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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Percurso Inicial das Áreas Disciplinares de Comunicação e Educação Alimentar na Formação dos Nutricionistas em Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Initial Steps of the Disciplinary Areas of Communication and Nutrition Education in Training of Nutritionists in Portugal]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-72302014000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-72302014000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-72302014000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A formação dos Nutricionistas em Portugal sempre teve uma forte componente vocacionada para a educação alimentar e para a capacitação na área da comunicação. Da análise dos planos curriculares da única instituição pública portuguesa que forma Nutricionistas pode observar-se o percurso desta componente ao longo do tempo e como se centrou na formação dos profissionais para promoverem hábitos individuais saudáveis nas populações. Apesar deste modelo normativo se ter mantido, verifica-se progressivamente a separação entre a formação académica na área da gestão de informação e a formação do Nutricionista como líder da mudança individual e depois colectiva. De futuro, constata-se a necessidade de integrar as novas tecnologias nestes modelos de intervenção e de posicionar, cada vez mais, o Nutricionista no centro da acção transformadora.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Training of Nutritionists in Portugal has always had a strong emphasis on nutrition education and teaching skills for professionals in the field of communication. The analysis of the curricula of the only public institution that educate Portuguese Nutritionists allowed us to observe the evolution in this field over time. Despite this normative model has remained, we observed progressively a separation between academic training in data management and the training of nutritionists as leaders of the individual and then collective change. In the future, there is the need to integrate new technologies in these intervention models and position Nutritionists at the center of transforming action.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comunicação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>PROFISSIONALIDADES</p></b> <br/>     <p><b >O Percurso Inicial das &#193;reas Disciplinares de Comunica&#231;&#227;o e Educa&#231;&#227;o Alimentar na Forma&#231;&#227;o dos Nutricionistas em Portugal </b>     <p><b >The Initial Steps of the Disciplinary Areas of Communication and Nutrition Education in Training of Nutritionists in Portugal</b>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <p><b >Pedro Gra&#231;a<sup>1,2</sup>; Patr&#237;cia Padr&#227;o<sup>1</sup>; Maria Jo&#227;o Greg&#243;rio<sup>1</sup>; Renata Barros<sup>1</sup>; Vitor Viana<sup>1</sup>; Pedro Moreira<sup>1</sup></b>     <p ><sup>1</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal <br/><sup>2</sup>Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, Alameda D. Afonso Henriques, n.&#186; 45 1049-005 Lisboa, Portugal </p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <br/>A forma&#231;&#227;o dos Nutricionistas em Portugal sempre teve uma forte componente vocacionada para a educa&#231;&#227;o alimentar e para a capacita&#231;&#227;o na &#225;rea da comunica&#231;&#227;o. Da an&#225;lise dos planos curriculares da &#250;nica institui&#231;&#227;o p&#250;blica portuguesa que forma Nutricionistas pode observar-se o percurso desta componente ao longo do tempo e como se centrou na forma&#231;&#227;o dos profissionais para promoverem h&#225;bitos individuais saud&#225;veis nas popula&#231;&#245;es. Apesar deste modelo normativo se ter mantido, verifica-se progressivamente a separa&#231;&#227;o entre a forma&#231;&#227;o acad&#233;mica na &#225;rea da gest&#227;o de informa&#231;&#227;o e a forma&#231;&#227;o do Nutricionista como l&#237;der da mudan&#231;a individual e depois colectiva. De futuro, constata-se a necessidade de integrar as novas tecnologias nestes modelos de interven&#231;&#227;o e de posicionar, cada vez mais, o Nutricionista no centro da ac&#231;&#227;o transformadora. </p>     <p><b >Palavras-Chave</b>: Comunica&#231;&#227;o, Educa&#231;&#227;o alimentar, Gest&#227;o de informa&#231;&#227;o, Nutricionista </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >ABSTRACT</b> </p>      <p>Training of Nutritionists in Portugal has always had a strong emphasis on nutrition education and teaching skills for professionals in the field of communication. The analysis of the curricula of the only public institution that educate Portuguese Nutritionists allowed us to observe the evolution in this field over time. Despite this normative model has remained, we observed progressively a separation between academic training in data management and the training of nutritionists as leaders of the individual and then collective change. In the future, there is the need to integrate new technologies in these intervention models and position Nutritionists at the center of transforming action. </p>     <p><b >keywords</b>: Communication, Nutrition education, Information management, Nutritionist </p>      <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br/>A     forma&#231;&#227;o de Nutricionistas em Portugal iniciou-se no ano lectivo 1976/77     atrav&#233;s da cria&#231;&#227;o do curso de bacharelato em Nutricionismo, na depend&#234;ncia     directa da Reitoria da Universidade do Porto (UP) e evoluiu em 1999 para a     designa&#231;&#227;o actual de Faculdade de Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o da     Universidade do Porto (FCNAUP). Actualmente, a FCNAUP continua a ser a &#250;nica     institui&#231;&#227;o p&#250;blica nacional respons&#225;vel pela forma&#231;&#227;o de licenciados em     Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o (Nutricionistas) e onde, desde sempre, de forma directa ou     indirecta, existiu uma componente formativa relacionada com a comunica&#231;&#227;o e     educa&#231;&#227;o alimentar. O processo de integra&#231;&#227;o das ci&#234;ncias da comunica&#231;&#227;o na     ]]></body>
<body><![CDATA[forma&#231;&#227;o em ci&#234;ncias da nutri&#231;&#227;o ao longo do per&#237;odo em an&#225;lise revela, por um     lado, um percurso de grande e r&#225;pida muta&#231;&#227;o, caracter&#237;stico de duas ci&#234;ncias     em franca evolu&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m uma certa indefini&#231;&#227;o sobre o espa&#231;o pr&#243;prio     para enquadrar esta nova &#225;rea disciplinar na forma&#231;&#227;o dos Nutricionistas. Esta     indefini&#231;&#227;o e a forma como se deve posicionar o Nutricionista perante o que &#233;     p&#250;blico e privado &#233; pressentida em outras &#225;reas, mas &#233; aqui, na &#225;rea da     interven&#231;&#227;o sobre a comunidade, que se pode identificar com maior clareza,     reflectindo tamb&#233;m as enormes transforma&#231;&#245;es sociais e tecnol&#243;gicas nas     sociedades contempor&#226;neas e os desafios que colocam &#224; actua&#231;&#227;o do     Nutricionista. O presente artigo pretende descrever o percurso da integra&#231;&#227;o     ]]></body>
<body><![CDATA[das ci&#234;ncias da comunica&#231;&#227;o e da educa&#231;&#227;o alimentar no ensino e forma&#231;&#227;o em     ci&#234;ncias da nutri&#231;&#227;o desde o in&#237;cio da forma&#231;&#227;o de t&#233;cnicos superiores de     nutri&#231;&#227;o em Portugal (1976/1977) at&#233; ao ano lectivo de 2012/2013.      <br/><u>De     1976/1977 a 1987/1988 - Os primeiros anos - A necessidade pressentida de     incluir as Ci&#234;ncias da Comunica&#231;&#227;o e Educa&#231;&#227;o Alimentar no ensino das Ci&#234;ncias     da Nutri&#231;&#227;o</u>     <br/>A     forma&#231;&#227;o de t&#233;cnicos superiores de nutri&#231;&#227;o em Portugal surgiu, no per&#237;odo     p&#243;s-revolu&#231;&#227;o (ap&#243;s a revolu&#231;&#227;o de Abril de 1974), motivada pela necessidade de     ]]></body>
<body><![CDATA[modificar o acesso e o consumo alimentar para uma larga maioria da popula&#231;&#227;o.     Por&#233;m, tamb&#233;m o facto de existirem estudantes em n&#250;mero excessivo no 1.&#186; ano da     Faculdade de Medicina da UP no ano lectivo 1975/76 e a necessidade de canalizar     esse n&#250;mero excessivo de estudantes para forma&#231;&#245;es, de certa forma,     complementares ou afins ao curso de Medicina, contribuiu para o aparecimento do     curso de Nutricionismo. Na &#233;poca, nas Faculdades de Medicina, o ensino     espec&#237;fico da nutri&#231;&#227;o era praticamente inexistente, n&#227;o s&#243; em Portugal como em     outras partes do mundo (1). Durante este per&#237;odo &#233; importante salientar o papel     de Em&#237;lio Peres, M&#233;dico e um dos primeiros professores da FCNAUP. Enquanto     membro da comiss&#227;o nacional para a reestrutura&#231;&#227;o do ensino m&#233;dico e da     ]]></body>
<body><![CDATA[comiss&#227;o de representantes das tr&#234;s Faculdades de Medicina, elaborou as     recomenda&#231;&#245;es para a forma&#231;&#227;o de profissionais de sa&#250;de pretendendo dar     resposta ao desafio sa&#237;do da revolu&#231;&#227;o de 25 de Abril de 1974 de &#8220;mais e melhor     sa&#250;de para todos&#8221;. Neste contexto, criaram-se nesse per&#237;odo os cursos de     Medicina Dent&#225;ria, Nutricionismo, Ci&#234;ncias do Ambiente, de forma&#231;&#227;o de     professores de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e ainda a reciclagem de Enfermeiros auxiliares e     a forma&#231;&#227;o superior de Enfermeiros, para al&#233;m da cria&#231;&#227;o de cursos m&#233;dios     regulares para os t&#233;cnicos superiores de sa&#250;de (2). Assim, em 31 de Maio de     1976 foi criado, na depend&#234;ncia da Reitoria da UP, o curso de bacharelato em     Nutricionismo, com uma dura&#231;&#227;o de 3 anos (3). A forma&#231;&#227;o de &#8220;t&#233;cnicos     ]]></body>
<body><![CDATA[superiores especializados em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o&#8221; em Portugal, tinha como     objectivo triplo: habilitar para a interven&#231;&#227;o no campo da sa&#250;de p&#250;blica em     articula&#231;&#227;o com os servi&#231;os centrais de outros Minist&#233;rios, como os dos     Assuntos Sociais, Educa&#231;&#227;o ou Agricultura na resolu&#231;&#227;o de problemas de produ&#231;&#227;o     e distribui&#231;&#227;o racional de alimenta&#231;&#227;o; nos servi&#231;os de sa&#250;de, em especial a     n&#237;vel hospitalar para orientar e coordenar, em colabora&#231;&#227;o com os Dietistas e     M&#233;dicos a alimenta&#231;&#227;o normal e diet&#233;tica; e por fim, fazer investiga&#231;&#227;o nos     centros de investiga&#231;&#227;o sobre nutri&#231;&#227;o, ind&#250;strias e dom&#237;nios afins (4). O     desenho da forma&#231;&#227;o inicial do primeiro curso de bacharelato em Nutricionismo     reflectia, muito provavelmente, a necessidade de introduzir mudan&#231;as favor&#225;veis     ]]></body>
<body><![CDATA[nos consumos e, ao mesmo tempo, aumentar a autossufici&#234;ncia de alimentos     essenciais na sociedade. Paralelamente ao in&#237;cio da forma&#231;&#227;o de Nutricionistas     em Portugal, surgiram nesta mesma &#233;poca as primeiras propostas para a     implementa&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica alimentar nacional. Neste contexto, a educa&#231;&#227;o     alimentar era encarada como parte integrante desta pol&#237;tica alimentar a iniciar     eventualmente na altura, devendo contemplar programas de informa&#231;&#227;o, &#8220;desde as     escolas aos servi&#231;os de sa&#250;de e afins, com a colabora&#231;&#227;o regular da comunica&#231;&#227;o     social&#8221; (4).      <br/>Entre     o ano lectivo de 1976/1977 e o ano 1986/1987 decorre uma d&#233;cada durante a qual     ]]></body>
<body><![CDATA[funciona o curso de bacharelato em Nutricionismo (3 anos de forma&#231;&#227;o     pr&#233;-graduada). Durante este per&#237;odo inicial, existe no plano curricular uma     disciplina chamada &#8220;Legisla&#231;&#227;o e Pedagogia Aplicadas &#224; Nutri&#231;&#227;o e &#201;tica Profissional&#8221;     onde as &#225;reas da comunica&#231;&#227;o e da educa&#231;&#227;o alimentar aparecem fugazmente e pela     primeira vez juntas, percurso que v&#227;o fazer ao longo das pr&#243;ximas d&#233;cadas pelo     menos at&#233; ao ano lectivo de 2007/2008.      <br/>Nesta     primeira d&#233;cada, o objectivo da proposta formativa centrava-se em capacitar o     futuro Nutricionista para ser capaz de fornecer aos cidad&#227;os informa&#231;&#245;es     adequadas e correctas sobre alimentos, alimenta&#231;&#227;o e preven&#231;&#227;o de problemas     ]]></body>
<body><![CDATA[nutricionais. Pela estrutura program&#225;tica desta disciplina, pode-se observar     uma diversidade de &#225;reas e temas que v&#227;o desde as quest&#245;es da efic&#225;cia da     comunica&#231;&#227;o, pedagogia e ensino at&#233; &#224;s quest&#245;es da legisla&#231;&#227;o na &#225;rea alimentar     e de &#233;tica profissional nos profissionais de sa&#250;de. Em paralelo, pressente-se     da an&#225;lise do conte&#250;do program&#225;tico e dos materiais pedag&#243;gicos de outras duas     disciplinas do curso de bacharelato na altura, &#8220;Alimenta&#231;&#227;o Racional&#8221; e     &#8220;Sociologia Geral e Alimentar&#8221;, duas correntes de pensamento distintas que em     paralelo v&#227;o influenciar a forma&#231;&#227;o dos futuros Nutricionistas na &#225;rea da     educa&#231;&#227;o alimentar e comunica&#231;&#227;o. Por um lado, a ideia de que o desconhecimento     total ou parcial por parte da popula&#231;&#227;o relativamente &#224; composi&#231;&#227;o dos     ]]></body>
<body><![CDATA[alimentos e sua rela&#231;&#227;o com a sa&#250;de era factor determinante de consumos inadequados,     sendo necess&#225;rio capacitar os futuros t&#233;cnicos para modificar esta situa&#231;&#227;o.     Por outro lado, e j&#225; na d&#233;cada de 80, com o in&#237;cio da campanha nacional de     educa&#231;&#227;o alimentar &#8220;Saber comer &#233; saber viver&#8221; que decorre at&#233; 1982 e que     integra entre outras pessoas, uma equipa de cinco Nutricionistas do primeiro     curso do bacharelato de Nutricionismo da UP, a vertente da educa&#231;&#227;o alimentar     assume tamb&#233;m o compromisso pol&#237;tico e ideol&#243;gico de colocar a capacidade     t&#233;cnica e cient&#237;fica dos Nutricionistas ao servi&#231;o dos grupos sociais mais     fr&#225;geis na luta contra a desnutri&#231;&#227;o. Este compromisso &#233; vis&#237;vel na carta de     aceita&#231;&#227;o que um dos mentores da campanha de educa&#231;&#227;o alimentar &#8220;Saber comer &#233;     ]]></body>
<body><![CDATA[saber viver&#8221;, o Dr. Em&#237;lio Peres, na altura respons&#225;vel da disciplina de &#8220;Alimenta&#231;&#227;o     Racional&#8221; e que envia &#224; coordenadora nacional da campanha, Dra. Margarida     Gon&#231;alves Pereira&#8230; &#8221;a raz&#227;o subjacente &#224; minha colabora&#231;&#227;o liga-se ao meu     posicionamento conceptual como cidad&#227;o e t&#233;cnico de sa&#250;de; e esse define-se     pela necessidade de promover a sa&#250;de como forma de alcan&#231;ar o bem-estar e pelo     pressuposto (ali&#225;s demonstr&#225;vel) que a alimenta&#231;&#227;o correcta &#233; factor decisivo     para a conquista da sa&#250;de&#8230; s&#227;o tudo aspectos da luta necess&#225;ria que julgo     coerente com a minha posi&#231;&#227;o ideol&#243;gica&#8221; (5). Apesar desta posi&#231;&#227;o,     marcadamente interventiva e assumida por alguns docentes do curso de     Nutricionismo, a disciplina de &#8220;Legisla&#231;&#227;o e Pedagogia Aplicadas &#224; Nutri&#231;&#227;o e     ]]></body>
<body><![CDATA[&#201;tica Profissional&#8221;, leccionada no 3.&#186; e &#250;ltimo ano do curso, era uma mistura     de diversas &#225;reas, sem um corpo conceptual aut&#243;nomo, assumindo de forma neutra     as m&#250;ltiplas fun&#231;&#245;es de ensinar legisla&#231;&#227;o alimentar, pedagogia e at&#233; &#233;tica     profissional.     <br/><u>De     1987/1988 a 2000/2001 &#8211; A consolida&#231;&#227;o do ensino da comunica&#231;&#227;o e dos seus     processos</u>     <br/>O     novo plano de estudos conferindo o grau de licenciado em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o     iniciou-se em 1987/1988 (6) com uma nova disciplina na &#225;rea da     ]]></body>
<body><![CDATA[comunica&#231;&#227;o/educa&#231;&#227;o alimentar chamada de &#8220;Educa&#231;&#227;o na Comunica&#231;&#227;o em Nutri&#231;&#227;o&#8221;     e que substitui a anterior, num plano de estudos mais alargado j&#225; com 5 anos.     Esta nova disciplina centrava-se essencialmente sobre a capacita&#231;&#227;o do futuro     Nutricionista no dom&#237;nio das t&#233;cnicas e teorias da comunica&#231;&#227;o,     perspectivando-o como um profissional conhecedor dos processos de comunica&#231;&#227;o. O     ensino centrava-se no ensino das teorias gerais de comunica&#231;&#227;o desde os modelos     de Shannon e Weaver at&#233; &#224;s teorias de comunica&#231;&#227;o de massas, passando pelas     t&#233;cnicas de comunica&#231;&#227;o interpessoal e rela&#231;&#245;es de atendimento     Nutricionista-paciente (7). Em 1991/1992, entra em vigor um novo plano de     estudos do curso de licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o, por&#233;m o ensino da     ]]></body>
<body><![CDATA[comunica&#231;&#227;o/educa&#231;&#227;o alimentar continua a fazer-se atrav&#233;s da disciplina     &#8220;Educa&#231;&#227;o na Comunica&#231;&#227;o em Nutri&#231;&#227;o&#8221;, no 2&#186; Semestre do 4&#186; ano. Durante este     per&#237;odo, a educa&#231;&#227;o alimentar &#233; valorizada e mencionada por outras disciplinas     da licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o, mas as bases te&#243;rico-conceptuais e     operacionais que a fundamentam n&#227;o s&#227;o ensinadas nesta disciplina em     particular. Ou seja, apesar da sua import&#226;ncia estrat&#233;gica, o seu espa&#231;o n&#227;o     est&#225; bem delimitado. Durante este per&#237;odo, a disciplina continua a ter como     objectivos centrais a introdu&#231;&#227;o &#224;s teorias gerais da comunica&#231;&#227;o, aos     processos b&#225;sicos de comunica&#231;&#227;o verbal e n&#227;o-verbal e ao contexto da     comunica&#231;&#227;o (8), nomeadamente tentando dotar os estudantes de &#8220;compet&#234;ncias que     ]]></body>
<body><![CDATA[possibilitassem a an&#225;lise da comunica&#231;&#227;o nos diversos contextos e ensinando     estrat&#233;gias facilitadoras de comunica&#231;&#227;o&#8221; (9).      <br/>Em     1994/1995, com a entrada em vigor de um novo plano de estudos, a disciplina     passa a ter uma nova designa&#231;&#227;o - &#8220;Pedagogia e Comunica&#231;&#227;o&#8221; -sendo leccionada     no 2.&#186; semestre do 4.&#186; ano. No ano lectivo de 2000/2001, a disciplina adopta a     designa&#231;&#227;o de &#8220;Pedagogia da Comunica&#231;&#227;o em Nutri&#231;&#227;o&#8221;. Apesar destas sucessivas     modifica&#231;&#245;es no seu nome, os objectivos continuam a ser &#8221;Sensibilizar para a     import&#226;ncia da comunica&#231;&#227;o como determinante do comportamento; Dotar de     compet&#234;ncias que possibilitem a an&#225;lise da comunica&#231;&#227;o nos diversos contextos     ]]></body>
<body><![CDATA[e; Ensinar estrat&#233;gias facilitadoras da comunica&#231;&#227;o no contexto cl&#237;nico e no     contexto de apresenta&#231;&#245;es p&#250;blicas&#8221;. Durante o per&#237;odo em an&#225;lise, o ensino     recentra-se cada vez mais na capacita&#231;&#227;o do Nutricionista para melhorar as suas     compet&#234;ncias na an&#225;lise e capacidade de comunicar com efici&#234;ncia. Durante este     per&#237;odo as quest&#245;es relacionadas com a discuss&#227;o ideol&#243;gica em torno do     fornecimento de informa&#231;&#227;o e a sua capacidade para influenciar comportamentos     s&#227;o pouco discutidas (10). Tamb&#233;m a problematiza&#231;&#227;o da excessiva     responsabiliza&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos no seu processo sa&#250;de-doen&#231;a, reduzindo o seu     estado de sa&#250;de a uma quest&#227;o de informa&#231;&#227;o adequada para a decis&#227;o individual     &#233; praticamente inexistente na forma&#231;&#227;o nesta &#225;rea, situa&#231;&#227;o j&#225; discutida por     ]]></body>
<body><![CDATA[outros autores (11).     <br/><u>De     2001/2002 a 2007/2008 &#8211; Da Comunica&#231;&#227;o para a Educa&#231;&#227;o Alimentar</u>     <br/>Em     2001/2002, j&#225; com novo plano de estudos a disciplina passa a chamar-se     &#8220;Comunica&#231;&#227;o&#8221; e a ser leccionada no 1.&#186; semestre do 4.&#186; ano. Durante este     per&#237;odo e at&#233; ao ano lectivo de 2007/2008, o ensino continua centrado na     capacita&#231;&#227;o do Nutricionista para conseguir comunicar de forma cada vez mais     eficiente mas introduz progressivamente a melhoria das compet&#234;ncias no uso de     tecnologias de informa&#231;&#227;o, a compreens&#227;o das teorias, factores e processos de     ]]></body>
<body><![CDATA[aprendizagem bem como o ensino de m&#233;todos e t&#233;cnicas pedag&#243;gicas. Ao longo     deste per&#237;odo introduz-se a capacidade de auto-avalia&#231;&#227;o pedag&#243;gica e o     diagn&#243;stico de compet&#234;ncias pedag&#243;gicas, apresentam-se teorias, factores e     processos de aprendizagem bem como m&#233;todos e t&#233;cnicas pedag&#243;gicas. Apesar da     disciplina se chamar pela primeira vez &#8220;Comunica&#231;&#227;o&#8221;, paradoxalmente, ela     recentra-se progressivamente na forma&#231;&#227;o pedag&#243;gica, na utiliza&#231;&#227;o de casos e     na simula&#231;&#227;o parcial de problemas, bem como na constru&#231;&#227;o de mensagens e na     avalia&#231;&#227;o dos resultados.     <br/>Apesar     desta reformula&#231;&#227;o de objectivos e at&#233; de metodologias de ensino ao longo deste     ]]></body>
<body><![CDATA[per&#237;odo, continua a notar-se o ensino de compet&#234;ncias para a constru&#231;&#227;o de     mensagens na &#225;rea das ci&#234;ncias da nutri&#231;&#227;o mas sem uma reflex&#227;o aprofundada     sobre as diferen&#231;as entre os conceitos de comunica&#231;&#227;o e educa&#231;&#227;o alimentar. O     Nutricionista &#233; encarado como disseminador de informa&#231;&#227;o de qualidade sobre     nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o. Ou seja, como se a eleva&#231;&#227;o da sua capacidade t&#233;cnica     ao n&#237;vel dos conhecimentos e o dom&#237;nio das t&#233;cnicas de comunica&#231;&#227;o o tornassem     capaz de construir ou reflectir sobre as abordagens educativas mais eficazes.     Pouco se reflecte ainda sobre o facto de que oferecer informa&#231;&#227;o de qualidade &#233;     uma condi&#231;&#227;o necess&#225;ria, por&#233;m n&#227;o suficiente para a mudan&#231;a se levarmos em     considera&#231;&#227;o as dimens&#245;es n&#227;o racionais e inconscientes que condicionam o     ]]></body>
<body><![CDATA[consumo alimentar. Ou ainda, para o facto de que oferecer informa&#231;&#227;o de     qualidade e operar mudan&#231;as de comportamento s&#227;o situa&#231;&#245;es distintas onde a     legitimidade do &#8220;educador&#8221; &#233; central bem como a capacidade de di&#225;logo com a     comunidade.      <br/><u>De     2007/2008 a 2012/2013 &#8211; A separa&#231;&#227;o e complementaridade Comunica&#231;&#227;o/Educa&#231;&#227;o     Alimentar</u><u></u>     <br/>Em     2007/2008 com novo plano de estudos adaptado &#224;s exig&#234;ncias do Processo de     Bolonha, a agora denominada unidade curricular (UC) de &#8220;Comunica&#231;&#227;o&#8221; passa a     ]]></body>
<body><![CDATA[ser leccionada no 2.&#186; semestre do 1.&#186; ano e aparece uma nova UC na &#225;rea chamada     de &#8220;Projecto de Comunica&#231;&#227;o&#8221; que a partir desta data passa a ser leccionada no     1.&#186; semestre do 2.&#186; ano. Com esta mudan&#231;a, em que o ensino da Comunica&#231;&#227;o passa     da fase final do percurso educativo (4.&#186; ano) para o princ&#237;pio (1.&#186; ano) e em     que aparece uma nova disciplina, agora chamada de UC, intitulada &#8220;Projecto de     Comunica&#231;&#227;o&#8221; abre-se uma oportunidade de separar comunica&#231;&#227;o e educa&#231;&#227;o     alimentar pela primeira vez na hist&#243;ria da institui&#231;&#227;o e enquadrar novas     quest&#245;es decorrentes do avan&#231;o tecnol&#243;gico na &#225;rea. Ao longo da &#250;ltima d&#233;cada,     foi vis&#237;vel o avan&#231;o na &#225;rea dos conte&#250;dos informativos, no aumento da sua     complexidade, na interac&#231;&#227;o entre estes, nas plataformas de suporte, na sua     ]]></body>
<body><![CDATA[produ&#231;&#227;o e disponibilidade para outros, tornando poss&#237;vel ao Nutricionista ser     simultaneamente consumidor, gestor, produtor e divulgador de informa&#231;&#227;o. Mais     tarde, desde 2007, iniciou-se um percurso de discuss&#227;o cont&#237;nua e de     reformula&#231;&#227;o pedag&#243;gica e de conte&#250;dos que culminou na constru&#231;&#227;o de um modelo     novo de ensino na &#225;rea adaptado &#224;s necessidades de formar t&#233;cnicos de nutri&#231;&#227;o     que sejam capazes de serem geradores de mudan&#231;a, de transforma&#231;&#227;o, incentivando     o aparecimento de processos individuais e colectivos de mudan&#231;a. O actual     modelo dividiu a forma&#231;&#227;o em torno da UC de Comunica&#231;&#227;o (1.&#186; ano) que tem como     objectivo trabalhar a gest&#227;o de informa&#231;&#227;o, desde a recolha de informa&#231;&#227;o de     qualidade na &#225;rea das ci&#234;ncias da nutri&#231;&#227;o e afins, a an&#225;lise cr&#237;tica das     ]]></body>
<body><![CDATA[diferentes fontes de informa&#231;&#227;o e qualidade dos seus conte&#250;dos at&#233;     conhecimentos m&#237;nimos para armazenar, sintetizar e reproduzir informa&#231;&#227;o     cient&#237;fica aos pares, &#224; luz de princ&#237;pios pedag&#243;gicos, &#233;ticos e de deontologia     profissional. E posteriormente a UC oferecida no ano seguinte &#8211; Projecto de     Comunica&#231;&#227;o (2.&#186; ano), que tem como objectivo construir um projecto de     interven&#231;&#227;o na comunidade atrav&#233;s de diversas estrat&#233;gias de comunica&#231;&#227;o, mas     que se aproxima em muito dos modelos propostos em educa&#231;&#227;o alimentar. De     referir, que a par da UC de Projecto de Comunica&#231;&#227;o, tamb&#233;m uma nova UC -     &#8220;Nutri&#231;&#227;o Comunit&#225;ria&#8221; - leccionada no 1.&#186; semestre do 4.&#186; ano, fornece     compet&#234;ncias na &#225;rea da educa&#231;&#227;o alimentar ao incentivar o desenvolvimento de     ]]></body>
<body><![CDATA[&#8220;capacidades no desenho, implementa&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o de programas de nutri&#231;&#227;o     comunit&#225;ria&#8221;.     </p>     <p><b >AN&#193;LISE CR&#205;TICA E CONCLUS&#213;ES</b> <br/>Reflectindo sobre o percurso hist&#243;rico da integra&#231;&#227;o das ci&#234;ncias da comunica&#231;&#227;o e da educa&#231;&#227;o alimentar no ensino das ci&#234;ncias da nutri&#231;&#227;o, &#233; percept&#237;vel o papel de destaque que &#233; dado ao Nutricionista enquanto profissional com compet&#234;ncias na &#225;rea da capacita&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos para escolhas alimentares saud&#225;veis. De facto, desde o in&#237;cio da forma&#231;&#227;o dos Nutricionistas que as ci&#234;ncias da comunica&#231;&#227;o e da educa&#231;&#227;o alimentar est&#227;o presentes nos planos curriculares. Neste percurso, &#233; evidente que o ensino nesta &#225;rea se centra cada vez mais na capacita&#231;&#227;o do Nutricionista para melhorar as suas compet&#234;ncias e na capacidade de comunicar com efici&#234;ncia, pressupondo assim que o Nutricionista enquanto disseminador de informa&#231;&#227;o &#233; capaz de modificar comportamentos alimentares da popula&#231;&#227;o. Acresce ainda referir que durante este per&#237;odo pouco se reflectiu curricularmente sobre o impacto que o fornecimento de informa&#231;&#227;o pode ter na modifica&#231;&#227;o de comportamentos.  <br/>Contudo, ap&#243;s a &#250;ltima restrutura&#231;&#227;o do plano curricular do ensino pr&#233;-graduado em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o (2007/2008), com o aparecimento das UC&#8217;s &#8220;Comunica&#231;&#227;o&#8221;, &#8220;Projecto de Comunica&#231;&#227;o&#8221; e &#8220;Nutri&#231;&#227;o Comunit&#225;ria&#8221;, parece ter existido uma clara distin&#231;&#227;o entre os conceitos de comunica&#231;&#227;o e de educa&#231;&#227;o alimentar, assumindo-se a sua complementaridade como essencial para o desenvolvimento de interven&#231;&#245;es efectivas na comunidade.  <br/>Neste &#226;mbito, iniciou-se uma reflex&#227;o mais profunda acerca da necessidade de uma educa&#231;&#227;o alimentar mais eficaz, que seja capaz de integrar aspectos culturais, sociais, econ&#243;micos, &#233;ticos e psicol&#243;gicas que possam influenciar h&#225;bitos alimentares. Assim, pressente-se neste percurso a necessidade crescente de incorporar conceitos multidimensionais na forma&#231;&#227;o do Nutricionista enquanto modificador de comportamentos, de modo a contrariar a ideia de que a educa&#231;&#227;o alimentar e a transmiss&#227;o de informa&#231;&#227;o de qualidade s&#227;o semelhantes. Tem sido referido por diversos autores que a educa&#231;&#227;o alimentar tem estado mais vinculada &#224; produ&#231;&#227;o e transmiss&#227;o de informa&#231;&#245;es que serviam como suporte &#224; tomada de decis&#245;es dos indiv&#237;duos (12-16). Apesar de ser inquestion&#225;vel a educa&#231;&#227;o alimentar enquanto atribui&#231;&#227;o do Nutricionista, deve considerar-se que &#8220;ensinar n&#227;o &#233; apenas transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produ&#231;&#227;o individual ou constru&#231;&#227;o&#8221; (12).  <br/>A import&#226;ncia que &#233; dada ao papel do Nutricionista na educa&#231;&#227;o alimentar no &#226;mbito da promo&#231;&#227;o da sa&#250;de tamb&#233;m se tem reflectido nas pol&#237;ticas nutricionais em Portugal. A primeira proposta para a implementa&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica alimentar nacional, elaborada por Gon&#231;alves Ferreira em 1979, considerava a necessidade de implementar uma pol&#237;tica de educa&#231;&#227;o alimentar como uma das suas principais medidas (17). Nesta mesma &#233;poca, teve in&#237;cio a primeira campanha nacional de educa&#231;&#227;o alimentar &#8220;Saber comer &#233; saber viver&#8221; (5). Desde ent&#227;o e, apesar do interesse e capacidade de definir uma pol&#237;tica formal de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o em Portugal ter diminu&#237;do durante a d&#233;cada de 90, a educa&#231;&#227;o alimentar foi talvez a &#250;nica &#225;rea que continuou activa na agenda pol&#237;tica (18). Actualmente, o Programa Nacional para a Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel, criado em 2012, apresenta como um dos seus cinco objectivos gerais &#8220;informar e capacitar para a compra, confec&#231;&#227;o e armazenamento de alimentos saud&#225;veis, em especial aos grupos mais desfavorecidos&#8221; (19). Assim, tamb&#233;m no contexto do novo programa de ac&#231;&#227;o nacional na &#225;rea da alimenta&#231;&#227;o &#233; not&#243;ria a import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o alimentar como uma estrat&#233;gia fundamental para a promo&#231;&#227;o da sa&#250;de.  <br/>Actualmente, os Nutricionistas deparam-se com sistemas de sa&#250;de cada vez mais complexos, caracterizados por um crescimento das desigualdades sociais e da iliteracia com um impacte crescente no desenvolvimento de doen&#231;as cr&#243;nicas, pelas dificuldades em assegurar &#224;s popula&#231;&#245;es cuidados de sa&#250;de compat&#237;veis com os avan&#231;os dos conhecimentos t&#233;cnicos e, com novos actores do tecido econ&#243;mico, envolvidos cada vez mais na comunica&#231;&#227;o em nutri&#231;&#227;o e alimenta&#231;&#227;o. Por outro lado, o forte crescimento e evolu&#231;&#227;o a n&#237;vel das tecnologias de informa&#231;&#227;o, onde os cidad&#227;os s&#227;o cada vez mais activos, tamb&#233;m colocam enormes desafios &#224; actua&#231;&#227;o dos Nutricionistas, em particular nos processos de educa&#231;&#227;o alimentar. No entanto deixaremos esta reflex&#227;o para futuro.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <br/>1. Dutra de Oliveira J.E. Ensino de nutri&#231;&#227;o para estudantes de Medicina. Arquivos Brasileiros de Nutri&#231;&#227;o. 1966; 22:21-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727465&pid=S2182-7230201400030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>2. Vinagre S. Em&#237;lio Peres, um inovador, mestre da cultura e da cidadania. In: Almeida MDVd, editor. Em&#237;lio Peres - o M&#233;dico, o Professor, o Orador, o Pol&#237;tico, o Ilustre Sabedor&#8204; Porto: Reitoria da Universidade do Porto; 2008. p. 58-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727466&pid=S2182-7230201400030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>3. Despacho 46/76, cria&#231;&#227;o do Curso de Nutricionismo da Universidade do Porto, na depend&#234;ncia directa da sua reitoria, conferindo o Bacharelato em Nutricionismo (3 anos), de 31 de Maio de 1976. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2&#170; S&#233;rie, n&#186; 126.  <br/>4. Ferreira FAG. Nutri&#231;&#227;o Humana. Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian; 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727467&pid=S2182-7230201400030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>5. Pereira MG. "Vamos"&#8230;e as coisas aconteciam! Assim era Em&#237;lio Peres. In: Almeida MDVd, editor. Em&#237;lio Peres - o M&#233;dico, o Professor, o Orador, o Pol&#237;tico, o Ilustre Sabedor&#8204; Porto: Reitoria da Universidade do Porto; 2008. p. 42-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727468&pid=S2182-7230201400030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>6. Portaria 154/87, aprova&#231;&#227;o do plano de estudos para a Licenciatura em Ci&#234;ncias da Nutri&#231;&#227;o (5 anos), de 5 de Mar&#231;o de 1987. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 1&#170; S&#233;rie, n&#186; 53.  <br/>7. McQuail D. Mass communication theory: An introduction Thousand Oaks, CA, US: Sage Publications, Inc; 1987. <br/>8. Reardon KK, Rogers EM. Interpersonal Versus Mass Media Communication: A False Dichotomy. 1988; 15(2):284&#8211;303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727469&pid=S2182-7230201400030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>9. lanz K, Lewis FM, Rimer BK. Health behavior and health education: Theory, research, and practice. The Jossey-Bass health series. San Francisco, CA, US: Jossey-Bass; 1990. <br/>10. Maibach EW, Parrott RL. Designing Health Messages: Approaches from Communication Theory and Public. Thousand Oaks, CA, US: Sage Publications, Inc.; 1995. <br/>11. Santos LAS. Educa&#231;&#227;o alimentar e nutricional no contexto da promo&#231;&#227;o de pr&#225;ticas alimentares saud&#225;veis. Revista de Nutri&#231;&#227;o. 2005; 18(5).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727470&pid=S2182-7230201400030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>12. Man&#231;o AM, Costa FNA. Educa&#231;&#227;o nutricional: caminhos poss&#237;veis. Alim Nutr. 2004; 15(2):145-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727471&pid=S2182-7230201400030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>13. Santos LAS. O fazer educa&#231;&#227;o alimentar e nutricional: algumas contribui&#231;&#245;es para reflex&#227;o. Ci&#234;ncia & Sa&#250;de Coletiva. 2012; 17(2):453-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727472&pid=S2182-7230201400030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>14. Boog MCF. Educa&#231;&#227;o Nutricional: Passado, presente, futuro. R Nutr PUCCAMP. 1997; 10(1):5-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727473&pid=S2182-7230201400030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>15. Oliveira SI, Oliveira KS. Novas perspectivas em educa&#231;&#227;o alimentar e nutricional. Psicologia USP. 2008; 19(4):495-504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727474&pid=S2182-7230201400030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>16. Beauman C, Cannon G, Elmadfa I, Glasauer P, Hoffmann I, Keller M, et al. The Giessen Declaration. Public Health Nutrition. 2005; 8(6A):783-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727475&pid=S2182-7230201400030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>17. Ferreira FAG. Posi&#231;&#227;o de Portugal em Pol&#237;tica Alimentar e de Nutri&#231;&#227;o. Rev CEN. 1979; 3(1):3-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727476&pid=S2182-7230201400030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <br/>18. Loureiro I. A import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o alimentar: o papel das escolas promotoras de sa&#250;de. Revista Portuguesa de Sa&#250;de P&#250;blica. 2004; 22(2):43-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1727477&pid=S2182-7230201400030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <br/>19. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa Nacional da Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel - Orienta&#231;&#245;es Program&#225;ticas. Lisboa; 2012.  </p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Pedro Gra&#231;a <br/>Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, <br/>Alameda D. Afonso Henriques, n.&#186; 45 1049-005 Lisboa, Portugal  <br/><a href="mailto:pedrograca@dgs.pt">pedrograca@dgs.pt</a></p> </p>  <br/>Recebido a 22 de Agosto de 2014 <br/>Aceite a 29 de Setembro de 2014 <br/>       ]]></body><back>
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