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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo da relevância da norma ISO 9001 no desempenho das empresas portuguesas do sector da hotelaria]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Study of the relevance of ISO 9001 standard in the performance of the Portuguese hospitality industry]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The current global financial crisis has been promoting a greater focus on quality in the hospitality industry. This study aims to: analyze the impact of ISO 9001 implementation in the organization&#8217;s performance in this industry; to study if benefits differ according to the hotels&#8217; rating and if they tend to emerge in long-term; to assess if the most recent version of ISO produces a greater impact than the older versions; and finally to identify the main reasons for non-certification. Based on a sample of 112 Portuguese hotels, the results show that ISO 9001 implementation contributes to improvements in several performance measures. No relationship was found between the quality certification&#8217;s impact on performance and the hotels&#8217; rating, and that ISO 9001 implementation benefits do not tend to emerge in the long-term. However, ISO 9001:2008 produces a greater impact on performance than the 2000 version, and finally, the high costs of implementation appear to be the main reason for non-certification.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>TURISMO - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Estudo da relev&#226;ncia da   norma ISO 9001 no desempenho das empresas portuguesas do sector da hotelaria</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Study of the relevance of ISO 9001 standard in   the performance of the Portuguese hospitality industry</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jos&#233; Miguel Soares<sup>1</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>ISEG Lisboa School of Economics & Management, Universidade de Lisboa, Rua Miguel Lupi, 20, Gabinete 306, 1249-078 Lisboa, Portugal, 1249-078 Lisboa; e ADVANCE &#8211; Centro de Investiga&#231;&#227;o em Gest&#227;o Avan&#231;ada, <a href="mailto:josesoares@iseg.utl.pt">josesoares@iseg.utl.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dif&#237;cil conjuntura econ&#243;mica atual tem vindo a promover um maior foco na Qualidade no sector hoteleiro. O presente estudo pretende: analisar o impacto da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 no desempenho das organiza&#231;&#245;es desse sector; verificar se os benef&#237;cios diferem de acordo com a classifica&#231;&#227;o dos estabelecimentos e se tendem a surgir a longo prazo; verificar se a vers&#227;o mais recente da ISO produz maior impacto do que as vers&#245;es mais antigas; e ainda identificar os principais motivos para a n&#227;o certifica&#231;&#227;o. Com base numa amostra de 112 estabelecimentos hoteleiros portugueses, os resultados mostram que a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 contribui com importantes melhorias nas v&#225;rias m&#233;tricas de avalia&#231;&#227;o de desempenho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados n&#227;o mostraram existir uma rela&#231;&#227;o entre o impacto da certifica&#231;&#227;o e a classifica&#231;&#227;o dos estabelecimentos hoteleiros, e que os benef&#237;cios da implementa&#231;&#227;o n&#227;o tendem a surgir a longo prazo. Concluiu-se tamb&#233;m que a ISO 9001:2008 produz um maior impacto no desempenho do que a vers&#227;o de 2000, e que os elevados custos da implementa&#231;&#227;o constituem o principal motivo para a n&#227;o certifica&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Palavras-chave: </b>ISO 9001, certifica&#231;&#227;o, implementa&#231;&#227;o, desempenho, sector hoteleiro. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The current global financial crisis has been promoting a greater focus on quality in the hospitality industry. This study aims to: analyze the impact of ISO 9001 implementation in the organization&#8217;s performance in this industry; to study if benefits differ according to the hotels&#8217; rating and if they tend to emerge in long-term; to assess if the most recent version of ISO produces a greater impact than the older versions; and finally to identify the main reasons for non-certification. Based on a sample of 112 Portuguese hotels, the results show that ISO 9001 implementation contributes to improvements in several performance measures. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No relationship was found between the quality certification&#8217;s impact on performance and the hotels&#8217; rating, and that ISO 9001 implementation benefits do not tend to emerge in the long-term. However, ISO 9001:2008 produces a greater impact on performance than the 2000 version, and finally, the high costs of implementation appear to be the main reason for non-certification. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Keywords: </b>ISO 9001, certification, implementation, performance, hospitality industry.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >1.  Introdu&#231;&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, o n&#250;mero de empresas certificadas pela ISO 9001 tem apresentado uma evolu&#231;&#227;o muito positiva em todo o Mundo. De acordo com a ISO <i >Survey of Certifications</i> 2009, existiam j&#225; nesse ano mais de um milh&#227;o de empresas certificadas, o que representa uma varia&#231;&#227;o positiva de 210%, face a 1999. Entre 1998 e 2008, o n&#250;mero de empresas certificadas em Portugal cresceu de 994 para 5.128, o que representa um crescimento ainda mais expressivo de 416% (ISO, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Portugal, o sector hoteleiro desempenha um importante papel na Economia do pa&#237;s. O INE (2011) estima que o contributo deste sector para o Produto Interno Bruto se situou nos 9,2%, o que representa uma varia&#231;&#227;o hom&#243;loga positiva de 0,4 pontos percentuais. Lisboa &#233; referida como sendo a regi&#227;o do pa&#237;s com maior n&#250;mero de h&#243;spedes em alojamento coletivo e o Algarve como a regi&#227;o com maior capacidade de alojamento (INE, 2010; Faria, Trigueiros & Ferreira, 2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre 2006 e 2010, &#8220;o Turismo conquistou um papel central na economia portuguesa e &#233; hoje l&#237;der nas exporta&#231;&#245;es, na sustentabilidade, na inova&#231;&#227;o e na cria&#231;&#227;o de emprego. O Turismo contribui, como nenhuma outra atividade, para a corre&#231;&#227;o de assimetrias e para a cria&#231;&#227;o de emprego sendo j&#225; um dos principais motores do desenvolvimento regional em Portugal&#8221; (Turismo de Portugal, 2011, p&#225;g. 5). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Decreto-Lei n.&#186; 39/2008, de 7 de Mar&#231;o, apresenta a seguinte tipologia de empreendimentos tur&#237;sticos: estabelecimentos hoteleiros (hot&#233;is, hot&#233;is-apartamentos e pousadas), aldeamentos tur&#237;sticos, apartamentos tur&#237;sticos, conjuntos tur&#237;sticos (resorts), empreendimentos de turismo de habita&#231;&#227;o, empreendimentos de turismo no espa&#231;o rural, parques de campismo e de caravanismo e empreendimentos de turismo da natureza. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Julho de 2010, o sector hoteleiro era composto por 948 estabelecimentos hoteleiros, que se classificam em hot&#233;is, hot&#233;is-apartamentos e pousadas (INE, 2011). No <a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a> &#233; apresentada a distribui&#231;&#227;o dos estabelecimentos hoteleiros.</font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08g1.jpg" width="353" height="262"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2010, de acordo com o Turismo de Portugal, foram   registadas 37,5 milh&#245;es de dormidas, valor equivalente a uma varia&#231;&#227;o hom&#243;loga   positiva de 2,7%. O <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08g2.jpg">Gr&#225;fico 2</a> ilustra uma varia&#231;&#227;o positiva de 11,3% no n&#250;mero   de dormidas de portugueses, entre 2006 e 2010. No entanto, o decr&#233;scimo em 6%   do n&#250;mero de dormidas de estrangeiros n&#227;o permitiu que o n&#250;mero total de   dormidas nos estabelecimentos hoteleiros tivesse uma evolu&#231;&#227;o positiva durante esses cinco anos. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A competitividade &#233; uma quest&#227;o de sobreviv&#234;ncia.   Para obt&#234;-la, tem crescido imenso a import&#226;ncia dada pelas Organiza&#231;&#245;es &#224;   satisfa&#231;&#227;o do cliente. A Qualidade surge assim como um motor para uma   estrat&#233;gia focalizada no cliente, que vai ao encontro das suas necessidades e   expectativas expl&#237;citas e impl&#237;citas, tendo sempre no entanto como pano de   fundo uma maior produtividade. Maiores desafios e maior competi&#231;&#227;o tornam a   qualidade do servi&#231;o e o desempenho mais importantes (Huang, Chu & Wang, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fernandes & Guerra (2008), referem que a complexidade do turismo est&#225; relacionada com a interliga&#231;&#227;o de todos os seus subsistemas, e que o &#234;xito do sistema tur&#237;stico resulta de pequenos e sucessivos &#234;xitos em cada subsistema. Um determinado contratempo, ou dificuldade, pode arruinar a imagem tur&#237;stica de um local, pois pode ser percebido pelo cliente como uma falta de qualidade daquele alojamento ao receber os visitantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ISO 9001:2008 prop&#245;e um Sistema de Gest&#227;o de Qualidade, por processos, que pretende colocar os requisitos do cliente como <i >input</i> da produ&#231;&#227;o, de modo a satisfazer as expectativas dos clientes e alcan&#231;ar a melhoria cont&#237;nua do seu desempenho na busca destes objetivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora existam v&#225;rios estudos emp&#237;ricos, a evid&#234;ncia recolhida n&#227;o permite ter uma vis&#227;o consensual sobre o impacto da implementa&#231;&#227;o das normas ISO 9000 e o seu contributo para o desempenho financeira e n&#227;o financeiro das Organiza&#231;&#245;es. Por exemplo, Gotzamani, Theodorakioglou & Tsiotras (2006) conclu&#237;ram que a certifica&#231;&#227;o acrescenta valor globalmente e &#233; extremamente importante para atingir o paradigma <i >Total Quality Management</i> (TQM). No entanto, Mart&#237;nez-Costa & Mart&#237;nez-Lorente (2007) sustentam que a ISO 9000 produz um efeito negativo nos resultados financeiros, pois os custos inerentes &#224; certifica&#231;&#227;o s&#227;o demasiado elevados. Segundo Carlsson & Carlsson (1996), o sucesso da ISO 9000 depende da forma como esta &#233; implementada. Estes defendem que apesar de a certifica&#231;&#227;o ser por vezes o resultado de press&#245;es externas (e.g. certifica&#231;&#227;o de concorrentes), o seu contributo para o desempenho est&#225; dependente do empenho dos &#243;rg&#227;os de gest&#227;o e dos restantes recursos humanos para atingir o TQM e implementar melhorias na Organiza&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto, o presente estudo tem o objetivo de analisar se existe uma rela&#231;&#227;o entre a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 e o desempenho global dos estabelecimentos hoteleiros em Portugal, porque a certifica&#231;&#227;o da qualidade no sector hoteleiro tem tido uma evolu&#231;&#227;o significativa ao longo dos &#250;ltimos anos. Com a realiza&#231;&#227;o deste estudo pretende-se contribuir para um melhor conhecimento sobre uma tem&#225;tica que tem merecido aten&#231;&#227;o da comunidade acad&#233;mica internacional, sobretudo num sector que assume um papel vital na economia portuguesa. Para esse efeito, o estudo baseou-se em dados recolhidos atrav&#233;s de inqu&#233;rito a 112 estabelecimentos hoteleiros. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >2.  Revis&#227;o da literatura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.1Certifica&#231;&#227;o da qualidade e desempenho organizacional</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na literatura &#233; poss&#237;vel constatar a exist&#234;ncia de v&#225;rios estudos que analisam o impacto das v&#225;rias vers&#245;es da ISO 9001 nos v&#225;rios dom&#237;nios da gest&#227;o, nomeadamente, o seu contributo para o desempenho financeiro e n&#227;o financeiro das Organiza&#231;&#245;es. Este tema &#233; muito controverso e est&#225; longe de gerar consenso. No entanto constata-se que as &#250;ltimas vers&#245;es da ISO 9001, nomeadamente as de 2000 e 2008, t&#234;m gerado menos cr&#237;ticas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de ter um enorme foco na melhoria do processo produtivo, a ISO 9001:1994 acrescenta valor globalmente e &#233; extremamente importante para atingir o TQM, apesar de n&#227;o ser suficiente por si s&#243; (Gotzamani <i >et al.</i>, 2006). Simmons & White (1999) verificaram que as empresas de eletr&#243;nica norte-americanas certificadas obtiveram um desempenho financeiro superior relativamente a um grupo de controlo de empresas n&#227;o certificadas. No entanto n&#227;o encontraram diferen&#231;as no r&#225;cio <i >Sales on Assets.</i> Casades&#250;s, Gim&#233;nez & Heras (2001) estudaram o impacto da certifica&#231;&#227;o em empresas bascas e conclu&#237;ram que estas obtiveram substanciais benef&#237;cios financeiros e operacionais. O estudo de Chow-Chua, Goh & Wan, (2003) revela que as empresas certificadas de Singapura apresentam melhores resultados do que as empresas n&#227;o certificadas. Para al&#233;m disso, as empresas que superam os  requisitos m&#237;nimos exigidos pela norma, atingem tamb&#233;m melhores resultados. Corbett, Montes-Sancho & Kirsch (2005) verificaram que, passados tr&#234;s anos desde a data da implementa&#231;&#227;o, as empresas certificadas pela ISO 9001:1994 exibiram um significativo aumento das vendas e dos r&#225;cios <i >Return on Assets</i> (ROA), <i >Return on Sales </i>(ROS) e <i >Sales on Assets </i>relativamente a empresas n&#227;o certificadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Heras, Casad&#233;us & Dick (2002a) tamb&#233;m verificaram um forte e positivo impacto da implementa&#231;&#227;o da ISO no desempenho financeiro. No entanto, detetaram que este surge sobretudo a longo prazo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gotzamani & Tsiotras (2002) conclu&#237;ram que a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 produz benef&#237;cios fundamentalmente na organiza&#231;&#227;o interna e opera&#231;&#245;es, no desenvolvimento da cultura organizacional, na qualidade do produto final e na satisfa&#231;&#227;o do cliente. No entanto, estas normas t&#234;m tamb&#233;m sido muito criticadas pelos elevados custos e pelo disp&#234;ndio de tempo que acarretam. Por isso, poder&#227;o existir circunst&#226;ncias que levem &#224; inexist&#234;ncia de rela&#231;&#227;o positiva entre desempenho organizacional e certifica&#231;&#227;o da qualidade. Por exemplo, Terziovski, Samson & Dow (1997) e Singels, Ru&#235;l & Van der Water (2001) n&#227;o encontraram qualquer liga&#231;&#227;o entre a ISO 9001:1994 e o desempenho organizacional nas empresas australianas e alem&#227;s, respetivamente. Por outro lado, Heras, Dick & Casades&#250;s (2002b) conclu&#237;ram que as empresas certificadas da regi&#227;o basca apresentam maior volume de vendas e desempenho financeiro, situa&#231;&#227;o que j&#225; se verificava antes da certifica&#231;&#227;o, pelo que os autores defendem que o desempenho superior n&#227;o &#233; consequ&#234;ncia, mas sim causa da certifica&#231;&#227;o. Mart&#237;nez-Costa & Mart&#237;nez-Lorente (2007) sustentam esta vis&#227;o, atrav&#233;s de um estudo efetuado em empresas espanholas, onde conclu&#237;ram que a ISO 9001:2000 produz um efeito negativo nos resultados operacionais, pois os custos inerentes &#224; certifica&#231;&#227;o s&#227;o demasiado elevados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Corbett <i >et al.</i> (2005) referem que as empresas que procuram a certifica&#231;&#227;o s&#227;o de facto as empresas mais bem geridas, e por isso, n&#227;o se pode concluir que a certifica&#231;&#227;o por si s&#243; seja sempre ben&#233;fica. Consideram que o desenho e implementa&#231;&#227;o cuidadosos de sistemas de gest&#227;o da qualidade consistentes e documentados podem contribuir fortemente para um desempenho financeiro superior. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">T&#234;m surgido tamb&#233;m v&#225;rios estudos que procuram explicar o impacto desta norma com base na motiva&#231;&#227;o da Organiza&#231;&#227;o em obter a certifica&#231;&#227;o. Mart&#237;nez-Costa & Mart&#237;nez-Lorente (2007) defendem a hip&#243;tese de que as principais causas para a deteriora&#231;&#227;o dos resultados operacionais das empresas ap&#243;s a certifica&#231;&#227;o residem sobretudo na sua motiva&#231;&#227;o para a certifica&#231;&#227;o. Sampaio (2008) defende que as empresas certificadas com base em motiva&#231;&#245;es internas apresentaram melhores desempenhos, nomeadamente na Produtividade e no r&#225;cio ROS do que as empresas certificadas com base em motiva&#231;&#245;es externas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gotzamani & Tsiotras (2002) conclu&#237;ram que as empresas gregas implementam a ISO 9001 motivadas sobretudo pela procura de melhorias da pol&#237;tica de qualidade da Organiza&#231;&#227;o. A sua principal cr&#237;tica em rela&#231;&#227;o &#224; ISO 9001:2000 n&#227;o se prende com a adequa&#231;&#227;o ou a apropria&#231;&#227;o dos seus requisitos, mas sim com a forma como as empresas lidam com esses requisitos, como resultado dos seus verdadeiros motivos. Os autores tentaram obter uma correla&#231;&#227;o entre as motiva&#231;&#245;es para a implementa&#231;&#227;o da norma e os benef&#237;cios que da&#237; adv&#234;m, onde conclu&#237;ram que as empresas que procuram a certifica&#231;&#227;o para obter uma vantagem competitiva externa atingem principalmente benef&#237;cios externos, enquanto as que procuram melhorias de qualidade atingem benef&#237;cios globais, sobretudo relacionados com melhorias nas opera&#231;&#245;es internas e na qualidade do produto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As empresas que procuram a certifica&#231;&#227;o por raz&#245;es externas, tais como press&#227;o de clientes ou como um ve&#237;culo publicit&#225;rio, focam-se nas vantagens competitivas de curto prazo, n&#227;o conseguindo tirar uma vantagem completa dos mais preciosos benef&#237;cios a longo prazo que a certifica&#231;&#227;o lhes pode oferecer. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pelo contr&#225;rio, as empresas que procuram a certifica&#231;&#227;o focando-se no desenvolvimento de um sistema de qualidade s&#243;lido para melhorar a qualidade e aumentar a satisfa&#231;&#227;o do cliente, podem beneficiar significativamente da ISO e adicionar valor &#224;s suas opera&#231;&#245;es. Os autores defendem deste modo que os motivos da certifica&#231;&#227;o s&#227;o considerados fatores-chave para o sucesso global da implementa&#231;&#227;o da ISO. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Prajogo (2011) elaborou um estudo similar a empresas australianas, onde concluiu que a certifica&#231;&#227;o com base em motiva&#231;&#245;es internas produz um efeito positivo no desempenho operacional, ao contr&#225;rio das motiva&#231;&#245;es externas, que &#8220;enfraquecem o efeito da implementa&#231;&#227;o no desempenho&#8221;. Tamb&#233;m Jang & Lin (2008) detetaram uma forte correla&#231;&#227;o positiva entre a profundidade de implementa&#231;&#227;o da ISO e o desempenho operacional. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quando uma empresa &#233; pressionada para obter a certifica&#231;&#227;o, existe a possibilidade de o processo de certifica&#231;&#227;o trazer benef&#237;cios apenas a curto-prazo, sendo insustent&#225;veis a longo prazo (Terziovski <i >et al.</i>, 1997). Zuckerman (1994) defende por sua vez que as empresas que se limitam a fazer os esfor&#231;os m&#237;nimos para se certificarem n&#227;o ser&#227;o capazes de obter todo o potencial das normas e estar&#227;o condenadas a falhar. Naveh & Marcus (2005) referem a import&#226;ncia da forma como a ISO 9001 &#233; implementada, pois a defini&#231;&#227;o dos processos introduz mudan&#231;as na Organiza&#231;&#227;o que s&#227;o fundamentais para o seu desempenho, e que podem contribuir para a obten&#231;&#227;o de vantagem competitiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de a implementa&#231;&#227;o da ISO ajudar a Organiza&#231;&#227;o a atingir melhorias iniciais no seu desempenho da qualidade, n&#227;o consegue garantir que estas melhorias continuem a verificar-se ap&#243;s a certifica&#231;&#227;o. Assim, ap&#243;s a obten&#231;&#227;o da certifica&#231;&#227;o, &#233; fundamental que a Organiza&#231;&#227;o resista &#224; in&#233;rcia inerente ao certificado e procure melhorias cont&#237;nuas no desempenho (Gotzamani <i >et al.</i>, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ISO 9000 tem um car&#225;cter est&#225;tico, pelo que deve ser alvo de uma revis&#227;o regular, de modo a manter-se em linha com o ambiente din&#226;mico atual (Chow-Chua <i >et al.</i>, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.2 Perguntas de pesquisa</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A formula&#231;&#227;o de uma estrat&#233;gia geradora de valor numa Organiza&#231;&#227;o &#233; um pilar chave para a sua competitividade no mercado. Contudo, para esta poder avaliar o sucesso da sua estrat&#233;gia, necessita de um sistema integrado de avalia&#231;&#227;o de desempenho, pois uma an&#225;lise baseada apenas em indicadores financeiros ou apenas em indicadores operacionais ser&#225; sempre uma an&#225;lise incompleta. Neste contexto, o presente estudo tem cinco objetivos, apresentados sob a forma de perguntas de pesquisa: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >PP1</b>: Verificar se os estabelecimentos hoteleiros ap&#243;s a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 tiveram uma melhoria de desempenho sob quatro perspetivas (apresentadas na <a href="#t1">Tabela 1</a>); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >PP2</b>: Verificar se os estabelecimentos hoteleiros com menor classifica&#231;&#227;o obt&#234;m um maior impacto no desempenho ap&#243;s a implementa&#231;&#227;o, comparativamente com os estabelecimentos hoteleiros com maior classifica&#231;&#227;o; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >PP3</b>: Verificar se os benef&#237;cios da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 tendem a surgir a longo prazo; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >PP4</b>: Verificar se a vers&#227;o mais recente da ISO, a ISO 9001:2008 produz um maior impacto no desempenho do que as vers&#245;es mais antigas; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >PP5</b>: Identificar os principais motivos para os estabelecimentos hoteleiros n&#227;o certificados ainda n&#227;o terem encetado o processo de implementa&#231;&#227;o da ISO 9001. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08t1.jpg" width="322" height="367">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >3.  Metodologia de Investiga&#231;&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >3.1      Question&#225;rio</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mart&#237;nez-Costa & Mart&#237;nez-Lorente (2007) estudaram o impacto da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 a empresas espanholas, atrav&#233;s duas an&#225;lises distintas: compara&#231;&#227;o de dados financeiros das empresas certificadas e n&#227;o certificadas, e um estudo longitudinal, por compara&#231;&#227;o de dados financeiros tr&#234;s anos antes e tr&#234;s anos depois desta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sendo um dos objetivos deste estudo a an&#225;lise do impacto no desempenho da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001, a metodologia inicialmente planeada seria a de aplicar as duas an&#225;lises efetuadas por Mart&#237;nez-Costa & Mart&#237;nez-Lorente (2007) a dados financeiros e operacionais do sector hoteleiro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, a impossibilidade de obten&#231;&#227;o desse tipo de dados segregados por estabelecimento hoteleiro conduziram &#224; elabora&#231;&#227;o de um question&#225;rio, que foi enviado aos gestores de estabelecimentos hoteleiros em Portugal. Esta t&#233;cnica de recolha de dados foi utilizada em estudos anteriores (e.g. Gotzamani & Tsiotras, 2002; Saizarbitoria, Land&#237;n & Fa, 2006; Prajogo, 2011). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O question&#225;rio &#233; composto por duas partes. Na primeira, dirigida a estabelecimentos hoteleiros certificados, pretende apurar-se o ano da certifica&#231;&#227;o, a vers&#227;o da primeira ISO implementada e o impacto da ISO 9001 no desempenho global da organiza&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#t1">Tabela 1</a> s&#227;o descritos os indicadores de desempenho utilizados no estudo, cuja escolha se baseou em estudos anteriores (Chow-Chua <i >et al.</i>, 2003; Jang & Lin, 2008; Abraham, Crawford, Carter, & Mazotta, 2000; Tar&#237; & Molina, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&#231;&#227;o do impacto da   certifica&#231;&#227;o nos indicadores selecionados foi baseada numa escala de Likert de   1 (irrelevante) a 5 (fundamental). A mensura&#231;&#227;o do impacto da certifica&#231;&#227;o   baseado na perce&#231;&#227;o dos inquiridos deve-se a motivos pr&#225;ticos e pedag&#243;gicos   (King, Clarkson & Wallace, 2010) apresentam com algum detalhe os motivos pr&#225;ticos e pedag&#243;gicos da utiliza&#231;&#227;o de medidas de desempenho subjetivas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segunda parte do question&#225;rio era dirigida apenas aos estabelecimentos hoteleiros n&#227;o certificados. O objetivo consistia em identificar se a implementa&#231;&#227;o faz parte das inten&#231;&#245;es da organiza&#231;&#227;o (a curto, m&#233;dio ou longo prazo) e quais os principais motivos para n&#227;o serem certificados. Para o apuramento destes motivos, foi elaborada uma quest&#227;o de resposta aberta. Esta op&#231;&#227;o, em detrimento de criar uma lista de poss&#237;veis motivos, teve como principal objetivo n&#227;o limitar os motivos a uma lista pr&#233;-definida, que poderia n&#227;o ser a mais adequada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A primeira preocupa&#231;&#227;o na elabora&#231;&#227;o do question&#225;rio centrou-se na facilidade de resposta, pelo que se optou pelo envio por correio eletr&#243;nico de um endere&#231;o, http://iso9001nosectorhoteleiro.questionpro.com, ao qual se podia aceder diretamente atrav&#233;s de um simples <i >click</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em segundo lugar, foi tido em considera&#231;&#227;o o n&#250;mero de quest&#245;es, pois pretendia-se que o tempo de resposta n&#227;o ultrapassasse os tr&#234;s minutos, de modo a tentar limitar o n&#250;mero de desist&#234;ncias. Houve tamb&#233;m a preocupa&#231;&#227;o de elaborar quest&#245;es de resposta direta e de f&#225;cil perce&#231;&#227;o. Por fim, procurou-se evitar a elabora&#231;&#227;o de quest&#245;es que exigissem dados demasiado complexos, nomeadamente na sele&#231;&#227;o dos benef&#237;cios, sobre os quais o inquirido pudesse n&#227;o ter informa&#231;&#227;o ou perce&#231;&#227;o suficiente para avaliar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >3.2 Amostra</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&#231;&#227;o considerada neste estudo &#233; de 719 estabelecimentos hoteleiros, que fazem parte do diret&#243;rio de empresas disponibilizado pela InformaDB. O n&#250;mero de respostas ao inqu&#233;rito ascendeu a 112, representando uma taxa de resposta de 16%. A amostra &#233; composta por 24 estabelecimentos hoteleiros certificados e 88 n&#227;o certificados. No <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08g3.jpg">Gr&#225;fico 3</a> &#233; apresentada a distribui&#231;&#227;o da amostra atendendo &#224; classifica&#231;&#227;o do estabelecimento hoteleiro.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Relativamente ao ano   da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001, os estabelecimentos hoteleiros certificados da   amostra obtiveram a certifica&#231;&#227;o h&#225; pouco mais de cinco anos, em m&#233;dia, sendo   que a certifica&#231;&#227;o mais antiga foi obtida em 2000 e a mais recente em 2011. O <a href="#g4">Gr&#225;fico 4</a> ilustra a estratifica&#231;&#227;o da amostra de acordo com este crit&#233;rio.</font></p>     <p><a name="g4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08g4.jpg" width="558" height="318"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Das tr&#234;s vers&#245;es da ISO at&#233; agora existentes, ISO   9001:1994, ISO 9001:2000 e ISO 9001:2008, foram obtidas respostas apenas de   hot&#233;is certificados pelas duas &#250;ltimas: 18 certificaram-se pela primeira vez   pela ISO 9001:2000, e 6 pela ISO 9001:2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >3.3      An&#225;lise de dados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em considera&#231;&#227;o a reduzida dimens&#227;o da amostra de estabelecimentos hoteleiros certificados (24 Organiza&#231;&#245;es) e a classifica&#231;&#227;o estar compreendida entre uma e cinco estrelas (cinco grupos), n&#227;o &#233; poss&#237;vel utilizar os testes n&#227;o param&#233;tricos das diferen&#231;as de m&#233;dias entre grupos para proceder &#224; an&#225;lise estat&#237;stica. Assim, a infer&#234;ncia estat&#237;stica deste estudo foi baseada no coeficiente de correla&#231;&#227;o de Spearman entre vari&#225;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso da PP2, foi calculado o coeficiente de correla&#231;&#227;o entre a classifica&#231;&#227;o do estabelecimento hoteleiro e a avalia&#231;&#227;o atribu&#237;da pelos inquiridos &#224; import&#226;ncia da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 na melhoria dos indicadores de desempenho enumerados no question&#225;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso da PP3, foi considerado o coeficiente de correla&#231;&#227;o entre o ano da certifica&#231;&#227;o e a avalia&#231;&#227;o atribu&#237;da pelos inquiridos &#224; import&#226;ncia da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 na melhoria dos indicadores de desempenho enumerados no question&#225;rio. De acordo com Heras <i >et al.</i> (2002a), os benef&#237;cios tendem a surgir a longo prazo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por &#250;ltimo, foi considerado para a PP4 o coeficiente de correla&#231;&#227;o entre a vers&#227;o da ISO 9001 implementada pela primeira vez e a pontua&#231;&#227;o atribu&#237;da &#224; import&#226;ncia da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 nos v&#225;rios benef&#237;cios. Esta an&#225;lise tinha como objetivo verificar se as vers&#245;es mais recentes da norma produzem maiores efeitos no desempenho da empresa. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b >4.  An&#225;lise dos resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >4.1 Impacto da ISO 9001 no desempemho global dos estabelecimentos hoteleiros</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O primeiro objetivo do estudo visava verificar se os estabelecimentos hoteleiros ap&#243;s a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 tiveram uma melhoria de desempenho sob as quatro perspetivas analisadas. Os resultados mostram que, de acordo com a perce&#231;&#227;o dos inquiridos, a certifica&#231;&#227;o da qualidade foi importante para a Organiza&#231;&#227;o melhorar o seu desempenho global, pois todos os indicadores de desempenho tiveram em m&#233;dia uma avalia&#231;&#227;o superior a 3 valores, numa escala de 1 a 5, conforme <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08g5.jpg">Gr&#225;fico 5</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os resultados do   inqu&#233;rito, esta norma imprime melhorias sobretudo ao n&#237;vel da monitoriza&#231;&#227;o e   avalia&#231;&#227;o de processos, sendo este o seu principal benef&#237;cio, logo seguido da   satisfa&#231;&#227;o do cliente e da melhoria do desempenho geral das atividades de <i >back-office</i> e de <i >front-office</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente &#224; perspetiva de processos internos, todos os indicadores apresentam, em m&#233;dia, pontua&#231;&#245;es elevadas: monitoriza&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o de processos (4,46 valores), melhoria do desempenho geral das atividades de <i >back-office</i> (4,25 valores) e melhoria do desempenho geral das atividades de <i >front-office</i> (4,13 valores). Deste modo, de acordo com a escala de classifica&#231;&#227;o estabelecida, o estudo permite concluir que a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 &#233; globalmente muito importante para a perspetiva de processos internos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A certifica&#231;&#227;o surge tamb&#233;m como muito importante para a satisfa&#231;&#227;o do cliente, pois este benef&#237;cio obteve em m&#233;dia a pontua&#231;&#227;o de 4,42 valores, pelo que se conclui da import&#226;ncia da implementa&#231;&#227;o para a perspetiva do cliente. Saizarbitoria <i >et al.</i> (2006) concluem que, na opini&#227;o de especialistas da &#225;rea, a ISO 9001 promove o aumento da satisfa&#231;&#227;o do cliente, o que se deve em parte a um controlo mais apertado das opera&#231;&#245;es, contribuindo para a melhoria da qualidade do servi&#231;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente &#224; perspetiva financeira, os inquiridos consideram em m&#233;dia que a implementa&#231;&#227;o &#233; mais importante para a melhoria dos resultados operacionais (3,92 valores), do que para a redu&#231;&#227;o dos custos operacionais (3,50 valores), sendo o &#250;ltimo o indicador com pior pontua&#231;&#227;o atribu&#237;da, de entre os sete indicadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mart&#237;nez-Costa & Mart&#237;nez-Lorente (2007) defendem que os custos inerentes &#224; certifica&#231;&#227;o s&#227;o demasiado elevados, o que produz um efeito negativo nos resultados operacionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, as classifica&#231;&#245;es atribu&#237;das a estes dois indicadores contrariam as suas conclus&#245;es. A diferen&#231;a na pontua&#231;&#227;o atribu&#237;da a cada um poder&#225; de facto ser explicada pelos custos inerentes &#224; certifica&#231;&#227;o. No entanto, esta n&#227;o imprime efeitos negativos nos resultados operacionais. Este fen&#243;meno pode dever-se ao aumento de vendas proporcionado pelo aumento da satisfa&#231;&#227;o do cliente. Corbett <i >et al.</i> (2005) sustentam esta conclus&#227;o, pois defendem que a ISO 9001 proporciona o aumento das vendas. Saizarbitoria <i >et al.</i> (2006), apesar de n&#227;o conseguirem concluir sobre efeitos econ&#243;micos da ISO 9001, observaram tamb&#233;m consenso na opini&#227;o de que a ISO 9001 contribui para o aumento das vendas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, a perspetiva de aprendizagem e crescimento, atrav&#233;s do indicador motiva&#231;&#227;o dos funcion&#225;rios, apesar de ter uma boa pontua&#231;&#227;o (3,83 valores), apresenta a segunda pontua&#231;&#227;o mais reduzida comparativamente aos outros indicadores. Este resultado &#233; sustentado por Gotzamani <i >et al.</i> (2006), que tamb&#233;m verificaram um impacto mais reduzido nos indicadores englobados nesta perspetiva. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Como em todas as perspetivas foram reportadas importantes melhorias, pode concluir-se que a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 contribui para a melhoria do desempenho global dos estabelecimentos hoteleiros. Estes resultados corroboram as conclus&#245;es dos estudos de Gotzamani & Tsiotras (2002) e de Casades&#250;s <i >et al.</i> (2001), que incidiram sobre empresas de v&#225;rios sectores. A implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 nos estabelecimentos hoteleiros &#233; assim fonte de cria&#231;&#227;o de valor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As elevadas pontua&#231;&#245;es nas perspetivas de processos internos e do cliente denotam uma forte componente da efic&#225;cia. No entanto, a perspetiva financeira apresenta uma pontua&#231;&#227;o menor que as duas perspetivas anteriores, pelo que, a n&#237;vel de efici&#234;ncia, a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 n&#227;o desempenha um papel t&#227;o forte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De facto, a ISO 9001, de acordo com os seus princ&#237;pios base, centra-se na efic&#225;cia, ou seja, da defini&#231;&#227;o de atividades como processos. No entanto, a ISO 9004:2009, apesar de se sustentar igualmente numa abordagem por processos, promove j&#225; a efici&#234;ncia, atrav&#233;s da gest&#227;o de processos, procurando melhorias nestes e conduzindo &#224; otimiza&#231;&#227;o de recursos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segundo objetivo do trabalho visava verificar se os estabelecimentos hoteleiros com menor classifica&#231;&#227;o obt&#234;m um maior impacto no desempenho ap&#243;s a implementa&#231;&#227;o, comparativamente com os estabelecimentos hoteleiros com maior classifica&#231;&#227;o (PP2). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gotzamani & Tsiotras (2002) sustentam uma forte correla&#231;&#227;o negativa entre o impacto sentido e a dimens&#227;o da empresa, ou seja, as empresas com maior dimens&#227;o sentem um menor impacto da certifica&#231;&#227;o. Os autores explicam o fen&#243;meno com o facto de que as grandes empresas t&#234;m menor margem de melhoria, pois s&#227;o &#224; partida dotadas de processos mais formais e de maior organiza&#231;&#227;o previamente &#224; certifica&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Poder&#225; efetuar-se um paralelismo entre a dimens&#227;o da empresa e a categoria dos estabelecimentos hoteleiros e, assim, assumir que os estabelecimentos hoteleiros com maior classifica&#231;&#227;o possuem, a par das grandes empresas mencionadas pelos autores, processos mais formais e ser&#227;o mais organizados, pela exigente necessidade de manterem um elevado n&#237;vel de servi&#231;o que a elevada classifica&#231;&#227;o os exige. No entanto, contrariamente &#224;s conclus&#245;es apresentadas nesse estudo, as pontua&#231;&#245;es atribu&#237;das pelos inquiridos permitem concluir que n&#227;o existe correla&#231;&#227;o entre a classifica&#231;&#227;o do estabelecimento hoteleiro e o impacto da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 (<a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O terceiro objetivo do trabalho visava verificar se os benef&#237;cios da   implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 tendem a surgir a longo prazo (PP3). De acordo com os   resultados da <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08t3.jpg">Tabela 3</a>, n&#227;o existe evid&#234;ncia de diferen&#231;as significativas no<br clear=all >   impacto sentido nos v&#225;rios benef&#237;cios ao   longo do tempo. Conclui-se assim que os efeitos da ISO 9001 n&#227;o s&#227;o maximizados a longo prazo, contrariando as conclus&#245;es do estudo de Heras <i >et al.</i> (2002a).  </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Por &#250;ltimo, o quarto   objetivo do nosso trabalho visava verificar se a vers&#227;o da ISO 9001 utilizada   tem impacto no desempenho. (PP4). De acordo com os resultados da <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08t4.jpg">Tabela 4</a> pode   verificar-se que a vers&#227;o mais recente, a ISO 9001:2008, produz um maior   impacto no desempenho geral das atividades de <i >back-office</i> do que a ISO 9001:2000. No entanto, n&#227;o existe   evid&#234;ncia de diferen&#231;as significativas no impacto sentido nos restantes   benef&#237;cios em fun&#231;&#227;o da vers&#227;o da ISO 9001 adotada. Deste modo, conclui-se que   a ISO 9001:2008 apresenta melhorias face &#224; vers&#227;o anterior apenas na perspetiva de processos internos.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana"><b >4.2 Motivos da n&#227;o certifica&#231;&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 88 estabelecimentos hoteleiros n&#227;o certificados, apenas 30 responderam que a certifica&#231;&#227;o pela ISO 9001 n&#227;o faz parte dos seus objetivos. Assim, 66% dos inquiridos inclui a implementa&#231;&#227;o nos seus objetivos. Como se pode verificar pela <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08t5.jpg">Tabela 5</a>, do total dos inquiridos, 9 encontram-se em fase de certifica&#231;&#227;o e 29 pensam certificar-se no m&#233;dio prazo (um a tr&#234;s anos).</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na quest&#227;o de resposta aberta &#8220;Quais as principais raz&#245;es para o estabelecimento hoteleiro n&#227;o ser certificado&#8204;&#8221;, foram apresentados diversos motivos para o estabelecimento hoteleiro n&#227;o ser certificado. Estes podem ser agrupados nas seguintes categorias: Custo elevado, Burocracia, Falta de recursos, Falta de relev&#226;ncia da ISO 9001, Certifica&#231;&#245;es alternativas, Idade prematura do estabelecimento hoteleiro, e Outros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a08g6.jpg">Gr&#225;fico 6</a> &#233; apresentada a distribui&#231;&#227;o das frequ&#234;ncias dos motivos da n&#227;o implementa&#231;&#227;o da ISO 9001. O fator &#8220;custo elevado&#8221; surge como o principal motivo, o que &#233; consistente com as reduzidas pontua&#231;&#245;es atribu&#237;das ao benef&#237;cio &#8220;redu&#231;&#227;o dos custos operacionais&#8221;. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Os motivos &#8220;falta de relev&#226;ncia da ISO 9001&#8221; e &#8220;certifica&#231;&#245;es alternativas&#8221; foram em conjunto referidos por 9 estabelecimentos hoteleiros, o que demonstra uma relativa preponder&#226;ncia do interesse de ferramentas alternativas &#224; ISO 9001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi referido por um dos inquiridos que existem no mercado outras certifica&#231;&#245;es, ainda mais direcionadas para o sector dos servi&#231;os na &#225;rea.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >5.  Conclus&#245;es e recomenda&#231;&#245;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >5.1  Conclus&#245;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo pretendia responder a cinco quest&#245;es. A primeira e principal quest&#227;o prendia-se com o impacto da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 na melhoria de desempenho. Concluiu-se que de acordo com a perce&#231;&#227;o dos gestores dos estabelecimentos hoteleiros inquiridos, a implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 contribui com importantes melhorias em todas as perspetivas deste modelo, podendo mesmo afirmar-se que esta norma acrescenta valor aos estabelecimentos hoteleiros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A forma como os processos s&#227;o implementados &#233; fundamental para o sucesso da ISO 9001, pois s&#227;o o seu desenho e implementa&#231;&#227;o que determinar&#227;o a profundidade do impacto desta norma. Sendo o sector hoteleiro um sector em que a satisfa&#231;&#227;o do cliente &#233; t&#227;o valorizada, os processos desenhados t&#234;m por base essa motiva&#231;&#227;o, o que poder&#225; explicar o forte impacto da certifica&#231;&#227;o para a satisfa&#231;&#227;o do cliente e que depois acaba por influir em fortes melhorias no desempenho global do estabelecimento hoteleiro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segunda quest&#227;o pretendia apurar se existe uma rela&#231;&#227;o entre a melhoria de desempenho imputada pela certifica&#231;&#227;o e a classifica&#231;&#227;o dos estabelecimentos hoteleiros. A an&#225;lise de dados n&#227;o evidenciou diferen&#231;as entre os benef&#237;cios sentidos pelos dois subgrupos, podendo concluir-se que o n&#237;vel de impacto da certifica&#231;&#227;o n&#227;o depende &#224; partida da classifica&#231;&#227;o do estabelecimento hoteleiro. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ao contr&#225;rio do que se vem afirmando na literatura, este estudo n&#227;o permitiu concluir que os benef&#237;cios da implementa&#231;&#227;o da ISO 9001 tendem a surgir a longo prazo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conclui-se no entanto que os benef&#237;cios imputados pela ISO 9001:2008 s&#227;o superiores aos imputados pela ISO 9001:2000 na perspetiva de processos internos. Nas restantes perspetivas, n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as nos efeitos da implementa&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, neste estudo procurou-se identificar os principais motivos para os estabelecimentos hoteleiros n&#227;o certificados n&#227;o obterem a certifica&#231;&#227;o. Os elevados custos que esta implica, surgem como a maior entrave &#224; certifica&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >5.2 Limita&#231;&#245;es e recomenda&#231;&#245;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das limita&#231;&#245;es impostas a este trabalho est&#225; impl&#237;cita &#224; t&#233;cnica de recolha de dados usada, uma vez que n&#227;o &#233; poss&#237;vel controlar o n&#250;mero de respostas obtidas, estando sujeito ao interesse demonstrado por quem responde. Sendo de mencionar que apesar dos esfor&#231;os desenvolvidos n&#227;o foi obtido o n&#237;vel de respostas esperado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para al&#233;m disso, &#233; de referir que este m&#233;todo de investiga&#231;&#227;o, atrav&#233;s de question&#225;rios, est&#225; sujeita a poss&#237;veis incorre&#231;&#245;es de interpreta&#231;&#227;o &#224;s quest&#245;es colocadas. Para ultrapassar esta limita&#231;&#227;o, foram realizados pr&#233;-testes junto de potenciais inquiridos para poder melhorar e clarificar as quest&#245;es colocadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, a reduzida dimens&#227;o da amostra dos estabelecimentos hoteleiros certificados impossibilitou a utiliza&#231;&#227;o de testes mais exaustivos para a realiza&#231;&#227;o da infer&#234;ncia estat&#237;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, e como recomenda&#231;&#245;es, estando este trabalho limitado &#224; perce&#231;&#227;o dos inquiridos, seria interessante num pr&#243;ximo estudo considerar medidas de avalia&#231;&#227;o de desempenho mais objetivas, e seria tamb&#233;m interessante fazer entrevistas pessoais aos inquiridos, de forma a obter uma informa&#231;&#227;o mais detalhada sobre os efeitos da implementa&#231;&#227;o nas v&#225;rias &#225;reas da organiza&#231;&#227;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >Refer&#234;ncias   bibliogr&#225;ficas</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Abraham, M., Crawford, J., Carter, D. & Mazotta, F. (2000). Management decisions for effective ISO 9000 accreditation. <i >Management Decision, 38</i>(3), 182-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-8458201400020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carlsson, M. & Carlsson, D. (1996). Experiences of implementing ISO 9000 in Swedish industry. <i >International Journal of Quality & Reliability Management, 13</i>(7), 36-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-8458201400020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Casades&#250;s, M., Gim&#233;nez, G. & Heras, I. (2001). Benefits of ISO 9000 implementation in Spanish industry. <i >European Business Review, 13</i>(6), 327-336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-8458201400020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chow-Chua, C., Goh, M., & Wan, T. B., (2003). Does ISO 9000 certification improve business performance&#8204;. <i >International Journal of Quality & Reliability Management, 20</i>(8), 936-953.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-8458201400020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Corbett, C. J., Montes-Sancho, M. J. &   Kirsch, D. A. (2005). The financial impact of ISO 9000 certification in the US: an empirical analysis. <i >Management Science, 51(7</i>), 1046-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S2182-8458201400020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Decreto-Lei n.&#186; 39/2008, de 7 de Mar&#231;o. Di&#225;rio da Rep&#250;blica n&#186; 49/2008 - I S&#233;rie. Minist&#233;rio da Economia e da Inova&#231;&#227;o. Lisboa. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Faria, A. R., Trigueiros, D. & Ferreira, L. (2012). Pr&#225;ticas de custeio e controlo de gest&#227;o no sector hoteleiro do Algarve. <i >Tourism & Management Studies</i>, 8, 100-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-8458201400020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fernandes, E. M. R. & Guerra, J. G. (2008). Gest&#227;o pela qualidade total em empresas tur&#237;sticas. <i >Revista Encontros Cient&#237;ficos</i> <i >-</i> <i >Tourism & Management Studies</i>, 4, 40-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-8458201400020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gotzamani, K. & Tsiotras, G. (2002). The true motives behind ISO 9000 certification: their effect on the overall certification benefits and long term contribution towards TQM. <i >International Journal of Quality & Reliability Management, 19</i> (2), 151-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-8458201400020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gotzamani, K., Theodorakioglou, Y. & Tsiotras, G. (2006). A longitudinal study of the ISO 9000 (1994) series&#8217; contribution towards TQM in Greek industry. <i >The TQM Magazine, 18</i>(1), 44-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-8458201400020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Heras, I., Casad&#233;us, M. & Dick, G. (2002a). ISO 9000 certification and the bottom line: a comparative study of the profitability of Basque region companies. <i >Managerial Auditing Journal, 17</i>(1), 72-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-8458201400020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Heras, I., Dick, G. P. & Casades&#250;s, M. (2002b). ISO 9000 registration impact on sales and profitability: a longitudinal analysis of performance before and after accreditation. <i >International Journal of Quality & Reliability Management, 19</i>(6), 774-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-8458201400020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Huang, H., Chu, W. & Wang, W. (2007). Strategic Performance Measurement and Value Drivers: Evidence from International Tourist Hotels in an Emerging Economy. <i >The Service Industries Journal, 27(8</i>), 1111-1128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S2182-8458201400020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INE, I. P. (2010), Estat&#237;sticas do Turismo 2009. Lisboa &#8211; Portugal. Acedido em Setembro, 20, 2011, em <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">http://www.ine.pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-8458201400020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INE, I. P. (2011). Estat&#237;sticas do Turismo 2010. Lisboa &#8211; Portugal. 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Acedido em Setembro, 20, 2011, em <a href="http://www.iso.ch" target="_blank">http://www.iso.ch</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S2182-8458201400020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ISO (2010). ISO Survey of Certifications 2009. Switzerland. 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An integrated framework for ISO 9000 motivation, depth of ISO implementation and firm performance: The case of Taiwan. <i >Journal of Manufacturing Technology Management, 19</i>(2), 194-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S2182-8458201400020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">King, R., Clarkson, P. & Wallace, S. (2010). Budgeting practices and performance in small healthcare businesses, <i >Management Accounting Research, 21</i>, 40-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-8458201400020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mart&#237;nez-Costa, M. & Mart&#237;nez-Lorente, A. R. (2007). A triple analysis of ISO 9000 effects on company performance. <i >International Journal of Productivity and Performance Management, 56</i>(5/6), 484-499.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S2182-8458201400020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Naveh, E. & Marcus A. (2005). Achieving Competitive Advantage Through Implementing a Replicable Management Standard: Installing and Using ISO 9000. <i >Journal of Operations Management, 24</i>, 1-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S2182-8458201400020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Prajogo, D. (2011). The roles of firms' motives in affecting the outcomes of ISO 9000 adoption. <i >International Journal of Operations & Production Management, 31</i>(1), 78-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-8458201400020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Saizarbitoria, I., Land&#237;n, G. A. & Fa, M. C. (2006). The impact of quality management in European companies' performance: The case of the Spanish companies. <i >European Business Review, 18</i> (2), 114-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S2182-8458201400020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Sampaio, P. (2008). <i >Estudo do Fen&#243;meno ISO 9000: origens, motiva&#231;&#245;es, consequ&#234;ncias e perspectivas</i>. Disserta&#231;&#227;o para obten&#231;&#227;o do grau de Doutor em Engenharia de Produ&#231;&#227;o e Sistemas (n&#227;o publicada). Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S2182-8458201400020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Simmons, B. L. & White, M. A. (1999). The relationship between ISO 9000 and business performance: does registration really matter&#8204; <i >Journal of Managerial Issues, 11</i>(3), 330-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S2182-8458201400020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Singels, J., Ru&#235;l, G. & Van der Water, H. (2001). ISO 9000 series - Certification and performance. <i >International Journal of Quality & Reliability Management, 18</i>(1), 62-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S2182-8458201400020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Tar&#237;, J. & Molina, J., (2002). Quality management results in ISO 9000 certified Spanish firms. <i >The TQM Magazine, 14</i> (4), 232-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S2182-8458201400020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Terziovski, M., Samson, D. & Dow, D. (1997). &#8220;The business value of quality management systems certification. Evidence from Australia and New Zealand. <i >Journal of Operations Management, 15</i>, 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S2182-8458201400020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Turismo de Portugal, I. P. (2011). Plano Estrat&#233;gico Nacional do Turismo, vers&#227;o 2.0. Minist&#233;rio da Economia, da Inova&#231;&#227;o e do Desenvolvimento. Lisboa. Acedido em Setembro, 20, 2011, em <a href="http://www.turismodeportugal.pt" target="_blank">http://www.turismodeportugal.pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S2182-8458201400020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Zuckerman, A. (1994, May 16). EC drops ticking time bomb - it could prove lethal to the ISO 9000 community. <i >Industry Week,</i> 44-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S2182-8458201400020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Processo do artigo:</b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana"><b >Enviado</b>: 18 Julho 2013    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><b >Aceite</b>: 19 Dezembro 2013   </font></p>      ]]></body><back>
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