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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Passado, Presente e Perspectivas Futuras da Profissão de Nutricionista em Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Past, Present and Future Perspectives on the Profession of Nutritionist in Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The training leading to the nutritionist profession in Portugal began in 1975. Forty years later, it is estimated there are currently around 1500 nutritionists in Portugal. Despite a still short history, this profession already contains many significant events that boosted it, making it one recognized by institutions, companies and the population. Given the current situation, we believe that new areas of activity will emerge in the future, and may take a highlight identical to clinical nutrition, area of activity where more nutritionists exert their function. However, it would be important the recommendation of nutritionists ratios by the government, in the various areas of activities / places of work, in order to facilitate the collaboration of these professionals. This article therefore aims to reflect about the past, about the present and about future perspectives on the profession of nutritionist in Portugal.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Nutricionista]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>PROFISSIONALIDADES</p></b> <br/>     <p><b >Passado, Presente e Perspectivas Futuras da Profiss&#227;o de Nutricionista em Portugal</b>     <p><b >Past, Present and Future Perspectives on the Profession of Nutritionist in Portugal </b>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b >Helena Real<sup>1</sup>; C&#233;lia Craveiro<sup>2</sup></b>     <p><sup>1</sup>Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas, Rua Jo&#227;o das Regras, n.&#186; 284, R/C 3, 4000-291 Porto, Portugal <br/><sup>2</sup>Presidente da Direc&#231;&#227;o, Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas, Rua Jo&#227;o das Regras, n.&#186; 284, R/C 3 4000-291 Porto, Portugal </p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>  <br/>A forma&#231;&#227;o conducente &#224; profiss&#227;o de nutricionista em Portugal inicia-se em 1975. Passados quase quarenta anos, estima-se existirem actualmente em Portugal perto de 1500 nutricionistas. Apesar de uma hist&#243;ria ainda curta, esta profiss&#227;o encerra j&#225; diversos acontecimentos marcantes que a impulsionaram, tornando-a uma profiss&#227;o reconhecida por institui&#231;&#245;es, empresas e pela popula&#231;&#227;o em geral.  <br/>Tendo em conta a realidade actual acreditamos que novas &#225;reas de actua&#231;&#227;o ir&#227;o emergir no futuro, podendo assumir um destaque id&#234;ntico &#224; nutri&#231;&#227;o cl&#237;nica, &#225;rea de actua&#231;&#227;o onde exercem fun&#231;&#245;es mais nutricionistas. <br/>Seria, contudo, importante a recomenda&#231;&#227;o de r&#225;cios de nutricionistas, a n&#237;vel governamental, nas diversas &#225;reas de actua&#231;&#227;o/locais de trabalho, de forma a ser mais facilitador a colabora&#231;&#227;o destes profissionais. <br/>Este artigo pretende assim reflectir sobre o passado, sobre o presente e sobre perspectivas futuras da profiss&#227;o de nutricionista em Portugal. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >Palavras-Chave</b>: Nutricionista, Portugal, R&#225;cio </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>The training leading to the nutritionist profession in Portugal began in 1975. Forty years later, it is estimated there are currently around 1500 nutritionists in Portugal. Despite a still short history, this profession already contains many significant events that boosted it, making it one recognized by institutions, companies and the population.  <br/>Given the current situation, we believe that new areas of activity will emerge in the future, and may take a highlight identical to clinical nutrition, area of activity where more nutritionists exert their function.  <br/>However, it would be important the recommendation of nutritionists ratios by the government, in the various areas of activities / places of work, in order to facilitate the collaboration of these professionals.  <br/>This article therefore aims to reflect about the past, about the present and about future perspectives on the profession of nutritionist in Portugal. </p>     <p><b >keywords</b>: Nutritionist, Portugal, Ratio </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <br/><u>Passado</u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>A     forma&#231;&#227;o conducente &#224; profiss&#227;o de nutricionista surgiu pela primeira vez em     1975, na Universidade do Porto. Em 1983, esta forma&#231;&#227;o evolui para     licenciatura, formando-se os primeiros licenciados em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o em     1988 (1).     <br/>At&#233;     2004, a licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o apenas existia na Faculdade de     Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto (2), sendo que     neste ano se inicia tamb&#233;m na Universidade Atl&#226;ntica (3). No ano seguinte, o     Instituto Superior de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de Egas Moniz d&#225; in&#237;cio &#224; licenciatura em     ]]></body>
<body><![CDATA[Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o (4), ap&#243;s um per&#237;odo de catorze anos em que mantiveram a     licenciatura em Nutri&#231;&#227;o e Engenharia Alimentar, inicialmente designada como     licenciatura em Ci&#234;ncias da Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o (5). Em 2008, s&#227;o abertas     inscri&#231;&#245;es para a licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o no Instituto Superior de     Ci&#234;ncias da Sa&#250;de do Norte (6), seguindo-se em 2009 a Universidade Fernando     Pessoa (7) e a Universidade Cat&#243;lica Portuguesa (8), em 2011 a Universidade     Lus&#243;fona de Humanidades e Tecnologias (9) e em 2012 o Instituto Superior de     Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Viseu do Instituto Piaget (10).     <br/>Estima-se,     assim, que existam cerca de 400 vagas anuais para o acesso &#224; licenciatura em     ]]></body>
<body><![CDATA[Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o em Portugal, distribu&#237;das em redor do Porto, Viseu e     Lisboa. Um estudo realizado pela Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas (APN)     em 2011 revela que no ano de 2009/2010 licenciaram-se cerca de 250 pessoas no     conjunto de faculdades com licenciatura nessa data (1). Deste mesmo estudo     consegue-se inferir que o r&#225;pido aumento do n&#250;mero de licenciaturas em Ci&#234;ncias     da Nutri&#231;&#227;o em Portugal levou a um aumento exponencial do n&#250;mero de     licenciados, verificando-se a sua duplica&#231;&#227;o num espa&#231;o de cinco anos (1).     Assim, a profiss&#227;o de nutricionista, embora ainda com uma hist&#243;ria curta, na     casa das tr&#234;s d&#233;cadas, obteve um c&#233;lere reconhecimento social, destacando-se     como uma profiss&#227;o de relevo no campo da sa&#250;de. Exemplo disso foi a crescente     ]]></body>
<body><![CDATA[mediatiza&#231;&#227;o da profiss&#227;o na comunica&#231;&#227;o social e a expans&#227;o do n&#250;mero de     licenciados a exercer fun&#231;&#245;es em &#225;reas diferentes da mais cl&#225;ssica &#8211; a nutri&#231;&#227;o     cl&#237;nica &#8211;, como o caso da alimenta&#231;&#227;o colectiva e hotelaria, da tecnologia     alimentar e ci&#234;ncia dos alimentos ou da investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica. Por outro     lado, os locais de trabalho foram-se diversificando cada vez mais, destacando-se     o exerc&#237;cio de fun&#231;&#245;es de nutricionistas portugueses em entidades     governamentais (ex: Direc&#231;&#227;o -Geral da Educa&#231;&#227;o, Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de ou     Direc&#231;&#227;o-Geral de Alimenta&#231;&#227;o e Veterin&#225;ria) ou supragovernamentais     (Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de), bem como em centros de investiga&#231;&#227;o de     refer&#234;ncia ou grandes empresas do sector agro-alimentar nacionais ou     ]]></body>
<body><![CDATA[multinacionais.     <br/>Paralelamente     &#224; diversifica&#231;&#227;o de estabelecimentos de ensino com licenciatura em Ci&#234;ncias da     Nutri&#231;&#227;o, um outro acontecimento contribuiu para marcar a forma&#231;&#227;o de     nutricionista em Portugal. Trata-se da implementa&#231;&#227;o da Declara&#231;&#227;o de Bolonha a     n&#237;vel europeu, que veio normalizar e ensino em diversos eixos (11), sendo que     no caso das Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o lhe conferiu uma carga de 240 ECTS (<i     >European Credit Transfer and Accumulation     System</i>) (3, 4, 6-10, 12). Este sistema veio reduzir o n&#250;mero de anos de     licenciatura at&#233; ent&#227;o existentes de 5 para 4 anos (1).      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Quanto     ao exerc&#237;cio da profiss&#227;o, poderemos assinalar dois marcos na hist&#243;ria do     nutricionista: a cria&#231;&#227;o da APN em 1982 (13) e a cria&#231;&#227;o da Ordem dos     Nutricionistas em 2010 (14).      <br/>A     APN, j&#225; com um percurso de mais de 30 anos, &#233; uma associa&#231;&#227;o profissional que     representa a profiss&#227;o de nutricionista em Portugal e tamb&#233;m a n&#237;vel europeu,     por ser membro da EFAD (<i >European     Federation of Associations of Dietitians</i>), a n&#237;vel do espa&#231;o     ibero-americano, ao ser membro fundador da AIBAN (Alian&#231;a Iberoamericana de     ]]></body>
<body><![CDATA[Associa&#231;&#245;es de Nutricionistas) e a n&#237;vel internacional ao ser membro da ICDA (<i     >International Confederation of Dietetic     Associations</i>) (15-17). Ao longo dos anos, a APN, sempre se pautou pelos     esfor&#231;os no sentido de aumentar o reconhecimento da profiss&#227;o de nutricionista     junto de outras institui&#231;&#245;es ou empresas, outros profissionais e ao n&#237;vel     governamental. Poder-se-&#225; salientar ainda duas conquistas em concreto: uma     delas a cria&#231;&#227;o da Revista Nutr&#237;cias em 2001, e a sua posterior indexa&#231;&#227;o em     2012 a uma plataforma internacional de publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas, tornando-se uma     refer&#234;ncia na publica&#231;&#227;o cient&#237;fica da nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o em Portugal; e o     Congresso de Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o, com periodicidade anual, criado em 2002,     ]]></body>
<body><![CDATA[que se assume como um dos maiores congressos cient&#237;ficos da &#225;rea da sa&#250;de em     Portugal, estimulando a discuss&#227;o de temas de interesse no &#226;mbito das Ci&#234;ncias     da Nutri&#231;&#227;o e promovendo a elabora&#231;&#227;o de consensos na &#225;rea da educa&#231;&#227;o e     pedagogia (18).      <br/>A     cria&#231;&#227;o da Ordem dos Nutricionistas, justificada pelo interesse p&#250;blico na sua     implementa&#231;&#227;o, de forma a regular o exerc&#237;cio profissional, desenvolveu j&#225;     diversas ac&#231;&#245;es de elevado interesse, pese embora o seu ainda pequeno percurso,     de onde se pode destacar a elabora&#231;&#227;o de v&#225;rios regulamentos (ex: Regulamento     Disciplinar, C&#243;digo Deontol&#243;gico, Est&#225;gios e Provas de Habilita&#231;&#227;o) e o controlo     ]]></body>
<body><![CDATA[ao exerc&#237;cio ilegal da profiss&#227;o.      <br/><u>Presente</u>     <br/>No     final de 2013 existiam 1483 nutricionistas/nutricionistas estagi&#225;rios em     Portugal, segundo dados da Ordem dos Nutricionistas (19). Tendo em conta a     estimativa do Instituto Nacional de Estat&#237;stica da popula&#231;&#227;o residente em     Portugal no final desse ano, poder&#237;amos assumir que existia 1 nutricionista     para cada 7031 habitantes (20). Por outro lado, ao analisar a distribui&#231;&#227;o de     nutricionistas pelo pa&#237;s, verifica-se que existe um maior n&#250;mero na Regi&#227;o     Aut&#243;noma da Madeira e na zona norte do pa&#237;s, sendo as zonas do Algarve e do     ]]></body>
<body><![CDATA[Alentejo as que t&#234;m menor n&#250;mero de nutricionistas a exercer fun&#231;&#245;es (19). Se     compararmos esta realidade com outros pa&#237;ses que tenham a profiss&#227;o de     nutricionista, verificamos que em Portugal o r&#225;cio de nutricionista por     habitante &#233; ainda baixo. A t&#237;tulo de exemplo, no Brasil, no final de 2013,     existia cerca de 1 nutricionista para cada 2100 habitantes, sendo que, a essa     data, exerciam actividade 95936 nutricionistas (21, 22). Neste momento o n&#250;mero     total de nutricionistas no Brasil ultrapassou j&#225; os 200.000 profissionais (21).     <br/>Em     poucos anos verificaram-se v&#225;rios acontecimentos que determinaram a mudan&#231;a de     paradigma da profiss&#227;o de nutricionista em Portugal. O r&#225;pido aumento do n&#250;mero     ]]></body>
<body><![CDATA[de licenciaturas em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e consequente incremento exponencial     de licenciados a partir de 2008 obrigou a uma maior dispers&#227;o geogr&#225;fica dos     profissionais e procura de novas &#225;reas de actua&#231;&#227;o para al&#233;m da nutri&#231;&#227;o     cl&#237;nica (1), o que permitiu densificar algumas &#225;reas de actua&#231;&#227;o menos     procuradas e originar novas.      <br/>Concomitantemente,     a cria&#231;&#227;o da Ordem dos Nutricionistas em 2012 permitiu sedimentar o     reconhecimento da profiss&#227;o institucional e individualmente, ao n&#237;vel de outros     profissionais de sa&#250;de e da popula&#231;&#227;o em geral, uma vez que o registo     obrigat&#243;rio condiciona o acesso &#224; profiss&#227;o apenas de licenciados em Ci&#234;ncias     ]]></body>
<body><![CDATA[da Nutri&#231;&#227;o, permitindo assim o controlo sobre o acto ilegal da profiss&#227;o. A     exist&#234;ncia de um C&#243;digo Deontol&#243;gico da profiss&#227;o de nutricionista, a n&#237;vel     nacional, permite ainda sustentar determinados valores orientadores da pr&#225;tica     profissional e manter e promover a credibilidade da profiss&#227;o junto da     popula&#231;&#227;o e da sociedade em geral. Al&#233;m disso, tem vindo a potenciar o     alargamento da discuss&#227;o de temas intimamente ligados ao correcto exerc&#237;cio da     profiss&#227;o, nivelando assim a actua&#231;&#227;o entre nutricionistas. Simultaneamente, a     exist&#234;ncia de um registo nacional de nutricionistas (23) possibilita a consulta     por parte dos cidad&#227;os ou empregadores de forma a terem maior confian&#231;a no     profissional que procuram.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Paralelamente,     a situa&#231;&#227;o de crise econ&#243;mica que se vive de h&#225; alguns anos a esta parte veio,     por um lado, compelir os nutricionistas a voltar os seus esfor&#231;os para a     actua&#231;&#227;o junto das popula&#231;&#245;es mais desfavorecidas, o que permitiu tamb&#233;m criar     novos locais de trabalho, mas simultaneamente, obrigou outros a procurar     diferentes oportunidades fora do pa&#237;s.     <br/>A     APN criou em 2012 uma rede internacional de apoio ao nutricionista (RIAN),     fruto da necessidade transparecida pelos nutricionistas que pretendiam iniciar     fun&#231;&#245;es em outro pa&#237;s que n&#227;o em Portugal. A t&#237;tulo de exemplo, em 2012     ]]></body>
<body><![CDATA[estim&#225;vamos a presen&#231;a de 26 nutricionistas a exercer fun&#231;&#245;es fora do pa&#237;s e     actualmente a tend&#234;ncia de emigra&#231;&#227;o mant&#233;m- -se, existindo cerca de 31     profissionais portugueses nestas condi&#231;&#245;es.      <br/>Recentemente     assistiu-se tamb&#233;m &#224; concretiza&#231;&#227;o da cria&#231;&#227;o do Programa Nacional de Promo&#231;&#227;o     da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel (24), tendo sido considerado um dos programas     priorit&#225;rios a desenvolver pela Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Em 2013 &#233; ainda     aprovada a cria&#231;&#227;o da Secretaria de Estado da Alimenta&#231;&#227;o e Investiga&#231;&#227;o     Agro-alimentar (25), pelo que se podem descrever como duas iniciativas in&#233;ditas     em Portugal a n&#237;vel governativo, representando oportunidades de expans&#227;o da     ]]></body>
<body><![CDATA[profiss&#227;o de nutricionista, pois v&#225;rias ser&#227;o as tem&#225;ticas a serem tratadas no     campo da sa&#250;de, particularmente no &#226;mbito da alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o.      <br/>Outro     aspecto a considerar na actualidade &#233; o crescendo das novas tecnologias e redes     sociais, e sobretudo o impacto que as mesmas t&#234;m no exerc&#237;cio profissional do     nutricionista. Se por um lado permitem a agilidade de informa&#231;&#227;o junto de     institui&#231;&#245;es e popula&#231;&#227;o, por outro, obrigar&#227;o a uma discuss&#227;o consistente     sobre as quest&#245;es &#233;ticas e deontol&#243;gicas que poder&#227;o ser desconsideradas nesta     dimens&#227;o.      <br/>Hoje     ]]></body>
<body><![CDATA[em dia temos tamb&#233;m um consumidor mais exigente e mais ciente da import&#226;ncia da     sa&#250;de e do impacto que uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel tem sobre ela. Acreditamos que     as in&#250;meras ac&#231;&#245;es de esclarecimento e sensibiliza&#231;&#227;o que se multiplicam por     todo o pa&#237;s t&#234;m contribu&#237;do para aumentar a literacia alimentar da popula&#231;&#227;o, o     que estar&#225; na base desta mudan&#231;a. Neste seguimento, assiste-se a um diferente     posicionamento por parte da ind&#250;stria agro-alimentar, procurando focar-se na     obten&#231;&#227;o de resultados consistentes com os des&#237;gnios dos consumidores. Desta     forma, verifica-se tamb&#233;m uma maior procura de nutricionistas para auxiliarem     neste processo.     <br/>&#201;     ]]></body>
<body><![CDATA[tamb&#233;m comum come&#231;ar a verificar-se a procura de nutricionistas para um servi&#231;o     mais individualizado, como para auxiliar pessoalmente as compras de g&#233;neros     aliment&#237;cios, consultas no domic&#237;lio, embora se considere que este servi&#231;o ter&#225;     maior express&#227;o no futuro.     <br/>As     principais &#225;reas de actua&#231;&#227;o do nutricionista s&#227;o a nutri&#231;&#227;o cl&#237;nica, a     nutri&#231;&#227;o comunit&#225;ria/sa&#250;de p&#250;blica, a alimenta&#231;&#227;o colectiva e hotelaria, a     tecnologia alimentar/ci&#234;ncia dos alimentos e a investiga&#231;&#227;o     cient&#237;fica/ensino/forma&#231;&#227;o (1, 26). A nutri&#231;&#227;o cl&#237;nica &#233; a &#225;rea onde exercem     fun&#231;&#245;es mais nutricionistas, contudo, acreditamos que novas &#225;reas ir&#227;o emergir     ]]></body>
<body><![CDATA[dada a realidade actual.      <br/><u>Perspectivas     Futuras</u><u></u>     <br/>Segundo     dados da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de as doen&#231;as cr&#243;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis     s&#227;o a principal causa de morte no mundo, tendo representado mais de 60% das     mortes em 2008, sendo que se devem em grande parte aos h&#225;bitos alimentares     desajustados (27). Neste sentido, ser&#225; fundamental batalhar no investimento em     preven&#231;&#227;o das doen&#231;as cr&#243;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis com base na alimenta&#231;&#227;o, onde     os nutricionistas a exercer fun&#231;&#245;es na comunidade, ao n&#237;vel da investiga&#231;&#227;o e     ]]></body>
<body><![CDATA[da ind&#250;stria e ci&#234;ncia dos alimentos se assumir&#227;o como indispens&#225;veis neste     processo, pelo que se entende que ser&#227;o &#225;reas em crescimento.     <br/>Em     2013 foi assinada por Portugal e demais pa&#237;ses da Uni&#227;o Europeia a Declara&#231;&#227;o     de Viena sobre Nutri&#231;&#227;o e Doen&#231;as n&#227;o transmiss&#237;veis no contexto da Sa&#250;de 2020,     que visa a protec&#231;&#227;o do cidad&#227;o face &#224; doen&#231;a cr&#243;nica e &#224; obesidade,     incentivando o investimento na capacita&#231;&#227;o e educa&#231;&#227;o do cidad&#227;o, bem como nos     ambientes promotores de sa&#250;de (28), abrindo assim espa&#231;o &#224; interven&#231;&#227;o dos     nutricionistas.     <br/>Pela     ]]></body>
<body><![CDATA[mesma raz&#227;o, ligada ao peso que as doen&#231;as cr&#243;nicas assumem na sociedade e pela     taxa de absentismo que causam nos indiv&#237;duos em idade activa, entende-se que o     futuro ter&#225; tamb&#233;m que passar por um incremento dos nutricionistas nas equipas     de acompanhamento dos colaboradores das empresas, ou seja, integrarem as     equipas de medicina no trabalho, de forma a promover ambientes salutog&#233;nicos e     poderem intervir, de forma individual ou em grupo, na mudan&#231;a consistente de     h&#225;bitos alimentares.     <br/>Uma     das patologias mais prevalentes actualmente &#233; a obesidade, sendo especialmente     preocupante quando se inicia na inf&#226;ncia (29, 30). Assim ser&#225; fundamental     ]]></body>
<body><![CDATA[incidir sobre as escolas, onde a ac&#231;&#227;o do nutricionista &#233; fundamental, de forma     a promoverem h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis, bem como transmitir conhecimentos     sobre alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o nas fases cruciais de aprendizagem e consolida&#231;&#227;o     de conhecimentos por parte das crian&#231;as, bem como na altera&#231;&#227;o do ambiente     alimentar escolar, tornando-o mais salutog&#233;nico, em conson&#226;ncia com uma     Pol&#237;tica Alimentar Escolar implementada em parceria com os estabelecimentos de     ensino. Seria assim desej&#225;vel a presen&#231;a de pelo menos um nutricionista por     cada Agrupamento de Escolas de forma a poder fazer um acompanhamento pr&#243;ximo,     em &#237;ntima rela&#231;&#227;o com os principais agentes escolares, como os professores e     auxiliares de educa&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m com os pais e manipuladores de alimentos,     ]]></body>
<body><![CDATA[assim como com os restantes profissionais de sa&#250;de a exercer fun&#231;&#245;es na     comunidade. Em 2012, numa resolu&#231;&#227;o da Assembleia da Rep&#250;blica sobre a adop&#231;&#227;o     de medidas tendentes ao combate da obesidade infanto-juvenil em Portugal, &#233;     inclusivamente poss&#237;vel ler-se a recomenda&#231;&#227;o da cria&#231;&#227;o da figura do     nutricionista escolar, respons&#225;vel pela implementa&#231;&#227;o e aplica&#231;&#227;o de uma Pol&#237;tica     Alimentar Escolar estruturada e sustent&#225;vel (31).      <br/>Nesta     mesma resolu&#231;&#227;o &#233; poss&#237;vel ainda verificar-se a recomenda&#231;&#227;o sobre a     necessidade de aumento do n&#250;mero de nutricionistas a exercer fun&#231;&#245;es nos     cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios. Segundo um estudo publicado pela APN em 2011, o     ]]></body>
<body><![CDATA[n&#250;mero de nutricionistas nos Centros de Sa&#250;de era ainda bastante insuficiente     (32), pelo que seria fundamental a presen&#231;a de pelo menos um nutricionista por     cada Agrupamento de Centros de Sa&#250;de.      <br/>Uma     &#225;rea que est&#225; em franca expans&#227;o &#233; a &#225;rea da nutri&#231;&#227;o no desporto, uma vez que     se verifica um crescente interesse nesta &#225;rea, n&#227;o s&#243; apenas ao n&#237;vel da     presen&#231;a de nutricionistas em gin&#225;sios, mas sobretudo ao n&#237;vel da alta     competi&#231;&#227;o, pelo que prevemos que futuramente este interesse resultar&#225; num     aumento exponencial de nutricionistas a exercer fun&#231;&#245;es em clubes e federa&#231;&#245;es     de diversas modalidades desportivas, promovendo a maximiza&#231;&#227;o do rendimento.      ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>Ser&#225;     tamb&#233;m importante reflectir sobre novos locais ou diferentes fun&#231;&#245;es que o     nutricionista poder&#225; vir a desempenhar (ou incrementar) no futuro. Por um lado     temos a Sa&#250;de Termal e Hidroterapia e os Spas, normalmente associadas a     Unidades Hoteleiras. Se por um lado temos os espa&#231;os onde se procuram oferecer     servi&#231;os de sa&#250;de aos seus clientes e onde o nutricionista pode ser um aliado     de interesse, por outro lado, temos os Hot&#233;is, onde cada vez mais se assiste a     uma procura na &#225;rea do turismo de sa&#250;de, onde s&#227;o inclu&#237;dos pacotes de servi&#231;os     de sa&#250;de, incluindo servi&#231;os ligados &#224; nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o, sobretudo no     caso de pessoas idosas ou com alguma patologia. Na hotelaria &#233;, ainda, poss&#237;vel     ]]></body>
<body><![CDATA[desenvolver um conjunto de actividades ao n&#237;vel dos restaurantes das     respectivas unidades, n&#227;o s&#243; no &#226;mbito da higiene e seguran&#231;a alimentar, j&#225; comummente     trabalhada de uma forma transversal, mas tamb&#233;m na &#225;rea da qualidade     nutricional das ementas servidas. De facto, come&#231;a-se cada vez mais a observar     uma colabora&#231;&#227;o entre chefs de cozinha e nutricionistas, de onde se podem obter     interessantes sinergias, no sentido de obter refei&#231;&#245;es saborosas e tamb&#233;m     equilibradas do ponto de vista nutricional e com reduzido desperd&#237;cio     alimentar. Com a aprova&#231;&#227;o da candidatura da Dieta Mediterr&#226;nica a Patrim&#243;nio     Cultural e Imaterial da Humanidade (33), verificou-se tamb&#233;m o in&#237;cio de alguns     trabalhos em restaurantes no sentido da prepara&#231;&#227;o de ementas com base nos     ]]></body>
<body><![CDATA[princ&#237;pios deste padr&#227;o alimentar, tendo este trabalho a colabora&#231;&#227;o de     nutricionistas. Embora sejam ainda trabalhos escassos, acredita-se que com a     dinamiza&#231;&#227;o desta tem&#225;tica, muitas actividades ser&#227;o realizadas, devendo o     nutricionista assumir um papel central na sua orienta&#231;&#227;o e concretiza&#231;&#227;o.     Salientam-se ainda, por exemplo, as escolas como outros locais de excel&#234;ncia     para a implementa&#231;&#227;o da tem&#225;tica da Dieta Mediterr&#226;nica (34).     <br/>Destaca-se     tamb&#233;m a implementa&#231;&#227;o do Regulamento da Uni&#227;o Europeia n&#186; 1169/2011 do     Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de Outubro de 2011 relativo &#224; presta&#231;&#227;o     de informa&#231;&#227;o aos consumidores sobre os g&#233;neros aliment&#237;cios (35). Entre outras     ]]></body>
<body><![CDATA[altera&#231;&#245;es a implementar a n&#237;vel da rotulagem alimentar, vem trazer a     obrigatoriedade da presen&#231;a nos r&#243;tulos da declara&#231;&#227;o nutricional do g&#233;nero     aliment&#237;cio, o que acreditamos que poder&#225; aumentar a procura pela colabora&#231;&#227;o     de nutricionistas a este n&#237;vel, na ind&#250;stria alimentar.      <br/>Acima     de tudo ser&#225; imprescind&#237;vel analisar a realidade actual do pa&#237;s, bem como a     pr&#243;pria evolu&#231;&#227;o e tend&#234;ncias da profiss&#227;o, sobretudo para quem procura o     primeiro emprego.      </p>     <p><b >AN&#193;LISE CR&#205;TICA E CONCLUS&#213;ES</b> <br/>A profiss&#227;o de nutricionista tem ainda um percurso curto em termos temporais, mas repleto de acontecimentos que ilustraram a expans&#227;o e reconhecimento desta profiss&#227;o em Portugal.  <br/>O incremento do n&#250;mero de licenciados em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o ter&#225; tamb&#233;m contribu&#237;do para este destaque, uma vez que tornando a profiss&#227;o mais numerosa em termos de profissionais tamb&#233;m permite que mais consumidores/clientes a conhe&#231;am e a possam reconhecer.  <br/>Vislumbram-se diversas novas oportunidade a n&#237;vel profissional para o nutricionista, contudo, o n&#250;mero crescente de licenciados que procura novas oportunidades no estrangeiro obriga a pensar de forma mais c&#233;lere em novas estrat&#233;gias e novas &#225;reas e locais de trabalho para estes profissionais em Portugal.  <br/>Seria importante a recomenda&#231;&#227;o de r&#225;cios a n&#237;vel governamental de forma a facilitar a colabora&#231;&#227;o de nutricionistas em determinados locais de trabalho. A APN aconselhou j&#225; previamente sobre alguns r&#225;cios, como o da presen&#231;a de um nutricionista para cada 20.000 pessoas, no caso dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (32), ou um nutricionista para cada 100 camas de hospital (publica&#231;&#245;es internas), ou outras apontadas neste mesmo artigo como a presen&#231;a de pelo menos um nutricionista por cada Agrupamento de Escolas e pelo menos um nutricionista por cada C&#226;mara Municipal. Todavia, s&#227;o apenas orienta&#231;&#245;es usadas para a sensibiliza&#231;&#227;o de diversas entidades empregadoras, mas sem for&#231;a de lei, pelo que seria tamb&#233;m importante este avan&#231;o para a profiss&#227;o de nutricionista.  <br/>Conclu&#237;mos fazendo uma ressalva para a import&#226;ncia da actualiza&#231;&#227;o formativa, bem como a procura de gradua&#231;&#227;o ap&#243;s a licenciatura, pois constituir&#227;o sempre oportunidades para aumento de conhecimentos, troca de experi&#234;ncias e enriquecimento curricular. Al&#233;m disso, a partilha de experi&#234;ncia e conhecimentos atrav&#233;s de publica&#231;&#245;es, como &#233; exemplo a publica&#231;&#227;o cient&#237;fica, &#233; tamb&#233;m algo fundamental para o exerc&#237;cio profissional.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Real H, Bento A, Gra&#231;a P. Profiss&#227;o de Nutricionista em Portugal: evolu&#231;&#227;o e regulamenta&#231;&#227;o profissional. Revista Nutr&#237;cias. 2011; 11: 12-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727603&pid=S2182-7230201400020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>2. Despacho 46/76 (31 de Maio de 1976). <br/>3. Universidade Atl&#226;ntica, Despacho n.&#186; 17743/2007, Di&#225;rio da Rep&#250;blica &#8211; S&#233;rie II, N.&#186;154, p.22963-22965 (10 de Agosto de 2007).  <br/>4. Instituto Superior de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de Egas Moniz, Portaria n&#186; 250/2005, Di&#225;rio da Rep&#250;blica &#8211; I S&#233;rie-B, N.&#186; 49, p.2107-2109 (10 de Mar&#231;o de 2005).  <br/>5. Instituto Superior de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de Egas Moniz, Portaria n&#186;830/91, Di&#225;rio da Rep&#250;blica &#8211; I S&#233;rie-B, N.&#186; 186, 4127-4128 (14 de Agosto de 1991). <br/>6. CESPU Cooperativa de Ensino Superior Polit&#233;cnico e Universit&#225;rio, C.R.L, Aviso n.&#186; 14175/2009, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.&#170; s&#233;rie - N.&#186; 153, p.32000-32001 (10 de Agosto de 2009).  <br/>7. Universidade Fernando Pessoa, Aviso n.&#186; 22378/2008, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.&#170; s&#233;rie, n.&#186; 162, p.37052-37055 (22 de Agosto de 2008).  <br/>8. Universidade Cat&#243;lica Portuguesa [Internet]. Porto: Licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.porto.ucp.pt/pt/central-oferta-formativa/licenciatura-em-ciencias-da-nutricao" target="_blank">http://www.porto.ucp.pt/pt/central-oferta-formativa/licenciatura-em-ciencias-da-nutricao</a>. <br/>9. COFAC - Cooperativa de Forma&#231;&#227;o e Anima&#231;&#227;o Cultural, C. R. L., Despacho n.&#186; 10057/2011, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.&#170; s&#233;rie &#8212; N.&#186; 153, p.33073- 33075 (10 de Agosto de 2011). <br/>10. Instituto Piaget &#8211; Cooperativa para o desenvolvimento humano, integral e ecol&#243;gico, C. R. L. Despacho n.&#186; 8491/2012, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.&#170; s&#233;rie - N.&#186; 121, p.22271- 22273 (25 de Junho de 2012). <br/>11. Direc&#231;&#227;o-Geral do Ensino Superior [Internet]. Lisboa: O Processo de Bolonha. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Estudantes/Processo+de+Bolonha/Processo+de+Bolonha/" target="_blank">http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Estudantes/Processo+de+Bolonha/Processo+de+Bolonha/</a>. <br/>12. Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto. [Internet]. Porto: Licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o. Dispon&#237;vel em: <a href="http://sigarra.up.pt/fcnaup/pt/cur_geral.cur_view&#8204;pv_ano_lectivo=2013&pv_origem=CUR&pv_tipo_cur_sigla=L&pv_curso_id=833" target="_blank">http://sigarra.up.pt/fcnaup/pt/cur_geral.cur_view&#8204;pv_ano_lectivo=2013&pv_origem=CUR&pv_tipo_cur_sigla=L&pv_curso_id=833</a>. <br/>13. Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas, Di&#225;rio da Rep&#250;blica III S&#233;rie, N&#186; 235, p. 13954 (11 de Outubro de 1982).  <br/>14. Cria a Ordem dos Nutricionistas e aprova o seu Estatuto. Lei n&#186; 51/2010, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 1.&#170; s&#233;rie &#8212; N.&#186; 240, p. 5652- 5664 (14 de Dezembro de 2010). <br/>15. European Federation of Associations of Dietitians. [Internet]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.efad.org/everyone" target="_blank">http://www.efad.org/everyone</a>. <br/>16. Associa&#231;&#227;o Ibero-americana de Associa&#231;&#245;es de Nutricionistas [Internet] . Dispon&#237;vel em: <a href="https://www.facebook.com/groups/427891207273243/&#8204;fref=ts" target="_blank">https://www.facebook.com/groups/427891207273243/&#8204;fref=ts</a>. <br/>17. International Confederation of Dietetic Associations [Internet]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.internationaldietetics.org/" target="_blank">http://www.internationaldietetics.org/</a>. <br/>18. Real H, M. &#193;vila H. Trinta Anos da Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas: um Perfil Hist&#243;rico e de Mem&#243;rias. Revista Nutr&#237;cias. 2012; 15: 45-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727604&pid=S2182-7230201400020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>19. Ordem dos Nutricionistas [Internet] . Porto: A Ordem dos Nutricionistas: factos e n&#250;meros. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ordemdosnutricionistas.pt/documentos/newsletters/A_Ordem_dos_Nutricionistas_Factos_E_Numeros_2013.pdf" target="_blank">http://www.ordemdosnutricionistas.pt/documentos/newsletters/A_Ordem_dos_Nutricionistas_Factos_E_Numeros_2013.pdf</a>. <br/>20. Instituto Nacional de Estat&#237;stica [Internet]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain&#8204;xpid=INE&xpgid=ine_unid_territorial&menuBOUI=13707095&contexto=ut&selTab=tab3" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain&#8204;xpid=INE&xpgid=ine_unid_territorial&menuBOUI=13707095&contexto=ut&selTab=tab3</a>. <br/>21. Conselho Federal de Nutricionistas. [Internet] . Bras&#237;lia: Estat&#237;sticas. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php&#8204;secao=estatisticas" target="_blank">http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php&#8204;secao=estatisticas</a>. <br/>22. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica [Internet]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>. <br/>23. Ordem dos Nutricionistas. 2014. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ordemdosnutricionistas.pt/registoNacional.php&#8204;type=N&cod=0C0A" target="_blank">http://www.ordemdosnutricionistas.pt/registoNacional.php&#8204;type=N&cod=0C0A</a>. <br/>24. Gabinete do Secret&#225;rio de Estado Adjunto do Ministro da Sa&#250;de. Despacho n.&#186; 404/2012, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.&#170; s&#233;rie &#8212; N.&#186; 10, p.1341- 1342 (3 de Janeiro de 2012). <br/>25. Presid&#234;ncia do Conselho de Ministros. Decreto-Lei n.&#186; 119/2013, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 1.&#170; s&#233;rie &#8212; N.&#186; 160, p.5009- 5020 (21 de Agosto de 2013). <br/>26. Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas. [Internet]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.apn.org.pt/xFiles/scEditor/file/desdobravel-Nutricionista_final.pdf" target="_blank">http://www.apn.org.pt/xFiles/scEditor/file/desdobravel-Nutricionista_final.pdf</a>. <br/>27. World Health Organization. Global action plan for the prevention and control of noncommunicable diseases 2013&#8211;2020. Sixty-sixth World Health Assembly. 2013. <br/>28. World Health Organization. Vienna Declaration on Nutrition and Noncommunicable Diseases in the Context of Health 2020. WHO Ministerial Conference on Nutrition and Noncommunicable Diseases in the Context of Health 2020. 2013. <br/>29. Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, Plataforma contra a Obesidade. Estudo de Preval&#234;ncia da Obesidade dos Adolescentes em Portugal Continental.2009. <br/>30. Gra&#231;a P, Nogueira PJ, Silva AJ, Rosa MV, Alves MI, Afonso D, et al. Portugal - Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel em n&#250;meros. Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. 2013. <br/>31. Recomenda ao Governo a ado&#231;&#227;o de medidas tendentes ao combate da obesidade infanto -juvenil em Portugal. Resolu&#231;&#227;o da Assembleia da Rep&#250;blica n.&#186; 67/2012, Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 1.&#170; s&#233;rie &#8212; N.&#186; 91, p.2456 (10 de maio de 2012). <br/>32. Cordeiro T, Bento A. Incorpora&#231;&#227;o dos Nutricionistas nos Centros de Sa&#250;de. Revista Nutr&#237;cias. 2011; 11: 20-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727605&pid=S2182-7230201400020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>33. United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. [Internet]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.unesco.org/culture/ich/RL/00884" target="_blank">http://www.unesco.org/culture/ich/RL/00884</a>. <br/>34. Gra&#231;a P, Mateus MP, Lima R. O Conceito de Dieta Mediterr&#226;nica e a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel nas Escolas Portuguesas. Revista Nutr&#237;cias. 2013; 19: 6-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727606&pid=S2182-7230201400020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  <br/>35. Parlamento Europeu e do Conselho. Regulamento (UE) N.&#186; 1169/2011, Jornal Oficial da Uni&#227;o Europeia p.18-63 (25 de Outubro de 2011).  </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Helena Real <br/>Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Nutricionistas <br/>Rua Jo&#227;o das Regras, n.&#186; 284, R/C 3 <br/>4000-291 Porto, Portugal <br/><a href="mailto:helenareal@apn.org.pt">helenareal@apn.org.pt</a></p> </p>  <br/>Recebido a 15 de Junho <br/>Aceite a 30 de Junho <br/>       ]]></body><back>
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