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</front><body><![CDATA[ <p><b>A Importância da Revista Nutrícias no Âmbito Nacional e Internacional das Ciências da Nutrição</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p > <b >Helena Ávila<sup>1</sup></b> <br/>  <br/><sup>1</sup>Directora da Revista Nutrícias entre 2012 e 2013</p>     <p >&nbsp;</p>     <p>     A sucessão de diversas efemérides em anos recentes,     sejam o 20.º aniversário da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, os 40     anos da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do     Porto, os 25 anos da Semana de Ciências da Nutrição da Associação de Estudantes     da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto ou     ]]></body>
<body><![CDATA[a 25.ª edição da Revista Nutrícias, são marcos que devem ser registados e     comemorados, pelo que felicito a Associação Portuguesa dos Nutricionistas e os     órgãos da Revista Nutrícias por esta iniciativa, bem como todos os que     acreditaram, iniciaram e deram continuidade a este ambicioso projecto.     Estas datas devem ser lembradas, não por uma questão     de vénia, louvor ou agradecimento a quem de direito, embora isso esteja     implícito e o reconhecimento a terceiros seja um sinal de elevação intelectual     e de maturidade profissional e humana. Mas, o que é mais relevante é o facto de     assinalarem a origem de uma ideia, uma vontade, uma convicção tão renovadora,     arrojada e necessária, que muitos outros que se lhe seguiram não tiveram nem     ]]></body>
<body><![CDATA[quiseram outra opção, que não a de lhe dar continuidade.     A uns coube o mérito de percepcionarem     um meio em falta para o melhor desenvolvimento e comunicação das ciências da     nutrição; a outros, não menos notável, coube o talento de não se deixarem     fatigar pela força da inércia, mas sim de acarinharem, ano após ano, e com     igual empenho, robustez e capacidade, o que um dia outros iniciaram. É com esta     harmonia e união de vontades do génio fundador e da persistência e consistência     dos continuadores, que se conseguem grandes feitos.     Numa época em que sobressaem valores como a inovação,     o empreendedorismo e a criatividade, é importante notarmos que estes não rimam     ]]></body>
<body><![CDATA[apenas com individualismo, pois que se tornam meros foguetes efémeros se não     forem prosseguidos por outros, menos relevados nos tempos que correm, é certo,     mas que urge assumir sem preconceitos, como sejam a constança     e a fidelidade às ideias, aos projectos e às pessoas.     O processo de indexação da revista à SciELO (Scientific Electronic Library) Online teve     início em Setembro de 2011, requerendo um notável esforço de adequação aos critérios     requeridos para aceitação, verificáveis na avaliação da “qualidade científica”     e da “qualidade técnica dos arquivos”.     Como resposta à primeira etapa, procedeu-se, entre     outras, à abertura institucional do Conselho Científico a novos peritos, através     ]]></body>
<body><![CDATA[do convite e mobilização de especialistas de inegável mérito e reconhecimento,     conferindo ao mesmo uma composição pluri-disciplinar     e que incorpora elementos de origem nacional e internacional. Como resultado, o     Conselho Científico é constituído actualmente por um     painel de especialistas de diferentes áreas, entre os quais a quase totalidade     de Nutricionistas doutorados portugueses, perfazendo mais de 60 revisores,     garantindo-se assim um processo de arbitragem por pares e de aprovação dos     artigos segundo as metodologias mais exigentes.     A segunda fase, que consiste na adaptação da versão em     papel ou online da revista para a sua disponibilização em formato digital, é um     ]]></body>
<body><![CDATA[processo muito trabalhoso mas praticamente invisível. Contudo, a sua     importância é fundamental, viabilizando a pesquisa temática propriamente dita e     a atribuição da produção científica aos seus autores, instituições e país de     publicação.     Pode a Associação Portuguesa dos Nutricionistas     orgulhar-se também de editar uma revista que possibilita a inclusão de artigos     bilingue. Este facto, que não é de somenos importância, poderá ser alvo de     melhor aproveitamento por investigadores e instituições.     A Revista Nutrícias é uma publicação com     características únicas em Portugal e não tem, deve admitir-se, sem com isso     ]]></body>
<body><![CDATA[beliscar a sua excelência e importância, a atenção e a projecção     que merece. As coisas são o que delas fazemos. Por vicissitudes várias – e     creio que as principais serão a desatenção e o descuido – ainda não colhe a     primazia para publicação de estudos científicos, mormente por parte dos     Nutricionistas, sendo preterida por vezes, por publicações de não superior     relevância. Ainda não existe uma cultura, que é necessário acarinhar, de as     teses de licenciatura, mestrado, doutoramento ou outros estudos serem a sua     procedência de alimentação preferencial, perdendo-se como fonte de evidência     científica, de referenciação e até do conhecimento, trabalhos notáveis e a     muitos necessários. A promoção da saúde e a sustentabilidade da profissão     ]]></body>
<body><![CDATA[também passam seguramente por aqui.     Ainda que a divulgação da ciência e o acesso à mesma     ocorra a uma escala planetária, são várias as razões que justificam a     publicação e consequente divulgação de estudos em publicações nacionais, desde     logo pelas particularidades culturais, socioeconómicas, genéticas e ambientais     da nossa população.     Outro aspecto prende-se com     a qualidade do ensino e da prática das ciências da nutrição em Portugal,     conferente da distinta abrangência que os profissionais da nutrição imprimem no     seu desempenho, nem sempre manifestada em trabalhos externos.     ]]></body>
<body><![CDATA[Quantos já não se depararam com situações de escassez     de informação sobre a prática da nutrição em Portugal, ou com dúvidas sobre a     natureza fidedigna e completa de alguns dados, ou dificuldade em encontrar     estudos que permitam a comparação e discussão dos resultados encontrados?     Pode-se ainda acrescentar o recurso a terminologia importada e não fixada e a     observações descontextualizadas e que não espelham a nossa realidade, por     inexistência de referências mais ajustadas.     Como resultado de alguma inércia na escrita e partilha     do conhecimento, a tomada de decisões político-estratégicas, sociais ou de     gestão, esbarra por vezes na falta de dados, evidências e estudos que permitam     ]]></body>
<body><![CDATA[uma sustentação científica. Por outro lado, é difícil, em circunstâncias     particulares, fundamentar a relevância da prática profissional e dos seus     resultados e mais-valias, em análises de nível qualitativo e quantitativo, quer     por estas serem diminutas ou inexistentes, quer por se encontrarem dispersas.     Não é de garantir a manutenção da Revista Nutrícias     que falo, pois isso não se afigura minimamente em risco, mas sim da importância     de que se reveste a sua existência. Se cada um dos mais de 1800 Nutricionistas     portugueses publicasse um artigo, e considerando-se cinco artigos publicados     nos quatro números anuais da Revista Nutrícias, estariam assegurados noventa     anos de edições contínuas. São números que valem muito pouco de per si, até     ]]></body>
<body><![CDATA[porque a Revista Nutrícias é uma revista aberta a vários domínios de     investigação e de actividade profissional, mas que     ajudam a compreender a sua dimensão. Assim, não é o que lhe podemos dar, mas     sim o que ela pode e deve representar. O estado do actual     desenvolvimento das ciências da nutrição em Portugal precisa ser vertido na sua     publicação científica de maior relevância e projecção.     Tivemos a honra e a oportunidade de apresentar a     Revista Nutrícias em alguns fóruns científicos e profissionais, de cariz     internacional, e podemos dar testemunho do excelente impacto causado,     referindo-se à sua qualidade gráfica, de revisores e conteúdos, natureza     ]]></body>
<body><![CDATA[bilingue e capacidade de distribuição e divulgação, dado tratar-se de uma     publicação gratuita.     Talvez que esta data seja também um marco importante     para o modo como encaramos a Revista Nutrícias. Ela merece-o e seria uma     mais-valia para todos os Nutricionistas e estudiosos das ciências da nutrição.     Parabéns à Associação Portuguesa dos Nutricionistas.     </p>      ]]></body>
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