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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p><b>Trabalho, precariedade e rebeli&otilde;es sociais</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>El&iacute;sio Estanque<a href="#0">*</a><a name="top0"></a> e Hermes Augusto Costa<a href="#00">**</a><a name="top00"></a></b></p>     <p>Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Portugal. Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal <a href="mailto:elisio.estanque@gmail.com">elisio.estanque@gmail.com</a> <a href="mailto:hermes@fe.uc.pt">hermes@fe.uc.pt</a>  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Como &eacute; sabido, o projeto da modernidade ocidental assentou, desde os seus prim&oacute;rdios, na estreita rela&ccedil;&atilde;o entre o trabalho assalariado e o sistema social mais geral. Ao longo de perto de tr&ecirc;s s&eacute;culos as principais transforma&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e conquistas civilizacionais partiram do mundo do trabalho, pelo que os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados na economia, nas institui&ccedil;&otilde;es e na constru&ccedil;&atilde;o do Estado de direito tiveram como principal fundamento e for&ccedil;a transformadora as rela&ccedil;&otilde;es sociais sediadas na produ&ccedil;&atilde;o e o conflito capital/ trabalho. &Eacute; necess&aacute;rio lembrar todo esse legado hist&oacute;rico para desenvolver uma abordagem atualizada e cr&iacute;tica do mundo do trabalho, identificando as suas contradi&ccedil;&otilde;es, novas e velhas, caracterizando os atuais contornos que v&ecirc;m emergindo no mundo laboral, apontando os avan&ccedil;os e retrocessos no plano dos direitos e, com tudo isso, tentando compreender as tend&ecirc;ncias mais recentes que v&ecirc;m ocorrendo nesta rela&ccedil;&atilde;o – que permanece tensa e contradit&oacute;ria – entre economia e sociedade, entre a esfera do trabalho e o sistema social e sociopol&iacute;tico no seu conjunto. </i></p>     <p><i>&Eacute; justamente &agrave; luz dessas preocupa&ccedil;&otilde;es que o presente volume da </i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais<i> pretende lan&ccedil;ar um olhar sociol&oacute;gico sobre o panorama atual das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho e o mais recente ciclo de movimento sociais no contexto global, com especial aten&ccedil;&atilde;o ao caso de Portugal e da regi&atilde;o mediterr&acirc;nica, de um lado, e ao caso do Brasil, de outro lado, procurando analisar as conex&otilde;es entre coes&atilde;o social e fragmenta&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho. Os mais recentes processos de flexibiliza&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, em especial na Europa, s&atilde;o interpretados como fatores que potenciaram o desencadear de revoltas e rebeli&otilde;es sociais, embora estas, de um modo geral, transcendam a esfera espec&iacute;fica do mundo do trabalho. Os textos reunidos neste n&uacute;mero d&atilde;o testemunho de diversos focos de tens&atilde;o nos mercados de trabalho, evidenciam te&oacute;rica e empiricamente formas de precariedade e conflitualidade laboral e abrem espa&ccedil;o para o entendimento da rebeli&atilde;o social como estrat&eacute;gia de rea&ccedil;&atilde;o social mais ampla. </i></p>     <p><i>Em primeiro lugar, trata-se de recordar algumas das teses opostas quanto ao lugar/ &agrave; centralidade do trabalho na sociedade, que estiveram na ordem do dia ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada (Toni, 2003; Costa, 2008; Estanque e Costa, 2012a; 2012b). Na linha de trabalhos anteriores, entendemos que foram precipitadas as an&aacute;lise que defenderam a tese do “fim do trabalho” ou mesmo o diagn&oacute;stico da fragmenta&ccedil;&atilde;o geral da sociedade salarial numa “n&atilde;o classe de n&atilde;o trabalhadores/as” (Andr&eacute; Gorz); isto, apesar de se reconhecer a menor import&acirc;ncia do trabalho na defini&ccedil;&atilde;o da estrutura&ccedil;&atilde;o da identidade individual e a sua crescente dificuldade em fixar os la&ccedil;os sociais (Claus Offe; Jeremy Rifkin; Ulrich Beck; Dominique M&eacute;da; Richard Sennett). &Eacute; verdade que o trabalho se tornou um bem cada vez mais escasso, mas isso n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o lhe retirou import&acirc;ncia, como at&eacute; real&ccedil;ou o seu papel enquanto fator de afirma&ccedil;&atilde;o da dignidade do trabalhador e da defesa dos direitos humanos. Mesmo considerando as virtualidades da sociedade informacional (Manuel Castells), torna-se necess&aacute;rio enfatizar, na linha da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT), que “o trabalho n&atilde;o &eacute; uma mercadoria” e que n&atilde;o h&aacute; alternativa &agrave; civiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho, ainda que as suas formas se revelem cada vez mais inst&aacute;veis e multifacetadas. Mas como v&aacute;rios acad&eacute;micos t&ecirc;m chamado a aten&ccedil;&atilde;o, o trabalho permanece no centro dos combates sociais e da luta pol&iacute;tica atual. Importa por isso redescobrir e refor&ccedil;ar o seu papel enquanto cimento da sociedade, isto &eacute;, como espa&ccedil;o decisivo na defesa da coes&atilde;o social e do exerc&iacute;cio da cidadania, revitalizando os mecanismos de di&aacute;logo e os consensos por meio de um novo contrato social que consolide a democracia (Castel, 1998; Santos, 1998; Estanque e Costa, 2013). </i></p>     <p><i>Mas a ideia de precariedade enraizou-se fortemente, quer no discurso e nos estudos acad&eacute;micos, quer na viv&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas concretas ativistas dos atores do mercado de trabalho. &Eacute;, pois, um facto inquestion&aacute;vel que o trabalho assalariado se tornou palco de individualismo negativo e de precariedade e que vem perdendo consist&ecirc;ncia, estabilidade e at&eacute; dignidade. Ao longo da primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo xxi as novas formas de trabalho converteram-se cada vez mais em rotas de sentido precarizante, quer em Portugal e na Europa, quer &agrave; escala global: recibos verdes (ou melhor, falsos recibos verdes), contratos a prazo, trabalho tempor&aacute;rio, trabalho a tempo parcial, subcontrata&ccedil;&atilde;o, economia informal s&atilde;o apenas algumas das modalidades das novas morfologias do trabalho (Antunes, 2013) que, n&atilde;o raras vezes, desaguam no fen&oacute;meno do desemprego. &Eacute; claro que os sistemas de rela&ccedil;&otilde;es laborais (as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, a legisla&ccedil;&atilde;o laboral, a contrata&ccedil;&atilde;o coletiva, etc.) n&atilde;o s&atilde;o uniformes entre os pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE), mas em diversos pa&iacute;ses s&atilde;o identific&aacute;veis tend&ecirc;ncias de degrada&ccedil;&atilde;o que atingem com maior intensidade os segmentos mais pobres e vulner&aacute;veis, em particular os jovens e as mulheres. Por exemplo, no campo dos rendimentos do trabalho, os cortes entre os/as funcion&aacute;rios/as p&uacute;blicos/as das economias mais fragilizadas (Gr&eacute;cia, Irlanda, Portugal s&atilde;o alguns dos exemplos mais referidos no quadro da UE), associados a todo um pacote de medidas de liberaliza&ccedil;&atilde;o e “ajustamento” em benef&iacute;cio do capital (e contra o trabalho), constituem um enorme recuo no campo dos direitos laborais e sociais (Estanque e Costa, 2012a; 2012b; Costa, 2012), intensificando-se a transfer&ecirc;ncia de rendimentos do trabalho para o capital (Leite </i>et al.<i>, 2013). </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Em face destas formas de degrada&ccedil;&atilde;o do trabalho assalariado, a contesta&ccedil;&atilde;o social manifesta-se nos dias de hoje sob uma diversidade de formas de a&ccedil;&atilde;o coletiva presente em distintos quadrantes geogr&aacute;ficos. No contexto europeu, &eacute; quase uma inevitabilidade associar o protesto coletivo &agrave;s pol&iacute;ticas de austeridade que t&ecirc;m produzido impactos desestruturantes sobre os mercados de trabalho e refor&ccedil;ado assimetrias nas rela&ccedil;&otilde;es laborais, aumentando a precariedade e a depend&ecirc;ncia de quem trabalha (e de quem n&atilde;o consegue um emprego). Mas tamb&eacute;m no contexto do Norte de &Aacute;frica (por exemplo no Egito) e da Am&eacute;rica Latina (designadamente no Brasil) emergiram aut&ecirc;nticos focos de rebeli&atilde;o social, clamando por direitos sociais, liberdade, transpar&ecirc;ncia nas institui&ccedil;&otilde;es e mais autenticidade na democracia pol&iacute;tica e social. Em todos esses enquadramentos estamos diante de um ciclo de protestos globais onde acaba por sobressair um “retorno ao materialismo” (Estanque, Costa e Soeiro, 2013), quer olhemos para os n&uacute;meros elevados do desemprego, para os cortes nos sal&aacute;rios e benef&iacute;cios sociais, para o enfraquecimento das fun&ccedil;&otilde;es sociais do Estado, para o aumento do “precariado” ou para as amea&ccedil;as &agrave; classe m&eacute;dia (emergente ou em decl&iacute;nio).</i></p>     <p><i>&Eacute;, justamente, sobre o precariado que se debru&ccedil;am os dois contributos que abrem este n&uacute;mero tem&aacute;tico. Por um lado, Guy Standing, ap&oacute;s uma classifica&ccedil;&atilde;o e tipifica&ccedil;&atilde;o do precariado enquanto “classe em constru&ccedil;&atilde;o”, advoga que a mesma incorpore um verdadeiro potencial transformador, o que implica uma luta pela redistribui&ccedil;&atilde;o do acesso aos bens ou ativos fundamentais para uma “vida boa” numa sociedade assente na seguran&ccedil;a socioecon&oacute;mica, no controlo sobre o tempo, no usufruto de espa&ccedil;os de qualidade, conhecimento (ou instru&ccedil;&atilde;o), saber financeiro e capital financeiro. Por outro lado, Ruy Braga considera o precariado como sin&oacute;nimo de proletariado </i><i>precarizado, que incorpora a fra&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora desqualificada ou semiqualificada e submetida a altas taxas de rotatividade no trabalho. Em concreto, analisa a forma&ccedil;&atilde;o do precariado p&oacute;s-fordista na ind&uacute;stria do </i>call center<i> no Brasil (por sinal o setor que mais criou postos formais de trabalho nos anos 2000), dando conta da rela&ccedil;&atilde;o entre a automobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, a a&ccedil;&atilde;o dos sindicatos e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas federais</i></p>     <p><i>Num segundo momento, os textos de El&iacute;sio Estanque, Iside Gjergji e de Roberto V&eacute;ras acentuam a componente de rebeli&atilde;o social associada ao mundo do trabalho. El&iacute;sio Estanque, desde logo, discute a rela&ccedil;&atilde;o entre precariedade e movimentos sociais em Portugal e no Brasil no per&iacute;odo compreendido entre 2011 e 2013, elucidando tend&ecirc;ncias, similitudes e contrastes entre essas duas realidades. Num registo ensa&iacute;stico, argumenta-se que na base desses movimentos prevalece um “radicalismo” ou uma “puls&atilde;o” de classe m&eacute;dia. Discute-se e clarifica-se o conceito de “classe m&eacute;dia” – que aqui &eacute; concebido sob uma nova perspetiva – e apontam-se as segmenta&ccedil;&otilde;es internas desta categoria e o potencial dos segmentos emergentes na contesta&ccedil;&atilde;o do atual </i>statu quo<i> ou na den&uacute;ncia dos programas de austeridade que v&ecirc;m barrando as expectativas e ambi&ccedil;&otilde;es das camadas emergentes de uma juventude escolarizada, como v&iacute;nculos claros &agrave; classe m&eacute;dia.</i></p>     <p><i>Por outro lado, Iside Gjergji procura destacar o papel dos protestos de natureza laboral (ou, se quisermos, as ra&iacute;zes socioecon&oacute;micas da revolta eg&iacute;pcia de 2011), que normalmente &eacute; secundarizado por parte dos estudiosos da “primavera &aacute;rabe”, que tendem a designar a revolu&ccedil;&atilde;o eg&iacute;pcia como uma revolu&ccedil;&atilde;o-Facebook, quer dizer, um fen&oacute;meno sociopol&iacute;tico instigado (sobretudo atrav&eacute;s das redes sociais) essencialmente por jovens da classe m&eacute;dia e com um n&iacute;vel elevado de instru&ccedil;&atilde;o. Argumenta-se, no entanto, que no cerne da revolta eg&iacute;pcia est&atilde;o fatores socioecon&oacute;micos, pelo que se torna crucial identificar alguns passos fundamentais no sentido de se considerar que o crescente movimento oper&aacute;rio eg&iacute;pcio &eacute; um elemento primacial do processo revolucion&aacute;rio a longo prazo. Por outro lado ainda, Roberto V&eacute;ras de Oliveira, tomando como refer&ecirc;ncia o contexto brasileiro, analisa os conflitos e as negocia&ccedil;&otilde;es envolvendo trabalhadores, sindicatos, empres&aacute;rios, governo, justi&ccedil;a, Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, entre outros atores, estabelecidos durante a constru&ccedil;&atilde;o das Usinas Hidroel&eacute;tricas de Jirau e Santo Ant&ocirc;nio, situadas no Norte do pa&iacute;s. Ao identificar as posi&ccedil;&otilde;es dos referidos atores, prop&otilde;e um conjunto de reflex&otilde;es sobre as potencialidades e os limites da atividade sindical.</i></p>     <p><i>A fechar este n&uacute;mero tem&aacute;tico, as duas contribui&ccedil;&otilde;es finais associam a ideia do protesto &agrave;s pol&iacute;ticas de austeridade, uma realidade muito presente no contexto europeu. Por um lado, Maria da Paz Campos Lima e Antonio Martin Artiles come&ccedil;am por fornecer um enquadramento da literatura sobre nov&iacute;ssimos movimentos sociais </i>versus<i> abordagens sobre as rela&ccedil;&otilde;es laborais e sindicalismo, quer identificando os seus (des)encontros e as suas diferentes l&oacute;gicas, quer chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es (no &acirc;mbito dos ciclos de protesto europeus) para uma articula&ccedil;&atilde;o entre preocupa&ccedil;&otilde;es materialistas e reivindica&ccedil;&otilde;es metapol&iacute;ticas. A par com esta an&aacute;lise macrossociol&oacute;gica centrada na a&ccedil;&atilde;o coletiva, os autores analisam, no plano micro, a participa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos nas manifesta&ccedil;&otilde;es de protesto, com base no Inqu&eacute;rito Social Europeu de 2012. Ao faz&ecirc;-lo, destacam tend&ecirc;ncias, perfis, motiva&ccedil;&otilde;es e fatores explicativos dessa participa&ccedil;&atilde;o individual, de modo a aferirem em que medida existe um paralelismo com as condi&ccedil;&otilde;es e motiva&ccedil;&otilde;es associadas &agrave;s formas de a&ccedil;&atilde;o coletiva. Por outro lado, Hermes Augusto Costa, Hugo Dias e Jos&eacute; Soeiro analisam o fen&oacute;meno da greve em contexto de austeridade. Al&eacute;m de proporem olhares sociol&oacute;gicos sobre a greve, relacionados com as no&ccedil;&otilde;es de democracia e regula&ccedil;&atilde;o sociojur&iacute;dica, com a(s) ideologia(s) e tens&otilde;es entre a&ccedil;&atilde;o coletiva e individual, com as escalas e controv&eacute;rsias ou ainda com as temporalidades e os resultados, assinalam a express&atilde;o quantitativa das greves em Portugal. O estudo de caso que analisam retrata uma greve ousada em contexto de austeridade refor&ccedil;ada, num setor espec&iacute;fico e prec&aacute;rio – trabalhadores da Linha Sa&uacute;de 24 –, o que lhes permite avaliar quer os desafios que se colocam &agrave; a&ccedil;&atilde;o sindical, quer as novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o do conflito social.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Antunes, Ricardo (2013), <i>Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirma&ccedil;&atilde;o e a nega&ccedil;&atilde;o do trabalho</i>. Coimbra: Almedina/CES.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000020&pid=S2182-7435201400010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castel, Robert (1998), <i>As metamorfoses da quest&atilde;o social</i>. Petr&oacute;polis: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000022&pid=S2182-7435201400010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, Hermes Augusto (2008), <i>Sindicalismo global ou met&aacute;fora adiada? Discursos e pr&aacute;ticas transnacionais da CGTP e da CUT</i>. Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000024&pid=S2182-7435201400010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, Hermes Augusto (2012), “From Europe as a Model to Europe as Austerity: The impact of the crisis on Portuguese trade unions”, <i>Transfer – European Review of Labour and Research</i>, 18 (4), 397-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S2182-7435201400010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Estanque, El&iacute;sio; Costa, Hermes Augusto (2012a), “Labour Relations and Social Movements”, <i>in</i> Denis Erasga (org.), <i>Sociological Landscapes: Theories, Realities and Trends</i> (ISBN 978-953-51-0460-5). Rijeka/Croacia: INTECH/ Open Acess Publishing, 257-282. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.intechopen.com/articles/show/title/labour-relations-and-social-movements" target="blank">http://www.intechopen.com/articles/show/title/labour-relations-and-social-movements</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S2182-7435201400010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Estanque, El&iacute;sio; Costa, Hermes Augusto (2012b), “Trabalho, precariedade e movimentos sociolaborais”, <i>in</i> S. F. Casaca (org.), <i>Mudan&ccedil;as laborais e rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero: novos vetores de (des)igualdade. </i>Lisboa/Coimbra: Almedina, 165-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S2182-7435201400010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Estanque, El&iacute;sio; Costa, Hermes Augusto (2013), “O sindicalismo europeu no centro do vulc&atilde;o: desafios e amea&ccedil;as”, <i>Janus-Anu&aacute;rio de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores</i>, 16, 176-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S2182-7435201400010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Estanque, El&iacute;sio; Costa, Hermes Augusto; Soeiro, Jos&eacute; (2013), “The New Global Cycle of Protest and the Portuguese Case”, <i>Journal of Social Science Education</i>, 12 (1), 31-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S2182-7435201400010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leite, Jorge; Costa, Hermes Augusto; Silva, Manuel Carvalho da; Almeida, Jo&atilde;o Ramos (2013), “Austeridade, reformas laborais e desvaloriza&ccedil;&atilde;o do trabalho”, <i>in</i> Observat&oacute;rio sobre Crises e Alternativas (org.), <i>A anatomia da crise: identificar os problemas para construir alternativas</i> (1.&ordm; relat&oacute;rio/preliminar). Coimbra/Lisboa: Observat&oacute;rio sobre Crises e Alternativas, 108-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S2182-7435201400010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, Boaventura de Sousa (1998), <i>Reinventar a Democracia</i>. Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S2182-7435201400010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Toni, M&iacute;riam de (2003), “Vis&otilde;es sobre o trabalho em transforma&ccedil;&atilde;o”, <i>Sociologias</i>, 9, 246-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S2182-7435201400010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Soci&oacute;logo, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e investigador do Centro de Estudos Sociais desde 1985. Foi professor visitante na Universidade Estadual de Campinas, Brasil, durante o ano de 2013. &Eacute; cocoordenador do Programa de Doutoramento em “Rela&ccedil;&otilde;es de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo” em curso na FEUC e no Centro de Estudos Sociais (CES). A sua &uacute;ltima obra &eacute; o ensaio <i>A Classe M&eacute;dia. Ascens&atilde;o e Decl&iacute;nio</i> (Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos, 2012).</p>     <p><a href="#top00">**</a><a name="00"></a> Soci&oacute;logo. Professor Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Investigador do Centro de Estudos Sociais. Cocoordenador do Programa de Doutoramento em “Rela&ccedil;&otilde;es de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo” (CES/FEUC). Livros recentes: <i>O sindicalismo portugu&ecirc;s e a nova quest&atilde;o social: crise ou renova&ccedil;&atilde;o? </i>(coorganiza&ccedil;&atilde;o com E. Estanque; Coimbra: Almedina/CES, 2011), <i>Conselhos de Empresa Europeus: um estudo dos setores metal&uacute;rgico, qu&iacute;mico e financeiro em Portugal </i>(coautoria com Paula R. Costa; Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2014).</p> </html>      ]]></body><back>
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