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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Valores organizacionais e do trabalho: um estudo com jovens trabalhadores brasileiros]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study sought to describe and analyze organizational and work values of young workers. These were chosen according to their idiosyncrasies and work contexts in which they are integrated. We conducted a descriptive case study with quantitative and qualitative approaches (methodological triangulation). Data from 670 questionnaires and 20 interviews were submitted to statistical and content analysis, respectively. There was a convergence between organizational values ("achievement") and work ("work fulfillment"), which support behaviors aimed at achieving goals and career building, enabling lifelong learning and personal and professional growth. Given the findings and limitations of the study an agenda for future research has been proposed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Valores     organizacionais e do trabalho: um estudo com jovens trabalhadores brasileiros</b></p>       <p><b>Organizational and work values: a     study with young workers in Brazil</b><b>                </b></p>       <p><b>Kely César Martins de Paiva</b></p>       <p>Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ciências     Econômicas, Departamento de Ciências Administrativas, Centro de Pós-Graduação e     Pesquisas em Administração, Av. Antônio Carlos, 6.627, Prédio FACE, Campus     Pampulha, 31270-901 Belo Horizonte, MG, Brasil; <a href="mailto:kelypaiva@face.ufmg.br">kelypaiva@face.ufmg.br</a></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p>Este estudo buscou descrever e analisar como se encontram     configurados os valores organizacionais e do trabalho de jovens trabalhadores.     Eles foram escolhidos devido às suas idiossincrasias e aos contextos de     trabalho em que usualmente se inserem. Realizou-se um estudo de caso descritivo, com       abordagens quantitativa e qualitativa (triangulação metodológica). Os dados de       670 questionários e 20 entrevistas foram submetidos a tratamento estatístico e       análise de conteúdo, respectivamente. Observou-se uma         convergência entre valores organizacionais (“realização”) e do trabalho         (“realização no trabalho”), os quais amparam comportamentos voltados para         realização de objetivos e construção de carreira que permita aprendizagem         permanente e crescimento pessoal e profissional. Diante dos achados e das         limitações do estudo, foi traçada uma agenda para pesquisas futuras.</p>       <p><b>Palavras-chave: </b>Valores, valores     organizacionais, valores do trabalho, jovens trabalhadores, triangulação     metodológica. </p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This study sought to describe and     analyze organizational and work values of young workers. These were chosen     according to their idiosyncrasies and work contexts in which they are     integrated. We conducted a descriptive case study with quantitative and     qualitative approaches (methodological triangulation). Data from 670     questionnaires and 20 interviews were submitted to statistical and content     analysis, respectively.  There was a convergence between organizational values     (&quot;achievement&quot;) and work (&quot;work fulfillment&quot;), which     support behaviors aimed at achieving goals and career building, enabling     lifelong learning and personal and professional growth. Given the findings and     limitations of the study an agenda for future research has been proposed.</p>       <p><b>Keywords: </b>Values, organizational values, work values,     young workers, methodological triangulation.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>1. Introdução</b></p>       <p>A     expressão “jovens trabalhadores” usualmente se refere a trabalhadores na faixa     etária de 15 a 24 anos (Loughlin &amp; Lang, 2005; Tucker &amp; Loughlin,     2006). Eles são considerados uma “população especial” (Barling, Kelloway &amp;     Frone, 2005; Kelloway, Barling &amp; Hurrell, 2006), um caso paradigmático de     estudos devido às suas idiossincrasias (Pochmann, 1998; Barling, Kelloway &amp;     Frone, 2005; Kelloway, Barling &amp; Hurrell, 2006; Loughlin &amp; Lang, 2005;     Perry &amp; Parlamis, 2006; Schwartz, 2005a; Tucker &amp; Loughlin, 2006) e aos     contextos de trabalhos em que usualmente eles se inserem (Amorim, 2010;     Antunes, 2008; Constanzi, 2009; Loughlin &amp; Lang, 2005; Rosenfield, 2009;     Pochmann, 1998; Tucker &amp; Loughlin, 2006).  Segundo a literatura, esses     jovens são mais representativos em tipos de trabalho que envolvem interação     direta com pessoas, como é o caso do setor de serviços e do comércio (Loughlin;     Lang, 2005; Tucker, Loughlin, 2006). No Brasil, mesmo com formação escolar elevada     ou, ainda, algum tipo de qualificação profissional, eles têm iniciado sua     carreira profissional em ocupações como serviços básicos de limpeza, garçom,     segurança (Pochmann, 1998), organizações de <i>fast food</i> e de telemarketing     (Amorim, 2010).</p>       <p>No     Brasil, os dados são preocupantes: de um total de 22 milhões de jovens     economicamente ativos no ano de 2006, aproximadamente 18% estavam desempregados     e 50% atuavam na informalidade; em torno de 64% da população economicamente     ativa (PEA) dessa faixa etária trabalhavam ou buscavam ativamente uma função;     56% eram provenientes de famílias com renda <i>per capita</i> de até 1 salário     mínimo, enquanto 24% percebiam renda familiar <i>per capita</i> entre 1 e 2     salários mínimos; por outro lado, o percentual de jovens de 15 a 24 anos que estudavam aumentou de cerca de 35% para 47% no período de 1992 a 2006 (Constanzi, 2009). Estes dados denotam elevação do investimento em qualificação e     escolaridade por iniciativa dos jovens numa tentativa de contornar a situação     de precariedade e de dificuldade de acesso ao trabalho que enfrentam (Pochmann,     1998). </p>       <p>Note-se que o conteúdo do trabalho, as oportunidades     relativas a iniciativa e autonomia, os agentes estressores relacionados ao     papel e as oportunidades de interação social no trabalho emergiram como temas     importantes de estudo junto a esse público (Loughlin &amp; Lang, 2005), mas     existem poucas pesquisas que examinam as experiências de trabalho de jovens no     campo da administração (Tucker &amp; Loughlin, 2006). Essas vivências laborais     mantêm relação direta e recíproca com os valores que esse grupo comunga,     diferentemente de outros; por exemplo: eles se preocupam com qualidade de vida     e com a construção de uma carreira profissional que promova sua projeção no     cenário produtivo, enquanto os mais velhos valorizam mais estabilidade e     segurança, tanto física como financeira (Schwartz, 2005a). Estes alvos de     atenção refletem valores que pautam o comportamento das pessoas, inclusive na     esfera do trabalho.</p>       <p>Entendem-se     valores como crenças que fundamentam o julgamento de eventos e comportamentos e     direcionam a ação das pessoas mediante a ordenação de cada um segundo sua     importância relativa aos demais; trata-se, portanto, de um construto de base     motivacional que transcende situações e ações específicas (Schwartz, 2005a,     2005b, 2008), constituindo-se construções sociais (Berger &amp; Luckmann, 1985)     que podem sofrer alterações de acordo com as experiências de vida do sujeito.</p>       <p>Assim     sendo, os valores vão se expressar em vários níveis e situações, conforme o     cotidiano do indivíduo (Rokeach, 1973). No       nível organizacional, os valores refletem as crenças que orientam o       comportamento dos empregados priorizando os objetivos coletivos em face dos       individuais (Tamayo, 2005; Tamayo &amp; Porto, 2005); eles derivam não apenas       das políticas, mas, substancialmente, das práticas de gestão da organização, já       que existem degraus entre essas duas instâncias (Tamayo, 2005). Já no nível do       trabalho, os valores são percebidos como um conjunto de crenças sobre aquilo       que é desejável, ou não, no trabalho. Eles refletem desejos e interesses dos       indivíduos e são avaliados conforme a relevância atribuída a cada um deles,       variando ao longo de um contínuo de importância (Porto &amp; Tamayo, 2003;       2008; Porto, 2005).  </p>       <p>Estas     temáticas relacionadas aos valores têm sido alvo crescente de interesse, não     apenas por parte da academia, mas também nas organizações, contando com tímido     volume de estudos neste campo, no Brasil (Ferreira, Fernandes &amp; Silva,     2009; Porto &amp; Tamayo, 2003, 2008; Oliveira &amp;       Tamayo, 2004; Tamayo, 2008), apesar de sua importância para os atores     sociais envolvidos. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.     Referencial</b> <b>teórico</b> </p>       <p>Conforme     Schwartz (2005a, 2005b, 2008), os conteúdos dos valores se expressam em     comportamentos que, por sua vez, são frutos de metas motivacionais. O autor     apresenta uma caracterização de 10 tipos motivacionais de valores pessoais, a     saber: poder; realização; hedonismo; estimulação; autodeterminação;     universalismo; benevolência; tradição; conformidade; e segurança. Segundo ele,     os tipos motivacionais de valor espelham os valores que os indivíduos podem     comungar, os quais estão alinhados a duas dimensões que contêm dois pólos cada     uma: autopromoção ou autotranscendência; e, abertura à mudança ou conservação     (Ros, Schwartz &amp; Surkiss, 1999; Schwartz, 2005a, 2005b, 2008; Porto, 2005).     Os valores tanto conduzem      comportamentos, como são pautados pelas vivências dos sujeitos na sociedade,     observando-se, porém, algumas diferenciações entre eles. No caso do estudo aqui     apresentado, interessam os valores organizacionais e os do trabalho.</p>       <p>Os <b>valores organizacionais</b> orientam a vida da organização e das pessoas que     nela trabalham, prestando-se a interesses em níveis individuais, coletivos ou     mistos (Mendes &amp; Tamayo, 1999; Porto, 2005). Eles também podem ser     compreendidos como formas de se reconhecer a realidade organizacional, quer de     modo espontâneo, quer por meio da transmissão formal dos preceitos que a     sustentam (Tamayo &amp; Porto, 2005).</p>       <p>Apesar     de os valores serem essenciais para moldar a identidade coletiva dos trabalhadores     e mobilizá-los em torno de ideais comuns (Tamayo, 2008), isso nem sempre se     verifica, já que eles podem não ser observados e compartilhados pelos membros     da organização (Tamayo &amp; Borges, 2006), podendo cair em descrédito e     contribuir negativamente na manutenção da relação empregado-organização     (Tamayo, 2005). Por outro lado, políticas e práticas de gestão de pessoas das     organizações contemporâneas têm se revestido por um discurso de participação,     de inovação e de valorização da iniciativa e da liberdade do trabalhador, mas     que também contemplam expressões de conformidade às regras, de unidade de     valores, de consenso e de adesão ao projeto da organização, observáveis,     inclusive, por meio de uma linguagem particular comungada no seu interior     (Lima, 1995). </p>       <p>Mesmo     diante de sua importância para as pessoas e para as organizações, não se     verifica na literatura um número significativo de modelos analíticos e     instrumentos de diagnóstico específicos voltados à sua mensuração (Tamayo,     2008). No Brasil, Oliveira e Tamayo (2004) desenvolveram e validaram o     Inventário de Perfis de Valores Organizacionais, IPVO, cujos oito fatores     espelham nove dos 10 tipos motivacionais de Schwartz (2005a, 2005b, 2008)     (“segurança” não foi incluído), conforme disposto no <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a15q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>.</p>       
<p>Já     os <b>valores do trabalho</b> possuem características de natureza cognitiva,     motivacional e hierárquica. Tais características se espelham em seu conceito:     trata-se de um conjunto de crenças sobre aquilo que é desejável ou não no     trabalho (cognitiva), que refletem desejos e interesses dos indivíduos     (motivacional) e que são avaliados conforme a relevância atribuída a cada um     deles, que varia ao longo de um contínuo de importância (hierárquica) (Porto   &amp; Tamayo, 2003, 2008; Porto, 2005). </p>     <p>Assim     sendo, os valores pessoais influenciam de modo direto os valores do trabalho     (Ros, Schwartz &amp; Surkiss, 1999): se os primeiros são fortes, serão buscados     pelo indivíduo também no seu espaço laboral; caso contrário, outros tomarão     lugar de destaque e se refletirão no seu comportamento. </p>       <p>Para     compreensão dos valores relativos ao trabalho, modelos analíticos foram     desenvolvidos, sendo os mais recursivos na literatura o de Super e o de       Elizur (Ros, Schwartz &amp; Surkiss, 1999). A partir desses estudos, foi construída       e validada por Porto e Tamayo (Porto &amp; Tamayo, 2003, 2008; Porto, 2005), no       Brasil, a Escala de Valores relativos ao Trabalho, EVT, apoiando-se nas       dimensões da Teoria de Valores de Schwartz (2005a, 2005b, 2008), cujos fatores       foram descritos no <a href="#q2">Quadro 2</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a15q2.jpg" width="373" height="230"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O IPVO e a EVT foram escolhidas para realização deste     estudo em virtude de serem as mais recentemente desenvolvidas no país.</p>       <p><b>3. </b><b>  </b><b>Metodologia</b></p>       <p>Visando o cumprimento dos objetivos propostos, foi     realizada uma pesquisa descritiva, nos moldes de um estudo de caso, sendo este     o caso de um grupo de pessoas (Vergara, 2009), especificamente jovens     trabalhadores que à época da coleta de dados frequentavam cursos gratuitos de     formação profissional ofertados pela Associação de Ensino Social     Profissionalizante, Espro. A atuação dessa associação se estende por todo o     Brasil e visa jovens de baixa renda, inclusive com necessidades especiais e com     mobilidade reduzida. Seu alvo de alunato se concentra na faixa etária entre 14     e 24 anos, oriundos da rede pública de ensino (Espro, 2010). Foi escolhido um     determinado pólo da Espro na referida cidade, onde se concentrava a maior parte     dos cursos oferecidos e de turmas. Os alunos foram selecionados por meio do     critério de acessibilidade (Vergara, 2009), de acordo com sua disponibilidade     em participar do estudo, previamente aprovado pela coordenação do Espro, em Belo Horizonte (MG).</p>       <p>Como     se realizou uma mescla de abordagens, quantitativa e qualitativa, e técnicas de     coletas de dados, configurou-se uma triangulação metodológica (Collis &amp;     Hussey, 2005) com vistas a se compensar as fraquezas de cada método a partir     das vantagens do outro, buscando-se amplitude e profundidade na compreensão do     fenômeno focalizado.</p>       <p>Para a primeira fase da pesquisa, foi informado pela     associação que a quantidade de alunos trabalhadores no referido pólo era de     1.175 jovens. De posse desse número, o cálculo amostral revelou uma amostra     mínima de 290 respondentes para poder se trabalhar com 95% de confiabilidade e     5% de margem de erro. Após a realização de um pré-teste com seis jovens, foram     feitos dois ajustes trocando-se duas palavras ao longo do questionário, sem     impacto na sua estrutura formal e conceitual. Seguiu-se a aplicação do     questionário e a amostragem foi aleatória (probabilística) (Cooper &amp;     Schindler, 2008). A coleta de dados excedeu a expectativa e retornaram 690     questionários dos quais 670 foram preenchidos adequadamente, constituindo-se na     amostra final dessa parte da pesquisa. O questionário foi composto de quatro partes, a saber: (1) dados sócio-demográficos dos       respondentes; (2) Inventário de Perfis de        Valores Organizacionais, IPVO, validado por Oliveira e Tamayo (2004), conforme       apresentado por Tamayo (2008:329-339); (3) Escala de Valores relativos ao       Trabalho, EVT, validada por Porto e Tamayo (2003), conforme apresentado por       Porto e Tamayo (2008:304-305); (4) espaço para dúvidas, comentários e       sugestões. Os dados dessa parte da coleta foram inseridos em uma planilha       eletrônica (Excel 97/2003), tabulados e analisados por meio de estatística       descritiva univariada (medidas de posição e dispersão) com auxílio de <i>softwares</i> estatísticos (SPSS, <i>Statistical         Package for the Social Sciences, </i>versão 15, e Minitab 14). </p>       <p>Após a aplicação dos questionários, foram selecionados 20     jovens, também por acessibilidade (Vergara, 2009) para serem entrevistados. O     encerramento dessa parte da coleta de dados obedeceu ao critério de saturação     de dados (Gil, 2009). O roteiro semi-estruturado (Vergara, 2009) foi composto     por perguntas menos direcionadas que buscavam levantar as percepções dos jovens     em relação aos valores organizacionais e do trabalho. Antes de começar cada uma     das entrevistas, procedeu-se ao preenchimento de um formulário de identificação     do entrevistado, o qual que continha dados sócio-demográficos dos mesmos. Os dados     oriundos das entrevistas foram submetidos à análise de conteúdo, partindo-se     das mensagens verbalizadas pelos entrevistados e observando-se os     comportamentos dos indivíduos quando tais falas eram proferidas, anotando-se     gestos, feições e entonações. Com isso, objetivou-se compreender significados e     sentidos, contextualizando-se tal conteúdo (Bardin, 2009). Os conteúdos foram     reunidos em categorias previamente definidas que refletiam as variáveis dos     modelos analíticos adotados. Assim, foi possível criar tabelas resumitivas, de     modo que todas as respostas foram incluídas e verificadas sua recursividade,     identificando-se os entrevistados por códigos (E1, E2, E3 e assim     sucessivamente), como sugere Bardin (2009:142), já que “a análise qualitativa     não rejeita toda e qualquer forma de quantificação”.</p>       <p>Ambos     os instrumentos de coleta de dados foram aprovados previamente pela       coordenação da Espro.</p>       <p><b>4. </b><b>  </b><b>Apresentação     e análise dos dados</b></p>       <p>Dentre os 670 respondentes do <b>questionário</b>,     preponderaram: mulheres (63%); na faixa etária de 17 a 18 anos (37,8%); contratados como “menor aprendiz”, como rege a legislação brasileira (Brasil,     2005); solteiros (96,2%); com ensino médio incompleto (46,4%); a maioria deles     trabalha em bancos, instituições financeiras ou agências de crédito (46,4%) e possui tempo total de trabalho de 6 meses a 1 ano       (35,1%), sendo este também o período predominante de trabalho na empresa       (40,3%) e no cargo (39,2%) atuais; a média salarial é de R$ 399,30, sendo que       portadores de necessidades especiais percebem remunerações mais elevadas; além       disso, a renda dos jovens abordados é significativa na composição da renda       familiar, cuja maioria varia entre 1 e 4 salários mínimos (76,7%). </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observados individualmente, os oito <b>valores organizacionais</b> abordados no modelo analítico adotado (Oliveira &amp; Tamayo, 2004; Tamayo,     2008) apresentaram médias diferenciadas e elevadas       (acima de 3,0), observando-se que o IPVO opera com uma escala do tipo Likert de       6 pontos, de 0 a 5. (<a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a15t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Destaca-se o valor &quot;realização&quot; que obteve a maior média     (4,09), seguido       de “conformidade”, cujos resultados corroboram       as proposições de Lima (1996) quanto à facilidade que as organizações têm de       moldar valores e, daí, comportamentos de trabalhadores de faixas etárias mais       baixas, justificando a opção de empresas contemporâneas por trabalhadores cada       vez mais jovens. No outro extremo, encontram-se os         valores “tradição” e “bem-estar”, os menos compartilhados em nível         organizacional no julgamento dos jovens abordados na pesquisa. A pouca atenção         quanto à preservação dos costumes e das práticas das organizações em que         desenvolvem suas atividades laborais é           compreensível em virtude de estarem no primeiro emprego, constituindo-se um           “degrau” inicial para conquistas futuras em termos de carreira. Já a pequena preocupação observada na organização onde             trabalham com seu prazer ou sua satisfação denota condições de trabalho             precárias às quais estão submetidos (Constanzi, 2009; Loughlin &amp; Lang, 2005; Pochmann, 1998; Tucker &amp; Loughlin, 2006). </p>     <p>As estatísticas descritivas dos <b>valores do trabalho</b> dos     jovens abordados foram organizadas de modo semelhante às dos valores     organizacionais, conforme modelo analítico adotado (Porto &amp; Tamayo, 2003,     2008; Porto, 2005), apuradas por meio da EVT. Observados individualmente, eles     apresentaram maioria de médias elevadas (acima de 3,5), observando-se que a EVT     opera com uma escala do tipo Likert de 5 pontos, de 1 a 5. (<a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a15t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>).</p>       
<p>Destaca-se o valor “prestígio” com o menor escore, dado     interpretado como peculiar ao estágio inicial de carreira em que eles se       encontram. Por outro lado, o valor com média mais elevada foi “estabilidade”,       seguido de “realização no trabalho”, dados que apontam, respectivamente, que       segurança e estabilidade financeira se traduzem em um valor do trabalho       considerado como dos mais importantes pela amostra, assim como o prazer e a       realização pessoal e profissional, o estímulo e a independência de pensamento e       ação no trabalho por meio da autonomia intelectual e da criatividade (Porto       &amp; Tamayo, 2003, 2008; Porto, 2005). Apesar       de ser característica da faixa etária da amostra uma intensa vida social, o       valor “relações sociais” (Porto &amp; Tamayo, 2003, 2008<span style='color: black'>; Porto, 2005) apresentou-se de modo mais tímido comparativamente   aos demais nos jovens abordados.</p>     <p>Comparando-se     os dados anteriores, conclui-se que os valores compartilhados no nível das     organizações onde trabalham tais jovens são mais consistentes que os referentes     ao trabalho em si que tais sujeitos realizam no seu cotidiano laboral,     denotando um desnível entre o <i>status</i> que a organização proporciona e a     natureza das tarefas (mais empobrecidas) pelas quais eles são responsáveis. O     exemplo mais contundente refere-se à comparação entre a média do valor organizacional     “prestígio” (3,90, numa escala de 0 a 5) com a do valor do trabalho “prestígio”     (3,27, numa escala de 1 a 5).</p>       <p>Com vistas ao aprofundamento da compreensão do fenômeno em     foco, passa-se à apresentação e análise dos <b>dados oriundos das entrevistas</b>.</p>       <p>Dentre     os 20 entrevistados (10 homens e 10 mulheres), a maioria tem idade entre       17 e 18 anos (15 deles), todos são solteiros, a maior parte com nível de       escolaridade de ensino médio incompleto (13 deles), cor de pele branca (seis       deles) e parda (seis deles). Eles trabalham há mais de 1 ano (16 deles), sendo       que, na organização (oito deles em bancos, instituições financeiras ou agências       de crédito,) e no cargo (10 deles como “aprendiz”) atuais, eles estão há menos       de 1 ano (13 e 14, respectivamente). A renda familiar predomina na faixa de 3 a 4 salários mínimos (oito deles) e recebem uma remuneração média de R$ 427,31, denotando sua       importância na composição de tal renda.</p>       <p>Quanto     aos <b>valores organizacionais</b>, os jovens entrevistados foram perguntados     sobre quais seriam os valores da organização na qual trabalham. As respostas     mais recursivas mencionaram o desempenho (5 entrevistados), a educação (4     deles), o bem-estar do cliente (3 deles) e o relacionamento social (3 deles).     Na <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a15t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>, estão organizados os valores apontados pelos jovens alinhados a um     ou mais valores do modelo analítico adotado (Oliveira &amp; Tamayo, 2004; Tamayo 2008).       
<p>Assim sendo, os relatos indicaram que os valores     organizacionais mais identificados pelos entrevistados foram “realização” (13     deles), “preocupação com a coletividade” (10 deles), “domínio” (6 deles),     “conformidade” (6 deles), “prestígio” (5 deles), “autonomia” (5 deles),     “tradição” (2 deles) e “bem-estar” (1 deles). Note-se que, na parte     quantitativa da pesquisa, a “realização” obteve a maior média geral (4,09),     seguida de “conformidade” (4,02), “prestígio” (3,90), “domínio” (3,87), “preocupação     com a coletividade” (3,71), “autonomia” (3,67), “bem-estar” (3,19) e, por fim,     “tradição” (3,08). Deste modo, em ambas as fases da pesquisa, com instrumentos     de coleta de dados diferentes, o valor “realização” foi o mais representativo     nas respostas dos jovens abordados. Já “autonomia”, “tradição” e “bem-estar”     foram também os três últimos, com pequena variação na ordem. Os demais valores     organizacionais necessitam de aprofundamento, principalmente “preocupação com a     coletividade”, pois seus resultados destoam entre os respondentes do     questionário (quinto mais importante dos oito avaliados no modelo analítico     adotado) e os entrevistados (segundo mais importante).      <p>As respostas referentes a “domínio” e “prestígio” não podem     ser analisadas desconsiderando-se que os jovens pesquisados são provenientes de     famílias de baixa renda e, consequentemente, com maiores dificuldades de acesso     ao estudo e ao mercado de trabalho (Constanzi, 2009), mas a maior parte deles     trabalha em organizações de grande porte e de visibilidade no mercado (bancos,     indústria e transporte ou comunicação), que, por si só, traduzem uma influência     sobre a sociedade, uma admiração e um respeito decorrentes de seus produtos     e/ou serviços. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Já os dados referentes a “autonomia” também merecem cuidado,     pois destoam dos encontrados na primeira parte do estudo, de natureza     quantitativa, já que 82,7% dos respondentes do questionário apontaram níveis     elevados para esse valor. No entanto, questiona-se como tal valor     organizacional obteve tais resultados, tendo em vista que o trabalho realizado     por esses jovens em suas organizações são relativos a cargos de “aprendiz” e de     “auxiliar administrativo”, caracterizados por baixa exigência de qualificação e     por padrões pré-definidos do processo de trabalho a serem rotineiramente     repetidos. Apesar de discursos que frisam a iniciativa e a criatividade como     elementos necessários ao trabalhador contemporâneo, a prática desses jovens     parecem não se concretizar nesse sentido, corroborando Lima (1995).</p>       <p>Em relação aos <b>valores do trabalho</b> dos entrevistados,     ou seja, aquilo que é importante no trabalho que eles executam, as respostas     foram variadas, sendo as mais recursivas as voltadas para a realização, o     controle e o desempenho das atividades (6 deles) e para o atendimento do     cliente (4 deles). Do mesmo modo que na análise anterior, alguns deles deram     respostas diversas dos demais: dois deles afirmaram “tudo” (E2, E3) e E14, mais     uma vez, manteve-se distante de qualquer semelhança pessoal com o trabalho     atual. Na <a href="/img/revistas/tms/v9n2/9n2a15t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a>, todas as respostas dos entrevistados estão resumidas e     alinhadas a um ou mais valores do modelo analítico adotado (Porto, 2005; Porto &amp; Tamayo, 2003, 2008).</p>     
<p>Analisando-se     os relatos dos entrevistados, os valores do trabalho mais identificados por     eles foram “realização no trabalho” (14 deles), seguido de “relações sociais”   (3 deles), “prestígio” (2 deles) e, o menos recursivo, “estabilidade” (1     deles). Lembre-se que, na fase quantitativa da pesquisa, “estabilidade” foi o     valor do trabalho que alcançou a maior média dentre os quatro avaliados (4,13),     seguido de “realização no trabalho” (3,99), de “relações sociais” (3,82) e, por último, de “prestígio” (3,27). </p>     <p>Comparando-se os dados acerca dos valores do trabalho de     ambas as fases até então apresentados, note-se que “realização no trabalho”     obteve dados mais homogêneos, denotando que a busca por prazer,       estimulação, independência de pensamento, ação efetiva, autonomia intelectual e       criatividade (Porto, 2005;         Porto &amp; Tamayo, 2003, 2008) parece pautar o comportamento dos jovens           abordados. Por outro lado, os dados relativos à “estabilidade”, que             sintetiza a               busca por segurança financeira por meio do trabalho, de modo a suprir as               necessidades materiais dos jovens (Porto, 2005; Porto &amp; Tamayo, 2003,                 2008), foram                   discrepantes.</p>       <p>As respostas relativas ao valor do trabalho “realização no     trabalho” apontam uma convergência com Pochmann (1998) no que tange à     preocupação dos jovens em se prepararem e se dedicarem de modo crescente aos     estudos e ao aperfeiçoamento profissional, com vistas à construção de uma     carreira mais sólida. </p>       <p>Um detalhe referente a “estabilidade” merece destaque devido     à quantidade de “risos” em tom jocoso ou de sarcasmo que os entrevistados deram     após as respostas relativas a esse valor, diferentemente das demais. </p>       <blockquote>    <p>Não mesmo!     (risos) E2</p>       <p>Ah... bem mais     ou menos (risos) E3</p>       <p>Acho que não     (risos) E4</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Discordo (risos). E17</p></blockquote>       <p>Estas     manifestações emocionais indicam um certo desconforto quando da fala dos jovens     abordados a respeito dessa questão, o que torna mais imprecisos os resultados     da parte quantitativa da pesquisa, em que estabilidade obteve a maior média     (4,13) dentre os valores do trabalho apurados e o maior percentual de respondentes     da amostra (80,4%) que comungam desse valor em nível forte ou muito importante.     Assim sendo, ao final dessa parte da análise desse valor, questiona-se em que     medida o trabalho desses jovens se pauta em segurança que lhes assegure sua     sobrevivência (Borges, 2005), ainda mais se considerando a importância da renda     dos jovens abordados para a composição da renda familiar, já que muitos deles     precisam trabalhar para ajudar a garantir o sustento de sua família,     corroborando Constanzi (2009).</p>     <p><b>5. Considerações finais</b></p>       <p>Quanto aos     valores organizacionais, os dados dos jovens em ambas as fases de coleta     revelaram o valor “realização” como o mais compartilhado nas organizações onde     trabalham; já os valores do trabalho não foram tão convergentes: pelo     questionário, apuraram-se com as médias mais elevadas os valores “estabilidade”     e “realização no trabalho”; já as entrevistas revelaram a “realização no     trabalho” como o valor mais comungado, tendo sido os comentários sobre     “estabilidade” escassos e, ainda assim, permeados de sarcasmo, observado nas “risadas” que os       jovens davam quando comentavam (negativamente) a esse respeito. Em síntese,         observou-se uma convergência em torno da “realização”, tanto nos valores           organizacionais como nos do trabalho dentre os pesquisados, a qual ampara           comportamentos que buscam atingimento de objetivos e de sucesso em termos de           construção de uma carreira que os permita aprender constantemente e, com isso, crescer pessoal e profissionalmente. </p>       <p>Note-se, também, a importância da triangulação de métodos     para a consecução dos objetivos dessa pesquisa, já que se tivesse optado apenas     por um deles, certamente as conclusões seriam mais restritas e as contribuições     dessa pesquisa reduzidas. Além do avanço de ordem metodológica, este estudo     também contribui em dois sentidos, quais sejam: dar continuidade aos estudos     sobre valores organizacionais e do trabalho, ainda pouco frequentes no Brasil,     somando para sua consolidação na agenda dos estudos sobre comportamento     organizacional; e lançar luzes sobre um grupo “especial” de trabalhadores, ou     seja, os de menor faixa etária, já que a literatura tem mostrado a necessidade     de distingui-los dos mais experientes, pois vivenciam a realidade laboral de     modo peculiar e diferenciado dos anteriores.   </p>       <p>Dentre     as limitações da pesquisa, destaca-se a de ordem metodológica, pois os estudos     de caso usualmente restringem suas conclusões ao grupo abordado, que possui     algumas características idiossincráticas como o fato de serem de baixa renda e     terem pouca experiência no mercado de trabalho. Além disso, em virtude da pouca     maturidade desses jovens, sua capacidade de elaboração acerca da realidade que     o rodeia é reduzida, fato observado durante as entrevistas, o que certamente     impactou nos resultados da pesquisa.  </p>       <p>Diante     dos achados, das contribuições e das limitações do estudo, sugere-se a     realização de outras investigações nos seguintes sentidos: expandir a pesquisa     para outros jovens, de modo amplo como aconteceu nesta investigação e também     focado em organizações específicas, de maneira a se perceber possíveis degraus     entre o que elas consideram formalmente valioso e o que os jovens que elas     abrigam percebem no seu cotidiano a este respeito; em pesquisas quantitativas,     expandir para análise estatística bivariada, incluindo-se testes de comparação     e correlação, de modo a identificar semelhanças, diferenças e tendências em     amostras, quer no seu próprio interior, quer em estudos comparativos; realizar     estudos em empresas que têm política de “primeiro emprego”, comparando os     jovens aos quais são dadas essa oportunidade e profissionais mais experientes,     a fim de se identificar possíveis semelhanças e diferenças entre eles e, com     isso, revisar os atuais instrumentos validados de pesquisa; ampliar a pesquisa     para espaços de trabalho informais e formas alternativas de trabalho, buscando     ampliar a compreensão a respeito dos valores nessas outras ambiências, menos     estruturadas, assim como em espaços de trabalho voluntário; incluir outros     temas nas pesquisas que versem sobre valores, como efetividade das políticas e     práticas de gestão de pessoas, além de outros de cunho comportamental; por meio     de abordagens qualitativas, aprofundar nas possibilidades de pesquisa em termos     de conexões entre valores organizacionais e do trabalho e outros temas, como os     voltados para diversidade (diferenças geracionais, de gênero, de cor de pele,     de orientação sexual, de opção religiosa e entre portadores de necessidades     especiais, dentre outros aspectos), que se traduzem em discriminação no     cotidiano dos ambientes de trabalho.</p>       <p>Por     fim, os dados provenientes do cumprimento dessa agenda podem contribuir,     prioritariamente, com o avanço dos estudos organizacionais no campo do     comportamento humano e, secundariamente, para melhorias nas políticas e     práticas de gestão de pessoas nas organizações que contratam pessoal mais     jovem, assim como abrir perspectivas inclusivas naquelas que (ainda) não o     fazem, além de servir de base para construção de políticas públicas mais     efetivas no que tange a inserção e manutenção desse grupo no mundo do trabalho.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Amorim, L. (2010). <i>O Sílvio Santos do fast food. </i>Retrieved<i> April, 04, 2012 from </i><a href="http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0970/negocios/noticias/silvio-santos-fast-food-567013?page=1" target="_blank">http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0970/negocios/noticias/silvio-santos-fast-food-567013?page=1</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-8458201300020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>Antunes,     R. (2008). <i>Adeus ao Trabalho?</i> São Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-8458201300020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>Bardin,     L. (2009). <i>Análise de Conteúdo. </i>Lisboa: Edições 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-8458201300020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Barling,     J., Kelloway, E. K. &amp; Frone, M. R. (2005). Editor´s Overviews: special     populations. In J. Barling, E. K. Kelloway &amp; M. R. Frone (eds.), <i>Handbook       of Work Stress,</i> (pp. 401-404). Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-8458201300020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Berger,     P. L. &amp; Luckmann, T. (1985). <i>A construção social da realidade. </i>Petrópolis:       Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-8458201300020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Borges, L. O. (2005). Valores de trabalhadores de baixa     renda. In Á. Tamayo, &amp; J. B. Porto (orgs.),<b> </b><i>Valores e       Comportamento nas Organizações (pp. 233-250).</i> Petrópolis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-8458201300020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Brasil     (2005). <i>Decreto       nº 5.598. </i>Retrieved         April, 02, 2012 from<i> </i><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5598.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5598.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-8458201300020001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>Collis,     J. &amp; Hussey, R. (2005). <i>Pesquisa em Administração.</i> Porto Alegre:     Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-8458201300020001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Constanzi,     R. N. (2009). <i>Trabalho decente e juventude no Brasil. </i>Brasília: OIT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-8458201300020001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>Cooper, D.     R.&amp; Schindler, P. S. (2008). <i>Métodos de Pesquisa em Administração.</i> Porto Alegre:       Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-8458201300020001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ESPRO     – Associação de Ensino Social Profissionalizante (2012). <i>Espro</i>. Retrieved April, 02, 2012       from <a href="http://www.espro.org.br" target="_blank">http://www.espro.org.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-8458201300020001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     </p>       <!-- ref --><p>Ferreira,     M. C., Fernandes, H. A. &amp; Silva, A. P. C. (2009). Valores organizacionais:     um balanço da produção nacional do período de 2000 a 2008 nas áreas de administração e psicologia. <i>Revista de Administração Mackenzie</i>,     10(3), 84-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-8458201300020001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Gil, A. C.     (2009). <i>Como elaborar projetos de pesquisa.</i> São Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-8458201300020001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>Kelloway,     E. K., Barling, J. &amp; Hurrell, J. (2006). Editor´s Introduction to Part II.     In E. K. Kelloway, J. Barling, &amp; J. Hurrell (eds.), <i>Handbook of       Workplace Violence </i>(pp. 93-94).<i> </i> Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-8458201300020001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Lima, M. E.     A. (1995). <i>Os equívocos da excelência.</i> Petrópolis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-8458201300020001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Loughlin,     C. &amp; Lang, C. (2005). Young workers. In J. BARLING, E. K. KELLOWAY       &amp; M. R FRONE (eds.), <i>Handbook of Work Stress (pp. 405-430). </i>Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-8458201300020001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Mendes,     A. M. &amp; Tamayo, A. (1999). Valores e vivências de prazer-sofrimento nas     organizações. In <i>Anais do XXIII EnANPAD</i>.  Foz do Iguaçu: ANPAD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-8458201300020001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Oliveira, A. F. &amp; Tamayo, A. (2004). Inventário de     perfis de valores organizacionais. <i>Revista de Administração de       Empresas, </i>39(2), 129-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-8458201300020001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Perry, E.     L. &amp; Parlamis, J. D. (2006). Age and ageism in organizations: a review and       consideration of national culture. In A. M. Konrad, P. Prasad &amp; J. K.       Pringle (eds.), <i>Handbook of Workplace Diversity </i>(pp. 345-370).<i>  </i>London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-8458201300020001500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Pochmann,     M. (1998). <i>A inserção ocupacional e o emprego dos jovens. </i> São Paulo:     ABT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-8458201300020001500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Porto, J. B. (2005). Mensuração de Valores no Brasil. In Á. Tamayo,     &amp; J. B. Porto (orgs.),<b> </b><i>Valores e Comportamento nas Organizações </i>(pp.     96-119).<i> </i>Petrópolis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-8458201300020001500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Porto, J. B. &amp; Tamayo, A. (2003). Escala de Valores     Relativos ao Trabalho – EVT. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>, 19(2),     145-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-8458201300020001500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Porto, J. B. &amp; Tamayo, A. (2008). Valores do Trabalho.     In M. M. M. Siqueira (org), <i>Medidas do Comportamento Organizacional:       ferramentas de diagnóstico e de gestão </i>(pp. 295-307).  Porto Alegre:         Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-8458201300020001500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Rokeach, M. J (1973). <i>The nature of human values. </i> New     York: Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-8458201300020001500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Ros, M., Schwartz, S. H. &amp; Surkiss, S. (1999). Basic     individual values, work values, and the meaning of work. <i>Applied Psychology: An       International Review</i>,         48(1), 49-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-8458201300020001500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rosenfield, C. L. (2009). A identidade no trabalho em call     centers: a identidade provisória. In R. Antunes, &amp; R. Braga (orgs.), <i>Infoproletários </i>(pp. 173-186)<i>.</i> São Paulo: Boitempo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-8458201300020001500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Schwartz, S. H. (2005). Validade e aplicabilidade da Teoria     de Valores. In Á. Tamayo &amp; J. B. Porto (orgs.), <i>Valores e Comportamento       nas Organizações </i>(pp. 56-95).<i> </i>Petrópolis: Vozes. (a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-8458201300020001500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schwartz, S. H. (2005). Valores Humanos básicos: seu     contexto e estrutura intercultural. In Á. Tamayo &amp; J. B. Porto (orgs.), <i>Valores       e Comportamento nas Organizações</i> (pp. 21-55).<i> </i>Petrópolis: Vozes. (b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-8458201300020001500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schwartz, S. H. (2008). Há aspectos universais na estrutura     e no conteúdo dos valores humanos?. In M. L. M. Teixeira (org.), <i>Valores       Humanos &amp; Gestão – novas perspectiva </i>(pp. 55-85). São Paulo: Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-8458201300020001500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Tamayo, A. (2008). Valores Organizacionais. In M. M. M.     Siqueira (org.), <i>Medidas do Comportamento Organizacional: ferramentas de diagnóstico       e de gestão </i>(pp. 309-340).<i> </i>Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-8458201300020001500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Tamayo, A. (2005). Impacto dos valores pessoais e     organizacionais sobre o comportamento organizacional. In Á. Tamayo       &amp; J. B.<b> </b>Porto (orgs.), <i>Valores e Comportamento nas Organizaçõe </i>(pp.       160-186). Petrópolis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-8458201300020001500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tamayo, A &amp; Borges, L. O. (2006). Valores do trabalho e     das organizacionais. In M. Ros, &amp; V. V. Gouveia (orgs.), <i>Psicologia       Social dos Valores Humanos – Desenvolvimentos teóricos, metodológicos e       aplicados </i>(pp. 397-431).<i>  </i>São Paulo: Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-8458201300020001500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>Tamayo,     A. &amp; Porto, J. B. (2005). Parte I – Teoria e medidas de valores. In A. Tamayo &amp; J. B       Porto (orgs.), <i>Valores e Comportamento nas Organizações </i>(pp. 17-19). Petrópolis:         Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-8458201300020001500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Tucker,     S. &amp; Loughlin, C. (2006). Young workers. In E. K. Kelloway, J. Barling     &amp; J. Hurrell (eds.), <i>Handbook of Workplace Violence </i>(417-444). Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-8458201300020001500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Vergara, S.     C. (2009). <i>Projetos e relatórios de pesquisa em admi</i><i>nistração.  </i>São Paulo:       Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-8458201300020001500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>Processo     de aprovação do artigo:</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido:     22 maio 2012</p>       <p>Aceite: 1 junho 2013</p>      ]]></body><back>
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