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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><b>Culturas musicais contempor&acirc;neas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paula Guerra*, Paula Abreu**</b></p>     <p>* Faculdade de Letras da Universidade do Porto&nbsp; Via Panor&acirc;mica, s/n, 4150&nbsp;564 Porto, Portugal <a href="mailto:pguerra@letras.up.pt">pguerra@letras.up.pt</a></p>     <p>** Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra Col&eacute;gio de S. Jer&oacute;nimo, Largo D. Dinis, Apartado 3087, 3000&nbsp;995 Coimbra, Portugal <a href="mailto:pabreu@ces.uc.pt">pabreu@ces.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A m&uacute;sica &eacute; uma express&atilde;o cultural contempor&acirc;nea que desde muito cedo foi associada ao universo da produ&ccedil;&atilde;o, difus&atilde;o e consumo cultural de car&aacute;cter industrial. Alguns dos textos ilustrativos da teoria cr&iacute;tica de Adorno sobre a ind&uacute;stria cultural debru&ccedil;amse exatamente sobre formas industriais e populares de m&uacute;sica. No entanto, desde os finais da d&eacute;cada de 60 do s&eacute;culo xx que os estudos culturais centrados no Birmingham Centre for Contemporary Cultural Studies (CCCS) t&ecirc;m dado conta de reconhecidas express&otilde;es musicais populares que resistem ou subvertem n&atilde;o apenas o mainstream da cultura musical veiculada pela ind&uacute;stria da m&uacute;sica e pelos grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m os universos simb&oacute;licos associados &agrave; sua produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e consumo. Tais trabalhos apontaram a import&acirc;ncia da m&uacute;sica nas manifesta&ccedil;&otilde;es subculturais, mostrando a sua for&ccedil;a agregadora e simbolizante.</i></p>     <p><i>Mais tarde, a partir dos anos 90 do s&eacute;culo xx, as rea&ccedil;&otilde;es aos cultural studies, designadas como post subcultural studies ou p&oacute;sestruturalistas, t&ecirc;m vindo a fomentar pesquisas em torno de manifesta&ccedil;&otilde;es, produ&ccedil;&otilde;es e viv&ecirc;ncias musicais associadas a espa&ccedil;os espec&iacute;ficos, a grupos geracionais e a filia&ccedil;&otilde;es de gostos particulares. Destes adv&eacute;m um manancial de quest&otilde;es em torno da pluralidade das cenas musicais e das neotribos no mundo contempor&acirc;neo. A atual profus&atilde;o de paradigmas interpretativos &eacute; bem sintom&aacute;tica da cont&iacute;nua import&acirc;ncia da m&uacute;sica na modela&ccedil;&atilde;o das identidades e das mem&oacute;rias grupais e coletivas. A fragmenta&ccedil;&atilde;o e eros&atilde;o dos g&eacute;neros e subg&eacute;neros musicais, a dilui&ccedil;&atilde;o das fronteiras art&iacute;sticas can&oacute;nicas, a multiplica&ccedil;&atilde;o de consumos associados &agrave; m&uacute;sica, a ambival&ecirc;ncia dos estatutos da produ&ccedil;&atilde;o e do consumo musical, assim como a profus&atilde;o de canais de difus&atilde;o e acesso &agrave; m&uacute;sica s&atilde;o tend&ecirc;ncias que continuam a colocar a m&uacute;sica, sobretudo a de car&aacute;cter popular, no cerne das controv&eacute;rsias culturais.</i></p>     <p><i>Este n&uacute;mero tem&aacute;tico<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> da Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais abre um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o sobre alguns dos novos desafios colocados &agrave;s culturas musicais contempor&acirc;neas e &agrave; forma como estes amea&ccedil;am ou estimulam o seu potencial de resist&ecirc;ncia, diferencia&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o face &agrave;s tend&ecirc;ncias e movimentos culturais populares dominantes, continuadamente atravessados pelos efeitos da tecnologia e do (novo) esp&iacute;rito do capitalismo.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>O conjunto de artigos que o n&uacute;mero congrega &eacute; ilustrativo da diversidade destas mesmas quest&otilde;es. Neles encontramos abordagens sobre a ambival&ecirc;ncia do potencial simb&oacute;lico e identit&aacute;rio da m&uacute;sica, colocandoa n&atilde;o apenas em rela&ccedil;&atilde;o com subculturas espec&iacute;ficas, mas tamb&eacute;m na media&ccedil;&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o a estilos de vida partilhados e na gest&atilde;o das identidades individuais; ou ainda como ingrediente fundamental na defini&ccedil;&atilde;o da singularidade de projetos espec&iacute;ficos, sejam eles de car&aacute;cter mais popular ou mais erudito. O efeito catalisador de resist&ecirc;ncia ou dissid&ecirc;ncia destas culturas &eacute; ainda ilustrado pela abordagem da associa&ccedil;&atilde;o entre culturas musicais e consumos transgressivos e pr&aacute;ticas de resist&ecirc;ncia de g&eacute;nero. A dualidade underground/mainstream marca &ndash; como dentro de toda a esfera pop &ndash; os debates a este n&iacute;vel. Tamb&eacute;m encontramos reflex&otilde;es e an&aacute;lises centradas sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a transforma&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas musicais, as tecnologias digitais e virtuais e os novos modelos de neg&oacute;cio, discutindo as m&uacute;ltiplas faces das formas de imbrica&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea de processos culturais/musicais, t&eacute;cnicos e tecnol&oacute;gicos, econ&oacute;micos e mercantis.</i></p>     <p><i>Estamos, assim, perante um conjunto diversificado de artigos que conjugam teoria e empiria, demonstrando a vivacidade que estes debates e quest&otilde;es t&ecirc;m alcan&ccedil;ado na Europa do Sul e na Am&eacute;rica Latina, incluindo contributos focados em Portugal, em Espanha, em It&aacute;lia e no Brasil. E esta quest&atilde;o &eacute; t&atilde;o mais importante quanto estas s&atilde;o sociedades marcadas por transi&ccedil;&otilde;es e sobretudo, em tempos recentes, pela crise econ&oacute;mica e societal, no &acirc;mbito das quais as manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas e musicais parecem cada vez mais assumirse como plataformas de refunda&ccedil;&atilde;o e revivifica&ccedil;&atilde;o identit&aacute;rias.</i></p>     <p><i>Os artigos est&atilde;o organizados de forma a interligar temas, desafios, abordagens e metodologias decorrentes das cenas musicais contempor&acirc;neas. No primeiro texto, justamente intitulado de &ldquo;&iquest;El declive del significado social de la m&uacute;sica?&rdquo; de Ion Andoni del Amo, Arkaitz Letamendia e Jason Diaux, problematizase a decad&ecirc;ncia da m&uacute;sica fruto do avan&ccedil;o societal e das tecnologias e, particularmente, a capacidade da m&uacute;sica como ritual e matriz de reestrutura&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria. Esta reflex&atilde;o crucial encontrase plasmada neste artigo atrav&eacute;s de tr&ecirc;s caminhos: uma abordagem te&oacute;rica centrada nas teorias p&oacute;ssubculturais; uma an&aacute;lise do contexto de estetiza&ccedil;&atilde;o da cultura contempor&acirc;nea num quadro p&oacute;smoderno; uma ilustra&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica situada na Euskal Herria e centrada na forma como os diversos agentes da m&uacute;sica alternativa percebem o significado social da m&uacute;sica e a sua perda de import&acirc;ncia como matriz de socialidade comunicativa juvenil.</i></p>     <p><i>O artigo &ldquo;Estigma, experimenta&ccedil;&atilde;o e risco: A quest&atilde;o do &aacute;lcool e das drogas na cena punk&rdquo; de Paula Guerra, T&acirc;nia Moreira e Augusto Santos Silva aborda as drogas como eixos referenciais do rock &lsquo;n&rsquo; roll, em geral, e do punk rock, em particular. Assim, n&atilde;o ser&aacute; casual a reiterada presen&ccedil;a do &aacute;lcool e das drogas nos discursos dos protagonistas e nas can&ccedil;&otilde;es do punk portugu&ecirc;s. O texto n&atilde;o aborda o ponto de vista das pr&aacute;ticas e contextos de consumo, mas o dos discursos elaborados, dentro da cena, sobre o sentido do uso e o risco da depend&ecirc;ncia, quer por atores punk diretamente entrevistados, quer nas letras das can&ccedil;&otilde;es que eles consideraram como mais influentes na cena. O artigo aborda tr&ecirc;s t&oacute;picos centrais: a representa&ccedil;&atilde;o da natureza da rela&ccedil;&atilde;o com o &aacute;lcool e as drogas; a sua centralidade como quest&atilde;o identit&aacute;ria, isto &eacute;, respeitante ao nome, &agrave; coes&atilde;o e ao posicionamento da cena; e a diversidade das atitudes e dos discursos que nela circulam.</i></p>     <p><i>O texto de Vincenzo Romania n&atilde;o sai do punk rock e mant&eacute;mse &ldquo;Fedeli alla linea: CCCP and the Italian way to punk&rdquo;. A exemplo do que acontece com muitas cenas e subcenas musicais fora do espectro anglosax&oacute;nico, o punk em It&aacute;lia n&atilde;o tem sido objeto de uma larga investiga&ccedil;&atilde;o. Este artigo pretende colmatar essa quest&atilde;o atrav&eacute;s da an&aacute;lise da banda &ndash; e das letras das suas can&ccedil;&otilde;es &ndash; CCCP &ndash; Fedeli alla linea &ndash; a mais famosa e pol&eacute;mica banda de punk italiano. O texto encontra fundamento na metodologia das semi&oacute;ticas narrativas de Greimas (1983), destacando alguns aspetos de resist&ecirc;ncia e ironia nas can&ccedil;&otilde;es da banda e, simultaneamente, lan&ccedil;ando sementes para uma compara&ccedil;&atilde;o do punk italiano com o portugu&ecirc;s e o ingl&ecirc;s.</i></p>     <p><i>No artigo &ldquo;Daughters of Rock and Moms Who Rock: Rock Music as a Medium for Family Relationships in Portugal&rdquo;, Rita Gr&aacute;cio discute como os processos de cria&ccedil;&atilde;o musical do rock s&atilde;o muitas vezes palco de prolongamento de rela&ccedil;&otilde;es familiares, designadamente assumindo os pap&eacute;is das mulheres enquanto m&atilde;es e filhas. Com base em dados emp&iacute;ricos resultantes de uma investiga&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;o portugu&ecirc;s, Rita Gr&aacute;cio demonstra atrav&eacute;s das rela&ccedil;&otilde;es paifilha, m&atilde;ecrian&ccedil;a que a fam&iacute;lia e os espa&ccedil;os dom&eacute;sticos s&atilde;o relevantes na produ&ccedil;&atilde;o quotidiana de rock, levando a que este seja uma esp&eacute;cie de &ldquo;family soundscape&rdquo;.</i></p>     <p><i>Irapuan Peixoto Lima Filho centrase no rock e no &ldquo;Barulho nas ruas escuras: Estilo de vida e redes sociais nos agrupamentos roqueiros&rdquo;. Este texto prop&otilde;ese analisar a forma&ccedil;&atilde;o de uma movimenta&ccedil;&atilde;o social de roqueiros na cidade de Fortaleza, capital do estado do Cear&aacute;, no Brasil. Esta movimenta&ccedil;&atilde;o vai configurar uma &ldquo;rede roqueira&rdquo; caracterizada por estilos e modo de vida particulares, reconfigurando &ndash; novamente &ndash; identidades.</i></p>     <p><i>De forma muito interessante, porque interrelacionada, Luiza Bittencourt e Daniel Domingues abordam as &ldquo;Din&acirc;micas coletivas em cenas musicais: A experi&ecirc;ncia do Grupo #acenavive no Rio de Janeiro&rdquo;. Este texto analisa as articula&ccedil;&otilde;es do grupo de artistas que se organiza, no Rio de Janeiro, em torno da #acenavive, utilizando o conceito de cena musical a tr&ecirc;s n&iacute;veis: evidenciando o hist&oacute;rico de organiza&ccedil;&atilde;o conjunta promovida por esses jovens m&uacute;sicos, compreendendo as suas motiva&ccedil;&otilde;es e objetivos; cartografando os espa&ccedil;os urbanos frequentados por esses artistas e utilizados para a realiza&ccedil;&atilde;o de concertos; e identificando as principais pr&aacute;ticas culturais e de sociabilidade presentes na articula&ccedil;&atilde;o desses jovens na sua cena.</i></p>     <p><i>Gil Fesch apresenta um &ldquo;Rumo a uma etnografia da m&uacute;sica contempor&acirc;nea. Pr&oacute;logo para um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Neste artigo, o autor avan&ccedil;a com a discuss&atilde;o preliminar acerca dos fundamentos te&oacute;ricos que servem de base a um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o em curso junto do Remix Ensemble Casa da M&uacute;sica. De &acirc;mbito te&oacute;ricometodol&oacute;gico, o texto oferece um quadro de an&aacute;lise que procura dar passos rumo a um retrato do subcampo da m&uacute;sica contempor&acirc;nea portuguesa e possibilitar uma leitura cr&iacute;tica da t&atilde;o propalada crise da nova m&uacute;sica.</i></p>     <p><i>No seguimento da crise da m&uacute;sica mas focandose nos seus suportes, Lucas Waltenberg desvela as &ldquo;Novas configura&ccedil;&otilde;es do &aacute;lbum de m&uacute;sica na cultura digital: O caso do aplicativo &lsquo;Biophilia&rsquo;&rdquo;. Este artigo aborda o processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria fonogr&aacute;fica, argumentando que o formato &aacute;lbum &ndash; supostamente amea&ccedil;ado pelas novas pr&aacute;ticas de consumo nas tecnologias digitais &ndash; mostra sinais de que pode ser repensado para acompanhar o processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria musical, incentivando novas maneiras de os consumidores e os pr&oacute;prios artistas lidarem com a m&uacute;sica.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>No artigo intitulado &ldquo;Os novos modelos de neg&oacute;cio da m&uacute;sica digital e a economia da aten&ccedil;&atilde;o&rdquo;, Leonardo Ribeiro da Cruz identifica e problematiza as estrat&eacute;gias de inser&ccedil;&atilde;o do mercado fonogr&aacute;fico no ambiente digital, em especial os novos servi&ccedil;os gratuitos de streaming, demonstrando como estes servi&ccedil;os coadjuvam a amplia&ccedil;&atilde;o da hegemonia da economia da aten&ccedil;&atilde;o online e da vigil&acirc;ncia ub&iacute;qua e subsidiam a expans&atilde;o dos espa&ccedil;os fechados na rede, virados para a valoriza&ccedil;&atilde;o, em detrimento de espa&ccedil;os livres e abertos.</i></p>     <p><i>Finalmente, ainda no escopo das mudan&ccedil;as das formas de rela&ccedil;&atilde;o e artefactos musicais, Miguel Afonso Caetano apresenta o texto &ldquo;Spotify e os piratas: Em busca de uma &lsquo;jukebox celestial&rsquo; para a diversidade cultural&rdquo;. Ora est&aacute; aqui em discuss&atilde;o a plataforma Spotify como &ldquo;novo&rdquo; ve&iacute;culo de acesso &agrave; m&uacute;sica, mas sobretudo a demonstra&ccedil;&atilde;o dos principais obst&aacute;culos colocados pelos servi&ccedil;os comerciais de streaming apoiados pelas ind&uacute;strias culturais a uma oferta centrada na diversidade cultural e na democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; cultura.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Este n&uacute;mero foi organizado em articula&ccedil;&atilde;o com o projeto de investiga&ccedil;&atilde;o KISMIF &ndash;<i> Keep it Simple, Make it Fast!</i>, cofinanciado por fundos nacionais atrav&eacute;s da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (PTDC/CS&nbsp;SOC/118830/2010) e por fundos FEDER (atrav&eacute;s do programa operacional COMPETE). O KISMIF est&aacute; a ser desenvolvido no Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (IS&nbsp;UP) sob a coordena&ccedil;&atilde;o de Paula Guerra, em parceria com o Griffith Centre for Cultural Research (GCCR), a Universitat de Lleida (UdL), a Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), a Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto (FPCEUP), a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES) e as Bibliotecas Municipais de Lisboa (BLX). Deste projeto e seu correlato &ndash; a KISMIF Conference &ndash; fazem parte as duas organizadoras deste n&uacute;mero. Mais informa&ccedil;&otilde;es em <a href="http://www.punk.pt/" target="_blank">www.punk.pt</a> e <a href="http://www.kismifconference.com/pt/" target="_blank">http://www.kismifconference.com/pt/.</a> Um agradecimento profundo a todos/as os/as que participaram nos v&aacute;rios eventos acad&eacute;micos associados a este projeto e cujos textos apresentaram a este n&uacute;mero tem&aacute;tico.</p>      ]]></body>
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