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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Apoio da comunidade residente ao desenvolvimento turístico sustentável: um modelo de equações estruturais aplicado a uma cidade histórica do Norte de Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Resident&#8217;s support for sustainable tourism development: a structural equation model applied to an historic town of North Portugal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Escola de Ciências Humanas e Sociais Departamento de Economia, Sociologia e Gestão]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-84582014000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-84582014000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-84582014000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este estudo investiga os inter-relacionamentos entre a ligação à comunidade, o envolvimento na comunidade, a gestão do poder público (GPP), os benefícios e custos percebidos do turismo e o apoio ao desenvolvimento turístico sustentável (DTS). Foi adoptada uma metodologia quantitativa sendo a recolha de dados feita através de um questionário aplicado pessoalmente a uma amostra de 300 residentes da cidade histórica de Lamego, no Norte de Portugal. Para analisar os relacionamentos propostos foi usada a técnica de modelos de equações estruturais. Os resultados mostram que a ligação à comunidade e a GPP na actividade turística exercem uma influência positiva e significativa nos benefícios percebidos do turismo. O efeito do envolvimento da comunidade no apoio (dos residentes) ao DTS foi suportado. No que diz respeito aos impactes do turismo, este estudo sugere, também, uma influência positiva entre os benefícios percebidos e o apoio ao DTS. Os resultados reforçam a importância de analisar a percepção dos residentes no planeamento e tomada de decisão de políticas para o desenvolvimento do turismo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study investigates the interrelationships between community attachment, community involvement, government management of tourism, perceived tourism benefits and perceived tourism costs, and support for sustainable tourism development. In line with previous studies in the field, a quantitative research design was adopted. The data collection was performed through a personal survey conducted at Lamego city, a historic city in North of Portugal (sample of 300 residents). Structural equation modelling technique was used as a means to analyse the hypothesised relationships. Results have shown that both community attachment and government management of tourism has a positive and significant impact on perceived benefits. Additionally, the effect of community involvement on residents support for sustainable tourism development is supported empirically. In relation to the impacts of tourism, the study also suggest a positive relationship between perceived benefits and support for sustainable tourism development. The results of this study emphasize the importance of analyzing residents&#8217; perceptions in the decision-making and planning policy for tourism development.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envolvimento da comunidade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>TURISMO - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Apoio da comunidade residente ao desenvolvimento   tur&#237;stico sustent&#225;vel: um modelo de equa&#231;&#245;es estruturais aplicado a uma cidade   hist&#243;rica do Norte de Portugal</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resident&#8217;s support   for sustainable tourism development: a structural equation model applied to an   historic town of North Portugal</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ana Paula Rodrigues<sup>1</sup>; Isabel Vieira<sup>2</sup>; Carlos Peixeira Marques<sup>3</sup></b>; <b>M&#225;rio S&#233;rgio Teixeira<sup>4</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Instituto Polit&#233;cnico De Viseu, Escola Superior de   Tecnologia e Gest&#227;o de Lamego, Departamento de Gest&#227;o, Administra&#231;&#227;o e Turismo,   Av. Visconde Guedes Teixeira, 5100-074 Lamego, Portugal, <a href="mailto:ivieira@estgl.ipv.pt">ivieira@estgl.ipv.pt</a>    <br>   <sup>2</sup>Universidade de   Tr&#225;s-os-Montes e Alto Douro, Escola de Ci&#234;ncias Humanas e Sociais, Departamento   de Economia, Sociologia e Gest&#227;o, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real,   Portugal, <a href="mailto:anarodri@utad.pt">anarodri@utad.pt</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>3</sup>Universidade de Tr&#225;s-os-Montes   e Alto Douro, Escola de Ci&#234;ncias Humanas e Sociais, Departamento de Economia,   Sociologia e Gest&#227;o, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real, Portugal,   <a href="mailto:cmarques@utad.pt">cmarques@utad.pt</a>    <br>   <sup>4</sup>Universidade de Tr&#225;s-os-Montes e   Alto Douro, Escola de Ci&#234;ncias Humanas e Sociais, Departamento de Economia,   Sociologia e Gest&#227;o, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real, Portugal,   <a href="mailto:mariosergio@utad.pt">mariosergio@utad.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo investiga os inter-relacionamentos   entre a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade, o envolvimento na comunidade, a gest&#227;o do poder   p&#250;blico (GPP), os benef&#237;cios e custos percebidos do turismo e o apoio ao   desenvolvimento tur&#237;stico sustent&#225;vel (DTS). Foi adoptada uma metodologia   quantitativa sendo a recolha de dados feita atrav&#233;s de um question&#225;rio aplicado   pessoalmente a uma amostra de 300 residentes da cidade hist&#243;rica de Lamego, no   Norte de Portugal. Para analisar   os relacionamentos propostos foi usada a t&#233;cnica de modelos de equa&#231;&#245;es   estruturais. Os resultados mostram que a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade e a GPP na   actividade tur&#237;stica exercem uma influ&#234;ncia positiva e significativa nos   benef&#237;cios percebidos do turismo. O efeito do envolvimento da comunidade no   apoio (dos residentes) ao DTS foi suportado. No que diz respeito aos impactes   do turismo, este estudo sugere, tamb&#233;m, uma influ&#234;ncia positiva entre os   benef&#237;cios percebidos e o apoio ao DTS. Os resultados refor&#231;am a import&#226;ncia de   analisar a percep&#231;&#227;o dos residentes no planeamento e tomada de decis&#227;o de pol&#237;ticas para o desenvolvimento do turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Palavras-chave</b>:   Envolvimento da comunidade, impactes do turismo, desenvolvimento tur&#237;stico sustent&#225;vel.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >ABSTRACT</b>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana">This   study investigates the interrelationships between community attachment,   community involvement, government management of tourism, perceived tourism   benefits and perceived tourism costs, and support for sustainable tourism   development. In line with previous studies in the field, a quantitative   research design was adopted. The data collection was performed through a   personal survey conducted at Lamego city, a historic city in North of Portugal   (sample of 300 residents). Structural equation   modelling technique was used as a means to analyse the hypothesised   relationships. Results have shown that both community attachment and government   management of tourism has a positive and significant impact on perceived   benefits. Additionally, the effect of community involvement on residents   support for sustainable tourism development is supported empirically. In   relation to the impacts of tourism, the study also suggest a positive   relationship between perceived benefits and support for sustainable tourism   development. The results of this study emphasize the importance of analyzing   residents&#8217; perceptions in the decision-making and planning policy for tourism development. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Keywords: </b>Community involvement, tourism impacts, sustainable tourism development.</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >1.      Introdu&#231;&#227;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   quest&#245;es que se levantam acerca da import&#226;ncia do desenvolvimento sustent&#225;vel   t&#234;m sido abordadas por m&#250;ltiplas &#225;reas cient&#237;ficas. Em 1987 define-se pela   primeira vez o conceito de desenvolvimento sustent&#225;vel atrav&#233;s do relat&#243;rio   Brundtland e, desta forma, abre-se, tamb&#233;m, a discuss&#227;o em torno do sector   tur&#237;stico. Neste sentido, v&#225;rios autores come&#231;am a abordar esta tem&#225;tica (Priestley, Edwards   & Coccossis, 1996) muito devido aos graves problemas resultantes da massifica&#231;&#227;o do turismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que   diz respeito ao patrim&#243;nio, muitos s&#227;o os exemplos de sobrecarga sobre os   recursos (van den Berg, van der Borg & van der Meer, 1995), podendo os seus   impactes serem, ou n&#227;o, imediatos, dependendo, do n&#237;vel de desenvolvimento e do   tipo de turismo (McDowall & Choi, 2010), da fase de ciclo de vida que se   encontram o destino (Butler, 1980), entre outros factores. Como resposta a este   problema t&#234;m sido seguidos, em alguns destinos, princ&#237;pios de sustentabilidade,   isto &#233;, formas de desenvolvimento que mantenham a integridade social e   econ&#243;mica das popula&#231;&#245;es, bem como a perenidade do patrim&#243;nio natural,   constru&#237;do e cultural, sendo esta postura ainda mais justific&#225;vel tendo em   conta o car&#225;cter multissectorial do turismo (Cooper, Fletcher, Gilbert & Wanhill, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   desenvolvimento tur&#237;stico sustent&#225;vel (DTS) exige uma abordagem multidisciplinar,   dada a transversalidade do sector, e pressup&#245;e projectos e estrat&#233;gias de   desenvolvimento que englobem as suas diferentes dimens&#245;es &#8211; econ&#243;micas, socias,   culturais &#8211; que devem ter sempre presentes o envolvimento dos residentes (Kuvan & Akan, 2005; Maz&#243;n, 2012; Pulido Fern&#225;ndez & S&#225;nchez Rivero, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tal como   refere Moniz (2006), nas &#250;ltimas d&#233;cadas v&#225;rios estudos foram realizados acerca do envolvimento e participa&#231;&#227;o da   comunidade local no desenvolvimento do turismo, bem como acerca das reac&#231;&#245;es e   atitudes das comunidades face ao desenvolvimento desta ind&#250;stria (Ap &   Crompton, 1993; Kitnuntaviwat & Tang, 2008; Kuvan & Akan, 2005; Perdue, Long & Allen, 1990; Um & Crompton, 1987). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para que   exista uma estrat&#233;gia bem delineada para o DTS, &#233; imprescind&#237;vel que se   realizem estudos acerca dos impactes econ&#243;micos, sociais e ambientais (Kuvan   & Akan, 2005). A vis&#227;o dos residentes,   relativamente ao desenvolvimento tur&#237;stico e seus impactes, principalmente os   que est&#227;o ligados com os benef&#237;cios econ&#243;micos, &#233; positiva (Ko & Stewart,   2002; McDowall & Choi, 2010); mas, por outro lado, existem, cada vez mais,   estudos que revelam a presen&#231;a de impactes negativos, sobre as comunidades   receptoras, em v&#225;rias dimens&#245;es: culturais (Nunkoo & Ramkissoon, 2011; Sharma   & Dyer, 2009), sociais (Nunkoo & Ramkissoon, 2011) ou ambientais (Sharma & Dyer, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De um modo geral, existe cada vez mais interesse   da literatura acerca do apoio dos residentes ao DTS (Ko & Stewart, 2002) e   seus antecedentes. No caso portugu&#234;s, principalmente, na &#250;ltima d&#233;cada, foram   realizados alguns estudos (Eus&#233;bio & Carneiro, 2010; Carneiro &   Eus&#233;bio, 2011; Monjardino, 2009; Soares, Emmendoerfer & Monteiro, 2013;   Vareiro, Remoaldo & Ribeiro, 2013), que abordam a tem&#225;tica relativa aos impactes   provocados pelo desenvolvimento tur&#237;stico. Contudo, tanto quanto sabemos, s&#227;o   muito escassos os estudos que retratam o apoio dos residentes relativamente ao desenvolvimento sustent&#225;vel em cidades hist&#243;ricas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste   artigo, &#233; proposto um modelo conceptual que pretende averiguar antecedentes ao   apoio da comunidade residente ao DTS de uma cidade hist&#243;rica do Norte de   Portugal (cidade de Lamego). O principal objectivo &#233; analisar as rela&#231;&#245;es entre   os seguintes constructos: a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade, o envolvimento na comunidade, a gest&#227;o do poder p&#250;blico, os custos e benef&#237;cios percebidos e o apoio ao DTS. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >2.      Revis&#227;o   da literatura e hipoteses de pesquisa</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.1    DTS e o apoio da comunidade local </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <i >United Nations</i> <i>World Tourism   Organization</i> (UNWTO) define o turismo sustent&#225;vel como &#8220;O turismo que   considera os actuais e futuros impactes econ&#243;micos, sociais e ambientais,   atendendo &#224;s necessidades dos visitantes, da ind&#250;stria, do meio ambiente e das   comunidades de acolhimento&#8221; (World Tourism organization [WTO], 2005, p.12).   Segundo esta organiza&#231;&#227;o, o desenvolvimento deste tipo de turismo requer a   participa&#231;&#227;o informada de todas as partes interessadas, bem como uma forte   lideran&#231;a pol&#237;tica que garanta uma ampla participa&#231;&#227;o e constru&#231;&#227;o de consenso.   Trata-se de um processo cont&#237;nuo que requer uma monitoriza&#231;&#227;o constante dos   impactes, para que possam ser introduzidas medidas preventivas e/ou medidas correctivas (WTO, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tem existido uma evolu&#231;&#227;o positiva do conceito   de DTS, uma vez que inicialmente a problem&#225;tica da sustentabilidade estava   centrada, somente, em aspectos ambientais tendo, posteriormente passado a   integrar quest&#245;es econ&#243;micas, sociais, culturais e factores ligados ao poder e equidade social (Moniz, 2006; WTO, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   turismo deve respeitar os direitos e desejos dos povos locais e prover a   oportunidade para que amplos sectores da comunidade contribuam nas decis&#245;es, no   planeamento e na administra&#231;&#227;o do turismo. &#201; consensual que a participa&#231;&#227;o dos   residentes no planeamento do destino &#233; indispens&#225;vel para que exista um desenvolvimento   sustent&#225;vel do mesmo (Chen & Chen, 2010a; Dyer, Gursoy, Sharma &   Carter, 2007). Neste sentido, &#233; vital que os diversos intervenientes do   processo &#8211; governos locais, pol&#237;ticos, gestores do patrim&#243;nio e empresas (que,   na maioria das vezes, lideram os diversos processos de desenvolvimento) &#8211;   compreendam a import&#226;ncia desse envolvimento, uma vez que o sucesso de um plano   de desenvolvimento sustent&#225;vel depende do apoio activo da popula&#231;&#227;o local   (Gursoy & Rutherford, 2004; Soares <i >et     al.</i>, 2013).  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que   diz respeito ao DTS, cultural e patrimonial, Garrod e Fyall (2000) chamam a   aten&#231;&#227;o para a escassez de estudos existentes, afirmando que &#233; surpreendente a   pouca aten&#231;&#227;o acad&#233;mica que tem sido dada &#224; explora&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o entre o   turismo patrimonial e a sustentabilidade, porque os dois conceitos, evidentemente, partilham um tema comum.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.2    Liga&#231;&#227;o &#224; comunidade, impactes do turismo e   apoio ao DTS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A liga&#231;&#227;o &#224; comunidade pode   ser encarada como a integra&#231;&#227;o e participa&#231;&#227;o de um indiv&#237;duo na vida de uma   comunidade (McCool & Martin, 1994). Segundo os autores, este conceito   reflecte uma liga&#231;&#227;o afectiva ou emocional estabelecida entre um indiv&#237;duo e   uma comunidade espec&#237;fica. Trata-se de &#8220;um conceito complexo, integrado e   multifacetado que incorpora a rela&#231;&#227;o entre as pessoas e a sua comunidade&#8221;,   abrangendo v&#225;rias componentes, cujos elementos centrais est&#227;o ligados a:   emo&#231;&#227;o, afecto, significado, sentimento de uni&#227;o e valor relativamente &#224; comunidade (Nicholas, Thapa & Ko, 2009, p.395). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A liga&#231;&#227;o por parte dos habitantes   &#224; sua comunidade pode conduzir ao apoio ao DTS. Alguns estudos s&#227;o exemplo   desta rela&#231;&#227;o directa e positiva (Gursoy & Rutherford,   2004; Lee, 2013 Nicholas <i >et al.</i>,   2009), no entanto, existem outros estudos que n&#227;o encontraram uma rela&#231;&#227;o   significativa entre a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade e o apoio ao desenvolvimento   tur&#237;stico (Choi   & Murray, 2010; Gursoy, Jurowski & Uysal, 2002; McCool & Martin, 1994). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tal como refere Lee (2013)   a utiliza&#231;&#227;o dos impactes do turismo como vari&#225;vel mediadora entre a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade   e o apoio ao DTS tem sido feita por v&#225;rios autores. Os resultados referidos   pelo autor s&#227;o mistos, alguns autores reclamam relacionamentos positivos e   outros n&#227;o, levando-o a concluir que a &#8220;ideia de que a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade   afecta os benef&#237;cios e custos percebidos permanece um assunto intensamente   debatido&#8221; (Lee, 2013, p.3). Tendo em conta este enquadramento, estes   relacionamentos poder&#227;o ser investigados e confirmados no presente estudo. Assim, s&#227;o apresentadas as seguintes hip&#243;teses: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H1a:</b> Existe   uma rela&#231;&#227;o positiva e directa entre a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade e os benef&#237;cios percebidos do turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H1b:</b> Existe   uma rela&#231;&#227;o negativa e directa entre a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade e os custos percebidos do turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H1c:</b> Existe   uma rela&#231;&#227;o positiva e directa entre a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade e o apoio (dos residentes) ao DTS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.3    Envolvimento na comunidade, impactes do   turismo e apoio ao DTS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sendo considerado um factor   cr&#237;tico para o desenvolvimento de um turismo baseado na comunidade, o   envolvimento na comunidade reflecte, segundo Lee (2013), at&#233; que ponto os   residentes est&#227;o envolvidos na partilha de quest&#245;es sobre a sua vida com as suas comunidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Grande parte dos estudos   realizados apontam para a import&#226;ncia do planeamento participado, com o   envolvimento de todos os <i >stakeholders</i> (Ap & Crompton, 1993; Gursoy <i >et al.</i>,   2002; Gursoy & Kendall, 2006; Gursoy & Rutherford, 2004; Kaltenborn,   Andersen, Nellemann, Bjerke & Thrane, 2008; Lee, 2013; Nicholas <i >et al.</i>, 2009) e comprovam a enorme   import&#226;ncia que tem o envolvimento da comunidade local no planeamento e   estrat&#233;gias definidas, sendo consensual que o envolvimento dos residentes &#233; fundamental para que exista um desenvolvimento sustent&#225;vel (Lee, 2013). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda segundo Lee (2013), &#233;   escasso o n&#250;mero de estudos que examinam as associa&#231;&#245;es directas entre o   envolvimento na comunidade e o apoio ao DTS, argumentando ainda a exist&#234;ncia de   diversos autores a utilizarem os benef&#237;cios e custos percebidos do turismo como   vari&#225;veis mediadoras entre entes dois constructos. O autor reclama a utilidade   no exame deste relacionamento linear. Nesta linha de pensamento, s&#227;o apresentadas as seguintes hip&#243;teses: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H2a:</b> Existe uma rela&#231;&#227;o   positiva e directa entre o envolvimento na comunidade e os benef&#237;cios percebidos do turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H2b:</b> Existe uma rela&#231;&#227;o   negativa e directa entre o envolvimento na comunidade e os custos percebidos do turismo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b >H2c:</b> Existe uma rela&#231;&#227;o   positiva e directa entre o envolvimento na comunidade e o apoio (dos residentes) ao DTS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.4      Gest&#227;o do poder   p&#250;blico (GPP) na actividade tur&#237;stica, impactes do turismo e o apoio ao DTS </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A GPP desempenha um papel primordial na constru&#231;&#227;o de um   modelo sustent&#225;vel para o destino (Gorica, Kripa & Zenelaj, 2012; Maz&#243;n,   2012; Soares <i >et al.</i>, 2013). Deste modo, muitos dos problemas relacionados com a capacidade de   carga, um das grandes quest&#245;es da sustentabilidade nos destinos, passam   obrigatoriamente pelas pol&#237;ticas p&#250;blicas definidas para o sector. Muitos dos   planos estruturantes de protec&#231;&#227;o e preserva&#231;&#227;o de destinos hist&#243;ricos t&#234;m que   ter uma lideran&#231;a que, na maior parte, cabe ao poder p&#250;blico encabe&#231;ar. Neste   sentido, &#233; natural que a comunidade local considere que a exist&#234;ncia de um   planeamento tur&#237;stico p&#250;blico concertado tem um papel preponderante na   diminui&#231;&#227;o dos impactes negativos. Assante, Wen e Lottig (2012) testaram e   confirmaram empiricamente a rela&#231;&#227;o positiva entre a gest&#227;o p&#250;blica do turismo   e a percep&#231;&#227;o acerca dos impactes ambientais do turismo, tendo conclu&#237;do que os   residentes tendem a ser mais receptivos aos impactes do turismo se sentirem que o poder p&#250;blico o gere de forma efectiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por   outro lado, poder&#225; esperar-se a exist&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o entre a GPP e o apoio dos residentes ao DTS. Assante <i >et al.</i> (2012) argumentam que a gest&#227;o   governamental e a coopera&#231;&#227;o das partes interessadas s&#227;o necess&#225;rias para   atingir um consenso sobre como gerir desenvolvimentos tur&#237;sticos futuros. Os   autores concluem que se os residentes percebem, por parte dos agentes p&#250;blicos,   uma gest&#227;o efectiva relativamente ao controlo do turismo, tendem a terem   sentimentos positivos acerca do DTS. Tendo em conta o referido, estabelecemos as seguintes hip&#243;teses: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H3a:</b> Existe   uma rela&#231;&#227;o positiva e directa entre a GPP na actividade tur&#237;stica e os benef&#237;cios percebidos do turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H3b:</b> Existe   uma rela&#231;&#227;o negativa e directa entre a GPP na actividade tur&#237;stica e os custos percebidos do turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H3c:</b> Existe   uma rela&#231;&#227;o positiva e directa entre a GPP na actividade tur&#237;stica e o apoio (dos residentes) ao DTS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.5      Impactes do turismo e o apoio ao DTS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao longo das   duas &#250;ltimas d&#233;cadas v&#225;rios autores realizaram estudos referentes &#224; rela&#231;&#227;o que   se pode estabelecer entre a percep&#231;&#227;o, por parte dos residentes, dos impactes   do turismo e o seu apoio para o desenvolvimento do turismo (Gursoy <i >et al.</i>, 2002; Gursoy & Rutherford,   2004; Ko & Stewart, 2002; Nicholas <i >et     al.</i>, 2009; Sharma & Dyer, 2009). Os referidos estudos, com base no   modelo de troca social, sugerem que os residentes com um impacto positivo   percebido (benef&#237;cios, por exemplo) s&#227;o mais suscept&#237;veis de apoiar o desenvolvimento   do turismo. Assim, o presente estudo tenta concentrar-se na premissa de que o   apoio dos moradores ao desenvolvimento do turismo pode ser afectado pela   percep&#231;&#227;o dos impactes (econ&#243;micos, sociais, culturais e ambientais) do   turismo, tanto negativos como positivos. Ou seja, com base no modelo de troca   social, existir&#227;o sempre grupos de residentes que apoiam o   desenvolvimento do turismo quando percebem que a troca &#233; ben&#233;fica para o   bem-estar da comunidade, enquanto que outros ter&#227;o posi&#231;&#245;es opostas quando   sentem que a troca lhes ser&#225; prejudicial (Ca&#241;izares, Tabales & Garc&#237;a,   2014). Neste contexto, estabelecemos as seguintes hip&#243;teses: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >H4a:</b> Existe uma rela&#231;&#227;o   positiva e directa entre os benef&#237;cios percebidos do turismo e o apoio (dos residentes) ao DTS. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b >H4b:</b> Existe uma rela&#231;&#227;o   negativa e directa entre os custos percebidos do turismo e o apoio (dos residentes) ao DTS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#f1">Figura 1</a> mostra o quadro te&#243;rico deste estudo e as hip&#243;teses propostas.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03f1.jpg" width="387" height="257"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >3.      Metodologia </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este   estudo baseia-se numa abordagem quantitativa, sob a forma de um question&#225;rio   aplicado a uma amostra de residentes da cidade de Lamego. Devido a limita&#231;&#245;es   de custos e tempo, a amostra para o estudo foi escolhida com base na t&#233;cnica de   amostragem por conveni&#234;ncia. Foram aplicados 320 question&#225;rios, em Outubro de   2012, nas duas freguesias urbanas desta cidade. Depois de eliminados os question&#225;rios incompletos, foram obtidos 300 question&#225;rios v&#225;lidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O question&#225;rio aplicado aborda os seguintes   aspectos: liga&#231;&#227;o &#224; comunidade, envolvimento na comunidade; benef&#237;cios e custos   percebidos, GPP na actividade tur&#237;stica e apoio ao desenvolvimento tur&#237;stico   sustent&#225;vel. Foram colocadas algumas vari&#225;veis que permitem definir um perfil   sociodemogr&#225;fico dos respondentes (g&#233;nero, idade, naturalidade, nacionalidade, habilita&#231;&#245;es, profiss&#227;o e rendimento mensal). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As escalas utilizadas para medir os conceitos foram   retiradas da literatura relevante com adapta&#231;&#245;es para o contexto em causa. Os   itens foram medidos a partir de uma escala de <i >Likert</i> de 7 pontos, na qual 1 significa &#8220;discordo totalmente&#8221; e 7   &#8220;concordo totalmente&#8221;. A conceptualiza&#231;&#227;o e operacionaliza&#231;&#227;o das vari&#225;veis pode ser observada na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t1.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para   estudar o modelo te&#243;rico e avaliar as rela&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis recorremos ao   conjunto de t&#233;cnicas de an&#225;lise, denominadas de modela&#231;&#227;o de equa&#231;&#245;es   estruturais (SEM &#8211; <i >Structural Equation     Modelling</i>), tendo por base o <i >software</i> estat&#237;stico AMOS 21.0. No caso do modelo proposto, a escolha por este m&#233;todo   justifica-se dado que o SEM corresponde a um conjunto de t&#233;cnicas estat&#237;sticas   que permitem o teste de modelos te&#243;ricos que definem rela&#231;&#245;es causais, hipot&#233;ticas entre vari&#225;veis (Mar&#244;co, 2010). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >4.      An&#225;lise e discuss&#227;o dos resultados </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >4.1    Perfil da   amostra e resultados do modelo de medida</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais caracter&#237;sticas dos residentes que comp&#245;em   a amostra s&#227;o: a maioria dos respondentes (51,9%) s&#227;o do sexo feminino; a m&#233;dia   de idade &#233; de 38 anos; 35,6% t&#234;m o ensino secund&#225;rio completo, e 26,0% possuem   o ensino obrigat&#243;rio; a maioria dos respondentes (68,6%) residem em Lamego h&#225;   mais de 20 anos e, por fim, no que diz respeito ao rendimento mensal, 67,6% t&#234;m um rendimento inferior a 1500 euros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No sentido de preparar os dados para a an&#225;lise,   procedemos a um escrut&#237;nio da normalidade univariada, recorrendo a medidas de   achatamento (<i >kurtosis</i>) e de   assimetria (<i >skewness</i>) e identifica&#231;&#227;o   de eventuais valores aberrantes (<i >outliers</i>),   tendo sido eliminados os valores causadores de perturba&#231;&#227;o. De uma forma geral,   para todos os constructos, os valores absolutos da assimetria e do achatamento   encontram-se dentro dos limites propostos por Kline (2005) (maior valor   absoluto de assimetria &#233; 1,068 e de achatamento &#233; 1,512, os quais dizem respeito   &#224; vari&#225;vel latente custos percebidos do turismo). Assumimos, de acordo com   Mar&#244;co (2010), &#8220;que se um conjunto de vari&#225;veis apresentar distribui&#231;&#227;o normal   univariada ent&#227;o a distribui&#231;&#227;o condicionada das vari&#225;veis &#233; normal multivariada&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&#243;s a   verifica&#231;&#227;o preliminar dos dados, foi efectuada uma an&#225;lise dos constructos (e   seus indicadores) e uma averigua&#231;&#227;o sobre a unidimensionalidade, fiabilidade e   validez convergente e discriminante das escalas de medida a partir da an&#225;lise factorial confirmat&#243;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o   processo de estima&#231;&#227;o foi usado o m&#233;todo da m&#225;xima verosimilhan&#231;a. Para a   utiliza&#231;&#227;o da t&#233;cnica SEM, e do m&#233;todo de estima&#231;&#227;o em causa, um dos factores   relevantes diz respeito &#224; dimens&#227;o da amostra. Neste estudo, pensamos ter   assegurado o seu uso adequado tendo em conta a dimens&#227;o da amostra ter   ultrapassado os m&#237;nimos referenciados por v&#225;rios autores (Hair, Black, Babin   & Anderson, 2010), os quais variam entre 100 e 150. Al&#233;m disso, o modelo de   medida &#233; do tipo reflectivo, havendo, tamb&#233;m, pelo menos tr&#234;s indicadores por constructo (Mar&#244;co, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como parte do processo de avalia&#231;&#227;o das escalas,   procuramos apurar o desempenho das escalas originais. Numa an&#225;lise inicial   verificamos que os modelos apresentaram &#237;ndices de qualidade de ajustamento   afastados dos valores de refer&#234;ncia. Foi realizada uma an&#225;lise dos &#237;ndices de   modifica&#231;&#227;o, retirando do modelo de medida os itens que apresentavam ind&#237;cios   de serem causados por mais de uma vari&#225;vel latente ou que apresentavam erros   correlacionados. Foram assim eliminados dois   itens da vari&#225;vel &#8220;Liga&#231;&#227;o &#224; comunidade&#8221;; um da escala de &#8220;Envolvimento na   comunidade&#8221;; dois da vari&#225;vel latente &#8220;Apoio ao DTS&#8221; e quatro da vari&#225;vel   &#8220;Benef&#237;cios percebidos&#8221;. Por outro lado, a escala &#8220;Custos percebidos&#8221;, para   al&#233;m de apresentar itens bastante problem&#225;ticos, no que respeita a rela&#231;&#245;es   cruzadas e a erros correlacionados, apresenta falta de validez preditiva, ou   seja, falta de correla&#231;&#245;es significativas com as restantes vari&#225;veis do modelo,   sendo, deste modo, indicada a decis&#227;o de eliminar este constructo da an&#225;lise e de modificar o modelo original. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Poderemos apresentar v&#225;rias   explica&#231;&#245;es te&#243;ricas para a exclus&#227;o deste constructo do modelo inicialmente   proposto. A percep&#231;&#227;o dos impactes do turismo pode variar, de modo significativo,   atendendo ao tipo de destino e ao seu n&#237;vel de desenvolvimento (Kim, Uysal & Sirgy,      2013; McDowall & Choi, 2010). Os modelos e estudos baseados   no desenvolvimento dos destinos (Butler, 1980; Kim <i >et al.</i>, 2013; Perdue <i >et al.</i>,   1990) fornecem uma vis&#227;o acerca da evolu&#231;&#227;o do destino e dos impactes sentidos   pela comunidade. Estes estudos real&#231;am que, nas fases iniciais do   desenvolvimento tur&#237;stico, as percep&#231;&#245;es dos residentes concentram-se,   maioritariamente, nos impactes positivos do turismo. O mesmo resultado foi   obtido num estudo realizado na cidade de Huelva, por Vargas-S&#224;nchez,   Porras-Bueno e Plaza-Mej&#237;a (2011), no qual, tal como na presente investiga&#231;&#227;o,   ap&#243;s a depura&#231;&#227;o do modelo, tamb&#233;m foi eliminada a dimens&#227;o custos percebidos   do turismo. De igual forma, os autores argumentaram que este resultado est&#225;   relacionado com o ciclo de vida do destino em causa. No que se refere a   Portugal, estudos realizados acerca das percep&#231;&#245;es e atitudes, em destinos que   se encontram em face de explora&#231;&#227;o ou desenvolvimento, demonstram que os   residentes ignoram ou n&#227;o valorizam os impactes negativos do turismo (Eus&#233;bio   & Carneiro, 2010; Monjardino, 2009; Vareiro <i >et al.</i>, 2013). Segundo um estudo realizado por Smith e Krannich   (1998) a desvaloriza&#231;&#227;o dos impactes negativos do turismo &#233; ainda mais not&#243;ria   em comunidades rurais, como &#233; caso de Lamego, principalmente quando estas veem   no turismo a sa&#237;da para o crescimento econ&#243;mico, designando a atitude destas comunidades como &#8220;<i >tourism-hungry</i>&#8221;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A validez convergente, fiabilidade comp&#243;sita (FC) e   vari&#226;ncia m&#233;dia extra&#237;da (VME) foram calculadas para o modelo de medida   (<a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t2.jpg">Tabelas 2</a> e <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t3.jpg">3</a>). No que se refere &#224; fiabilidade dos constructos, os valores de   fiabilidade comp&#243;sita variam de 0,874 a 0,946 (<a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t3.jpg">Tabela 3</a>), valores que   ultrapassam o ponto de corte de 0,70, que &#233; o n&#237;vel aceit&#225;vel sugerido por   diversos autores (Hair <i >et al.</i>, 2010;   Kline, 2005). Relativamente &#224; fiabilidade individual dos itens, todos os   coeficientes padronizados apresentam valores superiores a 0,5 (<a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t2.jpg">Tabela 2</a>),   indicando uma boa consist&#234;ncia interna. A <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t3.jpg">Tabela 3</a> mostra que a VME varia entre   0,584 e 0,749, respeitando o limite estabelecido pela literatura como evid&#234;ncia   de validez convergente (Hair <i >et al.</i>,   2010). </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A verifica&#231;&#227;o da validez discriminante foi efectuada   considerando os coeficientes de correla&#231;&#227;o entre os constructos, que   apresentaram valores significativamente diferentes de 0, e os valores da raiz quadrada   da vari&#226;ncia m&#233;dia extra&#237;da apresentarem valores superiores &#224;s correla&#231;&#245;es   entre os constructos (Hair <i >et al.</i>, 2010).Todos os constructos latentes cumpriram esta condi&#231;&#227;o (<a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t3.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Tendo   por base a an&#225;lise efetuada, concluiu-se que a maioria dos constructos   apresentam propriedades psicom&#233;tricas adequadas. Depois de avaliar a validez e   fiabilidade do modelo de medida, o pr&#243;ximo passo consistiu na avalia&#231;&#227;o do modelo estrutural. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >4.2      Resultados do modelo estrutural </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para testar as hip&#243;teses propostas, estimou-se o modelo   estrutural. Os resultados mostraram um qui-quadrado significativo &#8211; ?<sup>2 </sup>(gl = 419, N =297) = 802,016, p = 0. Contudo, tendo em   conta a sensibilidade da estat&#237;stica do qui-quadrado &#224; dimens&#227;o da amostra,   optou-se por avaliar a adequa&#231;&#227;o do modelo atrav&#233;s dos &#237;ndices de qualidade de   ajustamento. De acordo com Mar&#244;co (2010, p. 51) os valores obtidos &#8211; ?<sup>2</sup>/gl=1,914; CFI=0,951;   GFI=0,847; RMSEA=0,056; p(RMSEA<0,05)<0,058 &#8211; revelam uma boa qualidade   de ajustamento. Conforme ilustrado na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03t4.jpg">Tabela 4</a>, o modelo estrutural estimado   revelou um bom ajustamento dos dados emp&#237;ricos a quatro das sete hip&#243;teses formuladas. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">No que   respeita aos resultados obtidos na avalia&#231;&#227;o do modelo estrutural, podem ser   retiradas v&#225;rias constata&#231;&#245;es. Primeiro, verificamos que a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade   exerce um efeito positivo e directo sobre os benef&#237;cios percebidos do turismo.   Este resultado est&#225; em conson&#226;ncia com as descobertas de Gursoy <i >et al.</i> (2002), Chen e Chen (2010a), Lee   (2013). Assim, os estudos sugerem que residentes fortemente ligados &#224;s suas   comunidades, com maior probabilidade percebem impactes positivos do turismo. No   entanto, contrariamente &#224;s nossas expectativas, a H1c n&#227;o foi sustentada.   Assim, n&#227;o h&#225; relacionamento positivo e significativo entre a liga&#231;&#227;o &#224;   comunidade e o apoio ao DTS. A associa&#231;&#227;o entre estes dois conceitos &#233; feita   via benef&#237;cios percebidos do turismo. Este efeito indirecto foi, tamb&#233;m,   verificado no estudo de Chen e Chen (2010a), no entanto, os autores comprovaram empiricamente o impacto directo liga&#231;&#227;o-apoio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">   Segundo, os resultados mostram que o envolvimento na   comunidade apresenta uma associa&#231;&#227;o positiva e directa com o apoio ao DTS.   Contrariamente aos resultados de Nicholas <i >et     al.</i> (2009), este relacionamento mostrou-se significativo para a amostra em   estudo, ou seja, os resultados parecem indicar que a participa&#231;&#227;o, pela   comunidade residente, nos processos de planeamento/gest&#227;o e tomadas de decis&#227;o   relativamente ao desenvolvimento tur&#237;stico influencia o n&#237;vel de apoio ao DTS.   As conclus&#245;es da investiga&#231;&#227;o realizada por Lee (2013) apontam, tamb&#233;m, nesse   sentido, mostrando uma associa&#231;&#227;o positiva, mas indirecta, entre estes dois   constructos. Neste contexto, o autor argumenta a possibilidade de se utilizar o   envolvimento na comunidade para avaliar, de forma efectiva, o apoio ao DTS, ou   seja, indo de encontro ao que intuitivamente parece l&#243;gico, conclui-se que os   residentes mais envolvidos nas suas comunidades manifestam, com maior probabilidade,   apoio ao DTS. Contudo, os resultados do presente estudo contrariam a   investiga&#231;&#227;o do autor referido no que respeita &#224; liga&#231;&#227;o entre o envolvimento e   a percep&#231;&#227;o dos benef&#237;cios do turismo, isto &#233;, a H2a n&#227;o foi suportada pelos   dados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em terceiro   lugar, a GPP apresentou um efeito positivo directo nos benef&#237;cios percebidos.   Tal como foi enunciado na revis&#227;o da literatura, Assante <i >et al.</i> (2012) comprovaram a liga&#231;&#227;o entre estes dois conceitos,   concluindo que haver&#225; uma atitude mais positiva face aos impactes do turismo se   os residentes sentirem que existe uma gest&#227;o eficiente por parte do poder   p&#250;blico. Por outro lado, a rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese que relacionava directamente a   GPP e o apoio ao DTS contraria os resultados obtidos por Assante <i >et al.</i> (2012). No nosso caso, os   resultados indicam que a liga&#231;&#227;o entre estes dois conceitos se faz atrav&#233;s da vari&#225;vel mediadora benef&#237;cios percebidos do turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente,   em quarto lugar, os resultados indicam a exist&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o positiva e   directa entre os benef&#237;cios percebidos e o   apoio ao DTS. De igual forma, o estudo de Lee (2013) comprovou empiricamente   esta associa&#231;&#227;o concluindo que, ao aumentar os benef&#237;cios percebidos, com maior   probabilidade os residentes mostrar&#227;o o seu apoio a iniciativas de DTS. Ko e   Stewart (2002) relacionaram os impactes positivos do turismo com as atitudes   para desenvolvimentos tur&#237;sticos adicionais, demonstrando uma associa&#231;&#227;o directa e positiva entre ambos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como j&#225;   foi referido, ao modelo proposto inicialmente foi necess&#225;rio introduzir algumas   reespecifica&#231;&#245;es (resultantes dos valores dos &#237;ndices de modifica&#231;&#227;o), sendo a   principal a elimina&#231;&#227;o da vari&#225;vel latente   custos percebidos do turismo. Para al&#233;m das justifica&#231;&#245;es j&#225; apontadas, &#233; de   referir que diversos autores descobriram a inexist&#234;ncia de relacionamentos   significativos entre a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade e os custos percebidos (Chen &   Chen, 2010a; Lee, 2013) e, entre o envolvimento na comunidade e os custos   percebidos (Lee, 2013). Num outro estudo, Chen e Chen (2010b) concluem que os   residentes, ao determinarem as suas atitudes relativamente ao desenvolvimento   do turismo, colocam maior import&#226;ncia nos benef&#237;cios do que nos custos do   turismo. No caso portugu&#234;s, Monjardino (2009) constatou a forte valoriza&#231;&#227;o   dada aos impactes positivos e o desprezo aos negativos por parte dos residentes nos A&#231;ores. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na     <a href="#f2">Figura 2</a>, apresentamos a representa&#231;&#227;o gr&#225;fica do modelo final, com os   coeficientes padronizados e os valores de R<sup>2</sup> para as vari&#225;veis   benef&#237;cios percebidos e apoio ao DTS. Podemos verificar que o envolvimento na   comunidade apresenta o maior poder preditivo do apoio ao DTS. As restantes   vari&#225;veis ex&#243;genas (liga&#231;&#227;o &#224; comunidade e GPP) contribuem de forma muito   modesta e apenas indirectamente, atrav&#233;s dos efeitos positivos sobre os benef&#237;cios percebidos.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a03f2.jpg" width="576" height="332"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >5.      Conclus&#245;es </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este   estudo procurou investigar o apoio dos residentes ao DTS atrav&#233;s da proposta de   um modelo que considerou como antecedentes a liga&#231;&#227;o &#224; comunidade, o envolvimento   na comunidade, a GPP e os impactes percebidos do turismo (benef&#237;cios e custos).   Um dos objectivos fundamentais desta investiga&#231;&#227;o foi contribuir para a   compreens&#227;o acerca das percep&#231;&#245;es dos residentes, e sua liga&#231;&#227;o, envolvimento e   apoio, relativamente ao DTS. Ao explorar antecedentes do apoio dos residentes ao DTS, esta investiga&#231;&#227;o   estende o estudo realizado por Lee (2013), uma vez que incluiu tamb&#233;m a vis&#227;o   dos residentes acerca da gest&#227;o feita pelo poder p&#250;blico. A n&#237;vel   internacional, diversos estudos t&#234;m sido realizados sobre as atitudes dos   residentes face ao turismo e seus impactes (Vareiro <i >et al.</i>, 2013), contudo, a n&#237;vel   nacional, tanto quando sabemos, n&#227;o existe nenhum estudo que aborde estes   conceitos no &#226;mbito da sustentabilidade do patrim&#243;nio em pequenas cidades hist&#243;ricas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Procuramos   contribuir para a literatura que enfatiza a import&#226;ncia da an&#225;lise das   percep&#231;&#245;es dos residentes, como um dos principais grupos de <i >stakeholders</i> a considerar em iniciativas   de planeamento tur&#237;stico (Ca&#241;izares <i >et al.</i>, 2014). Nesse sentido, e   com base na teoria dos <i >stakeholders</i>,   os resultados obtidos refor&#231;am o papel crucial das comunidades locais nos   processos de tomada de decis&#227;o e planeamento para a sustentabilidade do   desenvolvimento tur&#237;stico. Por outro lado, este estudo tem subjacente uma   abordagem baseada na teoria da troca social na medida em que se procurou,   atrav&#233;s do modelo proposto, os factores que influenciam o apoio dos residentes   ao DTS, logo, fornecer pistas para compreender como as atitudes deste grupo s&#227;o formadas e mais bem geridas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando   as implica&#231;&#245;es para os gestores, decisores pol&#237;ticos e poder p&#250;blico, algumas   recomenda&#231;&#245;es pr&#225;ticas podem ser apontadas. Para estes e outros <i >stakeholders</i>, compreender as vari&#225;veis   preditoras do apoio prestado pelos residentes ao desenvolvimento tur&#237;stico &#233;   crucial, essencialmente porque o sucesso e a sustentabilidade de qualquer   projecto de desenvolvimento vai depender de um activo apoio das popula&#231;&#245;es   locais (Gursoy & Rutherford, 2004;   Ca&#241;izares <i >et al.</i>, 2014). Por   um lado, revela-se importante que as decis&#245;es de estrat&#233;gias e pol&#237;ticas de   turismo tenham em considera&#231;&#227;o a cria&#231;&#227;o de programas que incentivem a liga&#231;&#227;o   e o envolvimento da comunidade local. Por outro lado, &#233; &#250;til tamb&#233;m que a   gest&#227;o do poder p&#250;blico na actividade tur&#237;stica seja feita de forma efectiva,   porque, conforme se concluiu neste estudo, tanto num caso como no outro, a   percep&#231;&#227;o das comunidades locais acerca destes factores ir&#225; afectar o apoio por eles dado ao DTS. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este   estudo apresenta algumas limita&#231;&#245;es que dever&#227;o ser colmatadas por futuros   estudos. Uma delas tem que ver com o tipo de amostra (de conveni&#234;ncia) e com o   facto de se referir apenas &#224; an&#225;lise de uma cidade. Outras limita&#231;&#245;es est&#227;o   associadas &#224; forma de obten&#231;&#227;o dos dados, nomeadamente a escolha por um estudo   de corte transversal, bem como a utiliza&#231;&#227;o de informantes-chave &#250;nicos (os   residentes). Devemos referir que a elimina&#231;&#227;o de alguns indicadores no processo   de depura&#231;&#227;o do modelo de medida poder&#225; imputar alguma fragilidade &#224;s escalas   originais. Este estudo pode ser expandido com a introdu&#231;&#227;o de novas vari&#225;veis   ligadas ao desenvolvimento sustent&#225;vel do patrim&#243;nio. Tendo presente a   tend&#234;ncia de crescimento deste destino, &#233; muito prov&#225;vel que a comunidade   venha, no futuro, a sentir os impactes negativos inerentes ao desenvolvimento   tur&#237;stico. Neste sentido, consideramos crucial a realiza&#231;&#227;o de pesquisas   longitudinais, uma vez que as percep&#231;&#245;es e atitudes dos residentes, que neste   momento s&#227;o extremamente positivas face ao desenvolvimento do turismo, muito   provavelmente poder&#227;o vir a alterar se mediante a evolu&#231;&#227;o do ciclo de vida do destino. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >Refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ap,   J. & Crompton, J.L. (1993). Resident&#8217;s   strategies for responding to tourism impacts. <i >Journal of Travel Research</i>, <i >32</i>(1),   47-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-8458201400020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><a>Assante, L. M., Wen, H. I. & Lottig, K. (2012). An   empirical assessment of residents&#8217; attitudes for sustainable tourism   development: a case study of O&#8216;ahu, Hawai&#8216;i. <i >Journal of Sustainability and Green Business, 1</i>. </a>1-27. Acedido em janeiro, 8, 2012, em <a href="http://www.aabri.com/manuscripts/10602.pdf" target="_blank">http://www.aabri.com/ manuscripts/10602.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-8458201400020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Butler,   R. W. (1980). The concept of tourist area cycle of evolution: implications for   management of resources. <i >Canadian     Geographer</i>, <i >24 </i>(1), 5-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-8458201400020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ca&#241;izares, S.M.S., Tabales,   J.M.N. & Garc&#237;a, F.J.F. (2014). Local residents&#8217; attitudes towards the   impact of tourism development in Cape Verde. <i >Tourism & Management Studies</i>, 10(1), 87-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-8458201400020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carneiro, M.J.   & Eus&#233;bio, C. (2011). Segmentation of the tourism market usisng the impact   of tourism on quality of life. <i >Tourism   & Management Studies</i>, 7, 91-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-8458201400020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chen, C-F. & Chen, P-C. (2010a). Resident Attitudes toward heritage   tourism development. <i>Tourism Geographies, </i>12(4), 525&#8211;545.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-8458201400020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chen, C-F. & Chen, P-C. (2010b). Experience quality, perceived   value, satisfaction and behavioral intentions for heritage tourists. <i>Tourism Management, 31</i>(1), 29&#8211;35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-8458201400020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Choi,   H. C. & Murray, I. (2010). Resident attitudes toward sustainable community   tourism. <i >Journal of Sustainable Tourism</i>,   18(4), 575-594.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-8458201400020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cooper,   C., Fletcher, J., Gilbert, D. & Wanhill, S. (2005). <i >Tourism: principles and practice</i> (3th Ed.). London: Financial Times   Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-8458201400020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dyer, P., Gursoy, D., Sharma, B.   & Carter, J. (2007). Structural Modeling of Resident Perceptions of Tourism   and associated development on the Sunshine Coast, Australia. <i>Tourism Management, 28(2)</i>, 409-422.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-8458201400020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Eus&#233;bio, C. &   Carneiro, M. (2010). A import&#226;ncia da percepc&#227;o dos residentes dos impactes do   turismo e da interac&#231;&#227;o o residente-visitante no desenvolvimento dos destinos   tur&#237;sticos. In Actas do<i > International Meeting on Regional Science:     The Future of Cohesion Policy, </i>17-19 novembro. Elvas e Badajoz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-8458201400020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Garrod, B. & Fyall, A. (2000). Managing Heritage Tourism. <i >Annals of Tourism Research</i>, 27(3), 682&#8211;708.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-8458201400020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gorica, K., Kripa, D. & Zenelaj, E. (2012). The   Role of Local Government in Sustainable Development. <i >Acta Universitatis Danubius. &#338;conomica</i>, 8(2), 139-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-8458201400020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gursoy,   D. & Rutherford, D. G. (2004). Host attitudes toward tourism: an improved   structural model. <i>Annals of Tourism Research</i>, 31(3), 495-516.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S2182-8458201400020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gursoy,   D. & Kendall, K. W. (2006). Hosting mega events e modeling locals support. <i >Annals of Tourism Research</i>, 33(3),   603-623.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-8458201400020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gursoy,   D., Jurowski, C. & Uysal, M. (2002). Resident attitudes: a structural   modeling approach, <i>Annals of Tourism Research, </i>29(1),   79-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-8458201400020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a>Hair, J.F., Black, W. C., Babin, B. J. & Anderson,   R. E. (2010). <i >Multivariate data analysis</i>   (7th ed.). Upper Saddle River, N.J.. </a>Harlow: Pearson Education.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kaltenborn,   B. P., Andersen, O., Nellemann, C., Bjerke, T. & Thrane, C. (2008). Resident   attitudes towards mountain second-home tourism development in Norway: the   effects of environmental attitudes. <i >Journal     of Sustainable Tourism</i>, 16(6), 664-680.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-8458201400020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kim,   K., Uysal, M., & Sirgy, M. (2013). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kitnuntaviwat,   V. & Tang, J. C. S. (2008). Residents' attitudes, perception and support   for sustainable tourism development. <i >Tourism     and hospitality planning & development</i>, 5(1), 45-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S2182-8458201400020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kline,   R. B. (2005). <i >Principles and Practice of     Structural Equation Modeling</i> (2nd Edition). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S2182-8458201400020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ko, D-W. & Stewart, W. P.   (2002). A   Structural equation model of residents' attitudes for tourism  development. <i>Tourism Management, 23(5)</i>,   521-530.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S2182-8458201400020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kuvan, Y. & Akan, P (2005).   Residents&#8217; attitudes toward general and forest-related impacts of tourism: the   case of Belek, Antalya. <i >Tourism     Management</i>, 26(5), 691-706.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S2182-8458201400020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lee, T. H. (2013). Influence analysis of community resident support for   sustainable tourism development. <i >Tourism     Management, 34</i>, February, 37-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S2182-8458201400020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><a>Mar&#244;co,   J. (2010). <i >An&#225;lise de Equa&#231;&#245;es     Estruturais: Fundamentos te&#243;ricos, Software & Aplica&#231;&#245;es</i>. P&#234;ro Pinheiro: ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S2182-8458201400020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Maz&#243;n, A.I.M. (2012).   An&#225;lisis relacional de sistemas tur&#237;sticos. Un marco de trabajo alternativo   en el processo de planificaci&#243;n tur&#237;stica. <i >Tourism   & Management Studies</i>, 8, 55-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S2182-8458201400020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">McCool,   S. F. & Martin, S. R. (1994). Community attachment and attitudes toward   tourism development, <i>Journal of Travel Research</i>, 32(3), 29&#8211;34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S2182-8458201400020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">McDowall, S. & Choi, Y. (2010). Thailand's Destination   Image through the Eyes of Its Citizens. <i >International Journal of Hospitality and     Tourism Administration</i>,   11(3), 255-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S2182-8458201400020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Moniz, A. (2006). <i >A   sustentabilidade do turismo em ilhas de pequena dimens&#227;o: o caso dos A&#231;ores</i>   (Tese de Doutoramento, Universidade dos Acores, 2006). Ponta Delgada:   Universidade dos Acores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S2182-8458201400020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Monjardino, I. (2009). Indicadores de Sustentabilidade do Turismo nos   A&#231;ores: o papel das opini&#245;es e da atitude dos residentes face ao Turismo na   Regi&#227;o. Actas do <i >15&#186; Congresso da APDR -     Redes e Desenvolvimento Regional</i>. Cabo Verde, Praia, 9-11 julho, 1366-1399. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Nicholas, L., Thapa, B. & Ko, Y. (2009). Residents&#8217; perspectives   of a world heritage site e the Pitons Management   Area, St. Lucia. <i >Annals of Tourism     Research</i>, 36(3), 390-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S2182-8458201400020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Nunkoo,   R. & Ramkissoon, H. (2011). Residents&#8217;   Satisfaction With Community Attributes and Support for Tourism. <i>Journal of Hospitality &   Tourism Research,</i> 35(2), 171-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S2182-8458201400020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Perdue,   R. R., Long, P. T. & Allen, L. (1990). Resident Support for Tourism   Development. <i>Annals of Tourism</i> <i>Research</i>, 17(4), 586-599.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-8458201400020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Priestley,   G. K., Edwards, J. A., & Coccossis, H. (1996). <i >Sustainable tourism&#8204; European experiences</i>. Wallingford: CAB   International.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S2182-8458201400020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pulido Fern&#225;ndez, J. &   S&#225;nchez Rivero, M. (2009). Attitudes of the cultural tourism: a latent   segmentation approach applied to the case of Andalusia`s middle towns   initiative. Proceedings of the <i >Advances     in Tourism Economics 2009 Conference, </i>23-24 April. Lisbon. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Sharma, B. & Dyer, P. (2009).   An investigation of differences in residents&#8217; perceptions on the Sunshine   Coast: tourism impacts and demographic variables. <i >Tourism Geographies</i>, 11(2), 187-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S2182-8458201400020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith,   M. D. & Krannich, R. S. (1998). Tourism Dependence and Resident Attitudes. <i >Annals of Tourism Research</i>, 25(4),   783-802.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S2182-8458201400020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Soares, &#201;.B.S, Emmendoerfer, M.L.   &. Monteiro, L.P. (2013). Gest&#227;o p&#250;blica no turismo e   o desenvolvimento de destinos tur&#237;sticos em um estado da Federa&#231;&#227;o Brasileira:   uma an&#225;lise do planejamento estrat&#233;gico do turismo em Minas Gerais (2007-2010). <i >Tourism & Management Studies</i>, 9(2), 50-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S2182-8458201400020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><a>Um, S. & Crompton, J. L. (1987). Measuring   Resident's Attachment Levels in a Host Community. </a><i >Journal of Travel Research, 26</i>(1), 27-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S2182-8458201400020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">van den Berg, L., van der Borg, J. & van der Meer, J.   (1995). U<i >rban Tourism     Performance and Strategies in Eight European Cities</i>. Avebury: Aldershot.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S2182-8458201400020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><a>Vareiro,   L. M., Remoaldo, P. C. & Ribeiro, J. A. C. (2013). </a>Residents' perceptions of tourism impacts in Guimar&#227;es (Portugal): a cluster analysis. <i >Current Issues in Tourism</i>, 16(6), 535-551.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S2182-8458201400020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WTO (2005). <i >Making   Tourism More Sustainable a Guide for Policy Makers</i>. Paris/Madrid: WTO UNEP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S2182-8458201400020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Vargas-S&#224;nchez,   A., Porras-Bueno, N. e Plaza-Mej&#237;a, M.A. (2011). Explaining residents&#8217; Attitudes   to tourism: Is a universal model possible&#8204;, Annals of Tourism Research, 38(2), pp. 460&#8211;480.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S2182-8458201400020000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Processo do artigo:</b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana"><b >Enviado</b>: 12 Junho 2013</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font size="2" face="Verdana"><b >Aceite</b>: 15 Novembro 2013</font></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Crompton]]></surname>
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