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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Práticas de Custeio e Controlo de Gestão no Sector Hoteleiro do Algarve]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study describes the current costing and management control practices in Algarve&#8217;s hotel sector. The study further evaluates the extent of the adoption of the Uniform System of Accounts for the Lodging Industry (USALI, enacted 1926). The paucity of research on management accounting and control systems in service organizations, such as hotels, motivates this research. Data was collected from financial managers of 66 (four and five star) hotels, through personal interviews using a structured questionnaire. Results indicate a high level of adoption of the USALI and of other traditional management accounting tools. However, Activity Based Costing (ABC), Customer Profitability Analysis (CPA), Balanced Scorecard (BSC) and other innovative tools, have low or null adoption rates. Some of the findings reported in the paper are not in line with those from other studies, suggesting that a careful data collection is important to ensure reliability.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistemas de Contabilidade e Controlo de Gestão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>         <b>Pr&#225;ticas de Custeio e Controlo de Gest&#227;o no Sector Hoteleiro do Algarve</b>     </p> 	 	    <p><b>Costing and Management Control Practices in the Algarve Hotel Sector</b></p>     <p>&nbsp;</p>         <p>         <b>Ana Rita Faria<sup>1</sup>; Duarte Trigueiros<sup>2</sup>; Leonor Ferreira<sup>3</sup></b>     </p>         <p>         <sup>1</sup>ESGHT/Universidade do Algarve; <a href="mailto:arfaria@ualg.pt">arfaria@ualg.pt</a>     </p>         <p>         <sup>2</sup>FE/Universidade do Algarve; <a href="mailto:dtriguei@ualg.pt">dtriguei@ualg.pt</a>     </p>         <p>         <sup>3</sup>NOVA School of Business and Economics; <a href="mailto:leonor.ferreira@novasbe.pt">leonor.ferreira@novasbe.pt</a>     </p>      <p>&nbsp;</p>          <p>         <b>Resumo</b>              </p>         <p>         Este estudo caracteriza as pr&#225;ticas de custeio e controlo de gest&#227;o nas unidades hoteleiras de quatro e cinco estrelas do Algarve e mede o         grau de adop&#231;&#227;o do <i>Uniform System of Accounts for the Lodging Industry</i> (USALI, o plano de contabilidade desenvolvido em 1926 para o         sector hoteleiro). O estudo justifica-se pela escassez de investiga&#231;&#227;o sobre os sistemas de contabilidade e controlo de gest&#227;o no sector         dos servi&#231;os, em particular nos hot&#233;is. Os dados foram recolhidos atrav&#233;s de um inqu&#233;rito aos respons&#225;veis do departamento         financeiro de 66 unidades hoteleiras utilizando o meio de recolha presencial. Os resultados revelam uma elevada taxa de adop&#231;&#227;o do USALI e de         t&#233;cnicas de contabilidade de gest&#227;o tradicionais, como &#233; o caso dos or&#231;amentos, mas uma reduzida ou nula utiliza&#231;&#227;o do         custeio baseado nas actividades (CBA), da an&#225;lise de rendibilidade de clientes, do <i>Balanced Scorecard </i>(BSC) e de outras t&#233;cnicas         contempor&#226;neas. Os resultados contrariam os reportados por alguns autores e mostram a import&#226;ncia da investiga&#231;&#227;o estar assente em         meios de recolha de dados que assegurem a sua fiabilidade.     </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>         <b>Palavras-Chave; </b>         Sistemas de Contabilidade e Controlo de Gest&#227;o, Pr&#225;ticas de Custeio e Controlo de Gest&#227;o, USALI, Sector hoteleiro, Algarve.     </p> 	    <p>&nbsp;</p> 	             <p>         <b>Abstract</b>     </p>         <p>         The study describes the current costing and management control practices in Algarve&#8217;s hotel sector. The study further evaluates the extent of the         adoption of the Uniform System of Accounts for the Lodging Industry (USALI, enacted 1926). The paucity of research on management accounting and control         systems in service organizations, such as hotels, motivates this research. Data was collected from financial managers of 66 (four and five star)         hotels, through personal interviews using a structured questionnaire. Results indicate a high level of adoption of the USALI and of other traditional         management accounting tools. However, Activity Based Costing (ABC), Customer Profitability Analysis (CPA), Balanced Scorecard (BSC) and other         innovative tools, have low or null adoption rates. Some of the findings reported in the paper are not in line with those from other studies, suggesting         that a careful data collection is important to ensure reliability.     </p>         <p>         <b>Keywords; </b>         Management Accounting and Control Systems, Costing and Management Control Practices, USALI, Hotel sector, Algarve.     </p>     <p>&nbsp;</p>         <p>         <b>1. Introdu&#231;&#227;o</b>     </p>          <p>         Nas duas &#250;ltimas d&#233;cadas, assistiu-se a mudan&#231;as significativas na estrutura organizacional, envolvente competitiva e tecnologias de         informa&#231;&#227;o das organiza&#231;&#245;es (Burns e Vaivio, 2001). Para proporcionar aos gestores informa&#231;&#227;o necess&#225;ria para         competirem num ambiente em constante mudan&#231;a e para manter a relev&#226;ncia dessa informa&#231;&#227;o, a contabilidade de gest&#227;o teve         igualmente de mudar. No princ&#237;pio da d&#233;cada de noventa, ap&#243;s um per&#237;odo de acesa contesta&#231;&#227;o aos sistemas de custeio         ditos &#8220;tradicionais&#8221;, emergiram diversas t&#233;cnicas de contabilidade de gest&#227;o, qualificadas de &#8220;novas&#8221;,         &#8220;avan&#231;adas&#8221; ou &#8220;contempor&#226;neas&#8221;, como o Custeio Baseado nas Actividades (CBA), a Gest&#227;o Baseada nas Actividades         (ABM), o <i>Balanced Scorecard </i>(BSC), o Custeio Alvo, a An&#225;lise do Ciclo de Vida e a Contabilidade de Gest&#227;o Estrat&#233;gica (vd.         Bjornenak e Olson, 1999). Contrariamente &#224;s t&#233;cnicas tradicionais, que se centram em aspectos internos &#224; organiza&#231;&#227;o e         s&#227;o orientadas para o controlo financeiro, as novas t&#233;cnicas re&#250;nem informa&#231;&#227;o financeira e n&#227;o financeira e adoptam um         enfoque estrat&#233;gico expl&#237;cito, tendo vindo a ser promovidas como meios de liga&#231;&#227;o entre as opera&#231;&#245;es e as         estrat&#233;gias e objectivos da empresa (Chenhall e Langfield-Smith, 1998).     </p>         <p>         V&#225;rios autores estudaram j&#225; as pr&#225;ticas e a mudan&#231;a nos sistemas de contabilidade e controlo de gest&#227;o em diversos         pa&#237;ses, inclusive em Portugal. Os resultados revelam que, apesar dos proclamados benef&#237;cios das t&#233;cnicas recentes, a sua         utiliza&#231;&#227;o n&#227;o se generalizou, mantendo as t&#233;cnicas tradicionais grande popularidade (vd. Lukka e Granlund, 1996; Chenhall e         Langfield-Smith, 1998; Joshi, 2001; Ferreira, 2002; Gomes, 2007).     </p>         <p>         Conquanto se reconhe&#231;a a import&#226;ncia econ&#243;mica e social do Turismo, quer pela gera&#231;&#227;o de riqueza, quer pela cria&#231;&#227;o         de emprego, a investiga&#231;&#227;o sobre o funcionamento dos sistemas de contabilidade e controlo de gest&#227;o nas empresas tur&#237;sticas &#233;         ainda limitada. Os investigadores em contabilidade de gest&#227;o t&#234;m dedicado especial aten&#231;&#227;o &#224;s empresas do sector industrial,         negligenciando o sector dos servi&#231;os (Sharma, 2002; Pellinen, 2003). Sharma (2002) alertou para a necessidade dos investigadores darem a conhecer         o desenho apropriado e uso dos sistemas de controlo de gest&#227;o nos hot&#233;is, em face da import&#226;ncia econ&#243;mica da ind&#250;stria         hoteleira em muitas economias mundiais.     </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>         Os hot&#233;is proporcionam um contexto interessante para estudar as pr&#225;ticas de custeio e controlo de gest&#227;o, pois possuem um conjunto de         particularidades suscept&#237;veis de influenciar os sistemas de contabilidade de gest&#227;o empregues (Collier and Gregory, 1995). Harris (2006)         sustenta que a informa&#231;&#227;o fornecida pela contabilidade de gest&#227;o s&#243; poder&#225; acrescentar valor se estiver relacionada com o         produto ou neg&#243;cio. Embora os hot&#233;is sejam considerados como um neg&#243;cio de servi&#231;os, eles procuram fornecer tamb&#233;m produtos         complementares. Assim, desenvolvem, no seu espa&#231;o, pelo menos tr&#234;s tipos de actividades de neg&#243;cio significativamente diferentes e com         estruturas de custos divergentes: 1. Alojamento (fun&#231;&#227;o de servi&#231;o puro, estrutura de custos fixos elevados resultante do elevado         investimento em infra-estruturas e equipamentos); 2. Bebidas (fun&#231;&#227;o de retalho, estrutura de custos fixos baixos); 3. Comida         (fun&#231;&#227;o de produ&#231;&#227;o, estrutura de custos fixos baixos). Atendendo a que, consoante a fun&#231;&#227;o em que se especializam         (industrial, comercial ou presta&#231;&#227;o de servi&#231;os) as empresas dar&#227;o especial &#234;nfase a diferentes tipos de informa&#231;&#227;o,         a elabora&#231;&#227;o de um &#250;nico sistema de informa&#231;&#227;o para um neg&#243;cio que combina estas tr&#234;s actividades representa um         desafio (Makrigiannakis e Soteriades, 2007).     </p>         <p>         Para al&#233;m do elevado peso dos custos fixos nos custos totais, o servi&#231;o hoteleiro possui outras caracter&#237;sticas que podem ter         implica&#231;&#245;es nos sistemas de custeio e controlo, nomeadamente: natureza perec&#237;vel e intang&#237;vel<b>,</b> simultaneidade da         produ&#231;&#227;o e da utiliza&#231;&#227;o, grande heterogeneidade, flutua&#231;&#227;o da procura e intensidade da m&#227;o-de-obra. Acresce que os         hot&#233;is operam em mercados cada vez mais complexos e competitivos. Para competirem com &#234;xito e garantirem a sobreviv&#234;ncia das suas         unidades, os gestores hoteleiros devem antecipar, e responder, &#224;s necessidades dos clientes, o que pressup&#245;e que utilizem mais e melhor os         sistemas de contabilidade e controlo para uma tomada de decis&#227;o eficiente e eficaz (Brown e Atkinson, 2001; Mia e Patiar, 2001).     </p>         <p>         O estudo encontra-se estruturado do seguinte modo. Na pr&#243;xima sec&#231;&#227;o apresentam-se as pr&#225;ticas de custeio e controlo de gest&#227;o         no sector hoteleiro tendo por base a an&#225;lise da literatura relevante. Em seguida descreve-se a metodologia utilizada. Na sec&#231;&#227;o quatro         apresentam-se e discutem-se os resultados. O estudo acaba com uma breve conclus&#227;o e sugest&#245;es para investiga&#231;&#227;o futura.     </p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p>         <b>2. Revis&#227;o De Literatura</b>     </p>         <p>         O recente interesse pela contabilidade de gest&#227;o hoteleira traduziu-se na publica&#231;&#227;o de um volume consider&#225;vel de textos sobre         diversos aspectos da contabilidade e controlo de gest&#227;o nos hot&#233;is. Por exemplo, podem enumerar-se na literatura cient&#237;fica         internacional estudos sobre sistemas de custeio, or&#231;amentos, an&#225;lises de rendibilidade de clientes/segmentos de mercado, Factores         Cr&#237;ticos de Sucesso, medi&#231;&#227;o do desempenho (e.g. <i>Balanced Scorecard</i>), sistemas uniformes de contabilidade e contabilidade de         gest&#227;o estrat&#233;gica. Argumenta-se, por&#233;m, que esta investiga&#231;&#227;o tem-se concentrado essencialmente nas pr&#225;ticas nos         pa&#237;ses emissores de turismo, como &#233; o caso dos pa&#237;ses da Gr&#227;-Bretanha, da Escandin&#225;via e dos EUA, ao inv&#233;s de nos         pa&#237;ses receptores (Makrigiannakis e Soteriades, 2007). Em Portugal, at&#233; h&#225; pouco tempo, n&#227;o existiam estudos sobre as pr&#225;ticas         de contabilidade e controlo de gest&#227;o na ind&#250;stria hoteleira. A este prop&#243;sito Lamelas (2004) sublinhava que existiam ind&#237;cios de         que muitos hot&#233;is ainda n&#227;o possu&#237;am contabilidade de gest&#227;o e que funcionavam apenas com a Contabilidade geral (obrigat&#243;ria).     </p>         <p>         S&#243; recentemente surgiram estudos sobre esta tem&#225;tica em destinos tur&#237;sticos como a Gr&#233;cia (Makrigiannakis e Soteriades, 2007;         Pavlatos e Paggios, 2007, 2009a,b) e Portugal (Cruz, 2007; Nunes, 2009; Faria, 2010; Lima Santos <i>et al.</i>, 2010).     </p>         <p>         A ind&#250;stria hoteleira foi uma das primeiras a dispor de um plano uniforme de contabilidade, com origem nos EUA (actualmente na d&#233;cima         edi&#231;&#227;o). Esse plano - o USALI - tem como caracter&#237;stica distintiva o relato dos resultados por departamento, em linha com a tradicional         estrutura organizacional existente nos hot&#233;is. Admite-se que seja adoptado sobretudo pelos grandes grupos hoteleiros e pelas cadeias         internacionais (Chin <i>et al.</i>, 1995). Por&#233;m, encontra-se por esclarecer qual o grau de aceita&#231;&#227;o e uso do USALI nos hot&#233;is         independentes (Haktanir e Harris, 2005). Kwansa e Schmidgall (1999) investigaram a utiliza&#231;&#227;o do USALI pelos gestores hoteleiros dos EUA,         tendo constatado que 78% dos inquiridos utilizavam o USALI nas suas unidades<sup>[<a name="id1" href="#ftn.id1">i</a>]</sup>     </p>         <p>         Num estudo de caso m&#250;ltiplo realizado no Reino Unido, que analisa as pr&#225;ticas da contabilidade de gest&#227;o em seis grupos hoteleiros,         Collier e Gregory (1995) n&#227;o fazem refer&#234;ncia ao USALI, mas &#224; utiliza&#231;&#227;o do custeio marginal. A margem de         contribui&#231;&#227;o &#233; apurada a n&#237;vel departamental, sendo a m&#227;o-de-obra tratada como gasto fixo. O controlo dos gastos indirectos         espelha a separa&#231;&#227;o dos gastos em control&#225;veis e incontrol&#225;veis. Apesar da elevada propor&#231;&#227;o de gastos fixos associada         &#224; ind&#250;stria, nenhum dos grupos hoteleiros analisados pelos autores utilizava o CBA.     </p>         <p>         Dunn e Brooks (1990) e Noone e Griffin (1998) prop&#245;em um modelo de an&#225;lise da rendibilidade dos clientes/segmentos de mercado com recurso ao         CBA. Noone e Griffin (1999) descrevem a implementa&#231;&#227;o desta t&#233;cnica em hot&#233;is recorrendo a um estudo de caso. Reconhece-se,         por&#233;m, que a maioria das organiza&#231;&#245;es hoteleiras ainda n&#227;o calcula rendibilidades de clientes e n&#227;o tem instalados os sistemas         necess&#225;rios, o que se deve provavelmente ao facto de n&#227;o utilizarem o CBA, visto na pr&#225;tica como um requisito para acumular         informa&#231;&#227;o relacionada com a rendibilidade de clientes (Krakhmal, 2006).     </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>         Na Gr&#233;cia, Pavlatos e Paggios (2007) inquiriram 85 das principais empresas do sector hoteleiro, concluindo que o USALI era adoptado apenas por         11,8% dos hot&#233;is, essencialmente pelos membros de cadeias multinacionais (53,3%). Os autores referem a exist&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o         estat&#237;stica significativa entre a utiliza&#231;&#227;o do USALI e o tipo de gest&#227;o. A elevada propor&#231;&#227;o de custos fixos constatada         nos hot&#233;is da amostra corrobora o que &#233; referido na literatura. Os autores verificaram ainda que a maioria dos hot&#233;is utiliza sistemas         de custeio tradicionais, sendo que 23,5% utiliza o CBA, uma taxa de adop&#231;&#227;o que &#233; superior &#224; reportada noutros estudos sobre o         sector hoteleiro, mas que, segundo aqueles, &#233; consistente com o crescente ritmo de adop&#231;&#227;o da t&#233;cnica na Gr&#233;cia. Os         hot&#233;is determinam o custo por centros de resultados e por centros de custos e alguns deles por categoria de cliente, por dormida e por quarto.         Este estudo revela ainda que a maioria dos hot&#233;is (76,6%) utiliza o custeio por absor&#231;&#227;o.     </p>         <p>         Noutro estudo publicado dois anos depois, sobre a mesma amostra, os referidos autores (Pavlatos e Paggios, 2009b) revelam que as t&#233;cnicas de         contabilidade de gest&#227;o mais utilizadas s&#227;o a or&#231;amenta&#231;&#227;o, os indicadores de rendibilidade, a an&#225;lise de rendibilidade         de produtos, a an&#225;lise de rendibilidade de clientes, o custeio por absor&#231;&#227;o e medidas n&#227;o financeiras de avalia&#231;&#227;o do         desempenho. Conquanto a taxa de adop&#231;&#227;o do CBA seja elevada (23,5%), esta t&#233;cnica ficou posicionada em 23.&#186; lugar em 30.     </p>         <p>         Ainda noutro estudo, Pavlatos e Paggios (2009a) analisam a rela&#231;&#227;o entre a funcionalidade do sistema de custos e factores conting&#234;nciais         na ind&#250;stria hoteleira, utilizando uma amostra de 100 empresas. Concluem que a maioria dos hot&#233;is (76%) adopta sistemas de custeio pouco         funcionais ou simplistas: n&#227;o classificam os custos em fun&#231;&#227;o do comportamento, n&#227;o calculam desvios entre valores         or&#231;amentados e reais e n&#227;o proporcionam informa&#231;&#227;o de custos detalhada por objecto de custo. A informa&#231;&#227;o sobre custos         n&#227;o se caracteriza por um elevado grau de exactid&#227;o e &#233; relatada numa base anual. Os autores concluem que os sistemas proporcionam         informa&#231;&#227;o sobre custos pouco &#250;til para a tomada de decis&#227;o, or&#231;amenta&#231;&#227;o, controlo e avalia&#231;&#227;o do         desempenho. Pavlatos e Paggios (2009a) verificaram que a funcionalidade do sistema de custos est&#225; positivamente associada com a estrat&#233;gia de         baixo custo e o grau de utiliza&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o sobre custos para diversas finalidades.     </p>         <p>         Em Portugal, Cruz (2007) analisou a medi&#231;&#227;o do desempenho numa das principais cadeias hoteleiras globais, a operar, &#224; data, 30         hot&#233;is. A autora constatou que as actividades de controlo e medi&#231;&#227;o do desempenho se baseiam na compara&#231;&#227;o dos resultados         &#8220;or&#231;amentados e actuais&#8221; e &#8220;ano a ano&#8221;. Verificou ainda que, nem a t&#233;cnica an&#225;lise da rendibilidade de         clientes/segmentos de mercado nem o BSC estavam a ser utilizados. O estudo refere que a informa&#231;&#227;o que serve de base ao controlo         or&#231;amental &#233; preparada com base no plano de contas do relato financeiro e que este segue as orienta&#231;&#245;es do USALI.     </p>         <p>         Nunes (2009), por seu turno, analisou a mudan&#231;a nos sistemas de controlo de gest&#227;o na hotelaria portuguesa de cinco estrelas. Conclui, com         base numa amostra de 45 hot&#233;is, que a maioria realizou mudan&#231;as nos sistemas de controlo de gest&#227;o na &#250;ltima d&#233;cada. A         an&#225;lise das t&#233;cnicas de controlo de gest&#227;o adoptadas revela que a totalidade dos hot&#233;is (nesta quest&#227;o n=34) utilizava a         contabilidade de gest&#227;o estrat&#233;gica e medidas de qualidade, 85% o BSC, 47% o CBA e id&#234;ntica propor&#231;&#227;o medidas de desempenho         n&#227;o financeiras.     </p>         <p>         Ainda em Portugal, Lima Santos <i>et al.</i> (2010) analisaram as pr&#225;ticas de contabilidade e controlo de gest&#227;o de 35 unidades hoteleiras.         Constataram que a maioria tem contabilidade de gest&#227;o, sendo a sua fun&#231;&#227;o principal proporcionar informa&#231;&#227;o para a tomada de         decis&#245;es e elabora&#231;&#227;o de or&#231;amentos. O USALI &#233; adoptado, com diferente profundidade, por 15 unidades. As unidades utilizam         frequentemente t&#233;cnicas de contabilidade de gest&#227;o tradicionais, tais como os or&#231;amentos, a an&#225;lise de desvios do or&#231;amento e         o planeamento estrat&#233;gico. Contudo, algumas t&#233;cnicas contempor&#226;neas n&#227;o s&#227;o conhecidas nem usadas pelos hot&#233;is. As que         registam um maior grau de adop&#231;&#227;o s&#227;o o CBA e a or&#231;amenta&#231;&#227;o baseada nas actividades. Constataram ainda que a         competi&#231;&#227;o na ind&#250;stria influencia positivamente as pr&#225;ticas de contabilidade de gest&#227;o (tradicionais) adoptadas pelos         hot&#233;is. Tamb&#233;m verificaram que a utiliza&#231;&#227;o de t&#233;cnicas de contabilidade de gest&#227;o &#233; influenciada pela         exist&#234;ncia de uma empresa m&#227;e e pela dimens&#227;o.     </p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p>         <b>3. Metodologia</b>     </p>         <p>         O estudo contempla estabelecimentos hoteleiros localizados na regi&#227;o do Algarve, circunscrevendo-se aos hot&#233;is e hot&#233;is-apartamentos         (doravante designados por unidades hoteleiras) de quatro e cinco estrelas. Para a identifica&#231;&#227;o do universo foi solicitada a base de dados da         Associa&#231;&#227;o dos Hot&#233;is e Empreendimentos Tur&#237;sticos do Algarve (AHETA)<sup>[<a name="id2" href="#ftn.id2">ii</a>]</sup>. Restringiu-se o universo &#224; regi&#227;o         algarvia pela sua import&#226;ncia e identidade &#250;nica como destino tur&#237;stico. O Algarve era, em 2009, a regi&#227;o portuguesa com maior         n&#250;mero de quartos, capacidade de alojamento, dormidas e, a seguir a Lisboa, a regi&#227;o com o maior n&#250;mero de h&#243;spedes em         estabelecimentos de alojamento colectivo (INE, I.P., 2010).     </p>         <p>         O m&#233;todo de recolha de dados foi o question&#225;rio. Este encontra-se estruturado em quatro partes: 1. Informa&#231;&#227;o sobre a unidade         hoteleira, 2. Caracteriza&#231;&#227;o dos sistemas de contabilidade de gest&#227;o, 3. Percep&#231;&#227;o do respondente sobre determinadas         caracter&#237;sticas do sistema de contabilidade de gest&#227;o e 4. Informa&#231;&#227;o sobre o respondente. A validade do seu conte&#250;do foi         assegurada pela sua fundamenta&#231;&#227;o na revis&#227;o da literatura, pelo recurso a medidas usadas em question&#225;rios de refer&#234;ncia na         &#225;rea da contabilidade de gest&#227;o e pela revis&#227;o cr&#237;tica do question&#225;rio por peritos na &#225;rea e potenciais respondentes.         Para minimizar algumas das desvantagens apontadas aos question&#225;rios, nomeadamente a baixa taxa de resposta e a qualidade das respostas, optou-se         pela recolha presencial. Considera-se que esta op&#231;&#227;o contribuiu para uma taxa de resposta mais elevada e para uma maior fiabilidade das         respostas, pois permitiu esclarecer os inquiridos sobre o significado de determinados conceitos e ajudou-os na compreens&#227;o das quest&#245;es. Os         dados foram recolhidos entre Outubro de 2009 e Abril de 2010. A sua an&#225;lise foi feita atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de estat&#237;stica         descritiva univariada e bivariada<sup>[<a name="id3" href="#ftn.id3">iii</a>]</sup>.     </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>         Tendo em vista a caracteriza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de custeio e controlo de gest&#227;o nas unidades hoteleiras, na sec&#231;&#227;o seguinte         apresentam-se os resultados obtidos no tocante &#224; adop&#231;&#227;o do USALI, &#224;s finalidades da informa&#231;&#227;o sobre custos, aos         objectos de custo, aos sistemas de custeio, &#224; elabora&#231;&#227;o de or&#231;amentos e aos sistemas de medi&#231;&#227;o do desempenho.     </p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p>         <b>4. Resultados</b>     </p>         <p>         O presente estudo incide sobre uma amostra constitu&#237;da por 66 unidades hoteleiras. De um universo de 89 unidades obt&#233;m-se uma taxa de         resposta de 74,2%. No <a href="#q1">Quadro 1</a>   resumem-se as caracter&#237;sticas mais relevantes das referidas unidades hoteleiras.     </p> 	    <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"><img src="/img/revistas/tms/n8/n8a11q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>         <p>                  A maioria (60%) dos respondentes<sup>[<a name="id4" href="#ftn.id4">iv</a>]</sup>exerce a fun&#231;&#227;o de Director Financeiro ou assistente de Director Financeiro, 20% a         fun&#231;&#227;o de Chefe de Contabilidade ou TOC, 5,7% a fun&#231;&#227;o de Chefe de Servi&#231;os Administrativos e os restantes 14,3% outras         fun&#231;&#245;es.As unidades inquiridas seguem, como principal estrat&#233;gia, a lideran&#231;a de custos (34; 54% do total). Esta predomina nas         unidades de quatro estrelas (64,7% do total), mas n&#227;o nas de cinco estrelas, onde prevalece a diferencia&#231;&#227;o de servi&#231;os (50% do         total). Um n&#250;mero reduzido de unidades (3; 4,8% do total), todas de quatro estrelas, focaliza-se num segmento espec&#237;fico. Catorze unidades         (21,2%) seguem v&#225;rias estrat&#233;gias em simult&#226;neo.     </p>         <p>         No <a href="#q2">Quadro 2</a>   apresenta-se a utiliza&#231;&#227;o do USALI por tipo de gest&#227;o. Constata-se que metade das unidades inquiridas adopta o sistema. A         taxa de utiliza&#231;&#227;o do USALI neste estudo &#233; superior &#224; reportada por Pavlatos e Paggios (2007) na Gr&#233;cia, mas inferior &#224;         que Kwansa e Schmidgall (1999) observaram nos EUA, pa&#237;s de onde &#233; origin&#225;rio o USALI. &#201; ainda ligeiramente superior &#224;         observada por Lima Santos <i>et al.</i> (2010) em Portugal.     </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q2"><img src="/img/revistas/tms/n8/n8a11q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>         <p>         Atendendo ao tipo de gest&#227;o, verifica-se que s&#227;o as unidades afiliadas a cadeias internacionais que registam uma maior taxa de         utiliza&#231;&#227;o do USALI (66,7%). Contudo, as unidades independentes apresentam igualmente uma taxa de utiliza&#231;&#227;o elevada (52,4%),         superior &#224; das unidades afiliadas a cadeias nacionais (44,4%). Aplicou-se o teste exacto de Fisher para analisar a exist&#234;ncia de         rela&#231;&#227;o entre as duas vari&#225;veis. O valor encontrado (t=1,485, p&gt;0,05) n&#227;o permite rejeitar a hip&#243;tese nula de         independ&#234;ncia. Os resultados contrariam o que &#233; referido na literatura e as conclus&#245;es de outros estudos (e.g. Pavlatos e Paggios,         2007), que sugerem que as cadeias internacionais tendem a impor este sistema e que existem diferen&#231;as significativas entre a utiliza&#231;&#227;o         do USALI e o tipo de gest&#227;o.     </p>         <p>         No <a href="#q3">Quadro 3</a> apresentam-se as finalidades da informa&#231;&#227;o sobre custos nas unidades da amostra (escala ordinal de 1. nenhum uso a 5. uso muito         elevado), ordenadas em fun&#231;&#227;o da m&#233;dia. Verifica-se quea informa&#231;&#227;o sobre custos &#233; muito utilizada para redu&#231;&#227;o         de custos e or&#231;amenta&#231;&#227;o. As finalidades para que a informa&#231;&#227;o sobre custos &#233; menos utilizada s&#227;o: an&#225;lises de         rendibilidades de clientes, <i>benchmarking</i> e design de novos servi&#231;os. Esta informa&#231;&#227;o &#233; pouco utilizada para a         fixa&#231;&#227;o de pre&#231;os de servi&#231;os, o que est&#225; em conson&#226;ncia com a constata&#231;&#227;o de que nas unidades da amostra o         mercado &#233; o principal factor na fixa&#231;&#227;o de pre&#231;os (na escala de 1.determinados pela empresa a 5. determinados pelo mercado, 73% assinalaram um valor igual ou superior a 4). Este resultado &#233; consistente com os reportados por Collier e Gregory (1995) e Lima Santos        <i>et al.</i> (2010), mas diverge de Makrigiannakis e Soteriades (2007), que verificaram que na Gr&#233;cia os hot&#233;is fazem extenso uso da         informa&#231;&#227;o sobre custos para fixa&#231;&#227;o de pre&#231;os.     </p>        <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"><img src="/img/revistas/tms/n8/n8a11q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>     As unidades da amostra acumulam custos por centros de resultados (100%) e por centros de custos (93,9%). Somente 12,1% das unidades o faz por quarto.     Nenhuma unidade acumula custos por clientes/segmentos de mercado. Estes resultados v&#227;o ao encontro da literatura, que refere que a an&#225;lise de     contabilidade de gest&#227;o nos hot&#233;is focaliza-se nos departamentos operacionais e n&#227;o em produtos ou clientes (Brignall <i>et al.</i> 1991;     Makrigiannakis e Soteriades, 2007; Pavlatos e Paggios, 2007). Quando questionadas se a estrutura organizacional da unidade coincide com os     centros/departamentos em que est&#225; estruturada a contabilidade de gest&#227;o, todas as unidades afiliadas a cadeias hoteleiras internacionais e     nacionais manifestaram a exist&#234;ncia de tal paralelismo. </p>     <p>     No que respeita ao sistema de custeio, constatou-se que 90,9% das unidades utilizam o custeio directo, tal como preconiza o USALI. Apenas os gastos     directos, de natureza vari&#225;vel ou fixa (e.g., custos com o pessoal), s&#227;o atribu&#237;dos aos departamentos operacionais. Os gastos indirectos     n&#227;o s&#227;o repartidos pelos departamentos operacionais. O custeio total &#233; aplicado apenas por 7,6% das unidades e o custeio vari&#225;vel por     1,5%. Na Gr&#233;cia, Makrigiannakis e Soteriades (2007) e Pavlatos e Paggios (2007; 2009b) verificaram que os hot&#233;is aplicam essencialmente o custeio     por absor&#231;&#227;o. </p>     <p>     Contrariamente ao que reportam estes autores, nenhuma unidade da amostra utiliza o CBA. Cerca de 9% das unidades reconhecem mesmo nunca ter ouvido falar do     m&#233;todo. Este resultado diverge dos relatados noutros estudos realizados em Portugal (Nunes, 2009; Lima Santos <i>et al.</i>, 2010), mas corrobora os     de Collier e Gregory (1995) e Cruz (2007) que utilizam como m&#233;todo o estudo de caso. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     Quanto &#224; elabora&#231;&#227;o de or&#231;amentos, verificou-se que apenas quatro unidades (6,1%), todas elas independentes, n&#227;o elaboram     or&#231;amentos. As 62 unidades elaboram, na sua totalidade, or&#231;amentos operacionais anuais subdivididos em 12 per&#237;odos mensais. Contudo,     verificou-se que apenas 21% elaboram or&#231;amentos a mais de um ano. Verificou-se ainda que a avalia&#231;&#227;o do desempenho e os sistemas de     recompensa se baseiam essencialmente na compara&#231;&#227;o entre valores reais e or&#231;amentados. Estes resultados corroboram diversos estudos que     sugerem que os or&#231;amentos s&#227;o uma das t&#233;cnicas mais utilizadas e uma das mais valiosas ferramentas de controlo na ind&#250;stria hoteleira     (Collier e Gregory, 1995; Brown e Atkinson, 2001; Makriggianakis e Soteriades, 2007; Cruz, 2007; Pavlatos e Paggios, 2009b; Lima Santos <i>et al</i>.,     2010). </p>     <p>     Por fim, constatou-se que s&#227;o em n&#250;mero reduzido as unidades que possuem sistemas formais de medi&#231;&#227;o do desempenho. Apenas 12,1%     utiliza o BSC e 4,5% o <i>Tableau de Bord. </i>A taxa de utiliza&#231;&#227;o do primeiro &#233; mais elevada nas unidades de cinco estrelas (33,3%) do que     nas unidades de quatro estrelas (7,4%). Verificou-se ainda que cerca de 43% das unidades com contrato de gest&#227;o utilizam o BSC.O grau de     adop&#231;&#227;o do BSC fica bastante aqu&#233;m do reportado por Nunes (2009) para os hot&#233;is de 5 estrelas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>5. </b>     <b>Conclus&#245;es</b> </p>     <p>     Nos &#250;ltimos anos, o crescente interesse pela contabilidade de gest&#227;o nos hot&#233;is conduziu &#224; publica&#231;&#227;o de v&#225;rios estudos.     Contudo, a evid&#234;ncia emp&#237;rica sobre as pr&#225;ticas de custeio e controlo de gest&#227;o nas unidades hoteleiras portuguesas &#233; ainda     escassa. A an&#225;lise de dados permite concluir que a taxa de adop&#231;&#227;o do USALI nas unidades da amostra, sobretudo entre as independentes,     &#233; elevada. A informa&#231;&#227;o sobre custos &#233; utilizada essencialmente para redu&#231;&#227;o de custos e or&#231;amenta&#231;&#227;o. &#201;     reduzida ou quase nula a adop&#231;&#227;o de t&#233;cnicas recentes como o CBA, a an&#225;lise de rendibilidades de clientes e o BSC. Embora a presente     investiga&#231;&#227;o confirme que os or&#231;amentos s&#227;o muito utilizados e uma importante ferramenta de controlo na ind&#250;stria hoteleira, os     resultados relativos &#224; adop&#231;&#227;o de t&#233;cnicas contempor&#226;neas ficam aqu&#233;m dos reportados em alguns estudos sobre o sector     hoteleiro. Em estudo posterior pretende-se identificar os factores que influenciam a contabilidade de gest&#227;o nas unidades hoteleiras. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     <b>Bibliografia</b> </p>     <!-- ref --><p>     BJORNENAK, T., e OLSON, O. (1999), &#8220;Unbundling Management Accounting innovations&#8221;, <i>Management Accounting Research, </i>10 (4), 325-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-8458201200010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> BRIGNALL, T., FITZGERALD, L., JOHNSTON, R. e SILVESTRO, R. (1991), &#8220;Product costing in service organizations&#8221;,    <i>Management Accounting Research</i>, 2 (4), 227-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-8458201200010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> BROWN, J., e ATKINSON, H. (2001), &#8220;Budgeting in the Information Age: a Fresh Approach&#8221;,    <i>International Journal of Contemporary Hospitality Management</i>, 13 (3), 136-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S2182-8458201200010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     BURNS, J., e VAIVIO, J. (2001), &#8220;Management Accounting Change&#8221;, <i>Management Accounting Research</i>, 12, 389-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S2182-8458201200010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> CHENHALL, R., e LANGFIELD-SMITH, K. (1998), &#8220;Adoption and Benefits of Management Accounting Practices: an Australian Study&#8221;,    <i>Management Accounting Research</i>, 9, (1), 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-8458201200010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> COLLIER, P., e GREGORY, A. (1995), &#8220;The Practice of Management Accounting in Hotel Groups&#8221;, in Harris, P., (ed.)    <i>Accounting and Finance for the International Hospitality Industry</i>, Butterworth-Heinemann, Oxford, 137- 159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-8458201200010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     CHIN, JUDE, BARNEY e WILLIAM (1995), &#8220;Best Accounting Practice in Hotels: a Guide for Other Industries?&#8221;, <i>Management Accounting</i>, 73     (11), 57-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-8458201200010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> CRUZ, M. (2007), &#8220;How Might Hospitality Organisations Optimise their Performance Measures?&#8221;,    <i>International Journal of Contemporary Hospitality Management</i>, 19 (7), 574-588.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-8458201200010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     DUNN, K., e BROOKS, D. (1990), &#8220;Profit Analysis: Beyond Yield Management&#8221;, <i>Cornell Hotel and Restaurant Administration Quarterly</i>, 31     (3), 80-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-8458201200010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> FARIA, A. (2010), &#8220;Da Utilidade e Aplicabilidade dos Sistemas de Contabilidade de gest&#227;o na Ind&#250;stria Hoteleira: o Caso do Algarve&#8221;,    <i>I Semin&#225;rio de Doutorandos</i>, ESGHT, Universidade do Algarve. </p>     <!-- ref --><p>     FERREIRA, A. (2002), &#8220;Management Accounting and Control Systems Design and use: an Exploratory Study in Portugal&#8221;, <i>PhD Thesis,</i>     Department of Accounting and Finance, Lancaster University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-8458201200010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     GOMES, C. (2007), &#8220;A Contabilidade de Gest&#227;o e o Custeio Baseado nas Actividades nas Grandes Empresas Portuguesas. Os Determinantes do Custeio     Baseado nas Actividades&#8221;, <i>Tese de Doutoramento</i>, Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-8458201200010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> HAKTANIR, M., e HARRIS, P. (2005), &#8220;Performance Measurement Practice in an Independent Hotel Context&#8221;,    <i>International Journal of Contemporary Hospitality Management</i>, 17 (1), 39-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-8458201200010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> HARRIS, P. (2006), &#8220;The Profit Planning Framework: Applying Marginal Accounting Techniques to Hospitality Services&#8221;,    <i>Accounting and Financial Management</i>, eds. Harris e Mongiello, Butterworth-Heinemann, Oxford, 137-150. </p>     <!-- ref --><p>     INSTITUTO NACIONAL DE ESTAT&#205;STICA (INE), I.P. (2010), <i>Estat&#237;sticas do Turismo 2009</i>, Lisboa, <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">http://www.ine.pt</a>,     acedido a 15.03.2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-8458201200010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> JOSHI, P. (2001), &#8220;The International Diffusion of New Management Accounting Practices: the Case of India&#8221;,    <i>Journal of International Accounting, Auditing and Taxation</i>, 10 (1), 85-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-8458201200010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> KRAKHMAL, V. (2006), &#8220;Customer Profitability Accounting in the Context of Hotels&#8221;, in Harris, P., e Mongiello, M., (ed.)    <i>Accounting and Financial Management, Developments in the International Hospitality Industry</i>, Butterworth-Heinemann, Oxford, 188-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-8458201200010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> KWANSA, F., e SCHMIDGALL, R. (1999), &#8220;The Uniform System of Accounts for the Lodging Industry: its Importance and Use by Hotel Managers&#8221;,    <i>Cornell Hotel and Restaurant Administration Quarterly, </i>40 (6), 88-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-8458201200010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     LAMELAS, J. (2004), <i>Sistema Uniforme de Contabilidade Anal&#237;tica de Gest&#227;o Hoteleira</i>, Vislis Editores, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-8458201200010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> LIMA SANTOS, L., GOMES, C., e ARROTEIA, N. (2010), &#8220;Determinantes da Contabilidade de Gest&#227;o nas Unidades Hoteleiras de Portugal&#8221;,    <i>XIV Encontro AECA</i> (Universidade de Coimbra), GITUR, ESTM/IPL. </p>     <!-- ref --><p> LUKKA, K., e GRANLUND, M. (1996): &#8220;Cost Accounting in Finland: Current Practice and Trends of Development&#8221;,    <i>The European Accounting Review</i>, 5 (1), 1-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-8458201200010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> MAKRIGIANNAKIS, G., e SOTERIADES, M. (2007), &#8220;Management Accounting in the Hotel Business: The Case of the Greek Hotel Industry&#8221;,    <i>International Journal of Hospitality and Tourism Administration, </i>8 (4), 47-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-8458201200010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> MIA, L., e PATIAR, A. (2001), &#8220;The Use of Management Accounting Systems in Hotels: an Exploratory Study,    <i>International Journal of Hospitality Management</i>, 20 (2), 111-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-8458201200010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> NOONE, B., e GRIFFIN, P. (1998), &#8220;Development of an Activity-based Customer Profitability System for Yield Management&#8221;,    <i> Progress in Tourism and Hospitality Research</i>, 4 (3), 279-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-8458201200010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     NOONE, B. e GRIFFIN, P. (1999), &#8220;Managing the Long-term Profit Yield from Market-segments in a Hotel Environment: a Case Study on the Implementation     of Customer Profitability Analysis&#8221;, <i>Hospitality Management</i>, 18, (2), 111-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-8458201200010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     NUNES, C. (2009), &#8220;O Controlo de Gest&#227;o na Hotelaria Portuguesa&#8221;, <i>Tese de Mestrado</i>, ISCTE-IUL, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-8458201200010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     PAVLATOS, O., e PAGGIOS, I. (2007), &#8220;Cost Accounting in Greek Hotel Enterprises: an Empirical Approach&#8221;, <i>Tourismos</i>,2 (2), 39-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-8458201200010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> PAVLATOS, O. e PAGGIOS, I. (2009a), &#8220;A Survey of Factors Influencing Cost System Design in Hotels&#8221;,    <i>International Journal of Hospitality Management</i>, 28, 263-271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-8458201200010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>     PAVLATOS, O. e PAGGIOS, I. (2009b), &#8220;Management Accounting Practices in the Greek Hospitality Industry&#8221;, <i>Managerial Auditing Journal</i>, 24     (1), 81-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-8458201200010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>     PELLINEN, J. (2003), &#8220;Making Price Decisions in Tourism Enterprises&#8221;, <i>International Journal of Hospitality Management</i>, 22, 217-235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-8458201200010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> SHARMA, D. (2002), &#8220;The Differential Effect of Environmental Dimensionality, Size and Structure on Budget System Characteristics in Hotels&#8221;,    <i>Management Accounting Research</i><i>, </i>13 (1), 101-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-8458201200010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>     Submetido: 23.07.2011 </p>     <p>     Aceite: 15.10.2011 </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <b>Notas</b> </p>     <p>    <div class="footnote"></p> <sup>[<a name="ftn.id1" href="#id1">i</a>]</sup>N&#227;o obstante, apenas 12% referiram que estavam a segui-lo completamente.</p>      <p>    <div class="footnote"></p> <sup>[<a name="ftn.id2" href="#id2">ii</a>]</sup>Esta serviu de refer&#234;ncia ao estudo <i>Balan&#231;o do Ano Tur&#237;stico 2008 </i>(AHETA, 2008).</p>      <p>    <div class="footnote"></p> <sup>[<a name="ftn.id3" href="#id3">iii</a>]</sup>Os dados foram analisados com recurso ao <i>software</i> SPSS (<i>Statistics Packages for Social Sciences</i>). Uma vez que se trata de um trabalho em     curso, a fase seguinte ser&#225; a an&#225;lise multivariada.</p>      <p>    <div class="footnote"></p> <sup>[<a name="ftn.id4" href="#id4">iv</a>]</sup>Preencheu-se um &#250;nico question&#225;rio nos casos de grupos hoteleiros com a fun&#231;&#227;o financeira centralizada, ou seja, sempre que     existisse um &#250;nico respons&#225;vel pela contabilidade de gest&#227;o para todos os hot&#233;is do grupo/regi&#227;o e os procedimentos e     pr&#225;ticas contabil&#237;sticas fossem os mesmos. Os question&#225;rios foram preenchidos por 35 indiv&#237;duos.</p>      ]]></body><back>
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