ Food Security becomes one priority strategy in the food and nutrition policies scope. This work aims to present a methodological proposal for the evaluation of Food Security situation in the Portuguese population. The multidimensional character of this concept implies several challenges when we intend to assess this condition in households. In Portugal, as in other European countries, few studies have been conducted in this field, and there is any validated tool to assess this condition in the Portuguese population. However, since 2011, the Directorate-General of Health, have been looking to monitor and evaluate Food Security in the Portuguese population. This monitoring system - INFOFAMÍLIA - have been replicated annually in a sample of Portuguese population, at nationwide, and use a psychometric household food insecurity scale, adapted from the Brazilian Food Insecurity Scale, and originally developed by the United States Department of Agriculture. We believe that this tool have a high cost-benefit, enabling the Food Security diagnosis, at national and local level, allowing at the same time, evaluate time trends and identify its main determinants and groups at-risk of food insecurity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Escalas psicométricas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CIENTIFICIDADES - ARTIGO ORIGINAL</b></p> <br/>     <p><b >Proposta Metodol&#243;gica para a Avalia&#231;&#227;o da Inseguran&#231;a Alimentar em Portugal</b>     <p><b >Methodological Proposal to Assess Household Food Insecurity in Portugal</b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b >Maria Jo&#227;o Greg&#243;rio<sup>1</sup>; Pedro Gra&#231;a<sup>1,2</sup>; Paulo Jorge Nogueira<sup>2,3</sup>; S&#233;rgio Gomes<sup>2</sup>; Cristina Abreu Santos<sup>2</sup>; Jo&#227;o Boavida<sup>4</sup></b>      <p ><sup>1</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, s/n, 4200-465 Porto, Portugal <br/><sup>2</sup>Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, Alameda D. Afonso Henriques, n.&#186;45, 1049-005 Lisboa, Portugal <br/><sup>3</sup>Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Av. Professor Egas Moniz, 1649-028 Lisboa, Portugal <br/><sup>4</sup>C&#226;mara Municipal de Lisboa, Pra&#231;a do Munic&#237;pio, 1149-014 Lisboa, Portugal </p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>Nas sociedades contempor&#226;neas, as desigualdades sociais t&#234;m sido apontadas com um dos principais desafios actuais, apresentando repercuss&#245;es consider&#225;veis ao n&#237;vel da sa&#250;de das popula&#231;&#245;es. De facto, a Inseguran&#231;a Alimentar, enquanto uma situa&#231;&#227;o que existe quando se verificam dificuldades no acesso a alimentos nutricionalmente adequados devido a factores de ordem socioecon&#243;mica, parece ser um factor de risco para o desenvolvimento de doen&#231;as cr&#243;nicas. &#201; neste contexto que a monitoriza&#231;&#227;o da Seguran&#231;a Alimentar das popula&#231;&#245;es se destaca como uma estrat&#233;gia de ordem priorit&#225;ria para as pol&#237;ticas de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o. O presente trabalho pretende apresentar uma proposta metodol&#243;gica para a avalia&#231;&#227;o da Seguran&#231;a Alimentar na popula&#231;&#227;o portuguesa. O car&#225;cter multidimensional deste conceito coloca in&#250;meros desafios quando se pretende avaliar esta condi&#231;&#227;o em agregados familiares. Em Portugal, a par do que tem acontecido no contexto Europeu, poucos estudos t&#234;m sido realizados neste &#226;mbito, n&#227;o existindo por isso ainda um instrumento validado para avaliar esta condi&#231;&#227;o na popula&#231;&#227;o portuguesa. Por&#233;m, desde 2011, que a Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de tem procurado monitorizar e avaliar a Seguran&#231;a Alimentar na popula&#231;&#227;o portuguesa. Este sistema de monitoriza&#231;&#227;o &#8211; o INFOFAM&#205;LIA &#8211; tem sido replicado com uma periodicidade anual numa amostra da popula&#231;&#227;o portuguesa com abrang&#234;ncia nacional, e utiliza uma escala psicom&#233;trica de Inseguran&#231;a Alimentar, adaptada da &#8220;Escala Brasileira de Inseguran&#231;a Alimentar&#8221; e originalmente desenvolvida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Estamos em crer que este &#233; um m&#233;todo com uma elevada rela&#231;&#227;o custo-benef&#237;cio que permite fazer um diagn&#243;stico da situa&#231;&#227;o de Seguran&#231;a Alimentar, tanto a n&#237;vel nacional como local, permitindo simultaneamente avaliar as tend&#234;ncias ao longo do tempo, bem como identificar os seus principais determinantes e grupos de risco.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Escalas psicom&#233;tricas, Inseguran&#231;a Alimentar, Portugal </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>In modern societies, social inequalities have being considered as one of the main current challenges, with largely impacts on populations&#8217; health. Indeed, food insecurity as a situation that exist when there are difficult in the access to healthy foods due to economic constraints, seems to be a risk factor for non-communicable diseases. In that sense, the monitoring of populations&#8217; Food Security becomes one priority strategy in the food and nutrition policies scope. This work aims to present a methodological proposal for the evaluation of Food Security situation in the Portuguese population. The multidimensional character of this concept implies several challenges when we intend to assess this condition in households. In Portugal, as in other European countries, few studies have been conducted in this field, and there is any validated tool to assess this condition in the Portuguese population. However, since 2011, the Directorate-General of Health, have been looking to monitor and evaluate Food Security in the Portuguese population. This monitoring system &#8211; INFOFAM&#205;LIA &#8211; have been replicated annually in a sample of Portuguese population, at nationwide, and use a psychometric household food insecurity scale, adapted from the Brazilian Food Insecurity Scale, and originally developed by the United States Department of Agriculture. We believe that this tool have a high cost-benefit, enabling the Food Security diagnosis, at national and local level, allowing at the same time, evaluate time trends and identify its main determinants and groups at-risk of food insecurity.  </p>     <p><b >keywords</b>: Food Insecurity, Portugal, Psychometric scales </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/>Na regi&#227;o europeia, a preocupa&#231;&#227;o com o risco     ]]></body>
<body><![CDATA[aumentado dos fen&#243;menos da pobreza e das desigualdades sociais tem merecido     especial aten&#231;&#227;o no actual contexto de crise econ&#243;mica. Apesar de Portugal, nas     &#250;ltimas d&#233;cadas, ser j&#225; um dos pa&#237;ses europeus com indicadores mais elevados ao     n&#237;vel da desigualdade na distribui&#231;&#227;o de rendimento e taxas mais elevadas de     risco de pobreza monet&#225;ria, os dados do &#250;ltimo &#8220;Inqu&#233;rito &#224;s Condi&#231;&#245;es de Vida     e Rendimento&#8221; (EU-SILC), realizado em 2013, sugerem um agravamento destes     indicadores para a popula&#231;&#227;o portuguesa desde 2009. De acordo com estes dados,     em 2012, a popula&#231;&#227;o portuguesa residente em situa&#231;&#227;o de risco de pobreza     (propor&#231;&#227;o de habitantes com rendimentos anuais por adulto inferiores a 4904&#8364;     em 2012, cerca de 409&#8364; por m&#234;s) era de 18,7%. No que diz respeito &#224;     ]]></body>
<body><![CDATA[distribui&#231;&#227;o dos rendimentos, os 20% da popula&#231;&#227;o em melhor situa&#231;&#227;o econ&#243;mica     apresentavam cerca de 6,0 vezes o rendimento dos 20% da popula&#231;&#227;o com pior     situa&#231;&#227;o econ&#243;mica. No mesmo per&#237;odo de an&#225;lise, o coeficiente de Gini, um dos     indicadores de desigualdade na distribui&#231;&#227;o do rendimento mais utilizados a     n&#237;vel internacional, registou um valor de 34,2%, evidenciando um consider&#225;vel     distanciamento entre os mais ricos e os mais pobres em Portugal (1).     <br/>Por outro lado e mais recentemente, sabe-se que     situa&#231;&#245;es de vulnerabilidade socioecon&#243;mica est&#227;o associadas a n&#237;veis de sa&#250;de     consideravelmente mais baixos. Assim, &#233; neste contexto, que o actual crescendo     das desigualdades sociais e o seu impacto na sa&#250;de e no acesso e/ou consumo de     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentos tem vindo a ganhar express&#227;o nas agendas das pol&#237;ticas de sa&#250;de a     n&#237;vel europeu. De facto, os mais recentes documentos estrat&#233;gicos que orientam     a defini&#231;&#227;o de pol&#237;ticas alimentares e nutricionais nas sociedades Europeias,     tanto ao n&#237;vel da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) como da Comiss&#227;o Europeia     (CE), consideram a redu&#231;&#227;o das desigualdades sociais na sa&#250;de e a garantia da     Seguran&#231;a Alimentar das popula&#231;&#245;es como objectivos priorit&#225;rios (2-6).      <br/>Na l&#237;ngua portuguesa, o termo Seguran&#231;a Alimentar tem     sido utilizado e traduzido tanto para designar o conceito de food safety como o     conceito de food security. Assim, importa desde j&#225; clarificar as diferen&#231;as     existentes inerentes &#224; defini&#231;&#227;o de cada um destes conceitos. A discuss&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[pol&#237;tica em torno do conceito de Seguran&#231;a Alimentar, enquanto food security,     teve in&#237;cio ap&#243;s a Primeira Guerra Mundial. Contudo, ganhou uma maior express&#227;o     durante a d&#233;cada de 70, aquando da crise alimentar global, quando as     organiza&#231;&#245;es internacionais se centraram na garantia da disponibilidade de     alimentos e da estabilidade dos seus pre&#231;os. O conceito de food security, foi     assim definido pela primeira vez em 1974, na Confer&#234;ncia Mundial de     Alimenta&#231;&#227;o, como a &#8220;disponibilidade permanente de adequado abastecimento     mundial de g&#233;neros aliment&#237;cios b&#225;sicos para manter uma expans&#227;o regular do     consumo alimentar e compensar as flutua&#231;&#245;es da produ&#231;&#227;o e pre&#231;os&#8221; (7).     Assumindo-se actualmente como um conceito multifacetado, o conceito de     ]]></body>
<body><![CDATA[Seguran&#231;a Alimentar foi incorporando ao longo das &#250;ltimas d&#233;cadas m&#250;ltiplas     dimens&#245;es. Para al&#233;m da disponibilidade de alimentos, a garantia da Seguran&#231;a     Alimentar (<i >food security</i>) de uma     popula&#231;&#227;o implica a garantia de condi&#231;&#245;es de acesso f&#237;sico e econ&#243;mico aos     alimentos, a garantia da adequa&#231;&#227;o nutricional dos alimentos bem como da     higiossanidade dos mesmos, a garantia da estabilidade no acesso aos alimentos,     e, por &#250;ltimo, considera tamb&#233;m a import&#226;ncia da sustentabilidade social,     cultural e ambiental das estrat&#233;gias que visem garantir a Seguran&#231;a Alimentar (<i     >food security</i>) (8-10). Actualmente, este     conceito &#233; internacionalmente reconhecido como &#8220;uma situa&#231;&#227;o que existe quando     ]]></body>
<body><![CDATA[todas as pessoas, em qualquer momento, t&#234;m acesso f&#237;sico, social e econ&#243;mico a     alimentos suficientes, seguros e nutricionalmente adequados, que permitam     satisfazer as suas necessidades nutricionais e as prefer&#234;ncias alimentares para     uma vida activa e saud&#225;vel&#8221; (9, 11). Por outro lado, o conceito de food safety     ganhou notoriedade mais tardiamente (d&#233;cada de 90 do s&#233;culo XX), no seguimento     das crises alimentares que ocorreram nos anos 90, como a da BSE em 1996, que     contribu&#237;ram para que as quest&#245;es da higiossanidade dos alimentos dominassem o     centro da discuss&#227;o no &#226;mbito das pol&#237;ticas agr&#237;colas e alimentares europeias     durante esse per&#237;odo (12, 13). Este conceito &#233; assim definido como &#8220;a garantia     que um alimento n&#227;o causar&#225; dano ao consumidor &#8211; atrav&#233;s de perigos biol&#243;gicos,     ]]></body>
<body><![CDATA[qu&#237;micos ou f&#237;sicos &#8211; quando &#233; preparado e/ou consumido de acordo com o seu uso     esperado&#8221; (14). Considerando a sua defini&#231;&#227;o mais abrangente, o termo &#8211;     Inseguran&#231;a Alimentar (food insecurity) &#8211; &#233; habitualmente utilizado nos estudos     ou situa&#231;&#245;es onde o acesso ao alimento &#233; reduzido, inadequado do ponto de vista     nutricional ou at&#233; inexistente (fome), tal como no presente estudo.     <br/>A Inseguran&#231;a Alimentar assume-se assim como um     problema central na &#225;rea da sa&#250;de p&#250;blica na medida em que as fam&#237;lias em     situa&#231;&#227;o de Inseguran&#231;a Alimentar, podem por um lado, apresentar mais     frequentemente uma ingest&#227;o insuficiente de nutrientes (nomeadamente ferro,     c&#225;lcio e vitamina C), que por sua vez est&#225; associada a situa&#231;&#245;es de doen&#231;a     ]]></body>
<body><![CDATA[aguda, tais como anemia, menor capacidade do sistema imunol&#243;gico ou d&#233;fices     cognitivos e de aprendizagem em crian&#231;as (15-17). Por outro lado, v&#225;rios s&#227;o os     estudos que demonstram que a Inseguran&#231;a Alimentar &#233; um importante factor de     risco para as doen&#231;as cr&#243;nicas (18), sendo que os indiv&#237;duos em situa&#231;&#227;o de     Inseguran&#231;a Alimentar parecem possuir um risco aumentado para o desenvolvimento     de diabetes mellitus, hipertens&#227;o, dislipidemias, doen&#231;as cardiovasculares e     obesidade (19-22). Na verdade, nas sociedades ocidentais existe uma forte     evid&#234;ncia cient&#237;fica que sugere uma associa&#231;&#227;o consistente entre Inseguran&#231;a     Alimentar, a obesidade e outras doen&#231;as cr&#243;nicas associadas a h&#225;bitos     alimentares inadequados. O gradiente socioecon&#243;mico que se observa no consumo     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentar parece estar intimamente implicado nesta associa&#231;&#227;o (23, 24). De     facto, o baixo n&#237;vel educacional e a baixa literacia em sa&#250;de em conjuga&#231;&#227;o com     as restri&#231;&#245;es econ&#243;micas tipicamente comuns nos agregados familiares em     situa&#231;&#227;o de Inseguran&#231;a Alimentar, parecem ter implica&#231;&#245;es significativas na     qualidade da alimenta&#231;&#227;o destes grupos da popula&#231;&#227;o. Sabe-se tamb&#233;m que as     implica&#231;&#245;es da Inseguran&#231;a Alimentar v&#227;o al&#233;m da dimens&#227;o f&#237;sica da sa&#250;de,     podendo afectar as suas outras dimens&#245;es &#8211; sa&#250;de mental e social, podendo ser o     stresse associado a situa&#231;&#245;es de Inseguran&#231;a Alimentar um importante mediador     neste processo (25).      <br/>Neste &#226;mbito e no campo da sa&#250;de p&#250;blica, o refor&#231;o da     ]]></body>
<body><![CDATA[vigil&#226;ncia, da monitoriza&#231;&#227;o e da avalia&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o relacionada com o     consumo alimentar, estado nutricional, estado de sa&#250;de e seus determinantes,     nomeadamente em popula&#231;&#245;es vulner&#225;veis do ponto de vista socioecon&#243;mico, tem     sido apontada como uma estrat&#233;gia priorit&#225;ria, tendo em conta que a tomada de     decis&#245;es e a escolha das melhores estrat&#233;gias de interven&#231;&#227;o pressup&#245;e     informa&#231;&#227;o actualizada e de qualidade (2, 26). Neste sentido, Portugal, tem     implementado, desde 2011, um sistema de monitoriza&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o     de Seguran&#231;a Alimentar da popula&#231;&#227;o portuguesa, o INFOFAM&#205;LIA &#8211; Estudo de Avalia&#231;&#227;o     da Seguran&#231;a Alimentar e outras quest&#245;es de sa&#250;de relacionadas com condi&#231;&#245;es     socioecon&#243;micas, em agregados familiares portugueses.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>&#201; assim objectivo do presente trabalho apresentar a     proposta metodol&#243;gica para a avalia&#231;&#227;o da Seguran&#231;a Alimentar da popula&#231;&#227;o     portuguesa utilizada pelo estudo INFOFAM&#205;LIA.      </p>     <p><b >METODOLOGIA</b> <br/>O presente artigo descreve o processo de constru&#231;&#227;o de um m&#233;todo para avaliar n&#237;veis de Seguran&#231;a Alimentar em agregados familiares da popula&#231;&#227;o portuguesa. Na literatura, est&#227;o descritos v&#225;rios m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o da Seguran&#231;a Alimentar (food security) que s&#227;o frequentemente utilizados em inqu&#233;ritos nacionais: a) m&#233;todo utilizado pela Food and Agriculture Organization (FAO), que utiliza a disponibilidade energ&#233;tica di&#225;ria per capita, a n&#237;vel nacional, com recurso aos dados dos inqu&#233;ritos aos or&#231;amentos familiares, como forma de avalia&#231;&#227;o indirecta da Seguran&#231;a Alimentar; b) dados de natureza socioecon&#243;mica, nomeadamente os indicadores de pobreza que t&#234;m por base o rendimento e os gastos familiares em bens alimentares e outras necessidades b&#225;sicas, de modo a identificar indiv&#237;duos ou agregados familiares vulner&#225;veis do ponto de vista socioecon&#243;mico, e que por isso podem estar em risco de Inseguran&#231;a Alimentar; c) dados referentes ao consumo alimentar obtidos atrav&#233;s da realiza&#231;&#227;o de estudos populacionais com aplica&#231;&#227;o de inqu&#233;ritos ao consumo alimentar nas 24 horas anteriores ou question&#225;rios de frequ&#234;ncia alimentar; d) dados antropom&#233;tricos de modo a avaliar a preval&#234;ncia de desnutri&#231;&#227;o e, por fim, e) escalas psicom&#233;tricas que avaliam a auto-percep&#231;&#227;o individual acerca das condi&#231;&#245;es de acesso aos alimentos ao n&#237;vel dos agregados familiares (27, 28). Tendo em conta que a implementa&#231;&#227;o de um sistema de monitoriza&#231;&#227;o e de avalia&#231;&#227;o deve permitir de forma r&#225;pida e regular diagnosticar a situa&#231;&#227;o de Seguran&#231;a Alimentar e sua evolu&#231;&#227;o ao longo do tempo, optou-se pela utiliza&#231;&#227;o de medidas de avalia&#231;&#227;o directas desta condi&#231;&#227;o, de modo a permitir que esta ferramenta seja &#225;gil do ponto de vista de recolha de dados e sua actualiza&#231;&#227;o.  </p>     <p><b >RESULTADOS</b> <br/>Considerando que este artigo tem como objectivo central apresentar uma proposta metodol&#243;gica para a avalia&#231;&#227;o da Seguran&#231;a Alimentar da popula&#231;&#227;o portuguesa, os resultados aqui apresentados correspondem &#224; descri&#231;&#227;o do instrumento utilizado para avaliar a Inseguran&#231;a Alimentar no estudo INFOFAM&#205;LIA. O estudo INFOFAM&#205;LIA &#233; um estudo de abrang&#234;ncia nacional, realizado nas cinco Regi&#245;es de Sa&#250;de de Portugal Continental (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve), com uma periodicidade anual desde o ano de 2011. Este sistema de monitoriza&#231;&#227;o &#233; da responsabilidade da Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de e a popula&#231;&#227;o em estudo corresponde aos utentes atendidos no local de trabalho dos &#8220;enfermeiros sentinela&#8221; (Centro de Sa&#250;de, Domic&#237;lio ou outro). <br/>Uma proposta metodol&#243;gica para avaliar a Inseguran&#231;a Alimentar em Portugal  <br/>Para o estudo INFOFAM&#205;LIA desenvolvemos um question&#225;rio que &#233; constitu&#237;do por tr&#234;s partes distintas: (1) dados de caracteriza&#231;&#227;o socioecon&#243;mica e demogr&#225;fica; (2) escala de Inseguran&#231;a Alimentar; (3) algumas quest&#245;es adicionais. <br/>1. Caracteriza&#231;&#227;o Socioecon&#243;mica e Demogr&#225;fica  <br/>A parte 1 do question&#225;rio incluiu quest&#245;es relacionadas com as caracter&#237;sticas socioecon&#243;micas e demogr&#225;ficas do inquirido e do agregado familiar. Esta parte inicial do question&#225;rio englobou tamb&#233;m dados indicadores do estado nutricional do inquirido e quest&#245;es relacionadas com o comportamento de consumo alimentar do agregado familiar. As vari&#225;veis socioecon&#243;micas e demogr&#225;ficas est&#227;o presentes no question&#225;rio em <a href ="/img/revistas/nut/n21/n21a02a1.jpg">Anexo</a>. <br/>2. Escala de Inseguran&#231;a Alimentar <br/>A metodologia utilizada para a avalia&#231;&#227;o da condi&#231;&#227;o de Seguran&#231;a Alimentar das fam&#237;lias portuguesas corresponde a uma Escala de Inseguran&#231;a Alimentar adaptada da &#8220;Escala Brasileira de Inseguran&#231;a Alimentar&#8221; (29, 30), originalmente desenvolvida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) (31). A Escala de Inseguran&#231;a Alimentar utilizada neste estudo &#233; composta por 14 quest&#245;es fechadas de resposta do tipo sim ou n&#227;o referentes aos &#250;ltimos 3 meses. Nesta escala, 9 itens s&#227;o relativos aos membros adultos do agregado familiar e 6 &#224;s crian&#231;as. Optou-se por utilizar uma adapta&#231;&#227;o da Escala Brasileira pelo facto de j&#225; estar validada para a l&#237;ngua portuguesa. Para a an&#225;lise dos resultados da aplica&#231;&#227;o da escala, os agregados familiares s&#227;o classificados de acordo com a sua condi&#231;&#227;o de Seguran&#231;a Alimentar em 4 categorias &#8211; Seguran&#231;a Alimentar, Inseguran&#231;a Alimentar Ligeira, Inseguran&#231;a Alimentar Moderada e Inseguran&#231;a Alimentar Grave, descritas na <a href ="/img/revistas/nut/n21/n21a02t1.jpg">Tabela 1</a>. A pontua&#231;&#227;o final resulta do somat&#243;rio das respostas afirmativas &#224;s perguntas da escala (<a href ="/img/revistas/nut/n21/n21a02t2.jpg">Tabela 2</a>). <br/>3. Quest&#245;es adicionais <br/>Para al&#233;m da Escala de Inseguran&#231;a Alimentar, inclu&#237;ram-se nesta parte do inqu&#233;rito mais 5 quest&#245;es adicionais referentes &#224; percep&#231;&#227;o do inquirido acerca de altera&#231;&#245;es no padr&#227;o alimentar. Foram tamb&#233;m inclu&#237;das 4 quest&#245;es que permitem avaliar a percep&#231;&#227;o do inquirido face &#224;s altera&#231;&#245;es nas condi&#231;&#245;es de acesso a servi&#231;os de sa&#250;de por raz&#245;es econ&#243;micas.  <br/>A aplica&#231;&#227;o deste question&#225;rio tem uma dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 15 minutos, sendo garantido o anonimato e a confidencialidade de todos os dados fornecidos pelos inquiridos. Este question&#225;rio foi alvo de um estudo de valida&#231;&#227;o realizado na &#225;rea metropolitana do Porto. A selec&#231;&#227;o da &#225;rea geogr&#225;fica teve por base crit&#233;rios de conveni&#234;ncia e, relativamente &#224; metodologia utilizada, esta foi desenhada tendo em conta os crit&#233;rios de valida&#231;&#227;o propostos por Frongillo e P&#233;rez-Escamilla (30, 32). Este estudo foi conduzido nos mesmos locais de recolha de dados do estudo INFOFAM&#205;LIA, ou seja, nos Centros de Sa&#250;de, sendo por isso utilizada a mesma popula&#231;&#227;o. Verificaram-se n&#237;veis aceit&#225;veis para a consist&#234;ncia interna da escala de Inseguran&#231;a Alimentar utilizada, calculados com recurso ao coeficiente Î± de Cronbach. Os resultados deste estudo tamb&#233;m apontam para uma boa validade externa da escala, uma vez que se verificaram correla&#231;&#245;es entre o score de Inseguran&#231;a Alimentar e as seguintes caracter&#237;sticas socioecon&#243;micas: rendimento mensal do agregado familiar, rendimento mensal do agregado familiar per capita, n&#237;vel educacional do inquirido e n&#250;mero de elementos desempregados do agregado familiar. </p>     
<p><b >DISCUSS&#195;O DOS RESULTADOS</b>     <br/>A tomada de decis&#245;es no &#226;mbito das pol&#237;ticas de     alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o exige a implementa&#231;&#227;o de sistemas de informa&#231;&#227;o capazes     de fornecer informa&#231;&#227;o de qualidade e actualizada no que diz respeito ao     ]]></body>
<body><![CDATA[consumo alimentar, sua evolu&#231;&#227;o e sua rela&#231;&#227;o com perfis socioecon&#243;micos e     demogr&#225;ficos da popula&#231;&#227;o. Partindo deste pressuposto e considerando que a     redu&#231;&#227;o das desigualdades sociais se configura como um dos principais desafios     das pol&#237;ticas de sa&#250;de actuais, julgou-se pertinente monitorizar e avaliar a     situa&#231;&#227;o de Seguran&#231;a Alimentar na popula&#231;&#227;o portuguesa. Neste sentido, foi     tida em conta que a implementa&#231;&#227;o de um sistema de informa&#231;&#227;o nesta &#225;rea     deveria ser de aplica&#231;&#227;o simples, capaz de permitir de forma r&#225;pida e     sistem&#225;tica diagnosticar a situa&#231;&#227;o, a sua evolu&#231;&#227;o ao longo do tempo, bem como     contribuir para a identifica&#231;&#227;o dos factores associados e grupos de risco. Mais     ainda, uma ferramenta para avaliar a Seguran&#231;a Alimentar deve ser &#225;gil do ponto     ]]></body>
<body><![CDATA[de vista da recolha de dados e sua actualiza&#231;&#227;o, evitando assim o habitual     desfasamento temporal entre a recolha e a divulga&#231;&#227;o dos resultados (26).      <br/>At&#233; muito recentemente, Portugal n&#227;o possu&#237;a um     sistema de monitoriza&#231;&#227;o e de avalia&#231;&#227;o regular da Seguran&#231;a Alimentar, o qual     veio a ser concretizado em 2011 com a implementa&#231;&#227;o do INFOFAM&#205;LIA. De facto,     este estudo foi desenhado de modo a permitir fazer um diagn&#243;stico r&#225;pido da     situa&#231;&#227;o Seguran&#231;a Alimentar da popula&#231;&#227;o portuguesa, atrav&#233;s da realiza&#231;&#227;o de     um inqu&#233;rito de sa&#250;de junto dos utentes do servi&#231;o nacional de sa&#250;de, assente     na estrutura da linha Sa&#250;de 24 com a colabora&#231;&#227;o dos seus enfermeiros. De     facto, em Portugal at&#233; &#224; data poucos estudos foram realizados com este     ]]></body>
<body><![CDATA[objectivo, n&#227;o existindo um instrumento de avalia&#231;&#227;o directa e validado para     avaliar a situa&#231;&#227;o de Inseguran&#231;a Alimentar especificamente para a popula&#231;&#227;o     portuguesa. Em Portugal, o primeiro estudo explorat&#243;rio sobre a situa&#231;&#227;o de     Inseguran&#231;a Alimentar foi realizado em 2003 pelo Instituto Nacional de Sa&#250;de     Dr. Ricardo Jorge (INSA) - &#8220;Uma Observa&#231;&#227;o sobre &#8220;Inseguran&#231;a Alimentar&#8221; (33).     Por&#233;m, tamb&#233;m o &#250;ltimo Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de de 2005-2006 incluiu a     recolha de dados relativos &#224; situa&#231;&#227;o de Inseguran&#231;a Alimentar da popula&#231;&#227;o     portuguesa. Por outro lado, os Inqu&#233;ritos Nacionais de Sa&#250;de possuem uma     periodicidade de recolha de dados de 4 em 4 anos (34).     <br/>O car&#225;cter abrangente e multifacetado do conceito de     ]]></body>
<body><![CDATA[Seguran&#231;a Alimentar coloca grandes desafios quando se pretende avaliar esta     condi&#231;&#227;o em agregados familiares. De entre os diversos m&#233;todos descritos na     literatura, optou-se por utilizar uma escala psicom&#233;trica de Inseguran&#231;a     Alimentar adaptada da &#8220;Escala Brasileira de Inseguran&#231;a Alimentar&#8221;, pelo facto     de j&#225; estar validada para a l&#237;ngua portuguesa. Estas escalas foram     desenvolvidas inicialmente pelo USDA (27, 31, 35-37), na d&#233;cada de 90 do s&#233;culo     XX e desde ent&#227;o t&#234;m sido amplamente adaptadas, validadas e utilizadas no     &#226;mbito de estudos de abrang&#234;ncia nacional por diversos pa&#237;ses a n&#237;vel mundial     (30, 31, 38-44). Deste modo, parece existir evid&#234;ncia suficiente para     considerar estas ferramentas adaptadas a diferentes contextos socioecon&#243;micos e     ]]></body>
<body><![CDATA[culturais uma vez que a sua utiliza&#231;&#227;o tem sido amplamente validada para     diversos pa&#237;ses (27, 28, 32). A utiliza&#231;&#227;o destes instrumentos tem a vantagem     de avaliar directamente o fen&#243;meno da Inseguran&#231;a Alimentar a partir da     auto-percep&#231;&#227;o que os indiv&#237;duos det&#234;m no que diz respeito &#224; Inseguran&#231;a     Alimentar, englobando as v&#225;rias dimens&#245;es subsequentes desta condi&#231;&#227;o (desde a     dimens&#227;o psicossocial relacionada com a preocupa&#231;&#227;o com a possibilidade de     existir falta de alimentos no agregado familiar devido a factores de ordem     econ&#243;mica, a inseguran&#231;a perante o comprometimento da qualidade da alimenta&#231;&#227;o,     por&#233;m sem que haja restri&#231;&#227;o quantitativa, at&#233; &#224; situa&#231;&#227;o em que os agregados     familiares passam por per&#237;odos de restri&#231;&#227;o ao n&#237;vel da quantidade de alimentos     ]]></body>
<body><![CDATA[por limita&#231;&#245;es financeiras). S&#227;o tamb&#233;m instrumentos extremamente simples, de     f&#225;cil aplica&#231;&#227;o nomeadamente por diversos profissionais, de compreens&#227;o     universal e apresentam ainda uma excelente rela&#231;&#227;o custo-efectividade. Optou-se     por utilizar uma metodologia diferente das utilizadas nos estudos anteriormente     realizados para avaliar a Seguran&#231;a Alimentar em Portugal, uma vez que os     instrumentos utilizados nestes estudos n&#227;o eram capazes de medir todas as     dimens&#245;es que o conhecimento te&#243;rico sobre o processo de Inseguran&#231;a Alimentar     reflecte.      <br/>Assim, podemos considerar que:     <br/>1) &#201; necess&#225;ria uma monitoriza&#231;&#227;o frequente das     ]]></body>
<body><![CDATA[interac&#231;&#245;es entre a situa&#231;&#227;o econ&#243;mica das fam&#237;lias e a sua sa&#250;de, pelo que a     selec&#231;&#227;o dos m&#233;todos para avaliar a Seguran&#231;a Alimentar das popula&#231;&#245;es deve ter     em conta a necessidade de utilizar instrumentos que permitam a sua aplica&#231;&#227;o     com uma periodicidade regular.      <br/>2) A utiliza&#231;&#227;o de m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o directa da     Inseguran&#231;a Alimentar (escalas psicom&#233;tricas) parece constituir um m&#233;todo     simples, de f&#225;cil aplica&#231;&#227;o e com um baixo custo associado, permitindo assim     uma monitoriza&#231;&#227;o regular desta situa&#231;&#227;o em estudos populacionais de     abrang&#234;ncia nacional.      <br/>3) A aplica&#231;&#227;o deste question&#225;rio deve estar     ]]></body>
<body><![CDATA[enquadrada num conjunto de condi&#231;&#245;es adequadas que permita a obten&#231;&#227;o de     respostas francas e honestas, garantindo sempre o anonimato e confidencialidade     de todas as informa&#231;&#245;es fornecidas pelos inquiridos.      <br/>4) Sabendo que a Inseguran&#231;a Alimentar est&#225;     directamente relacionada com outros factores socioecon&#243;micos e de composi&#231;&#227;o do     agregado familiar, &#233; importante que estas escalas de avalia&#231;&#227;o da Inseguran&#231;a     Alimentar sejam parte integrante de instrumentos de recolha de dados que     contemplem vari&#225;veis socioecon&#243;micas, culturais e outras que sejam pertinentes     para uma caracteriza&#231;&#227;o mais abrangente dos factores que afectam a Seguran&#231;a     Alimentar dos agregados familiares.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>5) Por outro lado, apesar das in&#250;meras vantagens descritas     na literatura decorrentes da utiliza&#231;&#227;o deste tipo de instrumentos, &#233;     importante considerar tamb&#233;m as suas limita&#231;&#245;es aquando da interpreta&#231;&#227;o dos     dados obtidos por este sistema de monitoriza&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o de Inseguran&#231;a     Alimentar da popula&#231;&#227;o portuguesa. Destaca-se o facto destas escalas     representarem uma medida subjectiva de avalia&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o de Inseguran&#231;a     Alimentar. Os resultados obtidos pela aplica&#231;&#227;o deste tipo de instrumentos     podem ser afectados pela auto-percep&#231;&#227;o individual do risco de Inseguran&#231;a     Alimentar, que no actual contexto de instabilidade socioecon&#243;mica pode ser um     factor relevante.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>6) O facto da amostra utilizada no estudo INFOFAM&#205;LIA     ser uma amostra de utentes que recorrem aos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios e por     isso uma amostra n&#227;o representativa da popula&#231;&#227;o portuguesa, deve ser     considerada como uma limita&#231;&#227;o deste estudo, n&#227;o podendo os dados por ele     obtidos serem extrapolados livremente para a popula&#231;&#227;o portuguesa.      <br/>7) A proposta aqui apresentada, de uma metodologia     para avaliar a situa&#231;&#227;o de Seguran&#231;a Alimentar dos agregados familiares     portugueses, tem objectivos de ordem preventiva, funcionando como um sistema de     alerta. A informa&#231;&#227;o recolhida dever&#225; ser integrada com outro tipo de     informa&#231;&#245;es j&#225; existentes, permitindo fazer recomenda&#231;&#245;es s&#243;lidas de sa&#250;de     ]]></body>
<body><![CDATA[p&#250;blica para que sejam desenvolvidas medidas adequadas em tempo &#250;til.      <br/>8) Destaca-se ainda o papel que os sistemas regionais     de protec&#231;&#227;o social dispon&#237;veis a n&#237;vel aut&#225;rquico e a n&#237;vel das institui&#231;&#245;es     de solidariedade social podem desempenhar ao n&#237;vel da monitoriza&#231;&#227;o da     Seguran&#231;a Alimentar das suas popula&#231;&#245;es. Embora as autarquias n&#227;o tenham nas     suas atribui&#231;&#245;es legais compet&#234;ncias directas ao n&#237;vel dos cuidados de sa&#250;de,     t&#234;m vindo a assumir-se cada vez mais como agentes activos no desenvolvimento de     pol&#237;ticas promotoras de estilos de vida saud&#225;vel e preven&#231;&#227;o de riscos em     sa&#250;de. Para al&#233;m das compet&#234;ncias directas dos munic&#237;pios em mat&#233;rias     relacionadas com os determinantes de sa&#250;de, destaca-se a sua ac&#231;&#227;o ao n&#237;vel da coopera&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[intersectorial entre os munic&#237;pios, os diversos agentes de sa&#250;de e as entidades     da sociedade civil; no desenvolvimento de projectos de interven&#231;&#227;o de base     local, de que s&#227;o exemplo, entre outros, os diversos programas de     aproveitamento de excedentes alimentares na tentativa de solucionar problemas     de car&#234;ncia alimentar; e na elabora&#231;&#227;o de diagn&#243;sticos e planos de     desenvolvimento social, com uma forte componente de sa&#250;de, e na elabora&#231;&#227;o de     perfis e planos municipais de sa&#250;de, respectivamente, no &#226;mbito do Programa da     Rede Social e da Rede Portuguesa das Cidades Saud&#225;veis. Assim, as autarquias     podem ter um papel crucial no aprofundamento da informa&#231;&#227;o sobre factores de     risco e de protec&#231;&#227;o em sa&#250;de, e o diagn&#243;stico ao n&#237;vel do pequeno territ&#243;rio,     ]]></body>
<body><![CDATA[que permita percepcionar as desigualdades na sa&#250;de e na distribui&#231;&#227;o dos     recursos.      <br/>9) Por &#250;ltimo, estamos em crer que estas escalas de     medida directa da Inseguran&#231;a Alimentar fornecem informa&#231;&#245;es estrat&#233;gicas para     a gest&#227;o de pol&#237;ticas e programas, permitindo identificar grupos em risco de     Inseguran&#231;a Alimentar bem como os seus determinantes e consequ&#234;ncias.      </p>     <p><b >CONCLUS&#213;ES</b> <br/>O m&#233;todo descrito apresenta-se como uma forma r&#225;pida, simples de aplicar, fi&#225;vel e de r&#225;pida leitura de resultados que permite uma avalia&#231;&#227;o com qualidade do estado de Inseguran&#231;a Alimentar das fam&#237;lias a n&#237;vel nacional. A obten&#231;&#227;o deste tipo de dados ao n&#237;vel local, regional ou mesmo nacional permite, em tempo &#250;til, a avalia&#231;&#227;o do grau de Inseguran&#231;a Alimentar e factores associados e, paralelamente, a articula&#231;&#227;o de uma resposta das autoridades competentes. Para al&#233;m dos cuidados de sa&#250;de, tamb&#233;m os sistemas regionais de protec&#231;&#227;o social dispon&#237;veis a n&#237;vel aut&#225;rquico e as diferentes institui&#231;&#245;es de solidariedade social podem desempenhar um papel importante ao n&#237;vel da avalia&#231;&#227;o, monitoriza&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o precoce neste tipo de situa&#231;&#245;es. </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Instituto Nacional de Estat&#237;stica. Rendimento e Condi&#231;&#245;es de Vida 2013 (Dados Provis&#243;rios). 2014. <br/>2. World Health Organization Regional Office for Europe. 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Food insecurity is associated with chronic disease among low-income NHANES participants. The Journal of Nutrition. 2010; 140(2):304-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726261&pid=S2182-7230201400020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>19. Stuff JE, Casey PH, Szeto KL, Gossett JM, Robbins JM, Simpson PM, et al. Household Food Insecurity Is Associated with Adult Health Status. The Journal of Nutrition. 2004; 134:2330-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726262&pid=S2182-7230201400020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>20. Dinour LM, Bergen D, Yeh M-C. The Food Insecurity-Obesity Paradox: A Review of the Literature and the Role Food Stamps May Play. Journal of the American Dietetic Association. 2007; 107(11):1952-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726263&pid=S2182-7230201400020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>21. Gundersen C, Kreider B, Pepper J. The Economics of Food Insecurity in the United States. 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Galobardes B, Morabia A, Bernstein MS. Diet and socioeconomic position: does the use of different indicators matter&#8204; International Journal of Epidemiology. 2001; 30:334-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726266&pid=S2182-7230201400020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>24. Darmon N, Drewnowski A. Does social class predict diet quality&#8204; American Journal of Clinical Nutrition. 2008; 87:1107-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726267&pid=S2182-7230201400020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>25. Whitaker RC, Philips SM, Orzol SM. Food Insecurity and the Risks of Depression and Anxiety in Mothers and Behavior Problems in their Preschool-Aged Children. Pediatrics. 2006; 118(3):e859-e68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726268&pid=S2182-7230201400020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>26. Gra&#231;a P, Greg&#243;rio MJ. A Constru&#231;&#227;o do Programa Nacional para a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel &#8211; Aspectos Conceptuais, Linhas Estrat&#233;gicas e Desafios Iniciais. Revista Nutr&#237;cias. 2013; 18:26-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726269&pid=S2182-7230201400020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>27. Frongillo EA. Validation of Measures of Food Insecurity and Hunger. The Journal of Nutrition. 1999; 129:506S-09S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726270&pid=S2182-7230201400020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>28. P&#233;rez-Escamilla R, Segall-Corr&#234;a AM. Food insecurity measurement and indicators. Revista Nutri&#231;&#227;o. 2008; 21:15s-26s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726271&pid=S2182-7230201400020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>29. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica. Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&#237;lios - Seguran&#231;a Alimentar 2004/2009. Rio de Janeiro; 2010.  <br/>30. P&#233;rez-Escamilla R, Segall-Corr&#234;a AM, Maranha LK, Sampaio MFA, Mar&#237;n-Le&#243;n L, Panigassi G. An adapted version of the U.S. Department of Agriculture Food Insecurity Module is a valid tool ofr assessing household foor insecurity in Campinas, Brazil. 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Mohammadi F, Omidvar N, Houshiar-Rad A, Khoshfetrat M-R, Abdollahi M, Mehrabi Y. Validity of an adapted Household Food Insecurity Access Scale in urban households in Iran. Public Health Nutrition. 2011; 15(1):149-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1726281&pid=S2182-7230201400020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>44. Hackett M, Melgar-Quinonez H, Uribe MCA. Internal validity of a household food security scale is consistent among diverse populations participating in a food supplement program in Colombia. 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