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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atitudes do consumidor em relação às práticas do marketing em Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this research was to try to ascertain and measure Portuguese consumers’ attitudes towards marketing practices as well as their satisfaction level concerning the 4 P´s. Thus, the aim of this study was to observe consumers’ attitudes in several regions of mainland Portugal, by carrying out a survey. The sample used consisted of 600 consumers, who were selected proportionally to the existing population over 15 years old, assuming a precision error of 4% and a significance level of 5%. The main results enable the observation of a positive consumer attitude towards marketing-mix activities, product quality, and distribution and sales, since their satisfaction concerning the respective parameters matches their expectations. On the other hand, the results revealed a negative attitude towards products’ price policies as well as communication policies, since consumers showed dissatisfaction towards these activities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Atitudes do     consumidor em relação às práticas do marketing em Portugal</b></p>     <p><b>Consumer attitudes toward the     marketing practices in Portugal</b><b>    <br> </b></p>       <p><b>Paula Odete Fernandes<sup>1</sup></b>, <b>Lu&iacute;s Ferreira Correia<sup>2</sup></b></p>       <p><b><sup>1</sup></b>Instituto Politécnico de Bragança, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Departamento de Economia e Gestão; Apartado 1134, 5301-857 Bragança, Portugal, NECE (Núcleo de Estudos em Ciências Empresariais); <a href="mailto:pof@ipb.pt">pof@ipb.pt</a></p>       <p><b><sup>2</sup></b>Instituto Politécnico de     Bragança, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Departamento de Economia e Gestão, 5301-857 Bragança, Portugal; <a href="mailto:l-correia@sapo.pt">l-correia@sapo.pt</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p>Com o presente trabalho de investigação pretendeu-se medir e     conhecer a atitude do consumidor português face às políticas do Marketing&#8209;Mix,     nas diferentes regiões de Portugal Continental através da aplicação de um     inquérito. A dimensão da amostra para aferir sobre a população foi de 600     indivíduos selecionados proporcionalmente à população existente com mais de 15     anos, de acordo com os dados da mesma fonte. De referir que para tal assumiu-se     um erro de precisão de 4% e um nível de significância de 5%. Os principais     resultados permitiram observar que os consumidores manifestaram uma atitude     positiva relativamente as atividades de Marketing-Mix qualidade do produto e     distribuição e vendas, pois a satisfação nos respetivos parâmetros corresponde     às expectativas dos mesmos. Por outro lado, revelaram uma atitude negativa     quanto à política de preço dos produtos e à política de comunicação, pois os consumidores revelaram uma insatisfação para estas atividades. </p>       <p><b>Palavras-chave: </b>Atitude     do consumidor, políticas do marketing, sentimentos em relação ao marketing-mix, satisfação do consumidor.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>The     purpose of this research was to try to ascertain and measure Portuguese     consumers’ attitudes towards marketing practices as well as their satisfaction     level concerning the 4 P´s. Thus, the aim of this study was to observe       consumers’ attitudes in several regions of mainland Portugal, by carrying out a       survey. The sample used consisted of 600 consumers, who were selected       proportionally to the existing population over 15 years old, assuming a       precision error of 4% and a significance level of 5%. The main results enable       the observation of a positive consumer attitude towards marketing-mix       activities, product quality, and distribution and sales, since their       satisfaction concerning the respective parameters matches their expectations.       On the other hand, the results revealed a negative attitude towards products’       price policies as well as communication policies, since consumers showed dissatisfaction towards these activities.</p>       <p><b>Keywords: </b>Consumers’ attitude, marketing policies, sentiments toward marketing-mix, consumers’ satisfaction.</p>   &nbsp;   </p>      <p><b>1.&nbsp; </b><b>Introdução</b></p>       <p>A rapidez     com que as empresas percebem tendências e todos os fatores que podem     influenciar os consumidores na tomada da decisão no ato da compra, são     consideradas informações relevantes que permitem às mesmas criar vantagens     competitivas para estarem um passo à frente dos seus concorrentes. Nesta área,     administradores e profissionais com capacidade visionária têm a     responsabilidade de assegurar o futuro das organizações, que depende cada vez     mais da capacidade de antever tendências e antecipar o futuro, permitindo assim     criar estratégias capazes de tornar a organização numa estrutura com presente e   futuro.</p>       <p>É neste     sentido que esta investigação tem como principal objetivo estudar a atitude do     consumidor português face ao Marketing e o seu grau de satisfação em relação à     qualidade dos produtos, promoção, preços dos produtos, distribuição e venda, ou     seja, em relação às políticas do Marketing&#8209;Mix. Para isso, pretende-se medir     estes indicadores nas diferentes regiões de Portugal Continental. Para a     metodologia utilizada recorreu-se à aplicação de um inquérito por questionário     nas regiões Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, segundo a classificação   do Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>       <p>Para dar     resposta ao principal objetivo da presente investigação, este trabalho após a     introdução encontra-se estruturado em mais três secções. No segundo ponto     pretendeu-se fazer, sucintamente, um enquadramento à temática. No ponto três     apresenta-se a metodologia utilizada e no ponto quatro a apresentação dos     resultados e a respetiva discussão. No último ponto, apresentam-se as     conclusões mais pertinentes deste trabalho de investigação, indicando-se   algumas sugestões para trabalhos futuros.</p>     <p><b>2.   Revisão da literatura</b></p>       <p>De acordo     com Kotler e Keller (2005) o comportamento do consumidor vem induzido por     fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos, sendo os fatores culturais     os que exercem a maior e a mais profunda influência no consumidor. À medida que     uma criança cresce fica exposta a todo um processo de aprendizagem que vai     interferir mais tarde nos seus comportamentos, nas suas perceções e     preferências, quer para com ela própria, quer na família que mais tarde venha a     integrar. Este processo de aprendizagem irá certamente ser o mais relevante na   sua matriz de comportamento como consumidor. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     influência dos fatores sociais no comportamento do consumidor prende-se com a     interferência de grupos de referência, família, posição social e de <i>status</i>.     Entre grupos de referência podem-se distinguir os que têm efeito direto, como a     família e vizinhos, e aqueles que agem indiretamente, como sejam grupos     religiosos, profissionais e associativos. O comportamento do consumidor também     é influenciado por fatores pessoais, tais como idade, ocupação, capacidade     económica, estilo de vida, imagem e autoimagem pessoal. Estes fatores     influenciam diretamente o comportamento do consumidor, logo são informações     importantes para gestores e profissionais de marketing. Também o fator psicológico     tem direta ou indiretamente, através do subconsciente dos consumidores,     influência no consciente e na decisão deste no ato da decisão da compra   (Cardoso, 2009).</p>       <p>A tarefa do     profissional de marketing, apontada por Kotler e Keller (2005), consiste em     delinear atividades e estratégias, criar programas de marketing totalmente     integrados com o propósito de comunicar e criar valor aos consumidores. Estes     autores designaram por Mix ou composto de Marketing o conjunto de atividades     relacionadas com os quatro P’s do Marketing (Marketing-Mix): produto (<i>product</i>),   preço (<i>price</i>), comunicação (<i>promotion</i>) e distribuição (<i>place</i>). </p>       <p>Seguindo     esta linha de raciocínio tem-se assistido a uma preocupação crescente, no     sentido de analisar as atitudes do consumidor em relação às políticas do     Marketing-Mix, que ascende já a 1970 (Barksdale &amp; Darden, 1972), tendo sido     criadas várias escalas para o efeito (<i>e.g.</i> Barksdale &amp; Darden 1972;     Barksdale, Darden &amp; Perrault 1976; Barksdale &amp; Perrault, 1980). Gaski e     Etzel, em 1986, desenvolveram um mecanismo novo para avaliar o sentimento do     consumidor. Estes autores construíram uma medida multidimensional tendo por     base os quatro elementos do Marketing-Mix. Após a publicação da escala     desenvolvida por Gaski e Etzel (1986) a mesma foi utilizada e melhorada por     outros investigadores e aplicada em diferentes países (<i>e.g</i>. Wee &amp;     Chan, 1989; Chan, Yau, &amp; Chan, 1990; Chan &amp; Cui, 2004; Peterson &amp;   Ekici, 2007; Cui, Chan, &amp; Joy, 2008).</p>       <p>Dos vários     estudos realizados pelos autores supramencionados as atitudes dos consumidores     em relação às políticas do Marketing-Mix, são de extrema importância sob o     ponto de vista empresarial, pelo que se torna pertinente que os gestores tenham   conhecimento do sentimento do consumidor.</p>       <p><b>3.   Metodologia     utilizada</b></p>       <p>Para dar resposta ao     objetivo principal do presente estudo, ou seja, responder às hipóteses de     investigação, optou-se pela utilização de um inquérito por questionário. O     questionário aplicado foi desenvolvido por Gaski e Etzel (1986), também     utilizado e adaptado em investigações realizadas nos Estados Unidos da América,     Canadá, Austrália, na Turquia, na China, entre outros (Gaski &amp; Etzel, 1986;     Wee &amp; Chan, 1989; Chan, Yau, &amp; Chan, 1990; Chan &amp; Cui, 2004;     Peterson &amp; Ekici, 2007; Cui, Chan, &amp; Joy, 2008), exatamente para     analisar as atitudes dos consumidores face às atividades do Marketing-Mix. No     presente trabalho de investigação, e para medir a variável latente “Atitude do     consumidor em relação ao Marketing”, utilizaram-se vinte e oito itens sendo     dezassete positivos e onze negativos (Itens/questões 2, 3, 4, 6, 7, 8, 10, 11,     12, 17 e 19). Para estes últimos houve a necessidade de recodificar a escala     para positiva, fazendo com que todas as questões tivessem a mesma direção. A     escala de concordância utilizada foi do tipo <i>Likert</i> de 5 pontos,     apresentando para cada item as seguintes cinco opções de respostas: 1 -     Discordo Totalmente, 2 - Discordo, 3 - Nem Discordo Nem Concordo, 4 - Concordo   e 5 - Concordo Totalmente.</p>       <p>Na     impossibilidade de se aplicar o questionário à totalidade da população     portuguesa continental, decidiu-se aplicá-lo à faixa etária com mais de 15     anos, pois esta é considerada a parte da população que melhor representa o     consumidor, uma vez que a população com menos de 15 anos, apesar de ser     constituída por consumidores, não faz a compra, pode apenas influenciá-la. Na     presente investigação definiu-se uma amostra que se pretendeu ser     representativa da população portuguesa continental. A amostra foi constituída     por 600 inquiridos distribuídos, por cinco das regiões nacionais definidas pelo     INE (Instituto Nacional de Estatística), de acordo com as respetivas     proporcionalidades da população considerada na faixa etária pré-definida, a     saber: Norte (221 inquéritos; 36,75%); Centro (143 inquéritos; 23,85%); Lisboa     (165 inquéritos; 27,54%); Alentejo (46 inquéritos; 7,63%) e Algarve (25     inquéritos; 4,23%). O mesmo foi aplicado em centros comerciais dos vários     distritos do continente, pertencentes às regiões estudadas, durante o mês de     Julho de 2010. Para o cálculo da dimensão da amostra assumiu-se um erro de   precisão de 4% e um nível de significância de 5%. </p>       <p>Tendo     por base o objetivo do estudo fixaram-se as seguintes hipóteses de     investigação: (<i>i</i>) Existe       uma atitude positiva dos consumidores face ao Marketing-Mix; (<i>ii</i>) Os       consumidores encontram-se satisfeitos com as políticas do Marketing-Mix. Para       dar resposta às hipóteses de investigação utilizou-se uma análise descritiva e   uma análise inferencial.</p>     <p><b>4.   Apresentação e discussão dos resultados</b></p>       <p>Tendo     por base os resultados obtidos e quanto aos aspetos sociodemográficos     analisados, constatou-se em particular que 262 dos indivíduos inquiridos     (43,7%) foram elementos do sexo masculino e 338 (56,3%) do sexo feminino. Num     artigo publicado por Pereira (2007) verificou-se que as pessoas do sexo     feminino vão mais vezes às compras pelo prazer de ir ao centro comercial do que     as pessoas do sexo masculino, o que vai ao encontro dos respetivos números do     presente estudo. Pode, então, concluir-se que do total dos indivíduos inquiridos,     apenas na zona Norte é que foram inquiridos mais indivíduos do sexo masculino     (19%) do que feminino (17,7%), em todas as restantes regiões foram inquiridos     mais elementos do sexo feminino do que masculino, tendo&#8209;se verificado na     região de Lisboa uma diferença significativa com aproximadamente o dobro de     indivíduos do sexo feminino. Observou-se, ainda, que nas regiões Norte e Centro     a amostra foi relativamente equilibrada quanto ao género dos inquiridos que se     deslocam aos centros comerciais, essa diferença é igual ou inferior a 1,5%     entre os géneros, enquanto nas restantes regiões verificou&#8209;se uma maior     predominância de inquiridos de sexo feminino, sendo essas diferenças   significativamente superiores.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     às faixas etárias, 50,16% dos inquiridos da amostra têm idade igual ou inferior     a 35 anos, destacando-se destes 17,8% com idade inferior ou igual a 25 anos.     Note-se que apenas 4,3% têm idade superior a 60 anos, logo suscetíveis de serem     reformados. Pode concluir-se que a maior parte dos inquiridos são     profissionalmente ativos, situando-se em faixas etárias entre os 18 e os 60   anos. Verificou-se também que 95,7% dos inquiridos têm menos de 60 anos.</p>       <p>Observou-se     que é na indústria e nos serviços onde a maioria dos inquiridos exerce a sua     profissão. Dos 600 inquiridos, apenas 590 responderam a este item, sendo que     287 (48,6%) exercem a sua profissão no sector dos serviços e 226 (38,30%) na     indústria, destacando-se a região Centro com 64,30% dos inquiridos nesta região     a responderem que são trabalhadores da indústria. Em Lisboa verificou&#8209;se     o contrário, ou seja, existe uma forte predominância dos inquiridos a exercer a     sua atividade no sector dos serviços, 119 (75,30%) dos 158 inquiridos. Ainda,     verificou-se que a maior parte dos inquiridos que declararam possuir o Ensino     Primário trabalha no sector da indústria e observou-se, também, que a maior     percentagem de inquiridos que respondeu possuir Bacharelato, Licenciatura,   Mestrado ou Doutoramento, exerce a sua profissão no sector dos serviços. </p>       <p>Dos     inquiridos que declararam ter rendimentos anuais superiores a 41.350€, 60,7%     dos inquiridos revelou possuir uma Licenciatura, já 14,3% responderam ter     Mestrado ou Doutoramento. Dos inquiridos que manifestaram ter rendimentos     anuais entre 17.980€ e 41.349€, 96,4% referiram ter instrução igual ou superior     ao Ensino Secundário, destes 41,5% revelaram possuir o Ensino Secundário, 8,5%     Bacharelato, 42,7% Licenciatura e 3,7% Mestrado. Com rendimentos anuais entre     7.251€ e 17.979€, 64,1% dos inquiridos mencionaram ter habilitações iguais ou     inferiores ao Ensino Secundário, já os que responderam ter rendimentos anuais     entre 4.794€ e 7.250€, 72,1% afirmaram ter habilitações iguais ou inferiores ao     Ensino Secundário. De entre os inquiridos que revelaram ter rendimentos anuais     inferiores a 4.793€, 81% são detentores de habilitações iguais ou inferiores ao     Ensino Secundário. Atendendo à análise feita, pode concluir-se que os valores     descritos indiciam que o rendimento pode estar associado com as habilitações   literárias de que o inquirido é detentor.</p>       <p>Para     inferir sobre as hipóteses e no que toca à primeira hipótese de investigação:     Existe uma atitude positiva dos consumidores face ao Marketing-Mix, vão     analisar-se as seguintes dimensões: Qualidade do Produto, Publicidade, Preço     dos Produtos, Distribuição/Venda. As atitudes dos consumidores em relação às     políticas do Marketing-Mix encontram-se diretamente influenciadas pela eficácia     dessas mesmas políticas e também das estratégias das organizações na sua     atuação no mercado. Atitudes e políticas corretas ajustadas às necessidades do     consumidor, sobre a qualidade do produto, preços praticados ajustados à     qualidade dos produtos, comunicação eficaz, verdadeira e simples, aliados a um     bom serviço global por parte dos distribuidores, pode dizer&#8209;se que     conduzem certamente a uma atitude positiva dos consumidores face ao Marketing&#8209;Mix.     Por outro lado, uma fraca qualidade dos produtos, não correspondendo aos     requisitos dos consumidores, preços desajustados à qualidade     do produto, comunicações não verdadeiras e maçadoras e um mau serviço dos     distribuidores levará, naturalmente, a uma atitude negativa dos consumidores   face ao Marketing&#8209;Mix.</p>       <p>A <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a13t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a> mostra como os inquiridos responderam às questões     relacionadas com a qualidade do produto. Assim, pode concluir-se através das     respostas à questão Q1, que os inquiridos responderam de forma positiva, na     medida em que se encontram satisfeitos com a qualidade dos produtos que     compram: 54,8% respondeu concordo e 4,8% respondeu concordo totalmente, o que     situa a média nos 3,49, a revelar esse sentido positivo das respostas. Na     questão Q2 31,8% dos inquiridos respondeu concordo ou concordo totalmente, o     valor da média igual a 3,01 reflete uma ligeira indicação no sentido positivo     de que os produtos que compram não se desgastam rapidamente. Para questão Q3,     os inquiridos responderam com sentido positivo, 3,14 de média em que 40,4%     respondeu concordo ou concordo totalmente, o que, numa análise superficial,     significa que muitos dos produtos que compram não apresentam quaisquer     defeitos. Na questão Q4, os inquiridos apresentaram um sentimento negativo,     ainda que de forma ligeira, pois 40,2% respondeu discordo ou discordo     totalmente, o que significa que têm um sentimento que as empresas que fabricam     os produtos não se importam o suficiente com o seu desempenho, a média desta     questão é de 2,84 o que reflete esse sentimento negativo. Já na questão Q5, as     respostas dos inquiridos foram claramente positivas (3,46 de média), com 53,3%     dos inquiridos a responder concordo ou concordo totalmente, o que traduz   efetivamente que a qualidade dos produtos tem melhorado ao longo dos anos.</p>       
<p>Deste modo, e no somatório das questões deste grupo     (qualidade dos produtos), a média total é de 3,19, o que revela uma atitude     global positiva. O valor do desvio padrão também fornece uma informação     relevante sobre o padrão das respostas obtidas. De facto a média global total     do desvio padrão nas 5 questões relacionadas com a qualidade dos produtos,     apresenta um valor baixo, 0,91, o que indica que de uma forma geral os     inquiridos atribuíram a mesma importância às questões e que a maioria respondeu   no mesmo sentido.</p>       <p>Pelos     valores apresentados na <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a13t2.jpg" target="_blank">tabela seguinte</a> e para a questão PU1, observa-se que os     inquiridos responderam expressivamente de forma negativa, com 321 (53,7%)     respostas “discordo” ou “discordo totalmente”, o que significa que a maioria     considerou que a publicidade não é interessante. A média dessa questão é de     2,57, a revelar uma atitude negativa. Na questão PU2, os inquiridos também     apresentaram uma atitude negativa (2,40 de média), em que 59,6% respondeu     “discordo” ou “discordo totalmente”, o que equivale a referir que os inquiridos     foram de opinião que a maioria da publicidade faz afirmações falsas. Quanto à     questão PU3, as respostas tiveram sentido negativo, (42,6% respondeu “discordo”     ou “discordo totalmente”), com a média de 2,79 a refletir essa orientação, o     que sugere que os inquiridos estão em desacordo com a afirmação da questão,     pois não concordaram que se a publicidade fosse eliminada os consumidores     estariam piores, ou seja, encontram que com a eliminação da maioria da     publicidade os consumidores ficariam melhor. Quando questionados sobre se     gostam de anúncios, a questão PU4, os inquiridos manifestaram-se sem      grande tendência definida: 26,3% afirma “concordo” ou “concordo totalmente”     enquanto 26,8% respondeu “discordo” ou “discordo totalmente”. O valor de 2,95     obtido para a média, revela, ainda que fraca, uma atitude negativa, ou seja os     inquiridos não estão de acordo com a afirmação da questão, o que significa que     não gostam mais de anúncios. Na questão PU5, a resposta dos inquiridos mostra     uma tendência claramente negativa traduzida na média de 2,53, 53% dos     inquiridos respondeu “discordo” ou “discordo totalmente”, o que permitiu     concluir que existe a ideia de que a publicidade emitida destina-se a enganar     em vez de informar os consumidores. Em suma, pode concluir-se, em relação às     questões sobre publicidade, que a média de 2,65, o que mostra de forma     inequívoca uma atitude ou sentimento negativo generalizado quanto às afirmações     das questões em causa. O desvio padrão, nesse conjunto de questões, obtém um     resultado de 1,02, um valor mais elevado que o normal, o que indica que as     questões apelam mais a subgrupos da amostra e daí atraírem diferentes   classificações de importância.</p>     
<p>Na     <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a13t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a> encontra-se registada a forma como os inquiridos se manifestaram     relativamente às questões sobre o preço dos produtos. A questão PP1 obteve por     parte dos inquiridos respostas com atitudes negativas, com 47,1% dos indivíduos     a responder “discordo” ou “discordo totalmente”. Isto significa que os preços     dos produtos que compram são excessivamente elevados, facto confirmado pela     média de 2,70. Também na questão PP2, os inquiridos responderam com sentido     negativo, obtendo-se 2,21 de média. Verificou-se que 70,5% dos inquiridos     respondeu “discordo” ou “discordo totalmente”, enquanto, apenas 7,8% respondeu     “concordo” ou “concordo totalmente”, o que reflete de forma significativa, aos     olhos dos consumidores, que as empresas podem baixar preços e ainda obter lucro. </p>     
<p>A     questão PP3, ainda que de forma não muito expressiva, com uma média de 2,97,     reflete uma atitude negativa, 39,4% dos inquiridos respondeu “nem concordo nem     discordo” e 31,6% dos inquiridos respondeu “discordo” ou “discordo totalmente”.     Isto significa que os inquiridos entendem que os preços não são razoáveis mesmo     tendo presente a dificuldade em ‘fazer’ negócio. Na questão PP4, quando     questionados se os preços são justos, os inquiridos responderam com uma clara     expressão o seu sentimento negativo, obtendo-se uma média de 2,64. Assim 38,3%     respondeu “nem concordo nem discordo”, mas 46,2% respondeu “discordo” ou     “discordo totalmente”. A questão PP5 reflete de forma evidente uma atitude     negativa evidenciada pela média de 2,72, o que denota que os inquiridos não     estão satisfeitos com o preço que pagam pelos produtos, 35,2% respondeu “nem     concordo nem discordo”, enquanto 44,2% dos indivíduos respondeu “discordo” ou     “discordo totalmente”. A média global das questões relacionadas com a política     de preços dos produtos atingiu uma média de 2,65, refletindo assim uma atitude negativa. </p>     <p>O desvio padrão, das cinco questões, apresenta um valor de     0,96, o que indica, de uma forma geral, que os inquiridos deram a mesma     importância às questões e que responderam de igual forma. Contudo, na questão     PP1 o desvio padrão é maior, o que pode significar que subgrupos da amostra   atribuíram diferentes classificações de importância à questão.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os     dados sobre a dimensão Distribuição/Venda encontram-se apresentados na <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a13t4.jpg" target="_blank">Tabela     4</a>. Na questão DV1, a média de 3,16 revela uma atitude positiva dos inquiridos,     em que 39% respondeu “nem concordo nem discordo”, enquanto 38,3% respondeu     “concordo” ou “concordo totalmente”, o que numa primeira abordagem pode     significar que as lojas que vendem a retalho servem bem os seus clientes. Os     inquiridos responderam com sentido positivo à questão DV2, com uma média de     3,30, o que indica que consideram que a maioria das suas compras é agradável     (44% respondeu “nem concordo nem discordo”, 243 indivíduos, e 40,5% respondeu   “concordo” ou “concordo totalmente”). </p>       
<p>As     respostas dos inquiridos, para a questão DV3, apresentam uma tendência     claramente positiva, confirmada pelo valor da média de 3,51. Dos inquiridos,     33,7% respondeu “nem concordo nem discordo” e 56,2% respondeu “concordo” ou     “concordo totalmente”, o que reflete um reconhecimento da importância dos     vendedores a retalho. Para a questão DV4, os <br clear=all>     inquiridos responderam com um sentimento positivo, em que 25,5% respondeu “nem     concordo nem discordo” e 41,2% respondeu “concordo” ou “concordo totalmente”, a     média de 3,08 traduz esse sentimento, o que mostra que os inquiridos, quando     necessitam de ajuda numa loja, a encontram. Também para a questão DV5, os     inquiridos responderam com uma atitude positiva, tendo respondido 42,2% “nem     concordo nem discordo” e 38,8% “concordo” ou “concordo totalmente”. A média da     questão de 3,20 confere que a maioria dos retalhistas fornece um serviço     adequado. Assim, o grupo das questões relacionadas com a Distribuição/Venda     apresentou uma média de 3,25, a refletir uma atitude positiva geral quanto à     importância e qualidade dos operadores nesta área. Quanto ao valor médio do     desvio padrão confirmou-se que apresenta um valor baixo, de 0,87, o que indica     que de uma forma geral os inquiridos deram a mesma importância às questões e a   maioria respondeu de forma idêntica.</p>      <p>Assim, pela     análise aos valores apresentados nas tabelas anteriores, pode observar-se que a     atitude dos consumidores inquiridos face ao Marketing-Mix é negativa, ou seja,     o sentimento global médio das dimensões que compõem essa atitude é de 2,94 a     atestar esse sentimento, com uma média do desvio padrão de 0,94 a indicar que     os inquiridos responderam da mesma forma e dando a mesma importância às     questões das respetivas dimensões. É de destacar ainda que os consumidores     apresentaram uma atitude positiva para as políticas da Qualidade do Produto e     Distribuição/Venda, com uma média de 3,19 e 3,25, respetivamente, o que leva a     concluir que os mesmos encontram-se satisfeitos com a qualidade dos produtos e     a forma como estes são distribuídos pelos operadores da distribuição,     podendo-se afirmar que os portugueses reconhecem utilidade e bom serviço aos     distribuidores. Já quanto às políticas de Publicidade e Preço dos Produtos, os     inquiridos manifestaram uma atitude negativa, com médias relativamente baixas a     confirmar o seu descontentamento para as questões destas duas dimensões.     Afirmaram que a publicidade não é interessante, faz afirmações falsas, e se     destina a enganar em vez de informar. Quanto ao Preço dos Produtos os     inquiridos também se manifestaram de forma negativa, referindo que a maioria     dos produtos tem um preço excessivamente alto e injusto, o que os leva a afirmar que se encontram insatisfeitos com o preço pago pelos produtos.</p>     <p>Assim os     valores apresentados e discutidos permitem dar resposta à primeira hipótese de     investigação, não se validando a mesma. Isto é, os resultados apresentados     revelaram uma atitude negativa dos consumidores portugueses face ao   Marketing-Mix.</p>       <p>De referir     ainda que nos estudos realizados pelos investigadores Gaski e Etzel (1986), Peterson e Ekici (2007), e por Cui, Chan e Joy (2008),       obtiveram-se conclusões idênticas embora com valores mais satisfatórios. Os       consumidores manifestaram igualmente atitudes negativas no que diz respeito às       dimensões da Publicidade e Preço dos Produtos e atitudes positivas para as       dimensões da Qualidade   do Produto e Distribuição/Venda.</p>       <p>Para dar     resposta à segunda hipótese de investigação: Os consumidores encontram-se     satisfeitos com as políticas do Marketing-Mix, vão analisar-se as questões     relacionadas com a dimensão Satisfação com a Generalidade de todas as     Atividades do Marketing. Na <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a13t5.jpg" target="_blank">tabela seguinte</a> registam-se, de forma quantitativa     e descritiva, as respostas dos inquiridos às questões relacionadas com esta   dimensão.</p>      
<p>Nas     respostas à questão SM1, os inquiridos mostram de forma expressiva a sua     concordância com a qualidade da maioria dos produtos que compram, onde 31,7%     respondeu nem concordo nem discordo. Por outro lado 56,2% respondeu concordo ou     concordo totalmente quando questionados com a qualidade da maioria dos produtos     que compra. A média da questão é de 3,44, a espelhar esse sentimento positivo,     indo ao encontro global das questões sobre a qualidade do produto (Q1 a Q5). Os     inquiridos, quando questionados sobre a satisfação com os preços praticados     para a maioria dos produtos (SM2), responderam de forma categórica com um     sentimento negativo, pois 40,4% responderam nem concordo nem discordo, enquanto     que 39,4% responderam discordo ou discordo totalmente. A média da questão de     2,78 traduz esse sentimento e significa que a maioria dos inquiridos não se     encontra satisfeito com o preço praticado na generalidade dos produtos. Estes     resultados estão de acordo com os obtidos nas questões relacionadas com o preço     dos produtos (PP1 a PP5), em que o sentimento foi negativo. Similarmente, na     questão SM3, as respostas dos inquiridos apontam claramente um sentimento     negativo. Pois 41,4% dos inquiridos respondeu nem concordo nem discordo e 42,7%     respondeu discordo ou discordo totalmente, e só 15,8% respondeu concordo ou     concordo totalmente estar satisfeito com a maioria da publicidade. A média das     respostas a esta questão é de 2,66 a refletir, por parte dos inquiridos, a     insatisfação com a maioria da publicidade que se faz. O sentido das respostas     dadas pelos inquiridos à questão SM3 encontra-se consentâneo com o manifestado     nas questões PU1 a PU4, relativas à dimensão Publicidade. Na questão SM4 os     inquiridos apresentaram uma tendência negativa, embora a média de 2,98 revele     um ligeiro sentimento negativo, o que significa que uma maioria, ainda que     pequena, dos inquiridos encontra-se insatisfeita com as condições de venda das     lojas. De facto 36,6% respondeu nem concordo nem discordo, 31,6% respondeu     discordo ou discordo totalmente, e 31,8% respondeu concordo ou concordo     totalmente. Estes resultados não coincidem com a orientação claramente     positiva, manifestada nas questões sobre distribuição ou venda (DV1 a DV5).     Esta contradição induz a ponderar a forma como a questão SM4 “Estou satisfeito     com as condições de venda, na maioria das lojas” foi apresentada, que     possivelmente não refletiu o objetivo das questões sobre Distribuição/Venda     como se pretendia efetivamente, a questão pode ter levado o consumidor a     compreender as condições de venda como o serviço, e as condições de pagamento, em vez do serviço na operação de distribuição ou venda.</p>     <p>No grupo das questões     sobre satisfação com as atividades de marketing, a média global foi de 2,97 a     refletir um sentimento negativo, a média global do desvio padrão, apresenta um     valor de 0,87 o que mostra que as questões obtiveram, por parte dos inquiridos     a mesma importância, tendo respondido de forma análoga, ou seja, revelaram uma homogeneidade nas respostas.</p>       <p>Assim, pelos resultados     obtidos e apresentados na tabela anterior pode dizer-se que os consumidores não     se encontram satisfeitos com as políticas do Marketing-Mix, não se corroborando     a segunda hipótese de investigação. Quando comparados os valores obtidos para o     estudo português com os estudos de Gaski e Etzel (1986), Peterson e Ekici     (2007), e por Cui, Chan e Joy (2008), observou-se que os consumidores, de     Portugal Continental, encontram-se menos satisfeitos com as práticas do Marketing-Mix.</p>       <p><b>5.   Conclusões, limitações e investigações futuras</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A nível conceptual, a     presente investigação pretende colmatar falhas existentes nesta área do     conhecimento. Pois estudos já efetuados não tiveram o território nacional como     amostra, nem a base do estudo foi igual. Foi propósito do mesmo analisar as     atitudes dos consumidores face às políticas do Marketing-Mix e a respetiva     satisfação com as políticas. Deste modo pretendeu-se contribuir para a     investigação académica sobretudo porque o presente estudo fornece informação     relevante sobre o que os consumidores de Portugal Continental pensam, no momento atual, em relação às políticas do Marketing-Mix.</p>       <p>Como conclusões finais e     dado o enquadramento das dimensões que dão resposta à primeira hipótese, “Existe uma atitude positiva       dos consumidores face ao Marketing-Mix”, observou-se que os consumidores, de Portugal         Continental, face ao Marketing-Mix manifestaram uma atitude negativa,         apresentando uma média global, das dimensões, de 2,94 e um desvio padrão médio de 0,94, não se corroborando esta hipótese. </p>       <p>Em relação aos resultados     obtidos para a segunda hipótese “Os consumidores encontram-se satisfeitos com as       políticas do Marketing-Mix”,         os mesmos foram ao encontro com a intenção manifestada quando foram         questionados quanto à qualidade dos produtos, publicidade ou comunicação e         preço dos produtos. A satisfação nestes três itens coincidiu com o sentimento         nas suas respetivas dimensões satisfação. Já quanto à satisfação global com o         item relacionado com a dimensão distribuição/venda, talvez devido à forma como         a questão foi colocada, os resultados não coincidiram com o manifestado na         dimensão distribuição/venda. Em termos de resultados finais os consumidores         revelaram uma insatisfação, pois obteve-se uma média total da dimensão satisfação         de 2,97 e um desvio padrão médio de 0,87. Assim, os consumidores de Portugal         Continental revelaram na sua globalidade uma insatisfação para com as políticas         do Marketing-Mix. Pelos resultados obtidos e análise efetuada não se validou a hipótese.</p>       <p>Seguindo esta linha de     raciocínio e numa perspetiva das ciências empresariais, a presente investigação     pode certamente ser um contributo para gestores e empresas na redefinição de     estratégias de gestão e marketing. Os resultados relativos às opiniões que os     consumidores inquiridos manifestaram sobre as políticas do Marketing-Mix, podem     ser aproveitados pelo mercado para articular objetivos com estratégias de médio     e longo prazo, tendo sempre por base que as mesmas devem ser orientadas para o     mercado. </p>       <p>Neste ponto cabe ainda     referir que ao longo do presente trabalho de investigação existem algumas     limitações que assentam essencialmente em: os resultados obtidos encontram-se     limitados aos consumidores residentes em Portugal Continental, que por     dificuldade em aplicar o questionário nas ilhas as regiões autónomas dos Açores     e da Madeira não foram consideradas; a recolha de dados realizou-se em centros     comerciais de cada região, não abrangendo outros centros de consumo, como     feiras e comércio tradicional; a situação de crise financeira profunda em que a     Europa e em particular Portugal está mergulhado, influencia diretamente o nível     de confiança dos consumidores, sendo que o indicador de confiança dos     consumidores encontra-se desde 2008 em queda acentuada em Portugal, o que se     reflete de forma direta na forma como os inquiridos abordam questões de     consumo. </p>       <p>Por último e após     reflexão sobre os resultados do presente trabalho empírico apresentam-se como     investigações futuras alargar o estudo a Portugal. Sugere&#8209;se ainda a     realização de investigações que estudem a atitude e comportamento do consumidor     em relação às políticas do Marketing-Mix, fora de um ambiente de consumo dos     centros comerciais onde recaiu o presente estudo, propõe-se também que estas     investigações sejam realizadas em situações macroeconómicas diferentes da atual     crise da Europa e de Portugal em particular, pois acredita-se que um consumidor     em clima de crise e instabilidade não terá certamente a mesma atitude do que em     clima de estabilidade e crescimento. </p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Barksdale, H. &amp;     Perrault, W. (1980). Can Consumers be Satisfied? <i>MSU Business Topics</i> 28,       19-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-8458201300020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Barksdale, H.     &amp; Darden, W. (1972). Consumer attitudes toward marketing and consumerism, <i>Journal       of Marketing</i>, 36, 28-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-8458201300020001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Barksdale, H.,     Darden, W. &amp; Perrault W. (1976). Changes in Consumer Attitudes Toward       Marketing, Consumerism and Government Regulation: 1971-1975. <i>The Journal of Consumer         Affairs</i>,           10, 117-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-8458201300020001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Cardoso, A. (2009). <i>O     Comportamento do consumidor - Porque é que os consumidores compram?</i> Lisboa,     Portugal: Lídel - Edições Técnicas, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-8458201300020001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Chan, E., Yau, O. &amp; Chan, R. (1990). Consumer     sentiment in Australia: A replication and cross-national comparison, <i>European       Journal of Marketing</i>, 24(10), 44-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-8458201300020001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Chan, T. &amp; Cui, G.     (2004). Consumer attitudes toward marketing in a transitional economy: A     replication and extension, <i>Journal of Consumer Marketing, </i>21(1), 10-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-8458201300020001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cui, G., Chan, T. &amp;     Joy, A. (2008). Consumers Attitudes toward Marketing: A Cross-cultural Study       of China and Canada. <i>Journal of International Consumer Marketing, </i>20(3-4),       81-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-8458201300020001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Gaski, J. &amp; Etzel, M.     (1986). The Index of Consumer. <i>Journal of Marketing, </i>50(7), 71-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-8458201300020001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Kotler, P. &amp; Keller,     K. (2005). <i>Administração       de Marketing</i> (12ª edição). São Paulo, Brasil: Pearson Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-8458201300020001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Pereira, I. (2007). Motivação para ir às     compras. <i>Revista Portuguesa de Marketing</i>, 20, 7-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-8458201300020001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Peterson, M. &amp; Ekici, A. (2007). Consumer     Attitude Toward Marketing and Subjective Quality of Life in the Context of a     Developing Country. <i>Journal of Macromarketing, </i>27(4), 350-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-8458201300020001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wee, C. &amp; Chan, M. (1989). Consumer sentiment toward   marketing in Hong Kong. <i>European Journal of Marketing, </i>23(4), 25-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-8458201300020001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Processo     de aprovação do artigo:</b></p>       <p>Recebido:     05 junho 2012</p>       <p>Aceite: 02 março     2013</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
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